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Resumo Fisioterapia Veterinária

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RESUMO FISIOTERAPIA E REABILITAÇÃO ANIMAL PROF RENATA T.
Luna Peralta 2020
A fisioterapia veterinária tem sua origem na própria fisioterapia humana, tendo sua primeira aplicação notável nas técnicas utilizadas para a recuperação de equinos em um primeiro experimento. É um modo de tratamento, que inclui diversas técnicas que giram em torno de conceitos fisiológicos, biomecânicos e físicos de modo a promover a saúde ou prevenir certas doenças. Ela abrange desde os aspectos mais simples, como a movimentação correta até aspectos mais complexos, como a reabilitação e controle da dor, tendo sempre como objetivo o bem-estar do animal (FORMENTON, 2011). 
Com esse objetivo em mente, são traçados diversos métodos, dependendo da enfermidade ou disfunção apresentada pelo paciente. O manejo da dor é o principal benefício da fisioterapia. A dor, na forma aguda ou crônica, pode causar imunossupressão, inapetência e caquexia, além de que pode levar o animal a poupar o membro afetado, causando uma atrofia muscular, o que interfere diretamente com o bem-estar do paciente, sua utilização permite a redução da administração de analgésicos e anti-inflamatórios. Ainda, pode ser utilizado para melhorar a condição física do animal, o que inclui perda de peso e condição cardiorrespiratória (FORMENTON, 2011).
Legislação 
· Somente médicos veterinários podem atuar na Fisiatria Veterinária.
· Resolução Conselho Federal de Medicina Veterinária 850, de 5 de dezembro de 2006. 
· Anatomia, biomecânica, fisiologia, patologia, etc.
Introdução 
• Massagem 
• Cinesioterapia (passiva ou ativa)
• Termoterapia 
• Crioterapia 
• Ultrassom terapêutico 
• Eletroterapia 
• Laser terapêutico 
• Hidroterapia
Exame Clínico para Reabilitação Física
Na fisioterapia, normalmente o animal vem com o laudo e diagnóstico, porém é de suma importância fazer um exame completo. Muitas das vezes se encontra algo novo. 
• Anamnese (vacinação, alimentação, medicações, local onde vive, contactantes);
 • Queixa principal (natureza da lesão, local, duração, tratamento prévio e exames complementares); 
• Observar em estação, ao passo e ao trote;
 • Palpação dos membros e da coluna; 
• Exame ortopédico e neurológico; 
• Circunferência dos membros;
 • Amplitude de movimento das articulações; 
• Estabelecer objetivos, protocolo de tratamento e prognóstico.
Indicações 
Em geral, a fisioterapia é indicada para pets com diferentes problemas ortopédicos, neurológicos e também como tratamento para obesidade e condicionamento físico (para cães atletas e de exposição).
Nos casos ortopédicos, cães com artroses, artrites, rupturas de ligamento, displasia coxofemoral, luxação patelar e outros, a fisioterapia ajuda diretamente na recuperação prevenindo sequelas, combatendo incômodos e dores e auxiliando no recondicionamento físico.
Nos casos neurológicos, a fisioterapia é, muitas vezes, essencial para que o animal volte a andar, como em casos de fraturas, traumas na coluna ou hérnia de disco que afetam diretamente a locomoção e condicionamento muscular.
Os programas de emagrecimento também obtém ótimos resultados através da fisioterapia veterinária.
• Recuperação pós-cirúrgica
 • Lesões musculoesqueléticas; 
• Lesões neurológicas; 
• Animais geriátricos;
 • Doenças articulares degenerativas;
 • Cães atletas;
 • Obesidade.
Benefícios da Fisioterapia 
· Melhora e prolonga a qualidade de vida. 
· Diminuição da dor aguda e crônica, stress e depressão
· Resolução antecipada da inflamação 
· Diminui a utilização de AINES 
· Acelera o tempo da recuperação;
· Aumento da amplitude de movimento articular
· Melhora da resistência, força muscular e da flexibilidade 
· Melhora da coordenação motora e do equilíbrio 
· Redução e prevenção da contratura muscular 
· Melhora da resistência cardiovascular 
· Restaura habilidade funcional 
· Previne e minimiza atrofia muscular
Iniciando o plano de Reabilitação 
· Sempre pesquisar diagnóstico 
· Anamnese detalhada 
· Espécie, raça, idade, sexo e histórico anterior. 
· Exame ortopédico e neurológico 
· Medição da angulação de movimento das articulações 
· Medição da massa muscular
Avaliação Ortopédica 
· Palpação de todos os membros e articulações 
· Palpação da coluna 
· Teste de Ortolani
· Teste de gaveta 
· Teste de compressão tibial 
· Avaliação da luxação de patela 
· Palpação do tendão bicipital 
· Instabilidade Medial Ombro 
· Avaliação da massa muscular, Fita métrica
Exame Ortopédico
· Dígitos/ coxin - Flexão e extensão
· Tarso - Flexão e extensão
· Joelho - Flexão e extensão; Teste gaveta, Compressão Tibial (ruptura ligamento cruzado) e luxação patelar medial/lateral.
· Quadril - Adução, abdução, flexão, extensão e rotação. Teste Ortolani para diagnóstico Displasia Coxo femoral.
Quadril: teste de Ortolani (displasia coxofemoral, diagnóstico definitivo por raio-X), rotação. Teste de Ortolani: paciente em decubito lateral, dedo no trocanter maior do femur, realizar pressao sentido dorsal no joelho e realizar abdução do membro. Pode-se fazer com o paciente em decubito dorsal, realizando uma pressao nos joelhos e abdução dos membros pelvicos. Ortolani positivo: sente-se o femur voltando para o encaixe com o acetabulo, confirmando displasia coxofemoral. 
Membro torácico Palpaçao Digitos/coxins: flexão extensão Carpo: flexão extensão Cotovelo: flexão extensão. Displasia de cotovelo- animal jovem de crescimento rapido, porte grande, claudicando de membro torácico, consegue-se recerter cirurgicamente antes de 1 ano de idade (antes do crescimento total). 
Ombro: aduçao e abdução (angulo axilar, se for >30 graus tem-se instabilidade medial de ombro, ao estabilizar a escapula e realizar a abdução do membro), flexao e extensão (decubito lateral e hiperextensao caudal do membro torácico para palpar o tendão do biceps, que fica na porçao medial da cabeça do umero, se o animal reclamar, tem-se tenossinovite bicipital), rotação. Decubito estabiliza a escapula e faz abdução do membro toracico >30 graus = instabilidade medial do ombro. 
Teste Neurológico: Ver sempre o animal andando antes de realizar o exame. 
1. Estado mental:
tronco encefalico é o responsavel por manter a normalidade (alerta) - SARA (sistema ativador reticular ascendente). Pode estar alterado: deprimido ou obnubilado 
· sonolento porem despertavel, demência 
· alheio ao ambiente, estupor ou semi-coma
· responde somente a estimulo doloroso, coma 
· não responde à estimulo doloroso e está inconsciente.
 2. Comportamento: Córtex pré-frontal é responsavel por manter a normalidade. Pode estar alterado: agressividade, hiperatividade noturna, vocalizaçao, andar compulsivo, head pressing, andar em circulo. Deve-se fazer estimulo cognitivo atraves de enriquecimento ambiental, massagens, escovação, carinho. 
 
3. Atitude: Posição dos olhos e da cabeça em relação ao corpo. Anormalidade: Inclinação da cabeça ou rotação da cabeça
· Pode-se ter: head tilt - doença vestibular periférica ou central, opistotono (olha para as estrelas)
· lesão em tronco encefálico ou cerebelo, ventroflexao cervical (olhar para o chao)
· lesão em coluna cervical ou hipocalemia em gatos, head turn (olhar pro flanco)
· lesão em cortéx. *sistema vestibular está no tronco encefálico. 
4. Postura: É a posição do corpo em relação à gravidade e é mantida pela integração das vias do sistema nervoso central e reflexos espinhais.
· Pode-se ter afecçao em coluna: lordose, escoliose, cifose.
· Pode-se ter afecção em membro: plantigrado ou palmigrado.
· Pode-se ter trauma em que o animal se encontra em decubito lateral: rigidez por decerebraçao.
· lesão em tronco encefálico caracterizado por opistotono e os quatro membros espasticos com alteração de estado mental / rigidez por descerebelaçao 
· lesão em cerebelo caracterizado por opistotono, membro toracico espastico e membro pelvico flexionado ou flácido sem alteração de estado mental / síndrome de schiff-scherrington
· lesão em medula de T2 a L5 caracterizado por cabeça em posiçao normal ou com leve opistotono, membro toracico espastico

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