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MS_Snustad_CAP23 base genética do Câncer

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do 
gene supressor 
tumoral em 18q
Inativação do 
gene supressor 
tumoral TP53
Inativação de outros 
genes supressores 
tumorais
Epitélio 
prostático 
normal
B.
Inativação do gene 
supressor 
tumoral HPC1
Silenciamento do gene 
supressor tumoral 
TP53�por 
hipermetilação
Superexpressão 
de oncogene BCL-2
Alteração do 
receptor 
androgênico
Inativação do gene 
supressor tumoral 
CDH1
Inativação do gene 
supressor tumoral 
TP53
Inativação do gene 
supressor de 
metástase KAI1
Câncer de próstata 
independente 
de androgênio
Inativação de vários 
genes supressores 
tumorais 
(p.�ex., RB)
Câncer 
identificado ao 
exame histológico
Câncer de 
próstata 
localizado
Câncer de 
próstata 
metastático
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• • • • • 
Via do câncer colorretal metastático
Via do câncer de próstata independente de androgênio
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20 Fundamentos de Genética
1. Que ponto de verificação do ciclo celular impede a 
replicação do DNA lesado em uma célula?
resposta: O ponto de verificação START no meio da fase 
G1 do ciclo celular.
2. (a) Em que classe de genes as mutações dominan‑
tes com ganho de função causam câncer? (b) Em 
que classe de genes as mutações recessivas com per‑
da de função causam câncer?
resposta: (a) Oncogenes. (b) Genes supressores tumorais.
3. Por que alguns rearranjos cromossômicos causam 
câncer?
resposta: Os pontos de quebra desses rearranjos fre‑
quentemente justapõem um oncogene celular 
a um promotor que estimula a expressão inten‑
siva do oncogene. A superexpressão do produto 
gênico pode causar a divisão e o crescimento celu‑
lar excessivos.
4. O câncer intestinal ocorre em in di ví duos com mu‑
tações inativadoras do gene APC. Explique como 
também poderia ocorrer em in di ví duos com muta‑
ções do gene da b‑catenina.
resposta: Uma mutação que impedisse especificamente 
a ligação da b‑catenina a pAPC poderia causar cân‑
cer. A b‑catenina que não se ligasse à pAPC estaria 
disponível para se ligar aos fatores de transcrição 
que estimulam a expressão de genes cujos produtos 
promovem a divisão e o crescimento celular.
5. Que gene supressor tumoral sofre mutação com 
maior fre quência em cânceres humanos?
resposta: TP53, o gene que codifica p53.
6. As células cancerosas adquirem a capacidade de invadir e 
colonizar outros tecidos. Mais de 90% das mortes por cân‑
cer são causadas por metástase de câncer para outras 
partes do corpo. Quando os tumores metastatizam, as 
células cancerosas se desprendem do tumor primário 
e seguem na corrente sanguí nea até outro local, onde 
estabelecem uma relação nova, duradoura e, por fim, 
letal com as células adjacentes. Para que esse processo 
ocorra, é preciso que haja modificações profundas na 
superfície das células cancerosas. Quando isso acon‑
tece, podem surgir tumores secundários em tecidos 
muito distantes do tumor primário. É dificílimo con‑
trolar e erradicar os cânceres que se disseminaram 
desse modo. Portanto, a metástase é a ocorrência mais 
grave no avanço de um câncer.
Muitos estudos determinaram que a mutação somá‑
tica é a base do desenvolvimento e do avanço de todos 
os tipos de câncer. À medida que um câncer avança em 
direção à malignidade, suas células tornam‑se cada vez 
mais descontroladas. Há acúmu lo de mutações, e pode 
haver perda de cromossomos inteiros ou de segmentos 
de cromossomos. Essa instabilidade genética aumenta a 
probabilidade de desenvolvimento de cada uma das ca‑
racterísticas supracitadas.
Em vista da importância de mutações somáticas na 
etiologia do câncer, os fatores que aumentam a taxa de 
mutação aumentam a incidência de câncer. Atualmente 
muitos paí ses mantêm programas de pesquisa para iden‑
tificar agentes mutagênicos e carcinogênicos (ver comen‑
tários sobre o teste de Ames para identificar mutágenos 
quí micos, no Capítulo 13). Quando esses agentes são 
identificados, as autoridades de saú de pública elaboram 
políticas para reduzir ao mínimo a exposição humana a 
eles. Nenhum ambiente, porém, está totalmente livre de 
carcinógenos, e é difícil mudar comportamentos huma‑
nos que contribuem para o risco de câncer, como tabagis‑
mo, exposição excessiva ao sol e consumo de alimentos 
ricos em gordura e pobres em fibras. O conhecimento 
sobre os processos causadores de câncer avançou bastan‑
te. No futuro, podemos esperar que essa compreensão 
promova estratégias mais eficazes de prevenção e trata‑
mento do câncer.
pontos essenCiais
jj Diferentes tipos de câncer estão associados a mutações em diferentes genes
jj As células cancerosas podem estimular o próprio crescimento e a própria divisão
jj As células cancerosas não respondem a fatores que inibem o crescimento celular
jj As células cancerosas podem escapar dos mecanismos naturais que destroem células 
anormais
jj As células cancerosas imortalizadas são capazes de se dividir incessantemente
jj Os tumores podem expandir‑se quando induzem o crescimento de vasos sanguí neos em seu 
interior para nutrição das suas células
jj As células cancerosas metastáticas podem invadir e colonizar outros tecidos.
Aplique a análise genética básica
Exercícios
 Capítulo 23 Base Genética do Câncer 21
1. Um oncogene no genoma de um retrovírus tem 
alta probabilidade de causar câncer, mas um onco‑
gene em sua posição cromossômica normal, não. 
Se esses dois oncogenes codificam exatamente o 
mesmo polipeptídio, como podemos explicar suas 
diferentes propriedades?
resposta: Existem pelo menos três possibilidades. Uma 
(A) é que o vírus apenas acrescenta mais cópias do 
oncogene à célula e que, juntas, essas produzem 
quantidade excessiva do polipeptídio. O excesso de 
polipeptídio poderia causar divisão celular descon‑
trolada, ou seja, câncer. Outra possibilidade (B) é 
que o oncogene viral seja expresso incorretamente 
sob o controle de acen tuadores no DNA viral. Esses 
acen tuadores poderiam desencadear a expressão do 
oncogene no momento errado ou sua superexpres‑
são constitutiva. Nos dois casos, o polipeptídio seria 
produzido incorretamente e, portanto, poderia per‑
turbar os controles normais da divisão celular. Uma 
terceira possibilidade (C) é que a integração do 
vírus aos cromossomos da célula infectada poderia 
pôr o oncogene viral próximo de um acen tuador no 
DNA cromossômico e que esse acen tuador poderia 
acarretar a expressão incorreta. As três explicações 
enfatizam a ideia de que a expressão de um oncoge‑
ne tem de ser regulada corretamente. A expressão 
indevida ou excessiva poderia causar divisão celular 
descontrolada.
Integre diferentes conceitos e técnicas
Autoavaliação
Genes
c-onc
normais
Genes
v-onc
extras
Acentuador viral
mRNA
Pool de
mRNA
Tradução Excesso do
produto
polipeptídico
do oncogene
Tradução
Câncer
Excesso do
produto
polipeptídico
do oncogene
Câncer
Tradução
Câncer
Excesso do
produto
polipeptídico
do oncogene
Acentuador celular
mRNA
O oncogene viral é expresso incorretamente sob o controle de um acentuador celular
B.
A.
C.
O vírus acrescenta mais cópias do oncogene à célula
O oncogene viral é expresso incorretamente sob o controle de um acentuador viral
Entenda melhor e desenvolva a capacidade analítica
Avaliação adicional
23.1 Muitos cânceres parecem estar relacionados com 
fatores ambientais. Por que, então, o câncer é de‑
nominado doen ça genética?
23.2 Tanto as células embrionárias quanto as células 
cancerosas dividem‑se com rapidez. Como é possí‑
vel distinguir esses dois tipos de células?
22 Fundamentos de Genética
23.3 A maioria das células cancerosas é aneuploide. Su‑
gira o mecanismo pelo qual a aneuploidia poderia 
contribuir para o descontrole do ciclo celular.
23.4 Você esperaria encontrar um retrovírus indutor de 
tumor que tivesse um gene supressor tumoral celu‑
lar processado em seu genoma?
23.5 Como sabemos que os oncogenes celulares nor‑
mais não são simples oncogenes retrovirais inte‑
grados