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Cinesioterapia no cancer de mama

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Possui graduação em FISIOTERAPIA pelo Centro Universitário 
das Faculdades Associadas de Ensino-FAE (2010)/ Escola 
Superior de Tecnologia da Saúde (Lisboa). Aperfeiçoamento 
Acadêmico em Anatomia Humana pela Pontifícia Universidade 
Católica de Minas Gerais - PUC (2006). Bolsista pelo Programa 
de Apoio á Iniciação Científica- PAIC (2009). Especialista em 
Fisioterapia Oncológica pela Pontifícia Universidade Católica 
de Minas Gerais- PUC (2011). Mestre em Desenvolvimento 
Sustentável e Qualidade de vida pelo Centro Universitário 
das Faculdades Associadas de Ensino-FAE (2012). Formação 
internacional no método Pilates solo e aparelhos (2013, 
Barcelona - Espanha). Formação em pilates aéreo Madrid ( 
2016). Formação completa no método Pilates -VOLL Pilates 
Group ( 2018). Professora nos cursos de formação profissional 
completa em Pilates Solo/ Mat , acessórios e equipamentos 
(VOLL Pilates Group) ( 2018).
Lindsay Untura
Fisioterapeuta formada pela Universidade do Sagrado 
Coração (2003). Especialista em Fisioterapia na Saúde da 
Mulher pela Universidade de Ribeirão Preto (2005). Mestre 
em Desenvolvimento Sustentável e Qualidade de Vida 
pelo Centro Universitário das Faculdades Associadas de 
Ensino de São João da Boa Vista - UNIFAE (2010-2012). 
Doutoranda em Fisioterapia pela Universidade Federal de 
São Carlos (UFSCAR). Docente do curso de graduação em 
Fisioterapia do Centro Universitário do Sul de Minas - UNIS/
MG. Fisioterapeuta do Ambulatório Central do município 
de Muzambinho - MG. Atuante nas áreas de Fisioterapia em 
Saúde da Mulher, Fisioterapia Oncológica, também atua com 
educação em dor em pacientes com dores crônicas. 
Renata V ieira
 
1.1 Epidemiologia 
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima-se que em 2018/2019 haja cerca de 
1,2 milhões de casos novos de câncer no Brasil. Entre eles, o câncer de mama tem se destacado. 
Em 2012, a estimativa mundial revelou que ocorreram 14,1 milhões de casos novos de câncer sendo 
responsável por cerca de 8,2 milhões de mortes (FERLAY et al., 2013).
Dentre os tipos de câncer mais incidentes no mundo, os mais comuns foram o de pulmão (1,8 
milhão), mama (1,7 milhão), intestino (1,4 milhão) e próstata (1,1 milhão).
Estima-se para o biênio 2018-2019 59.700 casos novos de câncer diagnosticados no Brasil (INCA, 
2017). Dentre os tumores malignos femininos, o câncer de mama é a primeira causa de morte entre 
mulheres no país, sendo que, na maioria das vezes, o diagnóstico ocorre em estágios mais avançados 
da doença, aumentando a morbidade, reduzindo a sobrevida e impactando negativamente na QV 
(qualidade de vida) dessas mulheres (FERLAY et al., 2013). 
1.2 Oncogenes, proto-oncogeneses e genes supressores de tumor
Oncogênese ou carcinogênese é o nome dado ao processo de formação do câncer.
Uma célula normal pode sofrer mutações genéticas que interferem no DNA dos genes. Estas 
células, cujo material genético sofreu alterações, passa a receber instruções diferenciadas para 
exercer suas atividades. As células sofrem processos de mutação espontânea, que não alteram seu 
desenvolvimento normal, independente da exposição a agentes cancerígenos ou cancerógenos. 
Tais alterações podem ocorrer em genes especiais, conhecidos como proto-oncogenes, que, em 
princípio, são inativos em células normais. Quando ativados, os proto-oncogenes transformam-se 
em oncogenes, responsáveis pela malignização (cancerização) das células normais (INCA, 2011). 
A oncogênese é composta por 3 estágios, sendo eles o estágio de iniciação, no qual os genes sofrem 
ação dos agentes cancerígenos; estágio de promoção, processo no qual os agentes oncopromotores 
O CÂNCER DE MAMA
Módulo I 1
atuam na célula já alterada, transformando a célula em maligna, de forma lenta e gradual. E o terceiro 
estágio, conhecido como estágio de progressão, caracterizado pela multiplicação descontrolada e 
irreversível da célula, ou seja, estágio no qual o câncer já está instalado (INCA, 2011).
Genes supressores de tumor são genes que retardam o processo de divisão celular, responsáveis 
por reparar erros do DNA ou indicar quando as células devem morrer através do processo chamado 
apoptose ou morte celular programada. Em situações em que os genes supressores do tumor não 
funcionam corretamente, as células podem se desenvolver fora de controle, o que pode levar ao 
câncer (INCA, 2011).
1.3 Carcinogênese e fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de 
mama
O câncer, também conhecido como neoplasia maligna, sendo este um conjunto de mais de 100 
doenças que se caracterizam pelo crescimento anormal e desordenado das células que se proliferam 
descontroladamente, dando origem à formação de tumores e que apresenta como característica a 
capacidade de invadir órgãos e tecidos adjacentes (INCA, 2012).
A palavra câncer origina-se do grego Karkinos (para úlceras neoplásicas não cicatrizantes) e 
Karkiñoma (para tumores malignos sólidos) e do latim cancer que significa caranguejo, devido à 
semelhança existente entre as veias entumecidas ao redor do tumor com as patas do caranguejo. A 
capacidade infiltrativa do câncer também é representada pelas patas do caranguejo (INCA, 2011). 
O câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete mulheres no Brasil e no mundo. É causada 
pela multiplicação desordenada das células da mama, gerando células anormais que se proliferam, 
originando o tumor (INCA, 2019).
Existem alguns tipos de câncer de mama, alguns menos, outros mais agressivos. Entre os tipos de 
câncer de mama, os mais comuns são: carcinoma ductal in situ (CDIS), carcinoma lobular in situ 
(CLIS), carcinoma ductal invasivo (CDI), que correspondem a cerca de 80% dos cânceres da mama 
invasivos, carcinoma lobular invasivo (CLI) (AMERICAN CANCER SOCIETY, 2019).
O câncer de mama apresenta causa multifatorial e fatores genéticos e/ou ambientais contribuem 
para sua ocorrência (INCA, 2015). Há diversos fatores de risco que aumentam a possibilidade do 
desenvolvimento da doença, incluindo fatores reprodutivos, como menarca precoce, nuliparidade 
(não ter tido filhos), idade maior do que 30 anos na primeira gestação, uso de contraceptivos de 
alta dose hormonal, menopausa tardia e terapia de reposição hormonal. Fatores como a idade 
avançada, cerca de 4 em cada 5 casos acontecem após 50 anos; alta densidade do tecido mamário 
e histórico familiar de câncer, principalmente câncer de mama (SINGLETARY, 2003; TIEZZI, 2009).
Há alguns fatores adicionais que modulam o risco para o câncer de mama, incluem-se fatores 
nutricionais, obesidade, sedentarismo e inatividade física, amamentação e exposição à radiação 
ionizante. 
Muitos estudos têm investigado a associação destes fatores adicionais como fatores moduladores 
no câncer de mama. Como, por exemplo, a obesidade e o sobrepeso, há hipóteses em que o 
tecido adiposo expresse enzimas capazes de aumentar o estrogênio e maior secreção de insulina, 
processos que resultam em um aumento dos níveis de estrógenos circulantes, o que pode aumentar 
a proliferação das células mamárias.
A exposição excessiva à radiação ionizante é considerada um fator de risco e, para Ronckers (2005), 
as exposições antes dos 20 anos de idade poderiam estar associadas ao maior risco pelo fato da 
glândula mamária não estar completamente definida.
Outro fator de risco considerado para o desenvolvimento da doença é a exposição à luz durante 
a noite. Isso pode ocorrer por dois motivos: a diminuição da secreção de melatonina, levando ao 
aumento de estrogênio circulante e pela própria diminuição da melatonina. Estudos têm apontado 
a melatonina como fator de proteção para o risco de câncer de mama pela capacidade desta 
em inibir o crescimento de células mamárias humanas cancerígenas, mesmo em concentrações 
fisiológicas (SRINIVASSAN et al., 2010). 
A literatura aponta diversos indícios em relação à atividade física estar inversamente relacionada ao 
risco de desenvolver a doença. Existem vários mecanismos pelos quais a atividade física apresenta