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OFICINA LITERARIA - exercicios

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OFICINA LITERÁRIA – Exercícios aula 1
1. A conotação e a denotação são dois níveis de concretização dos sentidos num texto. No caso do texto literário, predomina: ( X ) a conotação.
2. Considere o fragmento, retirado do livro Oficina Literária de Alessandra Fávero e depois escolha a alternativa correta:
"Por que é impossível dar uma "definição definitiva" de literatura? O problema parece girar em torno de duas posições teóricas distintas: uma que defende a especificidade da literatura, especificidade que estaria localizada exclusivamente na forma, ou seja, no tipo especial de linguagem que a literatura parece representar quando comparada aos outros tipos de textos, cuja linguagem é simples, comum, habitual, trivial. A outra posição é aquela que não enxerga a literatura como uma dimensão isolada das outras esferas da vida humana. Para essa segunda posição, é preciso levar em conta o conteúdo dos textos literários para se definir o que é literatura. Avaliar o conteúdo significa abandonar a ideia de que somente a forma é relevante para caracterizar o literário."
( X ) posições teóricas distintas levam a considerar o fenômeno literário de diferentes perspectivas.
3. "A leitura é o processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de compreensão e interpretação do texto, a partir de seus objetivos, de seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que sabe sobre a linguagem etc. Não se trata de extrair informação, decodificando letra por letra, palavra por palavra. Trata-se de uma atividade que implica estratégias de seleção, antecipação, inferência e verificação, sem as quais não é possível proficiência. É o uso desses procedimentos que possibilita controlar o que vai sendo lido, permitindo tomar decisões diante das dificuldades de compreensão, avançar na busca de esclarecimentos, validar no texto suposições feitas." In: Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos de ensino fundamental: língua portuguesa/Secretaria de Educação Fundamental. - Brasília: MEC/SEF, 1998. pp. 69-70.
A afirmação feita acima é: ( X ) Verdadeira, pois expõe de modo coerente a relação empreendida no ato de ler
	
4. Todo leitor produz sentidos possíveis para um texto a partir do seu acervo simbólico e de suas experiências de mundo. Quanto maior for esse acervo: ( X ) Mais relações de sentido o leitor será capaz de realizar.
5. O último pajé
Cheio de angústia e de rancor, calado, Solene e só, a fronte carrancuda, Morre o velho Pajé, crucificado Na sua dor, tragicamente muda. Vê-se-lhe aos pés, disperso e profanado, O troféu dos avós: a flecha aguda, O terrível tacape ensangüentado, Que outrora erguia aquela mão sanhuda. Vencida a sua raça tão valente, Errante, perseguida cruelmente, Ao estertor das matas derrubadas! 'Tupã mentiu!' e erguendo as mãos sagradas, Dobra o joelho e a calva sobranceira Para beijar a terra brasileira."
Com base na leitura de todo o poema, o sentido que a expressão "Na sua dor, tragicamente muda" refere-se a:
( X ) A opressão e o abandono sofridos pelo índio.
	
6. "Denotação é a linguagem informativa, comum a todos. Tem por objetivo expressar um conhecimento prático, científico. Nesse tipo de linguagem, as palavras são sempre empregadas em estado real." Qual das frases deixa de atender o conceito de DENOTAÇÃO: ( X ) A frieza do olhar não se esconde.
7. Quanto ao sentido, podemos dizer que um texto:
( X ) É construído na interação texto-sujeitos, e não algo que preexista a essa interação
8. ISTO -> "Dizem que finjo ou minto / Tudo que escrevo. Não. / Eu simplesmente sinto / Com a imaginação. / Não uso o coração. / Tudo o que sonho ou passo, / O que me falha ou finda, / É como que um terraço / Sobre outra coisa ainda. / Essa coisa é que é linda. / Por isso escrevo em meio / Do que não está ao pé, / Livre do meu enleio, / Sério do que não é. / Sentir? Sinta quem lê!" Fernando Pessoa. 
No poema acima, o termo terraço encontra-se empregado em seu sentido: ( X ) Conotativo
Exercícios aula 2
1. Considere o fragmento a seguir em relação ao conceito de mimese e escolha a alternativa correta. 
"A Literatura, como toda arte, é uma transfiguração do real, é a realidade recriada através do espírito do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os gêneros, e com os quais ela toma corpo e nova realidade. Passa, então, a viver outra vida, autônoma, independente do autor e da experiência de realidade de onde proveio. Os fatos que lhe deram às vezes origem perderam a realidade primitiva e adquiriram outra, graças à imaginação do artista. São agora fatos de outra natureza, diferentes dos fatos naturais objetivados pela ciência ou pela história ou pelo social. O artista literário cria ou recria um mundo de verdades que não são mensuráveis pelos mesmos padrões das verdades factuais. Os fatos que manipula não têm comparação com os da realidade concreta."
	
( X ) a rigor, a mimese não deve ser entendida como mera cópia ou imitação da realidade, uma vez que no texto literário a realidade encontra-se transformada, recriada pelo artista.
2. Podemos dizer que ao imitar a realidade em suas obras literárias o autor sempre exerce um processo revelador porque:
( X ) No processo de imitação, o autor revela a realidade e a transforma em bem cultural
3. (...) Tornando aos índios do Pará, dos quais, como dizia, se serve quem ali governa como se foram seus escravos, e os traz quase todos ocupados em seus interesses, principalmente no dos tabacos, obriga-me a consciência a manifestar a V.M. os grandes pecados que por ocasião deste serviço se cometem. Primeiramente nenhum destes índios vai senão violentado e por força, e o trabalho é excessivo, e em que todos os anos morrem muitos, por ser venenosíssimo o vapor do tabaco: o rigor com que são tratados é mais que de escravos; os nomes que lhes chamam e que eles muito sentem, feiíssimos; o comer é quase nenhum; [...] e os que governam são os primeiros que se perdem, e os segundos serão os que os consentem; e isto é o que cá se faz hoje e o que se fez até agora.
A partir desse fragmento, podemos perceber que Padre Antonio Vieira:
( X ) Baseia-se na realidade que vive e tece um discurso de denúncia
4. O processo mimético é capaz de estabelecer diferentes interpretações do texto. Em relação ao que foi dito, podemos afirmar que: ( X ) Isso acontece pois a linguagem do texto literário é ambígua e sofre constante atualização
5. "A literatura é um tipo de discurso que representa o real". Dentro do universo das representações temos conceitos básicos como a mímesis e catársis. Assinale a alternativa que representa o conceito básico de mímesis.
( X ) Termo grego que significa imitação. Não é um conceito literário, mas filosófico que serve para explicar a arte.
6. A mimese é um conceito filosófico que busca explicar o processo por meio do qual as artes se realizam. A mimese literária se dá por meio das palavras e nem sempre foi concebida de modo positivo. Platão e Aristóteles, por exemplo, divergiam, pois para Platão, a mimese era:
( X ) Uma forma de distanciamento da verdade por se tratar de uma cópia da cópia.
7. A mimesis acontece quando: ( X ) um determinado elemento social se revela no texto.
8. A literatura, quando finge o particular, atinge a universalidade. A afirmativa é:
( X ) É correta, pois essa particularização nos leva ao reconhecimento de dados semelhantes na realidade.
Exercícios aula 3
1. Assinale a alternativa que aponta a classe social cujos valores e visão de mundo são representados na epopeia. 
( X ) A aristocracia
2. Existe uma conexão mais profunda entre o narrador da epopéia e a classe social da qual ele provém. Em outras palavras, há uma intenção por trás do fato do narrador ter suas raízes na nobreza. Essa intenção é:
( X ) perpetuar, na memória, os valores da tradição, ou seja, aqueles valores que atravessam gerações
3. Assinale a opção que caracteriza acertadamente a epopeia. -> ( X ) A epopeia é uma narrativa de caráter heroico e grandioso, que expressa os valores e a visão de mundo da classe aristocráticae guerreira.
4. O HERÓI deve apresentar originalidade: Ele deve ser um modelo, suscitar a admiração ou o desgosto, o amor ou o ódio. É preciso provocar uma reação forte no íntimo do leitor(...). O personagem deve ter certa proximidade com o leitor. Para que o leitor se identifique com o personagem, deve haver características comuns e gerais, próprias de todo ser humano (amor, sensibilidade, etc.).
5. "No universo narrativo da epopeia, o homem não tem espaço como ser único, ou seja, como portador de uma individualidade, pois o texto épico é o espaço de representação da coletividade.". Podemos afirmar sobre esse gênero literário que:
( x ) Os acontecimentos narrados, na epopeia, são históricos e situados em um passado muito distante.
6. Quem é o narrador da epopéia? ( x ) Um representante da aristocracia
7. Marque a alternativa que apresente os elementos da epopéia: ( X ) ação, personagens, maravilhoso, forma
8. Em relação à epopéia, podemos dizer que a sua força criadora está na memória e que a sua fonte é a lenda, já que:
( X ) A epopéia reabilita o passado ao resgatá-lo, lançando mão da memória. Não importa a experiência pessoal. O que vale é a lenda nacional
Exercícios aula 4ª
1. "Romance é o espaço em que se entrecruzam protótipos da vida real com toda a sua subjetividade. Trata-se de um tipo de discurso que revela o indivíduo em seus variados aspectos.". Podemos afirmar que o OBJETO e a FONTE do romance são: ( X ) O momento presente e os fatos atuais.
2. Texto I - Logo depois transferiram para o trapiche o depósito dos objetos que o trabalho do dia lhes proporcionava. Estranhas coisas entraram então para o trapiche. Nãomais estranhas, porém, que aqueles meninos, moleques de todas as cores e de idades as mais variadas, desde os nove aos dezesseis anos, que à noite se estendiam pelo assoalho e por debaixo da ponte e dormiam, indiferentes ao vento que circundava o casarão uivando, indiferentes à chuva que muitas vezes os lavava, mas com os olhos puxados para as luzes dos navios, com os ouvidos presos às canções que vinham das embarcações...
Texto II - À margem esquerda do Rio Belém, nos fundos do mercado do peixe, ergue-se o velho ingazeiro, ali os bêbados são felizes. Curitiba os considera animais sagrados, provê as suas necessidades de cachaça e pirão. No trivial contentavam-se com as sobras do mercado.
Sob diferentes perspectivas, os fragmentos citados são exemplos de uma abordagem literária recorrente na Literatura Brasileira do século XIX. Podemos afirmar que em ambos os textos:
( X ) o espaço onde vivem os personagens é uma das marcas de sua exclusão
3. Enquanto a epopeia restringe-se à representação dos valores da aristocracia, o romance:
( X ) representa e problematiza os valores de diferentes segmentos sociais.
4. Ao contrário do romance, o conto é uma narrativa curta. Não há espaço para o crescimento da personagem. Sendo assim, que perfil tem a personagem do conto?
( X ) Ela é vista pelo leitor em, apenas, um momento de sua existência, por isso não apresenta variação psicológica.
5. Texto 1 - Acompanha os personagens a todos os lugares, entra-lhes na mais recôndita intimidade, como um agudíssimo olho secreto devassa-lhes o mundo psicológico [...] 
Texto 2 - Aurélia concentra-se de toda dentro de si, ninguém ao ver essa gentil menina, na aparência tão calma e tranquila, acreditaria eu nesse momento ela agita e resolve o problema de sua existência, e prepara-se para irremediavelmente para sacrificar todo o seu futuro [...] 
Contrapondo o que dizem os autores em relação à teoria apresentada e o trecho do romance em questão, podemos dizer que o narrador presente no fragmento de José de Alencar é:
( X ) É externo ou Onisciente, pois o narrador apresenta total conhecimento das coisas
6. No desenrolar dos fatos num romance, cada personagem expõe a sua visão de mundo. Por isso, o romance é um gênero que comporta: ( X ) várias ideologias.
7. Ambos, romance e epopeia, são composições narrativas de certa extensão e complexidade, mas se diferenciam em inúmeros aspectos. Assinale a alternativa incorreta:
( X ) O herói do romance representa exclusivamente a classe da aristocracia e se empenha em preservar a sua tradição.
8. Ao lermos um romance:
I. Identificamos nele, tal como na epopeia, a representação de um passado absoluto, inquestionável e distante.
II. Verificamos uma multiplicidade temática, um gênero que incorpora temas contemporâneos e socialmente variados.
III. Encontramos um herói mais humanizado, problemático, sujeito a falhas, sem o compromisso de ser modelar.
Assinale a alternativa que apresenta as afirmações corretas: ( X ) Apenas II e III estão corretas 
Exercícios aula 4B
1. O romance é um gênero que expressa os valores:
( X ) de diversos segmentos sociais: da burguesia às classes mais populares.
2. Leia as afirmativas e escolha uma das opções apresentadas.
I- No romance, o narrador é peça fundamental. | II- O narrador fala de seu tempo, revelando a ideologia de sua época.
( X ) A afirmativa I está correta e a II justifica a primeira.
3. NARRATIVA é uma manifestação literária que procura mostrar o desenvolvimento de uma ação no tempo e no espaço por meio da movimentação de personagens, conjunto este transmitido ao leitor por um narrador que adota um determinado ponto de vista(foco narrativo).
4. Leia o texto abaixo:
O romance é a epopéia de uma era para a qual a totalidade extensiva da vida não é mais dada de modo evidente, para a qual a imanência do sentido à vida tornou-se problemática, mas que ainda assim tem por intenção a realidade. 
O trecho extraído da obra de Georg Lukács confirma-se quando percebemos que:
( X ) o romance pode ser visto com uma decorrência da epopéia em função do tempo, do espaço e do público
5. TEXTO I - Eu amo a rua. Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse, e razões não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e assim exagerado é partilhado por todos vós. Nós somos irmãos, nós nos sentimos parecidos e iguais; nas cidades, nas aldeias, nos povoados, não porque soframos, com a dor e os desprazeres, a lei e a polícia, mas porque nos une, nivela e agremia o amor da rua. É este mesmo o sentimento imperturbável e indissolúvel, o único que, como a própria vida, resiste às idades e às épocas. 
TEXTO II - A rua dava-lhe uma força de fisionomia, mais consciência dela. Como se sentia estar no seu reino, na região em que era rainha e imperatriz. O olhar cobiçoso dos homens e o de inveja das mulheres acabavam o sentimento de sua personalidade, exaltavam-no até. Dirigiu-se para a rua do Catete com o seu passo miúdo e sólido. [...] No caminho trocou cumprimento com as raparigas pobres, ela continuou o seu caminho arrepanhando as saias que nem uma duquesa atravessando os seus domínios. 
A experiência urbana é um tema recorrente em crônicas, contos e romances do século XIX e do XX muitos dos quais elegem a rua para explorar essa experiência. Nos fragmentos I e II, a rua é vista, respectivamente, como lugar que:
( X ) propicia o sentido de comunidade e a exibição pessoal
6. Assim, O ROMANCE deve sempre oscilar entre a ficção e a realidade. Deve não apenas fazer o leitor sonhar, mas também fazê-lo refletir. Ficção-realidade, mas fazendo sonhar, criar um mundo fora deste mundo. (Baudelaire). Deve-se prender a atenção do leitor através de elementos verdadeiros e autênticos, não o deixando perder-se dentro de um labirinto louco.
7. Enquanto a epopeia encontra-se presa ao passado e vive da memória, nutrindo-se de mitos e lendas que o resgatam, o romance: ( X ) representa o presente, os fatos atuais constituindo sua principal fonte de criação.
8. Quais das características abaixo não se identificam com Romance Romântico?
( X ) Enorme quantidade de referências à cultura clássica e extrema preocupação com a questão política e social que interferem na sua composição
Exercícios aula 5
1. Sabemos que os diferentes modos de narrar indicam diferentes relações com o tempo em que o enredo sedesenvolve. No conto, como funciona o tempo em relação ao desenvolvimento da narrativa?
( X ) Tudo, neste tipo de narrativa, se passa em um tempo curtíssimo. São, apenas, algumas horas ou dias.
2. Joaquim Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta nasceu no RJ, 21/06/1839. Filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José de Assis, aquele que viria a tornar-se o maior escritor do país e um mestre da língua, perde a mãe muito cedo e é criado pela madrasta, Maria Inês, também mulata, que se deica ao menino dedica ao menino e o matricula na escola pública, única que freqüentou o auto didata Machado de Assis. Considerando os seus conhecimentos sobre os gêneros textuais, o texto citado constitui-se de:
( X ) apresentação da vida de uma personalidade, organizada sobretudo pela ordem tipológica da narração, com um estilo marcado por linguagem objetiva
3. Acerca do conto literário, todas as afirmações abaixo estão corretas, exceto: ( X ) Ao contrário do romance, o conto não possui regras. Trata-se de um gênero que pode tanto ser concentrado quanto disperso.
4. Sobre o conto, assinale a afirmação incorreta:
( X ) Quanto ao sentido, o conto é o canto da totalidade da vida de um povo em determinado estágio da sua civilização. O conto está diretamente relacionado com o surgimento ou o progresso de uma nacionalidade
5. Sobre o conto, pode-se afirmar que:
( X ) O conto despreza tudo o que foge ao núcleo da narrativa e centra-se em torno de uma só ideia.
6. Com relação ao tempo, da mesma forma que o romance, o conto interessa-se: ( X ) pelo momento presente
7. O conto apresenta traços que o identificam como um gên. literário específico. Dentre eles: ( X ) a contração do enredo
8. O que garante ao conto uma unidade de ação? ( X ) O embate entre os personagens
AVALIAÇÃO PARCIAL
1. Leia o poema abaixo, pensando na relação texto/ autor e responda.
 O último pajé -> Cheio de angústia e de rancor, calado, Solene e só, a fronte carrancuda, Morre o velho Pajé, crucificado Na sua dor, tragicamente muda. Vê-se-lhe aos pés, disperso e profanado, O troféu dos avós: a flecha aguda, O terrível tacape ensangüentado, Que outrora erguia aquela mão sanhuda. Vencida a sua raça tão valente, Errante, perseguida cruelmente, Ao estertor das matas derrubadas! 'Tupã mentiu!' e erguendo as mãos sagradas, Dobra o joelho e a calva sobranceira Para beijar a terra brasileira."
Com base na leitura de todo o poema, o sentido que a expressão "Na sua dor, tragicamente muda" refere-se a:
( X ) A opressão e o abandono sofridos pelo índio.
2. Podemos dizer que ao imitar a realidade em suas obras literárias o autor sempre exerce um processo revelador porque:
( X ) No processo de imitação, o autor revela a realidade e a transforma em bem cultural
	
3. O mundo épico está, totalmente, distante da contemporaneidade. Sendo assim, como os aêdos desenvolvem suas narrativas? ( X ) A partir de mitos e lendas.
4. O romance é um gên. que expressa os valores: ( X ) de diversos segm. sociais: da burguesia às classes mais populares.
5. Sabemos que o conto é uma narrativa que é elaborada a partir do trabalho peculiar em relação ao tempo, ao espaço e aos personagens. Assim sendo, como podemos definir a temporalidade trabalhada no conto?
( X ) Tudo, neste tipo de narrativa, se passa em um tempo curtíssimo. São, apenas, algumas horas ou dias
	
6. A linguagem da crônica é:
( X ) direta e espontânea, mas com alguns aspectos literários, como a subjetividade
7. A encenação do texto dramático dirige a atenção do público para a tensão desencadeada pelo enredo. A tensão é considerada a essência do gênero dramático e ela é movida por duas características principais:
( X ) pathos e problema.
8. Podem me prender Podem me bater Podem até deixar-me sem comer Que eu não mudo de opinião. Aqui do morro eu não saio não Aqui do morro eu não saio não. Se não tem água Eu furo um poço Se não tem carne Eu compro um osso e ponho na sopa E deixa andar, deixa andar... Falem de mim Quem quiser falar Aqui eu não pago aluguel Se eu morrer amanhã seu doutor, Estou pertinho do céu. 
Essa música fez parte de um importante espetáculo teatral que estreou no ano de 1964, no RJ. O papel exercido pela MPB nesse contexto, evidenciado pela poesia na forma de letra de música citada, foi o de: ( X ) denúncia da situação social e política do país
	
9. Sobre o narrador e a narração em "Memórias póstumas de Brás Cubas", todas as alternativas estão corretas, EXCETO:
( X ) [...] a história parece contar-se por si própria, prescindindo da figura do narrador. [...] A narração de acontecimentos e a descrição procedem de um modo neutro, impessoal, sem que o narrador tome partido ou defenda algum ponto de vista. 
10. Considere o poema de Gullar transcrito abaixo e marque a alternativa que não está em conformidade com o que diz o poema. -> Meu povo, meu poema
 
Meu povo e meu poema crescem juntos como cresce no fruto a árvore nova.
No povo meu poema vai nascendo como no canavial nasce verde o açúcar.
No povo meu poema está maduro como o sol na garganta do futuro.
Meu povo em meu poema se reflete como a espiga se funde em terra fértil.
Ao povo seu poema aqui devolvo menos como quem canta do que planta.
( X ) A intenção do autor é clara: colocar a palavra povo no início de cada estrofe, com a mesma função sintática, ou seja, objeto indireto.
Exercícios aula 6
1. A respeito da crônica podemos afirmar que: ( X ) apesar de trabalhar com fatos e situações do cotidiano, nela a realidade é recriada pelo olhar singular do autor.
2. Sobre a crônica, é correto afirmar que: ( X ) Há elementos como novidade, surpresa e assuntos variados do dia a dia das pessoas.
3. Sabemos que a palavra crônica deriva da palavra grega Chrônos. A partir desta informação, escolha a alternativa que estabeleça a relação entre esta forma de narrar e o tempo. ( X ) Trata-se de um conjunto de fatos reunidos dentro de uma ordem cronológica.
4. Dentre as alternativas abaixo, escolha aquela que NÃO apresenta uma informação que nos faz considerar a crônica um texto literário. ( X ) O cronista apresenta o real como é. Está centrado, apenas, na referencialidade do jornal.
5. Escolha, dentre as alternativa apresentadas, aquela que cita dois elementos presentes na crônica.
( X ) Surpresa / humor
6. A crônica Maneira de Amar, de Carlos Drummond de Andrade, apresenta uma história simples que tem como personagens o jardineiro e suas flores. Observe que há o uso de uma linguagem coloquial. Após a leitura, escolha a alternativa que explique a importância desta forma de linguagem para a construção da crônica enquanto narrativa.
MANEIRA DE AMAR -> O jardineiro conversava com as flores e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.
Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na devida ocasião.
O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mando-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho.
Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem. "VOCÊ O TRATAVA MAL, AGORA ESTÁ ARREPENDIDO?" "NÃO, RESPODEU, ESTOU TRISTE PORQUE AGORA NÃO POSSO TRATÁ-LO MAL. É A MINHA MANEIRA DE AMAR, ELE SABIA DISSO, E GOSTAVA".
( X ) O uso da linguagem coloquial faz com que a crônica seja uma forma de narrar, facilmente, compreendida por qualquer leitor.
7. A OUTRA NOITE -> "Outrodia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, de lua cheia; e que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou o sinal fechado para voltar-se para mim:
-O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir sua conversa. Mas, tem mesmo luar lá em cima?
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra - pura, perfeita e linda.
-Mas, que coisa...
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva. Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa.
-Ora, sim senhor...
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um "boa noite" e um "muito obrigado ao senhor" tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei."
Sabemos que a crônica é uma forma de narrar que apresenta, assim como o conto, uma história curta. Qual das alternativas apresenta uma característica que, também, nos possibilita conceituar o texto apresentado como crônica?
( X ) A trivialidade é o destaque do texto, por isso as personagens sequer apresentam nomes.
8. Furto de flor -> Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.
Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.
Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.
Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la no jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.
Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me.
Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!
Este texto, de autoria de Carlos Drummond de Andrade, apresenta as características de que gênero literário? ( X ) Crônica
Exercícios aula 7
1. Nas obras dramáticas, as ações, as situações e as emoções não são imitadas através do discurso do narrador, mas:
( X ) expressas através das falas e ações das personagens.
2. O gênero dramático trágico é marcado pelo paradoxo entre: ( X ) O Herói e seu Destino
3. Pertencente à aristocracia, o herói trágico move-se em sentido descendente, isto é, da felicidade à infelicidade. O herói trágico: ( X ) O destino, dáimon para os gregos, é o grande adversário simbólico do herói trágico. A luta contra o dáimon faz-se pelo esforço do herói em fazer valer o seu desejo de conduta.
4. Na comédia, o ridículo contribui para que a tensão seja desfeita. A partir dessa informação, escolha a altenativa que defina o homem cômico. -> ( X ) Trata-se daquele que, diante do riso, percebe seus limites.
5. Trata-se de um sentimento exacerbado. É a paixão. Para expressá-lo, o autor dramático cria um tipo de linguagem comovente e arrebatada. Esta linguagem traduz a resistência da personagem diante dos embates gerados pelo mundo que a cerca. A fala inpregnada de profundo pesar é impetuosa e pressupõe um outro que a ouça e com ela se comova. É uma comoção espontânea. -> O texto acima se refere ao conceito: ( X ) Phatos
6. Considere o fragmento:
Édipo: Temo que Febo se revele um deus exato.
Mensageiro: Inda receias a união com tua mãe?
Édipo: Exatamente, ancião; eis meu temor de sempre.
Mensageiro: Sabes que nada justifica os teus receios?
Édipo: Mas, como não temer se nasci deles dois?
Mensageiro: Pois ouve bem: não é de Pôlibo o teu sangue!
Édipo: Que dizes? Pôlibo não é então meu pai?
Mensageiro: Tanto quanto o homem que te fala, e nada mais.
Édipo: Nada és para mim e és igual ao meu pai?
Mensageiro: Ele não te gerou, e muito menos eu.
Édipo: Por que, então, ele chamava-me de filho?
Mensageiro: O rei te recebeu, senhor, recém-nascido - escuta bem -, de minhas mãos como um presente. (SÓFOCLES)
(O mensageiro que chega vai dar gosto a Édipo e libertá-lo de sua inquietação relativamente a sua mãe, mas produz efeito contrário quando se dá a conhecer, deixa-o mais inquieto ainda.)
O fragmento acima é um exemplo clássico de instrumento de ação da tragédia, que, segundo Aristóteles, conduz a história a um rumo contrário ao que parecia indicado e natural. Trata-se de um exemplo de: ( X ) Peripécia
7. "MULHER - Sim, quero ver o dinheiro sair do gato.
JOÃO GRILO - Pois então veja.
MULHER - (depois da nova retirada) Nossa Senhora, é mesmo! João, me arranje esse gato pelo amor de Deus!
JOÃO GRILO - Arranjar é fácil, agora, pelo amor de Deus é que não pode ser, porque sai muito barato. Amor de Deus é coisa que eu tenho, dê ou não lhe dê o gato.
MULHER - Quer dizer que não tem jeito de eu arranjar esse gato?
JOÃO GRILO - Tem um jeito e é até fácil! "
Este fragmento representa um texto com características do gênero: ( X ) Dramático
8. Sabemos que a "tensão" é a essência do dramático. Quais são as duas características principais que as movem? 
( X ) Phatos e problema
Exercícios aula 8
1. Sobre o eu lírico, podemos afirmar que: ( X ) é o enunciador do poema, uma espécie de voz ficcional 
2. Assinale a forma que não corresponde ao gênero lírico: ( X ) Fábula
3. Escolha a opção que completa corretamente as lacunas da sentença. 
Antes de alcançarmos uma compreensão racional do texto lírico, é comum passamos primeiramente pelo plano da EMOÇÃO.
4. scolha a opção que completa corretamente as lacunas da sentença. 
Do ponto de vista da teoria da literatura, ao considerar-se o sujeito da enunciação do discurso no gênero lírico, constata-se que EU BIOGRÁFICO e EU LÍRICO são distintos e não se confundem.
5. Leia o fragmento do poema Meus oito anos do poeta Casimiro de Abreu e depois escolha a opção que completa corretamente a afirmativa abaixo. 
"Oh! que saudades que tenho / Da aurora da minha vida, / Da minha infância querida / Que os anos não trazem mais! / Que amor, que sonhos, que flores, / Naquelas tardes fagueiras / À sombra das bananeiras, / Debaixo dos laranjais! / Como são belos os dias / Do despontar da existência! / - Respira a alma inocência / Como perfumes a flor; / O mar é - lago sereno, / O céu - um manto azulado, / O mundo - um sonho dourado, / A vida - um hino d'amor!"
Da leitura do fragmento do poema, depreendemos que uma das características centrais do gênero lírico é a: ( X ) recordação
6. Sobre o LIRISMO, podemos defini-lo como:
( X ) A expressão pessoal de uma emoção demonstrada por vias rítmicas e musicais.
7. O gênero lírico tem seu nome derivado de lira, instrumento musical, porque:
( X ) o texto lírico apresenta musicalidade e originalmente era escrito para ser dito com acompanhamento musical.
8. Leia este poema de Vinícius de Moraes e em seguida assinale a alternativa incorreta.
	De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
	Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
	E assim, quando mais tarde me procure 
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama. 
	Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
( X ) Trata-se de uma composição moderna, sem preocupações com a forma, como expressam os versos livres, sem agrupamento em estrofes e sem rima.
Exercícios aula 9
1. "Mas eu ainda espero angariar as simpatias da opinião, e o primeiro remédio é fugir a um prólogo explícito e longo. O melhor prólogo é o que contém menos coisas, ou oque as diz de um jeito obscuro e truncado. Conseguintemente, evito contar o processo extraordinário que empreguei na composição destas Memórias, trabalhadas cá no outro mundo. Seria curioso, mas minimamente extenso, aliás desnecessário ao entendimento da obra. A obra em si mesma é tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com um piparote, e adeus". Brás Cubas
O texto apresentado é um fragmento do prólogo do romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Após a leitura do texto, faça uma reflexão sobre as afirmativas apresentadas e escolha a alternativa CORRETA.
I- O narrador Brás Cubas ocupa uma posição privilegiada. PORQUE
II- Ao narrar do além-túmulo tem a palavra franquiada, ou seja, pode dizer o que quiser sem ter preocupação com a opinião pública. -> ( X ) As afirmativas I e II são verdadeiras e a segunda justifica a primeira.
2. No romance, o resgate de fragmentos do passado, através da memória, permite-se viver de novo os fatos, mas de forma organizada. A narrativa organiza tudo aquilo que, na vida, é bagunçado. Quando o narrador tenta fazer essa arrumação dos fatos da vida, dá maior nitidez aos acontecimentos, dá sentido àquilo que, na vida real, acontece de forma tão desordenada. São fatos selecionados pela memória e organizados pelo discurso, como exemplo, temos o romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Sobre esse romance, é incorreto afirmar:
( X ) O fato do narrador afirmar e negar o tempo todo, atribui veracidade ao que está sendo contado.
3. Leia o texto a seguir: -> A obra em si mesma é tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com um piparote, e adeus.
Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia peneirava uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que levou um daqueles fiéis da última hora a intercalar esta engenhosa idéia no discurso que proferiu à beira de minha cova: "Vós, que o conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos caracteres que tem honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isso é a dor crua e má que lhe rói à natureza as mais íntimas entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado." e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei. E foi assim que cheguei à cláusula dos meus dias;
A compreensão de um romance requer a observação do papel assumido pelo narrador. Como podemos definir a posição do narrador a partir dos fragmentos apresentados do romance Memórias Póstumas de Brás Cubas?
( X ) O narrador-personagem adquire liberdade ao narrar do mundo dos mortos.
4. O romance introdutor do Realismo no Brasil, Memórias póstumas de Brás Cubas (1881) começa da seguinte maneira:
AO VERME QUE PRIMEIRO ROEU AS FRIAS CARNES / DO MEU CADÁVER DEDICO
COMO SAUDOSA LEMBRANÇA / ESTAS MEMÓRIAS PÓSTUMAS
Esta dedicatória contém um elemento importante de Memórias póstumas de Brás Cubas, presente em toda a narrativa, que é: ( X ) 	O humor com certa melancolia existencial.
5. “Mas eu ainda espero angariar as simpatias da opinião, e o primeiro remédio é fugir a um prólogo explícito e longo. (...)A obra em si mesma é tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com um piparote, e adeus.”
Leia o fragmento do prólogo do romance Memórias Póstumas de Brás Cubas e observe que o defunto-autor deseja ganhar a simpatia do público, mas, ao mesmo tempo, paga o fino leitor com um piparote. Através dessas afirmações opostas, podemos dizer que o narrador criado por Machado de Assis é volúvel?
( X ) Não. Brás Cubas, enquanto narrador, sabe o que quer: ele ri de tudo e de todos. Inclusive, do leitor.
6. Sobre o narrador e a narração em "Memórias póstumas de Brás Cubas", todas as alternativas estão corretas, EXCETO:
( X ) [...] a história parece contar-se por si própria, prescindindo da figura do narrador. [...] A narração de acontecimentos e a descrição procedem de um modo neutro, impessoal, sem que o narrador tome partido ou defenda algum ponto de vista.
7. "Memórias póstumas de Brás Cubas", além de ser a obra inaugural do Realismo no Brasil, é uma narrativa surpreendente a partir da sua própria estrutura. Leia as afirmações que seguem e assinale a alternativa verdadeira.
I - Machado de Assis, tanto na seção "Ao leitor" quanto na célebre "Dedicatória": "Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas", inovou ao expandir a ficção para espaços que, convencionalmente, não são ficcionais.
II - o conjunto dos acontecimentos narrados é tramado em ordem cronológica por um narrador que não participa dos fatos narrados. Está ali só para contá-los: "Virgília fez aquilo um brinco; designou as alfaias mais idôneas, e dispô-las com a intuição estética da mulher elegante [...]" (Capítulo LXX/ Dona Plácida)
III - a técnica dos capítulos curtos, ao todo 160, imprime um ritmo dinâmico e descontínuo à narrativa, além de pontuar as constantes digressões do narrador. Já os títulos, que cada capítulo recebe, revelam frequentemente o humor e a ironia do narrador, presentes, por exemplo, em: Capítulo XXXV/ No caminho de damasco, Capítulo XLII/ Que escapou a Aristóteles e Capítulo LV/ O velho diálogo de Adão e Eva. 
( X ) Apenas I e III estão corretas
8. Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas. Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada sete horas de chumbo.
O texto apresentado é um fragmento do romance O Cortiço, de Aloisio Azevedo. De acordo com o que foi estudado nas aulas, o que significa a imagem do cortiço no processo de construção dos gêneros literários? ( X ) A imagem do cortiço revela que o romance abre espaço na literatura para a representação de diversos segmentos sociais.
Exercícios aula 10. 
1. Na primeira estrofe da letra da canção Que país é esse? de Renato Russo encontramos os seguintes versos: "Nas favelas, no senado / Sujeira pra todo lado / Ninguém respeita a constituição / Mas todos acreditam no futuro da nação / Que país é esse? / Que país é esse? / Que país é esse? / Que país é esse?". O texto manifesta preocupação com a situação do país e uma visão crítica dos problemas enfrentados. Pode-se perceber a ironia com que o texto fala do futuro da nação, que se encontra ameaçado: ( X ) pela corrupção generalizada.
2. Considere o poema, de Manuel Bandeira: Nova poética
Vou lançar a teoria do poeta sórdido.Poeta sórdido: Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida.
Vai um sujeito, Sai um sujeito de casa com a roupa de brim branco muito bem engomada, e na primeira esquina passa um caminhão, salpica-lhe o paletó de uma nódoa de lama.
É a vida. O poema deve ser como a nódoa no brim:
Fazer o leito satisfeito de si dar o desespero.
Sei que a poesia é também orvalho.
Mas este fica para as menininhas, as estrelas alfas, as virgens cem por cento e as amadas que envelheceram sem maldade.
Sobre o poema, não se pode afirmar:
( X ) Manuel Bandeira ironiza a poesia que se ocupa de um mundo tão amplo, rico e plural como o mundo dos homens.
3. A música e a literatura caminham de mãos dadas. A letra de música é um gênero textual que apresenta lirismo. Assinale a alternativa que justifica essa afirmação. 
( X ) Na letra de música e no poema, existe um olhar singular, uma forma única de sentir o mundo.
4. O texto que segue é um poema escrito em 1930, de Ricardo Reis, heterônimo do poeta do Modernismo português Fernando Pessoa.
Quando, Lídia, vier o nosso Outono/ Com o Inverno que há nele, reservemos
Um pensamento, não para a futura / Primavera, que é de outrem,
Nem para o Estio, de quem somos mortos, / Senão para o que fica do que passa,
O amarelo atual que as folhas vivem / E as torna diferentes.
Desses versos, é possível extrair o tema da: ( X ) Existência humana e de seus ciclos.
5. Leia o poema Sentimento do Mundo, de Carlos Drummond de Andrade, e responda o que se pede:
Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo,
mas estou cheio escravos, minhas lembranças escorrem
e o corpo transige na confluência do amor.
Quando me levantar, o céu estará morto e saqueado, eu mesmo estarei morto, morto meu desejo, morto
o pântano sem acordes.
Os camaradas não disseram que havia uma guerra e era necessário trazer fogo e alimento.
Sinto-me disperso, anterior a fronteiras, humildemente vos peço que me perdoeis.
Quando os corpos passarem, eu ficarei sozinho desfiando a recordação do sineiro, da viúva e do microcopista
que habitavam a barraca e não foram encontrados ao amanhecer
esse amanhecer mais noite que a noite.
Acerca do poema seria inválido afirmar:
( X ) O eu-lírico do poema, apesar de nos revelar que a realidade sempre nos espanta, visto que é dura e desafiante, faz um apelo para que se deixe de sonhar.
6. Leia atentamente a letra de canção A deusa da minha rua, composição de Jorge Faraj e Newton Teixeira, interpretada por Nelson Gonçalves, abaixo transcrita, e depois escolha a opção que contem uma afirmação incorreta. 
"A deusa da minha rua / Tem os olhos onde a lua / Costuma se embriagar / Nos seus olhos eu suponho / Que o sol, num dourado sonho / Vai claridade buscar. / Minha rua é sem graça / Mas quando por ela passa / Seu vulto que me seduz / A ruazinha modesta / É uma paisagem de festa / É uma cascata de luz. / Na rua uma poça d'água / Espelho da minha mágoa / Transporta o céu / Para o chão / Tal qual o chão de minha vida / A minh'alma comovida / O meu pobre coração. / Espelho da minha mágoa / Meus olhos / São poças d'água / Sonhando com seu olhar / Ela é tão rica e eu tão pobre / Eu sou plebeu / Ela é nobre / Não vale a pena sonhar."
( X ) o amor consegue superar todas as barreiras e convenções sociais.
7. José Régio é um dos autores mais importantes da segunda geração do Modernismo português, o Presencismo, e um dos fundadores da revista Presença, que dá nome ao movimento. Leia o soneto "Narciso" e, em seguida, responda a questão.
Dentro de mim me quis eu ver. Tremia,/ Dobrado em dois sobre o meu próprio poço.../ Ah, que terrível face e que arcabouço/ Este meu corpo lânguido escondia!/ Ó boca tumular, cerrada e fria,/ Cujo silêncio esfíngico bem ouço!/ Ó lindos olhos sôfregos, de moço,/ Numa fronte a suar melancolia!/ Assim me desejei nestas imagens./ Meus poemas requintados e selvagens,/ O meu Desejo os sulca de vermelho:/ Que eu vivo à espera dessa noite estranha,/ Noite de amor em que me goze e tenha,/ ...Lá no fundo do poço em que me espelho!
De acordo com o soneto de José Régio, considere as afirmativas a seguir.
I - ao contrário de Narciso, personagem mitológico condenado a nunca conhecer a sua face externa sob o risco de morrer, o poema de José Régio explicita que o eu lírico busca conhecer a sua face interna. Há uma nítida preocupação com a autoanálise.
II - o eu lírico se decepciona com o que encontra ao dobrar-se sobre o seu próprio poço. A sugestão é de que o poço tem pouca água, pois o seu reflexo é visto muito lá no fundo. O eu lírico acha terrível o que encontra, sofre e deseja de se reconciliar consigo mesmo. Passa a viver à espera do momento, da noite estranha, em que possa, finalmente, como Narciso, seduzir-se com o que vê, ou seja, gostar de si mesmo, ideia reforçada pelos versos do segundo terceto.
III - o eu lírico, assim como Narciso, contempla a sua própria face e expressa fascinação, encantamento e prazer com o que encontra. Deseja ficar consigo próprio no fundo do poço em que se espelha, evidenciando egocentrismo e autossuficiência. Assinale a alternativa correta.
( X ) As afirmativas I e II são corretas
8. Da relação de Machado de Assis com a realidade que o cercava resultou um fino espírito crítico, cuja acidez incide sobre a figura humana e a sociedade como um todo.
O casamento do diabo Satã teve um dia a idéia
De casar. Que original! Queria mulher não feia,
Virgem corpo, alma leal. (...)
Casar era a sua dita; Correu por terra e por mar,
Encontrou mulher bonita 
E tratou de a requestar. (...)
Ele quis, ela queria, Puseram mão sobre mão,
E na melhor harmonia / Verificou-se a união. (...)
Passou-se um ano, e ao diabo, Não lhe cresceram por fim,
Nem as unhas, nem o rabo...
Mas as pontas, essas sim. Toma um conselho de amigo,
Não te cases, Belzebu; Que a mulher, com ser humana É mais fina do que tu.
Em O casamento do diabo, um dos raros momentos em que o autor escreve em verso, Machado dialoga com a realidade tendo como tema: ( X ) A relação homem e mulher

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