Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

CENTRO DE INTEGRAÇÃO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – CIEJA 
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA 
ENSINO MÉDIO 
 
 
P O R T U G U Ê S 
 
 TOTAL DE MÓDULOS E AVALIAÇÕES EQUIVALENTES DA 1ª A 3ª SÉRIE: 
MÓDULOS: 5 - AVALIAÇÕES PARCIAIS - AP: 4 - AVALIAÇÃO FINAL - AF: 1 
 
MÓDULOS EQUIVALENTES A 1ª SÉRIE 
MÓDULO 1 ................pág.07 (prazo para concluir os estudos e envio da AP: de 1 a 2 meses) 
Avaliação Parcial: 1 
MÓDULO 2 ................pág.29 (prazo para concluir os estudos e envio da AP: de 3 a 4 meses) 
Avaliação Parcial: 1 
 Leia o módulo e resolva os exercícios, quando tiver dúvida consulte o tutor; 
 Ao concluir os estudos de um módulo, resolva a atividade/avaliação e envie para a correção. 
Após o envio, passe para o módulo seguinte independentemente da nota obtida, tendo em 
vista que a média geral para a aprovação é 6,0(seis); 
 Ao término de todos os módulos a coordenação marcará a AF; 
 O aluno que fizer a avaliação de sondagem e o resultado for satisfatório ou apresente 
documentação escolar anterior compatível, poderá concluir o curso em menos tempo. 
 
Alguns módulos poderão coincidir o número de páginas, verifique sempre a disciplina que está 
estudando para não se equivocar. 
 
 VOCÊ É CAPAZ! 
 VOCÊ É SUCESSO! 
 VOCÊ É VITORIOSO! 
 VOCÊ QUER, VOCÊ PODE! 
 AQUI É O SEU CAMINHO! 
Seja bem-vindo! 
 CIEJA 
7
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
1
 Fonética
Introdução
O propósito de estudarmos alguns concei-
tos da fonética nesta unidade é refletir sobre 
aspectos da oralidade e escrita (ortografia e 
acentuação) na Língua Portuguesa. É importante 
termos consciência das possibilidades de realiza-
ção dos fonemas e também sermos capazes de 
identificar realizações socialmente valorizadas e 
as que são estigmatizadas. Este estudo também 
é importante uma vez que nos auxilia não só a 
pronunciar adequadamente as palavras, como 
também escrevê-las corretamente.
Você verá que esses conhecimentos re-
presentam prerrequisitos para outros que, 
certamente, contribuirão para a internalização 
da fala e da escrita consideradas cultas e para 
o conhecimento das situações em que devem 
ser usadas – objetivos maiores do estudo das 
normas da língua na escola.
Abordagem teórica
Fonética
Letra e fonema
O fonema é a menor unidade distintiva 
da palavra percebida pela audição, e letra, o 
símbolo gráfico que representa o fonema. Em 
outras palavras, podemos dizer que fonema é 
o som da letra.
É preciso observar, no entanto, que há pa-
lavras que possuem mais letras que fonemas. 
Observe:
Chave • nela, encontramos cinco letras, 
mas apenas quatro fonemas: / x a v e /.
Pode também acontecer o contrário. Veja o 
que acontece com a palavra:
Fixo • encontramos quatro letras, mas 
cinco fonemas / f i k s o/.
Como se pode perceber, nem sempre o 
número de fonemas de uma palavra corresponde 
ao número de letras que usamos para escrevê-la 
e vice-versa.
É interessante observar também que alguns 
fonemas são representados por letras diferentes. 
É o caso dos fonemas / s /, / z /, / j / e / x /.*
Observe:
O fonema / • s / pode ser representado 
pelas seguintes letras: s (cansar), ss 
(passado), ç (calçado), sc (crescer), c 
(celeiro) e x (exceção).
O fonema / • z / pode ser apresentado 
pelas letras: z (azaleia), s (asa) e x 
(exato).
O fonema / • x / pode ser representado 
pelas letras: x (faixa) e ch (cheiro).
Os fonemas devem ser escritos sempre 
entre barras.
Classificação dos fonemas
Os fonemas classificam-se em vogais, se-
mivogais e consoantes.
Os fonemas vogais são produzidos sem 
obstáculos à passagem de ar.
É bom lembrar que consideramos vogal 
somente o fonema pronunciado com maior in-
tensidade e semivogal, o fonema, geralmente 
/ i / e / u /, junto de uma vogal que, com ela, 
forma sílaba.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
8
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
1
Exemplo ` :
sér • IE : I semivogal + E vogal
f • OI : O vogal + I semivogal
Outras vogais podem funcionar como semi-
vogal. É o caso de:
s • ÃO : A vogal + O semivogal
Por outro lado, os fonemas / i / e / u / , às 
vezes, também podem ser vogais. Veja:
ca • Ída baÚ saÚde raInha
Os fonemas consoantes são produzidos 
com obstáculos à passagem de ar. É o que 
acontece quando pronunciamos, por exemplo, 
os fonemas / p /, / b /, / f / etc.
Encontros vocálicos
Temos os seguintes encontros vocálicos:
Ditongoa) – é o encontro de uma vogal + 
uma semivogal ou vice-versa, na mesma 
sílaba.
Exemplos `
OI • to OI – to : O vogal + I semivogal
reméd • IO re – mé – dIO : I semivogal + 
 O vogal.
De acordo com o posicionamento da vogal 
e da semivogal, os ditongos classificam-se:
crescentes • semivogal + vogal = 
cárie
decrescentes • vogal + semivogal = 
boi
Eles podem ser também orais, quando, na 
produção do som, o ar é expelido totalmente 
pela boca (pausa, coisa etc.) e nasais, quando, 
na produção do som, parte dele é expelido pelas 
fossas nasais (mão, não, rojão etc.).
Tritongob) – é o encontro da semivogal + 
vogal + semivogal.
Exemplos `
Urug • UAI 
U – semivogal
U – ru – gUAI : A vogal
I semivogal
Parag • UAI 
U semivogal
A vogal
I semivogal
Hiatoc) é o encontro de vogal + vogal 
formando sílabas separadas.
Exemplos `
mares • IA ma – re – sI – A I = vogal + 
A = vogal
S • AAra SA – A – ra A = voga + A = 
vogal
Encontros consonantais
Os encontros consonantais são agrupamen-
tos de duas ou mais consoantes (pronunciadas) 
na mesma sílaba ou em sílabas separadas.
Exemplos `
CR • edo CRe – do C consoante pro-
nunciada + R consoante pronunciada na 
mesma sílaba.
po • RTa poR –Ta R consoante pronuncia-
da + T consoante pronunciada em sílabas 
diferentes.
Dígrafos
Os dígrafos são conjuntos de letras que re-
presentam apenas um fonema, isto é, um som.
Os principais dígrafos são representados 
por:
CH • – chave
LH • – telha
NH • – manhã
XC • – exceder
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
9
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
1
SÇ • – nasça
GU • – gueixa
QU • – queijo
RR • – arroz
SS • – pássaro
SC • - nascer
Observe que em palavras como:
ca • rro a representação gráfica RR tem 
apenas um som de R forte.
fre • guesia note que o U não é pronun-
ciado.
Exemplos `
canja / • ã /, lindo / / , pondo / õ /, mundo 
/ u /.
ag • uentar U pronunciado ditongo
gu • erra U não pronunciado dígrafo
na • scer apenas um fonema dígrafo
fre • sco dois fonemas encontro conso-
nantal
Nota: o m e o n , quando estão em final 
de sílaba, não são consoantes, mas sinais de 
nasalização, ou seja, indicam que as vogais 
anteriores a eles são nasais.
Divisão silábica
A sílaba é um movimento de força muscular 
que fica mais forte e atinge um limite máximo 
até o ponto em que vai diminuindo sua força. 
Para dividir as sílabas das palavras, deve-se 
observar esses movimentos. No entanto, deve-
mos observar:
não podemos separar os ditongos, os a) 
tritongos e alguns dígrafos (CH, LH, NH, 
QU e GU);
ficam em sílabas separadas os hiatos e b) 
os dígrafos SS, RR, SC, XC e SÇ;
toda consoante no interior da palavra, c) 
que não estiver acompanhada de vogal, 
deve ficar na sílaba anterior.
Exemplos `
egípcio = e-gíp-cio •
absoluto = ab-so-lu-to •
Linguagem, língua e fala
A palavra linguagem tem muitos signifi-
cados. Aqui consideraremos que linguagem 
significa língua em uso, ou seja, com propósi-
tos comunicativos. Como o homem é um ser 
social, está sempre estabelecendo processos 
de comunicação.
É possível optar por diferentes formas de 
expressão. Assim, cada indivíduo pode fazer 
um uso próprio da língua, dando-lhe um caráter 
personalizado.
Veja:
“O amor é ferida que dói e não se sente.” •
“O amor é legal pra caramba.” •
As diferenças observadas nessas frases 
devem-se às diferentes manifestações da fala 
de cada um. Obviamente é necessário que se 
obedeçam às regras gerais da línguaportuguesa, 
a fim de que os enunciados possam ser com-
preendidos por todos.
Variedades linguísticas
As variações linguísticas decorrem de situ-
ações geográficas e culturais. Além delas, as 
diferenças ainda são motivadas pelos chamados 
níveis de linguagem. Para compreender melhor, 
basta que você observe seu próprio jeito de 
falar, conforme a situação em que se encontra. 
Não se fala com uma autoridade da mesma 
maneira que se conversa com um amigo íntimo. 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
10
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
1
Da mesma forma, é possível observar diferenças 
de linguagem entre engenheiros, advogados e 
pedreiros, condicionadas pelas situações que 
vivenciam em seu trabalho. Certamente, esses 
profissionais mudam a maneira de falar quando 
se encontram em situações informais.
A primeira grande distinção decorrente da 
existência dos níveis de fala é a que se faz entre 
a língua culta (formal, escrita) e a língua popular 
(informal, coloquial). Aqui é necessário especificar 
que a norma padrão culta está muito mais asso-
ciada à escrita e a algumas situações formais de 
comunicação oral. Ela é empregada em situações 
que a requerem, por falantes escolarizados que 
sabem distinguir em que contextos seu uso é 
necessário e em que contextos não se faz o seu 
uso. A chamada língua popular poderia ser consi-
derada a que fazemos uso em situações comuni-
cativas informais, seja na nossa família, seja no 
nosso grupo de amigos. Nesses contextos, não 
há a preocupação com a gramática normativa. Há 
que se observar, também, que mesmo quando fa-
zemos uso do registro culto (formal), não usamos 
todas as regras da gramática normativa, porque, 
afinal, ninguém fala como livro.
Pode-se, ainda, falar num outro nível lin-
guístico: a linguagem literária. Essa modalidade 
distingue-se das demais pela capacidade de 
produzir prazer estético, além da simples comu-
nicação. Caracteriza-se pela elaboração artística 
do código linguístico, visando a finalidades ex-
pressivas e criativas.
Para saber mais
O personagem abaixo troca o fonema / r / pelo / l / e isso gerou um problema semân- •
tico, como podemos ver no desfecho desta tirinha:
IE
S
D
E
 B
ra
si
l S
.A
. 
A
da
pt
ad
o.
Cuidado! tem uma lata
bem na sua flente!
ora, e que mal uma
lata pode me fazer?
aaaaiiii!!!
Uma mudança fonética pode ajudar a vender mais: •
“O XYZ não é mais caro. É mais carro” (anúncio de automóvel).
Já vimos que em português temos várias letras que representam um mesmo som, de- •
pendendo de sua posição na sílaba. Observe as seguintes frases e veja como isso pode 
ocorrer.
“Nunca confie numa mulher que diz sua verdadeira idade. Se ela diz isso, é capaz de di(z)er 
qualquer coi(s)a”. (Oscar Wilde)
“Se quiser que o mundo (s)aiba de uma determinada história, escolha a pe(ss)oa (c)erta, 
conte e pe(ç)a segredo absoluto”. (Danuza Leão)
“O (c)a(qu)i não passa de um tomate diabético”. (Max Nunes)
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
11
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
1
Exercícios resolvidos
(UCS-RS) A alternativa em que todas as 1. 
palavras apresentam separação correta de 
sílabas é:
ex-ce-ção, cre-sci-men-to, pro-fes-sor.a) 
ins-tru-ção, ex-ci-tar, eu-ro-pe-u.b) 
ex-ce-len-te, a-vi-ão, me-io.c) 
pers-pe-cti-va, am-bí-guo, trans-por-te.d) 
rit-mo, dig-no, ap-to.e) 
Solução ` : E
Na alternativa A, a palavra “cres-ci-men-to” foi 
separada erradamente. Na B, é a palavra “eu-ro-
peu”; na C, a palavra “mei-o”; na D, é a palavra 
“pers-pec-ti-va” que foi dividida erradamente.
Assinale a alternativa que apresenta triton-2. 
go, hiato, ditongo e dígrafo, nessa ordem:
quais, saúde, perdoe, álcool.a) 
cruéis, mauzinho, quais, psique.b) 
quão, mais, manduí, quieto.c) 
aguei, caos, mágoa, chato.d) 
Solução ` : D
Observe: a-guei tritongo
 ca-os hiato
 má-goa ditongo
 cha-to dígrafo
Marque a opção em que todas as palavras 3. 
apresentam um dígrafo:
fixo, auxílio, tóxico, exame.a) 
enxergar, luxo, bicho, olho.b) 
bicho, passo, carro, banho.c) 
choque, sintaxe, unha, coxa.d) 
Solução ` : C
Os dígrafos são CH, SS, RR e NH.
Exercícios de aplicação
Leia o texto e responda às questões.1. 
Gírias saem da informalidade
A linguagem informal de grupos sociais 
ganha fôlego ao virar objeto de registro 
e difusão, sem deixar de refletir modos 
de ser e subverter o idioma
Dino Preti*
O filme Tropa de Elite: retrato das gírias dos 
morros e dos policiais cariocas.
D
iv
ul
ga
çã
o.
A gíria é a marca característica da lin-
guagem de um grupo social. Torna-se difícil 
analisar esse fenômeno sob um enfoque 
geográfico, embora possa afirmar-se que a 
gíria é predominantemente um vocabulário 
urbano. Mas, de qualquer ponto geográfico 
que se parta, a gíria estará sempre ligada 
a um grupo social diferente. É na maior 
variedade das situações de interação da 
cidade que ela surge como um importante 
recurso de expressividade.
Sendo um instrumento de agressivi-
dade no léxico, a gíria está mais ligada à 
linguagem dos grupos socialmente menos 
favorecidos ou de oposição a um contexto 
social. Ela pertence a um grupo e, por isso, 
seu estudo pressupõe, inicialmente, con-
siderações a respeito das relações entre 
língua e grupo social.
[...]
A língua é só uma entre outras formas 
de comportamento, um entre outros mo-
dos de realização das atividades culturais 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
12
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
1
praticadas pelo grupo. Como essas formas 
de comportamento, a língua varia no interior 
de uma sociedade de tal maneira que os indi-
víduos que têm entre si laços mais estreitos 
de convívio, relações de maior e mais durável 
intimidade, apresentam modos de falar mui-
to semelhantes (ou quase idênticos), que os 
distinguem de outros indivíduos.
Quando esses comportamentos contri-
buem para a formação de uma consciência 
de grupo; quando os indivíduos fazem dessas 
marcas grupais uma forma de se autoafirma-
rem na sociedade, dizemos que essas marcas 
constituem signos de grupo. Por exemplo, a 
moda característica de grupos; a apresenta-
ção pessoal (maquiagem, cabelos etc.); o 
vocabulário gírio pelo qual se comunicam.
Força própria
No caso específico da língua ou, mais 
precisamente, do léxico, damos o nome 
de gíria de grupo ao vocabulário de grupos 
sociais restritos, cujo comportamento se 
afasta da maioria, seja pelo inusitado ou 
pelo conflito que estabelecem com a so-
ciedade. Inusitados são, por exemplo, os 
grupos jovens ligados à música, às diver-
sões, aos esportes, aos pontos de encontro 
nos shoppings, à universidade; conflituosos 
ou violentos são os grupos comprometidos 
com as drogas e o tráfico, com a prostitui-
ção, o roubo e o crime, com o contrabando, 
o ambiente das prisões, entre outros.
Quando esses grupos sociais restritos, 
por meio de contato com a sociedade, vul-
garizam seu comportamento e sua lingua-
gem, perde-se o signo de grupo. No caso da 
gíria, ela se incorpora à língua oral popular, 
tornando-se o que costumamos chamar de 
gíria comum, ou segundo estudiosos mais 
ortodoxos, simplesmente parte do vocabu-
lário popular.
[...]
Mundinho
Na sua origem, os vocábulos gírios de-
monstram que há, muitas vezes, uma forma 
de se relacionar a gíria com a visão que o 
falante expressa do mundo em que vive. 
Nesse processo de designação subjetiva, 
os vocábulos expressam os sentimentos, 
as atitudes em face do meio em que o fa-
lante vive, o julgamento crítico e a represen-
tação do mundo. Daí se poder considerar a 
gíria como um dos instrumentos verbais na 
luta de classes.
[...]
Muitos dos vocábulos gírios tornam-se 
conhecidos fora dos limites do grupo em 
que são gerados e acabam por incorporar- 
-se à linguagem popular, particularmente ao 
vocabulário das classes mais populares ou 
das dos grupos jovens, sempre dispostos 
a marcar sua oposição à linguagemculta, 
dos adultos, em geral ligada às classes 
mais altas.
[...]
*Dino Preti é linguista e professor da Pontifícia Universidade 
Católica de São Paulo, autor de Estudos de Língua Oral e 
Escrita (Lucerna, 2004).
(Disponível em: <http://revistalingua.uol.com.br/textos.
asp?codigo=11713>. Acesso em: 25 out. 2009.)
Qual é a definição de gíria no texto de a) 
Dino Preti?
Segundo o texto, em quais lugares as b) 
gírias são mais encontradas?
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
13
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
1
Utilizando as informações do texto ante-c) 
rior, escreva V (verdadeiro) ou F (falso) 
para as seguintes afirmativas.
A língua é uma atividade cultural. )(
Somente os grupos menos favorecidos )(
possuem gírias.
Muitas gírias perdem ao longo do tem- )(
po seu caráter de pertencimento a um 
determinado grupo.
A gíria tem um caráter inusitado ou )(
conflitante em relação à sociedade.
As gírias manifestam sempre marcas )(
de autoafirmação.
Determine o número de letras e de fonemas 2. 
de acordo com o som nasal das seguintes 
palavras:
Letras Fonemas
Hábito
Arraigado
Expressões
Mulher
Qualquer
Quinhentos
Obviamente, ao escrever o texto, Dino 3. 
Preti não pensou em dígrafos, encontros 
vocálicos, hiatos ou quaisquer dos fatos 
linguísticos estudados nesta unidade. Com 
certeza, a maior preocupação do narrador 
foi expor com clareza e objetividade suas 
ideias acerca de um assunto. No entanto, 
esses fatos estão presentes nas palavras 
empregadas no texto. Mostre que você 
entendeu as normas da língua retirando 
exemplos de:
ditongo:a) 
tritongo:b) 
hiato:c) 
dígrafos:d) 
encontros consonantais separáveis:e) 
encontros consonantais inseparáveis:f) 
(Unirio) Assinale a melhor resposta. Em 4. 
papagaio temos:
um ditongo.a) 
um trissílabo.b) 
uma proparoxítona.c) 
um tritongo.d) 
um dígrafo.e) 
Assinale a sequência em que todas as pala-5. 
vras estão separadas corretamente.
Trans-a-tlân-ti-co, fi-el, sub-ro-gar.a) 
Bis-a-vô, du-e-lo, fo-ga-réu.b) 
Sub-lin-gual, bis-ne-to, de-ses-pe-rar.c) 
Des-li-gar, sub-ju-gar, sub-cres-ver.d) 
Cis-na-di-no, es-pé-cie, a-teu.e) 
(PUC-SP) Nas palavras 6. que, tranquilidade, 
concluía e muito ocorrem os seguintes 
encontros:
dígrafo, dígrafo, tritongo, ditongo.a) 
dígrafo, ditongo, tritongo, dígrafo.b) 
ditongo, dígrafo, hiato, ditongo.c) 
ditongo, ditongo, tritongo, ditongo.d) 
dígrafo, ditongo, hiato, ditongo.e) 
(IMS-SP) Assinale o vocábulo que contém 7. 
cinco letras e quatro fonemas:
estou.a) 
adeus.b) 
livro.c) 
volto.d) 
daqui.e) 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
14
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
1
(FASP-SP) Assinale a alternativa que apresen-8. 
ta os elementos que compõem o tritongo:
vogal + semivogal + vogal.a) 
vogal + vogal + vogal.b) 
semivogal + vogal + vogal.c) 
semivogal + vogal + semivogal.d) 
Proposta de redação
Escreva para a Revista Língua, na qual foi 
veiculado o texto que você leu e posicione-se 
sobre o uso das gírias: quando elas são neces-
sárias e quando é exagerado. Sua carta será 
publicada na seção Carta do Leitor.
Questões de 
processos seletivos
(CEFET-PR) Fonema é cada um dos sons da 1. 
fala. Letra é cada um dos sinais gráficos da 
linguagem escrita.
Quantas letras formam o vocábulo bilíngue e 
quantos fonemas pronunciamos ao dizê-lo.
8 letras; 8 fonemas.a) 
7 letras; 3 fonemas.b) 
8 letras; 6 fonemas.c) 
3 letras; 3 fonemas.d) 
8 letras; 7 fonemas.e) 
(ITA-SP) Assinale a alternativa correta.2. 
PAIS, PAÍS, URUGUAI e VIU possuem, res-
pectivamente:
um ditongo oral decrescente, hiato, tri-a) 
tongo, ditongo oral decrescente.
um ditongo oral crescente, hiato, triton-b) 
go, ditongo oral crescente.
um ditongo oral crescente, hiato, triton-c) 
go, ditongo oral decrescente.
um ditongo oral decrescente, hiato, tri-d) 
tongo, ditongo oral crescente.
um hiato, ditongo oral decrescente, tri-e) 
tongo, hiato.
(FEMPAR) Em qual dos vocábulos o “u” não 3. 
é semivogal?
Causa.a) 
Quase.b) 
Delinquiu.c) 
Gratuito.d) 
Sequestre.e) 
(ITA–SP) Examinando as afirmações de que 4. 
o:
X na palavra sintaxe soa como S
X na palavra exame soa como Z
X na palavra exorcismo soa como Z
X na palavra exonerar soa como Z
Verifica-se:
apenas uma está correta.a) 
apenas duas estão corretas.b) 
três estão corretas.c) 
todas estão corretas.d) 
nenhuma está correta.e) 
(Unifenas) Em uma das alternativas abaixo 5. 
há divisão silábica incorreta. Assinale-a.
De-cep-ção; me-mó-ria.a) 
Lei-tei-ro; ba-ú.b) 
Rá-di-o; di-sen-te-ria.c) 
Véus; sô-fre-go.d) 
Mei-a; gai-o-la.e) 
(FUMBA-RS) No vocábulo 6. Anhangabaú há:
5 sílabas, 1 dígrafo, 1 hiato.a) 
4 sílabas, 1 grupo consonantal, 1 hiato.b) 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
15
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
1
5 sílabas, 1 grupo consonantal, 1 hiato.c) 
5 sílabas, 1 dígrafo, 1 ditongo, 1 hiato.d) 
(UnB) Marque a opção em que todas as 7. 
palavras apresentam um dígrafo.
Fixo, auxílio, tóxico, exame.a) 
Enxergar, luxo, bicho, olho.b) 
Bicho, passo, carro, banho.c) 
Choque, sintaxe, unha, coxa.d) 
(IMES-SP) Assinale a alternativa em que a 8. 
palavra não tem suas sílabas separadas 
corretamente.
In-ter-lec-ção.a) 
Cons-ci-ên-cia.b) 
Oc-ci-pi-tal.c) 
Psi-co-lo-gia.d) 
Ca-a-tin-ga.e) 
(FUMBA-RS) Quantos fonemas há em 9. santo, 
hoje, anexo e filho?
5, 4, 5 e 5.a) 
5, 4, 5 e 4.b) 
4, 3, 5 e 5.c) 
4, 3, 5 e 4.d) 
4, 3, 6 e 4.e) 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
16
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
1
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
17
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
1
Exercícios de aplicação
1. 
A gíria é a marca característica da lin-a) 
guagem de um grupo social.
Nos centros urbanos.b) 
V, F, V, V, F.c) 
Hábito: 6 l e 5 f; arraigado: 9 l e 8 f; expres-2. 
sões: 10 l e 9 f.
mulher: 6 l e 5 f; qualquer: 8 l e 7 f; qui-
nhentos: 10 l e 7 f.
ditongo3. : própria, imaginação, linguagem e 
muitos outros.
tritongo: não há exemplos de tritongos.
hiato: surpreendido, dia, aí, compreende 
etc.
dígrafos: arraigado, expressões, excessiva-
mente etc.
encontros consonantais separados: modis-
mo, instrumento etc.
encontros consonantais inseparáveis: trou-
xe, malandro etc.
A4. 
C5. 
E6. 
E7. 
D8. 
Questões de 
processos seletivos
E1. 
A2. 
D3. 
D4. 
C5. 
A6. 
C7. 
D8. 
E9. 
Gabarito
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
18
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
1
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
19
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
2
 Sílaba e tonicidade
Introdução
Ao pronunciarmos as palavras, emitimos 
sonoridade, que pode ser percebida por meio 
das sílabas que têm, em português, diferentes 
tonicidades. Você aprenderá, nesta unidade, a 
identificar a sílaba tônica das palavras. Esse 
aprendizado é prerrequisito para saber acentuar 
graficamente as palavras. Além disso, intensifi-
caremos a questão das variedades linguísticas, a 
fim de que você possa empregar a linguagem com 
adequação. Ortoepia e prosódia completam esta 
unidade. Esse assunto diz respeito à pronúncia 
correta das palavras, questão muito importante 
para quem deseja fazer uso da variedade culta, 
nos contextos em que ela é a adequada.
Abordagem teórica
Sílaba e tonicidade
Leia estas palavras:
Séria: aquela moça sempre pareceu muito 
séria.
Seria: isto seria muito bom para todos.
Ao pronunciarmos as palavras, é possível 
perceber a diferença de significados entre elas 
graças à intensidade de voz que se dá às síla-
bas que as compõem. Chama-se sílaba tônica 
aquela pronunciada com maior intensidade.
Observe outros exemplos:
fé-rias
mar-te-lo
lou-vor
rá-pi-do
sa-í-da
a-mor
Pa-ra-náa-mên-doa
É importante observar que nem sempre 
a sílaba tônica aparece marcada pelo acento 
gráfico. Assim, é importante distinguir:
acento tônico • : é aquele que se ouve, é 
o acento da fala.
acento gráfico • : é aquele que se escreve, 
ou seja, é o sinal empregado para indicar 
a sílaba tônica.
Na língua portuguesa, os sinais indicados 
para marcar a sílaba tônica na escrita, chamados 
de sinais diacríticos, são:
Acento agudo (´): indica a pronúncia aberta.
Acento circunflexo (^): indica a pronúncia 
fechada.
Classificação 
das palavras quanto 
à posição da sílaba tônica
Na língua portuguesa, nem todas as pa-
lavras têm acento gráfico, mas quase todas 
apresentam uma sílaba tônica. De acordo com 
a posição dessa sílaba tônica, as palavras 
classificam-se em:
oxítonas – são as que apresentam toni- •
cidade na última sílaba.
 Ex.: paletó, jacaré, Bauru, avô etc.
paroxítonas – são as que apresentam •
tonicidade na penúltima sílaba.
 Ex.: remédio, caldeira, camisa, repórter, 
essência etc.
proparoxítonas – são as que apresentam •
tonicidade na antepenúltima sílaba.
 Ex.: rápido, época, lâmpada, pálido, rís-
pido etc.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
20
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
2
Ortoepia e prosódia
Ortoepia 
É a parte da gramática que se preocupa com 
a correta articulação e pronúncia das palavras.
Exemplos ` :
Mortadela, e não mortandela
Bandeja, e não bandeija
Advogado, e não adevogado
Beneficente, e não beneficiente
Umbigo, e não imbigo
Prosódia
É parte da gramática que se preocupa com 
a correta acentuação tônica de uma palavra.
Comete-se um erro de prosódia quando se 
transforma em proparoxítona uma palavra que 
é paroxítona.
Eis alguns casos mais comuns de troca de 
sílaba tônica:
Rubrica, e não rubrica
Condor, e não condor
Nobel, e não Nobel
Látex, e não latex
Gratuito e não gratuito
Palavras de dupla prosódia, ou seja, que 
apresentam duas pronúncias corretas:
Acróbata ou acrobata
Ortoépia ou ortoepia
Projétil ou projetil
Réptil ou reptil
Xérox ou xerox
Observação
Algumas palavras formam o plural com a 
mudança de timbre da vogal tônica. A essa 
ocorrência damos o nome de metafonia. 
Veja estes exemplos:
Singular Plural
esforço (ô) esforços (ó)
corpo (ô) corpos (ó)
forno (ô) fornos (ó)
tijolo (ô) tijolos (ó)
poço (ô) poços (ó)
Adequação da linguagem
Leia com atenção essa letra de música:
As mariposa
Adoniran Barbosa
As mariposa quando chega o frio
Fica dando vorta em vorta da lâmpida pra si 
isquentá
Elas roda, roda, dispois si senta
Em cima do prato da lâmpida pra discansá
Eu sou a lâmpida
E as muié é as mariposa
Que fica dando vorta em vorta de mim
Todas as noite, só pra mi beijá
– Boa noite, lâmpida!
– Boa noite, mariposa!
– Pelmita-me oscular-lhe as alfácias?
– Poi não, mas rápido porque daqui a pou-
co eles mi apaga.
Você deve ter percebido que a linguagem 
empregada no texto é diferente da que se cos-
tuma aprender na escola. Isso acontece porque 
o objetivo da língua portuguesa ensinada na 
escola é a apreensão da norma culta da lingua-
gem e os contextos nos quais sua utilização é 
necessária. É a norma culta da linguagem que 
se deve empregar nas situações formais ou nos 
textos acadêmicos, e na maioria dos textos de 
revistas e jornais.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
21
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
2
É importante esclarecer que, do ponto de 
vista da linguística, não se pode dizer que uma 
forma de linguagem é certa ou errada. Isso 
significa que essas variedades representam 
apenas sistemas linguísticos adequados às 
necessidades dos falantes e aos contextos em 
que a comunicação acontece.
Variantes regionais e sociais
Sabe-se que a linguagem empregada no 
Nordeste é bem diferente daquela empregada no 
Sul do Brasil. Essas diferenças são observadas 
entre os estados e também entre as distintas 
regiões do país. Quem não conhece o modo pe-
culiar como o carioca pronuncia alguns fonemas 
ou ainda expressões típicas empregadas pelos 
gaúchos, pelos cearenses, pelos baianos?
Você já deve ter observado, também, as 
diferenças linguísticas existentes na fala urbana 
e na fala rural. Não se pode deixar de mencionar 
as expressões que acabam identificando inclu-
sive as profissões dos falantes. O motorista de 
táxi, o médico, o garimpeiro, o metalúrgico, por 
exemplo, acabam sendo identificados pela ma-
neira como utilizam a linguagem.
Qual das palavras abaixo você costuma 
empregar?
Mandioca – Aipim – Macaxera
Bisteca – Chuleta
Meia – Carpim
Pão francês – Cacetinho
Essas palavras representam apenas exem-
plos da nossa diversidade linguística.
Como você pôde observar no início desta 
unidade, há vários registros de linguagem igual-
mente aceitos do ponto de vista da comunicação 
humana. No entanto, para empregar a linguagem 
de modo que ela cumpra a sua função social com 
eficiência, é necessário adequá-la às circunstân-
cias. Isso significa que, primeiramente, deve-se 
definir o que escrever (um texto acadêmico, um 
bilhete, um diário, um relatório), com que objeti-
vo (informar, sensibilizar, denunciar) e para quem 
escrever (a um amigo, a uma autoridade, ao 
meu superior). Estabelecidos esses aspectos, 
certamente o narrador já terá definido também 
o tipo de linguagem que deverá empregar.
Coloquial • : para as situações informais.
Culta • : para as situações formais.
Para saber mais
Observe o seguinte quadrinho e veja que as inadequações de pronúncia podem gerar si-
tuações engraçadas. Se você não sabe qual é a palavra correta (lagarto ou largato) procure-a 
no dicionário.
IE
S
D
E
 B
ra
si
l S
.A
. 
A
da
pt
ad
o.
... passou tão depressa 
que não deu nem pra 
distinguir.
larGato ou 
laGarto?
sei lá...
Ih, olha lá um larGato
 correndo!
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
22
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
2
Exercícios resolvidos
Identifique a sílaba tônica das palavras 1. 
abaixo:
Item Clímax
Substantivo Posição
Maçã Melancia
Anãozinho História
Pezinho Maio
Saia Acento
Solução ` :
Para identificar a sílaba tônica, melhor separar as 
palavras em sílabas que têm acento gráfico pois 
já são identificadas pelo próprio sinal. Quanto às 
outras, é preciso pronunciá-las e ouvir a sílaba 
com maior intensidade. Assim, temos: i-tem, 
substan-ti-vo, ma-çã, a-não-zinho, pe-zi-nho, 
sai-a, clí-max, po-si-ção, me-lan-ci-a, his-tó-ria, 
mai-o, a-cen-to.
Assinale a alternativa em que todas as pa-2. 
lavras são paroxítonas.
Falaria, amendoim, fato, férias.a) 
Molécula, rapidez, rapidamente, sócio.b) 
Azia, Ásia, parede, ensaio.c) 
Logo, prazer, comendo, lindo.d) 
Solução ` :
Em A, amendoim é oxítona; em B, molécula é 
proparoxítona e rapidez é oxítona; em D prazer é 
oxítona. Logo, a alternativa correta é a C: a-zi-a; 
Á-sia; pa-re-de; en-sai-o, todas paroxítonas.
Classifique os vocábulos abaixo, de acordo 3. 
com a posição da sílaba tônica.
Peritoa) 
Êxodob) 
Hostilc) 
Escândalod) 
Tulipae) 
Viveramf) 
Viverãog) 
Aquih) 
Amemi) 
Amémj) 
Solução ` :
Observar que a tendência da língua portuguesa 
é para as palavras paroxítonas.
Exercícios de aplicação
Leia o texto e responda às questões.1. 
Ensinar português?
Comecemos a conversa, a meio cami-
nho entre o sério e o cômico [...], imaginan-
do um diálogo, alguém chega e pergunta a 
um professor de português [...]:
– Ensina-se mesmo português, esta 
língua que a gente usa todo dia?
– É claro, em escolas do primeiro ao 
terceiro graus, há aulas de português, 
portanto...
– A quem se ensina português?
– Ora além de estrangeiros interessa-
dos, ensina-se principalmente brasileiros.
– ... que já falam português! ...Ah! Então 
eles não falam português?!
– Bem, claro que falam desde crianças ...
– Ah ! Entendi ... existem duas línguas 
com o mesmo nome “português’’, uma 
nacional, natural, que todo mundo já nasce 
falando e umaoutra, estrangeira, que é 
preciso ir à escola aprender ...
– ...epa, pera aí! Num é bem assim... 
Desculpe-me, deixe-me começar novamente 
a frase: um momento, você está equivoca-
do, este assunto não é exatamente como 
você está colocando.
– Ué, isto que você acabou de me falar 
está nessa língua estrangeira?
– Claro que não, pô? Você não entendeu.
– Entendi... soou um pouco estranho, 
mas até que é bonito. Você fala assim na 
sua casa, também?
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
23
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
2
– Claro que não, somente em alguns 
lugares e com algumas pessoas.
– Ah! Então você troca de língua como 
troca de roupa, às vezes mais chique, outras 
mais esportivo, outras mais popular...
– Sim, claro, você não quer que eu vá 
falar com o Diretor daquela indústria ali, por 
exemplo, mal vestido e falando de qualquer 
jeito, não?
– [...]
– ... mesmo se você vai lá pra dizer pra 
ele que os salários estão horríveis, que tá 
todo mundo passando fome, que enquanto 
ele viaja de Mercedes [...]
– Ô meu, para né? Você já tá baixando 
o nível... é claro que você precisa falar di-
reitinho... até para reclamar...
– Ah! Então é por isso que se ensina 
português... para as pessoas aprenderem 
a falar direitinho com os patrões!
– Não simplifica, né?! Não é só isso, não.
– Tem mais?
– [...] se você não souber falar e escre-
ver direito, corretamente, você não arranja 
um bom emprego, não consegue passar 
num concurso...
– Poxa, agora estou entendendo melhor, 
pra arranjar um bom emprego a língua que 
a gente usa não serve.
– Serve sim, mas só pra coisinhas, 
conversinhas banais, mas pra subir na vida, 
ganhar bem, não!
– Ah! Entendi. Então esses milhões de 
desempregados que estão por aí foram 
despedidos porque não sabiam escrever e 
falar corretamente! Eles não podem voltar 
pra escola?
– Ô meu, lá vem você de novo com ques-
tões que não dizem respeito ao ensino de 
português... quando esses caras quiserem 
novamente emprego ele vão ter que saber 
português...
– Então você poderia abrir um cursinho 
de português para desempregados!...
– Vê se não goza, vá!
– Agora me lembrei, você é professor 
de português, não é?
– Sou.
– Então você sabe português perfeita-
mente, não?
– Claro, tenho diploma, cursos de aper-
feiçoamento, trabalhos publicados etc...
– Ah! Quer dizer que você deve ganhar 
super bem, não ? Fiquei até com vontade 
de fazer curso de Letras...
– Bem... não é bem assim, você sabe, 
ehr, hum, ahn... Estado paga mal...
– ...não quero te deixar chateado, mas 
sabe, o diretor daquela indústria que você 
mostrou agorinha não sabe falar português 
nenhum, nem aquele vulgarzinho, nem esse 
da escola ... e ele ganha muito mais que 
nós todos juntos...
– Pô, você tá um saco hoje, vamos mu-
dar de assunto...
– [...]
– Ah!...
(ALMEIDA, Milton José de. In: GERALDI, João Wanderley 
(Org.). O Texto na Sala de Aula. São Paulo: Ática, 1999. 
(Coleção Na sala de aula).
A língua é produzida socialmente. Isso quer 
dizer que a sua produção e reprodução é 
fato cotidiano, localizado no tempo e no 
espaço da vida dos homens: uma questão 
dentro da vida e da morte, do prazer e do 
sofrer. Numa sociedade, como a brasileira, 
que, por sua dinâmica econômica e política, 
divide e individualiza as pessoas, isola-as 
em grupos, distribui a miséria entre a maio-
ria e concentra os privilégios nas mãos de 
poucos, a língua não poderia deixar de ser, 
entre outras coisas, também expressão 
dessa mesma situação.
Qual o assunto principal da conversa en-a) 
tre os interlocutores no texto?
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
24
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
2
Um dos interlocutores parece ter dificuldade de entender por que alguém deve passar os b) 
anos escolares aprendendo uma língua que já conhece antes de entrar na escola. Por quê?
Que tipo de linguagem predomina no texto? Aponte um exemplo que confirme sua resposta.c) 
Todas as alternativas abaixo apresentam vocábulos de timbre aberto, 2. exceto uma. Aponte-a.
Socorros, tortos, esforços.a) 
Caroços, miolos, porrosb) 
Reforços, portos, tijolos.c) 
Subornos, tornos, transtornos.d) 
Identifique a sequência em que as três palavras fazem o plural com metafonia.3. 
Dorso, poço, suborno.a) 
Canhoto, almoço, estorvo.b) 
Forno, morno, aeroporto.c) 
Reforço, tosco, alvoroço.d) 
Assinale a alternativa que apresenta erro na identificação na sílaba tônica:4. 
Bara) bante, acarajé, romântico, mosquito.
Marmeb) lada, melancia, javali, cartucho.
Inc) seto, célebre, tatu, informação.
Cand) ção, aprendo, cria, paralisia.
Classifique as palavras do 1.5. o parágrafo do texto “Ensinar português”, conforme a posição de 
sílaba tônica.
Oxítonas Paroxítonas Proparoxítonas Monossílabos
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
25
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
2
A prosódia ocupa-se essencialmente da 6. 
correta acentuação tônica das palavras. 
Assinale a opção em que a sílaba tônica 
está marcada erradamente.
Boea) mia.
Grab) tuito.
Circ) cuito.
Filand) tropo.
Sue) til.
Leia as frases em voz alta, pronunciando 7. 
corretamente as palavras destacadas e 
assinale a sílaba tônica delas.
Esta a) rubrica não é minha.
É preciso b) distinguir o joio do trigo.
A mocinha era muito c) pudica.
Os d) advogados e os psicólogos fizeram 
atendimento gratuito.
O fumo e) intoxica o organismo.
Proposta de redação
Imagine que você precise faltar às aulas por 
dois dias. Escreva um bilhete a um amigo expli-
cando por que você vai precisar faltar. Depois, 
escreva outro bilhete com o mesmo conteúdo ao 
diretor da escola. Note que você deve escrever a 
mesma explicação para as faltas, mas a maneira 
de escrever (o registro – formal ou informal) vai 
ser diferente em cada um dos bilhetes.
Questões de 
processos seletivos
(ITA) Para a presente questão, observar que:1. 
a acentuação gráfica foi eliminada.I. 
as sílabas tônicas propostas estão re-II. 
presentadas por letras maiúsculas.
Exemplo:
ca(TÁS)trofe (a sílaba tônica proposta é 
TAS).
Ao escutar, então, ruBRIca, proTÓtipo, gra-
TUIto, verifica-se que:
apenas uma palavra foi pronunciada cor-a) 
retamente.
apenas as duas primeiras foram pronun-b) 
ciadas corretamente.
somente a última foi pronunciada corre-c) 
tamente.
todas foram pronunciadas corretamente.d) 
nenhuma foi pronunciada corretamente.e) 
(UEPG) Nesta relação, as sílabas tônicas 2. 
estão destacadas. Uma delas, porém, está 
destacada incorretamente. Assinale-a:
Intea) rim.
Pub) dico.
Ruc) brica.
Grad) tuito.
Inaue) dito.
(FAFEOD-MG) Qual a alternativa que melhor 3. 
define o acento tônico?
Maior intensidade silábica.a) 
Sílaba tônica associada a sinal gráfico.b) 
Sinal gráfico, marcando sílaba de maior c) 
intensidade.
Sinal gráfico, marcando a intensidade d) 
silábica.
(UEM-PR) Assinale a alternativa em que a 4. 
sílaba tônica está sublinhada corretamente 
em todas as palavras.
Misa) ter, decano, avaro, circuito.
Rub) brica, aziago, ibero, mister.
Noc) bel, látex, avaro, recém-nascido.
Rud) brica, látex, ibero, filantropo.
Decano, êe) xodo, edito, ureter.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
26
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
2
(Unisinos) Forró, ciúmes, operário, época e já 5. 
são acentuadas pelos mesmos motivos de:
Dendê, gaúcho, milenário, mártir, dá (v).a) 
Forro, ateísmo, glória, médico, mês.b) 
Ananás, baú, moreia, lâmina, pó.c) 
Alá, lápis, gáudio, cônego, três.d) 
Pataxó, alaúde, núcleo, molécula, vá.e) 
(ACAFE-SC) Considerando a estrutura fo-6. 
nética da língua portuguesa, assinale a 
alternativa correta.
As palavras fato, cultura, sociedade e a) 
possível são todas paroxítonas sem o 
acento gráfico.
Em “a b) orelha do próximo”, a palavra em 
destaque apresenta cinco (5) letras e 
um (1) dígrafo.
As divisões silábicas de proíbe, essen-c) 
cial,cachorrinhos e evidentemente são, 
respectivamente, pro-í-be, es-sen-ci-al, 
ca-chor-rin-hos e e-vi-den-temen-te.
A palavra muito é trissílaba.d) 
A palavra “proíbe” é acentuada grafica-e) 
mente porque o “i” é tônico, é segunda 
vogal de um hiato, forma sílaba sozinho 
e não é seguido de nh.
(CEFET-PR) Assinale a alternativa em que 7. 
nenhuma palavra exige acento gráfico.
Item, polens, erros, germens.a) 
Caqui, atroz, depor, órgão.b) 
Cutis, governos, almoços, ser.c) 
Coroa, essencial, frequente, virus.d) 
Nuvens, jovem, semen, parti.e) 
(Enem) Diante da visão de um prédio com 8. 
uma placa indicando SAPATARIA PAPALIA, 
um jovem deparou com a dúvida: como 
pronunciar a palavra PAPALIA?
Levado o problema à sala de aula, a discus-
são girou em torno da utilidade de conhecer 
as regras de acentuação e, especialmente, 
do auxílio que elas podem dar à correta 
pronúncia de palavras. Após discutirem 
pronúncia, regras de acentuação e escrita, 
três alunos apresentaram as seguintes con-
clusões a respeito da palavra PAPALIA:
Se a sílaba tônica for o segundo PA, I. 
a escrita deveria se PAPÁLIA, pois a 
palavra seria paroxítona terminada em 
ditongo crescente.
Se a sílaba tônica for LI, a escrita deve-II. 
ria ser PAPALÍA, pois “i” e “a” estariam 
formando hiato. 
Se a sílaba tônica for LI, a escrita deve-III. 
ria ser PAPALIA, pois não haveria razão 
para o uso do acento gráfico.
A conclusão está correta apenas em:
Ia) 
IIb) 
IIIc) 
I e IId) 
I e IIIe) 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
27
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
2
Gabarito
Exercícios de aplicação
1. 
Os interlocutores falam sobre a língua portuguesa e sobre a importância de se dominar a a) 
variante culta da linguagem.
Esse interlocutor domina uma modalidade da língua que lhe permite comunicar-se com b) 
autonomia. No entanto, reage com estranheza quando o professor tenta explicar-lhe sobre 
a variante culta da linguagem, aquela que pode ampliar as possibilidades sociais e profis-
sionais ao cidadão.
No texto, predomina a variante coloquial ou informal. Ex.: “[...] ô meu, para né?”c) 
D2. 
C3. 
B4. 
5. 
Oxítonas Paroxítonas Proparoxítonas Monossílabas
Alguém, professor, 
português.
Comemos, conversa, 
meio, caminho, entre, 
sério, imaginando, 
chega, pergunta.
Cômico, diálogo. A, e, o, um, de.
A6. 
7. 
(rua) brica)
(distinb) guir = não pronunciar o “u”)
(puc) dica)
(advogado/psicólogo= d) d e p mudos; gratuito)
(intoxica=/e) intoKSica/)
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
28
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
2
Questões de 
processos seletivos
D1. 
A2. 
A3. 
D4. 
E5. 
E6. 
A7. 
E8. 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
 CENTRO DE INTEGRAÇÃO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - CIEJA 
 
 
 
 
PROPOSTA DE REDAÇÃO 
 Redija texto dissertativo-argumentativo com escrita formal da língua portuguesa sobre o tema: 
“OLIMPIADAS NO BRASIL 2016”. Organize de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa 
de seu ponto de vista. 
 
1 
2 
3 
4 
5 
6 
7 
8 
9 
10 
11 
12 
13 
14 
15 
16 
17 
18 
19 
20 
21 
22 
23 
24 
25 
26 
27 
28 
29 
30 
 
Nome Nº. Mat. 
INFORMAÇÕES: 
a) O texto definitivo deve ser escrito à tinta preta, na folha apropriada de 10 a 30 linhas. 
b) Escreva sua redação com letra legível. 
c) 
 
FOLHA DE REDAÇÃO PARA O ALUNO PRATICAR 
 CENTRO DE INTEGRAÇÃO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - CIEJA 
 
 
 
 
PROPOSTA DE REDAÇÃO 
 Redija texto dissertativo-argumentativo com escrita formal da língua portuguesa sobre o tema: 
“SAÚDE PÚBLICA”. Organize de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto 
de vista. 
 
1 
2 
3 
4 
5 
6 
7 
8 
9 
10 
11 
12 
13 
14 
15 
16 
17 
18 
19 
20 
21 
22 
23 
24 
25 
26 
27 
28 
29 
30 
 
Nome Nº. Mat. 
INFORMAÇÕES: 
a) O texto definitivo deve ser escrito à tinta preta, na folha apropriada de 10 a 30 linhas. 
b) Escreva sua redação com letra legível. 
c) 
 
FOLHA DE REDAÇÃO PARA O ALUNO PRATICAR 
 
 
 
CENTRO DE INTEGRAÇÃO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – CIEJA 
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA 
ENSINO MÉDIO 
 
 
 
ATIVIDADE - AVALIAÇÃO PARCIAL 
AP1 – Atividade de 10 questões: 
01. Assinale o vocábulo que possui o mesmo número de fonemas da palavra falência: 
a) palhaçada; 
b) consciência; 
c) guerreando; 
d) companhias; 
e) referência. 
 
02. Assinale a série em que apenas um dos vocábulos não possui dígrafo: 
a) folha - ficha - lenha – fecho 
b) lento - bomba - trinco – algum 
c) águia - queijo - quatro - quero 
d) descer - cresço - exceto – exsudar 
e) serra - vosso - arrepio – assina 
 
03. A alternativa em que as letras sublinhadas nas palavras constituem, respectivamente, dígrafo e encontro 
consonantal é: 
a) exceção / étnico 
b) banho / desça 
c) seguir / nascimento 
d) aquático / psicologia 
e) occipital / represa 
 
04. Quantos fonemas existem na palavra paralelepípedo ? 
 
05. Nas palavras alma, pinto e porque, temos, respectivamente: 
a) 4 fonemas - 5 fonemas - 6 fonemas. 
b) 5 fonemas - 5 fonemas - 5 fonemas. 
c) 4 fonemas - 4 fonemas - 5 fonemas. 
d) 5 fonemas - 4 fonemas - 6 fonemas. 
e) 4 fonemas - 5 fonemas - 5 fonemas. 
 
06. Faça a divisão silábica e sublinhe a sílaba tônica. Classifique as palavras quanto ao número de sílabas e quanto 
à posição da sílaba tônica conforme o modelo: 
 
amiguinho: a – mi – gui – nho: polissílaba e paroxítona 
 
a) impossível: ____________________________________________________________________ 
b) plástico: ______________________________________________________________________ 
c) fértil: _________________________________________________________________________ 
d) lâmpada: ______________________________________________________________________ 
 
07. São acentuados os monossílabos tônicos terminados em: 
 
________________________________________________________________________________ 
 
 
Aluno(a) Nº. Mat. 
Data Tutor Disciplina 
 NOTA 
USO EXCLUSIVO 
DO TUTOR 
 
08. Acentuam-se as oxítonas terminadas em: 
 
________________________________________________________________________________ 
 
09. Destaque a sílaba tônica e dê sua colocação na palavra. 
Siga o modelo: Flamengo – men – penúltima 
a) Jacaré: 
b) Música: 
c) Regador: 
d) Prateleira: 
 
10. Separe as silabas das palavras e risque a sílaba tônica e classifique: 
a) menina _________________________________________ 
b) médico _________________________________________ 
c) boneca _________________________________________ 
d) chocalho _________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
29
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
3
	Acentuação gráfica
Introdução
Ao ler um texto, uma notícia de jornal, uma 
crônica, é comum observarmos um narrador 
“tomar emprestado” de outro, passagens que 
ilustram as ideias que deseja expressar. A esse 
fato damos o nome de intertextualidade. Para 
identificarmos esses “diálogos” entre os textos, 
é importante que leiamos muito, pois, quanto 
maior for o nosso potencial intelectual, mais 
facilmente reconheceremos esses aspectos, ou 
seja, mais identificaremos passagens de outros 
textos no texto que estivermos lendo.
Veremos, ainda, que o sistema de acen-
tuação gráfica é necessário. Sem ele, seria 
impossível, por exemplo, ler as palavras: sábia, 
sabia e sabiá.
Também nesta aula, vamos mostrar que 
existem diferentes modos para organizar nossas 
ideias. Em outras palavras: podemos dizer a 
mesma coisa de inúmeras formas. Essa é uma 
habilidade que precisamos desenvolver.
Abordagem teórica
Como você já sabe, quase todas as pala-
vras da língua portuguesa possuem um acento 
tônico, mas nem todas são acentuadas grafi-
camente.
Para acentuar graficamente uma palavra 
corretamente, é necessário:
identificara sílaba tônica. •
classificar a palavra quanto à tonicidade, •
isto é, definir se a palavra é oxítona, pa-
roxítona ou proparoxítona. 
observar a terminação da palavra. •
aplicar a regra. •
Acentuação das oxítonas
Acentuam-se as oxítonas terminadas em:
a (s) • : Araxá, Paraná, sofá.
e (s) • : até, dendê, vocês.
o (s) • : vovô, vovós, cipó.
em (ens) • : quando essas palavras tive-
rem mais de uma sílaba vinténs, porém, 
amém, parabéns.
Notas
As formas verbais • amá-lo, vendê-lo, com-
pô-lo, devem ser incluídas nesta regra.
Os monossílabos tônicos terminados em •
-a (s), -e (s), -o (s) também devem ser 
acentuados.
Não devem receber acento os monossíla- •
bos átonos: bem, sem, nos, vos etc.
Acentuação 
das paroxítonas
Acentuam-se as paroxítonas terminadas em:
l • : agradável, móvel.
n • : hífen, pólen.
r • : caráter, dólar.
x • : tórax, látex.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
30
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
3
ps • : bíceps, fórceps.
ã • : ímã, órfãs.
ao • : órfão, órgãos.
i (s) • : táxi, lápis.
us • : vírus, ônus.
um (ns) • : álbum, álbuns.
Ditongos orais • : média, vários, névoa.
Notas:
Os prefixos terminados em • i e r não devem 
ser acentuados: semiárido, super-herói.
Quanto às paroxítonas terminadas em • -n, 
seguidas de -s , se a terminação for -ens, 
a palavra perde o acento: hífen hifens; 
pólen polens. Já o mesmo não acon-
tece se a terminação no plural for -ons: 
nêutron nêutrons; íon íons etc.
Acentuação 
das proparoxítonas
Todas as palavras proparoxítonas devem 
ser acentuadas.
Exemplos `
rá • pido, época, cálido, agrônomo etc.
Intertextualidade
Você já teve a oportunidade de identificar 
em letras de música, poesia, artigos de jornais 
ou revistas trechos já lidos em outros textos?
Observe:
D
om
ín
io
 p
úb
lic
o.
“Canção do exílio”, de 
Gonçalves Dias.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Ao compor o Hino Nacional Brasileiro, seu 
autor aproveitou algumas passagens do poema 
de Gonçalves Dias.
Veja:
D
om
ín
io
 p
úb
lic
o.
Hino Nacional Brasileiro, 
de Joaquim Osório Duque 
Estrada. 
Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos 
tem mais flores:
“Nossos bosques têm mais 
vida”.
“Nossa vida”, no teu seio, “mais 
amores”.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
31
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
3
A esse “diálogo” entre os textos damos o nome de intertextualidade. Assim, quanto mais 
texto lermos, quanto maior for o nosso repertório, mais possibilidades teremos para identificar 
essas relações intertextuais.
Para saber mais
Os acentos gráficos têm suas normas. Algumas, estudadas neste módulo. Eles ajudam 
na correta pronúncia da palavra. Onde houver manifestação escrita, lá estão eles, como no 
JB e em Veja, publicações que passam a limpo o nosso cotidiano.
Às vezes, em vocábulos que nos orgulhamos de pronunciar, por exemplo o nome do mais •
famoso jogador de futebol no Brasil:
C
re
at
iv
e 
C
om
m
on
s/
Fá
bi
o 
R
od
ri
gu
es
 P
oz
ze
bo
m
.
Júri da FIFA escolhe Pelé.
Às vezes em músicas, que podem nos fazer rir ou chorar. •
D
iv
ul
ga
çã
o.
“Quem é que nunca sofreu por alguééééémmm”
Agnaldo Timóteo cantando um velho bolero no 
horário eleitoral.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
32
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
3
Exercícios resolvidos
A palavra que obedece à mesma regra de 1. 
acentuação que corroído é:
ataúde.a) 
sapé.b) 
corróis.c) 
láurea.d) 
crédulo.e) 
Solução ` :
A palavra corroído é acentuada por ter “i” tônico 
de um hiato, ou seja, forma sílaba sozinha. A 
mesma regra vale para o “u” tônico dos hiatos. 
Assim, a alternativa que apresenta a palavra 
nessa condição é a letra A.
A alternativa em que há 2. erro de acentuação 
gráfica é:
raízes, juízes, juiz, faísca.a) 
rúbrica, hífens, jibóia.b) 
panaceia, anéis, árdua.c) 
girassóis, vintém, ônix.d) 
boêmia, ruína, infância.e) 
Solução ` :
A palavra “rubrica” é paroxítona e não leva 
acento, pois a sílaba tônica é “bri”; “hifens” 
no plural perde o acento e “jiboia” tem ditongo 
aberto “oi” e não precisa de acento gráfico. As 
demais estão corretas.
Escolha a alternativa correta para preencher 3. 
as lacunas.
O _________________________ era grande. Os 
exportadores de __________________________ 
tentaram , em vão, _______________________ 
prejuízo – têxteis – reduzi-lo.a) 
prejuizo – têxteis – reduzi-lo.b) 
prejuizo – têxteis – reduzí-lo.c) 
prejuizo – texteis – reduzí-lo.d) 
prejuízo – textis – reduzi-lo.e) 
Solução ` :
A alternativa que preenche corretamente é a 
alternativa A. “Prejuízo” leva acento por ter “i” 
tônico de um hiato; “têxteis” é paroxítona termi-
nada em ditongo e “reduzi-lo” não tem acento, 
uma vez que é oxítona terminada em “i”.
Exercícios de aplicação
Leia o texto e responda às questões.1. 
D
iv
ul
ga
çã
o.
Às vezes, em palavras que representam um desafio para os médicos de hoje. •
O Ministério da Saúde adverte:
Fumar pode causar câncer de pulmão.
Às vezes, em palavras cujos atos já não deveriam mais existir na sociedade. •
Receita de Aiatolá
Religiosos na Turquia e na Espanha aconselham o uso da violência para manter as espo-
sas submissas.
Não é que pessoas com deficiência não 
existem. São os outros que não as veem
Mara Gabrilli*
D
iv
ul
ga
çã
o.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
33
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
3
Hoje podemos perceber mais a preocupa-
ção com a população idosa, com gestantes 
e famílias com carrinhos de bebê – que são 
consideradas pessoas com mobilidade redu-
zida. Foi preciso muito esforço para chegar 
até aqui, mas aos poucos a inclusão social 
das pessoas com deficiência vem ocupando 
seu espaço na capital.
Ainda falta muito, mas percebemos o 
início de um movimento, seja por parte dos 
governantes, seja por parte da sociedade. 
Mais precisamente, há um grupo relativa-
mente pequeno de profissionais que têm 
uma grande responsabilidade em suas 
mãos, que são os síndicos. Eles podem 
fazer toda a diferença para as três milhões 
de pessoas com deficiência ou mobilidade 
reduzida que vivem em São Paulo.
Apesar do número expressivo, são 
paulistanos que pouco vemos nas ruas por 
um simples motivo: a pouca acessibilidade 
da cidade, a começar pelos edifícios onde 
residem e suas calçadas. Essa é a primeira 
de muitas e imensas barreiras que preci-
samos enfrentar diariamente. Digo nós, 
em primeira pessoa, porque estou entre 
esses três milhões de paulistanos. Sofri um 
acidente de carro aos 26 anos de idade e 
fiquei tetraplégica.
Nestes 15 anos, desde que passei a me 
locomover em cadeira de rodas, já presen-
ciei avanços e participei, com orgulho, de 
muitas conquistas na construção de uma so-
ciedade justa e solidária, sem preconceitos 
de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer 
outras formas de discriminação.
Apesar do Poder Público ainda precisar 
investir muito em calçadas acessíveis, ôni-
bus adaptados, edificações com rampas e 
muitas outras estruturas que dependem de 
orçamento, a sociedade civil tem também 
a sua parcela de responsabilidade e seu 
papel a cumprir. Não podemos mais passar 
às pessoas a mensagem velada de que elas 
não deveriam sair de casa e que isso não é 
problema nosso. A falta de acessibilidade é 
um preconceito silencioso, porém extrema-
mente limitante.
A legislação brasileira já garante o 
acesso universal: da Lei Federal de Aces-
sibilidade (10.098/2000) e o Decreto 
Federal (5.296/2004) que a regulamenta, 
ao Código de Obras do Município de São 
Paulo que incorporou as normas técnicas 
brasileiras de acessibilidade (NBR 9050) 
em 1992 e a Lei Municipal 11.345/93 que 
dispõe sobre a adequação das edificações 
à pessoa com deficiência, além de outros 
documentos nacionais e internacionaisdos 
quais o Brasil é signatário.
Como bem sabemos, não basta que a lei 
exija as mudanças; é preciso ter consciên-
cia, vontade agir e começar a realizá-las den-
tro de nossas próprias casas, condomínios, 
estabelecimentos comerciais e calçadas, já 
que estes são de nossa responsabilidade.
Por isso, é de suma importância que os 
síndicos e administradores de condomínio 
se sensibilizem e criem um cronograma de 
obras de acordo com suas possibilidades 
orçamentárias visando ao bem-estar de to-
dos seus moradores, presentes e futuros. 
Nunca é demais lembrar que seremos ido-
sos um dia e precisaremos de facilidades 
para nosso ir e vir.
*Mara Gabrilli, 42, tetraplégica, psicóloga e publicitária, é 
vereadora da cidade de São Paulo. Fundadora da ONG Projeto 
Próximo Passo, hoje Instituto Mara Gabrilli, foi Secretária Mu-
nicipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da 
Prefeitura de 2005 a 2007. Site: <www.maragabrilli.com.br>.
(Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/ur-
banias/indexurb.htm>. Acesso em: 19 nov. 2009. Adaptado.)
2. 
Qual é o tema tratado no texto?a) 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
34
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
3
Qual é seu objetivo?b) 
Que parte da população poderia direta-c) 
mente influenciar a adaptação da arqui-
tetura às pessoas com necessidades 
especiais?
Qual é a relação entre a autora e o tema d) 
do texto?
O título do texto resume um pouco o as-e) 
sunto tratado nele. O que você acha do 
título desse texto? Que outro você colo-
caria?
Justifique o acento gráfico do vocábulo 3. 
ônix.
Acentue devidamente as palavras quando 4. 
necessário.
alguem juri
contemporaneo eter
helio oasis
refens fosseis (verbo)
rubrica faceis
ruim Tonico (nome próprio)
decada tonico
textil tatu
vulneravel Iguaçu
bisavo (fem.) hortensia
paleto torax
espelho cumplice
silencio (subst.) ambiguo
magoo ate
Acentue as palavras, quando necessário, 5. 
e justifique.
Aniversarioa) 
Eguab) 
Mac) 
Poluidod) 
Escandaloe) 
Biquinif) 
Baleg) 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
35
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
3
Nas frases a seguir, foram retirados os acen-6. 
tos gráficos das palavras. Copie as frases e 
acentue os vocábulos, quando necessário.
Os tres gatos siameses tinham o pelo a) 
cinzento, bem diferentes do cão pequi-
nes que ganhamos.
Você vai por o sapatinho atras da porta.b) 
O ônibus para em frente ao bar com mui-c) 
ta frequencia.
As pessoas de carater receiam os que d) 
agem de ma-fe.
Mario, você parece refem dos psicologos!e) 
Proposta de redação
Depois de ter lido o texto “Não é que pesso-
as com deficiência não existem. São os outros 
que não as veem”, faça um comentário sobre 
ele para enviar ao site de Gilberto Dimenstein, 
onde o texto está disponível.
Questões de 
processos seletivos
(UF. Ouro Preto-MG) Abaixo estão cinco 1. 
grupos de palavras. Analise-as quanto à 
acentuação gráfica e marque, depois, a 
opção correta.
Grupo 1: satanás, cortês, fé, bônus, ópio.
Grupo 2: conhecê-lo, movê-las, ítem, além, 
magna.
Grupo 3: tainha, eles crêem, eles têm, con-
tínua, ele contém.
Grupo 4: boêmia, ínterim, quilômetro, pera, 
ilhéu.
Grupo 5: juízo, balaústre, papéis, silépse, 
asteróide.
Apenas o grupo 1 está totalmente cor-a) 
reto.
Apenas os grupos 1 e 4 estão totalmen-b) 
te corretos.
Todos os grupos estão corretos.c) 
Apenas os grupos 3 e 4 estão totalmen-d) 
te corretos.
Todos os grupos contêm palavras incor-e) 
retas.
(UCEPEL-RS) Assinale a alternativa em que 2. 
todas as palavras estão acentuadas corre-
tamente.
Estreiam, intuito, ruim, perdoo.a) 
Leem, estreiam, luminária.b) 
Néctar, bauru, maquinaria.c) 
Ciclope, tainha, polens.d) 
Boêmia, caqui (fruta), apóio (substantivo).e) 
(UM-SP) Assinale a alternativa que contém 3. 
vocábulos que obedecem à mesma regra de 
acentuação da palavra tênue.
Agrônomo, índex, fóssil, díspar.a) 
Boêmia, herói, amáveis, imundície.b) 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
36
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
3
Amêndoa, mágoas, supérfluo, bilíngue.c) 
Míope, ímã, médiuns, volúvel.d) 
Argênteo, viúvo, baía, esferóide.e) 
(Fuvest)4. 
Nem sempre
Junqueira Freire
De rir irado, estridulo e sardonico
Que, como a seta, me transpasse as fibras;
De rir danado, que me inspira furias,
Às vezes gosto.
Transcreva o texto, acentuando correta-
mente os vocábulos cujos acentos foram 
omitidos.
(PUC-SP) Assinale a alternativa de vocábulo 5. 
corretamente acentuado.
Hífen.a) 
Ítem.b) 
Ítens.c) 
Rítmo.d) 
(UECE) São dissílabos paroxítonas os vo-6. 
cábulos:
seio, tinha, lábios.a) 
abria, cordões, meus.b) 
podia, aí, puxei.c) 
doía, caixa, senão.d) 
(Fuvest) Copie apenas as palavras que 7. 
devem ser acentuadas graficamente, colo-
cando os respectivos acentos:
boia – boa – doce – substitui-lo – reune – 
heroico – benção – parti-lo
(FGV) Assinale a alternativa que completa 8. 
corretamente as frases:
Normalmente ela não _______ em casa.1) 
Não sabíamos onde _______ os discos.2) 
De algum lugar _______ essas ideias.3) 
pára – pôr – provém.a) 
para – pôr – provém.b) 
pára – por – proveem.c) 
para – pôr – provêm.d) 
para – por – provém.e) 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
37
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
3
Gabarito
Exercícios de aplicação
2. 
A mobilidade das pessoas com necessi-a) 
dades especiais.
Conscientizar as pessoas, em especial b) 
os síndicos e administradores de condo-
mínio, sobre a importância de acessos 
para pessoas com necessidades espe-
ciais.
Síndicos e administradores de condomí-c) 
nio.
Ela mesma tem necessidades especiais.d) 
Resposta pessoal.e) 
Acentuam-se as paroxítonas terminadas 3. 
em “x”.
4. 
alguém júri
contemporâneo éter
hélio oásis
reféns fôsseis (verbo)
rubrica fáceis
ruim Tonico (nome próprio)
década tônico
têxtil tatu
vulnerável Iguaçu
bisavó (fem.) hortênsia
paletó tórax
espelho cúmplice
silêncio (subst.) ambíguo
magoo até
5. 
aniversário: paroxítona terminada em di-a) 
tongo.
égua: paroxítona terminada em ditongo.b) 
má: monossílabo tônico terminado em c) 
“a”.
poluído: “i” 2.d) a vogal do hiato e forma 
sílaba sozinha.
escândalo: proparoxítona.e) 
biquíni: paroxítona em “i”.f) 
balé: oxítona em “e”.g) 
6. 
Os três gatos siameses tinham o pelo a) 
cinzento, bem diferentes do cão pequi-
nês que ganhamos.
Você vai pôr o sapatinho atrás da porta.b) 
O ônibus para em frente ao bar com mui-c) 
ta frequência.
As pessoas de caráter receiam os que d) 
agem de má-fé.
Mário, você parece refém dos psicólogos.e) 
Questões de 
processos seletivos
B1. 
C2. 
C3. 
Estrídulo, sardônico, fúrias.4. 
A5. 
D6. 
substituí-lo – reúne – bênção.7. 
D8. 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
38
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
3
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
39
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
4
	Funções da linguagem
Introdução
O uso da linguagem acontece normalmente de modo automático para a maioria das pessoas 
que fazem uso dela. Essa é a razão pela qual dificilmente se percebe que o modo como a linguagem 
se organiza está diretamente ligado à função que se deseja dar-lhe, ou seja, à intenção de quem 
a utiliza. Nesta unidade, você verá que a linguagem desempenha diferentes funções, conforme a 
ênfase que se queira imprimir a cada um dos componentes do ato de comunicação.
Abordagem teórica
Funções da linguagem
O texto deve ser um conjunto de palavras e ideias que formam sentido, uma vez que o objetivo 
de todo texto é transmitir uma mensagem. No entanto, nem só de mensagens verbais vive o ho-
mem. A linguagem ultrapassa os limites da palavra. É possível, por exemplo, observar um quadro 
artístico e construir um sentido possível paraele, que pode ser o que o autor quis transmitir ou 
não. Importa que o sentido seja possível a partir do texto.
É preciso entender que o texto é sempre uma manifestação que pode ser expressa com ou 
sem palavras. Assim, é possível classificar a linguagem em:
verbal • : utiliza as palavras (a língua) como código.
não verbal • : emprega outros códigos como a cor, a forma, o movimento etc.
Toda comunicação tem como objetivo transmitir uma mensagem e funciona assim: um emissor 
emprega um código para mandar uma mensagem ao receptor.
A mensagem, por sua vez, refere-se a um contexto, e o suporte físico, que é o canal, transmite 
essa passagem do emissor para o receptor.
São seis as funções da linguagem. Conforme o tipo de mensagem, dá-se ênfase a um desses 
fatores.
Assim:
Quando se enfatiza Prevalece A função
canal fática
referente referencial
emissor emotiva
recepetor apelativa ou conativa
mensagem poética
código metalinguística
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
40
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
4
Função emotiva ou expressiva
Também chamada de função expressiva da linguagem, a função emotiva enfatiza o 
emissor. Por essa razão é marcada pelo emprego de verbos e pronomes em 1.a pessoa 
(eu preciso, ... meu desejo, ... minha dor,...). Pode-se observar a função emotiva da linguagem nas 
cartas, nos poemas, nas letras de música, principalmente.
Veja a função emotiva ou expressiva da linguagem nesta estrofe da música “Tocando em 
frente”, de Almir Sater e Renato Teixeira:
Ando devagar porque já tive pressa
Elevo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz,
Quem sabe eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Ou nada sei
Função apelativa ou conativa
A linguagem conativa é assim designada porque a palavra significa “influenciar o outro por 
meio de um esforço”.
Por isso, essa função tem o objetivo de exercer influência no receptor.
A linguagem conativa ou apelativa é marcada pelos verbos no modo imperativo. Ela está pre-
sente, sobretudo, nos anúncios e propagandas.
Veja este exemplo:
“Deseja mais? Então PED – Programa de Especialização Docente” (Campanha de Divulgação 
– PED IESDE).
Veja que aqui temos uma sigla, PED, que se refere à Programa de Especialização Docente, 
mas que também quer dizer “pede”, gerando um duplo sentido à frase. O verbo está no imperativo 
e visa convencer o leitor a fazer os estudos.
Função referencial
A função referencial da linguagem acontece quando se observa o predomínio da informação 
e do conhecimento. Nos livros didáticos, por exemplo, há o predomínio dessa função.
Exemplo ` :
O Padre Antônio Vieira ficou célebre como orador, e seus sermões constituem a essência de sua obra, 
sobretudo pela riqueza de imagens, mas também soube comunicar suas ideias de maneira consciente, 
revelando grandeza humanitária e sentimento patriótico.
Função metalinguística
Observe esta definição encontrada no dicionário:
s.f. metalinguística: estudo das relações entre a língua e os demais sistemas.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
41
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
4
A função metalinguística está centrada no código e os dicionários são o melhor exemplo dessa 
função. Assim, para explicar uma função da linguagem, usou-se a própria linguagem. Quando se 
tenta explicar a linguagem por meio da própria linguagem, se está fazendo uso da função metalin-
guística.
IE
S
D
E
 B
ra
si
l S
.A
. 
A
da
pt
ad
o.Você é tão
romântico!
“AMOR”
é um substantvo.
Simples.
Masculino.
Abstrato.
Romeu, o que
é o amor?
Função fática
Ela acontece quando o objetivo é o de ape-
nas “testar” o canal. É o caso que acontece, por 
exemplo, quando pegamos um microfone para 
observar se está funcionando e dizemos “alô, 
alô!”. Na verdade, não se espera obter nenhuma 
resposta para essa manifestação.
Exemplo `
– E aí, cara!
– Belê???
– Belê!!!
Função poética
A função poética está centrada na mensa-
gem, na organização das palavras, nas estraté-
gias e nos recursos que o narrador enfatiza ao 
colocar sua mensagem no papel.
Exemplo `
A onda
a onda anda
aonde anda
 a onda?
a onda ainda
ainda onda
ainda onda
 aonde?
 aonde?
(BANDEIRA, Manuel. Estrela da Vida Inteira. 4. ed. 
Rio de Janeiro: J. Olímpio, 1973.)
Regras especiais de 
acentuação gráfica
Acentos diferenciais
Após a reforma ortográfica, valem somente 
os seguintes acentos diferenciais:
pôde • (passado) para diferenciar de pode 
(presente)
por • para diferenciar de (preposição) de 
pôr (verbo)
Monossílabos tônicos
Os monossílabos tônicos seguem as mes-
mas regras das oxítonas. Assim, serão acentua-
dos todos os monossílabos tônicos terminados 
em -a, -e e -o, seguidos ou não de S.
Exemplos `
pá(s), pé(s), pó(s)
Ditongos abertos
Acentuam-se os ditongos abertos -éu, -éi, 
-ói, sempre que não estiverem na penúltima 
sílaba. Palavras paroxítonas em ditongo aberto 
não levam mais acento conforme a nova reforma 
ortográfica vigente desde janeiro de 2009.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
42
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
4
Exemplos `
chapéu, papéis, lençóis, véu, dói, coronéis etc.
Hiatos
Devem ser acentuados o i e o u, quando essas letras representarem a segunda vogal de um 
hiato.
Exemplos `
sa • ída, baú, saúde, juízes, caída, Ivaí, faísca, balaústre etc.
Notas:
Se essas letras (a) i e u) formarem sílaba com qualquer consoante, exceto o s, não devem 
receber acento.
Exemplos `
ca- • ir, ju-iz, Ca-im etc.
Também não recebem acento se estiverem seguidas de b) nh.
Exemplos `
rainha, bainha, tainha etc. •
Com o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, o trema (c) u) deixou de existir.
Ainda:
Se o u for pronunciado, mas tônico, emprega-se o acento agudo.
Exemplos `
averig • úe, obliqúe etc.
Verbos que requerem atenção especial
Ter Vir
3.a pessoa
Singular Ele tem Ele vem
Plural Eles têm Eles vêm
Verbos Derivados conter/ deter/ reter provir/ convir/ advir
3.a pessoa
Singular contém/ detém/ retém provém/ convém/ advém
Plural contêm/ detêm/ retêm provêm/ convêm/ advêm
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
43
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
4
Notas:
As formas verbais lê, dê, crê, vê e seus 
derivados não têm mais o acento circunflexo 
no plural.
Exemplo `
Leem, deem, creem, veem, releem, descreem, 
reveem etc.
Elementos da narrativa
A narrativa nada mais é do que a represen-
tação, por meio de palavras, de um aconteci-
mento real ou fictício.
O elemento mais importante da narrativa é 
o enredo ou a história, uma vez que sem ela não 
há um caso. Observe também que ela acontece 
em determinado tempo, num determinado local 
ou espaço. A história é vivenciada por uma ou 
mais personagens, outro elemento importante 
da narrativa. E, por fim, sempre há alguém que 
conta a história, e a esse elemento damos o 
nome de foco narrativo.
Assim, podemos sintetizar:
Enredo • – é o conjunto de fatos da história 
a ser contada.
Tempo • – é o momento em que esses 
fatos acontecem.
Espaço • – é a definição do local onde as 
ações se realizam.
Personagem • – é quem participa pro-
priamente da história. Não há número 
definido de personagens para participar 
de uma narrativa. Os tipos são os mais 
variados e podem ser construídos confor-
me a observação do narrador.
Foco narrativo • – é preciso entender que 
sempre haverá alguém a contar a histó-
ria. Assim o narrador pode ser:
em 1. • a pessoa – o narrador é um “eu” 
que conta a própria história. Nesse 
caso, é o protagonista.
Observe:
O narrador também pode usar a 1.a pessoa 
para contar a história de outra. Nesse caso, ele 
é um mero observador dos fatos.
Exemplo `
Estou numa esquina de Copacabana, são duas 
horas da madrugada. Espero uma condução que 
me leve para casa. À porta de um “dancing”, 
homens conversam, mulheres entram e saem, 
o porteiroespia sonolento. Outras se esgueiram 
pela calçada, fazendo a chamada vida fácil.
De súbito a paisagem perturba. Corre um frêmi-
to no ar, há pânico no rosto das mulheres que 
fogem. Que aconteceu? De um momento para 
outro, não se vê mais uma saia pelas ruas – e 
mesmo os homens se recolhem discretamente 
à sombra dos edifícios. [...]
(SABINO, Fernando. “Quadrante I”.)
em 3. • a pessoa – o narrador não participa 
dos fatos. Ele apenas os relata, demons-
trando que conhece os pensamentos e 
sentimentos das personagens. Conta a 
história objetivamente.
Exemplo `
Redator de um vespertino desde a sua fundação, 
tendo comprado um apartamento, foi à reparti-
ção dar entrada nos papéis requerendo isenção 
de impostos de transmissão, como jornalista. 
Um funcionário pálido e de bigodinho antipático 
o atendeu. Depois de examinar os documentos, 
sorriu sadicamente:
 – O senhor não vai conseguir isenção.
 – Posso saber por quê? – perguntou o jorna-
lista.
 – Porque – explicou o homenzinho, juntando 
os dedos no ar e escandindo as palavras 
com precisão – estou aqui para selecionar 
papéis. [....]
(SABINO, Fernando. “A mulher do vizinho”.)
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
44
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
4
Observe que ao lado da imagem do anúncio 
há um enunciado parecido com um verbete de di-
cionário. Sem dúvida, a intenção do anunciante é 
vender produtos da marca: embalagens de plás-
tico para armazenar alimentos na geladeira.
Temos no exemplo duas funções da lingua-
gem: a conativa (o anúncio) e a metalinguística 
(o emprego do “verbete”).
Para saber mais
D
iv
ul
ga
çã
o.
Mulher Tupperwa-
re. [Da sabedoria popular] 
S.í. A que tem orgulho de 
ser mulher. Que é ousada 
e audaciosa. Contemporâ-
nea. Vencedora. Que tem 
objetivos de vida e luta por 
eles. Sintonizada com o seu 
tempo. Que rejeita imita-
ções. Que aprecia o belo e o 
prático. De todas as raças. 
De todas as cores.
Exercícios resolvidos
Identifique a função da linguagem predomi-1. 
nante nos textos abaixo
Leia. Leia tudo e diariamente.a) 
Solução ` :
Conativa ou apelativa.
Observe que o verbo está no imperativo (leia) e 
o propósito é convencer o leitor da importância 
da leitura.
Quando a chuva cessava e um vento fino b) 
franzia a tarde tímida e lavada, eu saía a 
brincar pela calçada, nos meus tempos 
felizes de menino.
 Solução ` :
Função emotiva ou expressiva e também a fun-
ção poética.
Observe que verbos e pronomes estão empre-
gados na 1.a pessoa (função emotiva). A orga-
nização da mensagem em versos e a presença 
das rimas conferem.
O radical metro, de origem grega, sig-c) 
nifica medida e aparece em palavras 
que designam instrumentos para medir, 
como, por exemplo: “termômetro”, “ba-
rômetro”, “velocímetro” e outras.
 Solução ` :
Função referencial, uma vez que o propósito 
é transmitir a informação. No entanto, temos 
também a função metalinguística.
...após o sinal, deixe a sua mensagem d) 
ou, então, retorne mais tarde.
Solução ` :
Função fática.
Observe que não há intenção imediata de se 
estabelecer uma comunicação.
Reescreva as frases abaixo e acentue devi-2. 
damente as palavras, quando necessário.
As guerras tem feito muitas vitimas.a) 
Solução ` :
As guerras têm feito muitas vítimas.
Os garotos vem a escola porque tem b) 
vontade.
 Solução ` :
Os garotos vêm à escola porque têm vontade.
Não se detem o poder a força.c) 
Solução ` :
Não se detém o poder à força.
Os mediocres detem o povo por decreto.d) 
 Solução ` :
Os medíocres detém o povo por decreto.
Como se detem essa formula?e) 
Solução ` :
Como se detém essa fórmula?
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
45
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
4
Sempre me magoo com facilidade.f) 
Solução ` :
Sempre me magoo com facilidade.
Todos creem em Deus.g) 
Solução ` :
Todos creem em Deus.
O garoto viu que a faisca pode queimar.h) 
Solução ` :
O garoto viu que a faísca pode queimar.
Não fiz a bainha porque a roupa ficou i) 
no bau.
 Solução ` :
Não fiz a bainha porque a roupa ficou no baú.
Perdoo com facilidade, mas ninguem cre.j) 
 Solução ` :
Perdoo com facilidade, mas ninguém crê.
Acentue, quando necessário, e justifique.3. 
Graúna a) 
Solução ` :
“U” tônico de hiato.
Cárieb) 
Solução ` :
Paroxítona terminada em ditongo.
Essênciac) 
Solução ` :
Paroxítona terminada em ditongo.
Dóid) 
Solução ` :
Monossílabo terminado em ditongo aberto “ói”.
Anéise) 
Solução ` :
Ditongo aberto “éi”.
Baleiaf) 
Solução ` :
não se acentua
Melanciag) 
Solução ` :
Não se acentua.
Saúvah) 
Solução ` :
“U” tônica de hiato.
Anzóisi) 
Solução ` :
Oxítona terminada em ditongo aberto “ói”, se-
guido ou não de “s”.
Eles contêmj) 
Solução ` :
3.a pessoa do plural do verbo conter derivado 
de ter.
Exercícios de aplicação
Leia o texto e responda às questões:1. 
Plebiscito
Artur Azevedo
A cena passa-se em 1890.
A família está toda reunida na sala de 
jantar.
O senhor Rodrigues palita os dentes, re-
pimpado numa cadeira de balanço. Acabou 
de comer como um abade.
Dona Bernardina, sua esposa, está 
muito entretida a limpar a gaiola de um 
canário belga.
Os pequenos são dois, um menino e 
uma menina. Ela distrai-se a olhar para o 
canário. Ele, encostado à mesa, os pés 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
46
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
4
cruzados, lê com muita atenção uma das 
nossas folhas diárias.
Silêncio.
De repente, o menino levanta a cabeça 
e pergunta:
– Papai, o que é plebiscito?
O senhor Rodrigues fecha os olhos ime-
diatamente para fingir que dorme.
– Papai?
Pausa:
– Papai?
Dona Bernardina intervém:
– Ó “seu” Rodrigues, Manduca está lhe 
chamando. Não durma depois do jantar que 
lhe faz mal.
O senhor Rodrigues não tem remédio 
senão abrir os olhos.
– Que é? Que desejam vocês?
– Eu queria que o papai me dissesse o 
que é plebiscito.
– Ora essa, rapaz! Então tu vais fazer 12 
anos e não sabes ainda o que é plebiscito.
– Se eu soubesse não perguntava.
O senhor Rodrigues volta-se para dona 
Bernardina, que continua muito ocupada 
com a gaiola:
– Senhora, o pequeno não sabe o que 
é plebiscito!
– Não admira que ele não saiba, porque 
eu também não sei.
– Que me diz?! Pois a senhora não sabe 
o que é plebiscito?
– Nem eu, nem você; aqui em casa 
ninguém sabe o que é plebiscito.
– Ninguém, alto lá! Creio que tenho dado 
provas de não ser nenhum ignorante.
– A sua cara não me engana. Você é 
muito prosa. Vamos: se sabe, diga o que é 
plebiscito! Então? A gente está esperando! 
Diga! ...
– A senhora o que quer é enfezar-me!
– Mas, homem de Deus, para que 
você não há de confessar que não sabe? 
Não é nenhuma vergonha ignorar qualquer 
palavra. Já outro dia foi a mesma coisa 
quando Manduca lhe perguntou o que era 
proletário. Você falou, falou, e o menino 
ficou sem saber!
– Proletário, acudiu o senhor Rodrigues, 
é o cidadão pobre que vive do trabalho mal 
remunerado.
– Sim, agora sabe por que foi ao dicio-
nário; mas dou-lhe um doce se me disser 
o que é plebiscito sem se arredar dessa 
cadeira!
– Que gostinho tem a senhora em tornar-
me ridículo na presença destas crianças.
– Oh! Ridículo é você mesmo quem 
se faz. Seria tão simples dizer: – Não sei, 
Manduca, não sei o que é plebiscito; vai 
buscar o dicionário, meu filho.
O senhor Rodrigues ergueu-se de um 
ímpeto e brada:
– Mas se eu sei!
– Pois se sabe, diga!
– Não digo para me não humilhar diante 
de meus filhos! Não dou o braço a torcer! 
Quero conservar a força moral que devo ter 
nesta casa! Vá para o diabo!
E o senhor Rodrigues, exasperadíssi-
mo, nervoso, deixa a sala de jantar e vai 
para o seu quarto, batendo violentamente 
a porta.
No quarto havia o que mais precisava 
naquela ocasião: algumas gotas de água 
de flor de laranja e um dicionário...
A menina toma a palavra:
– Coitado do papai! Zangou-se logo de-
pois do jantar!Dizem que é tão perigoso!
– Não fosse tolo, observa dona Bernar-
dina, e confessasse francamente que não 
sabe o que é plebiscito!
– Pois sim, acode Manduca, muito pesa-
roso por ter sido o causador involuntário de 
toda aquela discussão; pois sim, mamãe; 
chame papai e façam as pazes.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
47
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
4
– Sim! Sim! Façam as pazes! Diz a 
menina em tom meigo e suplicante. Que 
tolice! Duas pessoas que se estimam tanto 
zangarem-se por causa do plebiscito!
Dona Bernardina dá um beijo na filha, e 
vai bater à porta do quarto:
– Seu Rodrigues, venha sentar-se; não 
vale a pena zangar-se por tão pouco.
O negociante esperava a deixa. A porta 
abre-se imediatamente. Ele entra atravessa a 
casa, e vai sentar-se na cadeira de balanço.
É boa! Brada o senhor Rodrigues depois 
de largo silêncio; é muito boa! Eu! Eu ignorar 
a significação da palavra plebiscito! Eu!...
– Plebiscito...
E olha para todos a ver se há por ali mais 
alguém que possa aproveitar a lição.
– Plebiscito é uma lei decretada pelo 
povo romano, estabelecida em comícios.
– Ah! – suspiram todos, aliviados.
– Uma lei romana, percebem? E querem 
introduzi-la no Brasil! É mais um estrangei-
rismo! ...
pai zeloso.d) 
marido autoritário.e) 
 III. A passagem do texto que pode confir-
mar a resposta no item anterior é:
“E olha para todos a ver se há por ali a) 
mais alguém que possa aproveitar a li-
ção”.
“Não dou o braço a torcer!”.b) 
“Não sei, Manduca, não sei o que é plebis-c) 
cito, vai buscar o dicionário, meu filho”.
“Então tu vais fazer 12 anos e não sa-d) 
bes o que é plebiscito?”.
“Quero conservar a força moral que devo e) 
ter nesta casa”.
A discussão em torno do significado da 2. 
palavra plebiscito imprime à linguagem 
empregada no texto a função:
poética.a) 
metalinguística.b) 
fática.c) 
referencial.d) 
emotiva.e) 
Retire do texto palavras acentuadas pelas 3. 
mesmas regras de “família”, “intervém” e 
“ridículo”.
Observe:4. 
“Dona Bernardina intervém’’.
Complete a frase abaixo com o mesmo verbo 
e explique a alteração.
Dona Bernardina e o senhor Rodrigues
O principal objetivo do texto é:I. 
explicar o significado da palavra a) plebis-
cito.
explicar o significado da palavra b) prole-
tário.
retratar cenas típicas da família do sé-c) 
culo XIX.
caracterizar o comportamento de alguns d) 
tipos humanos.
mostrar que uma pergunta sempre pode e) 
provocar discussão.
 II. O senhor Rodrigues é caracterizado co-
mo:
homem culto.a) 
pessoa orgulhosa.b) 
criatura humilde.c) 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
48
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
4
Leia o verbete e depois diga qual é a função 5. 
da linguagem.
homonímia – s.f. 1. mesmo nome; 2. identi-
dade de pronúncia, de grafia, ou de ambos, 
entre palavras; 3. conjunto de homônimos.
Metalinguística.a) 
Fática.b) 
Conativa ou apelativa.c) 
Emotiva.d) 
Referencial.e) 
Aponte a função predominante no seguinte 6. 
texto, de uma campanha publicitária do 
Banco Real: “Nunca é tarde demais para 
começar. Mas, por favor, não perca o prazo 
de entrega. Concurso de Talentos da Matu-
ridade, 5.a edição”.
Referencial.a) 
Poética.b) 
Fática.c) 
Conativa ou apelativa.d) 
Metalinguística.e) 
Leia com atenção.7. 
Nem cinco minutos
Sérgio Brito / Marcelo Fromer
Teus olhos querem me levar
Eu só quero que você me leve
Eu ouço as estrelas conspirando contra mim
Eu sei que as plantas me vigiam do jardim
As luzes querem me ofuscar
Eu só quero que essa luz me cegue.
Qual a função predominante no texto? Por 
quê?
Proposta de redação
Depois de ter lido o texto do exercício 6, 
imagine que você seja uma mulher de negócios 
(não importa se você é homem) e tenha uma 
história como empreendedora. Escreva sua his-
tória e inscreva-a no site do Sebrae.
Questões de 
processos seletivos
(PUC-PR) Quantos acentos devem ser usa-1. 
dos nos textos seguintes? (agudo, circun-
flexo, grave).
A poesia foi recitada com enfase, e o decla-
mador fez grande sucesso.
De um salto pos-se fora da gaiola.
O sol ainda não tinha saido quando ela 
avistou o palacio do principe.
Aquela senhora compete fazer o papel de 
anfitriã.
A muitas pessoas não importam as conse-
quencias das derrotas.
Cinco.a) 
Seis.b) 
Sete.c) 
Oito.d) 
Nove.e) 
(PUC-PR) Indique a alternativa que contém 2. 
erro de acento.
Ele pôde (ontem), eu arguí, ele argúi, a) 
gauchinha.
Sanguíneo, gaúcho, álcool, caracteres.b) 
Corpóreo, fórum, hífens, tireóides.c) 
Eu abotoo, longínquo, deságue, ínterim.d) 
Linguista, linguística, hífen, sairmos, sa-e) 
ímos.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
49
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
4
(UFPR) Indique a série em que aparecem 3. 
palavras acentuadas incorretamente.
Altruísmo, orfã, Pirajú, Anhangabaú, raizes.a) 
Álcool, acessório, pólen, cônsul.b) 
Bômbix, miosótis, Chuí, Adélia.c) 
Bênção, amêndoa, almíscar, genuíno.d) 
Armazéns, César, bílis, Gérson.e) 
(ITA) Dados os vocábulos:4. 
1. puni-los
2. instruí-los
3. fosse
Constatamos que está (estão) devidamente 
grafado(s):
apenas o vocábulo n.a) o 1.
apenas o vocábulo n.b) o 2.
apenas o vocábulo n.c) o 3.
todos os vocábulos.d) 
(UFPR) Assinale a alternativa em que todos 5. 
os vocábulos são acentuados por serem 
oxítonos.
Paletó, avô, pajé, café, jiló.a) 
Parabéns, vêm, hífen, saí, oásis.b) 
Vovô, capilé, paraná, lápis, régua.c) 
Amém, amável, filó, porém, além.d) 
Caí, aí, ímã, ipê, abricó.e) 
(UFPR) Qual a alternativa que tem erro de 6. 
acentuação?
Também, lápis, café, pá.a) 
Repórter, álbum, órfãs, móveis.b) 
Austéro, cônsul, éter, fácil.c) 
Leem, caíste, sérias, papéis.d) 
Heroína, país, saúde, compôs.e) 
Normalidade II – Quino7. 
E por que diabos caminhamos
como carneiros sem sequer saber
para onde vamos?
IE
S
D
E
 B
ra
si
l S
.A
. 
A
da
pt
ad
o.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
50
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
4
“Eu não vou mais precisar de muita força, vou 
usar todas as que tenho agora” – ele pensou. 
E ele se lembrou das moscas que rebentam 
suas perninhas ao tentarem escapar do mata-
-moscas.”
(KAFKA, Franz. O Processo. 
Porto Alegre: L&PM Pocket, 2007.)
O Controle Social pode ser tomado como 
um conjunto de penalidades e aprovações, 
chamadas também de sanções. Estas são 
aplicadas aos indivíduos pela sociedade 
para assegurar a conformidade das condu-
tas aos modelos estabelecidos. A imagem 
e o texto destacam aspectos relativos:
à garantia de liberdade coletiva pelo uso a) 
da força.
aos anseios idealistas utópicos perante b) 
as convenções sociais.
à natureza imitadora da maioria dos in-c) 
divíduos diante das instituições sociais.
à possibilidade de reação e reversão de d) 
processos condicionantes.
às relações de poder presentes nas so-e) 
ciedades.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
51
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
4
Gabarito
Exercícios de aplicação
1. 
DI. 
BII. 
BIII. 
B2. 
As palavras 3. família, intervém e ridículo são, 
respectivamente, paroxítona terminada em 
ditongo, oxítona terminada em “em”, com 
mais de uma sílaba e proparoxítona. Assim, 
temos, por exemplo, as palavras do texto: ca-
nário, ninguém e ímpeto, respectivamente.
O verbo é “intervêm’’. Observar que o verbo 4. 
é derivado do verbo VIR que, na 3.a pessoa 
do plural, recebe o acento circunflexo.
A5. 
D6. 
Embora o texto apresente também a função 7. 
poética, o que predomina é a função emotiva 
da linguagem. Basta observar que o emissor 
é colocado em destaque por meio de verbos 
e pronomes em 1.a pessoa.
Questões de 
processos seletivos
C1. 
C2. 
A3. 
D4. 
A5. 
C6. 
E7. 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
52
E
_E
M
_1
_LIP
_0
0
4
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
53
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
5
	Informações implícitas 
no texto
Introdução
Ao lermos determinados textos, é possível 
observar que algumas informações vêm de 
forma implícita, isto é, não aparecem escritas, 
mas subentendidas. É necessário que saibamos 
também ler nas entrelinhas do texto.
Ainda veremos, nesta unidade, questões re-
levantes relativas à ortografia das palavras homô-
nimas e parônimas, além das diferentes grafias 
do porquê. Por fim, analisaremos a importante 
questão da coesão e coerência textual que muito 
contribuirá para a escrita de um bom texto.
Abordagem teórica
Informações 
implícitas no texto
Leia com atenção a frase:
“Comprei um carro nacional, 
mas me sinto motorizado.”
Podem-se observar duas informações ex-
plícitas:
que o falante comprou um carro nacional; •
que o falante não se sente a pé. •
Também é possível perceber a crítica do fa-
lante à indústria automobilística nacional, quan-
do ele une as duas informações com “mas”. Em 
outras palavras, embora tenha comprado um 
carro “sem qualidade”, já não anda a pé.
Além daquilo que diz explicitamente, um 
texto pode passar informações que se apre-
sentam subentendidas ou pressupostas. Uma 
boa leitura é aquela capaz de identificar todos 
esses aspectos.
Informações pressupostas
São as informações percebidas por meio 
de algumas palavras ou expressões contidas 
na frase.
Veja:
Eu falava francês.
A frase expõe de forma explícita que eu, em 
algum tempo, dominei o idioma francês, mas de 
maneira implícita informa que atualmente não 
falo mais.
Os indicadores dos pressupostos podem 
ser observados por meio de alguns recursos 
linguísticos, como, por exemplo:
alguns • verbos: “A briga tornou-se pública.”
 Note que o pressuposto é que antes a 
briga não era notória.
alguns advérbios: “ • Ainda não recebemos 
a visita dele.”
 Neste caso, pressupõe-se que a visita 
já deveria ter acontecido, ou então vai 
acontecer em outra data.
algumas preposições: “ • Até o presidente 
paga imposto.”
 Aqui, o pressuposto é que o presidente 
não deveria pagar imposto.
Informações subentendidas
Na construção de uma frase, os subenten-
didos são aquelas insinuações que existem por 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
54
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
5
trás de uma afirmação. Se você está numa sala 
fechada e comenta: “Como está quente hoje!”, 
na verdade, está pedindo para abrir portas e 
janelas.
A diferença entre o pressuposto e o suben-
tendido é a seguinte:
Pressuposto – é a ideia que não admite 
contestação nem do emissor nem do receptor.
Subentendido – a interpretação fica por 
conta do receptor, ou seja, ele a entende como 
quiser.
Significação das 
palavras
Quanto ao sentido as palavras podem ser:
Sinônimas • – quando apresentam ideias 
semelhantes: lindo = belo = bonito.
Antônimas • – quando apresentam ideias 
opostas: sorte X azar.
Homônimas • :
perfeitas: mesma grafia e pronún- •
cia, mas sentidos diferentes: morro 
(subst.) – morro (verbo).
homófonas: mesma pronúncia, mas •
grafia e significados diferentes: caçar 
(pronúncia) – cassar (anular).
homógrafas: mesma grafia, mas pro- •
sódia diferente: governo (subst.) – go-
verno (verbo).
Parônimas • – são palavras muito pa-
recidas na grafia e na pronúncia, mas 
com significados bem distintos: ratificar 
(confirmar), retificar (corrigir); tráfego 
(trânsito), tráfico (comércio ilícito).
Palavras 
homônimas e 
parônimas
Significado
absolver inocentar, perdoar
absorver sorver, consumir, esgotar
Palavras 
homônimas e 
parônimas
Significado
acento tom de voz, sinal gráfico
assento lugar de sentar-se
acerca de sobre, a respeito de
cerca de aproximadamente
há cerca de faz
afim de semelhante a, parente de
a fim de para
amoral indiferente à moral
imoral
contra a moral, libertino, 
devasso
aprender instruir-se
apreender assimilar
arrear pôr arreios
arriar abaixar, descer
cavaleiro
aquele que sabe andar a 
cavalo
cavalheiro homem educado
cela pequeno quarto de dormir
sela arreio
censo recenseamento
senso raciocínio, juízo claro
cerrar fechar
serrar cortar
cessão ato de ceder
seção ou secção corte, divisão
sessão reunião
cheque ordem de pagamento
xeque
lance de jogo de xadrez; peri-
go; chefe de tribo
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
55
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
5
Palavras 
homônimas e 
parônimas
Significado
comprimento extensão
cumprimento saudação; execução
concerto sessão musical; acordo
conserto reparo
deferimento concessão
diferimento adiamento
delatar denunciar
dilatar alargar, ampliar
descrição ato de descrever, expor
discrição reserva, qualidade de discreto
descriminar inocentar
discriminar distinguir
despensa lugar de guardar mantimentos
dispensa isenção, licença
emergir vir à tona
imergir mergulhar
emigrar sair da pátria
imigrar
entrar num país estranho para 
nele morar.
eminente notável, célebre, elevado
iminente próximo, prestes a acontecer
flagrante evidente
fragrante perfumado
incipiente principiante
insipiente ignorante
inflação
desvalorização do dinheiro; 
expansão
infração violação, transgressão
Palavras 
homônimas e 
parônimas
Significado
infligir aplicar pena ou castigo
infringir
transgredir, violar, não respei-
tar
ótico relativo ao ouvido
óptico relativo à visão
tacha pequeno prego
taxa imposto, porcentagem
tráfego movimento, trânsito
tráfico comércio lícito ou não
viagem substantivo
viajem verbo
Mas X mais – mau X mal
As palavras mas e mais e mau e mal são 
palavras homônimas e muitas vezes causam 
dificuldade na hora de serem usadas.
Mas X mais
Mas: conjunção que expressa oposição. 
Tem o mesmo significado de porém, contudo, 
entretanto, no entanto.
Ex.: Gosto do Brasil, mas não gosto de seus 
governantes.
Mais: expressa quantidade ou intensidade. 
É o oposto de MENOS.
Ex.: Quero mais café, por favor.
Gosto mais de você do que ele.
Mau X mal
Mau: adjetivo, oposto de bom.
Ex.: Ele é muito mau.
Mal: advérbio, oposto de bem.
Ex.: Ela está muito mal.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
56
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
5
Grafia dos porquês
Existem diferentes formas de grafar o por-
quê. Observe:
Por que – grafa-se separado e sem acento 
em duas situações:
início de frase interrogativa. •
Ex.: Por que devo aprender isto?
quando puder ser substituído pelas •
expressões “pelo qual”, “pela qual”, 
“pelos quais”, “pelas quais” ou quando 
subentender-se “o motivo”, “a razão”.
Ex.: Eis por que devo aprender isto. (Eis o 
motivo pelo qual devo aprender isto).
Por quê – grafa-se separado e com acen-
to no final do período interrogativo.
Ex.: Devo aprender isto por quê?
Porque – grafa-se junto e sem acento 
quando for empregado em respostas.
Ex.: Devo aprender isto porque é impor-
tante para a escrita.
Porquê – grafa-se junto e com acento 
quando vier antecipado de elementos 
determinantes do substantivo, como 
artigos e pronomes, por exemplo.
Ex.: Dê-me o porquê dessa situação.
Coesão textual
Observe com atenção:
“Vovô é um homem muito trabalhador, mas 
passa o dia inteiro deitado na rede.”
Como pode ser trabalhador e passar o dia 
deitado na rede? A ideia está organizada de modo 
incoerente. O que se quis dizer, provavelmente, 
é que o vovô sempre foi muito trabalhador, mas 
por estar aposentado, passa os dias na rede.
Agora, leia:
Como muita carne, apesar 
que gosto muito.
Temos aí um exemplo de frase que apresen-
ta um erro de coesão pelo emprego de apesar 
que. Ora, apesar emprega-se quando se deseja 
contrariar o que se afirmou anteriormente. As-
sim, poderíamos dizer:
Como muita carne, apesar 
de não gostar muito.
ou
Como muita carne, porque 
gosto muito.
A coesão e a coerência são aspectos muito 
importantes para que o textoapresente a sua 
maior qualidade: a clareza da ideia. O que vem 
a ser coesão e coerência? Na verdade, são dois 
aspectos de um mesmo fenômeno. Um texto 
sem coesão leva-o a ser também incoerente.
Coesão – é o aspecto do texto que se obser-
va quando quem o escreve emprega adequada-
mente os recursos necessários para “costurar” 
as ideias. Há vários elementos que garantem a 
coesão textual:
o emprego correto dos tempos e modos •
verbais; o emprego adequado dos prono-
mes, preposições, conjunções e artigos.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
57
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
5
Palavras... 
Seus significados... e significados...
Estou doente,
muito doente.
O que é
que você
tem?
Não sei...
me dá um calafrio,
um tremor... fico todo 
pintado...AI!
Calma
vamos para 
um hospital!
Ufa!
Passou! Passou?
É...
Passou 
para você.
IE
S
D
E
 B
ra
si
l S
.A
. 
A
da
pt
ad
o.
Um comitê de
camponeses veio se 
queixar dos impostos.
Eles dizem que já estão
enforcados.
Enforque-os.
IE
S
D
E
 B
ra
si
l S
.A
. 
A
da
pt
ad
o.
trouxe pra você!
É um disco de chorinho! buÁÁÁ!!!
IE
S
D
E
 B
ra
si
l S
.A
. 
A
da
pt
ad
o.
para saber mais
Exercícios resolvidos
Aponte a alternativa correta quanto ao em-1. 
prego da palavra em destaque:
Os enlatados estão guardados na a) dis-
pensa.
Compramos ingresso para a b) seção de 
cinema.
Como era pessoa reservada pedimos c) 
descrição.
Este perfume é d) flagrante.
O juiz e) infligiu a pena máxima ao réu.
Solução ` : E
Na alternativa A dever-se-ia empregar despensa, 
pois dispensa é do verbo dispensar (desobrigar). 
Já na alternativa B, a palavra correta é sessão 
(tempo), pois seção quer dizer departamento. 
Exemplo: Na loja há uma seção de brinquedos. 
A palavra correta, na alternativa C, é discrição 
(de discreto), uma vez que descrição vem de 
descrever. O perfume só pode ser fragrante (de 
fragrância), pois flagrante é palavra que significa 
surpresa. Na alternativa E usou-se a palavra ade-
quada, pois infligir significa aplicar. Não se deve 
confundir com infringir que significa desacatar, 
desobedecer.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
58
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
5
Assinale a alternativa correta quanto ao 2. 
emprego do porquê.
Por quêa) José saiu?
Não sei b) porque José saiu.
Gostaria muito de saber o c) porque da sa-
ída de José.
José saiu d) por que precisava ir ao banco.
José saiu. e) Por quê?
Solução ` : E
Em A, a palavra deveria estar sem acento por-
que está no início do período interrogativo. Em 
B, deveria estar escrito separado, uma vez que 
se pode subentender o motivo, a razão (não 
sei a razão por que ou pela qual saiu). Em C, 
temos a palavra precedida por um artigo (o), o 
que a torna um substantivo, devendo, portanto, 
estar acentuada. Em D, a palavra funcionando 
como resposta, justificativa, deveria ser grafada 
junto e sem acento. A alternativa correta, neste 
exercício, é E.
Exercícios de aplicação
Leia o texto e responda às questões.1. 
Bomba atômica que aterra!
Pomba atômica da paz!
Pomba tonta, bomba atômica
Tristeza, consolação
Flor puríssima do urânio
Desabrocha no chão
Da cor pálida do hélium
E odor de rádium fatal
Loelia mineral carnívora
Radiosa rosa radical
Nunca mais, oh bomba atômica
Nunca, em tempo algum, jamais
Seja preciso que mates
Onde houver morte demais:
Fique apenas tua imagem
Aterradora miragem
Sobre as grandes catedrais:
Guarda de uma nova era
Arcanjo insigne da paz!
A bomba atômica
Vinicius de Moraes
A bomba atômica é triste
Coisa mais triste não há
Quando cai, cai sem vontade
Vem caindo devagar
Tão devagar vem caindo
Que dá tempo a um passarinho
De pousar nela e voar...
Coitada da bomba atômica
Que não gosta de matar!
Coitada da bomba atômica
Que não gosta de matar
Mas que ao matar mata tudo
Animal e vegetal
Que mata a vida da terra
E mata a vida do ar
Mas que também mata a guerra...
Urânio: metal radioativo.
Hélium: gás incolor, usado como compo-
nente de atmosfera inerte e enchimento de 
balões.
Rádium: elemento radioativo, metálico, 
branco prateado.
Loelia: gênero de orquídeas (flor).
Insigne: notável, extraordinário, importante.
Qual é o tema em destaque?I. 
A bomba atômica é apresentada no II. 
poema por meio de imagens surpreen-
dentes. Destaque dois versos em que 
isso se dá.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
59
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
5
Essas imagens estão a serviço de uma III. 
mensagem que o autor nos pretende 
passar. Em sua opinião, qual é?
Assinale a série em que há uma palavra 2. 
que não pode, em princípio, ser conside-
rada como pertencente ao mesmo campo 
sinonímico das demais, ainda que por se-
melhança.
Calma – sossego – inércia.a) 
Regularidade – ordem – harmonia.b) 
Consequência – resultado – efeito.c) 
Origem – princípio – embrião.d) 
Pequenez – escassez – deterioração.e) 
Assinale onde se erra o uso do porquê.3. 
Falou comigo desse jeito, por quê?a) 
Por que falou desse jeito?b) 
Quero saber porque falou desse jeito.c) 
Quero saber o porquê de ter falado des-d) 
se jeito.
Falou desse jeito porque estava zangado.e) 
Complete as frases abaixo com uma das 4. 
palavras entre parênteses.
O preso fugiu da _________________. (cela, 
sela)
A moça sempre usa cabelo _________________. 
(comprido, cumprido)
Paguei as _________________ luz e telefone. 
(taxa, tacha)
Meu carro nunca foi ao _________________. 
(concerto, conserto)
O diretor _________________ o requerimento. 
(diferiu, deferiu)
Use o dicionário, se preciso, para encontrar 5. 
a diferença de significado que há entre:
chá: ___________________________________a) 
Xá: ____________________________________
eminente: _____________________________b) 
iminente: ______________________________
cozer: ________________________________c) 
coser: ________________________________
cerrar: _________________________________d) 
serrar: _________________________________
Ligue as palavras a seus sinônimos.6. 
remoto levantar
repulsivo acostumado
afeito afastado
fútil repelente
suscitar frívolo
Reescreva as frases abaixo, de modo a cor-7. 
rigir os problemas de coesão e coerência:
Embora todos o conheçam e apesar de a) 
conviverem com ele há pouco tempo, 
ninguém sabe se é casado.
Para não ser mordido, o cão teve de fi-b) 
car acorrentado.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
60
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
5
Questões de 
processos seletivos
(UCPEL-RS)1. 
______________________ saíste mais cedo?
Nem eu sei______________________
Talvez o____________ deva ser esclarecido.
Eis___________________ devemos conversar.
por que – porquê – por que – por quê.a) 
por quê – porquê – por que – por que.b) 
porquê – por quê – por que – por que.c) 
por quê – por que – por que – porquê.d) 
por que – por quê – porquê – por que.e) 
(ITA-SP) Os sinônimos de 2. ignorante, ini-
ciante, sensatez e confirmar são, respec-
tivamente:
incipiente – insipiente – descrição – re-a) 
tificar.
incipiente – insipiente – discrição – ra-b) 
tificar.
insipiente – incipiente – descrição – ra-c) 
tificar.
insipiente – incipiente – discrição – ra-d) 
tificar.
incipiente – insipiente – descrição - ra-e) 
tificar.
(Alfenas-MG) O novo ______________________ 3. 
da população cometeu ______________________ 
equívoco ao desconsiderar significativo 
percentual de ______________________ que 
entraram no país nos últimos anos.
censo – fragrante – emigrantes.a) 
censo – flagrante – emigrantes.b) 
senso – fragrante – emigrantes.c) 
senso – flagrante – imigrantes.d) 
censo – flagrante - imigrantes.e) 
(Fuvest) No último ______________________ or-4. 
questra sinfônica, houve ____________________ 
entre os convidados, apesar de ser uma 
festa ____________________.
conserto, flagrantes descriminações, a) 
beneficente.
concerto, flagrantes discriminações,be-b) 
neficiente.
conserto, flagrantes descriminações, c) 
beneficiente.
concerto, flagrantes discriminações, be-d) 
neficente.
(UFPR) Complete as lacunas, usando ade-5. 
quadamente mas, mais, mal ou mau.
Pedro e João _______ entraram em casa, 
perceberam que as coisas não estavam 
bem, pois sua irmã caçula escolhera um 
_______ momento para comunicar aos pais 
que iria viajar nas férias; _______ seus dois 
irmãos deixaram os pais _______ sossegados 
quando disseram que a jovem iria com as 
primas e a tia.
Mau, mal, mais, mas.a) 
Mal, mal, mas, mais.b) 
Mal, mau, mas, mais.c) 
Mal, mau, mas, mas.d) 
Mau, mau, mas, mais.e) 
(Unicamp) Leia atentamente.6. 
A chuva salvou o GP Brasil. Vinte minu-
tos de toró, mais uma brilhante corrida de 
Ayrton Senna, transformaram um passeio 
de Alain Prost num pesadelo molhado. O 
francês da Williams foi derrotado pela água. 
[...] Para ganhar a corrida de Interlagos, 
Senna contou com sorte, perícia, uma táti-
ca bem traçada e, sobretudo, uma burrada 
sem tamanho de Alain Prost. O nanico, que 
largou na pole, fazia uma prova sem sustos, 
liderava com tranquilidade e só perderia se 
um raio caísse em sua cabeça. Aconteceu 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
61
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
5
quase isso. Na 30.a a passagem, debaixo 
de um belo aguaceiro, não parou para 
colocar pneus “biscoito” e no fim da Reta 
dos Boxes perdeu o controle de seu carro, 
batendo no Minardi de Christian Fittipaldi.
(Folha de S.Paulo, 29 mar. 1993)
Há no texto várias palavras e expressões 
ligadas à chuva, como toró, água, molha-
do, aguaceiro etc. Ao empregá-las o autor 
procurou:
relatar um acontecimento previsível, ve-a) 
rificado durante o GP Brasil.
apresentar a chuva inesperada como b) 
único fator da derrota de Prost.
apresentar dois pontos de vista com re-c) 
lação ao fenômeno da chuva: um, ligado 
ao vencido, outro, ao vencedor.
conseguir efeitos estilísticos que tornas-d) 
sem o texto mais preciso e elegante.
demonstrar que, às vezes, a providência e) 
divina faz sua própria justiça.
Explique a existência das formas 7. cessão, 
seção ou secção e sessão.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
62
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
5
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
63
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
5
Exercícios de aplicação
1. 
A bomba atômica e seus efeitos.I. 
Os versos 8/9; verso 18; verso 35.II. 
A bomba, apesar dos males que cau-III. 
sou à humanidade, deve ser por essa 
mesma razão vista como uma “guardiã 
da paz’’.
E2. 
C3. 
cela4. 
comprido
taxa
conserto
deferiu
5. 
chá: bebida.a) 
Xá: título do imperador do Irã.
eminente: notável, célebre.b) 
iminente: prestes a acontecer.
cozer: cozinhar.c) 
coser: costurar.
cerrar: fechar.d) 
serrar: cortar.
6. 
remoto afastado
repulsivo repelente
suscitar levantar
afeito acostumado
fútil frívolo
7. 
Embora todos o conheçam e apesar de a) 
conviverem com ele há muito tempo, 
ninguém sabe se é casado.
Para não ser mordido, ele teve de acor-b) 
rentar o cão.
Questões de 
processos seletivos
E1. 
D2. 
E3. 
D4. 
C5. 
D6. 
As diferenças ortográficas provêm de dife-7. 
renças etimológicas entre as palavras: ces-
são – “ato de ceder”, “doação”, “anuência”; 
seção ou secção – “parte”, “corte”, “depar-
tamento”; sessão – “reunião”, “período de 
tempo que dura uma atividade normalmente 
realizada em grupo”.
Gabarito
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
64
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
5
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
65
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
6
	Os discursos da narrativa
Introdução
Você verá nesta unidade que ao narrar um 
fato pode-se utilizar ou não o diálogo para regis-
trar a fala da(s) personagem(ns). Isso significa 
que o narrador dispõe de diferentes formas 
de discurso. Quando o narrador mistura esses 
discursos o texto se torna mais leve e mais 
saboroso para o leitor.
Também verá o emprego da crase, um sinal 
que pode até mudar o sentido da frase quando 
não empregado adequadamente.
A questão da coerência verbal fecha esta 
unidade, mostrando a importância de estabe-
lecer relações de sentido às diferentes partes 
do texto.
Abordagem teórica
Os discursos da narrativa
Na narrativa há três formas de manifestar 
a fala das personagens através dos discursos: 
direito, indireto e indireto livre.
Discurso direto
O discurso direto é marcado na escrita, 
geralmente, com o travessão e acontece nos 
diálogos. É a apresentação textual das palavras 
das personagens.
Veja:
– Como vai você, criatura?!
O homem franzino levou um susto e res-
pondeu friamente:
– Estava muito bem até agora.
Discurso indireto
O discurso indireto acontece quando o 
narrador emprega as próprias palavras para ex-
pressar a fala das personagens. Observe como 
a narração anterior ficaria se estivesse em forma 
de discurso indireto:
Veja:
Ele perguntou ao homem franzino como 
estava passando. Assustado, o outro respondeu 
friamente que estava muito bem até aquele 
momento.
Discurso indireto livre
É a representação da “fala” interior da 
personagem, diretamente incluída na linguagem 
do narrador.
Observe:
Justamente hoje que ele não queria encon-
trar ninguém! Tinha de aparecer um sujeito com 
quem não queria se encontrar? Não teve como 
ignorar a pergunta do outro, mas respondeu 
friamente. Isso! Era mesmo para o abelhudo 
entender que não estava para conversa. Com 
ninguém! Ninguém, entendeu?
O emprego da crase
Dá-se o nome de crase à fusão de dois sons 
vocálicos iguais: a (artigo) + a (preposição).
Assinala-se a crase com o acento grave (`) 
sobre o a.
O fenômeno ocorre quando a preposição a 
encontra-se com o artigo a.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
66
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
6
Veja:
Entreguei o documento • a a secretaria.
Entreguei o documento • à secretaria.
Isso acontece porque o verbo entregar 
pede a preposição a, e o substantivo secretaria 
admite o artigo a.
Casos em que pode ocorrer crase:
Antes de palavra feminina que admita •
artigo.
Ex.: Adaptei-me à cidade.
Obs.: uma forma bem prática para saber 
se ocorre crase diante de uma palavra 
feminina é substituir essa palavra por 
outra masculina (não é necessário que 
seja sinônimo). Se antes da palavra 
masculina ocorrer ao, então emprega-se 
a crase. Veja:
Adaptei-me a cidade. (cidade = palavra •
feminina)
Adaptei-me ao colchão. (colchão = pala- •
vra masculina)
Assim:
Adaptei-me • à cidade.
Observe agora:
Vendi a casa. (casa = palavra feminina) •
Vendi o carro. (carro = palavra masculina) •
Logo:
Vendi • a casa. (sem crase porque, neste 
caso, o a é apenas artigo)
Antes de alguns nomes de localidades, •
quando esses admitirem o artigo a.
Veja:
Viajarei • à Colômbia.
Mas:
Viajarei • a Curitiba.
Obs.: uma forma de não errar esta regra 
é empregar este artifício:
Se vou e volto da, crase há;
Se vou e volto de, crase pra quê?
Então:
Volto • da Colômbia. Logo: Vou à Colôm-
bia.
Volto • de Curitiba. Logo: Vou a Curitiba.
Observação
Haverá crase se o nome da localidade 
vier modificado por algumas expressões.
Observe:
Vou a • bela Curitiba. = Volto da bela 
Curitiba.
Assim:
Vou • à bela Curitiba.
Antes de numeral, seguido da palavra •
hora, mesmo que ela esteja apenas 
subentendida:
Ex.: Cheguei às seis horas.
Cheguei às seis. (horas)
Antes de substantivo, quando se puder •
subentender as expressões à moda de 
ou à maneira de:
Ex.: Usava saltos à Luís XV. (à moda de 
Luís XV)
Obs.: é o único caso em que se admite 
o uso de crase antes de palavra mas-
culina.
Ex.: Referia-me aquele rapaz. = Referia- 
-me a este rapaz.
Logo:
Referia-me àquele rapaz.
Nas locuções adverbiais, prepositivase •
conjuntivas:
adverbiais • : às cegas, às claras, às 
escondidas, à toa, às pressas, às 
vezes, à direita, à esquerda, à noite, 
à força etc.
Ex.: O vendedor apareceu ontem à 
tarde.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
67
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
6
prepositivas • : à espera de, à beira de, 
à vista de, à semelhança de etc.
Ex.: Ficou à espera de um convite.
conjuntivas • : à medida que, à propor-
ção que.
Ex.: Aumentava o pavor, à medida que 
anoitecia.
Casos especiais de uso da crase:
Antes da palavra • casa, se esta vier de-
terminada:
Retornou • à casa paterna.
Mas:
Foi • a casa apenas para apanhar a mala.
Antes da palavra • terra, se esta não for 
antônimo de bordo.
Retornou • à terra natal.
Mas:
Os marinheiros vieram • a terra.
Não se emprega a crase:
Antes de palavra masculina. •
Ex.: Andar a cavalo.
Antes de artigo indefinido. •
Ex.: Viajou a uma cidade estranha.
Antes de verbo. •
Ex.: Passa os dias a sonhar.
Antes de pronomes de tratamento. •
Ex.: Enviamos a Vossa Senhoria a enco-
menda.
Antes de pronomes indefinidos, pessoais •
e demonstrativos.
Ex.: Não peça ajuda a ninguém.
Nada disse a ela.
Não veio a esta reunião.
Depois de preposição. •
Ex.: Ele esteve perante a comissão.
Quando o • a estiver antes de palavra no 
plural.
Ex.: Não vou a festas.
Antes da palavra • distância, a não ser que 
ela venha determinada.
Ex.: Fiquei observando a distância.
Mas:
Ex.: Fiquei observando à distância de 
cem metros.
Diante de palavras repetidas: • cara a 
cara, face a face etc.
Coerência textual
A coerência textual é a relação que se es-
tabelece entre as partes do texto e está ligada 
aos seguintes aspectos:
o emprego correto dos recursos coesi- •
vos.
a adequação da linguagem (registro); •
conforme os objetivos de cada texto, o 
destinatário, o emissor e o suporte em 
que o texto é escrito.
a organização como um todo, em que •
devem estar delimitados o início, o meio 
e o fim do texto.
Observe:
Nunca havíamos tido um inverno tão 
rigoroso. A temperatura sempre abaixo 
de zero fazia as mãos tremerem. Resolvi, 
então, sair e enfrentar o sol que queimava 
na pele para buscar lenha...
Não é difícil concluir por que esse texto 
apresenta uma incoerência. Provavelmente, o 
narrador quisesse dizer que “apesar do sol, o 
vento queimava a pele”.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
68
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
6
Para saber mais
PRATO
FEITO’S
descobri que sou sujeito a acidentes
nas segundas-feiras de manhã...
sempre me choco com a realidade.
IE
S
D
E
 B
ra
si
l S
.A
. 
A
da
pt
ad
o.
Observe na fala da personagem a presença do a preposição, em “a acidentes” e do a ar-
tigo, em “a realidade”. Note também que não se empregou a crase no primeiro caso, porque o 
a antecede uma palavra no plural e, ainda, a palavra é masculina.
Exercícios resolvidos
Assinale a alternativa correta quanto ao 1. 
emprego da crase.
A família recolheu-se a hora de costume.a) 
Foi à loja e fez um estrago na conta ban-b) 
cária.
Estive cara à cara com o ladrão.c) 
Nunca gostei de andar à pé.d) 
Solução ` :
Emprega-se a crase antes da palavra a) hora.
Alternativa correta. Podemos dizer: “Foi ao b) 
mercado”. Observe que antes da palavra 
masculina ocorreu ao.
Não se emprega crase com palavras repe-c) 
tidas.
Não se emprega crase antes de palavra d) 
masculina (o pé).
Preencha as lacunas com 2. a, as, à ou às:
Você já aprendeu ___ ver a beleza das a) 
flores?
Iremos ___ Brasília falar com o ministro.b) 
Os pivetes atacaram-se ___ pedradas.c) 
___ portas ficarão abertas ___ você e ___d) 
pessoas interessadas no assunto.
Os bombeiros permaneceram ___ distân-e) 
cia de dez metros do fogo.
Solução ` :
A ver a) – não se emprega crase antes de ver-
bo.
 A beleza – este a é apenas um artigo. Tente 
substituir a palavra beleza por uma palavra 
masculina e verá que não ocorre ao.
Observe: volto b) de Brasília. Volto de, crase 
pra quê?
Nesta alternativa o c) a vem antes de palavra 
no plural. Por isso não recebe o acento da 
crase.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
69
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
6
As d) portas – aqui também As é apenas arti-
go, como em “a beleza” da alternativa A.
 a você – não se emprega crase antes de 
pronome de tratamento.
 às pessoas – substitua pessoas por uma 
palavra masculina e verá que antes desta 
ocorrerá aos.
àe) distância de – emprega-se a crase porque 
a palavra distância está determinada: “de 
dez metros”.
Exercícios de aplicação
Leia o texto e responda às questões.1. 
– Ah, isto está sim senhor.
– Quando é que tem leite?
– Quando o leiteiro vem.
– Tem ali um sujeito comendo coalhada. 
É feita de quê?
– O quê: coalhada? Então o senhor não 
sabe de que é feita a coalhada?
– Está bem, você ganhou. Me traz um 
café com leite sem leite. Escuta uma coisa: 
como é que vai indo a política aqui na sua 
cidade?
– Sei dizer não senhor: eu não sou da-
qui.
– E há quanto tempo o senhor mora 
aqui?
– Vai para uns quinze anos. Isto é, não 
posso garantir com certeza: um pouco mais, 
um pouco menos.
– Já dava para saber como vai indo a 
situação, não acha?
– Ah, o senhor fala a situação? Dizem 
que vai bem.
– Para que partido?
– Para todos os partidos, parece.
– Eu gostaria de saber quem é que vai 
ganhar a eleição aqui.
– Eu também gostaria. Uns falam que 
é um, outros falam que é outro. Nessa 
mexida...
– E o prefeito?
– Que é que tem o prefeito?
– Que tal é o prefeito daqui?
– O prefeito? É tal e qual eles falam.
– Que é que falam dele?
– Dele? Uai, esse trem todo que falam 
de tudo quanto é prefeito.
– Você, certamente, já tem candidato.
– Quem, eu? Estou esperando as pla-
taformas.
Conversinha mineira
Fernando Sabino
– É bom mesmo o cafezinho daqui, meu 
amigo?
– Sei dizer não senhor: não tomo café.
– Você é dono do café, não sabe di-
zer?
– Ninguém tem reclamado dele não 
senhor.
– Então me dá café com leite, pão e 
manteiga.
– Café com leite só se for sem leite.
– Não tem leite?
– Hoje não, senhor.
– Por que hoje não?
– Porque hoje o leiteiro não veio.
– Ontem ele veio?
– Ontem não.
– Quando é que ele vem?
– Tem dia certo não senhor. Às vezes 
vem, às vezes não vem. Só que no dia que 
devia vir em geral não vem.
– Mas ali fora está escrito “Leiteria”!
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
70
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
6
– Mas tem ali o retrato de um candida-
to dependurado na parede, que história é 
essa?
– Aonde, ali? Ué, gente: penduraram 
isso aí...
Ninguém tem reclamado dele não senhor.d) 
As frases a seguir precisam ser reorganizadas 3. 
para se tornarem coerentes. Reescreva-as.
O telefone tocou ao entrar no quarto para 
apanhar a chave.
Há os que acreditam que as vacas são 
sagradas e, por isso, passeiam livremente 
pelas ruas.
A imprensa é mais uma realização do ho-
mem que sofreu, desde a sua descoberta, 
gradativos aperfeiçoamentos.
Numere a 2.4. a coluna de acordo com a 1.a, 
para justificar a ausência da crase.
( 1 ) Vistoriei a sala de ponta a ponta.
( 2 ) Não há ninguém igual a ela.
( 3 ) Amanhã voltarás a sorrir.
( 4 ) Daremos graças a Deus.
( 5 ) Não ligue a boatos.
palavra masculina. )(
verbo. )(
pronome pessoal. )(
palavras repetidas. )(
palavra no plural. )(
Que relação tem o título com a história?a) 
O que é narrado na história?b) 
Como você descreveria cada persona-c) 
gem?
Que conclusões são pertinentes a partir d) 
da história?
Passe para o discurso indireto.2. 
É bom mesmo o cafezinho daqui, meu a) 
amigo?
Sei dizer não senhor: não tomo café.b) 
Você é o dono do café, não sabe dizer?c) 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
71
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
6
Complete as frases com 5. a, as,à ou às.
Daqui ____ pouco chegarão ____ duas a) 
alunas.
Ficou ____ olhar tristemente para ____ b) 
janela.
____ prova será ____ dez horas.c) 
____ vezes compro ____ vista, outras ve-d) 
zes ____ prazo.
Ando ____ espera de boas notícias.e) 
Depois do sinal, vire ____ direita.f) 
Coloquei o armário ____ esquerda da g) 
porta.
Gosto de camarão ____ baiana.h) 
____ duas moças chegaram ____ noite.i) 
Quase não ____ vejo sorrir.j) 
Justifique o único caso de crase que aparece 6. 
no texto “Conversinha mineira”.
Leia as frases abaixo e empregue o sinal da 7. 
crase, quando necessário.
Quando a miragem do sol se desfez, a) 
aloucada subiu a torre e ficou a gar-
galhar, a espera de que todos a ouvis-
sem.
Levantam-se as cinco horas e ficam cara b) 
a cara com a enxada.
A medida que a fé aumenta, o coração c) 
torna-se mais sereno.
Irei a Teresópolis e a Petrópolis, mas d) 
antes conhecerei a bela Curitiba e tam-
bém viajarei a Bahia.
Proposta de redação
Imagine que você seja o interlocutor do dono 
da leiteria no conto de Fernando Sabino, “Conver-
sinha mineira”. Depois de ter tomado seu café 
com leite, sem leite, e sair da leiteria, escreva um 
e-mail a um amigo contando o que se passou na 
leiteria e sua opinião sobre essa situação.
Questões de 
processos seletivos
(ITA) Assinale a série que completa correta-1. 
mente a frase.
Na velha fazenda, ____ que cheguei ____ 
nove horas e que percorri ____ cavalo, vi fer-
ramentas expostas ____ chuva e plantações 
abandonadas ____ formigas.
à – às – a – à – às.a) 
a – as – à – a – às.b) 
a – às – a – à – às.c) 
à – às – à – a – as.d) 
(PUC-SP) Observe as locuções em negrito:2. 
Se eu soubesse escrever I. à máquina.
O cavaleiro o seguia II. a meia marcha.
Costumava vestir-se III. à moderna.
Ele escrevia IV. à luz da gramática.
Quanto à crase:
estão corretas somente as duas primeiras.a) 
estão corretas somente as duas últimas.b) 
estão corretas somente a primeira e a c) 
última.
nenhuma está correta.d) 
todas estão corretas.e) 
(UEL-PR) De volta ____ escola, os alunos 3. 
puseram-se, mesmo que, ____ duras penas, 
____ disposição do diretor.
à, à, à.a) 
à, à, a.b) 
a, à, a.c) 
à, a, à.d) 
à, a, a.e) 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
72
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
6
(UEPG-PR) Chegou ____ escola e perguntou 4. 
____ uma funcionária ____ quem deveria en-
tregar ____ folha de papel.
a, à, a, a.a) 
à, a, à, a.b) 
a, a, à, a.c) 
à, a, a, a.d) 
a, à, à, a.e) 
(CEFET-PR) Marque a alternativa em que 5. não 
houve erro quanto à omissão ou presença 
do acento da crase.
Estando à bordo ou tendo descido a ter-a) 
ra, era sempre o mesmo: resmungão.
Às custas da firma, consertou, as ocul-b) 
tas, a sua própria máquina.
Se ele vai a festas, a ninguém cumpri-c) 
menta, nem mesmo a ela.
Quanto à moda, hoje, parece que não d) 
há mais roupa específica a homem ou 
a mulher.
A banca não tolerava discursos a Rui Bar-e) 
bosa, nem mesmo a luz da sabedoria.
(FCC) As duas rivais achavam-se frente ____ 6. 
frente; mas para surpresa de todos que ____ 
viam, as duas puseram-se ____ rir.
a, às, a.a) 
a, as, a.b) 
à, às, a.c) 
a, as, à.d) 
à, as, a.e) 
(UEM. Adaptado) O acento grave, nos exem-7. 
plos a seguir, altera o sentido da frase. 
Explique cada caso.
Despediu-se a francesa.a) 
Despediu-se à francesa.b) 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
73
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
6
Exercícios de aplicação
1. 
O título faz uma brincadeira com o rit-a) 
mo de falar e de ser que se atribui aos 
mineiros, no caso, um ritmo lento, de-
vagar.
O fato é a conversa entre um freguês e b) 
um balconista.
O cliente é pessoa curiosa, indagadora. c) 
O balconista se mostra descansado, 
despreocupado e também demonstra 
não querer comprometer-se com as coi-
sas da cidade.
A resposta é pessoal, mas se espera d) 
que o aluno conclua que o balconista é 
o representante típico da ideia que se 
faz do povo mineiro. O tipo tranquilo, 
caladão, que não se envolve em conver-
sas. Na verdade, o atendente demons-
tra pouco interesse em servir ou não o 
café ao freguês.
Ao passar o diálogo para o discurso indireto, 2. 
temos:
O freguês perguntou se o café daquela lei-
teria era bom mesmo, ao que o balconista 
respondeu que não sabia, pois não tomava 
café. O cliente, estranhando, ainda indagou 
como era possível o balconista não saber se 
ele era o dono do negócio. O rapaz simples-
mente respondeu ao cliente que até aquele 
momento ninguém tinha reclamado.
3. 
Ao entrar no quarto para apanhar a cha-a) 
ve, o telefone tocou.
Há os que acreditam que as vacas pas-b) 
seiam livremente pelas ruas, porque 
são sagradas. Ou:
Há os que acreditam que as vacas, por 
serem sagradas, podem passear livre-
mente pelas ruas.
A imprensa, que sofreu gradativos aper-c) 
feiçoamentos, desde a sua descoberta, 
é mais uma realização do homem.
4 – 3 – 2 – 1 – 54. 
5. 
a, asa) 
a, ab) 
a, àsc) 
à, à, ad) 
àe) 
àf) 
àg) 
àh) 
as, ài) 
aj) 
No texto, o único caso de crase aparece em 6. 
“às vezes”, que é uma locução adverbial.
7. 
____ a miragem ____ à torre ____ a garga-a) 
lhar ____ à espera de ____ a ouvissem.
____ às cinco horas ____ cara a cara ____ b) 
a enxada.
À medida que ____ a fé ____ .c) 
a Teresópolis ____ a Petrópolis ____ a d) 
bela Curitiba ____ à Bahia.
Gabarito
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
74
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
6
Questões de 
processos seletivos
A1. 
E2. 
D3. 
D4. 
C5. 
B6. 
7. 
Uma francesa foi despedida (demitida).a) 
Despediu-se à moda dos franceses.b) 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
75
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
7
	Estrutura das palavras
Introdução
Você verá nesta unidade os elementos 
significativos que contribuem para a formação 
das palavras. Além disso, esse estudo contribui 
para a ampliação de vocabulário nas chamadas 
famílias etimológicas. Espera-se que, a partir 
dele, você adquira melhor compreensão sobre 
como se articulam os elementos que fornecem 
a significação das palavras.
Já os processos de formação de palavras 
são recursos à disposição dos falantes para a 
criação de novos vocábulos. Um desses proces-
sos é a derivação, que exige o conhecimento dos 
prefixos e sufixos, a fim de que se possa perce-
ber todas as potencialidades da nossa língua.
Abordagem teórica
Estrutura das palavras
Morfemas: o morfema é a unidade mínima 
de significação de uma palavra.
Veja, por exemplo, os elementos que com-
põem a palavra “brasileirinhos”:
brasil – radical que designa um país. •
eir(o) – sufixo que indica origem. •
inh – sufixo que indica diminutivo. •
o – desinência que indica masculino. •
s – desinência que indica plural. •
Assim, são considerados morfemas: radi-
cal, afixos (prefixos e sufixos), desinências e 
vogal temática.
Radical: é o elemento mórfico mais impor-
tante, porque é nele que está contido o signifi-
cado básico da palavra.
Na palavra vender, por exemplo, temos o 
radical vend_. A partir dele, podemos formar 
outras palavras como: vendedor, revendedor, 
vendeiro etc.
Palavras cognatas: são palavras formadas a 
partir do mesmo radical, formando uma família de 
palavras. Ex.: luz, reluzir, reluzente, luzinha etc.
Observe outros exemplos de famílias 
etimológicas (família de palavras ou palavras 
cognatas):
moç • o, remoçar, moçada, mocinha
am • or, amante, desamor, amoreco
mar • , marítimo, marinho, marujo
Atenção!
terr • a, terreiro, aterro, enterrar: palavras 
que pertencem à mesma família.
Mas:
terror • : nada tem a ver com a família da 
palavra terra.
Afixos: são elementos mórficos significati-
vos que se agregam ao radical, formando novas 
palavras. São afixos:
prefixos – vêm antes do radical. Ex.: •
anormal, desfazer, pré-escola etc.
sufixos – vêm depois do radical. Ex.: ca- •
samento,brasileiro, dentista etc.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
76
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
7
Prefixos latinos
Prefixos Latinos Sentido Exemplos
AB-, ABS- afastamento; separação abuso, abster-se, abdicar
AD-, A- aproximação; tendência; direção adjacente, adjunto, admirar, agregar
AMBI- duplicidade ambivalência, ambidestro
ANTE- posição anterior antebraço, anteontem, antepor
BENE-, BEN-, BEM- bem; muito bom
benevolência, benfeitor, bem-vindo, 
bem-estar
BIS-, BI- duas vezes
bisavô, biconvexo, bienal, bípede, 
biscoito
CIRCUM-, CIRCUN- ao redor; movimento em torno circunferência, circum-adjacente
CONTRA- oposição; ação contrária contra-ataque, contradizer
COM-, CON-, CO- companhia; combinação
compartilhar, consoante, contempo-
râneo, coautor
DE-, DES-, DIS-
movimento para baixo; afastamen-
to; ação contrária; negação
decair, desacordo, desfazer, discor-
dar, dissociar, decrescer
EX-, ES-, E-
movimento para fora; mudança de 
estado; separação
exonerar, exportar, exumar, espre-
guiçar, emigrar, emitir, escorrer, 
estender
EXTRA- posição exterior; superioridade extraoficial, extraordinário, extraviar
IN-, IM-, I-, EN-, EM- IN-
TRA-, INTRO-
posição interna; passagem para 
um estado; movimento para dentro; 
tendência; direção para um ponto
incisão, inalar, injetar, impor, imi-
grar, enlatar, enterrar, embalsamar, 
intravenoso, intrometer, intramus-
cular
IN-, IM-, I- negação; falta intocável, impermeável, ilegal
INTER-, ENTRE- posição intermediária; reciprocidade
intercâmbio, internacional, entrela-
çar, entreabrir
JUSTA- proximidade justapor, justalinear
POS- posição posterior; ulterioridade pós-escrito, pospor, postônico
PRE-
anterioridade; superioridade; inten-
sidade
prefixo, previsão, pré-história, pre-
fácio
PRO-
posição em frente; movimento para 
frente; em favor de
proclamar, progresso, pronome, 
prosseguir
RE- repetição; intensidade; reciprocidade
realçar, rebolar, refrescar, reverter, 
refluir
RETRO- para trás retroativo, retroceder, retrospectivo
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
77
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
7
Prefixos Latinos Sentido Exemplos
SEMI- metade
semicírculo, semiconsoante, semi-
analfabeto
SUB-, SOB-, SO-
posição abaixo de; inferioridade; 
insuficiência
subconjunto, subcutâneo, subsolo, 
sobpor, soterrar
SUPER-, SOBRE-, SUPRA posição superior; excesso
superpopulação, sobreloja, supras-
sumo, sobrecarga, superfície
TRANS-, TRAS-, TRA-, 
TRES-
através de; posição além de; mu-
dança
transbordar, transcrever, tradição, 
traduzir, traspassar, tresloucado, 
tresmalhar
ULTRA- além de; excesso ultrapassar, ultrassensível
Prefixos gregos
Agora, mencionamos os prefixos gregos de maior presença na formação de palavras em nossa 
língua, também com significados e exemplos:
Prefixos Latinos Sentido Exemplos
A-, NA privação; negação ateu, analfabeto, anestesia
ANA-
repetição; separação; inversão; 
para cima
análise, anatomia, anáfora, anagra-
ma
ANFI-
duplicidade; ao redor; de ambos os 
lados
anfíbio, anfiteatro, anfibologia
ANTI- oposição, ação contrária
antibiótico, anti-higiênico, antitérmi-
co, antítese, antípoda, anticristo
APO- separação; afastamento; longe de apogeu, apóstolo, apóstata
ARQUI-, ARCE- posição superior; excesso; primazia
arquitetura, arquipélago, arcebispo, 
arcanjo
CATA-
movimento para baixo; a partir de; 
ordem
catálise, catálogo, cataplasma, 
catadupa
DIA- através de; ao longo de
diafragma, diagrama, diálogo, diag-
nóstico
DI- duas vezes dipolo, dígrafo
DIS- mau funcionamento; dificuldade dispneia, discromia, disenteria
EN-, EM-, E-, ENDO- posição interna; direção para dentro
encéfalo, emblema, elipse, endotér-
mico
EX-, EC-, EXO-, ECTO-
movimento para fora; posição 
exterior
êxodo, eclipse
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
78
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
7
Prefixos Latinos Sentido Exemplos
EPI- posição superior; acima de. epiderme, epílogo
EU-, EV- excelência; perfeição; verdade euforia, evangelho
HEMI- metade hemisfério
HIPER-
posição superior; intensidade; 
excesso
hipérbole, hipertensão
HIPO- posição inferior; insuficiência hipotrofia, hipotensão, hipodérmico
META- posteridade; através de; mudança
metamorfose, metabolismo, metá-
fora, metacarpo
PARA- proximidade; ao lado; oposto a
paradoxo, paralelo, paródia, para-
sita
PERI- em torno de;
pericárdio, período, perímetro, 
perífrase
PRO- posição anterior prólogo, prognóstico
POLI- multiplicidade; pluralidade polinômio, poliedro
SIN-, SIM- simultaneidade; reunião; resumo sinfonia, simbiose, simpatia, sílaba
Correspondência entre prefixos latinos e gregos
Pref. Latino Pref. Grego Significado
 1. des-, in-, im-, i- a- negação
 2. ambi- anti- duplicidade
 3. ante-, pre- pro- anterioridade
 4. contra- anti- oposição
 5. ab- apo- afastamento
 6. de- cata- mov. para baixo
 7. bi- di- duas vezes
 8. trans- dia- através de
 9. trans- meta- mudança
 10. in-, intro- en-, endo- mov. para dentro
 11. super- epi- posição superior
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
79
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
7
Pref. Latino Pref. Grego Significado
 12. super- hiper- excesso
 13. sub- hipo- posição inferior
 14. sub- hipo- escassez
 15. bene- eu-, ev- bom, bem
 16. semi- hemi- metade
 17. ad-, a-, justa para- proximidade
 18. circum- peri- em torno de
 19. com-, co-, cum- sin-, sim- conjunto
Sufixos
Os sufixos podem ser
Formadores de substantivos, acrescentan-
do significados de:
agente – ascensorista, padeiro, pedinte •
ação – coroação, casamento, leitura •
lugar – necrotério, matadouro, cinzeiro •
abundância – laranjal, formigueiro, fo- •
lhagem
nomes de naturalidade – pernambucano, •
brasileiro
doutrinas – socialismo, parnasianismo •
nomes técnicos – morfema, rinite, os- •
mose
Obs.: Há também sufixos que formam au-
mentativos e diminutivos.
Ex.: homenzarrão
chuvisco
copázio
lugarejo
cabeçorra
ilhota
Atenção!
Pelos exemplos, percebemos que a mesma 
forma sufixal pode apresentar mais de um valor 
significativo.
cinzeiro (lugar) x banqueiro (agente)
viagem (ação) x folhagem (abundância)
feitura (ação) x doçura (qualidade)
Formadores de adjetivos, acrescentando o 
sentido de:
relativo a, referente a – anual, histórico, •
pátrio
possibilidade – notável, exigível, que- •
bradiço
plenitude (“cheio de”) – bondoso, cheiro- •
sa, peludo, faminto
Formadores de verbos, indicando diversos 
valores semânticos, a saber:
ação de “tornar” – civilizar, debilitar •
ação repetida – gotejar, mercadejar •
ação pouco intensa – saltitar, chuviscar •
início de ação – anoitecer, amarelecer •
Formador de advérbios, com diversos signi-
ficados, o único é o sufixo -mente.
realmente (afirmação), frequentemente •
(tempo), honestamente (modo) etc.
Nota:
Existem ainda os sufixos modo-temporais, 
que designam os modos e tempos verbais, tam-
bém chamados desinências modo-temporais.
Desinências: são elementos que indicam 
flexões de gênero, número, modo e tempo. 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
80
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
7
Processos de formação 
das palavras
Existem dois processos para a formação 
das palavras: derivação e composição.
Tipos de derivação • :
prefixal – quando a nova palavra se for- •
ma com o acréscimo de um prefixo.
Ex.: • descrer, repor, deter etc.
sufixal – quando a nova palavra se •
forma com o acréscimo de um sufixo.
Ex.: amoroso, formalizar, barbeiro 
etc.
parassíntese – quando a nova palavra se •
forma com a presença simultânea de um 
prefixo e um sufixo.
Ex.: entardecer, enforcar, empobrecer.
Atenção!
Observe nos exemplos acima que, supri-
mindo-se um dos afixos, a palavra perde sua 
significação.
Não se diz: tardecer, entarde; forcar; em-
pobre ou pobrecer.
O mesmo não acontece com palavrasdo 
tipo deslealdade (des + leal + dade) ou infeliz-
mente (in + feliz + mente).
Nestas palavras, observamos que elas exis-
tem só com os prefixos (desleal, infeliz) ou só 
com os sufixos (lealdade, felizmente). Por isso 
dizemos que elas são formadas por prefixação 
e sufixação, que é um processo diferente da 
parassíntese, como se pode observar.
derivação regressiva – é o processo •
que consiste em formar palavras pela 
supressão de elementos terminais.
A grande maioria desses casos acontece 
com os verbos: dança (de dançar), canto (de 
cantar), caça (de caçar), passeio (de passear).
derivação imprópria – acontece quando •
se muda a classe gramatical de uma 
palavra.
Dividem-se em dois grupos:
desinências nominais • – indicam, nos 
nomes:
gênero (masculino ou feminino) – me- •
nino/menina
número (singular e plural) – casa • s/
carros
desinências verbais • – indicam, nos 
verbos:
modo e tempo – conta • va, vendesse, 
falara etc.
número e pessoa – conta • mos, falaste, 
venderam
Pelas desinências verbais podemos observar 
em que tempo e modo o verbo se encontra. Por 
exemplo, todos os verbos no imperfeito do modo 
subjuntivo vão apresentar a desinência -sse: ven-
desse, falasse, contasse, sorrisse, e assim por 
diante. Também é possível perceber que todos os 
verbos na 1.a pessoa do singular, do presente do 
indicativo apresentam a desinência -o: eu canto, 
eu vendo, eu falo, eu como, eu sorrio etc.
Vogal temática – chama-se vogal temática 
o elemento mórfico que distingue os vocábulos 
em grupos. Nos verbos, a vogal temática indica 
a conjugação a que eles pertencem.
São elas:
-a • – cantar, amar – 1.a conjugação
-e • – vender, comer – 2.a conjugação
-i • – partir, sorrir – 3.a conjugação
Obs.: Com a vogal temática + radical tere-
mos o tema. Ex.: cant + _a = canta.
Os nomes também apresentam vogais 
temáticas:
-a • – casa, terra, dia
- • e – alegre, suave, parede
-o • – vento, tempo, campo
Vogais e consoantes de ligação – são ele-
mentos sem valor significativo que se interpõem 
às palavras somente para facilitar a pronúncia.
Veja: capin-z-al, gas-ô-metro, café-z-al.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
81
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
7
Observe este exemplo:
Gosto de • cantar. (verbo)
O • cantar é uma arte. (substantivo)
Composição • : é o processo em que a palavra formada é resultante da reunião formada de 
mais de um radical. Existem dois tipos de composição:
Justaposição – quando a nova palavra é formada pela associação de dois ou mais ra- •
dicais, sem que nenhum deles perca algum elemento. A maioria dessas palavras são 
grafadas com hífen.
Ex.: pé-de-moleque, guarda-roupa, girassol, quero-quero etc.
Aglutinação – acontece quando a nova palavra perde um ou mais elementos. •
Ex.: pernalta (= perna + alta)
aguardente (= água + ardente)
embora (= em + boa + hora)
fidalgo (= filho + de + algo)
Palestra de hoje:
O FIM DO MUNDO
ESTÁ PRóXIMO!
Ingressos: $5,00 (não aceitamos
cheques pré-datados).
IE
S
D
E
 B
ra
si
l S
.A
. 
A
da
pt
ad
o.
Observe que a palavra pré-datados é formada por prefixação.
o luCro exCessivo É 
imoral, antiÉtiCo e 
espouativo, 
queromeu.
o que não quer dizer
que não tenha seus
defeitos.ConCordo.
IE
S
D
E
 B
ra
si
l S
.A
. 
A
da
pt
ad
o.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
82
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
7
Também são formadas por prefixação as 
palavras imoral, antiético e supervisão, que 
aparece no quadrinho que segue. Observe que a 
palavra supervisão deve ser grafada sem hífen. 
No quadrinho, no entanto, está escrita com hífen 
porque aqui há outro sentido para super-visão, 
que é uma visão muito boa. 
aGÊnCia deempreGos
SintO, MAS pReciSAMOS
de AlguéM que cOnSigA 
tRAbAlhAR SeM 
SupeR-ViSãO.
IE
S
D
E
 B
ra
si
l S
.A
. 
A
da
pt
ad
o.
Exercícios resolvidos
Assinale o item em que há 1. erro quanto à 
análise da forma verbal pensássemos.
Pens- = radicala) 
Pensa- = temab) 
-a- = vogal temáticac) 
-sse- = desinência modo-temporald) 
-mos = sufixoe) 
Solução ` : E
Todos os morfemas estão analisados correta-
mente, com exceção da alternativa E, uma vez 
que na palavra pensássemos este morfema indi-
ca que o verbo está na 1.a pessoa do plural. As-
sim, -mos é uma desinência número-pessoal.
Assinale a alternativa 2. incorreta quanto à 
análise dos morfemas da palavra desco-
brimento.
A vogal temática é -i-a) 
O radical é descobr-b) 
Des- é prefixo que indica ação contrária.c) 
_mento é sufixo.d) 
Solução ` : B
A alternativa que analisa erradamente os mor-
femas de descobrimento é a B. O radical da 
palavra é -cobr-, uma vez que des- é prefixo que 
indica ação contrária, como acontece em des-
fazer, desdizer etc.
Assinale a alternativa correta quanto à aná-3. 
lise mórfica do vocábulo amabilidade.
Ama- – radicala) 
-i – vogal temáticab) 
Amabi- – temac) 
-idade – sufixod) 
-dade – sufixoe) 
Solução ` : E
O radical da palavra em questão é am-; a vogal 
temática é -a-; o tema é ama-, e o sufixo é apenas 
-dade. Temos ainda, na palavra, o sufixo -bil- e 
a vogal de ligação -i-.
Assinale a alternativa que identifica 4. er-
radamente o processo de formação das 
palavras.
Camisola – sufixaçãoa) 
Mandachuva – aglutinaçãob) 
Planalto – aglutinaçãoc) 
Interpor – prefixaçãod) 
Riacho – sufixaçãoe) 
Solução ` : B
Em A, temos o sufixo -ola (camisa + ola), sufi-
xação, portanto. Em B, o processo é de justa-
posição, porque não houve perda de fonemas, 
assim a análise está errada. Em C temos plano 
+ alto = planalto, com perda de fonema: análise 
correta. Também em riacho temos rio + acho 
(sufixo indicador de diminutivo) derivação sufixal, 
portanto.
A palavra emagrecer apresenta o mesmo 5. 
processo de formação de:
magrela.a) 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
83
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
7
boquiaberto.b) 
pé de moleque.c) 
engessar.d) 
infelizmente.e) 
Solução ` : D
A palavra emagrecer é formada pelo processo 
parassintético, e a única palavra formada por 
parassíntese é engessar. Ver que a palavra 
não existe só com o prefixo ou só com o sufixo. 
Magrela – sufixação; boquiaberto – aglutinação; 
pé de moleque – justaposição; infelizmente – 
prefixação e sufixação.
Exercícios de aplicação
Leia o texto e responda às questões.1. 
te que a personalidade de uma pessoa 
também se manifesta em sua linguagem. 
Escritores buscam há tempos a forma de 
expressão mais adequada para seus per-
sonagens. Há cerca de um século o criador 
da psicanálise, Sigmund Freud, mostrou 
que o inconsciente se revelava no lapso 
de fala. Pessoas com uma boa percepção 
linguística que conhecem variados esti-
los muitas vezes conseguem identificar 
a autoria de uma obra lendo apenas pou-
cas linhas. Mas será possível mensurar 
palavras de um texto por meio de estatís-
tica e, com isso, obter um perfil do autor? 
Pennebaker, que realiza pesquisas desde 
1997 na Universidade do Texas, em Austin, 
Estados Unidos, desenvolveu seu mais im-
portante instrumento em meados dos anos 
1990: o Linguistic Inquiry and Word Count, 
(LIWC, na sigla em inglês, que se pronuncia 
“Luke”). O procedimento de enumeração de 
palavras já filtrou desde então uma massa 
gigantesca de textos. O pesquisador, de 58 
anos, apresentou sua análise mais recente 
durante as eleições presidenciais dos Es-
tados Unidos em 2008: no site <www.wor-
dwatchers.wordpress.com>, ele publicou 
um “psicograma linguístico” dos candidatos 
ao governo americano. Tanto nos deba-
tes quanto nas entrevistas, revelaram-se 
tendências claras: John McCain dirigia-se 
a seus eleitores de forma muito direta e 
pessoal, e sua escolha vocabular mostrou-
-se carregada de emoção e impulsiva. Já 
Barack Obama utilizava frequentemente 
relações causais, o que indicava linhas de 
pensamento complexas. Além disso, ele 
tendia a se pronunciar de forma mais vaga 
que seuconcorrente republicano.
(Disponível em: <www2.uol.com.br/vivermente/noticias/
voce_e_aquilo_que_escreve_.html>. Acesso em: 19 nov. 
2009.)
Você é aquilo que escreve?
Na Alemanha, um programa de computador é 
usado para revelar a personalidade dos autores 
de textos
S
hu
tt
er
st
oc
k.
Há duas décadas ele procura em tex-
tos informações sobre a personalidade de 
seus autores sem nem mesmo analisar a 
sintaxe ou compreender nuances de sig-
nificado. Detalhe: ele sequer chega a ler 
o que foi escrito. Em vez disso, baseia-se 
na contagem de palavras. Não se discu-
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
84
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
7
O texto que você leu é um texto de in-a) 
formação. O que caracteriza esse tipo 
de texto?
Nas primeiras duas frases do texto, o b) 
pronome “ele” aparece. Esse pronome 
substitui algo que já foi mencionado. A 
que se referem esses pronomes?
O título do texto é uma pergunta. Ela é c) 
respondida no texto? Explique sua res-
posta.
Marque a opção onde o prefixo assinalado 2. 
possui valor significativo diferente dos de-
mais.
Ina) grato.
Inb) fiel.
Ic) lícito.
Ind) serir.
Ime) pessoal.
Relacione as colunas, levando em conta o 3. 
que está grifado.
1) Radical im )( possível
2) Tema mulher )( es
3) Vogal temática gas )( ômetro
4) Vogal de ligação faz )( emos
5) Consoante de 
ligação
cert )( eza
6) Prefixo cafe )( zal
7) Sufixo faze )( s
8) Desinência de 
gênero
epi )( derme
9) Desinência de 
número
epi )( derme
pat )( o
and )( ávamos
Identifique os elementos mórficos das pa-4. 
lavras abaixo:
desumanização.a) 
bondosamente.b) 
entardecer.c) 
impensável.d) 
conquistadores.e) 
Aponte a alternativa em que uma das pala-5. 
vras não pertence à mesma família etimo-
lógica:
Livreiro, livraria, livreco, livre.a) 
Encaixotar, caixa, caixote, caixão.b) 
Pessoal, impessoal, pessoalmente, pes-c) 
soa.
Gratidão, ingrato, gratificar, gratificante.d) 
Humano, humanista, humanidade, sub-e) 
humano.
Proposta de redação
Procure uma notícia ou reportagem de seu 
interesse e faça um texto curto de informação, 
no estilo do que você leu nesta unidade, ima-
ginando que ele seria publicado numa revista 
semanal de notícias.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
85
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
7
Leia o texto e responda às questões.6. – Que diferença faz agora?
– Estou falando em tese.
– Gosto (Pausa). Adãozinho.
– Posso chamar você de Vivinha?
– Pode.
– Então, combinado.
– Mas tem uma coisa.
– O quê?
– Sem efeito retroativo.
O que faltou
Luis Fernando Verissimo
Ele Adão, ela Eva. O casamento tinha 
tudo para dar certo, inclusive antecedente 
histórico. Não deu. Meses depois da briga 
final, os dois se encontraram para tratar 
do divórcio e discutir o que dera errado. 
Cabeça fria.
Gente civilizada.
– Eu tenho uma tese – disse ela.
Ele sorriu. Ela sempre tinha teses.
– Minha tese é a seguinte: faltou apeli-
do. Nós nunca tivemos apelidos, um para 
o outro.
Era verdade. Desde o namoro, tra-
tavam-se apenas por “Adão” e “Eva”. 
Eventualmente “querido” e “querida”. Nos 
momentos de ardor conjugal, “amor!” e o 
coraçããão!”. Nunca “negro/negra”, “fofo/
fofa”, “Dão e Vevé”. Não tinham apelidos 
para o dia a dia de um casamento, para o 
“passa o sal”, para o trivial. Na presença 
de outros identificavam-se como “ele” ou 
“essa daí”. No fim estavam se chamando 
de “cretino” e “imbecil”, mas o fim não con-
tava. No fim não era mais um casamento, 
era um psicodrama. Faltara o apelido na 
hora certa. O casamento só é indissolúvel 
com apelido.
O único amor eterno é o amor com 
apelido.
– Por que será que nós nunca nos de-
mos apelidos?
– Não sei. Talvez esperássemos que 
eles viessem, com o tempo. Nosso erro 
foi pensar que um casamento feliz produz 
apelidos carinhosos quando é o contrário: 
apelidos carinhosos produzem casamentos 
felizes. Ou pelo menos duradouros.
– Vivinha, você gosta?
Ela hesitou.
Explique, com suas palavras, qual a a) 
tese defendida pelo autor em sua crô-
nica. Diga se você concorda com ela e 
justifique sua opinião.
Explique a utilização das expressões b) 
“antecedente histórico”, no primeiro pa-
rágrafo, e “efeito retroativo”, no último.
Responda, a propósito de vocábulos extra-7. 
ídos do texto:
Qual o valor significativo do sufixo exis-a) 
tente na palavra conjugal?
Quantos e quais são os morfemas da b) 
palavra civilizada?
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
86
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
7
Qual o radical da forma verbal c) faltou?
Dê três cognatas da palavra d) sal.
Marque com 8. J para justaposição e A para 
aglutinação.
segunda-feiraa) ( ) 
pontapéb) ( ) 
pé de patoc) ( ) 
vaivémd) ( ) 
pernilongoe) ( ) 
paraquedasf) ( ) 
aguardenteg) ( ) 
pontiagudoh) ( ) 
Considerando o código a seguir, aponte, nos 9. 
parênteses, o número correto.
1) Justaposição
2) Aglutinação
3) Prefixação
4) Sufixação
5) Parassíntese
6) Regressão
7) Prefixação e sufixação
pernalongaa) ( ) 
conta-gotasb) ( ) 
suboficialc) ( ) 
internacionald) ( ) 
arco-írise) ( ) 
fotof) ( ) 
apegog) ( ) 
ensolararh) ( ) 
pé de meiai) ( ) 
ensurdecerj) ( ) 
ensurdecedork) ( ) 
planaltinol) ( ) 
ataquem) ( ) 
planalton) ( ) 
Identifique o processo de formação das 10. 
palavras abaixo, extraídas da tirinha:
Vou anotar seu telefone 
para o caso de algum 
inimigo meu precisar de 
um doador
de órgãos.
IE
S
D
E
 B
ra
si
l S
.A
. 
A
da
pt
ad
o.
anotar:a) 
inimigo:b) 
doador:c) 
Proposta de redação
Apelido pega? Narre um fato curioso sobre 
apelidos. Depois, faça uma boa revisão na lin-
guagem.
Questões de 
processos seletivos
(Cesgranrio) Assinale a opção em que nem 1. 
todas as palavras provêm de um mesmo 
radical.
Noite, anoitecer, noitada.a) 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
87
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
7
Luz, luzeiro, alumiar.b) 
Incrível, crente, crer.c) 
Festa, festeiro, festejar.d) 
Riqueza, ricaço, enriquecer.e) 
(FAAP-SP) Infatigavelmente (in+fatigável-2. 
mente) = processo de formação de palavras 
a que chamamos:
derivação prefixal.a) 
derivação sufixal.b) 
derivação prefixal e sufixal.c) 
composição por justaposição.d) 
composição por aglutinação.e) 
(Unesp) As palavras 3. perda, corredor e saca- 
-rolha são formadas, respectivamente, por:
derivação regressiva, derivação sufixal, a) 
composição por aglutinação.
derivação regressiva, derivação sufixal, b) 
derivação parassintética.
composição por aglutinação, derivação c) 
parassintética, derivação regressiva.
derivação parassintética, composição por d) 
justaposição, composição por aglutinação.
composição por justaposição, composi-e) 
ção por aglutinação, derivação prefixal.
(UFSC) Assinale a alternativa em que o 4. 
elemento mórfico em destaque está corre-
tamente analisado.
menina (-a): desinência nominal de gê-a) 
nero.
vendeste(-e-): desinência de 1.b) a conjuga-
ção.
gasômetro (-ô-): vogal temática de 2.c) a 
conjugação.
amassem (-sse-): desinência de 2.d) a pes-
soa do plural.
cantaríeis (-is): desinência do imperfeito e) 
do subjuntivo.
(Fuvest) Assinale a alternativa em que uma 5. 
das palavras não é formada por prefixação.
Readquirir, predestinado, propor.a) 
Irregular, amoral, demover.b) 
Remeter, conter, antegozar.c) 
Irrestrito, antípoda, prever.d) 
Dever, deter, antever.e) 
(MED. TAUBATÉ-SP) Indique nas colunas à 6. 
direita o numeral correspondente aos pro-
cessos de formação das palavras da coluna 
da esquerda. Escolha, depois, a alternativa 
que apresenta a sequência correta dos 
numerais.
1) Peixe-espada
2) Livraria
3) Deter
4) Planalto
5) Desalmado
Composição por aglutinação )(
Composiçãopor justaposição )(
Derivação parassintética )(
Derivação por sufixação )(
Derivação por prefixação )(
4 – 5 – 1 – 3 – 2a) 
5 – 1 – 3 – 2 – 4b) 
3 – 2 – 1 – 4 – 5c) 
4 – 1 – 5 – 2 – 3d) 
2 – 1 – 3 – 5 – 4e) 
(Cesgranrio) Assinale a opção em que 7. não 
ocorre o processo de derivação sufixal.
Formosura.a) 
Fazendeiro.b) 
Avidez.c) 
Sertanejo.d) 
Donzela.e) 
(FCMSC-SP) Em qual dos exemplos a seguir 8. 
está presente um caso de derivação paras-
sintética?
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
88
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
7
Lá vem ele, vitorioso do a) combate.
Ora, vá b) plantar batatas!
Começar o c) ataque.
Assustado, continuou a se d) distanciar do 
animal.
Não vou mais me e) entristecer, vou é can-
tar.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
89
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
7
Exercícios de aplicação
1. 
O texto informa sem que haja muitas a) 
marcas de subjetividade. O “eu” que es-
creve o texto procura recursos para ficar 
distante do texto (ainda que saibamos 
que subjetividade neutra é impossível).
A “um programa de computador”.b) 
Não, simplesmente se explica o programa c) 
de computador e se dá um exemplo de 
alguém que faz uso dele, mas não se é 
enfático a ponto de afirmar que somos 
aquilo que escrevemos necessariamente.
D2. 
(6), (9), (4), (1), (7), (5), (2), (6), (1), (8), (3)3. 
desumanização4. : des- (prefixo), -uman-
(radical), -iz- (sufixo), -a- (vogal temática), 
-ção (sufixo).
bondosa: bond- (prefixo), -osa- (sufixo).
entardecer: en- (prefixo), tard- (radical), -ec- 
(sufixo), -e- (vogal temática), -r (desinência).
impensável: im- (prefixo), pens- (radical), 
-a-(vogal temática), -vel (sufixo).
conquistadores: conquist-(radical), -a-(vogal 
temática), -dor-(sufixo) -es(desinência).
A. A palavra 5. livre não pertence à mesma 
família.
6. 
A resposta é livre, mas espera-se que a) 
o aluno chegue à conclusão de que se 
defende a tese da importância dos ape-
lidos nos relacionamentos afetivos.
O narrador emprega a expressão “an-b) 
tecedente histórico” numa menção ao 
primeiro casal bíblico. Já “efeito retro-
ativo” é expressão que significa que o 
valor de uma decisão retroage, ou seja, 
vale para o que aconteceu antes.
7. 
Sufixo -al significa “relativo a”.a) 
A palavra tem 4 morfemas: civil / iz / a b) 
/ da.
O radical é falt-.c) 
Salgado, salgar, saleiro etc.d) 
8. 
( J )a) 
( J )b) 
( J )c) 
( J )d) 
( A )e) 
( J )f) 
( A )g) 
( A )h) 
9. 
( 1 )a) 
( 1 )b) 
( 3 )c) 
( 3 )d) 
( 1 )e) 
( 6 )f) 
( 6 )g) 
( 5 )h) 
( 1 )i) 
( 5 )j) 
Gabarito
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
90
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
7
( 7 )k) 
( 4 )l) 
( 6 )m) 
( 8 )n) 
10. 
prefixação.a) 
prefixação.b) 
sufixação.c) 
Questões de 
processos seletivos
B1. 
C2. 
A3. 
A4. 
E5. 
D6. 
E7. 
E8. 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
91
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
8
	Classes de palavras 
– substantivo
Introdução
As palavras da língua portuguesa estão 
agrupadas em dez diferentes classes gramati-
cais, que vão desempenhar diferentes funções 
no texto. Por essa razão é importante reconhecê- 
-las como prerrequisitos para o estudo na sinta-
xe, que veremos no decorrer do curso.
Vamos iniciar com o substantivo por ser 
uma classe de palavras de suma importância, 
uma vez que, sem ele, não se nomeariam os 
seres e os objetos que nos rodeiam. Mais que 
isso, não haveria como dar nomes aos nossos 
sentimentos, às nossas emoções, aos nossos 
estados de espírito.
Abordagem teórica
O substantivo – 
classificação
Concreto
Nomeia o existente, real ou imaginário.
Ex.: pedra, Deus, duende, cama.
Abstrato
Nomeia ações, estados, qualidade, sensa-
ções ou sentimentos de um ser existente.
Ex.: grito, morte, ternura, frio, medo.
Comum
Nomeia o existente, genericamente.
Ex.: cachorro, homem, rio, cidade.
Próprio
Nomeia o existente, particularmente.
Ex.: Rex, José, Amazonas, Belém.
Primitivo
Não originado de nenhum outro nome.
Ex.: mar, cruz, triste.
Derivado
Originado de um primitivo.
Ex.: marinheiro, cruzeiro, tristeza.
Simples
Que tem apenas um radical.
Ex.: sol, plano, pé.
Composto
Que tem mais de um radical.
Ex.: guarda-sol, planalto, pontapé.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
92
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
8
Coletivos
São substantivos comuns que, embora no 
singular, designam um conjunto de seres da 
mesma espécie.
Alguns coletivos mais importantes:
Enxame – abelhas •
Esquadrilha – aviões •
Fato – cabras •
Fauna – animais •
Flora – plantas •
Feixe – lenha, raios •
Junta – médicos, examinadores •
Manada – elefantes, bois •
Matilha – cães de caça •
Molho – chaves •
Nuvem – insetos •
Ninhada – pintos, filhotes •
Orquestra – músicos •
Pinacoteca – quadros em geral •
Réstia – cebolas, alhos •
Tropa – soldados •
Tripulação – empregados de um navio •
ou avião
Turma – alunos, trabalhadores •
Vara – porcos •
Viveiro – pássaros •
Gênero do substantivo
PESSO
AS
(MASC
ULINA
S)
PESSOAS(FEMININAS)
IE
S
D
E
 B
ra
si
l S
.A
. 
A
da
pt
ad
o.
Arquipélago – ilhas •
Antologia – trechos literários •
Alcateia – lobos •
Armada, esquadra, frota – navios •
Atlas – mapas •
Banda – músicos •
Batalhão – soldados •
Cacho – bananas, uvas, cabelos •
Cáfila – camelos •
Caravana – viajantes •
Cardume – peixes •
Clero – religiosos •
Colmeia – abelhas •
Constelação – estrelas •
Cordilheira, serra – montanhas •
Corja, cambada, quadrilha, malta – la- •
drões, vadios, velhacos
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
93
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
8
Substantivos biformes são os que têm for-
mas diferentes para o masculino e o feminino. 
O feminino, no caso, pode ser marcado pela 
desinência -a, por sufixos específicos ou por 
palavras de radicais totalmente diferentes em 
relação ao masculino (caso dos heterônimos).
Ex.: lobo/loba; freguês/freguesa; visconde/
viscondessa.
anão/anã; cão/cadela; bode/cabra.
Substantivos uniformes
São os que têm uma forma para ambos os 
gêneros.
Ex.: cobra, pianista, pessoa.
Os substantivos uniformes podem ser:
Epicenos
Designam animais de ambos os sexos, 
diferenciados os gêneros, quando muito, pela 
palavra macho ou fêmea.
Ex.: urubu macho, urubu fêmea; cobra ma-
cho, cobra fêmea etc.
Comum de dois
A distinção se faz pelo artigo, ou por qual-
quer outra palavra determinante.
Ex.: o/a artista, o/a estudante, o/a cama-
rada.
Sobrecomum
Um só gênero para designar pessoas de 
ambos os sexos.
Ex.: a testemunha, a criança.
Observações:
Há palavras que, mudando de gênero, •
mudam de sentido.
Ex.: o cabeça (líder) x a cabeça (parte 
do corpo), o grama (medida) x a grama 
(vegetação).
Há palavras cujo gênero nem sempre é •
devidamente empregado.
Ex.: o champanha, o alvará, o delta, o 
trema, o herpes, o plasma, o nauta, o 
hematoma, a derme, a pane, a entorse, 
a acne, a ferrugem, a ioga, a sentinela, 
a cal etc.
Plural de 
substantivo em -ão
Os substantivos terminados em -ão, na 
língua portuguesa, podem fazer o plural de três 
formas diferentes:
-ãos •
Exemplos: cidadão, irmão, pagão, cristão 
etc.
Também fazem o plural em -ãos todos os 
substantivos paroxítonos terminados em 
-ão: órgãos, órfãos, bênçãos, sótãos etc.
-ões •
A maioria das palavras em -ão faz o seu 
plural assim. Eis alguns exemplos: balão, 
canção, botão, coração, eleição, fração, 
gavião, nação, leão, feijão, mamão, me-
lão, tecelão etc.
Também fazem o plural em -ões todos os 
substantivos aumentativos.
Exemplos: casarão, dramalhão, facão, na-
rigão, paredão, pobretão, vozeirão etc.
-ães •
Destaque para os vocábulos: alemão, 
capelão, capitão, escrivão, guardião, pão, 
sacristão etc.
Observação:Muitas palavras terminadas em -ão não têm 
o seu plural definido, apresentando duas ou três 
formas para essa flexão. Veja as principais:
têm os três plurais ( • -ãos, -ões, -ães): an-
cião, ermitão, aldeão, sultão, vilão etc.
têm plurais em • -ãos e -ões: corrimão, 
anão, castelão, vulcão etc.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
94
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
8
Plural com metafonia
Muitos substantivos fazem seu plural com 
metafonia, ou seja, mudança de timbre (de fe-
chado, no singular, para aberto, no plural).
Ex.: ovo/ovos – osso/ossos – povo/povos
 ( ^ ) (/) ( ^ ) (/) ( ^ ) (/)
Plurais especiais
Aqui, chamamos a atenção para alguns 
plurais que merecem um destaque especial, já 
que, normalmente, são fontes de dúvidas.
cônsul – cônsules •
júnior – juniores •
sênior – seniores •
caráter – caracteres •
réptil – répteis •
reptil – reptis •
projétil – projéteis •
projetil – projetis •
açúcar – açúcares •
xadrez – xadrezes •
álcool – alcoóis ou álcoois •
ananás – ananases •
hífen – hifens ou hífenes •
revés – reveses •
Substantivos 
invariáveis no plural
Muitos substantivos (paroxítonos ou pro-
paroxítonos) terminados em S são invariáveis 
no plural.
É o caso de atlas, pires, lápis, oásis, tênis, 
ônibus etc.
Plural de diminutivos
Para pluralizarmos substantivos no diminu-
tivo, formados com o sufixo -zinho, colocamos 
os substantivos-base no plural, retiramos-lhes 
o s e pluralizamos o sufixo. Veja:
coraçãozinho – coraçõe(s) + zinhos = cora-
çõezinhos.
animalzinho – animai(s) + zinhos = animai-
zinhos.
caminhãozinho – caminhõe(s) + zinhos = 
caminhõezinhos.
Substantivos 
com um só número
Há substantivos que só se empregam no 
plural. Veja alguns exemplos:
Anais – condolências – fezes – afazeres 
– núpcias – óculos – parabéns – víveres – ar-
redores.
Substantivos que 
mudam de significados 
quando no plural
Destacamos alguns:
bem X bens.
copa X copas.
costa X costas.
féria X férias etc.
Plural dos 
substantivos compostos
Eis as regras básicas:
Variam ambos os elementos
Substantivo + substantivo
tenentes-coronéis
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
95
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
8
cirurgiões-dentistas
couves-flores
Substantivo + adjetivo
amores-perfeitos
águas-marinhas
vitórias-régias
Adjetivo + substantivo
gentis-homens
quartas-feiras
puros-sangues
Varia apenas o primeiro elemento:
Quando o segundo indica, em relação ao •
primeiro, semelhança ou finalidade:
navios-escola
salários-família
peixes-boi
bananas-maçã
Observação:
Este é o plural mais indicado, embora se 
possa admitir a flexão dos dois elementos.
Com preposição entre os elementos: •
chefes de seção
mulas sem cabeça
pés de moleque
Varia apenas o segundo elemento:
Quando o primeiro não admite flexão, por •
ser de natureza invariável:
alto-falantes
sempre-vivas
abaixo-assinados
Quando o primeiro é uma forma verbal •
para-choques:
arranha-céus
guarda-vestidos
Quando é formado por palavras onoma- •
topaicas ou palavras repetidas:
reco-recos
tico-ticos
pingue-pongues
Quando o primeiro elemento é bel-, grão-, •
grã-, ex-, vice-:
bel-prazeres
grão-duques
grã-duquesas
ex-diretores
vice-presidentes
Ficam ambos os elementos invariáveis:
Quando formados por verbos de sentido •
oposto:
os leva e traz
os perde-ganha
Os que formam verdadeiras “frases subs- •
tantivas”:
os Maria vai com as outras
os louva-a-deus
os disse me disse
Atenção!
Os casos seguintes podem ser conside-
rados exceções, por fugirem às regras aqui 
expostas:
bem-te-vis (na realidade, o plural se faz •
como nas onomatopeias).
padres-nossos ou padre-nossos (o segun- •
do, por analogia com ave-marias).
Para saber mais
Cães-guia são mais do que um auxílio: 
são os verdadeiros amigos e companheiros das pessoas cegas.
Observe na 1.a frase que o substantivo composto está no plural. Como o 2.o elemento 
especifica o 1.o, apenas o primeiro ficou no plural. Mas a forma “cães-guias” também é 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
96
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
8
Exercícios resolvidos
Marque a opção em que se faz comentário 1. 
errado sobre o fato gramatical.
O plural a) balõezinhos nos faz lembrar que 
também estão corretos os plurais anei-
zinhos, generaizinhos, coroneizinhos.
A palavra b) cabeça, “parte do corpo hu-
mano”, no masculino, significa “líder”.
A palavra c) cal e champanha são palavras 
femininas.
A palavra d) pêsames deve ser empregada 
sempre no plural, assim como a palavra 
boas-vindas.
O plural da palavra e) quero-quero é quero-
-queros, e a palavra pé de moleque faz 
o plural pés de moleque.
Solução ` : C
A opção que comenta erradamente o fato grama-
tical, pelo menos em parte, é a C. Realmente, 
cal é palavra feminina, mas champanha é pala-
vra masculina. Usar sempre: um champanha, o 
champanha, este champanha.
O plural dos nomes compostos está corre-2. 
to em todas as alternativas, menos uma. 
Aponte-a.
Hoje, não se veem mais a) pombos-cor-
reio.
Houve denúncia contra vários b) chefes de 
polícia.
Os c) recém-nascidos foram considerados 
saudáveis.
Multaram todos os d) pés de chumbos que 
corriam na avenida.
Solução ` : E
A alternativa errada é a E. Os substantivos com-
postos ligados por preposição só pluralizam o 
primeiro elemento. É o caso de pães de ló, pés 
de moleque etc.
Uma das alternativas abaixo erra ao fazer o 3. 
plural de uma das palavras em destaque.
Os a) cidadões ganharam uma cidade be-
líssima com muitos girassóis.
Os b) alemães exibiam troféus estrangeiros.
Os c) choferes de táxi transportaram os 
coronéis.
Os d) pãezinhos não podiam ser embrulha-
dos em jornaizinhos.
Havia muita gente acampada nos e) arre-
dores da cidade.
Solução ` : A
A alternativa A errou no plural de cidadão, que 
é cidadãos. Já o plural de girassol na mesma 
alternativa está correto.
Exercícios de aplicação
Leia o fragmento do texto chamado “O 1. 
coronel e o lobisomem” e depois responda 
às questões.
admitida. Note também a presença do substantivo sobrecomum pessoa, na 2.a frase, que se 
refere tanto a homens quanto mulheres.
A bem dizer, sou Ponciano de Azeredo 
Furtado, coronel de patente, do que tenho 
honra e faço alarde. Herdei do meu avô 
Simeão terras de muitas medidas, gado 
do mais gordo, pasto do mais fino. Leio no 
corrente da vista e até uns latins arranhei 
em tempos verdes da infância, com um 
padres-mestres a dez tostões por mês. 
Digo, modéstia de lado, que já discuti e jo-
guei no assoalho do Foro mais de um doutor 
formado. Mas disso não faço glória, pois 
sou sujeito lavado de vaidade, mimoso no 
trato, de palavra educada. Já morreu a an-
tigamente em que Ponciano mandava saber 
nos ermos se havia um caso de lobisomem 
a sanar ou pronta justiça a ministrar. Só 
de uma regalia não abri mão nesses anos 
todos de pasto e vento: a de falar alto, sem 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
97
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
8
freio nos dentes, sem medir consideração, 
seja em compartimento do governo, seja em 
sala de desembargador. Trato as partes no 
macio, em jeito de moça. Se não recebo 
cortesia de igual parte, abro o peito:
– Seu filho de égua, que pensa que é?
Nos currais do Sobrinho, no debaixo do 
capotão de meu avô, passei os anos de 
pequenice, que pai e mãe perdi no gosto 
do primeiro leite.
Como fosse dado a fazer garatujações 
e desabusado de boca, lá num inverno dos 
antigos, Simeão coçou a cabeça e estipulou 
que o neto devia ser doutor de lei:
– Esse menino tem todo o sintoma do 
povo da política. É invencioneiro e lingua-
rudo.
(CARVALHO, José Cândido. O Coronel e o Lobisomem. 
12. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1997, p.3)
capotão: ________________________________
avô: ___________________________________
mão: ___________________________________coronel: _________________________________
mês: __________________________________
doutor: _________________________________
desembargador: _____________________
lei: _______________________________________
Assinale a alternativa cujo plural se faz como 3. 
o de saca-rolha.
Beija-flor.a) 
Amor-perfeito.b) 
Reco-reco.c) 
Samba-enredo.d) 
Cobra-cega.e) 
Pluralize os substantivos compostos a se-4. 
guir mencionados.
tique-taque: ___________________________a) 
caneta-tinteiro: ________________________b) 
carta-bilhete: __________________________c) 
grã-cruz: _______________________________d) 
beija-flor: ______________________________e) 
saia-balão: ____________________________f) 
corre-corre: ____________________________g) 
quebra-mar: ___________________________h) 
pisa-mansinho: ________________________i) 
pé de moleque: ________________________j) 
manga-espada: ________________________k) 
guarda-sol: ____________________________l) 
guarda-civil: ____________________________m) 
guarda-pó: _____________________________n) 
guarda-florestal: _______________________o) 
alto-falante: ___________________________p) 
alto-relevo: ____________________________q) 
É positivo oua) negativo o conceito que o 
avô personagem-narrador tem sobre a 
classe política? Justifique.
É bem característica a linguagem utiliza-b) 
da pelo personagem-narrador. Com suas 
palavras, procure explicar o significado 
das passagens a seguir:
“trato as partes no macio, em jeito I. 
de moça”.
“...pai e mãe perdi no gosto do pri-II. 
meiro leite”.
Pluralize os seguintes substantivos encon-2. 
trados no texto:
consideração: _____________________________
igual: _____________________________________
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
98
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
8
obra-prima: ____________________________r) 
cabra-cega: ____________________________s) 
bate-bola: _____________________________t) 
pombo-correio: ________________________u) 
o bumba meu boi: ______________________v) 
cola-tudo: _____________________________w) 
Aponte a série onde todos os substantivos 5. 
estão corretamente pluralizados.
Amores-perfeito / pores-do-sol / mão de a) 
obra.
Cavalos-vapores / empurra-empurra / b) 
cartões-postal.
Alto-relevo / navios-escola / paus-de- c) 
-sebo.
Chefes de seção / obra-primas /sextas-d) 
-feiras.
Boias-frias / bifes a cavalo / guarda- e) 
-vestidos.
Indique os coletivos de:6. 
lobos: ________________________________a) 
vadios: _______________________________b) 
ilhas: ________________________________c) 
artistas: ______________________________d) 
examinadores: ________________________e) 
abelhas: ______________________________f) 
músicos: ______________________________g) 
cabras: _______________________________h) 
uvas, bananas: ________________________i) 
lenha: ________________________________j) 
camelos: ______________________________k) 
animais: ______________________________l) 
peixes: _______________________________m) 
vegetais: ______________________________n) 
bispos: _______________________________o) 
médicos: ______________________________p) 
estrelas: ______________________________q) 
chaves: _______________________________r) 
papel: ________________________________s) 
porcos: _______________________________t) 
Aponte o feminino de:7. 
imperador: ____________________________a) 
sacerdote: ____________________________b) 
cavalheiro: ____________________________c) 
elefante: ______________________________d) 
frei: ___________________________________e) 
genro: ________________________________f) 
profeta: _______________________________g) 
maestro: ______________________________h) 
ermitão: _______________________________i) 
ancião: _______________________________j) 
ladrão: ________________________________k) 
sultão: ________________________________l) 
perdigão: ______________________________m) 
frade: ________________________________n) 
cônsul: _______________________________o) 
Indique o sentido das palavras a seguir, nos 8. 
dois gêneros:
cura: __________________________________a) 
guarda: _______________________________b) 
moral: ________________________________c) 
rádio: _________________________________d) 
lotação: _______________________________e) 
língua: ________________________________f) 
guia: __________________________________g) 
caixa: _________________________________h) 
capital: _______________________________i) 
vigia: _________________________________j) 
coma: ________________________________k) 
lama: _________________________________l) 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
99
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
8
Proposta de redação
Você deve lembrar-se de que a personagem 
do texto que leu nesta unidade termina com uma 
frase nada elogiosa à classe política: “...é inven-
cioneira e linguaruda”. O que você acha disso? 
Elabore um texto e expresse o seu ponto de 
vista sobre o assunto. Depois, faça uma leitura 
cuidadosa para corrigir o que for necessário.
Questões de 
processos seletivos
(UFJF-MG) Assinale a alternativa onde apa-1. 
rece substantivo próprio e abstrato, respec-
tivamente.
Água, ninho.a) 
Pedro, Jesus.b) 
Pilatos, verdade.c) 
Jesus, abaixo-assinado.d) 
Nova Iorque, Deus.e) 
(FMT-SP) Assinale a alternativa em que não 2. 
há relação entre duas colunas.
Madeira – concreto.a) 
Árvore – concreto.b) 
Maravilhas – abstrato.c) 
Ramalhete – abstrato.d) 
Ramos – concreto.e) 
(UA-AM) Desejava transformar os _______ em 3. 
_______ do céu.
pagões – cidadões.a) 
pagãos – cidadões.b) 
pagões – cidadãos.c) 
pagãos – cidadãos.d) 
pagães – cidadãos.e) 
(UTP-PR ) Em qual das alternativas o artigo 4. 
definido feminino corresponderia a todos os 
substantivos?
Sósia, doente, lança-perfume.a) 
Dó, telefonema, diabete.b) 
Clã, elipse, pijama.c) 
Cal, elipse, dinamite.d) 
Champanha, criança , estudante.e) 
(Cesgranrio) Assinale o par de vocábulos 5. 
que formam o plural pelas mesmas razões 
de balão e caneta-tinteiro.
Vulcão, abaixo-assinado.a) 
Irmão, manga-rosa.b) 
Questão, salário-família.c) 
Benção, papel-moeda.d) 
Razão, guarda-chuva.e) 
(UFUB-MG) Indique a alternativa em que só 6. 
aparecem substantivos abstratos.
Tempo, angústia, saudade, ausência, a) 
esperança, vidro.
Angústia, choro, sol, presença, esperan-b) 
ça, amizade.
Amigo, dor, claridade, esperança, luz, c) 
tempo.
Angústia, saudade, vitória, esperança, d) 
amizade.
Espaço, mãos, claridade, rosto, ausên-e) 
cia, esperança.
(UM-SP) Indique o período que não contém 7. 
um substantivo no grau diminutivo.
Todas as moléculas foram conservadas a) 
com as propriedades particulares, inde-
pendente da atuação cientista.
O ar senhoril daquele homúnculo trans-b) 
formou-o no centro de atenções na tu-
multuada assembleia.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
100
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
8
Através da vitrina da loja, a pequena ob-c) 
servava curiosamente os objetos deco-
rativos expostos à venda, por preço bem 
pequeno.
De momento a momento, surgiam curio-d) 
sas sombras e vultos apressados na si-
lenciosa viela.
Enquanto distraía as crianças, a profes-e) 
sora tocava flautim, improvisando canti-
gas alegres e suaves.
(ITA) Aponte a alternativa em que haja erro 8. 
quanto à flexão do nome composto.
Vice-presidentes, amores-perfeitos, os a) 
bota-fora.
Tico-ticos, salários-família, obras-primas.b) 
Reco-recos, sexta-feiras, sempre-vivas.c) 
Pseudoesferas, chefes de seção, pães-d) 
de-ló.
Pisca-piscas, cartões-postais, mulas e) 
sem cabeça.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
101
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
8
Gabarito
Exercícios de aplicação
1. 
O conceito é negativo, uma vez que ro-a) 
tula o “povo da política’’ como inven-
cioneiro e linguarudo, ou seja, pessoasque não têm apego à verdade, portanto, 
não confiáveis.
I. Tratar com cortesia, delicadeza. b) 
II. Perder os pais ainda bem criança.
considerações – iguais – capotões – avós 2. 
– mãos – coronéis – meses – doutores – 
desembargadores – leis.
A3. 
4. 
tique-taquesa) 
canetas-tinteirob) 
cartas-bilhetec) 
grã-cruzesd) 
beija-florese) 
saias-balãof) 
corre-corresg) 
quebra-maresh) 
os pisa-mansinhoi) 
pés de molequej) 
mangas-espadak) 
guarda-sóisl) 
guardas-civism) 
guarda-pósn) 
guardas-florestaiso) 
alto-falantesp) 
alto-relevosq) 
obras-primasr) 
cabras-cegass) 
bate-bolast) 
pombos-correiou) 
os bumba meu boiv) 
os cola-tudow) 
E5. 
6. 
a) alcateia k) cáfila
b) corja, cambada, bando l) fauna
c) arquipélago m) cardume
d) elenco n) flora
e) banca o) sínodo
f) enxame p) junta
g) banda q) constelação
h) fato r) molho
i) cacho s) resma
j) feixe t) vara
7. 
a) imperatriz h) maestrina
b) sacerdotisa i) ermitã
c) dama j) anciã
d) elefanta k) ladra
e) sóror l) sultana
f) nora m) perdiz
g) profetisa n) freira
9. 
o cura – padrea) 
a cura – restabelecimento, ato de curar
o guarda – o indivíduo: o policial, o vigiab) 
a guarda – a corporação
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
102
E
_E
M
_1
_L
IP
_0
0
8
o moral – ânimo; disposição de espírito.c) 
a moral – conjunto de leis e valores que 
ditam as relações sociais e a conduta 
das pessoas.
o rádio – aparelhod) 
a rádio – emissora
o lotação – veículoe) 
a lotação – capacidade numérica
o língua – intérpretef) 
a língua – órgão do aparelho fonador
o guia – ciceroneg) 
a guia – formulário, papel, documento
o caixa – o funcionárioh) 
a caixa – a embalagem
o capital – dinheiro, patrimônioi) 
a capital – cidade
o vigia – o vigilantej) 
a vigia – abertura circular nas embarca-
ções
o coma – estado mórbidok) 
a coma – juba, cabeleira
o lama – sacerdote budistal) 
a lama – lodo, barro
Questões de 
processos seletivos
C1. 
D2. 
D3. 
D4. 
C5. 
D6. 
C7. 
C (sextas-feiras)8. 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
 CENTRO DE INTEGRAÇÃO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - CIEJA 
 
 
 
 
PROPOSTA DE REDAÇÃO 
 Redija texto dissertativo-argumentativo com escrita formal da língua portuguesa sobre o tema: “A 
SOCIEDADE BRASILEIRA E OS CONFLITOS NO TRÂNSITO”. Organize de forma coerente e coesa, 
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. 
 
1 
2 
3 
4 
5 
6 
7 
8 
9 
10 
11 
12 
13 
14 
15 
16 
17 
18 
19 
20 
21 
22 
23 
24 
25 
26 
27 
28 
29 
30 
 
Nome Nº. Mat. 
INFORMAÇÕES: 
a) O texto definitivo deve ser escrito à tinta preta, na folha apropriada de 10 a 30 linhas. 
b) Escreva sua redação com letra legível. 
c) 
 
FOLHA DE REDAÇÃO PARA O ALUNO PRATICAR 
http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/a-sociedade-brasileira-e-os-conflitos-no-transito.jhtm
http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/a-sociedade-brasileira-e-os-conflitos-no-transito.jhtm
 CENTRO DE INTEGRAÇÃO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - CIEJA 
 
 
 
 
PROPOSTA DE REDAÇÃO 
 Redija texto dissertativo-argumentativo com escrita formal da língua portuguesa sobre o tema: 
“PORQUE O BRASIL NÃO CONSEGUE VENCER O AEDES AEGYPTI (DENGUE)?”. Organize de forma 
coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. 
 
1 
2 
3 
4 
5 
6 
7 
8 
9 
10 
11 
12 
13 
14 
15 
16 
17 
18 
19 
20 
21 
22 
23 
24 
25 
26 
27 
28 
29 
30 
 
Nome Nº. Mat. 
INFORMAÇÕES: 
a) O texto definitivo deve ser escrito à tinta preta, na folha apropriada de 10 a 30 linhas. 
b) Escreva sua redação com letra legível. 
c) 
 
FOLHA DE REDAÇÃO PARA O ALUNO PRATICAR 
 
 
 
CENTRO DE INTEGRAÇÃO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – CIEJA 
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA 
ENSINO MÉDIO 
 
 
 
ATIVIDADE - AVALIAÇÃO PARCIAL 
AP2 – Tema a ser abordado (mínimo de 4 folhas com conteúdos explicativos): 
TEMA: A violência contra criança e mulher. 
 
 
Aluno(a) Nº. Mat. 
Data Tutor Disciplina 
 NOTA 
USO EXCLUSIVO 
DO TUTOR

Mais conteúdos dessa disciplina