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Questão Social e Serviço Social

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no SUAS, a perspectiva da “matricialidade sociofamiliar” 
TÓPICO 4 | A TIPIFICAÇÃO NACIONAL DE SERVIÇOS SOCIOASSISTENCIAIS
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com papel de destaque no âmbito da Política Nacional de Assistência 
Social. (ALENCAR, 2013, p. 133).
O assistente social pode encontrar neste contexto o diferencial no trabalho, 
não realizar ações somente para famílias com perfil de matricialidade, onde só a 
mulher é responsabilizada pela proteção da família, mas investir na participação 
de toda a família, independente do perfil familiar.
Com essa percepção, o assistente social tem a possibilidade de realizar 
um trabalho com mais envolvimento com os usuários, e não cair em uma prática 
alienada no desenvolvimento do seu trabalho profissional. Por isso é importante 
analisar o contexto social das famílias e indivíduos, que serão atendidas por meio 
da assistência social, buscando de forma crítica prestar esse atendimento. Esse é um 
diferencial no trabalho do assistente social, não tratar uma situação que necessita 
de uma intervenção apenas como mais um caso, sem uma análise contextualizada 
da realidade.
A pesquisa é ainda um recurso importante no acompanhamento da 
implementação e avaliação de políticas, subsidiando a (re)formulação 
de proposta de trabalho, capaz de ampliar o espaço ocupacional dos 
profissionais envolvidos. (IAMAMOTO, 2011, p. 146).
Outra questão que é importante ressaltar, presente na Política Nacional de 
Assistência Social que criou o SUAS: que a Assistência Social é literalmente para a 
classe subalterna, ou seja, para a família que está em situação de vulnerabilidade 
social. (PNAS/2004, NOB/SUAS, 2005, p. 33)
Porém, esse trabalho poderia ser diferente. Em vez de ser interventivo, 
ser de prevenção, como exemplo: promover atividades de esporte aos filhos das 
famílias atendidas e para toda a comunidade próxima aos CRAS, antes que os 
jovens se envolvam com drogas e com o crime organizado. Isso poderia acontecer 
se o Estado investisse mais nas demais políticas sociais para atender à necessidade 
da demanda de cada local. Essa conquista pode fazer parte de uma busca diária no 
exercício do trabalho do assistente.
FONTE: BRANDÃO, Thiago Bazi; ALMEIDA, Adriana Alves dos Reis. Os desafios da atuação do 
assistente social com família no campo socioassistencial, 2014. Trabalho de Conclusão de Curso. 
Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa Lato Sensu em (Serviço Social, Política Social e Família). 
Universidade Católica de Brasília. Disponível em: <http://repositorio.ucb.br/jspui/handle/10869/3346>. 
Acesso em: 15 fev. 2015.
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RESUMO DO TÓPICO 4
Neste quarto tópico estudamos a tipificação nacional de serviços 
socioassistenciais, compreendendo os seguintes aspectos:
• Percebemos o crescimento das ações estatais voltadas à proteção social, como 
forma de erradicar a pobreza extrema e diminuir as desigualdades sociais.
• Compreendemos que a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais é uma 
forma de organizar a assistência social por níveis de complexidade do Sistema 
Único de Assistência Social – SUAS.
• Esclarecemos a diferença entre situação de vulnerabilidade social e de risco 
social, especificando vários exemplos.
• Especificamos a importância de recorrer às leis, estatutos, políticas, programas, 
normas, decretos, buscando sempre em sua forma mais atualizada, consolidada.
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1. As ações estatais voltadas à proteção social foram ampliadas e consolidadas, 
assim também surgiram várias siglas, termos, programas sociais, leis, 
resoluções. Refletindo sobre a amplitude da política de seguridade social, 
associe os itens, utilizando o código a seguir:
I – TIPIFICAÇÃO.
II – CRAS.
III – CREAS.
IV – NOB SUAS.
( ) Organiza o modelo da proteção social, normatizando e operacionalizando 
os princípios e diretrizes de descentralização da assistência social na realidade 
brasileira. 
( ) Proteção social de pessoas e famílias que ainda não estão em situação de 
risco social, mas precisam de proteção e promoção social.
( ) É uma forma de organizar a assistência social por níveis de complexidade, 
compreendendo: Proteção Social Básica e Proteção Social Especial de Média e 
Alta Complexidade.
( ) Prestação de serviços a indivíduos e famílias que se encontram em situação 
de risco pessoal ou social, por violação de direitos ou contingência, que 
demandam intervenções especializadas da proteção social especial.
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
a) ( ) I – IV – III – II.
b) ( ) IV – II – I – III.
c) ( ) II – I – IV – III.
d) ( ) I – III – II – IV.
AUTOATIVIDADE
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UNIDADE 3
REDISCUTINDO AS QUESTÕES 
SOCIAIS E SUAS EXPRESSÕES NA 
CONSTRUÇÃO DE UMA NOVA 
ORDEM SOCIETÁRIA
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir desta unidade você será capaz de:
• conhecer, analisar as possibilidades e alternativas de reversão do agrava-
mento das expressões da questão social, especificamente, os desafios que 
deverão ser enfrentados no novo milênio pelos diversos setores da socie-
dade;
• refletir sobre a construção de uma nova ordem societária, procurando sin-
tonizar o serviço social na contemporaneidade brasileira;
• abordar o tema da desigualdade social, as concepções dos sistemas de in-
dicadores e os objetivos do desenvolvimento social do milênio;
• analisar e discutir a reconstrução da sociedade pelo desenvolvimento da 
cultura, da liberdade e da condição humana do sujeito.
A Unidade 3 está dividida em quatro tópicos e, ao final de cada um deles, 
você terá a oportunidade de ampliar seus conhecimentos realizando as ativi-
dades propostas.
TÓPICO 1 – POSSIBILIDADES E ALTERNATIVAS DE REVERSÃO DO 
 AGRAVAMENTO DAS EXPRESSÕES DA QUESTÃO SOCIAL
TÓPICO 2 – REFLEXÕES SOBRE UMA NOVA ORDEM SOCIETÁRIA: SIN
 TONIZANDO O SERVIÇO SOCIAL NA 
 CONTEMPORANEIDADE
TÓPICO 3 – A DESIGUALDADE SOCIAL E CONCEPÇÕES DOS 
 SISTEMAS DE INDICADORES 
TÓPICO 4 – RECONSTRUÇÃO DA SOCIEDADE PELA REDUÇÃO DAS
 VULNERABILIDADES E REFORÇO A RESILIÊNCIA 
 HUMANA
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TÓPICO 1
POSSIBILIDADES E ALTERNATIVAS DE REVERSÃO DO 
AGRAVAMENTO DAS EXPRESSÕES DA QUESTÃO SOCIAL
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Este primeiro tópico tem por objetivo apresentar algumas reflexões 
a respeito das possibilidades e alternativas de reversão do agravamento das 
expressões sociais da questão social no Brasil.
Você irá rever e rediscutir as novas expressões sociais consideradas como 
expressões sociais, que se mostram na realidade brasileira, bem como os dilemas 
que o Estado deverá resolver ou equacionar de fato.
Serão abordadas as implicações das expressões sociais que são rebatidas 
e enfrentadas pelo primeiro, segundo e terceiro setor, em alguns casos de forma 
paliativa e conformista, clientelista e não democrática e em outros de forma 
intencional, consciente e crítica, democrática e transformadora na construção de 
novos valores sociais e de uma nova realidade brasileira, mais humana, justa e 
participativa.
2 OS DESAFIOS DAS EXPRESSÕES MULTIFACETADAS DA 
QUESTÃO SOCIAL
Os desafios para melhorar a qualidade de vida no mundo e no Brasil são 
imensos e parecem infindáveis, visto o agravamento das expressões sociais que 
se multiplicaram, se transformaram e se configuraram em outras “roupagens”, 
problemas antigos e novos, porém em sua gênese questões sociais anteriormente e 
historicamente, não abordados, não prevenidos e não resolvidos. 
Assim, como o capitalismo teve um acirramento em sua forma de 
se desenvolver e se constituir com a efetivação da chamada globalização e 
internacionalização da economia, consequentemente as expressões sociais também 
se proliferaram no cenário contemporâneo mundial e brasileiro.