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Metodologia:
A definição do grupo sangüíneo de um indivíduo se dá por duas provas: 
Prova Direta (ou Beth-Vincent): pesquisa dos antígenos fixados nas hemácias do paciente. Deve ser feita com soro Anti-A, Anti-B e Anti-A,B. 
Prova Reversa (ou prova de Simonin): pesquisa do anticorpo no soro do paciente. Deve ser feita com hemácias tipadas A e B, com atenção para o fato de que o anticorpo B costuma ser mais fraco (título fraco) que os demais anticorpos. A prova reversa é uma contra-prova fundamental para a conclusão do exame.
Assim, os resultados destas duas provas devem ser interpretados da seguinte forma:
Prova Direta (Antígeno) Prova Reversa (Anticorpo) Sistema ABO
Antígeno A Anticorpo b Grupo Sanguíneo A
Antígeno B Anticorpo a Grupo Sanguíneo B
Antígeno A e B Ausência de Anticorpos a e b Grupo Sanguíneo AB
Ausência de Antígenos A e B Anticorpo a e b Grupo Sanguíneo O
Quando um anticorpo presente não é identificado, deve-se verificar a funcionalidade das Hemácias usadas na realização das provas. Lembrando que as hemácias, comerciais ou preparadas pelo laboratório, devem ser fenotipadas para os principais sistemas sangüíneos (Rh, Kell, Duffy, Kidd, Lewis, P, MNS, Luth e Xg).
Quando um anticorpo ausente é identificado, deve-se verificar a lavagem dos tubos e se as hemácias são específicas.
Sistema Rhesus – Rh (D)
A determinação do Sistema Rhesus de um indivíduo se dá por : Determinação Rh: determinação do antígeno D do Sistema Rhesus nas hemácias do paciente. Controle Rh: é um reativo controle com ausência de anticorpo Anti-D e de qualquer outro tipo de anticorpo para todos os sistemas eritrocitários. Este reativo controle tem por finalidade detectar erros ou patogenias existentes no paciente que resulte numa reação positiva do controle. (Exemplo: casos de hiperproteinemia). Contudo, diversos laboratórios não fazem uso deste controle em sua rotina ou têm encontrado resultado positivo para este controle, arriscando assim a confiabilidade de seus resultados.
É bom lembrar que não se deve usar albumina bovina, à 22% ou à 30%, em substituição a esse reativo controle. O correto é usar o Reativo Controle Rh comercial, não importando se ele é produzido com plasma ou albumina, desde que tenha os mesmos conservantes e estabilizadores do reativo do soro Rh (D), ou seja, do mesmo fabricante.
Para liberar um resultado como Rh positivo deve-se fazer um estudo mais aprofundado da imunohematologia do paciente, o que inclui a observação de autoanticorpo frio ou quente (se a auto-prova for positiva), hiperproteinemia, etc. Pesquisa D fraco e Controle: devem ser feitos, quando na classificação do Rh (D) existe ausência de aglutinação (negativa). Sua finalidade é detectar o anticorpo fracamente formado, devido a sua transmissão genética. Nesta prova é necessário usar técnicas mais sensíveis (Técnica do Coombs Indireto-TCI) para confirmar sua positividade ou negatividade. A metodologia em Gel não dispensa a realização desta prova. Os fabricantes tem adotado a inclusão desta prova no cartão. Neste caso, o laboratório está realizando a prova no cartão automaticamente.
Assim, os resultados destas determinações devem ser interpretados da seguinte forma:
Determinação Rh Controle Rh Pesquisa D fraco Controle D fraco Sistema Rhesus Rh(D)
Positiva Negativo --- --- Positivo
Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo
Negativo Negativo Positivo Negativo Positivo
Positivo ou Negativo Positivo Positivo ou Negativo Negativo Indeterminado
Se, para um D fraco positivo o laboratório encontrar negativo, deve-se verificar se a potência do Reativo Rh(D) está de acordo; observar se a temperatura do Banho-Maria está calibrada e constante; fazer a lavagem das hemácias corretamente e dentro da técnica exigida, tendo o cuidado de não perder material durante o procedimento, pois perda de hemácias significa perda de antígeno; verificar se a Antiglobulina Humana (AGH) está dentro das conformidades do seu controle de qualidade; verificar a limpeza da vidraria (existência de resíduos químicos e biológicos); observar presença de umidade na vidraria. Se o resultado permanecer negativo, deve-se usar Hemácias Controle de Coombs, a fim de se detectar prováveis erros técnicos ou do reativo usado, pois com a adição do Controle deverá a reação dar sempre positiva.
Materiais e métodos:
Prova direta: Pesquisa Ag nas hemácias:
Hemácia a 5%
1000 ml solução salina 
50 Ul hemácias 
3 Tubos de ensaio 
Antigeno A 1g
Antigeno B 1g
Antigeno C 1g
Prova reversa: 
Ra 1g
Rb 1g
Tubo de ensaio 1, 100 Ul de soro e ou plasma
Tubo de ensaio 2, 100 Ul de soro e ou plasma.
Ambas as amostras devem ser:
Hemogenizadas
Centrifugadas (1 minuto __ 1000 a 1500 rpm) e (15 segundos a 3000 a 3500 rpm) 
Ressuspendidas
Lidas. 
FOTOS:
Figura 1: Antissoros D, A e B, respectivamente.

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