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PAPER CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

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história é descrever um mundo mágico onde tudo é provável e acontece. O mundo como é narrado na história faz toda a diferença, pois aproxima a criança da vivência lúdica, proporciona períodos agradáveis e estimula a compreensão e a fantasia.
Mas, para que isso ocorra de modo preciso, o contador carece preparar os materiais, ter nitidez e segurança no que diz proferir gestos à fala. Tudo isso torna uma simples contação de história em uma diversão. Sobre isso Coelho (2001, p. 31 apud MATTOS, 2009, p. 18) afirma que “a simples narrativa é a mais fascinante de todas as formas, a mais antiga, tradicional e autêntica expressão do contador de histórias. Não requer nenhum acessório e se processa por meio da voz do narrador, de sua postura”
No fato, a menção acima nos conduz a considerar a existência da ludicidade no momento da contação da história. Muito embora afirme ser dispensável o uso de instrumentos materiais, a ludicidade se faz atualizada no momento em que o conto se utiliza da gesticulação e da dramatização dos casos. Vale a pena atentar para o fato de que ao narrar uma história oral é preciso, sobretudo, o respeito aos períodos existentes (início, meio e fim).
A história oral é uma atividade que pode ser alcançada na escola, na rua, em casa, precisando apenas de um espectador que queira ouvir e viver a história e de um contador. Falar sobre os métodos de um contador de história não é tarefa fácil, pois sabemos que existem segredos ainda não revelados, no entanto, os docentes precisam ampliar algumas desenvolturas como as pontuadas por Barreto (2003, p. 4): “ter uma boa entonação na voz, conhecer realmente a história, adaptar palavras ao vocábulo da criança, transmitir segurança, impor a sua criatividade, sem deixar de perder a essência da história e seu encanto”. 
Estes são saberes essencial a qualquer professor contador de histórias. A autora ainda complementa que,
O bom contador de histórias conhece a sua história de cor e salteado. Tem linguagem acessível às suas crianças e escolhe suas histórias levando em conta a faixa etária que pretende atender. Já que contar e ouvir histórias é um momento especial, o contador de histórias modifica o ambiente físico da sala, tornando-o mais acolhedor e propiciando um contato mais próximo com as crianças. Sua voz tem sempre a sonorização, a emoção de cada personagem. Para que um trabalho cercado de cuidados não se perca, é necessário que haja bastante cuidado com o espaço de tempo no qual se contará a história, para que a criança mantenha seu interesse na atividade desenvolvida, evitando projetar sua atenção a outras situações (BARRETO, 2003, p. 4)
As importâncias oferecidas pela citada autora culminam no despertar dos alunos que ouvem as histórias com ânimo e, de modo concomitante, garantem a diversão e a aprendizagem numa aula interativa.
Na infância, a narrativa de histórias amplia a aquisição de conhecimentos e experiências das crianças, desperta a criatividade, a imaginação, a atenção e principalmente o gosto pela leitura.
Para Abramovich (1989), a importância de se contar histórias para crianças reside no fato de que escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor, é também suscitar o imaginário, é ter a curiosidade respondida em relação a tantas perguntas, é encontrar outras idéias para solucionar as questões (como as personagens fizeram...)
Na educação infantil as histórias despertam nas crianças desde pequenas, gostos e valores, pois quando se conta uma história tem-se vários objetivos entre eles, ensinar, instruir, educar e divertir. É na infância quando a criança está nesta fase de desenvolvimento e descobertas que se deve proporcionar-lhe este contato com os livros, fazendo com que ela perceba que através deles ela pode aprender a escrever, a imaginar, a pensar e a descobrir o mundo.
 Digamos que o conto poderia ser para a criança um objeto transicional que lhe permitisse passar do mundo da onipotência imaginária àquele da experiência cultural, e em que o prazer e o desejo pudessem encontrar sua fonte de renovação. (GILLIG. 1999, p.19).
Contar histórias é promover e estimular a leitura, o escrever, o desenhar, o imaginar, o brincar. Através das histórias a criança sente diferentes emoções como alegria, medo, tristeza, bem estar, insegurança, entre tantas outras, e assim ela aprende a lidar com seus sentimentos da sua maneira.
A vida é com freqüência desconcertante para a criança, ela necessita mais ainda que lhe seja dada a oportunidade de entender a si própria nesse mundo complexo com o qual deve aprender a lidar. Para que possa fazê-lo, precisa que a ajudem a dar um sentido coerente ao seu turbilhão de sentimentos. Necessita de idéias sobre como colocar ordem na sua casa interior, e com base nisso poder criar ordem na sua vida. (BETTELHEIM, 2009,p.13).
Percebe-se que a contação de histórias na educação infantil é de extrema importância, a criança que é incentivada e gosta de ouvir e ler histórias será com certeza um adulto diferenciado.
2.1 O LÚDICO NA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS
 Muito se tem pensado e debatido no âmbito da Educação Infantil sobre como afirmar a atenção das crianças no momento em que se contam histórias, pois, enquanto umas conservar-se atentas outras se dispersa.
Em alguns casos, as crianças apresentam de casa materiais literários com histórias para serem expostas pelo professor e este, quando as lê, desconsidera a importância da leitura prévia para conhecimento das obras, como também dos saberes necessários ao contador de histórias apresentados, anteriormente, por Barreto (2003). 
O uso do lúdico na contação se da por meio de apresentações com marionetes, músicas fantasias diversas, mural decorado, folha impressa, lápis de cor e um baú de madeira etc.
Os educandos que ouvem e imaginam as histórias são leitores, é aí que reside a ludicidade na arte de contar histórias. Como explicita Villardi (1999, p. 81):
Se a criança brinca, ela também é capaz de descobrir o lado lúdico do livro, encantando-se com as surpresas que lhe estão reservadas a cada virar de página. Sendo assim, quanto mais cedo a criança tiver contato com livros, melhor; e quanto mais for capaz de ver no livro um grande brinquedo, mais fortes serão, no futuro, seus vínculos com a leitura.
 Daí o valor de proporcionar precocemente o livro à criança e deixar enxergar como um divertimento para que descobrindo e aprendendo a manuseá-lo amplie a habilidade crítico-reflexiva. Admitimos que o livro é um instrumento lúdico capaz de entreter e cativar qualquer criança, assim como uma brincadeira.
Discorrer sobre as técnicas de um contador de história não é tarefa fácil, pois sabemos que existem segredos ainda não revelados, no entanto, os docentes precisam desenvolver algumas habilidades como as pontuadas por Barreto (2003, p. 4): “ter uma boa entonação na voz, conhecer realmente a história, adaptar palavras ao vocábulo da criança, transmitir segurança, impor a sua criatividade, sem deixar de perder a essência da história e seu encanto”. 
2.2 CARACTERIZAÇÕES DOS CONTOS DE FADAS E HISTÓRIAS PARA O DESENVOLVIMENTO DOS ASPECTOS SOCIOCOGNITIVO E AFETIVO DA CRIANÇA.
É peculiar dos contos de fadas depositarem um dilema existencial de formato conciso e crucial, simplificando todas as ocasiões. Isso admite à criança perceber a dificuldade em sua forma mais ativa, pois uma trama mais difícil confundiria o assunto para ela. Segundo Betteltheim (2002), os contos de fadas começam a exercer seu impacto benéfico nas crianças por volta dos quatros/cinco anos. Podem ser contadas as estórias que os pais gostavam quando crianças ou que tenham atração e valor para a criança.
Os autores mais ilustres dos contos de fadas infantis são os Irmãos Grimm - Jacob e Wilhelm Grimm -, que fizeram e fazem muito sucesso até hoje com suas histórias e seus contos. Nascidos na Alemanha, os Irmãos Grimm destinaram a sua vida ao registro das fábulas infantis e de tal modo ganharam fama e sucesso com as crianças. 
Além das belas histórias e das ajudas para o imaginário dos pequenos,