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Emergência na Veterinária

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não deve ser nem baixa e nem 
alta. Pós carga baixa significa que está saindo o sangue muito fácil e 
não tem pressão o suficiente para ejetar o sangue. 
 
Deve ter a associação dos 3 dentro da normalidade, ou seja, uma pré 
carga boa, contratilidade boa e pós carga boa. 
 
Como monitorar a Frequência Cardíaca do Paciente? 
Quanto maior a frequência cardíaca, maior o débito cardíaco até 
determinado ponto. Pois quando a FC sobe demais, não dá tempo do 
coração preencher de sangue, e isso faz com que diminue o débito 
cardíaco. 
 
Cão: FC 180bpm – Se ultrapassar este limite, o débito cardíaco cai. 
Gato: FC 240 bpm – Se ultrapassar este limite, o débito cardíaco cai. 
 
Exemplo: Cão chegou com hemorragia e FC está 230 bpm, então 
neste caso a FC está atrapalhando o débito cardíaco, o débito 
cardíaco está ruim. Precisa melhorar o débito cardíaco deste 
paciente, irá realizar técnicas para abaixar a FC cardíaca 
imediatamente. 
 
Para avaliar o Volume Sistólico, irá avaliar Pré carga, Contratilidade e 
pós carga, mas para isso precisa de alta tecnologia. Se não tiver, irá 
se basear na pressão. 
 
PRÉ CARGA 
Qualquer coisa que piore o retorno venoso, irá diminuir a pré carga. 
• Perda sanguínea - Está perdendo sangue, e este sangue não 
retorna para o coração, então irá diminuir a pré carga em casos 
de hemorragia. 
• Compressão - Em casos de torção gástrica irá comprimir 
grandes vasos, como a veia cava, não haverá retorno do sangue 
e irá diminuir a pré carga. 
• Vasodilatação periférica - Haverá muito espaço e o sangue não 
retorna, diminui a pré carga. 
• Insuficiência valvular Venosa 
• Vasoplegia 
• Tempo de enchimento das câmaras cardíacas 
• DOR 
 
Para avaliar a Pré carga, qual a melhor forma? Avaliar o átrio 
esquerdo através do Ecocardiograma ou ultrassom, se o átrio estiver 
aumentado, tem pré carga aumentada. Se o átrio estiver diminuído, 
pré carga diminuída. Se estiver normal, é o ideal. 
 
Na prática, se a pré carga estiver diminuída irá aumentar a 
fluidoterapia, e se estiver aumentada diminuir a fluidoterapia. Irá 
arrumar o componente de pré carga guiado pelo ECOCARDIOGRAMA 
ou ULTRASSOM. 
 
CONTRATILIDADE 
Quando o animal tem um acometimento cardíaco, uma doença 
primária ou qualquer doença sistêmica que interfira no débito 
cardíaco. 
Exemplo: Cardiomiopatia dilatada, hipertrófica, insuficiência valvular 
de mitral, sepse, distúrbios de elétrólitos, acidose, alcalose, algumas 
medicações. Situações em que a contratilidade irá piorar. 
SEPSE IRÁ PIORAR OS 3. PRÉ CARGA, CONTRATILIDADE E PÓS 
CARGA 
• Cardiomiopatia 
• Radicais livres 
• Distúrbios hidroeletrolíticos 
• Acidose/ Alcalose 
• Hipóxia 
• Insuficiência Valvular 
• Fármacos/ Drogas 
• Arritmias 
• Infarto agudo do miocárdio 
• Tamponamento cardíaco 
• Dor 
 
A melhor forma de medir a contratilidade é através do 
ECOCARDIOGRAMA 
O Que irá avaliar no Ecocardiograma? Irá avaliar a fração de ejeção 
de sangue, quantos % de sangue que chega no coração. Quantos % 
ejeta à cada vez que contrai. Se estiver dentro da normalidade a 
contratilidade está eficiente, se não está ineficiente. Com esta fração 
nos dá informação se o coração está batendo forte ou fraco. 
FE: 33 a 46% 
• Se abaixar de 26% começa a fazer congestão. 
 
PÓS CARGA 
Pós carga é o grau de dificuldade do sangue sair do coração. Há 
situações em que irão interferir na pós carga. Quando irá medir a pós 
carga, não irá medir a pós carga em si e sim por descarte de fatores 
concomitantes. Na pós carga irá avaliar o histórico deste animal e por 
descarte, se a pré carga está normal, a contratilidade normal, então o 
problema é na pós carga. O que pode ser na pós carga, este animal é 
obeso? É doente renal? É diabético? Avalia hematócrito e vê se tem 
possibilidade de trombo, tumor ou histórico compatível com 
síndrome de compartimentação. Irá avaliar com exame complementar 
e histórico, e não uma técnica que dê um valor. 
Na pós carga irá avaliar por eliminação de fatores de pré carga 
normal, contratilidade normal, e o animal continua hipotenso? Então 
o problema é na pós carga. Busca a causa da pós carga estar ruim, 
histórico deste animal e doença complementar. 
• Vasoconstrição Periférica - O vaso diminui o seu tamanho de 
espaço, e isso dificulta a saída de sangue. 
> O obeso tem gordura intra abdôminal, ocupa espaço e comprime os 
órgãos, vasos e faz vasoconstrição, aumenta a resistência do sangue 
ao passar, o coração terá que fazer mais força por conta dos vasos 
comprimidos. 
> Doente renal – Ativa o sistema Renina Angiotensina Aldosterona, 
Angiotensina irá fazer vasoconstrição nos vasos. 
• Viscosidade sanguínea - O sangue fica com aspecto grosso e 
fica difícil de bombear. 
> O diabético tem maior quantidade de glicose no sangue, e isso 
torna o sangue mais viscoso, com aspecto de silicone. O sangue 
mais viscoso fica mais díficil de percorrer. 
> Policitemia – O hematócrito alto torna o sangue mais viscoso, 
tornando dificultoso o fluxo sanguíneo. O sangue fica com aspecto 
grosso. 
• Vasos comprimidos ou estenose. 
> Tumores – O tumor pode estar dentro do vaso, ou for a, mas que irá 
comprimir o vaso e tornar mais dificultoso o fluxo sanguíneo. 
> Trombos – Trombos também irão interferir no fluxo sanguíneo. 
• DOR, porém DOR atrapalha tanto na pré carga, contratilidade e 
pós carga. 
 
SÍNDROME DE COMPARTIMENTAÇÃO ABDÔMINAL: Na síndrome de 
compartimentação é quando o animal sofre um trauma grande no 
abdômen ou tem uma peritonite grave e faz edema severo nas 
vísceras abdôminais. Começa a inflamar intestino, fígado, rim, 
inflama todos os órgãos do abdômen e gera aumento de volume, ou 
seja, edema. Se aumenta gera aumento de volume generalizado, não 
irá ter espaço dentro do abdômen, fica apertado e para a perfusão 
dos órgãos. O sangue não consegue ultrapassar, não irá perfudir os 
órgãos, não terá circulação nos órgãos. 
• O animal deve ter o histórico de trauma abdôminal, se o gato 
caiu do apartamento, se o cachorro sofreu um acidente, se 
alguma pessoa chutou o abdômen do cachorro, algum trauma 
significado que deixe o abdômen distendido/dilatado. O animal 
vai parar de urinar e terá alteração nas vias respiratórias ou no 
grau de consciência. 
• Se o animal apresentar estes 3 sintomas, ele tem a síndrome de 
compartimentação abdôminal 
• O que fazer: Entrar com furosemida e fluidoterapia. Se não 
funcionar irá realizar a cirurgia Bolsa de bogota. 
Porque chama-se bolsa de bogota? Laparotomia, abrir pele, 
musculatura, abrir o abdômen e grudar membrana no abdômen, que 
tem como função aumentar o espaço do abdômen, ou seja, a 
expansão. Irá deixar durante dias para que diminua o edema, e depois 
dê para fechar. Necessita de internação. 
 
Se na clínica não tiver tecnologia disponível, irá avaliar na 
emergência com pressão arterial. 
• PAS = Monitora a função contrátil do miocárdio. 
• PAD = Monitora volume circulante e as alterações vasculares. 
• PAM = PAS + PAD 
 3 
 
 Quando irá avaliar as pressões, tem 3 técnicas para avaliar a 
pressão. Por método oscílométrico, Doppler e pressão invasiva. 
 
• 1. Método Oscílométrico: O método oscílométrico é aquele que 
injeta ar no manguito e infla, quando infla, esvazia sozinho. 
Muito comum conectar no monitor ou tem os portáteis. Na 
emergência não é utilizado, embora seja um método que dê as 3 
pressões tem uma margem de erro alta. Os valores não são 
confiáveis devido á imprecisão. Método impreciso, NÃO É 
UTILIZADO NA EMERGÊNCIA. 
 
• 2. Doppler: O doppler dá pressão arterial sistólica de forma 
confiável, porém a diastólica é menos precisa. A pressão 
sistólica se ouve uma pulsação no Doppler como se fosse um 
chiado, nesse momento você analisa a pressão sistólica. O 
manguito infla, e depois o som desaparece, irá murchar devagar 
quando o som voltar é a pressão arterial sistólica.