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PAPER CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

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CONTAÇÃO DE HISTÓRIA COMO UMA DAS MÚLTIPLAS LINGUAGENS PRESENTES NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Professor
Rosivaldo Alves de Oliveira
Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI
Curso (1852)
RESUMO
 O estudo realizado compreendeu que o lúdico na contação de histórias só tem significado se tiver alvos pré-estabelecidos que consinta à criança introduzir-se no mundo extraordinário da leitura. Esta experiência tem como desígnio apontar o valor dos contos para as crianças, para a escola e para o professor. A escola e a família são basais para o procedimento de formação do leitor crítico, sendo as mesmas responsáveis por revelar-se o universo da bibliografia de modo prazeroso, não volvendo a leitura como obrigação tem por alvo a ajuda da contação de histórias para o método de ensino-aprendizagem na Educação Infantil. As histórias representam indicadores efetivos para circunstâncias desafiadoras, assim como fortalecem junções sociais, educacionais e afetuosas
Palavras-chave: Lúdico na contação de história, Caracterização para o desenvolvimento a criança, Prática Educativa.
1 INTRODUÇÃO
Convivemos em uma era em que os meios de comunicação social e as tecnologias estão cada vez igualmente abertos às crianças; os dados chegam pelos meios de comunicação expandindo os horizontes e as informações. Os livros estão sendo largadas de lado, as histórias estão sendo perdido o que torna um desafio para o docente fazer com que as crianças em idade escolar adotem desejo pela leitura.
De acordo com diversos estudiosos, a contação de histórias é uma valiosa assistência à técnica pedagógica de professores na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental. A contação de história excita à reflexão, a criatividade, a oralidade, incentiva o gosto pela leitura, colabora na constituição da personalidade da criança envolvendo o igualitário e o afetuoso.
Os contos brotaram há muito tempo e, até agora tem seduzido as crianças, despertando nelas um grande interesse. Com uma linguagem simples e com uma simbologia já estruturada, os contos deslumbram e acompanham as crianças a um mundo de fantasias, de idealizações e dão sentido ao seu anseio de crescer e de modificar o mundo.
Esses contos caracterizam-se por oferecer uma circunstância de equilíbrio no início e conflito em seu desenvolvimento o que autoriza as crianças afeiçoar-se com esses conflitos e concentram para si, bem como forma de resolução a seus próprios problemas. Igualmente, eles cooperam para o incremento individual das crianças, ao transmitirem o conceito de que a luta contra as dificuldades na vida é inevitável e, se a pessoa não se intimida diante delas e as enfrenta ela sairá vitoriosa. (Bettelheim, 2002).
Na escola é importante o papel que esses contos e conseguindo empregar e demonstrá-los é essencial. O professor, para isso, necessita estar conhecedor de como as crianças dependem do seu trabalho para identificar o assunto dos contos. 
Compreendemos que os livros despertam muito interesse nas crianças e que necessitam ser colocados desde cedo em suas vidas. Contudo, o encantamento pelos livros apenas será efetivo se houver incitação tanto no ambiente familiar, principalmente no recorte dos contos como no escolar. Esta encenação busca mostrar o valor dos livros para as crianças. 
Com isso a finalidade deste ensaio é avaliar, à lucidez das teorias, o valor do trabalho pedagógico dos contos na educação infantil. Em geral há grande empenho das crianças por esse tipo de ficção e nos perguntamos até que ponto os professores trabalham com eles em sala de aula. O processo utilizado é de abordagem qualitativa. Este tipo de abordagem permite uma “ampla liberdade teórico-metodológica para realizar seu estudo”. (TRIVINOS, 1926, p.133). 
Na educação infantil as histórias despertam nas crianças desde pequenas, gostos e valores, pois quando se conta uma história têm-se vários objetivos entre eles, ensinar, instruir, educar e divertir. É na infância quando a criança está nesta fase de desenvolvimento e descobertas que se deve proporcionar-lhe este contato com os livros, fazendo com que ela perceba que através deles ela pode aprender a escrever, a imaginar, a pensar e a descobrir o mundo. 
Digamos que o conto poderia ser para a criança um objeto transicional que lhe permitisse passar do mundo da onipotência imaginária àquele da experiência cultural, e em que o prazer e o desejo pudessem encontrar sua fonte de renovação. (GILLIG. 1999, p.19).
Contar histórias é promover e estimular a leitura, o escrever, o desenhar, o imaginar, o brincar.
2 DESENVOLVIMENTO
Primeiramente, a literatura exibida nos livros foi ponderada exclusivamente para atender os adultos e correspondia aos costumes e a igreja. Sua negociação era fraca. Com o avanço dos entendimentos acerca do que é ser criança, antes pensada como sendo um adulto em miniatura, segundo Àries (1981), mas modificada a partir dos séculos XVII e XVIII, momento em que sobreveio a ser acatada e entendida como um ser que necessita de cuidados e conhecimentos é que os conteúdos abordados nos livros sobrevieram a se atentar com o público infantil surgindo daí os iniciais exemplares de contos de fadas e histórias folclóricas. 
Apenas por meio da veiculação de livros infantis e o despertar pelo interesse em sua leitura é que a fabricação desses materiais literários se expandiu (MATTOS, 2009). No século XX, a literatura infantil passou a ter como objetivo educar. Tal mudança corroborou para o distanciamento da leitura por prazer, aplicada de forma lúdica que despertasse a imaginação da criança (CASTRO, 2008).
 A partir dos anos 70, o Brasil teve uma espantosa contribuição de autores atentos com a reflexão infantil, dentre eles, citamos Monteiro Lobato com suas fantásticas histórias que deixavam e deixam até hoje as crianças e os adultos fascinados com os encantos do Sítio do Pica–Pau Amarelo. Suas inúmeras obras proporcionaram o acesso ao mundo leitor de modo lúdico, uma vez que, permitiam a reflexão do sujeito mediante sua vivência social (CASTRO, 2008).
 O lúdico existente na literatura infantil aflora a fantasia e, por meio da fantasia a criança imerge no mundo do faz-de-conta e ativa circunstâncias corriqueiras em sua vida diária. A afinidade entre o mundo imaginário e o real coopera para que a criança estude lições de vida, a respeitar as diferenças e, sobretudo, habituar-se ao outro. A motivação pela leitura necessita começar em casa, do mesmo modo como são estimulados os hábitos comuns do dia-a-dia como brincar no computador, assistir TV e passear.
É essencial que no início do método de alcance do ato de ler todas as pontuações decorridas pela criança, desde a simples retratação oral das imagens até a invenção de um texto divergente ao escrito no livro sejam estimadas para que em outro período em que a história seja narrada pelo adulto possam ser entendidas as contradições entre o imaginado e o escrito, como explicita Castro (2008, p. 1): Existem dois fatores que contribuem para que a criança desperte o gosto pela leitura: curiosidade e exemplo. Neste sentido, o livro deveria ter a importância de uma televisão dentro do lar. Os pais deveriam ler mais para os filhos e para si próprios.
A curiosidade é um atributo inato do sujeito. Dela depende a descoberta de conhecimentos experiência, no entanto, reafirmamos o posicionamento do autor acima referendado, uma vez que postula o valor do exemplo.
 Isso formaliza o entendimento de que pais e professores necessitam ler também para que o gosto pela leitura venha a se ampliar com eficácia, haja vista que a criança toma como modelo os sujeitos leitores e passa a imita-los. 
A contação de história é um exercício antigo e não há no mundo quem não tenha ouvido ou contado algo da vida, de contos magníficos ou dramáticos, enfim, faz parte da vida de todo sujeito ouvir, falar e até viver história. 
Todo episódio, por mínimo que seja, possui sua parcela de estima porque a criança gosta de ouvir, mas também gosta de dizer e articular sobre coisas que já vivenciou. Contar