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Mundial da 
Juventude, Rio +20 e Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016. 
 Nesses eventos, atuou de forma preventiva, estudando os nomes de possíveis criminosos e 
terroristas interessados em vir ao Brasil. Usou agentes infiltrados nas torcidas, a fim de localizar alguma 
ameaça presente. 
 Finalmente, deixamos claro que a atividade é ampla, passando por vários órgãos e setores do país, 
como: 
 Inteligência militar, inteligência policial, inteligência estratégica, inteligência financeira, inteligência 
empresarial ou competitiva. 
 Uma dúvida está sempre presente nas nossas aulas e fóruns: Como fica a atividade de inteligência e 
o direito? 
 
A atividade de Inteligência e o direito internacional 
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Professor Heron Duarte 
 Não há objeções ao pleno emprego da atividade de Inteligência em tempo de guerra entre os 
Estados beligerantes. 
 A IV Convenção de Haia e o I Protocolo Adicional às Convenções de Genebra garantem aos 
espiões o status de prisioneiro de guerra quando capturados portando uniforme militar ou quando não 
houverem utilizado métodos considerados “deliberadamente clandestinos ou pretextos falaciosos”. 
 O Direito Internacional separa os meios empregados pela atividade operacional de campo dos 
demais empregados nos segmentos Inteligência e Contrainteligência. 
 Inteligência de sinais (Sigint) e a Inteligência de imagens (Imint) são consideradas lícitas, além 
da interceptação de telecomunicações estrangeiras baseada em território pátrio. Ou seja, a quebra das 
comunicações em outros países, desde que feitas dentro do território brasileiro, é lícita. 
 No campo da Inteligência de fontes humanas (Humint), destacar busca de informações por 
elementos humanos de outras atividades da área. 
 Gosto sempre de lembrar que, durante a Guerra Fria a atividade de espionagem teve um 
importante papel ao revelar e conter atos agressivos entre as duas superpotências sem conduzir a uma 
guerra aberta. Havia muito blefe, e sempre a expectativa de que uma potência, a qualquer momento, 
atacaria a outra, o que nunca aconteceu. 
 Portanto, a espionagem é esperada por todos os países. Os governos devem utilizar todas as 
armas disponíveis, resguardando os direitos individuais dos cidadãos, para combater os desafios à 
sociedade internacional: 
Não são lícitas, no entanto: sabotagem, assassinato, desestabilização de regimes políticos, 
fomento e auxílio de rebeliões, auxilio a grupos separatistas e o financiamento ou treinamento de grupos 
terroristas. 
 “Todos os Membros deverão evitar em suas relações internacionais a ameaça ou o uso da força 
contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, ou qualquer outra ação 
incompatível com os Propósitos das Nações Unidas”. (Carta das Nações Unidas) 
Em outras palavras, o agente precisa defender o seu país, mas nos limites legais e éticos. Aliás, 
sobre Ética, há sérias exigências sobre o comportamento dos servidores da Abin. 
 
ÉTICA 
O principal elemento com que o profissional de Inteligência deve lidar é o sigilo, conforme a 
Constituição Federal, art. 5º, inciso XXXIII: a segurança do Estado e da sociedade é o valor que legitima a 
existência de informações sigilosas. 
 
 SIGILO 
O princípio que norteia a atividade de Inteligência é o sigilo, para segurança do Estado e da 
sociedade, justificando-se juridicamente o uso de técnicas e meios sigilosos para a produção e a 
salvaguarda de conhecimentos. 
Não obstante, há dilemas, pois há duas necessidades públicas, que denominaremos conflitos. Os 
conflitos entre interesses públicos são: 
 Os direitos e garantias individuais de liberdade de expressão, privacidade e intimidade 
representam interesses públicos primários; 
 O princípio do sigilo pode representar interesses públicos ora primários, ora secundários, 
conforme se dirija para a segurança da sociedade ou do Estado. Quando há necessidade de sigilo sobre 
uma informação e particulares têm interesse no seu acesso, ou em divulgá-la (liberdade de imprensa). 
 O servidor tem o dever ético de garantir o pleno exercício das liberdades individuais, mas, 
como agente de inteligência, tem o dever ético de preservar a segurança do Estado e da sociedade, 
salvaguardando a informação de modo a mantê-la sob sigilo. 
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 É bem complicado, porque o nosso costume, como brasileiros, é comentar sobre tudo o que 
vimos e ouvimos. Algumas pessoas se surpreendem quando ensinamos a não falar com ninguém, nem 
mesmo em casa, sobre os conteúdos do trabalho. O sigilo é tudo. 
 
Princípios básicos da atividade de Inteligência 
 
1.Segurança 
 Em todas as fases de sua produção, a informação deve ser protegida. De nada adianta ter 
cuidado depois da produção. Desde o início deve haver a proteção. 
 
2.Clareza 
 A informação deve ser expressa de forma a ser imediata e completamente compreendida pelos 
usuários. Clareza significa texto bem desenvolvido e compreensível pela autoridade destinatária. 
 
3. Amplitude 
 A informação produzida sobre fato, tema ou situação deve ser a mais ampla possível – porém 
sintética – a fim de facilitar seu entendimento. Informação pela metade pode complicar a decisão. 
 
4. Imparcialidade 
 A informação difundida deve ser pertinente e isenta de ideias preconcebidas, subjetivismos e 
outras influências que gerem distorções em sua interpretação. 
 
5. Objetividade 
 A informação deve ser produzida de modo a atender objetivos definidos, a fim de minimizar 
custos e riscos desnecessários. 
 
6. Oportunidade 
 A informação deve ser produzida dentro de prazos que assegurem sua utilização completa e 
adequada. 
 
7. Utilidade 
 A informação produzida por um OI, de qualquer natureza, tem de ser útil e deve ser transformada 
em ação. Não existe a informação pela informação. 
 
8. Exclusividade 
 A informação deve ser exclusiva. Um assunto, mesmo conhecido, pode ser abordado sob vários 
ângulos: seja em razão de uma fonte exclusiva, seja pela relação com outro tema ainda não abordado, 
perspectiva de assunto ou cenário em andamento. Fornecer à autoridade algo de novo é o objetivo. Senão, 
o conhecimento oriundo de um OI perde a razão de ser. 
 
9. Convicção 
 As informações produzidas por um Orgão de inteligência expressam a convicção do órgão que as 
produziu. 
Concluindo 
 Informação de Inteligência: é o conhecimento integrado, sigiloso, obtido por intermédio de 
metodologia específica, resultante da coleta ou busca, processamento e análise de todas as informações 
obtidas pertinentes a determinado assunto. 
 
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CONHECIMENTOS SENSÍVEIS 
 
A Sociedade da Informação 
Diante do fenômeno da globalização, o mundo tem se ajustado em seu reposicionamento. Agora, 
um novo ambiente (mercado dinâmico, aberto, global e competitivo), com novas tecnologias (TI, redes –
capacidade de acesso e uso da informação). Uma nova empresa (em rede, fundamentada na informação) 
Essa natureza dinâmica nos leva à incerteza. Vivemos, hoje, a sociedade da informação. O 
conhecimento tornou-se expressão de poder e vantagem competitiva. O domínio de tecnologias 
representa o nível de desenvolvimento de cada nação. Decidir o que compartilhar ou proteger constitui um 
dos desafios do século XXI. 
 
CENÁRIO 
1. Valorização da cultura do 
compartilhamento 
2. Criação do Conhecimento Corporativo 
3. Inteligência Competitiva – Obtenção de 
Vantagens Competitivas 
4. Conectividade de ambientes –uso 
intensivo deTICs- 
DESAFIOS 
1.Disseminação Seletiva de Informações 
2. Proteção de conhecimentos Críticos 
3. Contra-Inteligência Competitiva -
manutenção de vantagens competitivas 
4. Segurança da informação –uso 
intensivo deTICs
 
Proteção do Conhecimento no séc. XXI 
A competitividade

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