PAPER ALFABETIZAÇÃO UM DESAFIO NA ESFERA EDUCACIONAL
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ALFABETIZAÇÃO: 
UM DESAFIO NA ESFERA EDUCACIONAL
[footnoteRef:1] [1: Acadêmica matrícula nº 834166] 
RESUMO
A preocupação em relação à alfabetização tem sido nos últimos anos, constante no Brasil, pois através das provas aplicadas pelo MEC, percebe-se através dos baixos índices, que nossas crianças não estão sendo alfabetizadas, tão pouco letradas. Dessa forma, muitas propostas tem surgido nos últimos anos com intuito de suprir essa problemática existente na educação, como: PNAIC, alfabetização em três anos, mudança no currículo, entre outras. Porém, pouco resultado se tem alcançado nesse sentido. É fato que cada criança é única, que cada um aprende de maneira diferente e ao seu tempo, mas também é fato que o problema envolve o método de ensino e como acontece o processo de ensino-aprendizagem. Sendo assim, a alfabetização é um desafio para o educador, pois além de alfabetizar, ele deve inserir práticas sociais letradas, com objetivo de formar alunos críticos e conscientes de seu papel na sociedade. Nessa perspectiva, é relevante destacar um dos grandes defensores do letramento, Paulo Freire.
Palavras-chave: Alfabetização. Letradas. Desafio. Paulo Freire.
1.INTRODUÇÃO
Ao refletir sobre a alfabetização nos remete à vários questionamentos e, portanto como esse processo acontece. 
Como se sabe a alfabetização não está sozinha e tão pouco ela acontece de uma hora para outra, ela está vinculada ao letramento e cada indivíduo tem seu tempo neste processo.
É de extraordinária a importância para o professor que trabalha nos anos iniciais do Ensino Fundamental saber os conceitos de Alfabetização e Letramento, e entender como o letramento acontece nas atividades em sala de aula com seus alunos na medida em que estes se alfabetizam. Deste modo, saber ler e escrever, utilizar a leitura e a escrita, nas diferentes situações do cotidiano, são necessidades tidas como inquestionáveis tanto para o exercício pleno da cidadania, quanto para a medida do nível de desenvolvimento de um país.
Alfabetização e Letramento se somam. Um é dar condições ao sujeito de ser capaz de ler, e escrever , o outro é resultado da ação de ensinar ou de aprender a ler e a escrever.
Atualmente fala-se muito sobre alfabetização e letramento, que enquanto professores alfabetizadores devemos também letrar nossos alunos, sendo assim, alfabetizar letrando consiste no fato de ensinar a ler o mundo de um modo crítico não ensiná-los somente decodificar os símbolos.
É necessário tornar-se apto a compreender o sentido e significado dos usos da leitura e da escrita no cotidiano. Nesta perspectiva, a presente pesquisa revela aspectos e subsídios que permitam uma melhor compreensão sobre a natureza do processo ensino aprendizagem, explicitando, em especial, questões que apontam o letramento como uma alternativa para a superação das dificuldades do aprender a ler e escrever, com objetivo de expressar os significados do processo de alfabetização e do processo de letramento, mostrando a especificidade de cada um e a importância da conciliação entre ambos.
Desta forma, para esta pesquisa foi buscado grandes pesquisadores que aboradam a temática como: Freire, Soares e Vygostky.
2.ALFABETIZAÇÃO: UM DESAFIO NA ESFERA EDUCACIONAL
O termo alfabetização indica o ensino e o aprendizado de uma metodologia de representação da linguagem humana, a escrita alfabético-ortográfica. Este assunto tem sido tema de grandes estudos no Brasil, pode ser observado nas pesquisas acadêmicas, nas quais questões relativas à alfabetização têm estado muito presentes e, ao que tudo indica, por motivo semelhante: a dificuldade encontrada pela escola em alfabetizar todas as crianças que chegam até ela. 
 Para Soares (2005, p. 24) \u201co domínio dessa temática envolve um conjunto de conhecimentos e procedimentos relacionados tanto ao funcionamento desse sistema de representação quanto às capacidades motoras e cognitivas para manipular os instrumentos e equipamentos de escrita\u201d. 
A apreciação acerca da alfabetização vem sendo intensificada através de pesquisa. Mas afinal o que é alfabetização? Podemos nos apropriar deste conceito como sendo; 
O termo Alfabetização etimologicamente, significa: levar à aquisição do alfabeto, ou seja, ensinar a ler e a escrever. Assim, a especificidade da Alfabetização é a aquisição do código alfabético e ortográfico, através do desenvolvimento das habilidades de leitura e de escrita. (SOARES, 2007, p. 82).
Atualmente sabe-se que a alfabetização no Brasil, ou seja ensinar a ler e a escrever, encontra-se em situação de precariedade, pois nota-se que muitas pessoas já escolarizadas são consideradas analfabetas funcionais, ou seja, não são capazes de compreenderem o que leem.
Partindo deste pressuposto, é fundamental que os professores compreendam o que é alfabetização e o que é letramento para poderem desenvolver melhor a sua prática pedagógica, visando uma alfabetização que tenha significado.
A necessidade da formação docente surge desde Comenius, no século XVII. Ele ainda apresenta a primeira escola voltada a formação docente em 1684, por São João Batista de La Salle, em Reims. Contudo, a ideia de institucionalizar escolas próprias para a formação do professor, surge da sistematização das ideias liberais em expandir o ensino a todas as camadas sociais no século XIX. Essas prioridades, no entanto sofrem grandes influências e acabam por precarizar-se devido às dificuldades encontradas na relação escola-cidadão. O fracasso que surge na alfabetização desde esse período nos atinge até a atualidade exigindo uma atenção especial e soluções para um ensino de qualidade. (SAVIANI, 2009, p. 143)
Com o incidir do tempo muito se desenvolveu no campo da alfabetização, surgiram conceitos, teorias, metodologias. Porém, mesmo com toda evolução, o Brasil, ainda enfrenta um problema de muita relevância: a qualidade da educação básica, especialmente, a dos anos iniciais do ensino fundamental. São destaques dessa baixa qualidade os índices de fracasso, reprovação e evasão escolar, evidenciados no censo, prova Brasil e índices do IDEB, que nunca deixaram de se perpetuar na sociedade.
Estudar a evolução histórica da alfabetização é estudar a história da evolução dos seus métodos e abordagens. De acordo com Mortatti (2006, p.5), são quatro momentos referentes à história da alfabetização: \u201c1º) a metodização do ensino da leitura; 2º) a institucionalização do método analítico; 3º) a alfabetização sob medida; e, por fim, o 4º) alfabetização: construtivismo e desmetodização\u201d.
A metodização do ensino da leitura advém na segunda metade do século XIX, o ensino da leitura e da escrita parte do chamado método sintético. 
Desse modo, para o ensino da leitura, utilizavam-se, nessa época, métodos de marcha sintética (da &quot;parte&quot; para o &quot;todo&quot;): da soletração (alfabético), partindo do nome das letras; fônico (partindo dos sons correspondentes às letras); e da silabação (emissão de sons, partindo das sílabas). Dever-se-ia, assim, iniciar o ensino da leitura com a apresentação das letras e seus nomes (método da soletração/alfabético), ou de seus sons (método fônico), ou das famílias silábicas (método da silabação), sempre de acordo com certa ordem crescente de dificuldade. Posteriormente, reunidas as letras ou os sons em sílabas, ou conhecidas as famílias silábicas, ensinava-se a ler palavras formadas com essas letras e/ou sons e/ou sílabas e, por fim, ensinavam-se frases isoladas ou agrupadas. Quanto à escrita, esta se restringia à caligrafia e ortografia, e seu ensino, à cópia, ditados e formação de frases, enfatizando-se o desenho correto das letras. (MORTATTI, 2006, p. 5).
Sendo assim, esse método, o ensino da leitura começava pelo estudo da palavra e, só depois, se estudava seu valor fonético a partir das letras. Nesta mesma época, surgem as famosas cartilhas.
As primeiras cartilhas brasileiras, produzidas no final do século XIX sobretudo por professores fluminenses e paulistas a partir de sua experiência didática, baseavam-se nos métodos de marcha sintética (de