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de uma empresa ou de um país está relacionada à informação desenvolvida e 
acumulada, à capacidade das pessoas transformarem essas informações em conhecimentos e à 
possibilidade de proteger seus conhecimentos estratégicos. Por que devemos proteger? 
O Brasil é alvo de interesses estrangeiros, em relação à biodiversidade, riquezas naturais, tecnologia 
e pesquisas. 
Conhecimento sensível 
Conhecimento de alto valor agregado e estratégico para o País, com potencial de geração de 
oportunidades de desenvolvimento econômico, científico e tecnológico. 
Sua preservação permite ao Estado brasileiro melhor inserção no cenário internacional, com resultados 
favoráveis à sociedade brasileira. 
Motivos de preocupação 
 
A ausência de cultura de proteção do conhecimento reduz a percepção das ameaças e facilita o 
acesso não autorizado a informações e conhecimentos estratégicos. 
A ABINe a Proteção do Conhecimento 
Segundo a Lei n°9.883 /1999 
Art. 4º À ABIN, (...), compete: 
I – (…) 
II -planejar e executar a proteção de conhecimentos sensíveis, relativos aos interesses e à 
segurança do Estado e da sociedade. 
 
Também deve atuar na ContraInteligência de Estado, que consiste em prevenir, detectar e 
neutralizar a inteligência adversa e as ações de qualquer natureza que ameacem a sociedade e o Estado. 
Importante, ainda reduzir vulnerabilidades das instituições nacionais, de forma a manter o 
diferencial estratégico do país 
 
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Professor Heron Duarte 
Portaria GSIPR nº 42/2009 
Cabe à ABIN a coordenação do PNPC, em articulação e cooperação com instituições nacionais 
públicas e privadas que geram ou detêm conhecimentos sensíveis, competindo-lhe ainda: 
I - executar estratégias, projetos, metas, ações e atividades do PNPC; e 
II - supervisionar, coordenar, acompanhar e avaliar as ações de cooperação técnica firmadas com 
instituições nacionais públicas e privadas, zelando pela eficácia e efetividade do PNPC. 
No desenvolvimento das atividades de contrainteligência, o PNPC atuará, prioritariamente, nos 
seguintes campos: 
I - pesquisa, desenvolvimento e inovação científica e tecnológica; 
II - conhecimento tradicional das comunidades indígenas e das comunidades locais associado ao 
patrimônio genético; 
III - minerais e materiais estratégicos, agronegócio e fontes alternativas de energia; e 
IV - infraestruturas críticas nacionais. 
No desenvolvimento das atividades de proteção ao conhecimento sensível, serão empregadas, as 
seguintes ações: 
I - sensibilização para fomentar a cultura de proteção dos conhecimentos sensíveis mediante, 
inclusive, a utilização da infraestrutura pública de comunicações e de tecnologia da informação; e 
II - identificação e avaliação de ameaças, em face das vulnerabilidades e dos riscos delas advindos, 
propondo medidas preventivas e corretivas de proteção dos conhecimentos sensíveis. 
Na identificação de necessidades de ações de segurança da informação e comunicações serão 
observadas instruções e normas sobre o tema expedidas pelo GSIPR, cabendo ao Departamento de 
Segurança da Informação e Comunicações - DSIC a orientação técnica e o apoio específico para a sua 
implementação. 
Integrantes do DSIC participarão dos eventos a serem desenvolvidos pela ABIN, no que se refere às 
ações do PNPC. 
As atividades inerentes ao PNPC serão consubstanciadas, pela ABIN, no Plano de Proteção do 
Conhecimento Sensível, elaborado anualmente e submetido à aprovação do Ministro-Chefe do GSIPR. 
Para executar o PNPC, a ABIN firmará convênios, acordos, ajustes ou outros instrumentos 
congêneres com instituições nacionais públicas e privadas, observada a legislação pertinente e sob 
orientação e supervisão do GSIPR. 
As despesas correrão às expensas das dotações orçamentárias anualmente consignadas à ABIN, ou 
em conformidade com o que estabelecerem as parcerias firmadas. 
PNPC - Programa Nacional de Proteção ao Conhecimento 
Foi criado com alguns propósitos: 
 Conscientizar sobre as ameaças potenciais aos conhecimentos sensíveis nacionais 
 Desenvolver cultura de proteção ao conhecimento 
 Recomendar cuidados de proteção 
 Assessorar na implementação de medidas de proteção. 
O PNPC é um instrumento preventivo para a proteção e salvaguarda de conhecimentos sensíveis de 
interesse da sociedade e do Estado brasileiros. 
O Programa foi instituído Pela Agência Brasileira de Inteligência – Abin a fim de exercer a sua 
atribuição institucional, estabelecida pelo § 4º da Lei nº 9.883, de 7 de dezembro de 1999, de “planejar e 
executar a proteção de conhecimentos sensíveis, relativos aos interesses e à segurança do Estado e da 
sociedade”. 
 A execução do PNPC está sob a responsabilidade do Departamento de Contrainteligência da Abin. 
 
 OBJETIVOS DO PNPC 
 Conscientizar os detentores de conhecimentos sensíveis nacionais sobre as ameaças a que 
estão sujeitos. 
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 Fomentar o desenvolvimento da cultura de proteção do conhecimento sensível, inclusive do 
conhecimento tradicional associado à biodiversidade brasileira. 
 Apresentar medidas de proteção para esses conhecimentos e assessorar na sua 
implementação. 
 Interagir com órgãos governamentais e instituições nacionais detentores de conhecimentos 
sensíveis. 
 
 Atuação do PNPC 
O PNPC é desenvolvido por meio do estabelecimento de Acordos de Cooperação Técnica ou 
Convênios entre a Abin e as instituições nacionais detentoras de conhecimentos sensíveis, sendo adaptável 
às necessidades de cada instituição. 
O Programa propõe atuação integrada, abrangente e pormenorizada. Compreende a educação de 
segurança e a identificação de ameaças e vulnerabilidades em quatro segmentos: 
 Proteção física e do ambiente; 
 Proteção de documentos e conformidade; 
 Proteção na gestão de pessoas; e 
 Proteção de sistemas de informação e continuidade. 
 
PÚBLICO-ALVO 
O PNPC destina-se às Instituições nacionais, públicas ou privadas, que geram ou custodiam 
conhecimentos sensíveis para o Brasil. 
O PNPC atuará prioritariamente nos seguintes campos de atividades: 
 defesa nacional; 
 pesquisa, desenvolvimento e inovação científica e tecnológica; 
 energia, incluídas novas fontes alternativas; 
 minerais e materiais estratégicos; 
 conhecimentos dos povos indígenas e das comunidades tradicionais; 
 agronegócio; 
 desenvolvimento socioeconômico; 
 educação e promoção de cultura de proteção do conhecimento sensível. 
 
Comunicação de indícios de espionagem 
O Brasil é detentor de conhecimentos que despertam interesses internacionais. Na tentativa de 
obtê-los, podem ser realizadas ações ilícitas sobre alvos nacionais, sejam eles materiais ou humanos. 
Instalações, sistemas informatizados ou pessoas com acesso ou possibilidade de acesso a 
conhecimentos sensíveis e sigilosos podem ser alvos dessas ações. 
 
Como identificar indícios de espionagem? 
Alguns indícios de tentativa de acesso indevido a conhecimento sensível: 
 Um funcionário passa a adquirir bens e serviços incompatíveis com seus rendimentos. 
 Sua instituição recebe ofertas de bens e serviços (como prestação de consultoria, softwares, 
computadores, equipamento audiovisual), sem custo ou por valores irrisórios, sem explicação 
plausível. 
 Os funcionários de sua instituição recebem ofertas: convites para viagens a outros países, para 
jantares e festas, presentes, cursos, ofertas de serviços “por fora” ou outro emprego. 
 A empresa concorrente, com frequência, consegue fechar os contratos oferecendo só o suficiente 
para cobrir a sua proposta. 
 Uma empresa quer comprar somente uma de suas máquinas, quando o usual seria uma quantidade 
maior. 
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 Delegações estrangeiras realizam visitas à sua empresa e manifestam interesses ou 
comportamentos anormais, com pessoas separando-se do

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