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CENTRO DE INTEGRAÇÃO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – CIEJA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA ENSINO MÉDIO P O R T U G U Ê S TOTAL DE MÓDULOS E AVALIAÇÕES EQUIVALENTES DA 1ª A 3ª SÉRIE: MÓDULOS: 5 - AVALIAÇÕES PARCIAIS - AP: 4 - AVALIAÇÃO FINAL - AF: 1 MÓDULOS EQUIVALENTES A 1ª SÉRIE MÓDULO 1 ................pág.07 (prazo para concluir os estudos e envio da AP: de 1 a 2 meses) Avaliação Parcial: 1 MÓDULO 2 ................pág.29 (prazo para concluir os estudos e envio da AP: de 3 a 4 meses) Avaliação Parcial: 1 Leia o módulo e resolva os exercícios, quando tiver dúvida consulte o tutor; Ao concluir os estudos de um módulo, resolva a atividade/avaliação e envie para a correção. Após o envio, passe para o módulo seguinte independentemente da nota obtida, tendo em vista que a média geral para a aprovação é 6,0(seis); Ao término de todos os módulos a coordenação marcará a AF; O aluno que fizer a avaliação de sondagem e o resultado for satisfatório ou apresente documentação escolar anterior compatível, poderá concluir o curso em menos tempo. Alguns módulos poderão coincidir o número de páginas, verifique sempre a disciplina que está estudando para não se equivocar. VOCÊ É CAPAZ! VOCÊ É SUCESSO! VOCÊ É VITORIOSO! VOCÊ QUER, VOCÊ PODE! AQUI É O SEU CAMINHO! Seja bem-vindo! CIEJA 7 E _E M _1 _L IP _0 0 1 Fonética Introdução O propósito de estudarmos alguns concei- tos da fonética nesta unidade é refletir sobre aspectos da oralidade e escrita (ortografia e acentuação) na Língua Portuguesa. É importante termos consciência das possibilidades de realiza- ção dos fonemas e também sermos capazes de identificar realizações socialmente valorizadas e as que são estigmatizadas. Este estudo também é importante uma vez que nos auxilia não só a pronunciar adequadamente as palavras, como também escrevê-las corretamente. Você verá que esses conhecimentos re- presentam prerrequisitos para outros que, certamente, contribuirão para a internalização da fala e da escrita consideradas cultas e para o conhecimento das situações em que devem ser usadas – objetivos maiores do estudo das normas da língua na escola. Abordagem teórica Fonética Letra e fonema O fonema é a menor unidade distintiva da palavra percebida pela audição, e letra, o símbolo gráfico que representa o fonema. Em outras palavras, podemos dizer que fonema é o som da letra. É preciso observar, no entanto, que há pa- lavras que possuem mais letras que fonemas. Observe: Chave • nela, encontramos cinco letras, mas apenas quatro fonemas: / x a v e /. Pode também acontecer o contrário. Veja o que acontece com a palavra: Fixo • encontramos quatro letras, mas cinco fonemas / f i k s o/. Como se pode perceber, nem sempre o número de fonemas de uma palavra corresponde ao número de letras que usamos para escrevê-la e vice-versa. É interessante observar também que alguns fonemas são representados por letras diferentes. É o caso dos fonemas / s /, / z /, / j / e / x /.* Observe: O fonema / • s / pode ser representado pelas seguintes letras: s (cansar), ss (passado), ç (calçado), sc (crescer), c (celeiro) e x (exceção). O fonema / • z / pode ser apresentado pelas letras: z (azaleia), s (asa) e x (exato). O fonema / • x / pode ser representado pelas letras: x (faixa) e ch (cheiro). Os fonemas devem ser escritos sempre entre barras. Classificação dos fonemas Os fonemas classificam-se em vogais, se- mivogais e consoantes. Os fonemas vogais são produzidos sem obstáculos à passagem de ar. É bom lembrar que consideramos vogal somente o fonema pronunciado com maior in- tensidade e semivogal, o fonema, geralmente / i / e / u /, junto de uma vogal que, com ela, forma sílaba. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 8 E _E M _1 _L IP _0 0 1 Exemplo ` : sér • IE : I semivogal + E vogal f • OI : O vogal + I semivogal Outras vogais podem funcionar como semi- vogal. É o caso de: s • ÃO : A vogal + O semivogal Por outro lado, os fonemas / i / e / u / , às vezes, também podem ser vogais. Veja: ca • Ída baÚ saÚde raInha Os fonemas consoantes são produzidos com obstáculos à passagem de ar. É o que acontece quando pronunciamos, por exemplo, os fonemas / p /, / b /, / f / etc. Encontros vocálicos Temos os seguintes encontros vocálicos: Ditongoa) – é o encontro de uma vogal + uma semivogal ou vice-versa, na mesma sílaba. Exemplos ` OI • to OI – to : O vogal + I semivogal reméd • IO re – mé – dIO : I semivogal + O vogal. De acordo com o posicionamento da vogal e da semivogal, os ditongos classificam-se: crescentes • semivogal + vogal = cárie decrescentes • vogal + semivogal = boi Eles podem ser também orais, quando, na produção do som, o ar é expelido totalmente pela boca (pausa, coisa etc.) e nasais, quando, na produção do som, parte dele é expelido pelas fossas nasais (mão, não, rojão etc.). Tritongob) – é o encontro da semivogal + vogal + semivogal. Exemplos ` Urug • UAI U – semivogal U – ru – gUAI : A vogal I semivogal Parag • UAI U semivogal A vogal I semivogal Hiatoc) é o encontro de vogal + vogal formando sílabas separadas. Exemplos ` mares • IA ma – re – sI – A I = vogal + A = vogal S • AAra SA – A – ra A = voga + A = vogal Encontros consonantais Os encontros consonantais são agrupamen- tos de duas ou mais consoantes (pronunciadas) na mesma sílaba ou em sílabas separadas. Exemplos ` CR • edo CRe – do C consoante pro- nunciada + R consoante pronunciada na mesma sílaba. po • RTa poR –Ta R consoante pronuncia- da + T consoante pronunciada em sílabas diferentes. Dígrafos Os dígrafos são conjuntos de letras que re- presentam apenas um fonema, isto é, um som. Os principais dígrafos são representados por: CH • – chave LH • – telha NH • – manhã XC • – exceder Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 9 E _E M _1 _L IP _0 0 1 SÇ • – nasça GU • – gueixa QU • – queijo RR • – arroz SS • – pássaro SC • - nascer Observe que em palavras como: ca • rro a representação gráfica RR tem apenas um som de R forte. fre • guesia note que o U não é pronun- ciado. Exemplos ` canja / • ã /, lindo / / , pondo / õ /, mundo / u /. ag • uentar U pronunciado ditongo gu • erra U não pronunciado dígrafo na • scer apenas um fonema dígrafo fre • sco dois fonemas encontro conso- nantal Nota: o m e o n , quando estão em final de sílaba, não são consoantes, mas sinais de nasalização, ou seja, indicam que as vogais anteriores a eles são nasais. Divisão silábica A sílaba é um movimento de força muscular que fica mais forte e atinge um limite máximo até o ponto em que vai diminuindo sua força. Para dividir as sílabas das palavras, deve-se observar esses movimentos. No entanto, deve- mos observar: não podemos separar os ditongos, os a) tritongos e alguns dígrafos (CH, LH, NH, QU e GU); ficam em sílabas separadas os hiatos e b) os dígrafos SS, RR, SC, XC e SÇ; toda consoante no interior da palavra, c) que não estiver acompanhada de vogal, deve ficar na sílaba anterior. Exemplos ` egípcio = e-gíp-cio • absoluto = ab-so-lu-to • Linguagem, língua e fala A palavra linguagem tem muitos signifi- cados. Aqui consideraremos que linguagem significa língua em uso, ou seja, com propósi- tos comunicativos. Como o homem é um ser social, está sempre estabelecendo processos de comunicação. É possível optar por diferentes formas de expressão. Assim, cada indivíduo pode fazer um uso próprio da língua, dando-lhe um caráter personalizado. Veja: “O amor é ferida que dói e não se sente.” • “O amor é legal pra caramba.” • As diferenças observadas nessas frases devem-se às diferentes manifestações da fala de cada um. Obviamente é necessário que se obedeçam às regras gerais da línguaportuguesa, a fim de que os enunciados possam ser com- preendidos por todos. Variedades linguísticas As variações linguísticas decorrem de situ- ações geográficas e culturais. Além delas, as diferenças ainda são motivadas pelos chamados níveis de linguagem. Para compreender melhor, basta que você observe seu próprio jeito de falar, conforme a situação em que se encontra. Não se fala com uma autoridade da mesma maneira que se conversa com um amigo íntimo. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 10 E _E M _1 _L IP _0 0 1 Da mesma forma, é possível observar diferenças de linguagem entre engenheiros, advogados e pedreiros, condicionadas pelas situações que vivenciam em seu trabalho. Certamente, esses profissionais mudam a maneira de falar quando se encontram em situações informais. A primeira grande distinção decorrente da existência dos níveis de fala é a que se faz entre a língua culta (formal, escrita) e a língua popular (informal, coloquial). Aqui é necessário especificar que a norma padrão culta está muito mais asso- ciada à escrita e a algumas situações formais de comunicação oral. Ela é empregada em situações que a requerem, por falantes escolarizados que sabem distinguir em que contextos seu uso é necessário e em que contextos não se faz o seu uso. A chamada língua popular poderia ser consi- derada a que fazemos uso em situações comuni- cativas informais, seja na nossa família, seja no nosso grupo de amigos. Nesses contextos, não há a preocupação com a gramática normativa. Há que se observar, também, que mesmo quando fa- zemos uso do registro culto (formal), não usamos todas as regras da gramática normativa, porque, afinal, ninguém fala como livro. Pode-se, ainda, falar num outro nível lin- guístico: a linguagem literária. Essa modalidade distingue-se das demais pela capacidade de produzir prazer estético, além da simples comu- nicação. Caracteriza-se pela elaboração artística do código linguístico, visando a finalidades ex- pressivas e criativas. Para saber mais O personagem abaixo troca o fonema / r / pelo / l / e isso gerou um problema semân- • tico, como podemos ver no desfecho desta tirinha: IE S D E B ra si l S .A . A da pt ad o. Cuidado! tem uma lata bem na sua flente! ora, e que mal uma lata pode me fazer? aaaaiiii!!! Uma mudança fonética pode ajudar a vender mais: • “O XYZ não é mais caro. É mais carro” (anúncio de automóvel). Já vimos que em português temos várias letras que representam um mesmo som, de- • pendendo de sua posição na sílaba. Observe as seguintes frases e veja como isso pode ocorrer. “Nunca confie numa mulher que diz sua verdadeira idade. Se ela diz isso, é capaz de di(z)er qualquer coi(s)a”. (Oscar Wilde) “Se quiser que o mundo (s)aiba de uma determinada história, escolha a pe(ss)oa (c)erta, conte e pe(ç)a segredo absoluto”. (Danuza Leão) “O (c)a(qu)i não passa de um tomate diabético”. (Max Nunes) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 11 E _E M _1 _L IP _0 0 1 Exercícios resolvidos (UCS-RS) A alternativa em que todas as 1. palavras apresentam separação correta de sílabas é: ex-ce-ção, cre-sci-men-to, pro-fes-sor.a) ins-tru-ção, ex-ci-tar, eu-ro-pe-u.b) ex-ce-len-te, a-vi-ão, me-io.c) pers-pe-cti-va, am-bí-guo, trans-por-te.d) rit-mo, dig-no, ap-to.e) Solução ` : E Na alternativa A, a palavra “cres-ci-men-to” foi separada erradamente. Na B, é a palavra “eu-ro- peu”; na C, a palavra “mei-o”; na D, é a palavra “pers-pec-ti-va” que foi dividida erradamente. Assinale a alternativa que apresenta triton-2. go, hiato, ditongo e dígrafo, nessa ordem: quais, saúde, perdoe, álcool.a) cruéis, mauzinho, quais, psique.b) quão, mais, manduí, quieto.c) aguei, caos, mágoa, chato.d) Solução ` : D Observe: a-guei tritongo ca-os hiato má-goa ditongo cha-to dígrafo Marque a opção em que todas as palavras 3. apresentam um dígrafo: fixo, auxílio, tóxico, exame.a) enxergar, luxo, bicho, olho.b) bicho, passo, carro, banho.c) choque, sintaxe, unha, coxa.d) Solução ` : C Os dígrafos são CH, SS, RR e NH. Exercícios de aplicação Leia o texto e responda às questões.1. Gírias saem da informalidade A linguagem informal de grupos sociais ganha fôlego ao virar objeto de registro e difusão, sem deixar de refletir modos de ser e subverter o idioma Dino Preti* O filme Tropa de Elite: retrato das gírias dos morros e dos policiais cariocas. D iv ul ga çã o. A gíria é a marca característica da lin- guagem de um grupo social. Torna-se difícil analisar esse fenômeno sob um enfoque geográfico, embora possa afirmar-se que a gíria é predominantemente um vocabulário urbano. Mas, de qualquer ponto geográfico que se parta, a gíria estará sempre ligada a um grupo social diferente. É na maior variedade das situações de interação da cidade que ela surge como um importante recurso de expressividade. Sendo um instrumento de agressivi- dade no léxico, a gíria está mais ligada à linguagem dos grupos socialmente menos favorecidos ou de oposição a um contexto social. Ela pertence a um grupo e, por isso, seu estudo pressupõe, inicialmente, con- siderações a respeito das relações entre língua e grupo social. [...] A língua é só uma entre outras formas de comportamento, um entre outros mo- dos de realização das atividades culturais Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 12 E _E M _1 _L IP _0 0 1 praticadas pelo grupo. Como essas formas de comportamento, a língua varia no interior de uma sociedade de tal maneira que os indi- víduos que têm entre si laços mais estreitos de convívio, relações de maior e mais durável intimidade, apresentam modos de falar mui- to semelhantes (ou quase idênticos), que os distinguem de outros indivíduos. Quando esses comportamentos contri- buem para a formação de uma consciência de grupo; quando os indivíduos fazem dessas marcas grupais uma forma de se autoafirma- rem na sociedade, dizemos que essas marcas constituem signos de grupo. Por exemplo, a moda característica de grupos; a apresenta- ção pessoal (maquiagem, cabelos etc.); o vocabulário gírio pelo qual se comunicam. Força própria No caso específico da língua ou, mais precisamente, do léxico, damos o nome de gíria de grupo ao vocabulário de grupos sociais restritos, cujo comportamento se afasta da maioria, seja pelo inusitado ou pelo conflito que estabelecem com a so- ciedade. Inusitados são, por exemplo, os grupos jovens ligados à música, às diver- sões, aos esportes, aos pontos de encontro nos shoppings, à universidade; conflituosos ou violentos são os grupos comprometidos com as drogas e o tráfico, com a prostitui- ção, o roubo e o crime, com o contrabando, o ambiente das prisões, entre outros. Quando esses grupos sociais restritos, por meio de contato com a sociedade, vul- garizam seu comportamento e sua lingua- gem, perde-se o signo de grupo. No caso da gíria, ela se incorpora à língua oral popular, tornando-se o que costumamos chamar de gíria comum, ou segundo estudiosos mais ortodoxos, simplesmente parte do vocabu- lário popular. [...] Mundinho Na sua origem, os vocábulos gírios de- monstram que há, muitas vezes, uma forma de se relacionar a gíria com a visão que o falante expressa do mundo em que vive. Nesse processo de designação subjetiva, os vocábulos expressam os sentimentos, as atitudes em face do meio em que o fa- lante vive, o julgamento crítico e a represen- tação do mundo. Daí se poder considerar a gíria como um dos instrumentos verbais na luta de classes. [...] Muitos dos vocábulos gírios tornam-se conhecidos fora dos limites do grupo em que são gerados e acabam por incorporar- -se à linguagem popular, particularmente ao vocabulário das classes mais populares ou das dos grupos jovens, sempre dispostos a marcar sua oposição à linguagemculta, dos adultos, em geral ligada às classes mais altas. [...] *Dino Preti é linguista e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, autor de Estudos de Língua Oral e Escrita (Lucerna, 2004). (Disponível em: <http://revistalingua.uol.com.br/textos. asp?codigo=11713>. Acesso em: 25 out. 2009.) Qual é a definição de gíria no texto de a) Dino Preti? Segundo o texto, em quais lugares as b) gírias são mais encontradas? Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 13 E _E M _1 _L IP _0 0 1 Utilizando as informações do texto ante-c) rior, escreva V (verdadeiro) ou F (falso) para as seguintes afirmativas. A língua é uma atividade cultural. )( Somente os grupos menos favorecidos )( possuem gírias. Muitas gírias perdem ao longo do tem- )( po seu caráter de pertencimento a um determinado grupo. A gíria tem um caráter inusitado ou )( conflitante em relação à sociedade. As gírias manifestam sempre marcas )( de autoafirmação. Determine o número de letras e de fonemas 2. de acordo com o som nasal das seguintes palavras: Letras Fonemas Hábito Arraigado Expressões Mulher Qualquer Quinhentos Obviamente, ao escrever o texto, Dino 3. Preti não pensou em dígrafos, encontros vocálicos, hiatos ou quaisquer dos fatos linguísticos estudados nesta unidade. Com certeza, a maior preocupação do narrador foi expor com clareza e objetividade suas ideias acerca de um assunto. No entanto, esses fatos estão presentes nas palavras empregadas no texto. Mostre que você entendeu as normas da língua retirando exemplos de: ditongo:a) tritongo:b) hiato:c) dígrafos:d) encontros consonantais separáveis:e) encontros consonantais inseparáveis:f) (Unirio) Assinale a melhor resposta. Em 4. papagaio temos: um ditongo.a) um trissílabo.b) uma proparoxítona.c) um tritongo.d) um dígrafo.e) Assinale a sequência em que todas as pala-5. vras estão separadas corretamente. Trans-a-tlân-ti-co, fi-el, sub-ro-gar.a) Bis-a-vô, du-e-lo, fo-ga-réu.b) Sub-lin-gual, bis-ne-to, de-ses-pe-rar.c) Des-li-gar, sub-ju-gar, sub-cres-ver.d) Cis-na-di-no, es-pé-cie, a-teu.e) (PUC-SP) Nas palavras 6. que, tranquilidade, concluía e muito ocorrem os seguintes encontros: dígrafo, dígrafo, tritongo, ditongo.a) dígrafo, ditongo, tritongo, dígrafo.b) ditongo, dígrafo, hiato, ditongo.c) ditongo, ditongo, tritongo, ditongo.d) dígrafo, ditongo, hiato, ditongo.e) (IMS-SP) Assinale o vocábulo que contém 7. cinco letras e quatro fonemas: estou.a) adeus.b) livro.c) volto.d) daqui.e) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 14 E _E M _1 _L IP _0 0 1 (FASP-SP) Assinale a alternativa que apresen-8. ta os elementos que compõem o tritongo: vogal + semivogal + vogal.a) vogal + vogal + vogal.b) semivogal + vogal + vogal.c) semivogal + vogal + semivogal.d) Proposta de redação Escreva para a Revista Língua, na qual foi veiculado o texto que você leu e posicione-se sobre o uso das gírias: quando elas são neces- sárias e quando é exagerado. Sua carta será publicada na seção Carta do Leitor. Questões de processos seletivos (CEFET-PR) Fonema é cada um dos sons da 1. fala. Letra é cada um dos sinais gráficos da linguagem escrita. Quantas letras formam o vocábulo bilíngue e quantos fonemas pronunciamos ao dizê-lo. 8 letras; 8 fonemas.a) 7 letras; 3 fonemas.b) 8 letras; 6 fonemas.c) 3 letras; 3 fonemas.d) 8 letras; 7 fonemas.e) (ITA-SP) Assinale a alternativa correta.2. PAIS, PAÍS, URUGUAI e VIU possuem, res- pectivamente: um ditongo oral decrescente, hiato, tri-a) tongo, ditongo oral decrescente. um ditongo oral crescente, hiato, triton-b) go, ditongo oral crescente. um ditongo oral crescente, hiato, triton-c) go, ditongo oral decrescente. um ditongo oral decrescente, hiato, tri-d) tongo, ditongo oral crescente. um hiato, ditongo oral decrescente, tri-e) tongo, hiato. (FEMPAR) Em qual dos vocábulos o “u” não 3. é semivogal? Causa.a) Quase.b) Delinquiu.c) Gratuito.d) Sequestre.e) (ITA–SP) Examinando as afirmações de que 4. o: X na palavra sintaxe soa como S X na palavra exame soa como Z X na palavra exorcismo soa como Z X na palavra exonerar soa como Z Verifica-se: apenas uma está correta.a) apenas duas estão corretas.b) três estão corretas.c) todas estão corretas.d) nenhuma está correta.e) (Unifenas) Em uma das alternativas abaixo 5. há divisão silábica incorreta. Assinale-a. De-cep-ção; me-mó-ria.a) Lei-tei-ro; ba-ú.b) Rá-di-o; di-sen-te-ria.c) Véus; sô-fre-go.d) Mei-a; gai-o-la.e) (FUMBA-RS) No vocábulo 6. Anhangabaú há: 5 sílabas, 1 dígrafo, 1 hiato.a) 4 sílabas, 1 grupo consonantal, 1 hiato.b) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 15 E _E M _1 _L IP _0 0 1 5 sílabas, 1 grupo consonantal, 1 hiato.c) 5 sílabas, 1 dígrafo, 1 ditongo, 1 hiato.d) (UnB) Marque a opção em que todas as 7. palavras apresentam um dígrafo. Fixo, auxílio, tóxico, exame.a) Enxergar, luxo, bicho, olho.b) Bicho, passo, carro, banho.c) Choque, sintaxe, unha, coxa.d) (IMES-SP) Assinale a alternativa em que a 8. palavra não tem suas sílabas separadas corretamente. In-ter-lec-ção.a) Cons-ci-ên-cia.b) Oc-ci-pi-tal.c) Psi-co-lo-gia.d) Ca-a-tin-ga.e) (FUMBA-RS) Quantos fonemas há em 9. santo, hoje, anexo e filho? 5, 4, 5 e 5.a) 5, 4, 5 e 4.b) 4, 3, 5 e 5.c) 4, 3, 5 e 4.d) 4, 3, 6 e 4.e) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 16 E _E M _1 _L IP _0 0 1 Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 17 E _E M _1 _L IP _0 0 1 Exercícios de aplicação 1. A gíria é a marca característica da lin-a) guagem de um grupo social. Nos centros urbanos.b) V, F, V, V, F.c) Hábito: 6 l e 5 f; arraigado: 9 l e 8 f; expres-2. sões: 10 l e 9 f. mulher: 6 l e 5 f; qualquer: 8 l e 7 f; qui- nhentos: 10 l e 7 f. ditongo3. : própria, imaginação, linguagem e muitos outros. tritongo: não há exemplos de tritongos. hiato: surpreendido, dia, aí, compreende etc. dígrafos: arraigado, expressões, excessiva- mente etc. encontros consonantais separados: modis- mo, instrumento etc. encontros consonantais inseparáveis: trou- xe, malandro etc. A4. C5. E6. E7. D8. Questões de processos seletivos E1. A2. D3. D4. C5. A6. C7. D8. E9. Gabarito Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 18 E _E M _1 _L IP _0 0 1 Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 19 E _E M _1 _L IP _0 0 2 Sílaba e tonicidade Introdução Ao pronunciarmos as palavras, emitimos sonoridade, que pode ser percebida por meio das sílabas que têm, em português, diferentes tonicidades. Você aprenderá, nesta unidade, a identificar a sílaba tônica das palavras. Esse aprendizado é prerrequisito para saber acentuar graficamente as palavras. Além disso, intensifi- caremos a questão das variedades linguísticas, a fim de que você possa empregar a linguagem com adequação. Ortoepia e prosódia completam esta unidade. Esse assunto diz respeito à pronúncia correta das palavras, questão muito importante para quem deseja fazer uso da variedade culta, nos contextos em que ela é a adequada. Abordagem teórica Sílaba e tonicidade Leia estas palavras: Séria: aquela moça sempre pareceu muito séria. Seria: isto seria muito bom para todos. Ao pronunciarmos as palavras, é possível perceber a diferença de significados entre elas graças à intensidade de voz que se dá às síla- bas que as compõem. Chama-se sílaba tônica aquela pronunciada com maior intensidade. Observe outros exemplos: fé-rias mar-te-lo lou-vor rá-pi-do sa-í-da a-mor Pa-ra-náa-mên-doa É importante observar que nem sempre a sílaba tônica aparece marcada pelo acento gráfico. Assim, é importante distinguir: acento tônico • : é aquele que se ouve, é o acento da fala. acento gráfico • : é aquele que se escreve, ou seja, é o sinal empregado para indicar a sílaba tônica. Na língua portuguesa, os sinais indicados para marcar a sílaba tônica na escrita, chamados de sinais diacríticos, são: Acento agudo (´): indica a pronúncia aberta. Acento circunflexo (^): indica a pronúncia fechada. Classificação das palavras quanto à posição da sílaba tônica Na língua portuguesa, nem todas as pa- lavras têm acento gráfico, mas quase todas apresentam uma sílaba tônica. De acordo com a posição dessa sílaba tônica, as palavras classificam-se em: oxítonas – são as que apresentam toni- • cidade na última sílaba. Ex.: paletó, jacaré, Bauru, avô etc. paroxítonas – são as que apresentam • tonicidade na penúltima sílaba. Ex.: remédio, caldeira, camisa, repórter, essência etc. proparoxítonas – são as que apresentam • tonicidade na antepenúltima sílaba. Ex.: rápido, época, lâmpada, pálido, rís- pido etc. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 20 E _E M _1 _L IP _0 0 2 Ortoepia e prosódia Ortoepia É a parte da gramática que se preocupa com a correta articulação e pronúncia das palavras. Exemplos ` : Mortadela, e não mortandela Bandeja, e não bandeija Advogado, e não adevogado Beneficente, e não beneficiente Umbigo, e não imbigo Prosódia É parte da gramática que se preocupa com a correta acentuação tônica de uma palavra. Comete-se um erro de prosódia quando se transforma em proparoxítona uma palavra que é paroxítona. Eis alguns casos mais comuns de troca de sílaba tônica: Rubrica, e não rubrica Condor, e não condor Nobel, e não Nobel Látex, e não latex Gratuito e não gratuito Palavras de dupla prosódia, ou seja, que apresentam duas pronúncias corretas: Acróbata ou acrobata Ortoépia ou ortoepia Projétil ou projetil Réptil ou reptil Xérox ou xerox Observação Algumas palavras formam o plural com a mudança de timbre da vogal tônica. A essa ocorrência damos o nome de metafonia. Veja estes exemplos: Singular Plural esforço (ô) esforços (ó) corpo (ô) corpos (ó) forno (ô) fornos (ó) tijolo (ô) tijolos (ó) poço (ô) poços (ó) Adequação da linguagem Leia com atenção essa letra de música: As mariposa Adoniran Barbosa As mariposa quando chega o frio Fica dando vorta em vorta da lâmpida pra si isquentá Elas roda, roda, dispois si senta Em cima do prato da lâmpida pra discansá Eu sou a lâmpida E as muié é as mariposa Que fica dando vorta em vorta de mim Todas as noite, só pra mi beijá – Boa noite, lâmpida! – Boa noite, mariposa! – Pelmita-me oscular-lhe as alfácias? – Poi não, mas rápido porque daqui a pou- co eles mi apaga. Você deve ter percebido que a linguagem empregada no texto é diferente da que se cos- tuma aprender na escola. Isso acontece porque o objetivo da língua portuguesa ensinada na escola é a apreensão da norma culta da lingua- gem e os contextos nos quais sua utilização é necessária. É a norma culta da linguagem que se deve empregar nas situações formais ou nos textos acadêmicos, e na maioria dos textos de revistas e jornais. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 21 E _E M _1 _L IP _0 0 2 É importante esclarecer que, do ponto de vista da linguística, não se pode dizer que uma forma de linguagem é certa ou errada. Isso significa que essas variedades representam apenas sistemas linguísticos adequados às necessidades dos falantes e aos contextos em que a comunicação acontece. Variantes regionais e sociais Sabe-se que a linguagem empregada no Nordeste é bem diferente daquela empregada no Sul do Brasil. Essas diferenças são observadas entre os estados e também entre as distintas regiões do país. Quem não conhece o modo pe- culiar como o carioca pronuncia alguns fonemas ou ainda expressões típicas empregadas pelos gaúchos, pelos cearenses, pelos baianos? Você já deve ter observado, também, as diferenças linguísticas existentes na fala urbana e na fala rural. Não se pode deixar de mencionar as expressões que acabam identificando inclu- sive as profissões dos falantes. O motorista de táxi, o médico, o garimpeiro, o metalúrgico, por exemplo, acabam sendo identificados pela ma- neira como utilizam a linguagem. Qual das palavras abaixo você costuma empregar? Mandioca – Aipim – Macaxera Bisteca – Chuleta Meia – Carpim Pão francês – Cacetinho Essas palavras representam apenas exem- plos da nossa diversidade linguística. Como você pôde observar no início desta unidade, há vários registros de linguagem igual- mente aceitos do ponto de vista da comunicação humana. No entanto, para empregar a linguagem de modo que ela cumpra a sua função social com eficiência, é necessário adequá-la às circunstân- cias. Isso significa que, primeiramente, deve-se definir o que escrever (um texto acadêmico, um bilhete, um diário, um relatório), com que objeti- vo (informar, sensibilizar, denunciar) e para quem escrever (a um amigo, a uma autoridade, ao meu superior). Estabelecidos esses aspectos, certamente o narrador já terá definido também o tipo de linguagem que deverá empregar. Coloquial • : para as situações informais. Culta • : para as situações formais. Para saber mais Observe o seguinte quadrinho e veja que as inadequações de pronúncia podem gerar si- tuações engraçadas. Se você não sabe qual é a palavra correta (lagarto ou largato) procure-a no dicionário. IE S D E B ra si l S .A . A da pt ad o. ... passou tão depressa que não deu nem pra distinguir. larGato ou laGarto? sei lá... Ih, olha lá um larGato correndo! Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 22 E _E M _1 _L IP _0 0 2 Exercícios resolvidos Identifique a sílaba tônica das palavras 1. abaixo: Item Clímax Substantivo Posição Maçã Melancia Anãozinho História Pezinho Maio Saia Acento Solução ` : Para identificar a sílaba tônica, melhor separar as palavras em sílabas que têm acento gráfico pois já são identificadas pelo próprio sinal. Quanto às outras, é preciso pronunciá-las e ouvir a sílaba com maior intensidade. Assim, temos: i-tem, substan-ti-vo, ma-çã, a-não-zinho, pe-zi-nho, sai-a, clí-max, po-si-ção, me-lan-ci-a, his-tó-ria, mai-o, a-cen-to. Assinale a alternativa em que todas as pa-2. lavras são paroxítonas. Falaria, amendoim, fato, férias.a) Molécula, rapidez, rapidamente, sócio.b) Azia, Ásia, parede, ensaio.c) Logo, prazer, comendo, lindo.d) Solução ` : Em A, amendoim é oxítona; em B, molécula é proparoxítona e rapidez é oxítona; em D prazer é oxítona. Logo, a alternativa correta é a C: a-zi-a; Á-sia; pa-re-de; en-sai-o, todas paroxítonas. Classifique os vocábulos abaixo, de acordo 3. com a posição da sílaba tônica. Peritoa) Êxodob) Hostilc) Escândalod) Tulipae) Viveramf) Viverãog) Aquih) Amemi) Amémj) Solução ` : Observar que a tendência da língua portuguesa é para as palavras paroxítonas. Exercícios de aplicação Leia o texto e responda às questões.1. Ensinar português? Comecemos a conversa, a meio cami- nho entre o sério e o cômico [...], imaginan- do um diálogo, alguém chega e pergunta a um professor de português [...]: – Ensina-se mesmo português, esta língua que a gente usa todo dia? – É claro, em escolas do primeiro ao terceiro graus, há aulas de português, portanto... – A quem se ensina português? – Ora além de estrangeiros interessa- dos, ensina-se principalmente brasileiros. – ... que já falam português! ...Ah! Então eles não falam português?! – Bem, claro que falam desde crianças ... – Ah ! Entendi ... existem duas línguas com o mesmo nome “português’’, uma nacional, natural, que todo mundo já nasce falando e umaoutra, estrangeira, que é preciso ir à escola aprender ... – ...epa, pera aí! Num é bem assim... Desculpe-me, deixe-me começar novamente a frase: um momento, você está equivoca- do, este assunto não é exatamente como você está colocando. – Ué, isto que você acabou de me falar está nessa língua estrangeira? – Claro que não, pô? Você não entendeu. – Entendi... soou um pouco estranho, mas até que é bonito. Você fala assim na sua casa, também? Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 23 E _E M _1 _L IP _0 0 2 – Claro que não, somente em alguns lugares e com algumas pessoas. – Ah! Então você troca de língua como troca de roupa, às vezes mais chique, outras mais esportivo, outras mais popular... – Sim, claro, você não quer que eu vá falar com o Diretor daquela indústria ali, por exemplo, mal vestido e falando de qualquer jeito, não? – [...] – ... mesmo se você vai lá pra dizer pra ele que os salários estão horríveis, que tá todo mundo passando fome, que enquanto ele viaja de Mercedes [...] – Ô meu, para né? Você já tá baixando o nível... é claro que você precisa falar di- reitinho... até para reclamar... – Ah! Então é por isso que se ensina português... para as pessoas aprenderem a falar direitinho com os patrões! – Não simplifica, né?! Não é só isso, não. – Tem mais? – [...] se você não souber falar e escre- ver direito, corretamente, você não arranja um bom emprego, não consegue passar num concurso... – Poxa, agora estou entendendo melhor, pra arranjar um bom emprego a língua que a gente usa não serve. – Serve sim, mas só pra coisinhas, conversinhas banais, mas pra subir na vida, ganhar bem, não! – Ah! Entendi. Então esses milhões de desempregados que estão por aí foram despedidos porque não sabiam escrever e falar corretamente! Eles não podem voltar pra escola? – Ô meu, lá vem você de novo com ques- tões que não dizem respeito ao ensino de português... quando esses caras quiserem novamente emprego ele vão ter que saber português... – Então você poderia abrir um cursinho de português para desempregados!... – Vê se não goza, vá! – Agora me lembrei, você é professor de português, não é? – Sou. – Então você sabe português perfeita- mente, não? – Claro, tenho diploma, cursos de aper- feiçoamento, trabalhos publicados etc... – Ah! Quer dizer que você deve ganhar super bem, não ? Fiquei até com vontade de fazer curso de Letras... – Bem... não é bem assim, você sabe, ehr, hum, ahn... Estado paga mal... – ...não quero te deixar chateado, mas sabe, o diretor daquela indústria que você mostrou agorinha não sabe falar português nenhum, nem aquele vulgarzinho, nem esse da escola ... e ele ganha muito mais que nós todos juntos... – Pô, você tá um saco hoje, vamos mu- dar de assunto... – [...] – Ah!... (ALMEIDA, Milton José de. In: GERALDI, João Wanderley (Org.). O Texto na Sala de Aula. São Paulo: Ática, 1999. (Coleção Na sala de aula). A língua é produzida socialmente. Isso quer dizer que a sua produção e reprodução é fato cotidiano, localizado no tempo e no espaço da vida dos homens: uma questão dentro da vida e da morte, do prazer e do sofrer. Numa sociedade, como a brasileira, que, por sua dinâmica econômica e política, divide e individualiza as pessoas, isola-as em grupos, distribui a miséria entre a maio- ria e concentra os privilégios nas mãos de poucos, a língua não poderia deixar de ser, entre outras coisas, também expressão dessa mesma situação. Qual o assunto principal da conversa en-a) tre os interlocutores no texto? Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 24 E _E M _1 _L IP _0 0 2 Um dos interlocutores parece ter dificuldade de entender por que alguém deve passar os b) anos escolares aprendendo uma língua que já conhece antes de entrar na escola. Por quê? Que tipo de linguagem predomina no texto? Aponte um exemplo que confirme sua resposta.c) Todas as alternativas abaixo apresentam vocábulos de timbre aberto, 2. exceto uma. Aponte-a. Socorros, tortos, esforços.a) Caroços, miolos, porrosb) Reforços, portos, tijolos.c) Subornos, tornos, transtornos.d) Identifique a sequência em que as três palavras fazem o plural com metafonia.3. Dorso, poço, suborno.a) Canhoto, almoço, estorvo.b) Forno, morno, aeroporto.c) Reforço, tosco, alvoroço.d) Assinale a alternativa que apresenta erro na identificação na sílaba tônica:4. Bara) bante, acarajé, romântico, mosquito. Marmeb) lada, melancia, javali, cartucho. Inc) seto, célebre, tatu, informação. Cand) ção, aprendo, cria, paralisia. Classifique as palavras do 1.5. o parágrafo do texto “Ensinar português”, conforme a posição de sílaba tônica. Oxítonas Paroxítonas Proparoxítonas Monossílabos Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 25 E _E M _1 _L IP _0 0 2 A prosódia ocupa-se essencialmente da 6. correta acentuação tônica das palavras. Assinale a opção em que a sílaba tônica está marcada erradamente. Boea) mia. Grab) tuito. Circ) cuito. Filand) tropo. Sue) til. Leia as frases em voz alta, pronunciando 7. corretamente as palavras destacadas e assinale a sílaba tônica delas. Esta a) rubrica não é minha. É preciso b) distinguir o joio do trigo. A mocinha era muito c) pudica. Os d) advogados e os psicólogos fizeram atendimento gratuito. O fumo e) intoxica o organismo. Proposta de redação Imagine que você precise faltar às aulas por dois dias. Escreva um bilhete a um amigo expli- cando por que você vai precisar faltar. Depois, escreva outro bilhete com o mesmo conteúdo ao diretor da escola. Note que você deve escrever a mesma explicação para as faltas, mas a maneira de escrever (o registro – formal ou informal) vai ser diferente em cada um dos bilhetes. Questões de processos seletivos (ITA) Para a presente questão, observar que:1. a acentuação gráfica foi eliminada.I. as sílabas tônicas propostas estão re-II. presentadas por letras maiúsculas. Exemplo: ca(TÁS)trofe (a sílaba tônica proposta é TAS). Ao escutar, então, ruBRIca, proTÓtipo, gra- TUIto, verifica-se que: apenas uma palavra foi pronunciada cor-a) retamente. apenas as duas primeiras foram pronun-b) ciadas corretamente. somente a última foi pronunciada corre-c) tamente. todas foram pronunciadas corretamente.d) nenhuma foi pronunciada corretamente.e) (UEPG) Nesta relação, as sílabas tônicas 2. estão destacadas. Uma delas, porém, está destacada incorretamente. Assinale-a: Intea) rim. Pub) dico. Ruc) brica. Grad) tuito. Inaue) dito. (FAFEOD-MG) Qual a alternativa que melhor 3. define o acento tônico? Maior intensidade silábica.a) Sílaba tônica associada a sinal gráfico.b) Sinal gráfico, marcando sílaba de maior c) intensidade. Sinal gráfico, marcando a intensidade d) silábica. (UEM-PR) Assinale a alternativa em que a 4. sílaba tônica está sublinhada corretamente em todas as palavras. Misa) ter, decano, avaro, circuito. Rub) brica, aziago, ibero, mister. Noc) bel, látex, avaro, recém-nascido. Rud) brica, látex, ibero, filantropo. Decano, êe) xodo, edito, ureter. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 26 E _E M _1 _L IP _0 0 2 (Unisinos) Forró, ciúmes, operário, época e já 5. são acentuadas pelos mesmos motivos de: Dendê, gaúcho, milenário, mártir, dá (v).a) Forro, ateísmo, glória, médico, mês.b) Ananás, baú, moreia, lâmina, pó.c) Alá, lápis, gáudio, cônego, três.d) Pataxó, alaúde, núcleo, molécula, vá.e) (ACAFE-SC) Considerando a estrutura fo-6. nética da língua portuguesa, assinale a alternativa correta. As palavras fato, cultura, sociedade e a) possível são todas paroxítonas sem o acento gráfico. Em “a b) orelha do próximo”, a palavra em destaque apresenta cinco (5) letras e um (1) dígrafo. As divisões silábicas de proíbe, essen-c) cial,cachorrinhos e evidentemente são, respectivamente, pro-í-be, es-sen-ci-al, ca-chor-rin-hos e e-vi-den-temen-te. A palavra muito é trissílaba.d) A palavra “proíbe” é acentuada grafica-e) mente porque o “i” é tônico, é segunda vogal de um hiato, forma sílaba sozinho e não é seguido de nh. (CEFET-PR) Assinale a alternativa em que 7. nenhuma palavra exige acento gráfico. Item, polens, erros, germens.a) Caqui, atroz, depor, órgão.b) Cutis, governos, almoços, ser.c) Coroa, essencial, frequente, virus.d) Nuvens, jovem, semen, parti.e) (Enem) Diante da visão de um prédio com 8. uma placa indicando SAPATARIA PAPALIA, um jovem deparou com a dúvida: como pronunciar a palavra PAPALIA? Levado o problema à sala de aula, a discus- são girou em torno da utilidade de conhecer as regras de acentuação e, especialmente, do auxílio que elas podem dar à correta pronúncia de palavras. Após discutirem pronúncia, regras de acentuação e escrita, três alunos apresentaram as seguintes con- clusões a respeito da palavra PAPALIA: Se a sílaba tônica for o segundo PA, I. a escrita deveria se PAPÁLIA, pois a palavra seria paroxítona terminada em ditongo crescente. Se a sílaba tônica for LI, a escrita deve-II. ria ser PAPALÍA, pois “i” e “a” estariam formando hiato. Se a sílaba tônica for LI, a escrita deve-III. ria ser PAPALIA, pois não haveria razão para o uso do acento gráfico. A conclusão está correta apenas em: Ia) IIb) IIIc) I e IId) I e IIIe) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 27 E _E M _1 _L IP _0 0 2 Gabarito Exercícios de aplicação 1. Os interlocutores falam sobre a língua portuguesa e sobre a importância de se dominar a a) variante culta da linguagem. Esse interlocutor domina uma modalidade da língua que lhe permite comunicar-se com b) autonomia. No entanto, reage com estranheza quando o professor tenta explicar-lhe sobre a variante culta da linguagem, aquela que pode ampliar as possibilidades sociais e profis- sionais ao cidadão. No texto, predomina a variante coloquial ou informal. Ex.: “[...] ô meu, para né?”c) D2. C3. B4. 5. Oxítonas Paroxítonas Proparoxítonas Monossílabas Alguém, professor, português. Comemos, conversa, meio, caminho, entre, sério, imaginando, chega, pergunta. Cômico, diálogo. A, e, o, um, de. A6. 7. (rua) brica) (distinb) guir = não pronunciar o “u”) (puc) dica) (advogado/psicólogo= d) d e p mudos; gratuito) (intoxica=/e) intoKSica/) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 28 E _E M _1 _L IP _0 0 2 Questões de processos seletivos D1. A2. A3. D4. E5. E6. A7. E8. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br CENTRO DE INTEGRAÇÃO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - CIEJA PROPOSTA DE REDAÇÃO Redija texto dissertativo-argumentativo com escrita formal da língua portuguesa sobre o tema: “OLIMPIADAS NO BRASIL 2016”. Organize de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Nome Nº. Mat. INFORMAÇÕES: a) O texto definitivo deve ser escrito à tinta preta, na folha apropriada de 10 a 30 linhas. b) Escreva sua redação com letra legível. c) FOLHA DE REDAÇÃO PARA O ALUNO PRATICAR CENTRO DE INTEGRAÇÃO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - CIEJA PROPOSTA DE REDAÇÃO Redija texto dissertativo-argumentativo com escrita formal da língua portuguesa sobre o tema: “SAÚDE PÚBLICA”. Organize de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Nome Nº. Mat. INFORMAÇÕES: a) O texto definitivo deve ser escrito à tinta preta, na folha apropriada de 10 a 30 linhas. b) Escreva sua redação com letra legível. c) FOLHA DE REDAÇÃO PARA O ALUNO PRATICAR CENTRO DE INTEGRAÇÃO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – CIEJA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA ENSINO MÉDIO ATIVIDADE - AVALIAÇÃO PARCIAL AP1 – Atividade de 10 questões: 01. Assinale o vocábulo que possui o mesmo número de fonemas da palavra falência: a) palhaçada; b) consciência; c) guerreando; d) companhias; e) referência. 02. Assinale a série em que apenas um dos vocábulos não possui dígrafo: a) folha - ficha - lenha – fecho b) lento - bomba - trinco – algum c) águia - queijo - quatro - quero d) descer - cresço - exceto – exsudar e) serra - vosso - arrepio – assina 03. A alternativa em que as letras sublinhadas nas palavras constituem, respectivamente, dígrafo e encontro consonantal é: a) exceção / étnico b) banho / desça c) seguir / nascimento d) aquático / psicologia e) occipital / represa 04. Quantos fonemas existem na palavra paralelepípedo ? 05. Nas palavras alma, pinto e porque, temos, respectivamente: a) 4 fonemas - 5 fonemas - 6 fonemas. b) 5 fonemas - 5 fonemas - 5 fonemas. c) 4 fonemas - 4 fonemas - 5 fonemas. d) 5 fonemas - 4 fonemas - 6 fonemas. e) 4 fonemas - 5 fonemas - 5 fonemas. 06. Faça a divisão silábica e sublinhe a sílaba tônica. Classifique as palavras quanto ao número de sílabas e quanto à posição da sílaba tônica conforme o modelo: amiguinho: a – mi – gui – nho: polissílaba e paroxítona a) impossível: ____________________________________________________________________ b) plástico: ______________________________________________________________________ c) fértil: _________________________________________________________________________ d) lâmpada: ______________________________________________________________________ 07. São acentuados os monossílabos tônicos terminados em: ________________________________________________________________________________ Aluno(a) Nº. Mat. Data Tutor Disciplina NOTA USO EXCLUSIVO DO TUTOR 08. Acentuam-se as oxítonas terminadas em: ________________________________________________________________________________ 09. Destaque a sílaba tônica e dê sua colocação na palavra. Siga o modelo: Flamengo – men – penúltima a) Jacaré: b) Música: c) Regador: d) Prateleira: 10. Separe as silabas das palavras e risque a sílaba tônica e classifique: a) menina _________________________________________ b) médico _________________________________________ c) boneca _________________________________________ d) chocalho _________________________________________ 29 E _E M _1 _L IP _0 0 3 Acentuação gráfica Introdução Ao ler um texto, uma notícia de jornal, uma crônica, é comum observarmos um narrador “tomar emprestado” de outro, passagens que ilustram as ideias que deseja expressar. A esse fato damos o nome de intertextualidade. Para identificarmos esses “diálogos” entre os textos, é importante que leiamos muito, pois, quanto maior for o nosso potencial intelectual, mais facilmente reconheceremos esses aspectos, ou seja, mais identificaremos passagens de outros textos no texto que estivermos lendo. Veremos, ainda, que o sistema de acen- tuação gráfica é necessário. Sem ele, seria impossível, por exemplo, ler as palavras: sábia, sabia e sabiá. Também nesta aula, vamos mostrar que existem diferentes modos para organizar nossas ideias. Em outras palavras: podemos dizer a mesma coisa de inúmeras formas. Essa é uma habilidade que precisamos desenvolver. Abordagem teórica Como você já sabe, quase todas as pala- vras da língua portuguesa possuem um acento tônico, mas nem todas são acentuadas grafi- camente. Para acentuar graficamente uma palavra corretamente, é necessário: identificara sílaba tônica. • classificar a palavra quanto à tonicidade, • isto é, definir se a palavra é oxítona, pa- roxítona ou proparoxítona. observar a terminação da palavra. • aplicar a regra. • Acentuação das oxítonas Acentuam-se as oxítonas terminadas em: a (s) • : Araxá, Paraná, sofá. e (s) • : até, dendê, vocês. o (s) • : vovô, vovós, cipó. em (ens) • : quando essas palavras tive- rem mais de uma sílaba vinténs, porém, amém, parabéns. Notas As formas verbais • amá-lo, vendê-lo, com- pô-lo, devem ser incluídas nesta regra. Os monossílabos tônicos terminados em • -a (s), -e (s), -o (s) também devem ser acentuados. Não devem receber acento os monossíla- • bos átonos: bem, sem, nos, vos etc. Acentuação das paroxítonas Acentuam-se as paroxítonas terminadas em: l • : agradável, móvel. n • : hífen, pólen. r • : caráter, dólar. x • : tórax, látex. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 30 E _E M _1 _L IP _0 0 3 ps • : bíceps, fórceps. ã • : ímã, órfãs. ao • : órfão, órgãos. i (s) • : táxi, lápis. us • : vírus, ônus. um (ns) • : álbum, álbuns. Ditongos orais • : média, vários, névoa. Notas: Os prefixos terminados em • i e r não devem ser acentuados: semiárido, super-herói. Quanto às paroxítonas terminadas em • -n, seguidas de -s , se a terminação for -ens, a palavra perde o acento: hífen hifens; pólen polens. Já o mesmo não acon- tece se a terminação no plural for -ons: nêutron nêutrons; íon íons etc. Acentuação das proparoxítonas Todas as palavras proparoxítonas devem ser acentuadas. Exemplos ` rá • pido, época, cálido, agrônomo etc. Intertextualidade Você já teve a oportunidade de identificar em letras de música, poesia, artigos de jornais ou revistas trechos já lidos em outros textos? Observe: D om ín io p úb lic o. “Canção do exílio”, de Gonçalves Dias. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Ao compor o Hino Nacional Brasileiro, seu autor aproveitou algumas passagens do poema de Gonçalves Dias. Veja: D om ín io p úb lic o. Hino Nacional Brasileiro, de Joaquim Osório Duque Estrada. Do que a terra mais garrida Teus risonhos, lindos campos tem mais flores: “Nossos bosques têm mais vida”. “Nossa vida”, no teu seio, “mais amores”. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 31 E _E M _1 _L IP _0 0 3 A esse “diálogo” entre os textos damos o nome de intertextualidade. Assim, quanto mais texto lermos, quanto maior for o nosso repertório, mais possibilidades teremos para identificar essas relações intertextuais. Para saber mais Os acentos gráficos têm suas normas. Algumas, estudadas neste módulo. Eles ajudam na correta pronúncia da palavra. Onde houver manifestação escrita, lá estão eles, como no JB e em Veja, publicações que passam a limpo o nosso cotidiano. Às vezes, em vocábulos que nos orgulhamos de pronunciar, por exemplo o nome do mais • famoso jogador de futebol no Brasil: C re at iv e C om m on s/ Fá bi o R od ri gu es P oz ze bo m . Júri da FIFA escolhe Pelé. Às vezes em músicas, que podem nos fazer rir ou chorar. • D iv ul ga çã o. “Quem é que nunca sofreu por alguééééémmm” Agnaldo Timóteo cantando um velho bolero no horário eleitoral. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 32 E _E M _1 _L IP _0 0 3 Exercícios resolvidos A palavra que obedece à mesma regra de 1. acentuação que corroído é: ataúde.a) sapé.b) corróis.c) láurea.d) crédulo.e) Solução ` : A palavra corroído é acentuada por ter “i” tônico de um hiato, ou seja, forma sílaba sozinha. A mesma regra vale para o “u” tônico dos hiatos. Assim, a alternativa que apresenta a palavra nessa condição é a letra A. A alternativa em que há 2. erro de acentuação gráfica é: raízes, juízes, juiz, faísca.a) rúbrica, hífens, jibóia.b) panaceia, anéis, árdua.c) girassóis, vintém, ônix.d) boêmia, ruína, infância.e) Solução ` : A palavra “rubrica” é paroxítona e não leva acento, pois a sílaba tônica é “bri”; “hifens” no plural perde o acento e “jiboia” tem ditongo aberto “oi” e não precisa de acento gráfico. As demais estão corretas. Escolha a alternativa correta para preencher 3. as lacunas. O _________________________ era grande. Os exportadores de __________________________ tentaram , em vão, _______________________ prejuízo – têxteis – reduzi-lo.a) prejuizo – têxteis – reduzi-lo.b) prejuizo – têxteis – reduzí-lo.c) prejuizo – texteis – reduzí-lo.d) prejuízo – textis – reduzi-lo.e) Solução ` : A alternativa que preenche corretamente é a alternativa A. “Prejuízo” leva acento por ter “i” tônico de um hiato; “têxteis” é paroxítona termi- nada em ditongo e “reduzi-lo” não tem acento, uma vez que é oxítona terminada em “i”. Exercícios de aplicação Leia o texto e responda às questões.1. D iv ul ga çã o. Às vezes, em palavras que representam um desafio para os médicos de hoje. • O Ministério da Saúde adverte: Fumar pode causar câncer de pulmão. Às vezes, em palavras cujos atos já não deveriam mais existir na sociedade. • Receita de Aiatolá Religiosos na Turquia e na Espanha aconselham o uso da violência para manter as espo- sas submissas. Não é que pessoas com deficiência não existem. São os outros que não as veem Mara Gabrilli* D iv ul ga çã o. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 33 E _E M _1 _L IP _0 0 3 Hoje podemos perceber mais a preocupa- ção com a população idosa, com gestantes e famílias com carrinhos de bebê – que são consideradas pessoas com mobilidade redu- zida. Foi preciso muito esforço para chegar até aqui, mas aos poucos a inclusão social das pessoas com deficiência vem ocupando seu espaço na capital. Ainda falta muito, mas percebemos o início de um movimento, seja por parte dos governantes, seja por parte da sociedade. Mais precisamente, há um grupo relativa- mente pequeno de profissionais que têm uma grande responsabilidade em suas mãos, que são os síndicos. Eles podem fazer toda a diferença para as três milhões de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida que vivem em São Paulo. Apesar do número expressivo, são paulistanos que pouco vemos nas ruas por um simples motivo: a pouca acessibilidade da cidade, a começar pelos edifícios onde residem e suas calçadas. Essa é a primeira de muitas e imensas barreiras que preci- samos enfrentar diariamente. Digo nós, em primeira pessoa, porque estou entre esses três milhões de paulistanos. Sofri um acidente de carro aos 26 anos de idade e fiquei tetraplégica. Nestes 15 anos, desde que passei a me locomover em cadeira de rodas, já presen- ciei avanços e participei, com orgulho, de muitas conquistas na construção de uma so- ciedade justa e solidária, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Apesar do Poder Público ainda precisar investir muito em calçadas acessíveis, ôni- bus adaptados, edificações com rampas e muitas outras estruturas que dependem de orçamento, a sociedade civil tem também a sua parcela de responsabilidade e seu papel a cumprir. Não podemos mais passar às pessoas a mensagem velada de que elas não deveriam sair de casa e que isso não é problema nosso. A falta de acessibilidade é um preconceito silencioso, porém extrema- mente limitante. A legislação brasileira já garante o acesso universal: da Lei Federal de Aces- sibilidade (10.098/2000) e o Decreto Federal (5.296/2004) que a regulamenta, ao Código de Obras do Município de São Paulo que incorporou as normas técnicas brasileiras de acessibilidade (NBR 9050) em 1992 e a Lei Municipal 11.345/93 que dispõe sobre a adequação das edificações à pessoa com deficiência, além de outros documentos nacionais e internacionaisdos quais o Brasil é signatário. Como bem sabemos, não basta que a lei exija as mudanças; é preciso ter consciên- cia, vontade agir e começar a realizá-las den- tro de nossas próprias casas, condomínios, estabelecimentos comerciais e calçadas, já que estes são de nossa responsabilidade. Por isso, é de suma importância que os síndicos e administradores de condomínio se sensibilizem e criem um cronograma de obras de acordo com suas possibilidades orçamentárias visando ao bem-estar de to- dos seus moradores, presentes e futuros. Nunca é demais lembrar que seremos ido- sos um dia e precisaremos de facilidades para nosso ir e vir. *Mara Gabrilli, 42, tetraplégica, psicóloga e publicitária, é vereadora da cidade de São Paulo. Fundadora da ONG Projeto Próximo Passo, hoje Instituto Mara Gabrilli, foi Secretária Mu- nicipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Prefeitura de 2005 a 2007. Site: <www.maragabrilli.com.br>. (Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/ur- banias/indexurb.htm>. Acesso em: 19 nov. 2009. Adaptado.) 2. Qual é o tema tratado no texto?a) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 34 E _E M _1 _L IP _0 0 3 Qual é seu objetivo?b) Que parte da população poderia direta-c) mente influenciar a adaptação da arqui- tetura às pessoas com necessidades especiais? Qual é a relação entre a autora e o tema d) do texto? O título do texto resume um pouco o as-e) sunto tratado nele. O que você acha do título desse texto? Que outro você colo- caria? Justifique o acento gráfico do vocábulo 3. ônix. Acentue devidamente as palavras quando 4. necessário. alguem juri contemporaneo eter helio oasis refens fosseis (verbo) rubrica faceis ruim Tonico (nome próprio) decada tonico textil tatu vulneravel Iguaçu bisavo (fem.) hortensia paleto torax espelho cumplice silencio (subst.) ambiguo magoo ate Acentue as palavras, quando necessário, 5. e justifique. Aniversarioa) Eguab) Mac) Poluidod) Escandaloe) Biquinif) Baleg) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 35 E _E M _1 _L IP _0 0 3 Nas frases a seguir, foram retirados os acen-6. tos gráficos das palavras. Copie as frases e acentue os vocábulos, quando necessário. Os tres gatos siameses tinham o pelo a) cinzento, bem diferentes do cão pequi- nes que ganhamos. Você vai por o sapatinho atras da porta.b) O ônibus para em frente ao bar com mui-c) ta frequencia. As pessoas de carater receiam os que d) agem de ma-fe. Mario, você parece refem dos psicologos!e) Proposta de redação Depois de ter lido o texto “Não é que pesso- as com deficiência não existem. São os outros que não as veem”, faça um comentário sobre ele para enviar ao site de Gilberto Dimenstein, onde o texto está disponível. Questões de processos seletivos (UF. Ouro Preto-MG) Abaixo estão cinco 1. grupos de palavras. Analise-as quanto à acentuação gráfica e marque, depois, a opção correta. Grupo 1: satanás, cortês, fé, bônus, ópio. Grupo 2: conhecê-lo, movê-las, ítem, além, magna. Grupo 3: tainha, eles crêem, eles têm, con- tínua, ele contém. Grupo 4: boêmia, ínterim, quilômetro, pera, ilhéu. Grupo 5: juízo, balaústre, papéis, silépse, asteróide. Apenas o grupo 1 está totalmente cor-a) reto. Apenas os grupos 1 e 4 estão totalmen-b) te corretos. Todos os grupos estão corretos.c) Apenas os grupos 3 e 4 estão totalmen-d) te corretos. Todos os grupos contêm palavras incor-e) retas. (UCEPEL-RS) Assinale a alternativa em que 2. todas as palavras estão acentuadas corre- tamente. Estreiam, intuito, ruim, perdoo.a) Leem, estreiam, luminária.b) Néctar, bauru, maquinaria.c) Ciclope, tainha, polens.d) Boêmia, caqui (fruta), apóio (substantivo).e) (UM-SP) Assinale a alternativa que contém 3. vocábulos que obedecem à mesma regra de acentuação da palavra tênue. Agrônomo, índex, fóssil, díspar.a) Boêmia, herói, amáveis, imundície.b) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 36 E _E M _1 _L IP _0 0 3 Amêndoa, mágoas, supérfluo, bilíngue.c) Míope, ímã, médiuns, volúvel.d) Argênteo, viúvo, baía, esferóide.e) (Fuvest)4. Nem sempre Junqueira Freire De rir irado, estridulo e sardonico Que, como a seta, me transpasse as fibras; De rir danado, que me inspira furias, Às vezes gosto. Transcreva o texto, acentuando correta- mente os vocábulos cujos acentos foram omitidos. (PUC-SP) Assinale a alternativa de vocábulo 5. corretamente acentuado. Hífen.a) Ítem.b) Ítens.c) Rítmo.d) (UECE) São dissílabos paroxítonas os vo-6. cábulos: seio, tinha, lábios.a) abria, cordões, meus.b) podia, aí, puxei.c) doía, caixa, senão.d) (Fuvest) Copie apenas as palavras que 7. devem ser acentuadas graficamente, colo- cando os respectivos acentos: boia – boa – doce – substitui-lo – reune – heroico – benção – parti-lo (FGV) Assinale a alternativa que completa 8. corretamente as frases: Normalmente ela não _______ em casa.1) Não sabíamos onde _______ os discos.2) De algum lugar _______ essas ideias.3) pára – pôr – provém.a) para – pôr – provém.b) pára – por – proveem.c) para – pôr – provêm.d) para – por – provém.e) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 37 E _E M _1 _L IP _0 0 3 Gabarito Exercícios de aplicação 2. A mobilidade das pessoas com necessi-a) dades especiais. Conscientizar as pessoas, em especial b) os síndicos e administradores de condo- mínio, sobre a importância de acessos para pessoas com necessidades espe- ciais. Síndicos e administradores de condomí-c) nio. Ela mesma tem necessidades especiais.d) Resposta pessoal.e) Acentuam-se as paroxítonas terminadas 3. em “x”. 4. alguém júri contemporâneo éter hélio oásis reféns fôsseis (verbo) rubrica fáceis ruim Tonico (nome próprio) década tônico têxtil tatu vulnerável Iguaçu bisavó (fem.) hortênsia paletó tórax espelho cúmplice silêncio (subst.) ambíguo magoo até 5. aniversário: paroxítona terminada em di-a) tongo. égua: paroxítona terminada em ditongo.b) má: monossílabo tônico terminado em c) “a”. poluído: “i” 2.d) a vogal do hiato e forma sílaba sozinha. escândalo: proparoxítona.e) biquíni: paroxítona em “i”.f) balé: oxítona em “e”.g) 6. Os três gatos siameses tinham o pelo a) cinzento, bem diferentes do cão pequi- nês que ganhamos. Você vai pôr o sapatinho atrás da porta.b) O ônibus para em frente ao bar com mui-c) ta frequência. As pessoas de caráter receiam os que d) agem de má-fé. Mário, você parece refém dos psicólogos.e) Questões de processos seletivos B1. C2. C3. Estrídulo, sardônico, fúrias.4. A5. D6. substituí-lo – reúne – bênção.7. D8. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 38 E _E M _1 _L IP _0 0 3 Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 39 E _E M _1 _L IP _0 0 4 Funções da linguagem Introdução O uso da linguagem acontece normalmente de modo automático para a maioria das pessoas que fazem uso dela. Essa é a razão pela qual dificilmente se percebe que o modo como a linguagem se organiza está diretamente ligado à função que se deseja dar-lhe, ou seja, à intenção de quem a utiliza. Nesta unidade, você verá que a linguagem desempenha diferentes funções, conforme a ênfase que se queira imprimir a cada um dos componentes do ato de comunicação. Abordagem teórica Funções da linguagem O texto deve ser um conjunto de palavras e ideias que formam sentido, uma vez que o objetivo de todo texto é transmitir uma mensagem. No entanto, nem só de mensagens verbais vive o ho- mem. A linguagem ultrapassa os limites da palavra. É possível, por exemplo, observar um quadro artístico e construir um sentido possível paraele, que pode ser o que o autor quis transmitir ou não. Importa que o sentido seja possível a partir do texto. É preciso entender que o texto é sempre uma manifestação que pode ser expressa com ou sem palavras. Assim, é possível classificar a linguagem em: verbal • : utiliza as palavras (a língua) como código. não verbal • : emprega outros códigos como a cor, a forma, o movimento etc. Toda comunicação tem como objetivo transmitir uma mensagem e funciona assim: um emissor emprega um código para mandar uma mensagem ao receptor. A mensagem, por sua vez, refere-se a um contexto, e o suporte físico, que é o canal, transmite essa passagem do emissor para o receptor. São seis as funções da linguagem. Conforme o tipo de mensagem, dá-se ênfase a um desses fatores. Assim: Quando se enfatiza Prevalece A função canal fática referente referencial emissor emotiva recepetor apelativa ou conativa mensagem poética código metalinguística Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 40 E _E M _1 _L IP _0 0 4 Função emotiva ou expressiva Também chamada de função expressiva da linguagem, a função emotiva enfatiza o emissor. Por essa razão é marcada pelo emprego de verbos e pronomes em 1.a pessoa (eu preciso, ... meu desejo, ... minha dor,...). Pode-se observar a função emotiva da linguagem nas cartas, nos poemas, nas letras de música, principalmente. Veja a função emotiva ou expressiva da linguagem nesta estrofe da música “Tocando em frente”, de Almir Sater e Renato Teixeira: Ando devagar porque já tive pressa Elevo esse sorriso porque já chorei demais Hoje me sinto mais forte, mais feliz, Quem sabe eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei Ou nada sei Função apelativa ou conativa A linguagem conativa é assim designada porque a palavra significa “influenciar o outro por meio de um esforço”. Por isso, essa função tem o objetivo de exercer influência no receptor. A linguagem conativa ou apelativa é marcada pelos verbos no modo imperativo. Ela está pre- sente, sobretudo, nos anúncios e propagandas. Veja este exemplo: “Deseja mais? Então PED – Programa de Especialização Docente” (Campanha de Divulgação – PED IESDE). Veja que aqui temos uma sigla, PED, que se refere à Programa de Especialização Docente, mas que também quer dizer “pede”, gerando um duplo sentido à frase. O verbo está no imperativo e visa convencer o leitor a fazer os estudos. Função referencial A função referencial da linguagem acontece quando se observa o predomínio da informação e do conhecimento. Nos livros didáticos, por exemplo, há o predomínio dessa função. Exemplo ` : O Padre Antônio Vieira ficou célebre como orador, e seus sermões constituem a essência de sua obra, sobretudo pela riqueza de imagens, mas também soube comunicar suas ideias de maneira consciente, revelando grandeza humanitária e sentimento patriótico. Função metalinguística Observe esta definição encontrada no dicionário: s.f. metalinguística: estudo das relações entre a língua e os demais sistemas. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 41 E _E M _1 _L IP _0 0 4 A função metalinguística está centrada no código e os dicionários são o melhor exemplo dessa função. Assim, para explicar uma função da linguagem, usou-se a própria linguagem. Quando se tenta explicar a linguagem por meio da própria linguagem, se está fazendo uso da função metalin- guística. IE S D E B ra si l S .A . A da pt ad o.Você é tão romântico! “AMOR” é um substantvo. Simples. Masculino. Abstrato. Romeu, o que é o amor? Função fática Ela acontece quando o objetivo é o de ape- nas “testar” o canal. É o caso que acontece, por exemplo, quando pegamos um microfone para observar se está funcionando e dizemos “alô, alô!”. Na verdade, não se espera obter nenhuma resposta para essa manifestação. Exemplo ` – E aí, cara! – Belê??? – Belê!!! Função poética A função poética está centrada na mensa- gem, na organização das palavras, nas estraté- gias e nos recursos que o narrador enfatiza ao colocar sua mensagem no papel. Exemplo ` A onda a onda anda aonde anda a onda? a onda ainda ainda onda ainda onda aonde? aonde? (BANDEIRA, Manuel. Estrela da Vida Inteira. 4. ed. Rio de Janeiro: J. Olímpio, 1973.) Regras especiais de acentuação gráfica Acentos diferenciais Após a reforma ortográfica, valem somente os seguintes acentos diferenciais: pôde • (passado) para diferenciar de pode (presente) por • para diferenciar de (preposição) de pôr (verbo) Monossílabos tônicos Os monossílabos tônicos seguem as mes- mas regras das oxítonas. Assim, serão acentua- dos todos os monossílabos tônicos terminados em -a, -e e -o, seguidos ou não de S. Exemplos ` pá(s), pé(s), pó(s) Ditongos abertos Acentuam-se os ditongos abertos -éu, -éi, -ói, sempre que não estiverem na penúltima sílaba. Palavras paroxítonas em ditongo aberto não levam mais acento conforme a nova reforma ortográfica vigente desde janeiro de 2009. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 42 E _E M _1 _L IP _0 0 4 Exemplos ` chapéu, papéis, lençóis, véu, dói, coronéis etc. Hiatos Devem ser acentuados o i e o u, quando essas letras representarem a segunda vogal de um hiato. Exemplos ` sa • ída, baú, saúde, juízes, caída, Ivaí, faísca, balaústre etc. Notas: Se essas letras (a) i e u) formarem sílaba com qualquer consoante, exceto o s, não devem receber acento. Exemplos ` ca- • ir, ju-iz, Ca-im etc. Também não recebem acento se estiverem seguidas de b) nh. Exemplos ` rainha, bainha, tainha etc. • Com o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, o trema (c) u) deixou de existir. Ainda: Se o u for pronunciado, mas tônico, emprega-se o acento agudo. Exemplos ` averig • úe, obliqúe etc. Verbos que requerem atenção especial Ter Vir 3.a pessoa Singular Ele tem Ele vem Plural Eles têm Eles vêm Verbos Derivados conter/ deter/ reter provir/ convir/ advir 3.a pessoa Singular contém/ detém/ retém provém/ convém/ advém Plural contêm/ detêm/ retêm provêm/ convêm/ advêm Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 43 E _E M _1 _L IP _0 0 4 Notas: As formas verbais lê, dê, crê, vê e seus derivados não têm mais o acento circunflexo no plural. Exemplo ` Leem, deem, creem, veem, releem, descreem, reveem etc. Elementos da narrativa A narrativa nada mais é do que a represen- tação, por meio de palavras, de um aconteci- mento real ou fictício. O elemento mais importante da narrativa é o enredo ou a história, uma vez que sem ela não há um caso. Observe também que ela acontece em determinado tempo, num determinado local ou espaço. A história é vivenciada por uma ou mais personagens, outro elemento importante da narrativa. E, por fim, sempre há alguém que conta a história, e a esse elemento damos o nome de foco narrativo. Assim, podemos sintetizar: Enredo • – é o conjunto de fatos da história a ser contada. Tempo • – é o momento em que esses fatos acontecem. Espaço • – é a definição do local onde as ações se realizam. Personagem • – é quem participa pro- priamente da história. Não há número definido de personagens para participar de uma narrativa. Os tipos são os mais variados e podem ser construídos confor- me a observação do narrador. Foco narrativo • – é preciso entender que sempre haverá alguém a contar a histó- ria. Assim o narrador pode ser: em 1. • a pessoa – o narrador é um “eu” que conta a própria história. Nesse caso, é o protagonista. Observe: O narrador também pode usar a 1.a pessoa para contar a história de outra. Nesse caso, ele é um mero observador dos fatos. Exemplo ` Estou numa esquina de Copacabana, são duas horas da madrugada. Espero uma condução que me leve para casa. À porta de um “dancing”, homens conversam, mulheres entram e saem, o porteiroespia sonolento. Outras se esgueiram pela calçada, fazendo a chamada vida fácil. De súbito a paisagem perturba. Corre um frêmi- to no ar, há pânico no rosto das mulheres que fogem. Que aconteceu? De um momento para outro, não se vê mais uma saia pelas ruas – e mesmo os homens se recolhem discretamente à sombra dos edifícios. [...] (SABINO, Fernando. “Quadrante I”.) em 3. • a pessoa – o narrador não participa dos fatos. Ele apenas os relata, demons- trando que conhece os pensamentos e sentimentos das personagens. Conta a história objetivamente. Exemplo ` Redator de um vespertino desde a sua fundação, tendo comprado um apartamento, foi à reparti- ção dar entrada nos papéis requerendo isenção de impostos de transmissão, como jornalista. Um funcionário pálido e de bigodinho antipático o atendeu. Depois de examinar os documentos, sorriu sadicamente: – O senhor não vai conseguir isenção. – Posso saber por quê? – perguntou o jorna- lista. – Porque – explicou o homenzinho, juntando os dedos no ar e escandindo as palavras com precisão – estou aqui para selecionar papéis. [....] (SABINO, Fernando. “A mulher do vizinho”.) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 44 E _E M _1 _L IP _0 0 4 Observe que ao lado da imagem do anúncio há um enunciado parecido com um verbete de di- cionário. Sem dúvida, a intenção do anunciante é vender produtos da marca: embalagens de plás- tico para armazenar alimentos na geladeira. Temos no exemplo duas funções da lingua- gem: a conativa (o anúncio) e a metalinguística (o emprego do “verbete”). Para saber mais D iv ul ga çã o. Mulher Tupperwa- re. [Da sabedoria popular] S.í. A que tem orgulho de ser mulher. Que é ousada e audaciosa. Contemporâ- nea. Vencedora. Que tem objetivos de vida e luta por eles. Sintonizada com o seu tempo. Que rejeita imita- ções. Que aprecia o belo e o prático. De todas as raças. De todas as cores. Exercícios resolvidos Identifique a função da linguagem predomi-1. nante nos textos abaixo Leia. Leia tudo e diariamente.a) Solução ` : Conativa ou apelativa. Observe que o verbo está no imperativo (leia) e o propósito é convencer o leitor da importância da leitura. Quando a chuva cessava e um vento fino b) franzia a tarde tímida e lavada, eu saía a brincar pela calçada, nos meus tempos felizes de menino. Solução ` : Função emotiva ou expressiva e também a fun- ção poética. Observe que verbos e pronomes estão empre- gados na 1.a pessoa (função emotiva). A orga- nização da mensagem em versos e a presença das rimas conferem. O radical metro, de origem grega, sig-c) nifica medida e aparece em palavras que designam instrumentos para medir, como, por exemplo: “termômetro”, “ba- rômetro”, “velocímetro” e outras. Solução ` : Função referencial, uma vez que o propósito é transmitir a informação. No entanto, temos também a função metalinguística. ...após o sinal, deixe a sua mensagem d) ou, então, retorne mais tarde. Solução ` : Função fática. Observe que não há intenção imediata de se estabelecer uma comunicação. Reescreva as frases abaixo e acentue devi-2. damente as palavras, quando necessário. As guerras tem feito muitas vitimas.a) Solução ` : As guerras têm feito muitas vítimas. Os garotos vem a escola porque tem b) vontade. Solução ` : Os garotos vêm à escola porque têm vontade. Não se detem o poder a força.c) Solução ` : Não se detém o poder à força. Os mediocres detem o povo por decreto.d) Solução ` : Os medíocres detém o povo por decreto. Como se detem essa formula?e) Solução ` : Como se detém essa fórmula? Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 45 E _E M _1 _L IP _0 0 4 Sempre me magoo com facilidade.f) Solução ` : Sempre me magoo com facilidade. Todos creem em Deus.g) Solução ` : Todos creem em Deus. O garoto viu que a faisca pode queimar.h) Solução ` : O garoto viu que a faísca pode queimar. Não fiz a bainha porque a roupa ficou i) no bau. Solução ` : Não fiz a bainha porque a roupa ficou no baú. Perdoo com facilidade, mas ninguem cre.j) Solução ` : Perdoo com facilidade, mas ninguém crê. Acentue, quando necessário, e justifique.3. Graúna a) Solução ` : “U” tônico de hiato. Cárieb) Solução ` : Paroxítona terminada em ditongo. Essênciac) Solução ` : Paroxítona terminada em ditongo. Dóid) Solução ` : Monossílabo terminado em ditongo aberto “ói”. Anéise) Solução ` : Ditongo aberto “éi”. Baleiaf) Solução ` : não se acentua Melanciag) Solução ` : Não se acentua. Saúvah) Solução ` : “U” tônica de hiato. Anzóisi) Solução ` : Oxítona terminada em ditongo aberto “ói”, se- guido ou não de “s”. Eles contêmj) Solução ` : 3.a pessoa do plural do verbo conter derivado de ter. Exercícios de aplicação Leia o texto e responda às questões:1. Plebiscito Artur Azevedo A cena passa-se em 1890. A família está toda reunida na sala de jantar. O senhor Rodrigues palita os dentes, re- pimpado numa cadeira de balanço. Acabou de comer como um abade. Dona Bernardina, sua esposa, está muito entretida a limpar a gaiola de um canário belga. Os pequenos são dois, um menino e uma menina. Ela distrai-se a olhar para o canário. Ele, encostado à mesa, os pés Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 46 E _E M _1 _L IP _0 0 4 cruzados, lê com muita atenção uma das nossas folhas diárias. Silêncio. De repente, o menino levanta a cabeça e pergunta: – Papai, o que é plebiscito? O senhor Rodrigues fecha os olhos ime- diatamente para fingir que dorme. – Papai? Pausa: – Papai? Dona Bernardina intervém: – Ó “seu” Rodrigues, Manduca está lhe chamando. Não durma depois do jantar que lhe faz mal. O senhor Rodrigues não tem remédio senão abrir os olhos. – Que é? Que desejam vocês? – Eu queria que o papai me dissesse o que é plebiscito. – Ora essa, rapaz! Então tu vais fazer 12 anos e não sabes ainda o que é plebiscito. – Se eu soubesse não perguntava. O senhor Rodrigues volta-se para dona Bernardina, que continua muito ocupada com a gaiola: – Senhora, o pequeno não sabe o que é plebiscito! – Não admira que ele não saiba, porque eu também não sei. – Que me diz?! Pois a senhora não sabe o que é plebiscito? – Nem eu, nem você; aqui em casa ninguém sabe o que é plebiscito. – Ninguém, alto lá! Creio que tenho dado provas de não ser nenhum ignorante. – A sua cara não me engana. Você é muito prosa. Vamos: se sabe, diga o que é plebiscito! Então? A gente está esperando! Diga! ... – A senhora o que quer é enfezar-me! – Mas, homem de Deus, para que você não há de confessar que não sabe? Não é nenhuma vergonha ignorar qualquer palavra. Já outro dia foi a mesma coisa quando Manduca lhe perguntou o que era proletário. Você falou, falou, e o menino ficou sem saber! – Proletário, acudiu o senhor Rodrigues, é o cidadão pobre que vive do trabalho mal remunerado. – Sim, agora sabe por que foi ao dicio- nário; mas dou-lhe um doce se me disser o que é plebiscito sem se arredar dessa cadeira! – Que gostinho tem a senhora em tornar- me ridículo na presença destas crianças. – Oh! Ridículo é você mesmo quem se faz. Seria tão simples dizer: – Não sei, Manduca, não sei o que é plebiscito; vai buscar o dicionário, meu filho. O senhor Rodrigues ergueu-se de um ímpeto e brada: – Mas se eu sei! – Pois se sabe, diga! – Não digo para me não humilhar diante de meus filhos! Não dou o braço a torcer! Quero conservar a força moral que devo ter nesta casa! Vá para o diabo! E o senhor Rodrigues, exasperadíssi- mo, nervoso, deixa a sala de jantar e vai para o seu quarto, batendo violentamente a porta. No quarto havia o que mais precisava naquela ocasião: algumas gotas de água de flor de laranja e um dicionário... A menina toma a palavra: – Coitado do papai! Zangou-se logo de- pois do jantar!Dizem que é tão perigoso! – Não fosse tolo, observa dona Bernar- dina, e confessasse francamente que não sabe o que é plebiscito! – Pois sim, acode Manduca, muito pesa- roso por ter sido o causador involuntário de toda aquela discussão; pois sim, mamãe; chame papai e façam as pazes. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 47 E _E M _1 _L IP _0 0 4 – Sim! Sim! Façam as pazes! Diz a menina em tom meigo e suplicante. Que tolice! Duas pessoas que se estimam tanto zangarem-se por causa do plebiscito! Dona Bernardina dá um beijo na filha, e vai bater à porta do quarto: – Seu Rodrigues, venha sentar-se; não vale a pena zangar-se por tão pouco. O negociante esperava a deixa. A porta abre-se imediatamente. Ele entra atravessa a casa, e vai sentar-se na cadeira de balanço. É boa! Brada o senhor Rodrigues depois de largo silêncio; é muito boa! Eu! Eu ignorar a significação da palavra plebiscito! Eu!... – Plebiscito... E olha para todos a ver se há por ali mais alguém que possa aproveitar a lição. – Plebiscito é uma lei decretada pelo povo romano, estabelecida em comícios. – Ah! – suspiram todos, aliviados. – Uma lei romana, percebem? E querem introduzi-la no Brasil! É mais um estrangei- rismo! ... pai zeloso.d) marido autoritário.e) III. A passagem do texto que pode confir- mar a resposta no item anterior é: “E olha para todos a ver se há por ali a) mais alguém que possa aproveitar a li- ção”. “Não dou o braço a torcer!”.b) “Não sei, Manduca, não sei o que é plebis-c) cito, vai buscar o dicionário, meu filho”. “Então tu vais fazer 12 anos e não sa-d) bes o que é plebiscito?”. “Quero conservar a força moral que devo e) ter nesta casa”. A discussão em torno do significado da 2. palavra plebiscito imprime à linguagem empregada no texto a função: poética.a) metalinguística.b) fática.c) referencial.d) emotiva.e) Retire do texto palavras acentuadas pelas 3. mesmas regras de “família”, “intervém” e “ridículo”. Observe:4. “Dona Bernardina intervém’’. Complete a frase abaixo com o mesmo verbo e explique a alteração. Dona Bernardina e o senhor Rodrigues O principal objetivo do texto é:I. explicar o significado da palavra a) plebis- cito. explicar o significado da palavra b) prole- tário. retratar cenas típicas da família do sé-c) culo XIX. caracterizar o comportamento de alguns d) tipos humanos. mostrar que uma pergunta sempre pode e) provocar discussão. II. O senhor Rodrigues é caracterizado co- mo: homem culto.a) pessoa orgulhosa.b) criatura humilde.c) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 48 E _E M _1 _L IP _0 0 4 Leia o verbete e depois diga qual é a função 5. da linguagem. homonímia – s.f. 1. mesmo nome; 2. identi- dade de pronúncia, de grafia, ou de ambos, entre palavras; 3. conjunto de homônimos. Metalinguística.a) Fática.b) Conativa ou apelativa.c) Emotiva.d) Referencial.e) Aponte a função predominante no seguinte 6. texto, de uma campanha publicitária do Banco Real: “Nunca é tarde demais para começar. Mas, por favor, não perca o prazo de entrega. Concurso de Talentos da Matu- ridade, 5.a edição”. Referencial.a) Poética.b) Fática.c) Conativa ou apelativa.d) Metalinguística.e) Leia com atenção.7. Nem cinco minutos Sérgio Brito / Marcelo Fromer Teus olhos querem me levar Eu só quero que você me leve Eu ouço as estrelas conspirando contra mim Eu sei que as plantas me vigiam do jardim As luzes querem me ofuscar Eu só quero que essa luz me cegue. Qual a função predominante no texto? Por quê? Proposta de redação Depois de ter lido o texto do exercício 6, imagine que você seja uma mulher de negócios (não importa se você é homem) e tenha uma história como empreendedora. Escreva sua his- tória e inscreva-a no site do Sebrae. Questões de processos seletivos (PUC-PR) Quantos acentos devem ser usa-1. dos nos textos seguintes? (agudo, circun- flexo, grave). A poesia foi recitada com enfase, e o decla- mador fez grande sucesso. De um salto pos-se fora da gaiola. O sol ainda não tinha saido quando ela avistou o palacio do principe. Aquela senhora compete fazer o papel de anfitriã. A muitas pessoas não importam as conse- quencias das derrotas. Cinco.a) Seis.b) Sete.c) Oito.d) Nove.e) (PUC-PR) Indique a alternativa que contém 2. erro de acento. Ele pôde (ontem), eu arguí, ele argúi, a) gauchinha. Sanguíneo, gaúcho, álcool, caracteres.b) Corpóreo, fórum, hífens, tireóides.c) Eu abotoo, longínquo, deságue, ínterim.d) Linguista, linguística, hífen, sairmos, sa-e) ímos. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 49 E _E M _1 _L IP _0 0 4 (UFPR) Indique a série em que aparecem 3. palavras acentuadas incorretamente. Altruísmo, orfã, Pirajú, Anhangabaú, raizes.a) Álcool, acessório, pólen, cônsul.b) Bômbix, miosótis, Chuí, Adélia.c) Bênção, amêndoa, almíscar, genuíno.d) Armazéns, César, bílis, Gérson.e) (ITA) Dados os vocábulos:4. 1. puni-los 2. instruí-los 3. fosse Constatamos que está (estão) devidamente grafado(s): apenas o vocábulo n.a) o 1. apenas o vocábulo n.b) o 2. apenas o vocábulo n.c) o 3. todos os vocábulos.d) (UFPR) Assinale a alternativa em que todos 5. os vocábulos são acentuados por serem oxítonos. Paletó, avô, pajé, café, jiló.a) Parabéns, vêm, hífen, saí, oásis.b) Vovô, capilé, paraná, lápis, régua.c) Amém, amável, filó, porém, além.d) Caí, aí, ímã, ipê, abricó.e) (UFPR) Qual a alternativa que tem erro de 6. acentuação? Também, lápis, café, pá.a) Repórter, álbum, órfãs, móveis.b) Austéro, cônsul, éter, fácil.c) Leem, caíste, sérias, papéis.d) Heroína, país, saúde, compôs.e) Normalidade II – Quino7. E por que diabos caminhamos como carneiros sem sequer saber para onde vamos? IE S D E B ra si l S .A . A da pt ad o. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 50 E _E M _1 _L IP _0 0 4 “Eu não vou mais precisar de muita força, vou usar todas as que tenho agora” – ele pensou. E ele se lembrou das moscas que rebentam suas perninhas ao tentarem escapar do mata- -moscas.” (KAFKA, Franz. O Processo. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2007.) O Controle Social pode ser tomado como um conjunto de penalidades e aprovações, chamadas também de sanções. Estas são aplicadas aos indivíduos pela sociedade para assegurar a conformidade das condu- tas aos modelos estabelecidos. A imagem e o texto destacam aspectos relativos: à garantia de liberdade coletiva pelo uso a) da força. aos anseios idealistas utópicos perante b) as convenções sociais. à natureza imitadora da maioria dos in-c) divíduos diante das instituições sociais. à possibilidade de reação e reversão de d) processos condicionantes. às relações de poder presentes nas so-e) ciedades. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 51 E _E M _1 _L IP _0 0 4 Gabarito Exercícios de aplicação 1. DI. BII. BIII. B2. As palavras 3. família, intervém e ridículo são, respectivamente, paroxítona terminada em ditongo, oxítona terminada em “em”, com mais de uma sílaba e proparoxítona. Assim, temos, por exemplo, as palavras do texto: ca- nário, ninguém e ímpeto, respectivamente. O verbo é “intervêm’’. Observar que o verbo 4. é derivado do verbo VIR que, na 3.a pessoa do plural, recebe o acento circunflexo. A5. D6. Embora o texto apresente também a função 7. poética, o que predomina é a função emotiva da linguagem. Basta observar que o emissor é colocado em destaque por meio de verbos e pronomes em 1.a pessoa. Questões de processos seletivos C1. C2. A3. D4. A5. C6. E7. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 52 E _E M _1 _LIP _0 0 4 Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 53 E _E M _1 _L IP _0 0 5 Informações implícitas no texto Introdução Ao lermos determinados textos, é possível observar que algumas informações vêm de forma implícita, isto é, não aparecem escritas, mas subentendidas. É necessário que saibamos também ler nas entrelinhas do texto. Ainda veremos, nesta unidade, questões re- levantes relativas à ortografia das palavras homô- nimas e parônimas, além das diferentes grafias do porquê. Por fim, analisaremos a importante questão da coesão e coerência textual que muito contribuirá para a escrita de um bom texto. Abordagem teórica Informações implícitas no texto Leia com atenção a frase: “Comprei um carro nacional, mas me sinto motorizado.” Podem-se observar duas informações ex- plícitas: que o falante comprou um carro nacional; • que o falante não se sente a pé. • Também é possível perceber a crítica do fa- lante à indústria automobilística nacional, quan- do ele une as duas informações com “mas”. Em outras palavras, embora tenha comprado um carro “sem qualidade”, já não anda a pé. Além daquilo que diz explicitamente, um texto pode passar informações que se apre- sentam subentendidas ou pressupostas. Uma boa leitura é aquela capaz de identificar todos esses aspectos. Informações pressupostas São as informações percebidas por meio de algumas palavras ou expressões contidas na frase. Veja: Eu falava francês. A frase expõe de forma explícita que eu, em algum tempo, dominei o idioma francês, mas de maneira implícita informa que atualmente não falo mais. Os indicadores dos pressupostos podem ser observados por meio de alguns recursos linguísticos, como, por exemplo: alguns • verbos: “A briga tornou-se pública.” Note que o pressuposto é que antes a briga não era notória. alguns advérbios: “ • Ainda não recebemos a visita dele.” Neste caso, pressupõe-se que a visita já deveria ter acontecido, ou então vai acontecer em outra data. algumas preposições: “ • Até o presidente paga imposto.” Aqui, o pressuposto é que o presidente não deveria pagar imposto. Informações subentendidas Na construção de uma frase, os subenten- didos são aquelas insinuações que existem por Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 54 E _E M _1 _L IP _0 0 5 trás de uma afirmação. Se você está numa sala fechada e comenta: “Como está quente hoje!”, na verdade, está pedindo para abrir portas e janelas. A diferença entre o pressuposto e o suben- tendido é a seguinte: Pressuposto – é a ideia que não admite contestação nem do emissor nem do receptor. Subentendido – a interpretação fica por conta do receptor, ou seja, ele a entende como quiser. Significação das palavras Quanto ao sentido as palavras podem ser: Sinônimas • – quando apresentam ideias semelhantes: lindo = belo = bonito. Antônimas • – quando apresentam ideias opostas: sorte X azar. Homônimas • : perfeitas: mesma grafia e pronún- • cia, mas sentidos diferentes: morro (subst.) – morro (verbo). homófonas: mesma pronúncia, mas • grafia e significados diferentes: caçar (pronúncia) – cassar (anular). homógrafas: mesma grafia, mas pro- • sódia diferente: governo (subst.) – go- verno (verbo). Parônimas • – são palavras muito pa- recidas na grafia e na pronúncia, mas com significados bem distintos: ratificar (confirmar), retificar (corrigir); tráfego (trânsito), tráfico (comércio ilícito). Palavras homônimas e parônimas Significado absolver inocentar, perdoar absorver sorver, consumir, esgotar Palavras homônimas e parônimas Significado acento tom de voz, sinal gráfico assento lugar de sentar-se acerca de sobre, a respeito de cerca de aproximadamente há cerca de faz afim de semelhante a, parente de a fim de para amoral indiferente à moral imoral contra a moral, libertino, devasso aprender instruir-se apreender assimilar arrear pôr arreios arriar abaixar, descer cavaleiro aquele que sabe andar a cavalo cavalheiro homem educado cela pequeno quarto de dormir sela arreio censo recenseamento senso raciocínio, juízo claro cerrar fechar serrar cortar cessão ato de ceder seção ou secção corte, divisão sessão reunião cheque ordem de pagamento xeque lance de jogo de xadrez; peri- go; chefe de tribo Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 55 E _E M _1 _L IP _0 0 5 Palavras homônimas e parônimas Significado comprimento extensão cumprimento saudação; execução concerto sessão musical; acordo conserto reparo deferimento concessão diferimento adiamento delatar denunciar dilatar alargar, ampliar descrição ato de descrever, expor discrição reserva, qualidade de discreto descriminar inocentar discriminar distinguir despensa lugar de guardar mantimentos dispensa isenção, licença emergir vir à tona imergir mergulhar emigrar sair da pátria imigrar entrar num país estranho para nele morar. eminente notável, célebre, elevado iminente próximo, prestes a acontecer flagrante evidente fragrante perfumado incipiente principiante insipiente ignorante inflação desvalorização do dinheiro; expansão infração violação, transgressão Palavras homônimas e parônimas Significado infligir aplicar pena ou castigo infringir transgredir, violar, não respei- tar ótico relativo ao ouvido óptico relativo à visão tacha pequeno prego taxa imposto, porcentagem tráfego movimento, trânsito tráfico comércio lícito ou não viagem substantivo viajem verbo Mas X mais – mau X mal As palavras mas e mais e mau e mal são palavras homônimas e muitas vezes causam dificuldade na hora de serem usadas. Mas X mais Mas: conjunção que expressa oposição. Tem o mesmo significado de porém, contudo, entretanto, no entanto. Ex.: Gosto do Brasil, mas não gosto de seus governantes. Mais: expressa quantidade ou intensidade. É o oposto de MENOS. Ex.: Quero mais café, por favor. Gosto mais de você do que ele. Mau X mal Mau: adjetivo, oposto de bom. Ex.: Ele é muito mau. Mal: advérbio, oposto de bem. Ex.: Ela está muito mal. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 56 E _E M _1 _L IP _0 0 5 Grafia dos porquês Existem diferentes formas de grafar o por- quê. Observe: Por que – grafa-se separado e sem acento em duas situações: início de frase interrogativa. • Ex.: Por que devo aprender isto? quando puder ser substituído pelas • expressões “pelo qual”, “pela qual”, “pelos quais”, “pelas quais” ou quando subentender-se “o motivo”, “a razão”. Ex.: Eis por que devo aprender isto. (Eis o motivo pelo qual devo aprender isto). Por quê – grafa-se separado e com acen- to no final do período interrogativo. Ex.: Devo aprender isto por quê? Porque – grafa-se junto e sem acento quando for empregado em respostas. Ex.: Devo aprender isto porque é impor- tante para a escrita. Porquê – grafa-se junto e com acento quando vier antecipado de elementos determinantes do substantivo, como artigos e pronomes, por exemplo. Ex.: Dê-me o porquê dessa situação. Coesão textual Observe com atenção: “Vovô é um homem muito trabalhador, mas passa o dia inteiro deitado na rede.” Como pode ser trabalhador e passar o dia deitado na rede? A ideia está organizada de modo incoerente. O que se quis dizer, provavelmente, é que o vovô sempre foi muito trabalhador, mas por estar aposentado, passa os dias na rede. Agora, leia: Como muita carne, apesar que gosto muito. Temos aí um exemplo de frase que apresen- ta um erro de coesão pelo emprego de apesar que. Ora, apesar emprega-se quando se deseja contrariar o que se afirmou anteriormente. As- sim, poderíamos dizer: Como muita carne, apesar de não gostar muito. ou Como muita carne, porque gosto muito. A coesão e a coerência são aspectos muito importantes para que o textoapresente a sua maior qualidade: a clareza da ideia. O que vem a ser coesão e coerência? Na verdade, são dois aspectos de um mesmo fenômeno. Um texto sem coesão leva-o a ser também incoerente. Coesão – é o aspecto do texto que se obser- va quando quem o escreve emprega adequada- mente os recursos necessários para “costurar” as ideias. Há vários elementos que garantem a coesão textual: o emprego correto dos tempos e modos • verbais; o emprego adequado dos prono- mes, preposições, conjunções e artigos. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 57 E _E M _1 _L IP _0 0 5 Palavras... Seus significados... e significados... Estou doente, muito doente. O que é que você tem? Não sei... me dá um calafrio, um tremor... fico todo pintado...AI! Calma vamos para um hospital! Ufa! Passou! Passou? É... Passou para você. IE S D E B ra si l S .A . A da pt ad o. Um comitê de camponeses veio se queixar dos impostos. Eles dizem que já estão enforcados. Enforque-os. IE S D E B ra si l S .A . A da pt ad o. trouxe pra você! É um disco de chorinho! buÁÁÁ!!! IE S D E B ra si l S .A . A da pt ad o. para saber mais Exercícios resolvidos Aponte a alternativa correta quanto ao em-1. prego da palavra em destaque: Os enlatados estão guardados na a) dis- pensa. Compramos ingresso para a b) seção de cinema. Como era pessoa reservada pedimos c) descrição. Este perfume é d) flagrante. O juiz e) infligiu a pena máxima ao réu. Solução ` : E Na alternativa A dever-se-ia empregar despensa, pois dispensa é do verbo dispensar (desobrigar). Já na alternativa B, a palavra correta é sessão (tempo), pois seção quer dizer departamento. Exemplo: Na loja há uma seção de brinquedos. A palavra correta, na alternativa C, é discrição (de discreto), uma vez que descrição vem de descrever. O perfume só pode ser fragrante (de fragrância), pois flagrante é palavra que significa surpresa. Na alternativa E usou-se a palavra ade- quada, pois infligir significa aplicar. Não se deve confundir com infringir que significa desacatar, desobedecer. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 58 E _E M _1 _L IP _0 0 5 Assinale a alternativa correta quanto ao 2. emprego do porquê. Por quêa) José saiu? Não sei b) porque José saiu. Gostaria muito de saber o c) porque da sa- ída de José. José saiu d) por que precisava ir ao banco. José saiu. e) Por quê? Solução ` : E Em A, a palavra deveria estar sem acento por- que está no início do período interrogativo. Em B, deveria estar escrito separado, uma vez que se pode subentender o motivo, a razão (não sei a razão por que ou pela qual saiu). Em C, temos a palavra precedida por um artigo (o), o que a torna um substantivo, devendo, portanto, estar acentuada. Em D, a palavra funcionando como resposta, justificativa, deveria ser grafada junto e sem acento. A alternativa correta, neste exercício, é E. Exercícios de aplicação Leia o texto e responda às questões.1. Bomba atômica que aterra! Pomba atômica da paz! Pomba tonta, bomba atômica Tristeza, consolação Flor puríssima do urânio Desabrocha no chão Da cor pálida do hélium E odor de rádium fatal Loelia mineral carnívora Radiosa rosa radical Nunca mais, oh bomba atômica Nunca, em tempo algum, jamais Seja preciso que mates Onde houver morte demais: Fique apenas tua imagem Aterradora miragem Sobre as grandes catedrais: Guarda de uma nova era Arcanjo insigne da paz! A bomba atômica Vinicius de Moraes A bomba atômica é triste Coisa mais triste não há Quando cai, cai sem vontade Vem caindo devagar Tão devagar vem caindo Que dá tempo a um passarinho De pousar nela e voar... Coitada da bomba atômica Que não gosta de matar! Coitada da bomba atômica Que não gosta de matar Mas que ao matar mata tudo Animal e vegetal Que mata a vida da terra E mata a vida do ar Mas que também mata a guerra... Urânio: metal radioativo. Hélium: gás incolor, usado como compo- nente de atmosfera inerte e enchimento de balões. Rádium: elemento radioativo, metálico, branco prateado. Loelia: gênero de orquídeas (flor). Insigne: notável, extraordinário, importante. Qual é o tema em destaque?I. A bomba atômica é apresentada no II. poema por meio de imagens surpreen- dentes. Destaque dois versos em que isso se dá. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 59 E _E M _1 _L IP _0 0 5 Essas imagens estão a serviço de uma III. mensagem que o autor nos pretende passar. Em sua opinião, qual é? Assinale a série em que há uma palavra 2. que não pode, em princípio, ser conside- rada como pertencente ao mesmo campo sinonímico das demais, ainda que por se- melhança. Calma – sossego – inércia.a) Regularidade – ordem – harmonia.b) Consequência – resultado – efeito.c) Origem – princípio – embrião.d) Pequenez – escassez – deterioração.e) Assinale onde se erra o uso do porquê.3. Falou comigo desse jeito, por quê?a) Por que falou desse jeito?b) Quero saber porque falou desse jeito.c) Quero saber o porquê de ter falado des-d) se jeito. Falou desse jeito porque estava zangado.e) Complete as frases abaixo com uma das 4. palavras entre parênteses. O preso fugiu da _________________. (cela, sela) A moça sempre usa cabelo _________________. (comprido, cumprido) Paguei as _________________ luz e telefone. (taxa, tacha) Meu carro nunca foi ao _________________. (concerto, conserto) O diretor _________________ o requerimento. (diferiu, deferiu) Use o dicionário, se preciso, para encontrar 5. a diferença de significado que há entre: chá: ___________________________________a) Xá: ____________________________________ eminente: _____________________________b) iminente: ______________________________ cozer: ________________________________c) coser: ________________________________ cerrar: _________________________________d) serrar: _________________________________ Ligue as palavras a seus sinônimos.6. remoto levantar repulsivo acostumado afeito afastado fútil repelente suscitar frívolo Reescreva as frases abaixo, de modo a cor-7. rigir os problemas de coesão e coerência: Embora todos o conheçam e apesar de a) conviverem com ele há pouco tempo, ninguém sabe se é casado. Para não ser mordido, o cão teve de fi-b) car acorrentado. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 60 E _E M _1 _L IP _0 0 5 Questões de processos seletivos (UCPEL-RS)1. ______________________ saíste mais cedo? Nem eu sei______________________ Talvez o____________ deva ser esclarecido. Eis___________________ devemos conversar. por que – porquê – por que – por quê.a) por quê – porquê – por que – por que.b) porquê – por quê – por que – por que.c) por quê – por que – por que – porquê.d) por que – por quê – porquê – por que.e) (ITA-SP) Os sinônimos de 2. ignorante, ini- ciante, sensatez e confirmar são, respec- tivamente: incipiente – insipiente – descrição – re-a) tificar. incipiente – insipiente – discrição – ra-b) tificar. insipiente – incipiente – descrição – ra-c) tificar. insipiente – incipiente – discrição – ra-d) tificar. incipiente – insipiente – descrição - ra-e) tificar. (Alfenas-MG) O novo ______________________ 3. da população cometeu ______________________ equívoco ao desconsiderar significativo percentual de ______________________ que entraram no país nos últimos anos. censo – fragrante – emigrantes.a) censo – flagrante – emigrantes.b) senso – fragrante – emigrantes.c) senso – flagrante – imigrantes.d) censo – flagrante - imigrantes.e) (Fuvest) No último ______________________ or-4. questra sinfônica, houve ____________________ entre os convidados, apesar de ser uma festa ____________________. conserto, flagrantes descriminações, a) beneficente. concerto, flagrantes discriminações,be-b) neficiente. conserto, flagrantes descriminações, c) beneficiente. concerto, flagrantes discriminações, be-d) neficente. (UFPR) Complete as lacunas, usando ade-5. quadamente mas, mais, mal ou mau. Pedro e João _______ entraram em casa, perceberam que as coisas não estavam bem, pois sua irmã caçula escolhera um _______ momento para comunicar aos pais que iria viajar nas férias; _______ seus dois irmãos deixaram os pais _______ sossegados quando disseram que a jovem iria com as primas e a tia. Mau, mal, mais, mas.a) Mal, mal, mas, mais.b) Mal, mau, mas, mais.c) Mal, mau, mas, mas.d) Mau, mau, mas, mais.e) (Unicamp) Leia atentamente.6. A chuva salvou o GP Brasil. Vinte minu- tos de toró, mais uma brilhante corrida de Ayrton Senna, transformaram um passeio de Alain Prost num pesadelo molhado. O francês da Williams foi derrotado pela água. [...] Para ganhar a corrida de Interlagos, Senna contou com sorte, perícia, uma táti- ca bem traçada e, sobretudo, uma burrada sem tamanho de Alain Prost. O nanico, que largou na pole, fazia uma prova sem sustos, liderava com tranquilidade e só perderia se um raio caísse em sua cabeça. Aconteceu Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 61 E _E M _1 _L IP _0 0 5 quase isso. Na 30.a a passagem, debaixo de um belo aguaceiro, não parou para colocar pneus “biscoito” e no fim da Reta dos Boxes perdeu o controle de seu carro, batendo no Minardi de Christian Fittipaldi. (Folha de S.Paulo, 29 mar. 1993) Há no texto várias palavras e expressões ligadas à chuva, como toró, água, molha- do, aguaceiro etc. Ao empregá-las o autor procurou: relatar um acontecimento previsível, ve-a) rificado durante o GP Brasil. apresentar a chuva inesperada como b) único fator da derrota de Prost. apresentar dois pontos de vista com re-c) lação ao fenômeno da chuva: um, ligado ao vencido, outro, ao vencedor. conseguir efeitos estilísticos que tornas-d) sem o texto mais preciso e elegante. demonstrar que, às vezes, a providência e) divina faz sua própria justiça. Explique a existência das formas 7. cessão, seção ou secção e sessão. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 62 E _E M _1 _L IP _0 0 5 Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 63 E _E M _1 _L IP _0 0 5 Exercícios de aplicação 1. A bomba atômica e seus efeitos.I. Os versos 8/9; verso 18; verso 35.II. A bomba, apesar dos males que cau-III. sou à humanidade, deve ser por essa mesma razão vista como uma “guardiã da paz’’. E2. C3. cela4. comprido taxa conserto deferiu 5. chá: bebida.a) Xá: título do imperador do Irã. eminente: notável, célebre.b) iminente: prestes a acontecer. cozer: cozinhar.c) coser: costurar. cerrar: fechar.d) serrar: cortar. 6. remoto afastado repulsivo repelente suscitar levantar afeito acostumado fútil frívolo 7. Embora todos o conheçam e apesar de a) conviverem com ele há muito tempo, ninguém sabe se é casado. Para não ser mordido, ele teve de acor-b) rentar o cão. Questões de processos seletivos E1. D2. E3. D4. C5. D6. As diferenças ortográficas provêm de dife-7. renças etimológicas entre as palavras: ces- são – “ato de ceder”, “doação”, “anuência”; seção ou secção – “parte”, “corte”, “depar- tamento”; sessão – “reunião”, “período de tempo que dura uma atividade normalmente realizada em grupo”. Gabarito Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 64 E _E M _1 _L IP _0 0 5 Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 65 E _E M _1 _L IP _0 0 6 Os discursos da narrativa Introdução Você verá nesta unidade que ao narrar um fato pode-se utilizar ou não o diálogo para regis- trar a fala da(s) personagem(ns). Isso significa que o narrador dispõe de diferentes formas de discurso. Quando o narrador mistura esses discursos o texto se torna mais leve e mais saboroso para o leitor. Também verá o emprego da crase, um sinal que pode até mudar o sentido da frase quando não empregado adequadamente. A questão da coerência verbal fecha esta unidade, mostrando a importância de estabe- lecer relações de sentido às diferentes partes do texto. Abordagem teórica Os discursos da narrativa Na narrativa há três formas de manifestar a fala das personagens através dos discursos: direito, indireto e indireto livre. Discurso direto O discurso direto é marcado na escrita, geralmente, com o travessão e acontece nos diálogos. É a apresentação textual das palavras das personagens. Veja: – Como vai você, criatura?! O homem franzino levou um susto e res- pondeu friamente: – Estava muito bem até agora. Discurso indireto O discurso indireto acontece quando o narrador emprega as próprias palavras para ex- pressar a fala das personagens. Observe como a narração anterior ficaria se estivesse em forma de discurso indireto: Veja: Ele perguntou ao homem franzino como estava passando. Assustado, o outro respondeu friamente que estava muito bem até aquele momento. Discurso indireto livre É a representação da “fala” interior da personagem, diretamente incluída na linguagem do narrador. Observe: Justamente hoje que ele não queria encon- trar ninguém! Tinha de aparecer um sujeito com quem não queria se encontrar? Não teve como ignorar a pergunta do outro, mas respondeu friamente. Isso! Era mesmo para o abelhudo entender que não estava para conversa. Com ninguém! Ninguém, entendeu? O emprego da crase Dá-se o nome de crase à fusão de dois sons vocálicos iguais: a (artigo) + a (preposição). Assinala-se a crase com o acento grave (`) sobre o a. O fenômeno ocorre quando a preposição a encontra-se com o artigo a. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 66 E _E M _1 _L IP _0 0 6 Veja: Entreguei o documento • a a secretaria. Entreguei o documento • à secretaria. Isso acontece porque o verbo entregar pede a preposição a, e o substantivo secretaria admite o artigo a. Casos em que pode ocorrer crase: Antes de palavra feminina que admita • artigo. Ex.: Adaptei-me à cidade. Obs.: uma forma bem prática para saber se ocorre crase diante de uma palavra feminina é substituir essa palavra por outra masculina (não é necessário que seja sinônimo). Se antes da palavra masculina ocorrer ao, então emprega-se a crase. Veja: Adaptei-me a cidade. (cidade = palavra • feminina) Adaptei-me ao colchão. (colchão = pala- • vra masculina) Assim: Adaptei-me • à cidade. Observe agora: Vendi a casa. (casa = palavra feminina) • Vendi o carro. (carro = palavra masculina) • Logo: Vendi • a casa. (sem crase porque, neste caso, o a é apenas artigo) Antes de alguns nomes de localidades, • quando esses admitirem o artigo a. Veja: Viajarei • à Colômbia. Mas: Viajarei • a Curitiba. Obs.: uma forma de não errar esta regra é empregar este artifício: Se vou e volto da, crase há; Se vou e volto de, crase pra quê? Então: Volto • da Colômbia. Logo: Vou à Colôm- bia. Volto • de Curitiba. Logo: Vou a Curitiba. Observação Haverá crase se o nome da localidade vier modificado por algumas expressões. Observe: Vou a • bela Curitiba. = Volto da bela Curitiba. Assim: Vou • à bela Curitiba. Antes de numeral, seguido da palavra • hora, mesmo que ela esteja apenas subentendida: Ex.: Cheguei às seis horas. Cheguei às seis. (horas) Antes de substantivo, quando se puder • subentender as expressões à moda de ou à maneira de: Ex.: Usava saltos à Luís XV. (à moda de Luís XV) Obs.: é o único caso em que se admite o uso de crase antes de palavra mas- culina. Ex.: Referia-me aquele rapaz. = Referia- -me a este rapaz. Logo: Referia-me àquele rapaz. Nas locuções adverbiais, prepositivase • conjuntivas: adverbiais • : às cegas, às claras, às escondidas, à toa, às pressas, às vezes, à direita, à esquerda, à noite, à força etc. Ex.: O vendedor apareceu ontem à tarde. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 67 E _E M _1 _L IP _0 0 6 prepositivas • : à espera de, à beira de, à vista de, à semelhança de etc. Ex.: Ficou à espera de um convite. conjuntivas • : à medida que, à propor- ção que. Ex.: Aumentava o pavor, à medida que anoitecia. Casos especiais de uso da crase: Antes da palavra • casa, se esta vier de- terminada: Retornou • à casa paterna. Mas: Foi • a casa apenas para apanhar a mala. Antes da palavra • terra, se esta não for antônimo de bordo. Retornou • à terra natal. Mas: Os marinheiros vieram • a terra. Não se emprega a crase: Antes de palavra masculina. • Ex.: Andar a cavalo. Antes de artigo indefinido. • Ex.: Viajou a uma cidade estranha. Antes de verbo. • Ex.: Passa os dias a sonhar. Antes de pronomes de tratamento. • Ex.: Enviamos a Vossa Senhoria a enco- menda. Antes de pronomes indefinidos, pessoais • e demonstrativos. Ex.: Não peça ajuda a ninguém. Nada disse a ela. Não veio a esta reunião. Depois de preposição. • Ex.: Ele esteve perante a comissão. Quando o • a estiver antes de palavra no plural. Ex.: Não vou a festas. Antes da palavra • distância, a não ser que ela venha determinada. Ex.: Fiquei observando a distância. Mas: Ex.: Fiquei observando à distância de cem metros. Diante de palavras repetidas: • cara a cara, face a face etc. Coerência textual A coerência textual é a relação que se es- tabelece entre as partes do texto e está ligada aos seguintes aspectos: o emprego correto dos recursos coesi- • vos. a adequação da linguagem (registro); • conforme os objetivos de cada texto, o destinatário, o emissor e o suporte em que o texto é escrito. a organização como um todo, em que • devem estar delimitados o início, o meio e o fim do texto. Observe: Nunca havíamos tido um inverno tão rigoroso. A temperatura sempre abaixo de zero fazia as mãos tremerem. Resolvi, então, sair e enfrentar o sol que queimava na pele para buscar lenha... Não é difícil concluir por que esse texto apresenta uma incoerência. Provavelmente, o narrador quisesse dizer que “apesar do sol, o vento queimava a pele”. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 68 E _E M _1 _L IP _0 0 6 Para saber mais PRATO FEITO’S descobri que sou sujeito a acidentes nas segundas-feiras de manhã... sempre me choco com a realidade. IE S D E B ra si l S .A . A da pt ad o. Observe na fala da personagem a presença do a preposição, em “a acidentes” e do a ar- tigo, em “a realidade”. Note também que não se empregou a crase no primeiro caso, porque o a antecede uma palavra no plural e, ainda, a palavra é masculina. Exercícios resolvidos Assinale a alternativa correta quanto ao 1. emprego da crase. A família recolheu-se a hora de costume.a) Foi à loja e fez um estrago na conta ban-b) cária. Estive cara à cara com o ladrão.c) Nunca gostei de andar à pé.d) Solução ` : Emprega-se a crase antes da palavra a) hora. Alternativa correta. Podemos dizer: “Foi ao b) mercado”. Observe que antes da palavra masculina ocorreu ao. Não se emprega crase com palavras repe-c) tidas. Não se emprega crase antes de palavra d) masculina (o pé). Preencha as lacunas com 2. a, as, à ou às: Você já aprendeu ___ ver a beleza das a) flores? Iremos ___ Brasília falar com o ministro.b) Os pivetes atacaram-se ___ pedradas.c) ___ portas ficarão abertas ___ você e ___d) pessoas interessadas no assunto. Os bombeiros permaneceram ___ distân-e) cia de dez metros do fogo. Solução ` : A ver a) – não se emprega crase antes de ver- bo. A beleza – este a é apenas um artigo. Tente substituir a palavra beleza por uma palavra masculina e verá que não ocorre ao. Observe: volto b) de Brasília. Volto de, crase pra quê? Nesta alternativa o c) a vem antes de palavra no plural. Por isso não recebe o acento da crase. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 69 E _E M _1 _L IP _0 0 6 As d) portas – aqui também As é apenas arti- go, como em “a beleza” da alternativa A. a você – não se emprega crase antes de pronome de tratamento. às pessoas – substitua pessoas por uma palavra masculina e verá que antes desta ocorrerá aos. àe) distância de – emprega-se a crase porque a palavra distância está determinada: “de dez metros”. Exercícios de aplicação Leia o texto e responda às questões.1. – Ah, isto está sim senhor. – Quando é que tem leite? – Quando o leiteiro vem. – Tem ali um sujeito comendo coalhada. É feita de quê? – O quê: coalhada? Então o senhor não sabe de que é feita a coalhada? – Está bem, você ganhou. Me traz um café com leite sem leite. Escuta uma coisa: como é que vai indo a política aqui na sua cidade? – Sei dizer não senhor: eu não sou da- qui. – E há quanto tempo o senhor mora aqui? – Vai para uns quinze anos. Isto é, não posso garantir com certeza: um pouco mais, um pouco menos. – Já dava para saber como vai indo a situação, não acha? – Ah, o senhor fala a situação? Dizem que vai bem. – Para que partido? – Para todos os partidos, parece. – Eu gostaria de saber quem é que vai ganhar a eleição aqui. – Eu também gostaria. Uns falam que é um, outros falam que é outro. Nessa mexida... – E o prefeito? – Que é que tem o prefeito? – Que tal é o prefeito daqui? – O prefeito? É tal e qual eles falam. – Que é que falam dele? – Dele? Uai, esse trem todo que falam de tudo quanto é prefeito. – Você, certamente, já tem candidato. – Quem, eu? Estou esperando as pla- taformas. Conversinha mineira Fernando Sabino – É bom mesmo o cafezinho daqui, meu amigo? – Sei dizer não senhor: não tomo café. – Você é dono do café, não sabe di- zer? – Ninguém tem reclamado dele não senhor. – Então me dá café com leite, pão e manteiga. – Café com leite só se for sem leite. – Não tem leite? – Hoje não, senhor. – Por que hoje não? – Porque hoje o leiteiro não veio. – Ontem ele veio? – Ontem não. – Quando é que ele vem? – Tem dia certo não senhor. Às vezes vem, às vezes não vem. Só que no dia que devia vir em geral não vem. – Mas ali fora está escrito “Leiteria”! Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 70 E _E M _1 _L IP _0 0 6 – Mas tem ali o retrato de um candida- to dependurado na parede, que história é essa? – Aonde, ali? Ué, gente: penduraram isso aí... Ninguém tem reclamado dele não senhor.d) As frases a seguir precisam ser reorganizadas 3. para se tornarem coerentes. Reescreva-as. O telefone tocou ao entrar no quarto para apanhar a chave. Há os que acreditam que as vacas são sagradas e, por isso, passeiam livremente pelas ruas. A imprensa é mais uma realização do ho- mem que sofreu, desde a sua descoberta, gradativos aperfeiçoamentos. Numere a 2.4. a coluna de acordo com a 1.a, para justificar a ausência da crase. ( 1 ) Vistoriei a sala de ponta a ponta. ( 2 ) Não há ninguém igual a ela. ( 3 ) Amanhã voltarás a sorrir. ( 4 ) Daremos graças a Deus. ( 5 ) Não ligue a boatos. palavra masculina. )( verbo. )( pronome pessoal. )( palavras repetidas. )( palavra no plural. )( Que relação tem o título com a história?a) O que é narrado na história?b) Como você descreveria cada persona-c) gem? Que conclusões são pertinentes a partir d) da história? Passe para o discurso indireto.2. É bom mesmo o cafezinho daqui, meu a) amigo? Sei dizer não senhor: não tomo café.b) Você é o dono do café, não sabe dizer?c) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 71 E _E M _1 _L IP _0 0 6 Complete as frases com 5. a, as,à ou às. Daqui ____ pouco chegarão ____ duas a) alunas. Ficou ____ olhar tristemente para ____ b) janela. ____ prova será ____ dez horas.c) ____ vezes compro ____ vista, outras ve-d) zes ____ prazo. Ando ____ espera de boas notícias.e) Depois do sinal, vire ____ direita.f) Coloquei o armário ____ esquerda da g) porta. Gosto de camarão ____ baiana.h) ____ duas moças chegaram ____ noite.i) Quase não ____ vejo sorrir.j) Justifique o único caso de crase que aparece 6. no texto “Conversinha mineira”. Leia as frases abaixo e empregue o sinal da 7. crase, quando necessário. Quando a miragem do sol se desfez, a) aloucada subiu a torre e ficou a gar- galhar, a espera de que todos a ouvis- sem. Levantam-se as cinco horas e ficam cara b) a cara com a enxada. A medida que a fé aumenta, o coração c) torna-se mais sereno. Irei a Teresópolis e a Petrópolis, mas d) antes conhecerei a bela Curitiba e tam- bém viajarei a Bahia. Proposta de redação Imagine que você seja o interlocutor do dono da leiteria no conto de Fernando Sabino, “Conver- sinha mineira”. Depois de ter tomado seu café com leite, sem leite, e sair da leiteria, escreva um e-mail a um amigo contando o que se passou na leiteria e sua opinião sobre essa situação. Questões de processos seletivos (ITA) Assinale a série que completa correta-1. mente a frase. Na velha fazenda, ____ que cheguei ____ nove horas e que percorri ____ cavalo, vi fer- ramentas expostas ____ chuva e plantações abandonadas ____ formigas. à – às – a – à – às.a) a – as – à – a – às.b) a – às – a – à – às.c) à – às – à – a – as.d) (PUC-SP) Observe as locuções em negrito:2. Se eu soubesse escrever I. à máquina. O cavaleiro o seguia II. a meia marcha. Costumava vestir-se III. à moderna. Ele escrevia IV. à luz da gramática. Quanto à crase: estão corretas somente as duas primeiras.a) estão corretas somente as duas últimas.b) estão corretas somente a primeira e a c) última. nenhuma está correta.d) todas estão corretas.e) (UEL-PR) De volta ____ escola, os alunos 3. puseram-se, mesmo que, ____ duras penas, ____ disposição do diretor. à, à, à.a) à, à, a.b) a, à, a.c) à, a, à.d) à, a, a.e) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 72 E _E M _1 _L IP _0 0 6 (UEPG-PR) Chegou ____ escola e perguntou 4. ____ uma funcionária ____ quem deveria en- tregar ____ folha de papel. a, à, a, a.a) à, a, à, a.b) a, a, à, a.c) à, a, a, a.d) a, à, à, a.e) (CEFET-PR) Marque a alternativa em que 5. não houve erro quanto à omissão ou presença do acento da crase. Estando à bordo ou tendo descido a ter-a) ra, era sempre o mesmo: resmungão. Às custas da firma, consertou, as ocul-b) tas, a sua própria máquina. Se ele vai a festas, a ninguém cumpri-c) menta, nem mesmo a ela. Quanto à moda, hoje, parece que não d) há mais roupa específica a homem ou a mulher. A banca não tolerava discursos a Rui Bar-e) bosa, nem mesmo a luz da sabedoria. (FCC) As duas rivais achavam-se frente ____ 6. frente; mas para surpresa de todos que ____ viam, as duas puseram-se ____ rir. a, às, a.a) a, as, a.b) à, às, a.c) a, as, à.d) à, as, a.e) (UEM. Adaptado) O acento grave, nos exem-7. plos a seguir, altera o sentido da frase. Explique cada caso. Despediu-se a francesa.a) Despediu-se à francesa.b) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 73 E _E M _1 _L IP _0 0 6 Exercícios de aplicação 1. O título faz uma brincadeira com o rit-a) mo de falar e de ser que se atribui aos mineiros, no caso, um ritmo lento, de- vagar. O fato é a conversa entre um freguês e b) um balconista. O cliente é pessoa curiosa, indagadora. c) O balconista se mostra descansado, despreocupado e também demonstra não querer comprometer-se com as coi- sas da cidade. A resposta é pessoal, mas se espera d) que o aluno conclua que o balconista é o representante típico da ideia que se faz do povo mineiro. O tipo tranquilo, caladão, que não se envolve em conver- sas. Na verdade, o atendente demons- tra pouco interesse em servir ou não o café ao freguês. Ao passar o diálogo para o discurso indireto, 2. temos: O freguês perguntou se o café daquela lei- teria era bom mesmo, ao que o balconista respondeu que não sabia, pois não tomava café. O cliente, estranhando, ainda indagou como era possível o balconista não saber se ele era o dono do negócio. O rapaz simples- mente respondeu ao cliente que até aquele momento ninguém tinha reclamado. 3. Ao entrar no quarto para apanhar a cha-a) ve, o telefone tocou. Há os que acreditam que as vacas pas-b) seiam livremente pelas ruas, porque são sagradas. Ou: Há os que acreditam que as vacas, por serem sagradas, podem passear livre- mente pelas ruas. A imprensa, que sofreu gradativos aper-c) feiçoamentos, desde a sua descoberta, é mais uma realização do homem. 4 – 3 – 2 – 1 – 54. 5. a, asa) a, ab) a, àsc) à, à, ad) àe) àf) àg) àh) as, ài) aj) No texto, o único caso de crase aparece em 6. “às vezes”, que é uma locução adverbial. 7. ____ a miragem ____ à torre ____ a garga-a) lhar ____ à espera de ____ a ouvissem. ____ às cinco horas ____ cara a cara ____ b) a enxada. À medida que ____ a fé ____ .c) a Teresópolis ____ a Petrópolis ____ a d) bela Curitiba ____ à Bahia. Gabarito Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 74 E _E M _1 _L IP _0 0 6 Questões de processos seletivos A1. E2. D3. D4. C5. B6. 7. Uma francesa foi despedida (demitida).a) Despediu-se à moda dos franceses.b) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 75 E _E M _1 _L IP _0 0 7 Estrutura das palavras Introdução Você verá nesta unidade os elementos significativos que contribuem para a formação das palavras. Além disso, esse estudo contribui para a ampliação de vocabulário nas chamadas famílias etimológicas. Espera-se que, a partir dele, você adquira melhor compreensão sobre como se articulam os elementos que fornecem a significação das palavras. Já os processos de formação de palavras são recursos à disposição dos falantes para a criação de novos vocábulos. Um desses proces- sos é a derivação, que exige o conhecimento dos prefixos e sufixos, a fim de que se possa perce- ber todas as potencialidades da nossa língua. Abordagem teórica Estrutura das palavras Morfemas: o morfema é a unidade mínima de significação de uma palavra. Veja, por exemplo, os elementos que com- põem a palavra “brasileirinhos”: brasil – radical que designa um país. • eir(o) – sufixo que indica origem. • inh – sufixo que indica diminutivo. • o – desinência que indica masculino. • s – desinência que indica plural. • Assim, são considerados morfemas: radi- cal, afixos (prefixos e sufixos), desinências e vogal temática. Radical: é o elemento mórfico mais impor- tante, porque é nele que está contido o signifi- cado básico da palavra. Na palavra vender, por exemplo, temos o radical vend_. A partir dele, podemos formar outras palavras como: vendedor, revendedor, vendeiro etc. Palavras cognatas: são palavras formadas a partir do mesmo radical, formando uma família de palavras. Ex.: luz, reluzir, reluzente, luzinha etc. Observe outros exemplos de famílias etimológicas (família de palavras ou palavras cognatas): moç • o, remoçar, moçada, mocinha am • or, amante, desamor, amoreco mar • , marítimo, marinho, marujo Atenção! terr • a, terreiro, aterro, enterrar: palavras que pertencem à mesma família. Mas: terror • : nada tem a ver com a família da palavra terra. Afixos: são elementos mórficos significati- vos que se agregam ao radical, formando novas palavras. São afixos: prefixos – vêm antes do radical. Ex.: • anormal, desfazer, pré-escola etc. sufixos – vêm depois do radical. Ex.: ca- • samento,brasileiro, dentista etc. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 76 E _E M _1 _L IP _0 0 7 Prefixos latinos Prefixos Latinos Sentido Exemplos AB-, ABS- afastamento; separação abuso, abster-se, abdicar AD-, A- aproximação; tendência; direção adjacente, adjunto, admirar, agregar AMBI- duplicidade ambivalência, ambidestro ANTE- posição anterior antebraço, anteontem, antepor BENE-, BEN-, BEM- bem; muito bom benevolência, benfeitor, bem-vindo, bem-estar BIS-, BI- duas vezes bisavô, biconvexo, bienal, bípede, biscoito CIRCUM-, CIRCUN- ao redor; movimento em torno circunferência, circum-adjacente CONTRA- oposição; ação contrária contra-ataque, contradizer COM-, CON-, CO- companhia; combinação compartilhar, consoante, contempo- râneo, coautor DE-, DES-, DIS- movimento para baixo; afastamen- to; ação contrária; negação decair, desacordo, desfazer, discor- dar, dissociar, decrescer EX-, ES-, E- movimento para fora; mudança de estado; separação exonerar, exportar, exumar, espre- guiçar, emigrar, emitir, escorrer, estender EXTRA- posição exterior; superioridade extraoficial, extraordinário, extraviar IN-, IM-, I-, EN-, EM- IN- TRA-, INTRO- posição interna; passagem para um estado; movimento para dentro; tendência; direção para um ponto incisão, inalar, injetar, impor, imi- grar, enlatar, enterrar, embalsamar, intravenoso, intrometer, intramus- cular IN-, IM-, I- negação; falta intocável, impermeável, ilegal INTER-, ENTRE- posição intermediária; reciprocidade intercâmbio, internacional, entrela- çar, entreabrir JUSTA- proximidade justapor, justalinear POS- posição posterior; ulterioridade pós-escrito, pospor, postônico PRE- anterioridade; superioridade; inten- sidade prefixo, previsão, pré-história, pre- fácio PRO- posição em frente; movimento para frente; em favor de proclamar, progresso, pronome, prosseguir RE- repetição; intensidade; reciprocidade realçar, rebolar, refrescar, reverter, refluir RETRO- para trás retroativo, retroceder, retrospectivo Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 77 E _E M _1 _L IP _0 0 7 Prefixos Latinos Sentido Exemplos SEMI- metade semicírculo, semiconsoante, semi- analfabeto SUB-, SOB-, SO- posição abaixo de; inferioridade; insuficiência subconjunto, subcutâneo, subsolo, sobpor, soterrar SUPER-, SOBRE-, SUPRA posição superior; excesso superpopulação, sobreloja, supras- sumo, sobrecarga, superfície TRANS-, TRAS-, TRA-, TRES- através de; posição além de; mu- dança transbordar, transcrever, tradição, traduzir, traspassar, tresloucado, tresmalhar ULTRA- além de; excesso ultrapassar, ultrassensível Prefixos gregos Agora, mencionamos os prefixos gregos de maior presença na formação de palavras em nossa língua, também com significados e exemplos: Prefixos Latinos Sentido Exemplos A-, NA privação; negação ateu, analfabeto, anestesia ANA- repetição; separação; inversão; para cima análise, anatomia, anáfora, anagra- ma ANFI- duplicidade; ao redor; de ambos os lados anfíbio, anfiteatro, anfibologia ANTI- oposição, ação contrária antibiótico, anti-higiênico, antitérmi- co, antítese, antípoda, anticristo APO- separação; afastamento; longe de apogeu, apóstolo, apóstata ARQUI-, ARCE- posição superior; excesso; primazia arquitetura, arquipélago, arcebispo, arcanjo CATA- movimento para baixo; a partir de; ordem catálise, catálogo, cataplasma, catadupa DIA- através de; ao longo de diafragma, diagrama, diálogo, diag- nóstico DI- duas vezes dipolo, dígrafo DIS- mau funcionamento; dificuldade dispneia, discromia, disenteria EN-, EM-, E-, ENDO- posição interna; direção para dentro encéfalo, emblema, elipse, endotér- mico EX-, EC-, EXO-, ECTO- movimento para fora; posição exterior êxodo, eclipse Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 78 E _E M _1 _L IP _0 0 7 Prefixos Latinos Sentido Exemplos EPI- posição superior; acima de. epiderme, epílogo EU-, EV- excelência; perfeição; verdade euforia, evangelho HEMI- metade hemisfério HIPER- posição superior; intensidade; excesso hipérbole, hipertensão HIPO- posição inferior; insuficiência hipotrofia, hipotensão, hipodérmico META- posteridade; através de; mudança metamorfose, metabolismo, metá- fora, metacarpo PARA- proximidade; ao lado; oposto a paradoxo, paralelo, paródia, para- sita PERI- em torno de; pericárdio, período, perímetro, perífrase PRO- posição anterior prólogo, prognóstico POLI- multiplicidade; pluralidade polinômio, poliedro SIN-, SIM- simultaneidade; reunião; resumo sinfonia, simbiose, simpatia, sílaba Correspondência entre prefixos latinos e gregos Pref. Latino Pref. Grego Significado 1. des-, in-, im-, i- a- negação 2. ambi- anti- duplicidade 3. ante-, pre- pro- anterioridade 4. contra- anti- oposição 5. ab- apo- afastamento 6. de- cata- mov. para baixo 7. bi- di- duas vezes 8. trans- dia- através de 9. trans- meta- mudança 10. in-, intro- en-, endo- mov. para dentro 11. super- epi- posição superior Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 79 E _E M _1 _L IP _0 0 7 Pref. Latino Pref. Grego Significado 12. super- hiper- excesso 13. sub- hipo- posição inferior 14. sub- hipo- escassez 15. bene- eu-, ev- bom, bem 16. semi- hemi- metade 17. ad-, a-, justa para- proximidade 18. circum- peri- em torno de 19. com-, co-, cum- sin-, sim- conjunto Sufixos Os sufixos podem ser Formadores de substantivos, acrescentan- do significados de: agente – ascensorista, padeiro, pedinte • ação – coroação, casamento, leitura • lugar – necrotério, matadouro, cinzeiro • abundância – laranjal, formigueiro, fo- • lhagem nomes de naturalidade – pernambucano, • brasileiro doutrinas – socialismo, parnasianismo • nomes técnicos – morfema, rinite, os- • mose Obs.: Há também sufixos que formam au- mentativos e diminutivos. Ex.: homenzarrão chuvisco copázio lugarejo cabeçorra ilhota Atenção! Pelos exemplos, percebemos que a mesma forma sufixal pode apresentar mais de um valor significativo. cinzeiro (lugar) x banqueiro (agente) viagem (ação) x folhagem (abundância) feitura (ação) x doçura (qualidade) Formadores de adjetivos, acrescentando o sentido de: relativo a, referente a – anual, histórico, • pátrio possibilidade – notável, exigível, que- • bradiço plenitude (“cheio de”) – bondoso, cheiro- • sa, peludo, faminto Formadores de verbos, indicando diversos valores semânticos, a saber: ação de “tornar” – civilizar, debilitar • ação repetida – gotejar, mercadejar • ação pouco intensa – saltitar, chuviscar • início de ação – anoitecer, amarelecer • Formador de advérbios, com diversos signi- ficados, o único é o sufixo -mente. realmente (afirmação), frequentemente • (tempo), honestamente (modo) etc. Nota: Existem ainda os sufixos modo-temporais, que designam os modos e tempos verbais, tam- bém chamados desinências modo-temporais. Desinências: são elementos que indicam flexões de gênero, número, modo e tempo. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 80 E _E M _1 _L IP _0 0 7 Processos de formação das palavras Existem dois processos para a formação das palavras: derivação e composição. Tipos de derivação • : prefixal – quando a nova palavra se for- • ma com o acréscimo de um prefixo. Ex.: • descrer, repor, deter etc. sufixal – quando a nova palavra se • forma com o acréscimo de um sufixo. Ex.: amoroso, formalizar, barbeiro etc. parassíntese – quando a nova palavra se • forma com a presença simultânea de um prefixo e um sufixo. Ex.: entardecer, enforcar, empobrecer. Atenção! Observe nos exemplos acima que, supri- mindo-se um dos afixos, a palavra perde sua significação. Não se diz: tardecer, entarde; forcar; em- pobre ou pobrecer. O mesmo não acontece com palavrasdo tipo deslealdade (des + leal + dade) ou infeliz- mente (in + feliz + mente). Nestas palavras, observamos que elas exis- tem só com os prefixos (desleal, infeliz) ou só com os sufixos (lealdade, felizmente). Por isso dizemos que elas são formadas por prefixação e sufixação, que é um processo diferente da parassíntese, como se pode observar. derivação regressiva – é o processo • que consiste em formar palavras pela supressão de elementos terminais. A grande maioria desses casos acontece com os verbos: dança (de dançar), canto (de cantar), caça (de caçar), passeio (de passear). derivação imprópria – acontece quando • se muda a classe gramatical de uma palavra. Dividem-se em dois grupos: desinências nominais • – indicam, nos nomes: gênero (masculino ou feminino) – me- • nino/menina número (singular e plural) – casa • s/ carros desinências verbais • – indicam, nos verbos: modo e tempo – conta • va, vendesse, falara etc. número e pessoa – conta • mos, falaste, venderam Pelas desinências verbais podemos observar em que tempo e modo o verbo se encontra. Por exemplo, todos os verbos no imperfeito do modo subjuntivo vão apresentar a desinência -sse: ven- desse, falasse, contasse, sorrisse, e assim por diante. Também é possível perceber que todos os verbos na 1.a pessoa do singular, do presente do indicativo apresentam a desinência -o: eu canto, eu vendo, eu falo, eu como, eu sorrio etc. Vogal temática – chama-se vogal temática o elemento mórfico que distingue os vocábulos em grupos. Nos verbos, a vogal temática indica a conjugação a que eles pertencem. São elas: -a • – cantar, amar – 1.a conjugação -e • – vender, comer – 2.a conjugação -i • – partir, sorrir – 3.a conjugação Obs.: Com a vogal temática + radical tere- mos o tema. Ex.: cant + _a = canta. Os nomes também apresentam vogais temáticas: -a • – casa, terra, dia - • e – alegre, suave, parede -o • – vento, tempo, campo Vogais e consoantes de ligação – são ele- mentos sem valor significativo que se interpõem às palavras somente para facilitar a pronúncia. Veja: capin-z-al, gas-ô-metro, café-z-al. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 81 E _E M _1 _L IP _0 0 7 Observe este exemplo: Gosto de • cantar. (verbo) O • cantar é uma arte. (substantivo) Composição • : é o processo em que a palavra formada é resultante da reunião formada de mais de um radical. Existem dois tipos de composição: Justaposição – quando a nova palavra é formada pela associação de dois ou mais ra- • dicais, sem que nenhum deles perca algum elemento. A maioria dessas palavras são grafadas com hífen. Ex.: pé-de-moleque, guarda-roupa, girassol, quero-quero etc. Aglutinação – acontece quando a nova palavra perde um ou mais elementos. • Ex.: pernalta (= perna + alta) aguardente (= água + ardente) embora (= em + boa + hora) fidalgo (= filho + de + algo) Palestra de hoje: O FIM DO MUNDO ESTÁ PRóXIMO! Ingressos: $5,00 (não aceitamos cheques pré-datados). IE S D E B ra si l S .A . A da pt ad o. Observe que a palavra pré-datados é formada por prefixação. o luCro exCessivo É imoral, antiÉtiCo e espouativo, queromeu. o que não quer dizer que não tenha seus defeitos.ConCordo. IE S D E B ra si l S .A . A da pt ad o. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 82 E _E M _1 _L IP _0 0 7 Também são formadas por prefixação as palavras imoral, antiético e supervisão, que aparece no quadrinho que segue. Observe que a palavra supervisão deve ser grafada sem hífen. No quadrinho, no entanto, está escrita com hífen porque aqui há outro sentido para super-visão, que é uma visão muito boa. aGÊnCia deempreGos SintO, MAS pReciSAMOS de AlguéM que cOnSigA tRAbAlhAR SeM SupeR-ViSãO. IE S D E B ra si l S .A . A da pt ad o. Exercícios resolvidos Assinale o item em que há 1. erro quanto à análise da forma verbal pensássemos. Pens- = radicala) Pensa- = temab) -a- = vogal temáticac) -sse- = desinência modo-temporald) -mos = sufixoe) Solução ` : E Todos os morfemas estão analisados correta- mente, com exceção da alternativa E, uma vez que na palavra pensássemos este morfema indi- ca que o verbo está na 1.a pessoa do plural. As- sim, -mos é uma desinência número-pessoal. Assinale a alternativa 2. incorreta quanto à análise dos morfemas da palavra desco- brimento. A vogal temática é -i-a) O radical é descobr-b) Des- é prefixo que indica ação contrária.c) _mento é sufixo.d) Solução ` : B A alternativa que analisa erradamente os mor- femas de descobrimento é a B. O radical da palavra é -cobr-, uma vez que des- é prefixo que indica ação contrária, como acontece em des- fazer, desdizer etc. Assinale a alternativa correta quanto à aná-3. lise mórfica do vocábulo amabilidade. Ama- – radicala) -i – vogal temáticab) Amabi- – temac) -idade – sufixod) -dade – sufixoe) Solução ` : E O radical da palavra em questão é am-; a vogal temática é -a-; o tema é ama-, e o sufixo é apenas -dade. Temos ainda, na palavra, o sufixo -bil- e a vogal de ligação -i-. Assinale a alternativa que identifica 4. er- radamente o processo de formação das palavras. Camisola – sufixaçãoa) Mandachuva – aglutinaçãob) Planalto – aglutinaçãoc) Interpor – prefixaçãod) Riacho – sufixaçãoe) Solução ` : B Em A, temos o sufixo -ola (camisa + ola), sufi- xação, portanto. Em B, o processo é de justa- posição, porque não houve perda de fonemas, assim a análise está errada. Em C temos plano + alto = planalto, com perda de fonema: análise correta. Também em riacho temos rio + acho (sufixo indicador de diminutivo) derivação sufixal, portanto. A palavra emagrecer apresenta o mesmo 5. processo de formação de: magrela.a) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 83 E _E M _1 _L IP _0 0 7 boquiaberto.b) pé de moleque.c) engessar.d) infelizmente.e) Solução ` : D A palavra emagrecer é formada pelo processo parassintético, e a única palavra formada por parassíntese é engessar. Ver que a palavra não existe só com o prefixo ou só com o sufixo. Magrela – sufixação; boquiaberto – aglutinação; pé de moleque – justaposição; infelizmente – prefixação e sufixação. Exercícios de aplicação Leia o texto e responda às questões.1. te que a personalidade de uma pessoa também se manifesta em sua linguagem. Escritores buscam há tempos a forma de expressão mais adequada para seus per- sonagens. Há cerca de um século o criador da psicanálise, Sigmund Freud, mostrou que o inconsciente se revelava no lapso de fala. Pessoas com uma boa percepção linguística que conhecem variados esti- los muitas vezes conseguem identificar a autoria de uma obra lendo apenas pou- cas linhas. Mas será possível mensurar palavras de um texto por meio de estatís- tica e, com isso, obter um perfil do autor? Pennebaker, que realiza pesquisas desde 1997 na Universidade do Texas, em Austin, Estados Unidos, desenvolveu seu mais im- portante instrumento em meados dos anos 1990: o Linguistic Inquiry and Word Count, (LIWC, na sigla em inglês, que se pronuncia “Luke”). O procedimento de enumeração de palavras já filtrou desde então uma massa gigantesca de textos. O pesquisador, de 58 anos, apresentou sua análise mais recente durante as eleições presidenciais dos Es- tados Unidos em 2008: no site <www.wor- dwatchers.wordpress.com>, ele publicou um “psicograma linguístico” dos candidatos ao governo americano. Tanto nos deba- tes quanto nas entrevistas, revelaram-se tendências claras: John McCain dirigia-se a seus eleitores de forma muito direta e pessoal, e sua escolha vocabular mostrou- -se carregada de emoção e impulsiva. Já Barack Obama utilizava frequentemente relações causais, o que indicava linhas de pensamento complexas. Além disso, ele tendia a se pronunciar de forma mais vaga que seuconcorrente republicano. (Disponível em: <www2.uol.com.br/vivermente/noticias/ voce_e_aquilo_que_escreve_.html>. Acesso em: 19 nov. 2009.) Você é aquilo que escreve? Na Alemanha, um programa de computador é usado para revelar a personalidade dos autores de textos S hu tt er st oc k. Há duas décadas ele procura em tex- tos informações sobre a personalidade de seus autores sem nem mesmo analisar a sintaxe ou compreender nuances de sig- nificado. Detalhe: ele sequer chega a ler o que foi escrito. Em vez disso, baseia-se na contagem de palavras. Não se discu- Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 84 E _E M _1 _L IP _0 0 7 O texto que você leu é um texto de in-a) formação. O que caracteriza esse tipo de texto? Nas primeiras duas frases do texto, o b) pronome “ele” aparece. Esse pronome substitui algo que já foi mencionado. A que se referem esses pronomes? O título do texto é uma pergunta. Ela é c) respondida no texto? Explique sua res- posta. Marque a opção onde o prefixo assinalado 2. possui valor significativo diferente dos de- mais. Ina) grato. Inb) fiel. Ic) lícito. Ind) serir. Ime) pessoal. Relacione as colunas, levando em conta o 3. que está grifado. 1) Radical im )( possível 2) Tema mulher )( es 3) Vogal temática gas )( ômetro 4) Vogal de ligação faz )( emos 5) Consoante de ligação cert )( eza 6) Prefixo cafe )( zal 7) Sufixo faze )( s 8) Desinência de gênero epi )( derme 9) Desinência de número epi )( derme pat )( o and )( ávamos Identifique os elementos mórficos das pa-4. lavras abaixo: desumanização.a) bondosamente.b) entardecer.c) impensável.d) conquistadores.e) Aponte a alternativa em que uma das pala-5. vras não pertence à mesma família etimo- lógica: Livreiro, livraria, livreco, livre.a) Encaixotar, caixa, caixote, caixão.b) Pessoal, impessoal, pessoalmente, pes-c) soa. Gratidão, ingrato, gratificar, gratificante.d) Humano, humanista, humanidade, sub-e) humano. Proposta de redação Procure uma notícia ou reportagem de seu interesse e faça um texto curto de informação, no estilo do que você leu nesta unidade, ima- ginando que ele seria publicado numa revista semanal de notícias. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 85 E _E M _1 _L IP _0 0 7 Leia o texto e responda às questões.6. – Que diferença faz agora? – Estou falando em tese. – Gosto (Pausa). Adãozinho. – Posso chamar você de Vivinha? – Pode. – Então, combinado. – Mas tem uma coisa. – O quê? – Sem efeito retroativo. O que faltou Luis Fernando Verissimo Ele Adão, ela Eva. O casamento tinha tudo para dar certo, inclusive antecedente histórico. Não deu. Meses depois da briga final, os dois se encontraram para tratar do divórcio e discutir o que dera errado. Cabeça fria. Gente civilizada. – Eu tenho uma tese – disse ela. Ele sorriu. Ela sempre tinha teses. – Minha tese é a seguinte: faltou apeli- do. Nós nunca tivemos apelidos, um para o outro. Era verdade. Desde o namoro, tra- tavam-se apenas por “Adão” e “Eva”. Eventualmente “querido” e “querida”. Nos momentos de ardor conjugal, “amor!” e o coraçããão!”. Nunca “negro/negra”, “fofo/ fofa”, “Dão e Vevé”. Não tinham apelidos para o dia a dia de um casamento, para o “passa o sal”, para o trivial. Na presença de outros identificavam-se como “ele” ou “essa daí”. No fim estavam se chamando de “cretino” e “imbecil”, mas o fim não con- tava. No fim não era mais um casamento, era um psicodrama. Faltara o apelido na hora certa. O casamento só é indissolúvel com apelido. O único amor eterno é o amor com apelido. – Por que será que nós nunca nos de- mos apelidos? – Não sei. Talvez esperássemos que eles viessem, com o tempo. Nosso erro foi pensar que um casamento feliz produz apelidos carinhosos quando é o contrário: apelidos carinhosos produzem casamentos felizes. Ou pelo menos duradouros. – Vivinha, você gosta? Ela hesitou. Explique, com suas palavras, qual a a) tese defendida pelo autor em sua crô- nica. Diga se você concorda com ela e justifique sua opinião. Explique a utilização das expressões b) “antecedente histórico”, no primeiro pa- rágrafo, e “efeito retroativo”, no último. Responda, a propósito de vocábulos extra-7. ídos do texto: Qual o valor significativo do sufixo exis-a) tente na palavra conjugal? Quantos e quais são os morfemas da b) palavra civilizada? Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 86 E _E M _1 _L IP _0 0 7 Qual o radical da forma verbal c) faltou? Dê três cognatas da palavra d) sal. Marque com 8. J para justaposição e A para aglutinação. segunda-feiraa) ( ) pontapéb) ( ) pé de patoc) ( ) vaivémd) ( ) pernilongoe) ( ) paraquedasf) ( ) aguardenteg) ( ) pontiagudoh) ( ) Considerando o código a seguir, aponte, nos 9. parênteses, o número correto. 1) Justaposição 2) Aglutinação 3) Prefixação 4) Sufixação 5) Parassíntese 6) Regressão 7) Prefixação e sufixação pernalongaa) ( ) conta-gotasb) ( ) suboficialc) ( ) internacionald) ( ) arco-írise) ( ) fotof) ( ) apegog) ( ) ensolararh) ( ) pé de meiai) ( ) ensurdecerj) ( ) ensurdecedork) ( ) planaltinol) ( ) ataquem) ( ) planalton) ( ) Identifique o processo de formação das 10. palavras abaixo, extraídas da tirinha: Vou anotar seu telefone para o caso de algum inimigo meu precisar de um doador de órgãos. IE S D E B ra si l S .A . A da pt ad o. anotar:a) inimigo:b) doador:c) Proposta de redação Apelido pega? Narre um fato curioso sobre apelidos. Depois, faça uma boa revisão na lin- guagem. Questões de processos seletivos (Cesgranrio) Assinale a opção em que nem 1. todas as palavras provêm de um mesmo radical. Noite, anoitecer, noitada.a) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 87 E _E M _1 _L IP _0 0 7 Luz, luzeiro, alumiar.b) Incrível, crente, crer.c) Festa, festeiro, festejar.d) Riqueza, ricaço, enriquecer.e) (FAAP-SP) Infatigavelmente (in+fatigável-2. mente) = processo de formação de palavras a que chamamos: derivação prefixal.a) derivação sufixal.b) derivação prefixal e sufixal.c) composição por justaposição.d) composição por aglutinação.e) (Unesp) As palavras 3. perda, corredor e saca- -rolha são formadas, respectivamente, por: derivação regressiva, derivação sufixal, a) composição por aglutinação. derivação regressiva, derivação sufixal, b) derivação parassintética. composição por aglutinação, derivação c) parassintética, derivação regressiva. derivação parassintética, composição por d) justaposição, composição por aglutinação. composição por justaposição, composi-e) ção por aglutinação, derivação prefixal. (UFSC) Assinale a alternativa em que o 4. elemento mórfico em destaque está corre- tamente analisado. menina (-a): desinência nominal de gê-a) nero. vendeste(-e-): desinência de 1.b) a conjuga- ção. gasômetro (-ô-): vogal temática de 2.c) a conjugação. amassem (-sse-): desinência de 2.d) a pes- soa do plural. cantaríeis (-is): desinência do imperfeito e) do subjuntivo. (Fuvest) Assinale a alternativa em que uma 5. das palavras não é formada por prefixação. Readquirir, predestinado, propor.a) Irregular, amoral, demover.b) Remeter, conter, antegozar.c) Irrestrito, antípoda, prever.d) Dever, deter, antever.e) (MED. TAUBATÉ-SP) Indique nas colunas à 6. direita o numeral correspondente aos pro- cessos de formação das palavras da coluna da esquerda. Escolha, depois, a alternativa que apresenta a sequência correta dos numerais. 1) Peixe-espada 2) Livraria 3) Deter 4) Planalto 5) Desalmado Composição por aglutinação )( Composiçãopor justaposição )( Derivação parassintética )( Derivação por sufixação )( Derivação por prefixação )( 4 – 5 – 1 – 3 – 2a) 5 – 1 – 3 – 2 – 4b) 3 – 2 – 1 – 4 – 5c) 4 – 1 – 5 – 2 – 3d) 2 – 1 – 3 – 5 – 4e) (Cesgranrio) Assinale a opção em que 7. não ocorre o processo de derivação sufixal. Formosura.a) Fazendeiro.b) Avidez.c) Sertanejo.d) Donzela.e) (FCMSC-SP) Em qual dos exemplos a seguir 8. está presente um caso de derivação paras- sintética? Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 88 E _E M _1 _L IP _0 0 7 Lá vem ele, vitorioso do a) combate. Ora, vá b) plantar batatas! Começar o c) ataque. Assustado, continuou a se d) distanciar do animal. Não vou mais me e) entristecer, vou é can- tar. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 89 E _E M _1 _L IP _0 0 7 Exercícios de aplicação 1. O texto informa sem que haja muitas a) marcas de subjetividade. O “eu” que es- creve o texto procura recursos para ficar distante do texto (ainda que saibamos que subjetividade neutra é impossível). A “um programa de computador”.b) Não, simplesmente se explica o programa c) de computador e se dá um exemplo de alguém que faz uso dele, mas não se é enfático a ponto de afirmar que somos aquilo que escrevemos necessariamente. D2. (6), (9), (4), (1), (7), (5), (2), (6), (1), (8), (3)3. desumanização4. : des- (prefixo), -uman- (radical), -iz- (sufixo), -a- (vogal temática), -ção (sufixo). bondosa: bond- (prefixo), -osa- (sufixo). entardecer: en- (prefixo), tard- (radical), -ec- (sufixo), -e- (vogal temática), -r (desinência). impensável: im- (prefixo), pens- (radical), -a-(vogal temática), -vel (sufixo). conquistadores: conquist-(radical), -a-(vogal temática), -dor-(sufixo) -es(desinência). A. A palavra 5. livre não pertence à mesma família. 6. A resposta é livre, mas espera-se que a) o aluno chegue à conclusão de que se defende a tese da importância dos ape- lidos nos relacionamentos afetivos. O narrador emprega a expressão “an-b) tecedente histórico” numa menção ao primeiro casal bíblico. Já “efeito retro- ativo” é expressão que significa que o valor de uma decisão retroage, ou seja, vale para o que aconteceu antes. 7. Sufixo -al significa “relativo a”.a) A palavra tem 4 morfemas: civil / iz / a b) / da. O radical é falt-.c) Salgado, salgar, saleiro etc.d) 8. ( J )a) ( J )b) ( J )c) ( J )d) ( A )e) ( J )f) ( A )g) ( A )h) 9. ( 1 )a) ( 1 )b) ( 3 )c) ( 3 )d) ( 1 )e) ( 6 )f) ( 6 )g) ( 5 )h) ( 1 )i) ( 5 )j) Gabarito Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 90 E _E M _1 _L IP _0 0 7 ( 7 )k) ( 4 )l) ( 6 )m) ( 8 )n) 10. prefixação.a) prefixação.b) sufixação.c) Questões de processos seletivos B1. C2. A3. A4. E5. D6. E7. E8. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 91 E _E M _1 _L IP _0 0 8 Classes de palavras – substantivo Introdução As palavras da língua portuguesa estão agrupadas em dez diferentes classes gramati- cais, que vão desempenhar diferentes funções no texto. Por essa razão é importante reconhecê- -las como prerrequisitos para o estudo na sinta- xe, que veremos no decorrer do curso. Vamos iniciar com o substantivo por ser uma classe de palavras de suma importância, uma vez que, sem ele, não se nomeariam os seres e os objetos que nos rodeiam. Mais que isso, não haveria como dar nomes aos nossos sentimentos, às nossas emoções, aos nossos estados de espírito. Abordagem teórica O substantivo – classificação Concreto Nomeia o existente, real ou imaginário. Ex.: pedra, Deus, duende, cama. Abstrato Nomeia ações, estados, qualidade, sensa- ções ou sentimentos de um ser existente. Ex.: grito, morte, ternura, frio, medo. Comum Nomeia o existente, genericamente. Ex.: cachorro, homem, rio, cidade. Próprio Nomeia o existente, particularmente. Ex.: Rex, José, Amazonas, Belém. Primitivo Não originado de nenhum outro nome. Ex.: mar, cruz, triste. Derivado Originado de um primitivo. Ex.: marinheiro, cruzeiro, tristeza. Simples Que tem apenas um radical. Ex.: sol, plano, pé. Composto Que tem mais de um radical. Ex.: guarda-sol, planalto, pontapé. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 92 E _E M _1 _L IP _0 0 8 Coletivos São substantivos comuns que, embora no singular, designam um conjunto de seres da mesma espécie. Alguns coletivos mais importantes: Enxame – abelhas • Esquadrilha – aviões • Fato – cabras • Fauna – animais • Flora – plantas • Feixe – lenha, raios • Junta – médicos, examinadores • Manada – elefantes, bois • Matilha – cães de caça • Molho – chaves • Nuvem – insetos • Ninhada – pintos, filhotes • Orquestra – músicos • Pinacoteca – quadros em geral • Réstia – cebolas, alhos • Tropa – soldados • Tripulação – empregados de um navio • ou avião Turma – alunos, trabalhadores • Vara – porcos • Viveiro – pássaros • Gênero do substantivo PESSO AS (MASC ULINA S) PESSOAS(FEMININAS) IE S D E B ra si l S .A . A da pt ad o. Arquipélago – ilhas • Antologia – trechos literários • Alcateia – lobos • Armada, esquadra, frota – navios • Atlas – mapas • Banda – músicos • Batalhão – soldados • Cacho – bananas, uvas, cabelos • Cáfila – camelos • Caravana – viajantes • Cardume – peixes • Clero – religiosos • Colmeia – abelhas • Constelação – estrelas • Cordilheira, serra – montanhas • Corja, cambada, quadrilha, malta – la- • drões, vadios, velhacos Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 93 E _E M _1 _L IP _0 0 8 Substantivos biformes são os que têm for- mas diferentes para o masculino e o feminino. O feminino, no caso, pode ser marcado pela desinência -a, por sufixos específicos ou por palavras de radicais totalmente diferentes em relação ao masculino (caso dos heterônimos). Ex.: lobo/loba; freguês/freguesa; visconde/ viscondessa. anão/anã; cão/cadela; bode/cabra. Substantivos uniformes São os que têm uma forma para ambos os gêneros. Ex.: cobra, pianista, pessoa. Os substantivos uniformes podem ser: Epicenos Designam animais de ambos os sexos, diferenciados os gêneros, quando muito, pela palavra macho ou fêmea. Ex.: urubu macho, urubu fêmea; cobra ma- cho, cobra fêmea etc. Comum de dois A distinção se faz pelo artigo, ou por qual- quer outra palavra determinante. Ex.: o/a artista, o/a estudante, o/a cama- rada. Sobrecomum Um só gênero para designar pessoas de ambos os sexos. Ex.: a testemunha, a criança. Observações: Há palavras que, mudando de gênero, • mudam de sentido. Ex.: o cabeça (líder) x a cabeça (parte do corpo), o grama (medida) x a grama (vegetação). Há palavras cujo gênero nem sempre é • devidamente empregado. Ex.: o champanha, o alvará, o delta, o trema, o herpes, o plasma, o nauta, o hematoma, a derme, a pane, a entorse, a acne, a ferrugem, a ioga, a sentinela, a cal etc. Plural de substantivo em -ão Os substantivos terminados em -ão, na língua portuguesa, podem fazer o plural de três formas diferentes: -ãos • Exemplos: cidadão, irmão, pagão, cristão etc. Também fazem o plural em -ãos todos os substantivos paroxítonos terminados em -ão: órgãos, órfãos, bênçãos, sótãos etc. -ões • A maioria das palavras em -ão faz o seu plural assim. Eis alguns exemplos: balão, canção, botão, coração, eleição, fração, gavião, nação, leão, feijão, mamão, me- lão, tecelão etc. Também fazem o plural em -ões todos os substantivos aumentativos. Exemplos: casarão, dramalhão, facão, na- rigão, paredão, pobretão, vozeirão etc. -ães • Destaque para os vocábulos: alemão, capelão, capitão, escrivão, guardião, pão, sacristão etc. Observação:Muitas palavras terminadas em -ão não têm o seu plural definido, apresentando duas ou três formas para essa flexão. Veja as principais: têm os três plurais ( • -ãos, -ões, -ães): an- cião, ermitão, aldeão, sultão, vilão etc. têm plurais em • -ãos e -ões: corrimão, anão, castelão, vulcão etc. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 94 E _E M _1 _L IP _0 0 8 Plural com metafonia Muitos substantivos fazem seu plural com metafonia, ou seja, mudança de timbre (de fe- chado, no singular, para aberto, no plural). Ex.: ovo/ovos – osso/ossos – povo/povos ( ^ ) (/) ( ^ ) (/) ( ^ ) (/) Plurais especiais Aqui, chamamos a atenção para alguns plurais que merecem um destaque especial, já que, normalmente, são fontes de dúvidas. cônsul – cônsules • júnior – juniores • sênior – seniores • caráter – caracteres • réptil – répteis • reptil – reptis • projétil – projéteis • projetil – projetis • açúcar – açúcares • xadrez – xadrezes • álcool – alcoóis ou álcoois • ananás – ananases • hífen – hifens ou hífenes • revés – reveses • Substantivos invariáveis no plural Muitos substantivos (paroxítonos ou pro- paroxítonos) terminados em S são invariáveis no plural. É o caso de atlas, pires, lápis, oásis, tênis, ônibus etc. Plural de diminutivos Para pluralizarmos substantivos no diminu- tivo, formados com o sufixo -zinho, colocamos os substantivos-base no plural, retiramos-lhes o s e pluralizamos o sufixo. Veja: coraçãozinho – coraçõe(s) + zinhos = cora- çõezinhos. animalzinho – animai(s) + zinhos = animai- zinhos. caminhãozinho – caminhõe(s) + zinhos = caminhõezinhos. Substantivos com um só número Há substantivos que só se empregam no plural. Veja alguns exemplos: Anais – condolências – fezes – afazeres – núpcias – óculos – parabéns – víveres – ar- redores. Substantivos que mudam de significados quando no plural Destacamos alguns: bem X bens. copa X copas. costa X costas. féria X férias etc. Plural dos substantivos compostos Eis as regras básicas: Variam ambos os elementos Substantivo + substantivo tenentes-coronéis Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 95 E _E M _1 _L IP _0 0 8 cirurgiões-dentistas couves-flores Substantivo + adjetivo amores-perfeitos águas-marinhas vitórias-régias Adjetivo + substantivo gentis-homens quartas-feiras puros-sangues Varia apenas o primeiro elemento: Quando o segundo indica, em relação ao • primeiro, semelhança ou finalidade: navios-escola salários-família peixes-boi bananas-maçã Observação: Este é o plural mais indicado, embora se possa admitir a flexão dos dois elementos. Com preposição entre os elementos: • chefes de seção mulas sem cabeça pés de moleque Varia apenas o segundo elemento: Quando o primeiro não admite flexão, por • ser de natureza invariável: alto-falantes sempre-vivas abaixo-assinados Quando o primeiro é uma forma verbal • para-choques: arranha-céus guarda-vestidos Quando é formado por palavras onoma- • topaicas ou palavras repetidas: reco-recos tico-ticos pingue-pongues Quando o primeiro elemento é bel-, grão-, • grã-, ex-, vice-: bel-prazeres grão-duques grã-duquesas ex-diretores vice-presidentes Ficam ambos os elementos invariáveis: Quando formados por verbos de sentido • oposto: os leva e traz os perde-ganha Os que formam verdadeiras “frases subs- • tantivas”: os Maria vai com as outras os louva-a-deus os disse me disse Atenção! Os casos seguintes podem ser conside- rados exceções, por fugirem às regras aqui expostas: bem-te-vis (na realidade, o plural se faz • como nas onomatopeias). padres-nossos ou padre-nossos (o segun- • do, por analogia com ave-marias). Para saber mais Cães-guia são mais do que um auxílio: são os verdadeiros amigos e companheiros das pessoas cegas. Observe na 1.a frase que o substantivo composto está no plural. Como o 2.o elemento especifica o 1.o, apenas o primeiro ficou no plural. Mas a forma “cães-guias” também é Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 96 E _E M _1 _L IP _0 0 8 Exercícios resolvidos Marque a opção em que se faz comentário 1. errado sobre o fato gramatical. O plural a) balõezinhos nos faz lembrar que também estão corretos os plurais anei- zinhos, generaizinhos, coroneizinhos. A palavra b) cabeça, “parte do corpo hu- mano”, no masculino, significa “líder”. A palavra c) cal e champanha são palavras femininas. A palavra d) pêsames deve ser empregada sempre no plural, assim como a palavra boas-vindas. O plural da palavra e) quero-quero é quero- -queros, e a palavra pé de moleque faz o plural pés de moleque. Solução ` : C A opção que comenta erradamente o fato grama- tical, pelo menos em parte, é a C. Realmente, cal é palavra feminina, mas champanha é pala- vra masculina. Usar sempre: um champanha, o champanha, este champanha. O plural dos nomes compostos está corre-2. to em todas as alternativas, menos uma. Aponte-a. Hoje, não se veem mais a) pombos-cor- reio. Houve denúncia contra vários b) chefes de polícia. Os c) recém-nascidos foram considerados saudáveis. Multaram todos os d) pés de chumbos que corriam na avenida. Solução ` : E A alternativa errada é a E. Os substantivos com- postos ligados por preposição só pluralizam o primeiro elemento. É o caso de pães de ló, pés de moleque etc. Uma das alternativas abaixo erra ao fazer o 3. plural de uma das palavras em destaque. Os a) cidadões ganharam uma cidade be- líssima com muitos girassóis. Os b) alemães exibiam troféus estrangeiros. Os c) choferes de táxi transportaram os coronéis. Os d) pãezinhos não podiam ser embrulha- dos em jornaizinhos. Havia muita gente acampada nos e) arre- dores da cidade. Solução ` : A A alternativa A errou no plural de cidadão, que é cidadãos. Já o plural de girassol na mesma alternativa está correto. Exercícios de aplicação Leia o fragmento do texto chamado “O 1. coronel e o lobisomem” e depois responda às questões. admitida. Note também a presença do substantivo sobrecomum pessoa, na 2.a frase, que se refere tanto a homens quanto mulheres. A bem dizer, sou Ponciano de Azeredo Furtado, coronel de patente, do que tenho honra e faço alarde. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas, gado do mais gordo, pasto do mais fino. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância, com um padres-mestres a dez tostões por mês. Digo, modéstia de lado, que já discuti e jo- guei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. Mas disso não faço glória, pois sou sujeito lavado de vaidade, mimoso no trato, de palavra educada. Já morreu a an- tigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto, sem Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 97 E _E M _1 _L IP _0 0 8 freio nos dentes, sem medir consideração, seja em compartimento do governo, seja em sala de desembargador. Trato as partes no macio, em jeito de moça. Se não recebo cortesia de igual parte, abro o peito: – Seu filho de égua, que pensa que é? Nos currais do Sobrinho, no debaixo do capotão de meu avô, passei os anos de pequenice, que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca, lá num inverno dos antigos, Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. É invencioneiro e lingua- rudo. (CARVALHO, José Cândido. O Coronel e o Lobisomem. 12. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1997, p.3) capotão: ________________________________ avô: ___________________________________ mão: ___________________________________coronel: _________________________________ mês: __________________________________ doutor: _________________________________ desembargador: _____________________ lei: _______________________________________ Assinale a alternativa cujo plural se faz como 3. o de saca-rolha. Beija-flor.a) Amor-perfeito.b) Reco-reco.c) Samba-enredo.d) Cobra-cega.e) Pluralize os substantivos compostos a se-4. guir mencionados. tique-taque: ___________________________a) caneta-tinteiro: ________________________b) carta-bilhete: __________________________c) grã-cruz: _______________________________d) beija-flor: ______________________________e) saia-balão: ____________________________f) corre-corre: ____________________________g) quebra-mar: ___________________________h) pisa-mansinho: ________________________i) pé de moleque: ________________________j) manga-espada: ________________________k) guarda-sol: ____________________________l) guarda-civil: ____________________________m) guarda-pó: _____________________________n) guarda-florestal: _______________________o) alto-falante: ___________________________p) alto-relevo: ____________________________q) É positivo oua) negativo o conceito que o avô personagem-narrador tem sobre a classe política? Justifique. É bem característica a linguagem utiliza-b) da pelo personagem-narrador. Com suas palavras, procure explicar o significado das passagens a seguir: “trato as partes no macio, em jeito I. de moça”. “...pai e mãe perdi no gosto do pri-II. meiro leite”. Pluralize os seguintes substantivos encon-2. trados no texto: consideração: _____________________________ igual: _____________________________________ Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 98 E _E M _1 _L IP _0 0 8 obra-prima: ____________________________r) cabra-cega: ____________________________s) bate-bola: _____________________________t) pombo-correio: ________________________u) o bumba meu boi: ______________________v) cola-tudo: _____________________________w) Aponte a série onde todos os substantivos 5. estão corretamente pluralizados. Amores-perfeito / pores-do-sol / mão de a) obra. Cavalos-vapores / empurra-empurra / b) cartões-postal. Alto-relevo / navios-escola / paus-de- c) -sebo. Chefes de seção / obra-primas /sextas-d) -feiras. Boias-frias / bifes a cavalo / guarda- e) -vestidos. Indique os coletivos de:6. lobos: ________________________________a) vadios: _______________________________b) ilhas: ________________________________c) artistas: ______________________________d) examinadores: ________________________e) abelhas: ______________________________f) músicos: ______________________________g) cabras: _______________________________h) uvas, bananas: ________________________i) lenha: ________________________________j) camelos: ______________________________k) animais: ______________________________l) peixes: _______________________________m) vegetais: ______________________________n) bispos: _______________________________o) médicos: ______________________________p) estrelas: ______________________________q) chaves: _______________________________r) papel: ________________________________s) porcos: _______________________________t) Aponte o feminino de:7. imperador: ____________________________a) sacerdote: ____________________________b) cavalheiro: ____________________________c) elefante: ______________________________d) frei: ___________________________________e) genro: ________________________________f) profeta: _______________________________g) maestro: ______________________________h) ermitão: _______________________________i) ancião: _______________________________j) ladrão: ________________________________k) sultão: ________________________________l) perdigão: ______________________________m) frade: ________________________________n) cônsul: _______________________________o) Indique o sentido das palavras a seguir, nos 8. dois gêneros: cura: __________________________________a) guarda: _______________________________b) moral: ________________________________c) rádio: _________________________________d) lotação: _______________________________e) língua: ________________________________f) guia: __________________________________g) caixa: _________________________________h) capital: _______________________________i) vigia: _________________________________j) coma: ________________________________k) lama: _________________________________l) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 99 E _E M _1 _L IP _0 0 8 Proposta de redação Você deve lembrar-se de que a personagem do texto que leu nesta unidade termina com uma frase nada elogiosa à classe política: “...é inven- cioneira e linguaruda”. O que você acha disso? Elabore um texto e expresse o seu ponto de vista sobre o assunto. Depois, faça uma leitura cuidadosa para corrigir o que for necessário. Questões de processos seletivos (UFJF-MG) Assinale a alternativa onde apa-1. rece substantivo próprio e abstrato, respec- tivamente. Água, ninho.a) Pedro, Jesus.b) Pilatos, verdade.c) Jesus, abaixo-assinado.d) Nova Iorque, Deus.e) (FMT-SP) Assinale a alternativa em que não 2. há relação entre duas colunas. Madeira – concreto.a) Árvore – concreto.b) Maravilhas – abstrato.c) Ramalhete – abstrato.d) Ramos – concreto.e) (UA-AM) Desejava transformar os _______ em 3. _______ do céu. pagões – cidadões.a) pagãos – cidadões.b) pagões – cidadãos.c) pagãos – cidadãos.d) pagães – cidadãos.e) (UTP-PR ) Em qual das alternativas o artigo 4. definido feminino corresponderia a todos os substantivos? Sósia, doente, lança-perfume.a) Dó, telefonema, diabete.b) Clã, elipse, pijama.c) Cal, elipse, dinamite.d) Champanha, criança , estudante.e) (Cesgranrio) Assinale o par de vocábulos 5. que formam o plural pelas mesmas razões de balão e caneta-tinteiro. Vulcão, abaixo-assinado.a) Irmão, manga-rosa.b) Questão, salário-família.c) Benção, papel-moeda.d) Razão, guarda-chuva.e) (UFUB-MG) Indique a alternativa em que só 6. aparecem substantivos abstratos. Tempo, angústia, saudade, ausência, a) esperança, vidro. Angústia, choro, sol, presença, esperan-b) ça, amizade. Amigo, dor, claridade, esperança, luz, c) tempo. Angústia, saudade, vitória, esperança, d) amizade. Espaço, mãos, claridade, rosto, ausên-e) cia, esperança. (UM-SP) Indique o período que não contém 7. um substantivo no grau diminutivo. Todas as moléculas foram conservadas a) com as propriedades particulares, inde- pendente da atuação cientista. O ar senhoril daquele homúnculo trans-b) formou-o no centro de atenções na tu- multuada assembleia. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 100 E _E M _1 _L IP _0 0 8 Através da vitrina da loja, a pequena ob-c) servava curiosamente os objetos deco- rativos expostos à venda, por preço bem pequeno. De momento a momento, surgiam curio-d) sas sombras e vultos apressados na si- lenciosa viela. Enquanto distraía as crianças, a profes-e) sora tocava flautim, improvisando canti- gas alegres e suaves. (ITA) Aponte a alternativa em que haja erro 8. quanto à flexão do nome composto. Vice-presidentes, amores-perfeitos, os a) bota-fora. Tico-ticos, salários-família, obras-primas.b) Reco-recos, sexta-feiras, sempre-vivas.c) Pseudoesferas, chefes de seção, pães-d) de-ló. Pisca-piscas, cartões-postais, mulas e) sem cabeça. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 101 E _E M _1 _L IP _0 0 8 Gabarito Exercícios de aplicação 1. O conceito é negativo, uma vez que ro-a) tula o “povo da política’’ como inven- cioneiro e linguarudo, ou seja, pessoasque não têm apego à verdade, portanto, não confiáveis. I. Tratar com cortesia, delicadeza. b) II. Perder os pais ainda bem criança. considerações – iguais – capotões – avós 2. – mãos – coronéis – meses – doutores – desembargadores – leis. A3. 4. tique-taquesa) canetas-tinteirob) cartas-bilhetec) grã-cruzesd) beija-florese) saias-balãof) corre-corresg) quebra-maresh) os pisa-mansinhoi) pés de molequej) mangas-espadak) guarda-sóisl) guardas-civism) guarda-pósn) guardas-florestaiso) alto-falantesp) alto-relevosq) obras-primasr) cabras-cegass) bate-bolast) pombos-correiou) os bumba meu boiv) os cola-tudow) E5. 6. a) alcateia k) cáfila b) corja, cambada, bando l) fauna c) arquipélago m) cardume d) elenco n) flora e) banca o) sínodo f) enxame p) junta g) banda q) constelação h) fato r) molho i) cacho s) resma j) feixe t) vara 7. a) imperatriz h) maestrina b) sacerdotisa i) ermitã c) dama j) anciã d) elefanta k) ladra e) sóror l) sultana f) nora m) perdiz g) profetisa n) freira 9. o cura – padrea) a cura – restabelecimento, ato de curar o guarda – o indivíduo: o policial, o vigiab) a guarda – a corporação Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 102 E _E M _1 _L IP _0 0 8 o moral – ânimo; disposição de espírito.c) a moral – conjunto de leis e valores que ditam as relações sociais e a conduta das pessoas. o rádio – aparelhod) a rádio – emissora o lotação – veículoe) a lotação – capacidade numérica o língua – intérpretef) a língua – órgão do aparelho fonador o guia – ciceroneg) a guia – formulário, papel, documento o caixa – o funcionárioh) a caixa – a embalagem o capital – dinheiro, patrimônioi) a capital – cidade o vigia – o vigilantej) a vigia – abertura circular nas embarca- ções o coma – estado mórbidok) a coma – juba, cabeleira o lama – sacerdote budistal) a lama – lodo, barro Questões de processos seletivos C1. D2. D3. D4. C5. D6. C7. C (sextas-feiras)8. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br CENTRO DE INTEGRAÇÃO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - CIEJA PROPOSTA DE REDAÇÃO Redija texto dissertativo-argumentativo com escrita formal da língua portuguesa sobre o tema: “A SOCIEDADE BRASILEIRA E OS CONFLITOS NO TRÂNSITO”. Organize de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Nome Nº. Mat. INFORMAÇÕES: a) O texto definitivo deve ser escrito à tinta preta, na folha apropriada de 10 a 30 linhas. b) Escreva sua redação com letra legível. c) FOLHA DE REDAÇÃO PARA O ALUNO PRATICAR http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/a-sociedade-brasileira-e-os-conflitos-no-transito.jhtm http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/a-sociedade-brasileira-e-os-conflitos-no-transito.jhtm CENTRO DE INTEGRAÇÃO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - CIEJA PROPOSTA DE REDAÇÃO Redija texto dissertativo-argumentativo com escrita formal da língua portuguesa sobre o tema: “PORQUE O BRASIL NÃO CONSEGUE VENCER O AEDES AEGYPTI (DENGUE)?”. Organize de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Nome Nº. Mat. INFORMAÇÕES: a) O texto definitivo deve ser escrito à tinta preta, na folha apropriada de 10 a 30 linhas. b) Escreva sua redação com letra legível. c) FOLHA DE REDAÇÃO PARA O ALUNO PRATICAR CENTRO DE INTEGRAÇÃO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – CIEJA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA ENSINO MÉDIO ATIVIDADE - AVALIAÇÃO PARCIAL AP2 – Tema a ser abordado (mínimo de 4 folhas com conteúdos explicativos): TEMA: A violência contra criança e mulher. Aluno(a) Nº. Mat. Data Tutor Disciplina NOTA USO EXCLUSIVO DO TUTOR