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Yasmim de Souza Dutra Nascimento
2º Período - Matutino
Aluna: Yasmim de S. D. Nascimento
R.A. 351715411112
Matéria: Análise Experimental do Comportamento
Professor (a): Renata Alves Paes
Relatório de Palestra
	Tema: “Doenças sexualmente transmissíveis – o que ainda não sabemos?”
Palestrante: Tânia Ventura – Psicóloga
Vivenciamos um momento histórico de notáveis descobertas tecnológicas e científicas. Novas formas de prevenção, tratamento e cura de DSTs, explodiram na indústria farmacêutica nas últimas décadas. Além disso, diversos profissionais e pesquisadores no campo de saúde vêm se mobilizando com o objetivo de disponibilizar mais informações sobre essas doenças para a sociedade em geral. Paralelamente a este fato, os casos de pessoas infectadas têm diminuído? Não, pelo contrário. O relatório da OMS de 2019 mostra que a cada dia, 1 milhão de pessoas, de 14 a 49 anos, contraem DSTs como clamídia, gonorreia, tricomoníase e sífilis. Isso mostra que a tentativa de impedir a disseminação dessas doenças não tem obtido o resultado esperado.
A palestrante e psicóloga, Tânia Ventura, que esteve conosco durante a semana de psicologia, trouxe esse assunto extremamente pertinente a nós, futuros psicólogos, à tona. Afinal, qual é o papel do profissional psicólogo quanto às DSTs? Primeiramente, deve-se entender quais doenças se enquadram em DSTs e como portadores dessas doenças são encarados pela sociedade e por si mesmos hoje.
As doenças sexualmente transmissíveis são causadas por vários tipos de agentes como fungos, vírus, protozoários a bactérias. Sua forma de transmissão inclui, principalmente, o contato sexual, seja ele anal, oral ou vaginal, sem o uso de camisinha com outra pessoa infectada. 
Cada DST possui características específicas! É importante ressaltar, que cada infecção reage de uma forma no organismo, por isso que o fato do sexo sem proteção ser a forma principal de transmissão, isso não faz com que ele seja a única. Atualmente, já se sabe que a AIDS e a Hepatite B, por exemplo, também podem ser transmitidas por objetos cortantes ou perfurantes contaminados como agulhas e lâminas. Além disso, existe a discussão no meio científico sobre a transmissão do HPV por meio de utensílios íntimos e de higiene compartilhados. Outra diferença marcante entre essas doenças é que cada uma tem uma forma diferente de tratamento. Enquanto algumas possuem tratamento rápido, outras se prolongam por anos ou durante a vida toda. Nem toda DST apresenta sintomas claros, muitas são silenciosas, ou seja, você pode se relacionar com alguém contaminado ou estar contaminado sem nem mesmo ter conhecimento disso. Outras possuem sintomas gritantes que podem até mesmo se espalhar por diversas partes do corpo como feridas, abcessos, verrugas, entre outros. O fato é que, a prevenção é necessária.
Mas e quem já possui uma DST, o que deve fazer? Será que estará restringido a nunca mais se relacionar sexualmente? Como conversar com os jovens sobre prevenção?
Conforme ressaltado anteriormente, cada doença se comporta de uma forma no organismo. A maioria tem cura, mas independentemente disso, deve-se procurar o quanto antes o tratamento adequado. A procrastinação do tratamento poderá acarretar em consequências mais graves, incluindo levar ao óbito. Afinal, se existe todo um aparato de prevenção e tratamento disponível, por que postergar? 
Infelizmente, ainda existe um estigma social muito grande relacionado à tendência de se definir “grupos de risco” específicos para a contaminação por DSTs mais graves como HIV, o que acarreta marginalização das pessoas portadoras dessas doenças. Mas, conforme já sabemos, o erro em se definir esses grupos é que o relacionamento sexual não é a forma exclusiva de se contrair HIV, por essa razão, qualquer pessoa, independentemente da classe social, idade ou orientação sexual pode ser contaminada com a doença. O que não vai impedir que ela se relacione novamente, afinal, a ciência médica disponibiliza tratamento para a soro positividade e proteção para o parceiro, da mesma forma como acontece com as demais doenças.
Hoje, o uso do preservativo, seja ele feminino ou masculino, é um tema que gera bastante polêmica. Exige extrema cautela falar com o público mais novo, para não transmitir a errônea ideia de que se deseja fazer apologia ao “sexo prematuro”. Por essa razão, torna-se cada vez mais difícil conscientizar esses jovens antes que eles iniciem sua vida sexual de que precisam se prevenir. É como se a maioria dos pais criasse uma barreira que impedisse o acesso do jovem a esse tipo de informação, que só é demolida quanto o adolescente contrai uma DST. Para que esse cenário mude, a família deve não só estreitar a relação com o adolescente, mas também apoiar as instituições educadoras quanto à divulgação dessas informações.
Mas como o Psicólogo se encaixa nessa temática? Primeiramente, o profissional deve conhecer e entender como funcionam as DSTs e como elas afetam o ser biopsicossocial que é o ser humano. Também precisa estar ciente de que a necessidade de se promover mais movimentos, campanhas e políticas de divulgação de informações sobre prevenção como prioridade é cada vez maior. Nunca foram tão alarmantes as taxas de contaminação. Além disso, ele deve estar diretamente empenhado pelo apoio de pacientes que tratam DSTs como a AIDS.
Sabemos que a psicologia abrange diversas áreas, desde a clínica até a educativa, esportiva. Por isso, cada psicólogo deve analisar em sua própria área de atuação o que pode fazer para contribuir com essa iniciativa e se esforçar a fazer o que estiver ao seu alcance com objetivo de erradicar esse problema. O governo em parceria com órgãos de saúde devem, na mesma proporção, não só apoiar, mas disponibilizar verbas e recursos para sustentar as políticas públicas desenvolvidas nesse sentido como campanhas de vacinação, palestras em escolas, entre outras.

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