Aula DFC - Demonstração de Fluxo de Caixa
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Aula DFC - Demonstração de Fluxo de Caixa

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Demonstração de Fluxo de Caixa
Universidade Estácio de Sá do Ceará- FIC
Disciplina: Estrutura das demonstrações contábeis
Profª. Maciléya Freire
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OBJETIVO DA DFC
\u201cProporcionar aos usuários das demonstrações contábeis uma base para avaliar a capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como suas necessidades de liquidez.\u201d
CPC 03
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LEGISLAÇÃO PERTINENTE NO BRASIL
Lei 11.638/07 tornou obrigatória para as companhias abertas e para as fechadas com PL > dois milhões de reais na data do balanço;
CPC 03 (IAS 7)
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CONCEITOS BÁSICOS
 Caixa: Compreende numerário em espécie e depósitos bancários disponíveis.
 Equivalentes de Caixa: São aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor.
 Fluxo de caixa: São as entradas e saídas de caixa e Equivalentes de Caixa.
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CONCEITOS BÁSICOS
 Atividades operacionais: são as principais atividades geradoras de receita da entidade e outras atividades diferentes das de investimento e de financiamento.
 Atividades de investimento: são as referentes à aquisição e à venda de ativos de longo prazo e de outros investimentos não incluídos nos equivalentes de caixa.
Atividades de financiamento: são aquelas que resultam em mudanças no tamanho e na composição do capital próprio e no endividamento da entidade, não classificadas como atividade operacional.
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ESTRUTURA DA DFC
A DFC deve apresentar os fluxos de caixa de período classificados por atividades operacionais, de investimento e de financiamento.
Atividades Operacionais: envolvem todas as atividades relacionadas com a produção e entrega de bens e serviços e os eventos que não estejam definidos como atividades de investimento e financiamento. Relacionam-se com as transações que aparecem na DRE.
Ex:
	Venda de Mercadorias ou serviços (entrada).
	Aquisição de materiais (saída).
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ESTRUTURA DA DFC
Atividades de Investimento: relacionam-se com o aumento e diminuição dos ativos de longo prazo que a empresa utiliza para produzir bens e serviços. 
	Venda de ativo imobilizado (entrada).
	Aquisição de ações em outra empresa (saída).
Atividade de Financiamento: relacionam-se com os empréstimos de credores e investidores à entidade. 
	Emissão de ações (entrada).
	Remuneração aos proprietários, dividendos e outras distribuições (saída).
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MÉTODOS DE ELABORAÇÃO DA DFC
Método direto: 
explicita as entradas e saídas brutas de dinheiro dos principais componentes das atividades operacionais, como os recebimentos pelas vendas de produtos e serviços e os pagamentos a fornecedores e empregados. 
Segue em ordem direta, seguindo as movimentações na conta caixa e equivalentes de caixa.
Pode ser elaborada a partir das movimentações da conta caixa e equivalentes de caixa.
Também pode ser elaborada a partir dos componentes da DRE, ajustando-os pelas variações nas contas do Balanço.
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MÉTODOS DE ELABORAÇÃO DA DFC
Método indireto: 
A grande vantagem do método indireto é sua capacidade de deixar evidente que certas variações no caixa geradas pelas operações se dão por alterações nos prazos de recebimentos e de pagamentos, ou por incrementos, por exemplo, dos estoques. Dessa forma, num exercício pode ocorrer um aumento no caixa das operações porque o prazo de recebimento dos clientes foi reduzido ou porque aumentou o prazo de pagamento dos fornecedores.
FLUXO DE CAIXA MÉTODO INDIRETO
Fluxo de Caixa Método Indireto
Trabalha com variações das contas contábeis no inicio e fim do período considerado;
Não se contradiz ao valor evidenciado pelo método direto;
Fluxo de Caixa Método Indireto
FENÔMENOS QUE ATUAM SOBRE A FORMAÇÃO DO CAIXA
Lucro líquido / prejuízos acumulados;
Variações do ativo e passivo (operacionais / não operacionais).
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Técnica de Elaboração pelo Método indireto: 
Registrar o Lucro Líquido;
Somar (ou subtrair) os lançamentos que afetam o lucro mas que não têm efeito no caixa ou que se reconhece em outro local da DFC ou num prazo muito longo;
Somar (ou subtrair) os lançamentos que apesar de afetarem o caixa, não pertencem às atividades operacionais;
Somar as reduções nos saldos das contas do Ativo Circulante e Não Circulante vinculadas às operações;
MÉTODOS DE ELABORAÇÃO DA DFC
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Técnica de Elaboração pelo Método indireto: 
Subtrair ao acréscimos nos saldos das contas de Ativo Circulante e Não Circulante vinculadas às operações;
Somar os acréscimos nos saldos das contas do Passivo Circulante e Não Circulante vinculados às operações;
Subtrair as reduções nos saldos das contas do Passivo Circulante e Não Circulante vinculadas às operações.
MÉTODOS DE ELABORAÇÃO DA DFC
Montando o Fluxo de Caixa pelo Método Indireto
BP -> Início e fim do período
Montando o Fluxo de Caixa pelo Método Indireto
BP -> Início e fim do período
\u201cSe a empresa deu lucro porque é que o dinheiro não apareceu?\u201d
Montando o Fluxo de Caixa pelo Método Indireto
Informações adicionais:
A depreciação no período foi de R$ 5.000;
Os juros apropriados sobre as operações financeiras de curto prazo em aberto foram de R$ 2.500;
 A empresa distribuiu R$ 15.000 de dividendos;
 Os sócios da empresa fizeram um aporte de capital em dinheiro, no período, de R$ 10.000.
Montando o Fluxo de Caixa pelo Método Indireto
1º passo:
Calcular a variação das contas de ativo e de passivo no período. 
Montando o Fluxo de Caixa pelo Método Indireto
2º passo:
Com base nas variações das contas do ativo e do passivo, preparamos o fluxo de caixa abaixo. 
Montando o Fluxo de Caixa pelo Método Indireto
\u2022 O acréscimo dos empréstimos de longo prazo de R$ 25.000 foi ajustado pela subtração de R$ 2.500 referente aos juros apropriados mas ainda não liquidados;
\u2022 O acréscimo do imobilizado de R$ 20.000 foi ajustado pela subtração de R$ 5.000 referente à Depreciação no período.
Montando o Fluxo de Caixa pelo Método Indireto
Desta forma, percebe-se que os lucros não foram aflorados por:
1. Os recursos liberados pelas contas de passivo \u201cFornecedores\u201d e \u201cOutros Exigíveis\u201d foi insuficiente para compensar os recursos retirados do caixa pelos aumentos das contas de Ativo \u201cDuplicatas em Aberto\u201d e \u201cEstoques\u201d. A diferença de $ 18.000 foi financiada pelo lucro líquido da empresa;
2. Apesar de o negócio ter gerado um saldo positivo de caixa de $ 19.500 as atividades não operacionais retiraram do caixa $ 13.500.
Montando o Fluxo de Caixa pelo Método Indireto
Situações especiais:
Algumas situações exigem cuidados especiais sem os quais corremos o risco de incorrer em erro:
 Juros apropriados
 Depreciação
 Lucro na venda de imobilizado
 Lucro de equivalência patrimonial
 Despesas pagas antecipadamente
 Ativo diferido