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O Goodwill nas contas consolidadas

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Ana Maria Gomes Rodrigues 
 
 
 
 
 
 
 
O GOODWILL NAS CONTAS CONSOLIDADAS: UMA ANÁLISE DOS GRUPOS NÃO 
FINANCEIROS PORTUGUESES 
 
 
 
 
 
Dissertação de Doutoramento em Organização e Gestão de Empresas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FACULDADE DE ECONOMIA 
UNIVERSIDADE DE COIMBRA 
2003
Ana Maria Gomes Rodrigues 
 
 
 
 
 
 
 
 
O GOODWILL NAS CONTAS CONSOLIDADAS: UMA ANÁLISE DOS GRUPOS NÃO 
FINANCEIROS PORTUGUESES 
 
 
 
 
 
Orientadores: 
Doutora Lúcia Maria Portela Lima Rodrigues, Professora Associada da Escola de 
Economia e Gestão da Universidade do Minho. 
Doutor Vicente Condor López, Professor Catedrático da Universidade de Saragoça. 
 
 
 
 
 
 
 
 
VOLUME II 
2003
 
AGRADECIMENTOS 
 
“Examinei o antigo caminho, a velha estrada seguida 
pelos seres despertos que vieram antes, esta foi a senda que 
segui”. 
Siddhartha-Gautama (Budha) 
 
Um pesquisador é livre para aceitar ou rejeitar qualquer 
opinião, mas espera-se que, antes de rejeitá-la, a 
considere seriamente e com espírito aberto.” 
I. K. Taimni (1969:21), O Homem, Deus e o Universo 
 
Qualquer tese de doutoramento representa o contributo de muitas pessoas. Esta não é 
excepção, pelo contrário, é a prova cabal de que todos não são muitos quando o objectivo é 
ambicioso. 
 
Ao contributo de tantas e tantas pessoas e instituições se ficou a dever a 
concretização deste trabalho. Daí, a minha gratidão a todos aqueles que, amavelmente, o 
assumiram como um objectivo próprio, não sendo, contudo, as falhas e incorrecções que o 
mesmo apresente, senão imputáveis a mim própria, por não ter sabido interpretar tão bem 
quanto necessário as sugestões que generosamente me foram sendo oferecidas. 
 
Assim, quero expressar os meus especiais agradecimentos: 
o à Prof. Doutora Lúcia Rodrigues, da Universidade do Minho, orientadora desta 
dissertação, pelo seu incentivador e crítico apoio durante esta longa jornada; 
o ao Prof. Doutor Condor López, da Universidade de Saragoça, co-orientador desta 
dissertação, que, incondicionalmente, me recebeu e apoiou, envolvendo-se 
intensamente nos objectivos da minha pesquisa, a cujos conselhos, sempre 
oportunos, devo, inequivocamente, o enriquecimento do meu projecto de trabalho. 
 
Cabe-me, ainda, realçar a prestimosa contribuição de muitos outros Professores e 
amigos, tais como o Prof. Doutor Chris Lefebvre, da Universidade de Leuven, que também 
me acompanhou neste trajecto, recebendo-me em Leuven, mais do que como colega, como 
um amigo, e que me disponibilizou importantes fontes de informação, além do inestimável 
suporte dos seus aconselhamentos científicos, o Prof. Doutor Archel Domench, da 
Universidade de Pamplona, o Prof. Doutor José de Jesus, da Faculdade de Economia da 
Universidade do Porto, a Dra. Leonor Ferreira, do ISEG, os Prof. Doutores Pedro Ferreira, 
Xavier de Basto e António Martins, da Faculdade de Economia da Universidade de 
 ii
 
Coimbra. Todos, como amigos e especialistas de áreas afins, contribuíram objectivamente 
para a materialização deste trabalho. 
 
Ainda a minha sincera gratidão para: 
o a FEUC por me ter facultado as condições para a elaboração da tese; 
 
o o Alfredo Vieira, a Cristina Nunes, a Margarida Robalo, a Bárbara Oliveiros, a 
Margarida Marques, a Lara Ventura, o João Margarido e, companheiros de todas as 
horas, a quem devo pontuais, mas imprescindíveis, colaborações, que tornaram 
mais fáceis as etapas de construção e finalização desta dissertação; 
o a todos os que, trabalhando na FEUC, pela sua disponibilidade, pela sua gentileza e 
quantas vezes no seu anonimato, tornaram mais fáceis as horas difíceis de um 
percurso a parecer, às vezes, interminável. 
 
Uma palavra muito especial para: 
o as sociedades inquiridas, que colaboraram no preenchimento dos inquéritos, 
elementos centrais deste trabalho, e cujo generoso contributo se revelou 
absolutamente indispensável para a sua concretização. 
o a OROC, nas pessoas do seu Presidente, Dr. Vieira dos Reis, assim como o Dr. 
Gastambides Fernandes e a Filipa Gonçalves; 
o as extraordinárias equipas das Bibliotecas do ISCAC e da Universidade de 
Saragoça. 
 
Registo, ainda, a minha dívida de gratidão para com inúmeras pessoas, individuais e 
colectivas, que, não sendo nomeadas, foram, contudo, referências explícitas de 
acompanhamento e ajuda neste percurso, pelo que serão sempre lembradas com especial 
carinho. 
 
Finalmente, um pensamento muito especial para o Carlos, companheiro de vida, 
sempre presente, e para os meus amigos-irmãos que sempre me encorajaram, além de 
terem suportado aquela flutuação de estados de alma, inevitável nos trajectos de longa e 
penosa duração. De mil formas diferentes souberam sorrir e criar sol nos momentos mais 
difíceis, reforçando-me a autoconfiança, exorcizando-me os medos e as dúvidas, enfim, 
embalando-me a esperança e acenando-me com a certeza do bom êxito da jornada. 
 
 
 iii
 
Num verdadeiro acto de fé, pus paixão e vontade ao serviço desta etapa da vida. 
 
Li, ou contactei presencialmente, muitos “seres despertos que vieram antes”, e 
reflecti, amadurecendo em “velhas e novas estradas”, com a abertura de espírito de quem 
quer, efectivamente, crescer. 
 
As páginas que se seguem são, pois, o produto alquímico da “senda que segui”... 
 
 iv
 
ÍNDICE 
 
DEDICATÓRIA i
AGRADECIMENTOS ii
ÍNDICE v
ÍNDICE DE QUADROS xiv
ÍNDICE DE GRÁFICOS xxv
LISTA DE ABREVIATURAS xxix
 
INTRODUÇÃO 1
PARTE I – DESENVOLVIMENTOS TEÓRICOS E REVISÃO DA LITERATURA 
1. AS CONCENTRAÇÕES EMPRESARIAIS E OS GRUPOS DE SOCIEDADES 
1.1. Origem e desenvolvimento 16
1.2. O caso particular dos grupos de sociedades 20
1.2.1. Generalidades 22
1.2.2. A diversidade dos conceitos de grupo 26
1.3. Os grupos na contabilidade: a classificação contabilística prevista no 
POC para as relações entre empresas 
34
2. IMPLICAÇÕES DA PRESENÇA DOS GRUPOS DE SOCIEDADES NA INFORMAÇÃO 
CONTABILÍSTICA 
2.1. Informação individual versus informação consolidada: vantagens e 
limitações 
40
2.2. A informação contabilística consolidada e os activos intangíveis 52
3. ELABORAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS: 
CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS E REFERENCIAIS NORMATIVOS 
3.1. Teorias subjacentes à elaboração da informação consolidada 59
3.2. Implicações das teorias e das normas em alguns aspectos conceptuais 
e metodológicos das DFC 
78
3.2.1. Determinação do grupo a consolidar: perímetro de consolidação 79
3.2.2. Data de elaboração das DFC 91
3.2.3. Políticas contabilísticas 95
3.2.4. Métodos de consolidação e seus problemas específicos 97
3.2.4.1. Método de consolidação integral (MCI) 98
 v
 
3.2.4.2. Método de consolidação proporcional (MCP) 100
3.2.4.3. Método de equivalência patrimonial (MEP) 106
3.3. A consolidação de contas e o normativo contabilístico português 113
3.3.1. Panorâmica geral 113
3.3.2. Âmbito da consolidação 118
3.3.2.1. Sociedades a integrar na consolidação 118
3.3.2.2. Dispensas e exclusões 123
3.3.2.3. Métodos e técnicas 131
3.4. O caso particular da eliminação do valor da participação financeira e 
a evidenciação das diferenças de consolidação nas DFC 
134
3.5. Limitações e novas perspectivas da informação financeira 
consolidada 
140
4. OS ACTIVOS INTANGÍVEIS NAS CONTAS CONSOLIDADAS: CONTRIBUIÇÕES 
TEÓRICAS E PRINCIPAIS REFERENCIAIS NORMATIVOS 
4.1. Conceitos de activo intangível 166
4.2. Identificabilidade, capacidade de geração de benefícios e valorização 171
4.3. O caso particular do goodwill 192
4.3.1. Controvérsia em torno do conceito de goodwill 192
4.3.2. Componentes do goodwill: teoria da agregação versus teoria da 
desagregação 
206
4.3.3. Tratamento contabilístico: reconhecimento inicial versus 
reconhecimento subsequente 
213
4.3.3.1. Reconhecimento inicial: método da capitalização 214
4.3.3.2. Reconhecimento inicial: método do abate 219
4.3.3.3. Tratamento subsequente: amortização anual sistemática 235
4.3.3.4.