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prospectivos que orientam a tomada de decisões. 
 RESULTADO : 
conhecimentos com credibilidade, completude e objetividade. 
Talvez, aqui, um dos elementos mais importantes da atividade de inteligência, que é a 
credibilidade. Como saber se os dados e informações coletadas podem, realmente, ser usadas no processo 
decisório? 
Todo pesquisador, ao concluir o seu trabalho, precisa mostrar a metodologia, a fim de que a 
comissão científica ou editorial acreditem nos seus resultados. Convencer a banca ou os avaliadores é 
fundamental, nesta área. 
Na inteligência, ainda mais. Afinal, o Presidente da República tomará uma decisão, que afetará a 
vida de todos os brasileiros, e, ainda, poderá afetar as relações internacionais, os negócios do Brasil e a 
vida de pessoas em outros países. 
Portanto, a fidedignidade das informações é salutar. A análise, isenta de preconceitos e 
partidarismos, também. 
Nesse viés, uma coisa sempre nos preocupa. O risco de um profissional de inteligência, no afã de 
apresentar resultados, manipular dados e informações, para obter crédito. Assim, considerando que tudo 
que um órgão divulga é sua convicção, precisamos ter profissionais cada vez mais preparados. 
Nesse mesmo viés, corremos ainda o risco de o profissional desrespeitar a legislação brasileira, 
principalmente os direitos constitucionais de privacidade e de inviolabilidade da vida privada, honra e 
imagem das pessoas, preconizada na mesma Constituição Federal. Nenhuma atividade pode ser justificada, 
mediante essas violações, bem como violações sobre os direitos humanos. A atividade de inteligência não 
está acima desses limites. 
Contrainteligência. O que é? 
 
Produção de conhecimentos e a realização de ações voltadas para a proteção de dados, 
conhecimentos, infraestruturas críticas 
– comunicações, transportes, tecnologias de informação – 
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e outros ativos sensíveis e sigilosos de interesse do Estado e da sociedade. 
Foco na defesa, contra ameaças como a espionagem, a sabotagem, o vazamento de informações e 
o terrorismo, patrocinadas por instituições, grupos ou governos estrangeiros. 
Ora, tão importante quanto buscar conhecimentos e desenvolver inteligência, é defender o Brasil 
de atos que possam trazer-lhe danos, seja na Segurança Nacional, indivisibilidade territorial, pesquisas 
científicas que aumentem a nossa competitividade, documentos sigilosos, acordos internacionais com 
dados sigilosos. 
Ultrapassa os limites da ABIN e do Sistema Brasileiro de inteligência. Contribui para a salvaguarda 
do patrimônio nacional nas diversas áreas de interesse estratégico para a segurança e para o 
desenvolvimento nacional. 
 
METODOLOGIA 
A Contrainteligência desenvolve ações voltadas para a prevenção, detecção, obstrução e a 
neutralização de ameaças aos interesses nacionais. 
 
Na prevenção, 
• sensibilização, orientação e capacitação de instituições estratégicas nacionais para a 
proteção de ativos de interesse do Estado e da sociedade, promovendo a adoção de 
comportamentos e medidas de segurança. 
• Na avaliação dos riscos de segurança dessas instituições para alertá-las para o perigo 
a que estão expostas. 
• 
Na detecção, obstrução e neutralização: 
Atua no desenvolvimento de ações, inclusive especializadas, fazendo uso de recursos humanos e 
tecnológicos, objetivando frustrar possíveis ameaças aos interesses nacionais. 
A Contrainteligência buscará mitigar as vulnerabilidades e combater as ameaças nas instituições, a 
fim de não permitirem o acesso indevido dos órgãos estrangeiros e que possam trazer prejuízos ao país. 
Buscará proteger os nossos documentos, projetos científicos e tecnológicos e autoridades. 
Utiliza a criptografia de estado nas comunicações, proteção de arquivos e ambientes; também 
inserirá informações falsas nos sistemas adversários e criará projetos paralelos falsos, a fim de desviar a 
atenção da espionagem internacional. 
 
 AREAS DE ATUAÇÃO 
Os temas globais 
Narcotráfico, as questões ambientais e movimentos ecológicos, direitos humanos, organizações 
criminosas, terrorismo - sobretudo aqueles com base no fundamentalismo islâmico -, o comércio ilegal de 
componentes radiológicos e nucleares e o tráfico transnacional de drogas e de armas 
Esses temas são chamados de globais porque, ainda que cada país tenha as suas necessidades 
peculiares e prioridades, há questões que transcendem fronteiras e que causam preocupação em todos os 
continentes. 
O tráfico de drogas consiste numa das maiores preocupações mundiais, dada a sua grande 
capacidade de desenvolver redes. Os países que mais o combatem são os que mais sofrem pela entrada 
ilegal desse produto. Os EUA dispendem uma fortuna para ajudar no combate, inclusive obtendo bons 
resultados na Colômbia. Mas, ainda têm restrições bolivianas, e seu monitoramento de fronteiras não 
alcança aquele país. 
O Brasil faz um combate desorganizado, uma vez que atua com firmeza nos aeroportos, mas perde 
para os criminosos na faixa de fronteira e Amazônia, onde pequenos aviões oriundos da Bolívia e 
Venezuela despejam enormes cargas na região com menor densidade demográfica. Cabe ressaltar que, o 
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combate ao tráfico nos morros e favelas não tem apresentado sucesso, apenas pequenas apreensões 
pontuais. Isso está relacionado à corrupção, uma vez que vários políticos têm feito acordos com os chefes 
do tráfico, trocando a sua imunidade pela redução de outros crimes mais visados pela imprensa. 
O Brasil é rico em bens naturais e, por isso, muito visado pela comunidade internacional. São ótimas 
as condições para produção de energia limpa, ótimos veios de ouro, diamantes, esmeraldas e outros 
minerais preciosos, principalmente na Amazônia. Somos ricos, também, em princípios ativos, dada a 
diversidade de nossa flora medicinal, os quais a indústria farmacêutica internacional tem buscado, sem 
pagar os royalties ao Brasil, dando-nos prejuízos de mais de um trilhão de dólares por ano. Nossos 
indígenas detêm alto conhecimento cultural-medicinal, e são alvo fácil dos estrangeiros. As nações 
indígenas, cujos territórios são também ricos, são explorados por ONGs internacionais travestidas de 
protecionistas de ambientes. 
No quesito Direitos Humanos, destacamos a exploração de mão de obra em trabalho análogo ao 
escravo, principalmente nos canaviais e sul do Pará, nas madeireiras e produtoras de carvão ilegal. 
Também a dificuldade em proteger vítimas de chacinas e outros defensores ambientais, que 
invariavelmente têm sido mortos pelos grupos e grileiros e exploradores ilegais de madeira. 
A criminalidade tem sido dirigida, principalmente, a partir dos presídios federais. Ainda não 
encontramos uma maneira de bloquear essas comunicações feitas através de telefones celulares ou 
advogados corruptos, que alimentam as bases com as ordens de seus chefes. Não é tão desafiador prender 
traficantes quanto impedir as suas comunicações e redes. A inteligência precisa encontrar uma forma de 
fazer esses bloqueios, bem como apoiar a criação de novas leis que tornem mais duras as ações dos 
advogados criminosos, ou seja, aqueles que, usando das suas prerrogativas legais, alimentam de 
informações as bases e os chefes. A inteligência atua, também, junto às polícias que estão repletas de 
marginais e corruptos, que apoiam o crime e até o favorecem. Uma investigação isenta poderá localizar os 
policiais corruptos e criminosos e leva-los aos tribunais. Urge uma reforma ampla nas polícias estaduais. 
O terrorismo tem apresentado uma escalada, nas últimas décadas. A primeira preocupação está nas 
parcerias com órgãos de inteligência, afinal, muitos líderes terroristas foram, outrora, parceiros desses 
serviços, e se voltaram contra a democracia. Foram treinados, e bem treinados, e hoje usam a inteligência 
desenvolvida para

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