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Protocolo de Joelho_ TAGT

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HEITOR GARCEZ JUNIOR 
Paciente em DDH ( Decúbito Dorsal Horizontal ) com os pés em rotação 
externa de 15º direcionando a patela para cima entrando com os pés 
voltado para o gantry ( Feet First ). 
Realiza-se topogramas em 0º , 15º e 30º de acordo com o pedido médico 
ou protocolo. 
Posicionamento do paciente 
Após topogramas, realizar um plano de corte em bloco com 5mm de 
espessura e 5mm de incremento utilizando filtro para osso; 
O plano de corte inicia-se pela porção superior da patela e deve seguir até a 
porção mais elevada da Tuberosidade Anterior da Tíbia ( TAT ). 
TA-GT, corresponde à distância elaborada por uma linha que passa pela 
tuberosidade anterior da tíbia ( TAT ) e outra paralela que passa pela 
garganta troclear ( GT ). Tendo como valor normal de 13mm ou 1,3 cm. 
Quando o valor for superior a 20mm ou 2 cm, associa-se a instabilidade. 
Para selecionarmos as imagens na Tomografia Computadorizada devemos 
seguir os seguintes passos: 
1- Escolhemos duas imagens adquiridas no Tomógrafo. 
2- A primeira delas é uma imagem do terço proximal do fêmur que melhor 
mostrem o arco romano; 
 
https://sites.google.com/site/coordenacaoradiologia/artigos/medicoes/11.jpg?attredirects=0
3- A outra imagem será do terço distal da tíbia que mostre o ponto mais 
elevado da tuberosidade anterior da tíbia. 
https://sites.google.com/site/coordenacaoradiologia/artigos/medicoes/13.jpg?attredirects=0
4- Devemos somar as duas imagens, ou melhor, sobrepor as imagens de 
acordo com o software do equipamento do tomógrafo utilizado. 
https://sites.google.com/site/coordenacaoradiologia/artigos/medicoes/133.jpg?attredirects=0
5- Devemos elaborar as linhas para realizar as medições de acordo como 
esta descrito. 
-Trace uma reta paralela pelas bordas posteriores dos côndilos do fêmur; 
-Trace a segunda reta perpendicular à anterior passando ao meio da 
tuberosidade da tíbia ( TA ) firmando um ângulo de 90 graus; 
- Trace a terceira reta perpendicular à reta dos côndilos, passando ao meio 
da garganta troclear ( GT ), formando também um ângulo de 90 graus para 
enfim, realizar a medição chamada de TA-GT, traçando uma quarta reta 
paralela ao dos côndilos realizando a medição. 
 
1,20 cm 
https://sites.google.com/site/coordenacaoradiologia/artigos/medicoes/133.jpg?attredirects=0
CONCLUSÃO 
 
O valor obtido com a quarta reta é a distância entre TA e GT que só é 
considerado como patológico se for superior a 20mm ou 2 cm com os 
joelhos em extensão completa (0 graus) e inferior a 4mm ou superior a 
14mm com os joelhos fletidos a 30 graus. 
Para fazer as medidas da báscula da patela, deve-se selecionar a imagem 
que melhor mostre o arco de aspecto arco romano, formado pela fossa 
intercondiliana, em seguida, deve-se utilizar 3 linhas para essas medidas; 
A primeira linha deve ser passada tangenciando os bordos posteriores dos 
côndilos femurais, em seguida deve ser passada uma segunda linha que 
atravessa a patela ao meio. E para que possa ser formado um ângulo a ser 
medido, uma terceira linha deve ser utilizada e deve ser paralela à primeira 
e elevada até fechar o ângulo a ser medido. 
O ângulo do sulco da tróclea femoral é formado por duas linhas 
representadas pelas facetas lateral (linha A) e medial (linha B) da tróclea 
femoral. Quando maior que 145º está relacionado a displasia da tróclea 
femoral, tendo como valor normal 138º. 
 
 
A 
B 
https://sites.google.com/site/coordenacaoradiologia/artigos/medicoes/11.jpg?attredirects=0
O ângulo de congruência articular é o ângulo formado pela linha que cruza 
o ângulo do sulco troclear (A) e a linha que passa no ponto mais inferior da 
crista articular da patela (B), valor normal é ligeiramente negativo. 
Ângulos positivos laterais > 16º são anómalos e ângulos > 23º estão 
associados a luxação recidivante 
 
 O valor do ângulo de referência médio é -6 +/- -11 graus. 
A B 
https://sites.google.com/site/coordenacaoradiologia/artigos/medicoes/11.jpg?attredirects=0
Tilt Patelar se determina pela linha que passa sobre a parte mais anterior 
dos côndilos (A) e a linha que passa ao longo da face lateral da patela (B). 
Nos joelhos normais o ângulo formado abre lateralmente, quando as linhas 
são paralelas ou quando o ângulo abre medialmente é comum haver 
subluxação da patela. 
A 
B 
https://sites.google.com/site/coordenacaoradiologia/artigos/medicoes/11.jpg?attredirects=0
O índice Insall-Salvatti, razão entre a altura da rótula e o comprimento do 
tendão patelar (Normal de 0,9 a 1,1 no homem e 0,94 a 1,18 na mulher). 
Este índice está largamente popularizado mas tem pouca fiabilidade com a 
sua variação intraobservadores. 
- As medidas devem ser feitas com flexão do joelho a 20º - 70º 
- y = distância do tendão patelar; 
- x = distância entre os pólos da patela 
- Valores normais da razão y / x = 0,8 – 1,2 
> 1,2 → patela alta 
< 0,8 → patela profunda 
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&docid=7gHRjJmVuvkd4M&tbnid=-kqGs5N5nulwaM:&ved=0CAcQjRw&url=http%3A%2F%2Fsph.sagepub.com%2Fcontent%2F3%2F2%2F195%2FF5.expansion.html&ei=dn4fVL7-BcqNsQTXnYKIDg&psig=AFQjCNHC4YVrOo0vq_6QkXbn8xrI1o6BWw&ust=1411436371782128
O índice de Caton, razão da altura da superfície articular da patela e a 
distância entre a parte distal da patela e o prato tibial (Normal de 0,85 no 
sexo masculino e 0,79 a 1,09 para o sexo feminino), parece ser mais 
consistente e reprodutível nos exames radiográficos. 
- Valores normais razão a / b = 0,79 – 1,09 
> 1,09 → patela alta 
< 0,79 → patela profunda 
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&docid=7gHRjJmVuvkd4M&tbnid=-kqGs5N5nulwaM:&ved=0CAcQjRw&url=http%3A%2F%2Fwww.esculape.com%2Fmascarel%2Fpatella-alta.html&ei=XIAfVN3IKdSIsQSctYKYCA&psig=AFQjCNHC4YVrOo0vq_6QkXbn8xrI1o6BWw&ust=1411436371782128
O Índice Blackburne-Peel, relaciona o comprimento da superfície articular 
da patela com a distância à linha horizontal que passa no prato tibial. 
CONCLUSÃO 
 
Podemos perceber nos dias atuais que não são os médicos, os únicos 
profissionais que lidam diretamente com os pacientes, mas todos os 
profissionais desta área e, que também são responsáveis pelo sucesso nos 
tratamentos. 
Os técnicos e tecnólogos em radiologia deverão compreender-se como 
elemento ativo de uma equipe multiprofissional que entendemos ter como 
um dos objetivos, melhorar sempre e mais a sua qualificação profissional 
para que possam atender as exigências do atual mundo globalizado.