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MIP - Medicamentos Isentos de Prescrição

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AULA 02: MEDICAMENTOS ISENTOS DE PRESCRIÇÃO
Atenção farmacêutica
ATENÇÃO FARMACÊUTICA
Aula 02: Medicamentos isentos de prescrição
AULA 02: MEDICAMENTOS ISENTOS DE PRESCRIÇÃO
Atenção farmacêutica
Medicamentos isentos de prescrição (MIP);
Conceitos dos MIP;
Condições clínicas mais comuns;
Papel do farmacêutico na dispensação;
Legislação dos MIP.
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Atenção farmacêutica
Medicamentos isentos de prescrição (MIP)
• Segundo o Ministério da Saúde, são medicamentos cuja dispensação não requer 
autorização, ou seja, receita expedida por profissional;
• Internacionalmente, são também conhecidos como medicamentos OTC (Over-the-
counter);
• De acordo com pesquisa realizada pela empresa de consultoria em saúde IMS Health e 
pela Associação Brasileira de Medicamentos Isentos de Prescrição (ABIMIP), os MIP 
estão entre os campeões de venda da farmácia, no ano de 2011 e 2012, sendo os 
principais os analgésicos e descongestionantes;
• Mas será que ser isento de prescrição é ser isento de risco?
CONCEITO
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Atenção farmacêutica
• Indicados para doenças com alta morbidade e baixa gravidade;
• Considerados de elevada segurança de uso, eficácia comprovada cientificamente ou de 
uso tradicional reconhecido, de fácil utilização e baixo risco de abuso, mas NÃO são 
isentos de risco;
• O fácil acesso aos MIP, torna-os diretamente atrelados à automedicação;
• Necessidade do farmacêutico assumir essa responsabilidade; 
• Intervenção farmacêutica é o principal fator para o sucesso e a segurança da terapia.
PRINCIPAIS ASPECTOS DOS MIP 
Medicamentos isentos de prescrição (MIP)
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• Concepção errônea de medicamento como simples mercadoria, isenta de risco, principalmente se 
tratamento de MIP;
• Propaganda abusiva de medicamentos;
• Disponibilidade facilitada dos medicamentos ao consumidor (autoatendimento);
• Não solicitação do usuário pela orientação do profissional farmacêutico quando vai à farmácia ou 
drogaria;
• Dificuldade de acesso aos serviços de saúde;
• 80% dos medicamentos são comercializados sem prescrição médica e/ou orientação farmacêutica.
CAUSAS DA AUTOMEDICAÇÃO
Automedicação
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Prática reconhecida pela OMS em que os indivíduos tratam seus próprios sintomas e males menores 
com medicamentos aprovados e disponíveis sem a prescrição médica e que são seguros quando usados 
segundo as instruções.
Vantagens da automedicação responsável:
• Diminuição substancial de custos para o sistema de saúde e para os usuários;
• Redução do número de consultas;
• Conforto para a população pela facilidade de acesso à farmácia;
• Melhor qualidade de vida;
• Direito de atuar sobre a própria saúde.
DEFINIÇÃO
Automedicação responsável
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Manifestações gastrointestinais:
• Refluxo, azia, constipação e diarreia.
Manifestações respiratórias:
• Rinite alérgica, tosse, gripe e resfriado.
Manifestações dermatológicas:
• Pediculose, infecções fúngicas de pele (micoses), dermatites.
Manifestações ginecológicas e obstetrícias:
• Dismenorreia, TPM, infecção fúngica vaginal e DST.
Manifestações de dor e febre
CONDIÇÕES CLÍNICAS MAIS COMUNS
Automedicação responsável
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Atenção farmacêutica
1. O farmacêutico deve verificar:
• Quais medicamentos estão sendo solicitados e a razão pela qual estão sendo solicitados;
• Idade do paciente e duração dos sintomas;
• Situações que poderiam contraindicar determinados MIP;
• Uso concomitante de outros medicamentos e uso de álcool;
• Uso prévio de outros medicamentos para o mesmo sintoma apresentado;
• Histórico médico.
PASSOS PARA A DISPENSAÇÃO
O papel do farmacêutico na dispensação de MIP
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2. O farmacêutico deve avaliar se:
• É necessário encaminhamento ao médico:
• Ex.: Grupos de risco (gestantes, lactantes, recém-nascidos, crianças, idosos); se o 
problema relatado não puder ser tratado pelo farmacêutico com a utilização de 
MIP; se estiver ocorrendo reação adversa a outro medicamento que o paciente 
utiliza; se os sintomas estiverem associados a outra patologia.
• É necessário indicar medidas não farmacológicas:
• Ex.: Mudanças comportamentais e na dieta, prática de exercício físico.
• É necessário indicar tratamento farmacológico (MIP).
PASSOS PARA A DISPENSAÇÃO
O papel do farmacêutico na dispensação de MIP
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Atenção farmacêutica
3. No caso de indicação de MIP, de acordo com a RDC 44/2009, o farmacêutico deve orientar sobre:
• Ênfase no cumprimento da posologia; 
• Administração (como, quando, quanto) e duração do tratamento;
• Influência dos alimentos;
• Interação com outros medicamentos;
• Reconhecimento de reações adversas potenciais;
• Condições de conservação do produto.
PASSOS PARA A DISPENSAÇÃO
O papel do farmacêutico na dispensação de MIP
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4. O farmacêutico deve também orientar procurar atendimento médico, caso:
• Os sintomas persistirem, piorarem ou se o paciente tiver uma recaída;
• O paciente tiver dores agudas;
• O paciente tiver tentado um ou mais medicamentos sem sucesso;
• Surgirem efeitos não desejados;
• O paciente estiver convencido da gravidade dos seus sintomas;
• O paciente tiver problemas psicológicos, tais como ansiedade, inquietação, depressão, 
letargia, agitação ou hiperexcitabilidade.
PASSOS PARA A DISPENSAÇÃO
O papel do farmacêutico na dispensação de MIP
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Atenção farmacêutica
• Dispõe sobre o enquadramento na categoria de venda de medicamento;
• Definição da Lista de Grupos e Indicações Terapêuticas Especificadas (GITE); 
• Medicamentos enquadrados nesta lista são considerados MIP;
• Respeitadas as restrições textuais e outras normas legais pertinentes e a exceção de 
medicamentos por via parenteral;
• Alguns grupos terapêuticos da GITE: anti-histamínicos, analgésicos e antipiréticos (exceto 
narcóticos), descongestionantes nasais tópicos.
REVOGADA PELA RDC Nº 98/2016
RESOLUÇÃO ANVISA Nº 138/2003
Legislação dos MIP
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Atenção farmacêutica
• Dispõe sobre os critérios e procedimentos para o enquadramento de medicamentos como isentos 
de prescrição e o reenquadramento como medicamentos sob prescrição;
• A relação dos medicamentos enquadrados como MIP será disponibilizada pela ANVISA, por meio 
da LMIP;
• Critérios para enquadramento de um medicamento como MIP:
I. Tempo mínimo de comercialização do princípio ativo ou da associação de princípios ativos:
• 10 (Dez) anos sendo, no mínimo, 5 (cinco) anos Brasil como medicamento sob prescrição ou; 
5 (cinco) anos no exterior como medicamento isento de prescrição cujos critérios para seu 
enquadramento sejam compatíveis com os estabelecidos nesta Resolução.
RESOLUÇÃO ANVISA Nº 98/2016 
Legislação dos MIP
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Critérios para enquadramento de um medicamento como MIP:
II. Segurança, segundo avaliação da causalidade, gravidade e frequência de eventos adversos 
e intoxicação, baixo potencial de causar dano à saúde quando obtido sem orientação de 
um prescritor: 
• Reações adversas com causalidades conhecidas e reversíveis após suspensão de uso do 
medicamento;
• Baixo potencial de toxicidade, quando reações graves ocorrem apenas com a administração 
de grande quantidade do produto, além de apresentar janela terapêutica segura;
• Baixo potencial de interação medicamentosa e alimentar.
RESOLUÇÃO ANVISA Nº 98/2016 
Legislação dos MIP
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Critérios para enquadramento de um medicamento como MIP:
III. Indicaçãopara manifestações não graves e com evolução inexistente ou muito lenta, sendo 
que sinais e sintomas devem ser facilmente detectáveis pelo paciente, sem necessidade de 
monitoramento com o prescritor;
IV. Utilização por curto período de tempo ou por tempo previsto em bula, exceto para os de 
uso preventivo, bem como para os medicamentos específicos e fitoterápicos indicados para 
doenças de baixa gravidade;
V. Ser manejável pelo paciente, seu cuidador, ou mediante orientação pelo farmacêutico.
RESOLUÇÃO ANVISA Nº 98/2016 
Legislação dos MIP
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Critérios para enquadramento de um medicamento como MIP:
VI. Baixo potencial de risco ao paciente, nas seguintes condições: 
• Mau uso com a utilização do medicamento para finalidade diferente da preconizada em bula;
• Abuso com a utilização do medicamento em quantidade superior ao preconizado ou por período 
superior ao recomendado;
• Intoxicação.
VI. Não apresentar potencial dependência, ainda que seja utilizado conforme preconizado em bula.
RESOLUÇÃO ANVISA Nº 98/2016 
Legislação dos MIP
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Atenção farmacêutica
 Regula a prescrição farmacêutica e dá outras providências;
 O farmacêutico poderá realizar a prescrição de medicamentos e outros produtos com finalidade 
terapêutica, cuja dispensação não exija prescrição médica;
Lei nº 13021/2014
 Dispõe sobre o exercício e a fiscalização das atividades farmacêuticas;
 Considera a farmácia uma unidade de prestação de serviços destinada a prestar assistência 
farmacêutica, assistência à saúde e orientação sanitária individual e coletiva.
RESOLUÇÃO CFF Nº 586/2013
Outras legislações importantes
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Atenção farmacêutica
BRASIL. Conselho Regional de Farmácia do Estado 
de São Paulo. Organização Pan-Americana da 
Saúde. Fascículo II - Medicamentos Isentos de 
Prescrição (Projeto Farmácia Estabelecimento de 
Saúde). CRF-SP: Conselho Regional de Farmácia 
do Estado de São Paulo; Organização Pan-
Americana de Saúde - Brasília, 2010.
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. 
Resolução nº 98, de 01 de agosto de 2016. 
Dispõe sobre os critérios e procedimentos para o 
enquadramento de medicamentos como isentos 
de prescrição e o reenquadramento como 
medicamentos sob prescrição, e dá outras 
providências. Diário Oficial (da) União, DF, 03 ago. 
2016. Seção 1, p. 32. 
Saiba mais
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AVANCE PARA FINALIZAR 
A APRESENTAÇÃO.
VAMOS AOS PRÓXIMOS PASSOS?
Principais manifestações 
gastrintestinais na farmácia;
A dispensação de MIP nas 
manifestações 
gastrointestinais.

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