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de harmonia na 
família piorar seu 
desempenho nas 
relações exteriores.
b) Estressores:
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Caro pós-graduando, os estudos que você realizou até aqui têm como 
objetivo auxiliá-lo em sua prática pedagógica de um fazer inclusivo. Nessa 
perspectiva, esperamos que essa leitura se torne um “saber fazer”, tornando-
se relevante nos contornos sociais e escolares em que você, profissional da 
educação, está inserido. 
as nOvas sOciOPatias 
Novas sociopatias: são alguns distúrbios como: dificuldades 
de relacionamentos mesmo com colegas de sala de aula, ou de 
trabalho, lidar com pai ou mãe ou irmãos depois da separação. 
São desenvolvidos pelas pessoas, que não necessariamente 
sejam crianças ou jovens, o adulto também não está imune, 
podendo acarretar, dentre outros problemas, sérias falhas nos 
relacionamentos interpessoais e de aprendizagem e falta de 
concentração (grifo da autora).
Atualmente denominam-se novas sociopatias o que está relacionado às 
estruturas ou desestruturas familiares. As relações nas famílias podem vir 
a causar danos emocionais e, caso o sujeito seja um deficiente intelectual, 
pode essa falta de harmonia na família piorar seu desempenho nas relações 
exteriores, principalmente na instituição escola, pois é onde haverá a 
convivência por mais tempo e com um número maior de pessoas, gerando, 
dessa forma, um aumento dos atritos com os colegas de sala e demais alunos.
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 A Relação Família, Escola e Deficiência Intelectual
A Agressão Emocional é especialidade do meio familiar, 
chegando-se ao requinte de agredir intencionalmente com um 
falso aspecto de estar fazendo o bem ou de não saber que está 
agredindo.
Muitas vezes, esses desacordos familiares podem vir a gerar um desequilíbrio 
da personalidade que vai muito além apenas de falta de relacionamentos 
saudáveis, sendo que um dos fatores é o desencadeamento de violência física.
De acordo com Ballone (2008), o termo “desequilíbrio da 
personalidade sociopática”, que substituiu “psicopatia”, foi incluído 
no Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Primeira 
Edição (DSM-I), compêndio de distúrbios mentais reconhecidos 
publicado em 1952. Os psiquiatras usavam o termo “distúrbio da 
personalidade psicopática” para descrever pessoas que exibiam 
comportamento anormal em relação ao seu ambiente 
De acordo com Lorenzini (1999), as crianças que apresentam deficiência 
intelectual reagem de forma branda aos incentivos que são proporcionados 
pelo espaço doméstico, e suas respostas aos estímulos podem ser muito 
demoradas ou muitas vezes díspares do que se espera. Assim, precisam 
de estímulos ininterruptos para que possam vislumbrar o emprego das 
informações que possam assimilar. A autora relata que, para que a criança 
possa desenvolver suas habilidades, ela necessita ser auxiliada de maneira 
que os estímulos respeitem as suas necessidades.
Segundo Belloni (2008), a Codependência é um transtorno 
emocional definido e conceituado por volta das décadas de 70 
e 80, relacionado aos familiares dos dependentes químicos e 
atualmente estendido também aos casos de alcoolismo, de jogo 
patológico e outros problemas sérios da personalidade.
A Codependência se caracteriza por uma série de sintomas e 
atitudes mais ou menos teatrais, e cheias de Mecanismos de Defesa. 
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O PaPel da Família nO desenvOlvimentO dO deFiciente intelectual Capítulo 2 
Há muitas pessoas com transtornos emocionais derivados de sintomas 
descritos e suas atitudes que podem vir a interferir nas suas atividades e 
relações sociais.
Quando as dificuldades se apresentam no âmbito escolar, é necessário 
que o profissional da educação esteja apto a lidar com a situação. Creio, caro 
educando, que o conhecimento da deficiência intelectual e de como ela se 
manifesta possam ajudá-lo nas práticas que você desenvolverá no dia a dia.
Para que você possa entender melhor algumas características dos 
transtornos de personalidade, o texto a seguir pode ajudá-lo. 
1. Dificuldade para estabelecer e manter relações íntimas sadias 
e normais, sem que grude muito ou dependa muito do outro.
2. Congelamento emocional. Mesmo diante dos absurdos 
cometidos pela pessoa problemática o codependente, mantém-
se com a serenidade própria dos mártires.
3. Perfeccionismo. Da boca para fora, ou seja, ele professa um 
perfeccionismo que, na realidade, ele queria que a pessoa 
problemática tivesse.
4. Necessidade obsessiva de controlar a conduta de outros. 
Palpites, recomendações, preocupações, gentilezas quase 
exageradas fazem com que o codependente esteja sempre 
superssolícito com quase todos (assim ele justificaria que sua 
solicitude não é apenas com a pessoa problemática).
5. Condutas pseudocompulsivas. Se o codependente paga as 
dívidas da pessoa problemática ele “nunca sabe bem porque 
fez isso”, diz que não consegue se controlar.
6. Sentir-se responsável pelas condutas de outros. Na realidade 
ele se sente mesmo responsável pela conduta da pessoa 
problemática, mas para que isso não motive críticas, ele 
aparenta ser responsável também pela conduta dos outros.
7. Profundos sentimentos de incapacidade. Nunca tudo aquilo 
que fez ou está fazendo pela pessoa problemática parece ser 
satisfatório.
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 A Relação Família, Escola e Deficiência Intelectual
8. Constante sentimento de vergonha, como se a conduta 
extremamente inadequada da pessoa problemática fosse, de 
fato, sua. 
9. Baixa autoestima.
10. Dependência da aprovação externa, até por uma questão da 
própria autoestima.
11. Dores de cabeça e das costas crônicas que aparecem como 
somatização da ansiedade.
12. Gastrite e diarréia crônicas, como envolvimento psicossomático 
da angústia e conflito.
13. Depressão. Resultado final.
Fonte: Disponível em: <http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/
LerNoticia&idNoticia=24->. Acesso em: 14 ago. 2012.
Como você percebeu, são várias as possibilidades de acontecerem 
os sintomas descritos acima. Com o conhecimento deles, você entenderá o 
que acontece e poderá aplicar o diagnóstico na sua técnica pedagógica, de 
maneira a interferir para beneficiar o deficiente intelectual no seu desempenho 
da aprendizagem e nas relações, especialmente dentro do universo escolar.
Atividades de Estudos: 
1) Sobre as novas sociopatias, você deve ter percebido que as 
pessoas podem alterar seu comportamento, e um dos fatores 
é que os deficientes intelectuais tem a dificuldade em criar e 
manter relações íntimas sadias e normais, sem que se crie 
uma relação em que um dependa muito do outro. Como você 
compreende essa dificuldade de estabelecer relações sociais 
saudáveis?
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O PaPel da Família nO desenvOlvimentO dO deFiciente intelectual Capítulo 2 
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2) Você estudou que a “codependência” é um transtorno