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visitantes, na última hora. 
 Um funcionário muda sua atitude no trabalho, acessando áreas onde nunca esteve e demonstrando 
interesse por assuntos alheios às suas atribuições. 
 
DESCRIÇÃO DOS SEGMENTOS DO PNPC 
 
 Proteção física e do ambiente: medidas destinadas à proteção dos locais onde são elaborados, 
tratados, manuseados, custodiados ou armazenados conhecimentos, informações, dados e 
materiais sigilosos. 
 Proteção de documentos e conformidade: medidas destinadas a proteger a elaboração, o 
manuseio, o trânsito, a difusão, a recepção, o armazenamento e o descarte de documentos 
sigilosos, bem como a sua adequação às leis e normas que regem o negócio da instituição. 
 Proteção na gestão de pessoas: medidas que visam a dificultar o ingresso de pessoas não 
desejáveis na instituição, além de assegurar padrões de comportamento profissional e ético 
adequados aos funcionários admitidos, a fim de salvaguardar os conhecimentos sensíveis. 
 Proteção de sistemas de informação e continuidade: medidas que visam a garantir o 
funcionamento da infraestrutura tecnológica de suporte ao acesso, ao armazenamento e à 
comunicação de dados, informações e conhecimentos sensíveis, destinados a garantir a sua 
integridade, disponibilidade e confidencialidade, além de prover o restabelecimento desses 
serviços em caso de sinistro. 
A metodologia utilizada no PNPC foi desenvolvida pela Abin, com base em metodologias 
reconhecidas e experimentadas em todo o mundo. 
A análise dos riscos que incidem sobre os ativos que contêm os conhecimentos sensíveis a serem 
protegidos também faz parte do PNPC. 
Além do PNPC, a Abin, por meio da Coordenação-Geral de Proteção do Conhecimento Sensível, 
assessora os órgãos competentes na elaboração de acordos internacionais e outros instrumentos 
normativos e participa de fóruns de discussão sobre temas estratégicos, que vão desde a energia nuclear e 
infraestruturas críticas até biopirataria. 
 
IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA 
A fim de verificar o dimensionamento adequado das necessidades institucionais de proteção, por 
meio de metodologia própria, são identificados: 
 o conhecimento sensível a ser protegido; 
 os meios de produção, suporte, armazenamento e transmissão; 
 as ameaças reais e potenciais a este conhecimento. 
 O cronograma de trabalho é estabelecido em conjunto com a instituição interessada, que pode 
sugerir os segmentos ou setores que serão avaliados prioritariamente, conforme as suas 
necessidades. 
Como resultado direto da implementação do PNPC na instituição, há o incremento da proteção dos 
conhecimentos sensíveis. 
Como resultados indiretos, a melhoria de processos organizacionais e a aplicação de soluções 
análogas aos dados, informações e conhecimentos não-sensíveis da organização, a partir do 
estabelecimento da cultura de proteção, voltada para a defesa dos ativos institucionais. 
FASES DO PNPC 
O Programa é desenvolvido em fases e implementado conforme as necessidades das instituições. 
São fases do PNPC: 
 
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Legislação ABIN | Material Complementar 
Professor Heron Duarte 
Sensibilização: 
atividades destinadas à conscientização dos profissionais da instituição para a adoção de medidas, 
procedimentos e comportamentos adequados, considerada a natureza sensível dos assuntos aos quais 
tenham acesso. 
 
Identificação de alvos e ameaças: 
 identificação do que deve ser protegido e do nível de ameaça existente. É realizada de forma 
conjunta, Abin e instituição parceira. 
 
Diagnóstico: 
 avaliação do sistema de proteção da instituição parceira, a fim de identificar vulnerabilidades e 
recomendar ações, procedimentos e controles de segurança, tendo por base a metodologia de proteção 
do conhecimento sensível desenvolvida pela Abin; a legislação vigente; e as características funcionais da 
instituição parceira. 
 
Acompanhamento: 
ações conjuntas de acompanhamento e avaliação da execução das ações previstas, bem como 
apoio e assessoramento na implementação de recomendações de segurança, podendo incluir: 
 
Normatização: 
consultoria e assessoramento para a elaboração de políticas e normas internas concernentes à 
proteção de conhecimentos. 
 
Classificação: 
atividades que visam a orientar e a exercitar a aplicação de critérios legais e institucionais, para a 
classificação de documentos contendo assuntos sensíveis. 
 
Concluindo: 
Todo o processo de implementação do PNPC é realizado por profissionais da Abin. Esse trabalho 
não implica acesso a dados, sistemas, informações e conhecimentos da instituição parceira, salvo àqueles 
estritamente relacionados aos processos que visam à proteção de conhecimentos sensíveis, objeto do 
trabalho proposto. 
 
Fundamentada na Lei Lei 9883/99, Dec 4376/01 e alterações 
 
INTELIGÊNCIA 
Obtenção, análise e disseminação de conhecimentos dentro e fora do território nacional sobre fatos de 
imediata ou potencial influência sobre o processo decisório e ação governamental para salvaguarda e 
segurança da sociedade e do Estado. 
 
CONTRA-INTELIGÊNCIA: 
Adoção de medidas que protejam os assuntos sigilosos relevantes para o Estado e a sociedade e que 
neutralizem ações de Inteligência executadas em benefício de interesses estrangeiros. 
 
ATIVIDADE DE INTELIGÊNCIA - BREVE HISTÓRICO 
1927 – Criação do Conselho de Defesa Nacional, subordinado ao Presidente da República. Atividade 
exclusivamente nos ministérios militares. 
1946 - Serviço Federal de Informações e Contra-Informações (Sfici). 
1964. Extinção do Sfici e criação do Serviço Nacional de Informações (SNI). 
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Professor Heron Duarte 
1970- Criação do Sistema Nacional de Informações (Sisni), integrado por todos os órgãos de 
informações dos ministérios civis e militares. O SNI era o órgão central desse sistema. 
1990 – Extinção do SNI e reforma da Administração Pública Federal. 
Criação da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), que absorveu as atribuições do SNI. 
1999 - Criação do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) 
Criação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). 
A criação da ABIN proporcionou ao Estado brasileiro institucionalizar a atividade de Inteligência, 
mediante ações de coordenação do fluxo de informações necessárias às decisões de Governo, no que 
diz respeito ao aproveitamento de oportunidades, aos antagonismos e às ameaças, reais ou potenciais, 
para os mais altos interesses da sociedade e do país. 
 
A AGÊNCIA BRASILEIRA DE INTELIGÊNCIA 
AGF / DGF Antes da Guerra Fria e Depois da Guerra Fria 
Antes: Comunismo x Capitalismo 
Depois: Terrorismo, narcotráfico, biopirataria, espionagem industrial e econômica e aos ilícitos 
transnacionais 
 
A CRIAÇÃO DA ABIN 
1995 - Medida provisória nº 813. Manteve a SSI subordinada à SAE, e autorizava a criação da Agência 
Brasileira de Inteligência - ABIN, vinculada à Presidência da República. 
Dentre suas finalidades, a incumbência de planejar e executar atividades de natureza permanente, 
relativas ao levantamento, coleta, análise de informações, e executar atividades de natureza sigilosa, 
necessárias à Segurança do Estado e da sociedade. 
1997 - Remetido ao CN o PL nº 3.651, dispondo sobre a instituição do Sistema Brasileiro de Inteligência 
e a criação da ABIN, vinculada à Casa Militar. 
1999 - Criação do Gabinete de Segurança Institucional - GSI, assumindo, entre outras funções, todas as 
responsabilidades relacionadas à extinta Casa Militar. 
1999 - Extinção da SSI. Criação da ABIN como órgão de assessoramento direto do Presidente da 
República. 
 
Lei nº 9.883 
Instituiu o Sistema Brasileiro de Inteligência - Sisbin e regulamentou a criação da ABIN. 
1. Atribuiu ao Sisbin a responsabilidade de integrar as ações de planejamento e execução das 
atividades de Inteligência do país: processo de obtenção, análise e disseminação "de informações 
necessárias ao processo decisório do Poder Executivo", bem como a salvaguarda

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