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MANUAL DO CURSO DE LICENCIATURA EM 
CONTABILIDADE E AUDITORIA 
 
3º Ano 
Disciplina: CONTABILIDADE DE GESTÃO II 
Código: ISCED32-CONTCFE011 
Total Horas/1o Semestre: 150 
Créditos (SNATCA): 06 
Número de Temas: 06 
 
 
 
 
 
 
 
 
INSTITUTO SUPER 
 
 
 INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - ISCED 
 
 
 
ISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: 
Contabilidade de Gestão II 
 
 i 
 
Direitos de autor (copyright) 
Este manual é propriedade do Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED), e 
contém reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução parcial ou total 
deste manual, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (electrónicos, mecânico, 
gravação, fotocópia ou outros), sem permissão expressa de entidade editora (Instituto 
Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED). 
A não observância do acima estipulado o infractor é passível a aplicação de processos judiciais 
em vigor no País. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED) 
Direcção Académica 
Rua Dr. Almeida Lacerda, No 212 Ponta - Gêa 
Beira - Moçambique 
Telefone: +258 23 323501 
Cel: +258 82 3055839 
 
ISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: 
Contabilidade de Gestão II 
 
 
 
 ii 
 
 
 
Fax: 23323501 
E-mail: isced@isced.ac.mz 
Website: www.isced.ac.mz 
 
Agradecimentos 
O Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED) e o autor do presente manual 
agradecem a colaboração dos seguintes indivíduos e instituições na elaboração deste manual: 
 
Autor Edilton Alfandiga, licenciado em Contabilidade 
E Auditoria 
Pela Coordenação 
Pelo design 
Financiamento e Logística 
Direcção Académica do ISCED 
Direcção de Qualidade e Avaliação do ISCED 
 
Pela Revisão 
 
 
 
 
 
 
 
Instituto Africano de Promoção da Educação a 
Distancia (IAPED) 
Felix Langa, licenciado em Contabilidade e 
Auditoria 
ISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: 
Contabilidade de Gestão II 
 
 iii 
 
 
 
 
Índice 
Visão geral 1 
 
Benvindo à Disciplina/Módulo de Contabilidade de Gestão l ........................................... 1 
Objectivos do Módulo......................................................................................................... 1 
Quem deveria estudar este módulo .................................................................................. 2 
Como está estruturado este módulo ................................................................................ .2 
Ícones de actividade .......................................................................................................... 4 
Habilidades de estudo ....................................................................................................... 5 
Precisa de apoio? .............................................................................................................. 7 
Tarefas (avaliação e auto-avaliação) ..................................................................................8 
Avaliação ............................................................................................................................9 
TEMA I - CUSTO BASEADO EM CENTROS DE CUSTOS. 11 
 
UNIDADE Temática 1.1. Centro de Custo. ...................................................................... 11 
Introdução ....................................................................................................................... 11 
 1.1.1. Centro de Custo ....................................................................................................12 
Sumário ........................................................................................................................... 13 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ..................................................................................... 13 
UNIDADE Temática 1.2. O Método das Secções Homogéneas ......................................15 
Introdução .......................................................................................................................15 
 1.2.1. Secções Homogéneas………………...................................................................15 
 1.2.2. Objectivo do Método das Secções:…………………………………………………………………. 16 
 1.2.3. Princípios Para a Criação de uma Secção: .............................................................16 
Sumário ..........................................................................................................................16 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ..................................................................................... 17 
UNIDADE Temática 1.3. Grupos das Secções ....................................................................18 
Introdução .....................................................................................................................18 
1.3.1. Grupos das Secções .........................................................................18 
1.3.2. Apuramento do Custo das Secções ................................................. 19 
 1.3.3. Apuramento do Custo de Produção……………………………….21 
Sumário ..........................................................................................................................22 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ....................................................................................22 
ISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: 
Contabilidade de Gestão II 
 
 
 
 iv 
 
 UNIDADE Temática 1.4. Exercícios desse Tema ………………......................................26 
 TEMA II – CUSTO BASEADO EM ACTIVIDADES. 29 
 
UNIDADE Temática 2.1. Repartição Tradicional dos Castos VS ABC. ............................. 29 
Introdução ....................................................................................................................... 29 
 2.1.1. A Repartição Tradicional e o Activity Based Costing (ABC) ...................................30 
Sumário ........................................................................................................................... 32 
Exercícios de Auto Avaliação .......................................................................................... 32 
UNIDADE Temática 2.2. As Actividades e os Indutores de Gastos .................................33 
Introdução .......................................................................................................................33 
 2.2.1. As Actividades e os Indutores de Gastos ............................................................... 33 
 2.2.2. Etapas da Implementação do Método ABC .......................................................... 34 
 2.2.3. Tipos de Actividade na Abordagem ABC ............................................................... 36 
 2.2.4. Vantagens e Principais Dificuldades de Implementação do ABC ... ………………37 
Sumário ........................................................................................................................... 38 
Exercíciosde Auto Avaliação .......................................................................................... 38 
UNIDADE Temática 2.3. Exercícios Deste Tema. ............................................................ 44 
TEMA III – PRODUÇÃO CONJUNTA 47 
 
UNIDADE Temática 3.1. O Processo de Produção Conjunto .......................................... 47 
Introdução ....................................................................................................................... 47 
 3.1.1. O Processo de Produção Conjunto ................................................. …………….48 
 3.1.2. Representação Esquemática de um Processo Produtivo Conjunto………………….. 49 
 3.1.3. Co-produtos, Subprodutos e Resíduos ................................................................ 49 
Sumário ........................................................................................................................... 49 
Exercícios de Auto Avaliação ...........................................................................................50 
UNIDADE Temática 3.2. Métodos para a Repartição dos Custos ................................... 51 
Introdução ....................................................................................................................... 51 
 3.2.1. Critério de Repartição dos Custos Conjuntos Pelos Produtos 
 Principais .............................................................................................................. 52 
 3.2.2. Critério de Repartição dos Custos Conjuntos Pelos Subprodutos .. ……………..53 
 3.2.3. Critério de Repartição dos Custos Conjuntos Pelos Resíduos .............................. 53 
Sumário ........................................................................................................................... 54 
 Exercícios de Auto-Avaliação .........................................................................................54 
UNIDADE Temática 3.3. Exercícios deste Tema. ............................................................. 59 
ISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: 
Contabilidade de Gestão II 
 
 v 
 
TEMA IV – SISTEMAS DE CUSTEIO 62 
 
UNIDADE Temática 4.1. Conceito e Alternativas de Custeio .......................................... 62 
Introdução ....................................................................................................................... .62 
 4.1.1. SISTEMAS DE CUSTEIO ...........................................................................................63 
 4.1.2. Alternativas de Sistemas de Custeio ..................................................................... 64 
Sumário .......................................................................................................................... ..68 
 Exercícios de Auto-Avaliação ......................................................................................... 68 
UNIDADE Temática 4.2. Exercícios deste Tema. ..............................................................75 
TEMA V – CUSTO PARA A TOMADA DE DECISAO 79 
 
UNIDADE Temática 5.1. Aspectos Fundamentais da Relação Custo-Volume-Resultado 79 
Introdução ....................................................................................................................... 79 
 5.1.1. Variação do Nível de Actividade VS Comportamento dos Custos ……………....80 
 5.1.2. Comportamento dos Gastos Globais à Médio Longo Prazo ……………............ 81 
 5.1.3. Comportamento dos Custos Globais à Curto Prazo ……………........................ .82 
 5.1.4. Comportamento dos Custos Unitários, Fixos e Variáveis…………………. ............... .82 
 5.1.5. Comportamento dos Réditos .......................................................... …………….83 
Sumário ............................................................................................................................85 
Exercícios de Auto-Avaliação ...........................................................................................86 
UNIDADE Temática 5.2. Elementos de Analise Para a Tomada de Decisão ...................88 
Introdução .......................................................................................................................88 
 5.2.1. Margem de Contribuição …………….................................................................88 
 5.2.2. Ponto Crítico das Vendas .....................................................................................90 
 5.2.3. Ponto Crítico Vendas em Situação de Vários Produtos …………….................. 92 
 5.2.4. Margem de Segurança .................................................................................... 93 
 5.2.5. Estimativa do Resultado .................................................................................. 93 
 5.2.6. Influência das Decisões nos Custos e Réditos ..................................................... 94 
Sumário ............................................................................................................................96 
 Exercícios de Auto-Avaliação .........................................................................................96 
UNIDADE Temática 5.3. Exercícios deste Tema. ........................................................... 101 
TEMA VI – CONCEPCAO DE SISTEMAS DE CONTABILIDADE DE GESTAO 104 
 
UNIDADE Temática 6.1. Sistema de Custos .................................................................. 105 
Introdução ..................................................................................................................... 105 
 6.1.1. Sistema de Custos ................................................................................................ 105 
ISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: 
Contabilidade de Gestão II 
 
 
 
 vi 
 
 6.1.2. Representação Esquemática de um Sistema de Informação: ........................... 107 
Sumário ......................................................................................................................... 108 
Exercícios de Auto-Avaliação .........................................................................................108 
UNIDADE Temática 6.2. Definição e Implementação de um Sistema de Custos ........ 109 
Introdução ..................................................................................................................... 109 
 6.2.1. Etapas Para a Definição e Implantação de Um Sistema de Informação: ............110 
 6.2.2. Implementação de Uma Contabilidade Analítica ............................................... 110 
 Sumário ...........................................................................................................................113 
 Exercícios de Auto-Avaliação ......................................................................................... 113 
UNIDADE Temática 6.3. Exercícios Deste Tema ........................................................... .114 
Referências Bibliográficas .............................................................................................. 115 
 
ISCED 
CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: 
Contabilidade de Gestão II 
 
 1 
 
Visão geral 
 
Benvindo à Disciplina/Módulo de Contabilidade de 
Gestão l 
Objectivos doMódulo 
Ao terminar o estudo do módulo de Contabilidade de Gestão II o 
aluno deverá ser capaz de: aplicar as técnicas de determinação de 
custo do produto tendo em conta os diversos segmentos da 
empresa e os respectivos métodos e sistemas de custeio de modo 
a apoiar a direcção da empresa, fornecendo informação necessária 
para o planeamento, controle e tomada de decisão. 
 
 Aplicar as técnicas de repartição dos custos indirectos 
recorrendo aos Centros de Custos, distinguindo os centros 
principais e auxiliares; 
 
Objectivos 
 Utilizar o Custeio Baseado em Actividades como alternativa Específicos 
aos sistemas de custeio tradicionais, na óptica da repartição e imputação de custos 
indirectos; 
 Demonstrar as relações entre o Custo-Volume-Resultado 
nas operações de uma entidade; 
 Situar a Contabilidade de Gestão no processo de tomada de 
decisões de gestão; 
 Estabelecer sistemas de contabilidade de gestão a partir de 
situações concretas. 
 
ISCED 
CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: 
Contabilidade de Gestão II 
 
 2 
 
 
Quem deveria estudar este módulo 
Este Módulo foi concebido para estudantes do 3º ano do curso de 
licenciatura em Contabilidade e Auditoria do ISCED e outros como 
Gestão de Recursos Humanos, Administração, etc. Poderá ocorrer, 
contudo, que haja leitores que queiram se actualizar e consolidar 
seus conhecimentos nessa disciplina, esses serão bem-vindos, não 
sendo necessário para tal se inscrever. Mas poderá adquirir o 
manual. 
 
Como está estruturado este módulo 
Este módulo de Contabilidade de Gestão II, para estudantes do 3º 
ano do curso de licenciatura em Contabilidade e Auditoria, à 
semelhança dos restantes do ISCED, está estruturado como se 
segue: 
Páginas introdutórias 
 Um índice completo. 
 Uma visão geral detalhada dos conteúdos do módulo, resumindo os aspectos-chave que você precisa 
conhecer para melhor estudar. Recomendamos vivamente que leia esta secção com atenção antes de 
começar o seu estudo, como componente de habilidades de estudos. 
 
 
ISCED 
CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: 
Contabilidade de Gestão II 
 
 3 
 
Conteúdo desta Disciplina / módulo 
Este módulo está estruturado em Temas. Cada tema, por sua vez 
comporta certo número de unidades temáticas ou simplesmente 
unidades. Cada unidade temática se caracteriza por conter uma 
introdução, objectivos, conteúdos. 
No final de cada unidade temática ou do próprio tema, são 
incorporados antes o sumário, exercícios de auto-avaliação, só 
depois é que aparecem os exercícios de avaliação. 
Os exercícios de avaliação têm as seguintes características: Puros 
exercícios teóricos/Práticos, Problemas não resolvidos e 
actividades práticas algumas incluído estudo de caso. 
 
Outros recursos 
A equipa dos académicos e pedagogos do ISCED, pensando em si, 
num cantinho, recôndito deste nosso vasto Moçambique e cheio de 
dúvidas e limitações no seu processo de aprendizagem, apresenta 
uma lista de recursos didácticos adicionais ao seu módulo para você 
explorar. Para tal o ISCED disponibiliza na biblioteca do seu centro 
de recursos mais material de estudos relacionado com o seu curso 
como: Livros e/ou módulos, CD, CD-ROOM, DVD. Para além deste 
material físico ou electrónico disponível na biblioteca, pode ter 
acesso a Plataforma digital moodle para alargar mais ainda as 
possibilidades dos seus estudos. 
 
Auto-avaliação e Tarefas de avaliação 
Tarefas de auto-avaliação para este módulo encontram-se no final 
de cada unidade temática e de cada tema. As tarefas dos exercícios 
ISCED 
CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: 
Contabilidade de Gestão II 
 
 4 
 
de auto-avaliação apresentam duas características: primeiro 
apresentam exercícios resolvidos com detalhes. Segundo, 
exercícios que mostram apenas respostas. 
Tarefas de avaliação devem ser semelhantes às de auto-avaliação 
mas sem mostrar os passos e devem obedecer o grau crescente de 
dificuldades do processo de aprendizagem, umas a seguir a outras. 
Parte das tarefas de avaliação será objecto dos trabalhos de campo 
a serem entregues aos tutores/docentes para efeitos de correcção 
e subsequentemente nota. Também constará do exame do fim do 
módulo. Pelo que, caro estudante, fazer todos os exercícios de 
avaliação é uma grande vantagem. 
Comentários e sugestões 
Use este espaço para dar sugestões valiosas, sobre determinados 
aspectos, quer de natureza científica, quer de natureza 
didácticoPedagógica, etc., sobre como deveriam ser ou estar 
apresentadas. Pode ser que graças as suas observações que, em 
gozo de confiança, classificamo-las de úteis, o próximo módulo 
venha a ser melhorado. 
 
 
Ícones de actividade 
Ao longo deste manual irá encontrar uma série de ícones nas 
margens das folhas. Estes ícones servem para identificar diferentes 
partes do processo de aprendizagem. Podem indicar uma parcela 
específica de texto, uma nova actividade ou tarefa, uma mudança 
de actividade, etc. 
 
Habilidades de estudo 
ISCED 
CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: 
Contabilidade de Gestão II 
 
 5 
 
O principal objectivo deste campo é o de ensinar aprender a 
aprender. Aprender aprende-se. 
Durante a formação e desenvolvimento de competências, para 
facilitar a aprendizagem e alcançar melhores resultados, implicará 
empenho, dedicação e disciplina no estudo. Isto é, os bons 
resultados apenas se conseguem com estratégias eficientes e 
eficazes. Por isso é importante saber como, onde e quando estudar. 
Apresentamos algumas sugestões com as quais esperamos que caro 
estudante possa rentabilizar o tempo dedicado aos estudos, 
procedendo como se segue: 
1º Praticar a leitura. Aprender a Distância exige alto domínio de 
leitura. 
2º Fazer leitura diagonal aos conteúdos (leitura corrida). 
3º Voltar a fazer leitura, desta vez para a compreensão e assimilação 
crítica dos conteúdos (ESTUDAR). 
4º Fazer seminário (debate em grupos), para comprovar se a sua 
aprendizagem confere ou não com a dos colegas e com o padrão. 
5º Fazer TC (Trabalho de Campo), algumas actividades práticas ou as 
de estudo de caso se existirem. 
IMPORTANTE: Em observância ao triângulo modo-espaço-tempo, 
respectivamente como, onde e quando... Estudar, como foi referido 
no início deste item, antes de organizar os seus momentos de estudo 
reflicta sobre o ambiente de estudo que seria ideal para si: Estudo 
melhor em casa/biblioteca/café/outro lugar? Estudo melhor à 
noite/de manhã/de tarde/fins-de-semana/ao longo da semana? 
Estudo melhor com música/num sítio sossegado/num sítio 
ISCED 
CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: 
Contabilidade de Gestão II 
 
 6 
 
barulhento!? Preciso de intervalo em cada 30 minutos, em cada 
hora, etc. 
É impossível estudar numa noite tudo o que devia ter sido estudado 
durante um determinado período de tempo; Deve estudar cada 
ponto da matéria em profundidade e passar só ao seguinte quando 
achar que já domina bem o anterior. 
Privilegia-se saber bem (com profundidade) o pouco que puder ler e 
estudar, que saber tudo superficialmente! Mas a melhor opção é 
juntar o útil ao agradável: Saber com profundidade todos conteúdos 
de cada tema, no módulo. 
Dica importante: não recomendamos estudar seguidamente por 
tempo superior a uma hora. Estudar por tempo de uma hora 
intercalado por 10 (dez) a 15 (quinze) minutos de descanso(chamase descanso à mudança de actividades). Ou seja que durante 
o intervalo não se continuar a tratar dos mesmos assuntos das 
actividades obrigatórias. 
Uma longa exposição aos estudos ou ao trabalho intelectual 
obrigatório, pode conduzir ao efeito contrário: baixar o rendimento 
da aprendizagem. Por que o estudante acumula um elevado volume 
de trabalho, em termos de estudos, em pouco tempo, criando 
interferência entre os conhecimentos, perde sequência lógica, por 
fim ao perceber que estuda tanto mas não aprende, cai em 
insegurança, depressão e desespero, por se achar injustamente 
incapaz! 
Não estude na última da hora; quando se trate de fazer alguma 
avaliação. Aprenda a ser estudante de facto (aquele que estuda 
sistematicamente), não estudar apenas para responder a questões 
de alguma avaliação, mas sim estude para a vida, sobre tudo, estude 
ISCED 
CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: 
Contabilidade de Gestão II 
 
 7 
 
pensando na sua utilidade como futuro profissional, na área em que 
está a se formar. 
Organize na sua agenda um horário onde define a que horas e que 
matérias deve estudar durante a semana; Face ao tempo livre que 
resta, deve decidir como o utilizar produtivamente, decidindo 
quanto tempo será dedicado ao estudo e a outras actividades. 
É importante identificar as ideias principais de um texto, pois será 
uma necessidade para o estudo das diversas matérias que 
compõem o curso: A colocação de notas nas margens pode ajudar 
a estruturar a matéria de modo que seja mais fácil identificar as 
partes que está a estudar e Pode escrever conclusões, exemplos, 
vantagens, definições, datas, nomes, pode também utilizar a 
margem para colocar comentários seus relacionados com o que 
está a ler; a melhor altura para sublinhar é imediatamente a seguir 
à compreensão do texto e não depois de uma primeira leitura; 
Utilizar o dicionário sempre que surja um conceito cujo significado 
não conhece ou não lhe é familiar; 
 
Precisa de apoio? 
Caro estudante, temos a certeza que por uma ou por outra razão, o 
material de estudos impresso, lhe pode suscitar algumas dúvidas 
como falta de clareza, alguns erros de concordância, prováveis erros 
ortográficos, falta de clareza, fraca visibilidade, página trocada ou 
invertidas, etc.). Nestes casos, contacte os serviços de atendimento 
e apoio ao estudante do seu Centro de Recursos (CR), via telefone, 
sms, e-mail, se tiver tempo, escreva mesmo uma carta participando 
a preocupação. 
Uma das atribuições dos Gestores dos CR e seus assistentes 
ISCED 
CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: 
Contabilidade de Gestão II 
 
 8 
 
(Pedagógico e Administrativo), é a de monitorar e garantir a sua 
aprendizagem com qualidade e sucesso. Dai a relevância da 
comunicação no Ensino a Distância (EAD), onde o recurso as TIC se 
torna incontornável: entre estudantes, estudante – Tutor, estudante 
– CR, etc. 
As sessões presenciais são um momento em que você caro 
estudante, tem a oportunidade de interagir fisicamente com staff do 
seu CR, com tutores ou com parte da equipa central do ISCED 
indigitada para acompanhar as sua sessões presenciais. Neste 
período pode apresentar dúvidas, tratar assuntos de natureza 
pedagógica e/ou administrativa. 
O estudo em grupo, que está estimado para ocupar cerca de 30% 
do tempo de estudos a distância, é muita importância, na medida 
em que permite-lhe situar, em termos do grau de aprendizagem 
com relação aos outros colegas. Desta maneira ficará a saber se 
precisa de apoio ou precisa de apoiar aos colegas. Desenvolver 
hábito de debater assuntos relacionados com os conteúdos 
programáticos, constantes nos diferentes temas e unidade 
temática, no módulo. 
 
Tarefas (avaliação e auto-avaliação) 
O estudante deve realizar todas as tarefas (exercícios, actividades e 
auto avaliação), contudo nem todas deverão ser entregues, mas é 
importante que sejam realizadas. As tarefas devem ser entregues 
duas semanas antes das sessões presenciais seguintes. 
Para cada tarefa serão estabelecidos prazos de entrega, e o não 
cumprimento dos prazos de entrega, implica a não classificação do 
estudante. Tenha sempre presente que a nota dos trabalhos de 
campo conta e é decisiva para ser admitido ao exame final da 
disciplina/módulo. 
ISCED 
CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: 
Contabilidade de Gestão II 
 
 9 
 
Os trabalhos devem ser entregues ao Centro de Recursos (CR) e os 
mesmos devem ser dirigidos ao tutor/docente. 
Podem ser utilizadas diferentes fontes e materiais de pesquisa, 
contudo os mesmos devem ser devidamente referenciados, 
respeitando os direitos do autor. 
O plágio1 é uma violação do direito intelectual do (s) autor (es). Uma 
transcrição à letra de mais de 8 (oito) palavras do testo de um autor, 
sem o citar é considerada plágio. A honestidade, humildade 
científica e o respeito pelos direitos autorais devem caracterizar a 
realização dos trabalhos e seu autor (estudante do ISCED). 
 
Avaliação 
Muitos perguntam: Com é possível avaliar estudantes à distância, 
estando eles fisicamente separados e muito distantes do 
docente/tutor!? Nós dissemos: Sim é muito possível, talvez seja uma 
avaliação mais fiável e consistente. 
Você será avaliado durante os estudos à distância que contam com 
um mínimo de 90% do total de tempo que precisa de estudar os 
conteúdos do seu módulo. Quando o tempo de contacto presencial 
conta com um máximo de 10%) do total de tempo do módulo. A 
avaliação do estudante consta detalhadamente do regulamento de 
avaliação. 
Os trabalhos de campo por si realizados, durante estudos e 
aprendizagem no campo, pesam 25% e servem para a nota de 
frequência para ir aos exames. 
Os exames são realizados no final da cadeira disciplina ou modulo e 
decorrem durante as sessões presenciais. Os exames pesam no 
 
1 Plágio - copiar ou assinar parcial ou totalmente uma obra literária, propriedade 
intelectual de outras pessoas, sem prévia autorização. 
ISCED 
CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: 
Contabilidade de Gestão II 
 
 10 
 
mínimo 75%, o que adicionado aos 25% da média de frequência, 
determinam a nota final com a qual o estudante conclui a cadeira. 
A nota de 10 (dez) valores é a nota mínima de conclusão da cadeira. 
Nesta cadeira o estudante deverá realizar pelo menos 2 (dois) 
trabalhos e 1 (um) (exame). 
Algumas actividades práticas, relatórios e reflexões serão utilizados 
como ferramentas de avaliação formativa. 
Durante a realização das avaliações, os estudantes devem ter em 
consideração a apresentação, a coerência textual, o grau de 
cientificidade, a forma de conclusão dos assuntos, as 
recomendações, a identificação das referências bibliográficas 
utilizadas, o respeito pelos direitos do autor, entre outros. 
Os objectivos e critérios de avaliação constam do Regulamento de 
Avaliação. 
 
ISCED 
CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade de Gestão II 
 
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TEMA I - CUSTO BASEADO EM CENTROS DE CUSTOS. 
UNIDADE Temática 1.1. Centro de Custo 
UNIDADE Temática 1.2. O Método das Secções Homogéneas 
UNIDADE Temática 1.3. Grupos das Secções UNIDADE Temática 
1.4. Exercícios deste tema. 
 
UNIDADE Temática 1.1. Centro de Custo. 
 
Introdução 
 
O estudo de Centro de Custo impera que se trate de forma superficial sobre 
a departamentalizaçãode uma organização, que é corresponde a divisão da 
empresa em diferentes áreas, de acordo com a natureza das actividades 
desenvolvidas em cada uma delas. 
A nomenclatura atribuída a aquelas áreas pode variar de empresa para 
empresa, podendo ser chamadas por departamentos, sectores, centros, etc. 
Esta divisão da empresa tem por finalidade melhor compreender a sua 
estrutura e alocar os custos de forma racional. Nessa ordem de pensamento, 
podemos definir um departamento como uma unidade de operações 
composta por um conjunto de recursos humanos e tecnológicos de 
características semelhantes, que desenvolvem actividades homogéneas. 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 Enumerar as possíveis áreas de responsabilidade de acordo com a natureza da empresa; 
 
Objectivos  Definir um centro de custos tendo em conta o objecto de custeio; 
Específicos 
 Identificar adequadamente um centro de custos; 
 
 
1.1.1. Centro de Custo 
 
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Um dos principais elementos que caracteriza a Contabilidade de Gestão 
consiste no facto desta ser capaz de fornecer ao gestor informação interna 
de forma detalhada e revestida de suficiência para efeitos de controlo. Esta 
informação é útil para vários outros fins da empresa nomeadamente 
conhecer os custos gerados pela empresa e a forma estes se distribuem 
pelos seus segmentos. 
A determinação do custo de produção baseado nos diferentes segmentos da 
empresa exige que tais sejam identificados de acordo com a sua prestação 
no processo de transformação das matérias em produtos acabados. Nesta 
abordagem abre-se o conceito de centros principais e centros auxiliares, o 
que torna fundamental distingui-los para efeitos de uma adequada 
repartição dos custos indirectos. 
O ciclo de produção de um bem obedece várias fases, dependendo da 
natureza de cada produto a fabricar, que se inicia com a aquisição de 
matérias-primas, armazenagem, transformação, armazenagem e venda, o 
que implica que uma empresa industrial numa perspectiva funcional tenha, 
pelo menos, os seguintes departamentos: Compras, Aprovisionamento, 
Transformação, Vendas e Administração. Neste âmbito, torna-se desejável 
conhecer os custos gerados por cada uma dessas áreas. A relevância em 
conhecer estes custos da estrutura organizacional resulta da necessidade de 
controlar os custos dos diferentes segmentos da empresa, de modo a 
comparar esses custos com a actividade que cada um deles produz. A figura 
1.1 ilustra os possíveis centros de custos numa empresa industrial. 
Figura 1.1. 
 
 Compra Aprovisionam. Aprovisiona TransformaçãoTransformaçã 
 Aprovisionam.Aprovisionam. VendaVenda de Matériasm. de 
 
o de 
de ProdutosProdutos 
Centro de custos - é um sistema de organização de actividades integradas 
 das diferentes unidades de 
trabalho, para permitir o cumprimento dos objectivos preestabelecidos do 
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departamento de produção. 
Na abordagem de custos baseados em centro de custos procura-se 
identificar os custos por cada segmento da empresa com a fim de controlar 
as operações e os respectivos custos por departamento, descentralizar a 
tomada de decisões, motivar o colaborador a uma participação mais activa 
e avaliar o desempenho de cada segmento da empresa. Neste âmbito 
tornase imperativo existir um responsável pela gestão do objecto de custeio, 
cujo custo poderá ser identificado de forma directa ou indirecta em relação 
ao departamento respectivo. Isso implica que o sistema de contabilidade de 
gestão seja implantado em consonância com a estruturação da empresa e 
os objectivos por ela pretendidos. 
 
 
Sumário 
Nesta unidade temática expeliu-se o que é um centro de custos e as 
principais razões que conduzem a adopção deste modelo por uma empresa. 
Fundamentalmente, evidencia-se que a existência de um centro de custos 
implica a existência de um responsável por este centro e a identificação do 
objecto de custeio, para que se torne possível a avaliação de desempenho 
pelos diferentes segmentos da empresa. O outro aspecto fundamental que 
é necessário ter em conta é a identificação de uma base de imputação dos 
custos indirectos, tema que será tratado com maior propriedade nas 
próximas unidades temáticas deste tema. 
 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
 
1. Diga por suas próprias palavras o que é um centro de custos. 
2. No método de custo baseado em centro de custos, os custos são 
identificados por cada segmento da empresa. Porquê? 
3. A contabilidade de gestão fornece informação detalhada de 
natureza interna revestida de suficiência. Para que efeito? 
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4. Em que consiste o departamento de aprovisionamento? 
 
Solução: 
1. Por minhas próprias palavras, centro de custos é uma área de 
responsabilidade da estrutura organizacional em que se identifica um 
objecto de custeio que permite conhecer o custo gerado num 
determinado período. 
 
2. Neste método, os custos são identificados por cada segmento da 
empresa para alcançar os objectivos de: 
 Controlo das operações e dos respectivos custos por 
departamento; 
 Descentralização da tomada de decisões; 
 Motivação ao colaborador a uma participação mais activa; e 
 Avaliação de desempenho. 
 
3. A contabilidade de gestão fornece informação detalhada de natureza 
interna revestida de suficiência para, dentre outros objectivos, conhecer 
os custos gerados pela empresa e a forma estes se distribuem pelos seus 
segmentos. 
 
4. O departamento de aprovisionamento consiste num centro de custos 
para o armazenamento das matérias-primas e materiais ou para o 
armazenamento de produtos acabados. 
 
 
 
UNIDADE Temática 1.2. O Método das Secções Homogéneas 
 
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Introdução 
 
O método das secções homogéneas é resultado da departamentalização das 
organizações, o que permite apropriar os custos indirectos de forma racional 
de acordo com a prestação de cada sector na participação para a produção 
de um determinado bem. Como vimos na unidade anterior, a 
departamentalização permite, dentre outros aspectos, conhecer a forma 
como os custos da organização se encontram distribuídos pelos seus 
sectores. 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 Distinguir um centro principal de um centro auxiliar; 
 
 Repartir adequadamente os custos indirectos pelos centros de custo; 
Objectivos 
Específicos 
 Determinar o custo gerado por cada centro; 
 
 Efectuar os reembolsos em centros em que ocorrem as prestações recíprocas. 
 
1.2.1. Secções Homogéneas 
O método das secções homogéneas baseia-se na divisão da empresa em segmentos 
organizacionais aos quais se determinam os custos de funcionamento, 
procedendose posteriormente a sua imputação aos objectos de custeio 
(matériasprimas, produtos e serviços). Trata-se de uma repartição intermédia entre 
os gastos por natureza e os gastos por objecto de custeio. 
A definição das secções homogéneas deve considerar a estrutura orgânica de uma 
empresa e as necessidades de informações consideradas adequadas. 
 
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1.2.2. Objectivo do Método das Secções: 
 Apurar os gastos de funcionamento inerentes as diferentes segmentações 
organizacionais da empresa para fins de controlo; 
 Determinar o custo dos produtos e/ou serviços, para fornecer informação 
fidedigna a gestão e para efeitos do cálculo da margem de cada produto; 
 Tornar compatíveis as vantagens de dispor de determinada informação com 
os custos inerentes a sua obtenção. 
 
1.2.3. Princípios Para a Criação de uma Secção: 
 Deve Existir de um responsável; 
 Deve corresponder a caracterização de uma tarefa específica ou de um 
conjunto de tarefas específicas revestidas de homogeneidade; 
 Deve ser, sempre que possível, identificada uma unidade de medida da 
actividade desenvolvida que permita, em simultâneo, o seu controlo e a 
imputação dos custos ao respectivo objecto de custeio. Sempre que seja 
possível identificar uma unidade de medida de actividade de uma secção que 
satisfaça, em simultâneo, estes dois objectivos designa-se por Unidade de 
Obra. No caso em que não seja possível definir uma unidade que satisfaça 
simultaneamente aqueles objectivos, proceder-se-á a definição de uma 
Unidade de Imputação cujo âmbito é a repartição dos gastos de 
funcionamento pelos objectos de custeio e uma Unidade de Custeio que 
permita o controlo de custos. 
 
 
Sumário 
Nesta unidade tratou-se essencialmente da relevância do método das 
secções homogéneas para a repartição dos custos indirectos, enfatizando os 
principais elementos a serem observados para a sua criação. O que significa 
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dizer que a não observância daqueles princípios poderá conduzir a uma ma 
alocação de custos e consequentemente uma repetição irrealista. 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
1. Existe distinção entre um departamento e uma secção? Fundamente a 
sua resposta. 
2. Quais os objectivos do método das secções homogéneas? 
3. Aponte os princípios a serem observados na criação de uma secção 
homogénea. 
4. Como se designa a unidade de medida que satisfaz, simultaneamente, os 
objectivos de controlo e da imputação dos custos ao respectivo objecto 
de custeio numa secção? 
 
Solução: 
1. Não existe distinção entre um departamento e uma secção. Ambos 
constituem centros de custos, pois a nomenclatura é que varia de 
organização para organização. 
2. Os objectivos do método das secções homogéneas são os seguintes: 
apurar os gastos de funcionamento inerentes as diferentes 
segmentações organizacionais da empresa para fins de controlo; 
determinar o custo dos produtos e/ou serviços, para fornecer informação 
fidedigna a gestão e para efeitos do cálculo da margem de cada produto 
e tornar compatíveis as vantagens de dispor de determinada informação 
com os custos inerentes a sua obtenção. 
3. Os princípios a serem observados na criação de uma secção são os 
seguintes: existência de um responsável; correspondência a 
caracterização de uma tarefa específica ou de um conjunto de tarefas 
específicas revestidas de homogeneidade e a identificação de uma 
unidade de medida da actividade desenvolvida. 
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4. A unidade de medida que satisfaz, simultaneamente, os objectivos de 
controlo e da imputação dos custos ao respectivo objecto de custeio 
numa secção designa-se por unidade de obra. 
 
 
UNIDADE Temática 1.3. Grupos das Secções 
 
Introdução 
 
A criação de uma secção tem por objecto geralmente identificar o custo 
gerado por cada centro de custos, dai que torna-se fundamental classificar 
as secções de acordo com a sua natureza e a forma como intervém no 
processo de transformação dos produtos. A determinação do custo de 
produção impõe que sejam determinados, primeiramente, os custos das 
secções de modo que a sua soma corresponda sempre ao custo total 
incorrido para a obtenção do produto final. Esta unidade temática foi 
preparada com base no livro Temas de Contabilidade de Gesta, 3ª edição, 
2010. 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 Classificar as secções de acordo com a sua natureza e a forma como intervém no 
processo de transformação; 
 
Objectivos 
Específicos 
 
 Identificar a unidade de medida mais exequível para uma secção; 
 Elaborar o mapa de custo de uma secção; 
 Determinar o custo do produto pelo método das secções homogéneas. 
 
1.3.1. Grupos das Secções 
De acordo com as particularidades da estrutura orgânica de cada empresa, podem 
ser constituídos os seguintes grupos de secções: 
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A. Secções de Aprovisionamento – armazéns de matérias-primas e de produtos 
acabados e em vias de fabrico. Trata-se geralmente de custos fixos que devem ser 
repartidos pelos bens armazenados e cuja imputação final aos objectos de custeio 
ira depender do sistema de custeio 
adoptado pela empresa e do critério de repartição de custos que tiver sido 
definido. 
B. Secções Industriais – identificam-se com a função de transformação e são 
classificadas em dois grupos a saber: 
 Secções Principais – em que a actividade é directamente afecta a 
obtenção de produtos e/ou serviços. 
 Secções Auxiliares – em que a actividade é o fornecimento de serviços 
as secções principais ou que engloba custos comuns a toda a função 
de produção, cujo montante não justifica a discriminação por 
secções. 
C. Secções de Distribuição, Secções de Administração e Secções de Investigação e 
Desenvolvimento. 
 
1.3.2. Apuramento do Custo das Secções 
O apuramento dos custos de funcionamento de uma secção implica que estes sejam 
ser classificados em duas categorias: 
 Custos Directos: esta componente do custo da secção respeita a 
aquisições de bens e serviços ao exterior, nomeadamente: 
 Consumo de matérias-primas; 
 Consumo de matérias subsidiárias; 
 Remunerações do pessoal da fábrica; 
 Depreciação de edifícios e equipamentos da fábrica; 
 Seguros; 
 Outros custos de fabricação. 
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 Reembolsos: esta componente corresponde a valorização, ao preço 
do custo, das prestações de serviços das secções auxiliares aos 
respectivos utilizadores. 
Para determinar o custo de cada secção deve-se ter em atenção os seguintes 
aspectos: 
I. A identificação da actividade, no caso das secções em que seja 
possível definir uma unidade de obra; 
II. Os custos directos devem ser classificados em variáveis e fixos; 
III. Os reembolsos correspondentes a prestações de serviços das 
secções auxiliares as outras secções; 
IV. O cálculo do custo unitário far-se-á da seguinte forma: 
 
Custo Total 
U.O = 
Actividade 
 
Custo Total 
U.I = 
Base de Imputacao 
 
Custo Total 
U.C = 
Numero de dias 
 
Onde: 
U.O – unidade de obra 
U.I – unidade de imputação 
U.C – unidade de custeio 
 
A existência de uma unidade de unidade de obra pressupõe sempre que a secção 
tem uma actividade definida que normalmente é expressa em horas: 
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 21Hora/máquina – hm; 
Hora/homem – Hh; 
Hora/funcionamento – Hf. 
A definição de uma base de imputação depende da natureza da secção: 
 No caso das secções principais e auxiliares, dependera do modo como os 
seus custos devem ser repartidos, ou seja, aos produtos e serviços no 
caso das secções principais, ou as outras secções no caso das secções 
auxiliares. 
 Relativamente as secções de aprovisionamento dependerá da natureza 
da secção e do critério de imputação que for adoptado pela empresa. 
 
1.3.3. Apuramento do Custo de Produção 
 
O custo dos produtos/serviços produzidos /prestados no mês é apurado no Mapa de 
Custos de Produção. 
Para a determinação do custo industrial de cada produto dever-se-á ter em atenção 
o seguinte: 
1) O custo da matéria-prima resulta da valorização das quantidades consumidas 
pelo respectivo custo unitário de compra, considerando o critério 
valorimétrico utilizado pela empresa; 
2) Os custos de transformação correspondem a imputação aos produtos dos 
custos de funcionamento das secções; 
3) A determinação do valor de eventuais subprodutos será feita por aplicação 
do critério do lucro nulo, o que significa: Custo do Subproduto = Q x (Pv – 
C.E) 
Onde: 
Q – quantidade produzida 
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 22 
 
Pv – preço de venda 
C.E – custos específicos do subproduto 
4) Os custos unitários apurados para os subprodutos e para os produtos 
principais constituem informação necessária a valorização da produção 
entrada em armazenagem e, consequentemente, a determinação do custo 
dos produtos vendidos e do montante das respectivas existências no fim 
do período, considerando o critério de valorimetria utilizado pela empresa. 
 
 
 
Sumário 
Nesta unidade temática classificamos as secções de acordo com a 
importância dos serviços por elas prestados no processo de produção de um 
bem, traduzindo-se desta forma em secções principais e secções auxiliares. 
Esta classificação, por sua vez, permite que os custos sejam apurados secção 
por secção e, por conseguinte, o reembolso pelas secções em que ocorrem 
as prestações recíprocas de forma que a determinação do custo de produção 
reflicta com razoabilidade os gastos incorridos no processo de fabricação. 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
 
1. Quais os tipos de secções homogéneas que podem existir numa empresa 
industrial? Explique a função de cada uma delas. 
2. Distinga a secção principal duma secção auxiliar. 
3. Quais são os aspectos a observar na determinação do custo de uma secção? 
4. A empresa SKIAR dedica-se a fabricação e comercialização de dois tipos de 
Skis: 
 Modelo A – Ski de pista/tipo desportivo 
 Modelo B – Ski de passeio 
O processo produtivo desta empresa compreende 3 fases: 
ISCED 
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 23 
 
• Preparação – nos moldes, são colocados a alma do ski e o bloco 
central, que é em plástico para o modelo A e metálico para o 
modelo B, uma lâmina de aço à volta da palmilha de modo a 
reforçá-la e a protecção da biqueira; 
• Moldagem – injecção de resina plástica de modo a segurar todos 
os componentes do ski; 
• Acabamento – nesta fase, procede-se ao controlo de qualidade e 
à colocação de motivos de decoração e suportes de fixação. Existe 
ainda uma secção auxiliar (a secção de Manutenção) que trata da 
conservação dos edifícios e equipamentos de toda a empresa. 
Existem ainda dois armazéns: 
• Armazém de Matérias-primas (AMP), onde são acondicionadas 
todas as matérias inerentes a produção, com excepção da resina 
e das outras matérias; 
• Armazém de Produtos Acabados (APA), onde são armazenados os 
produtos acabados. 
Da contabilidade do mês de Abril do ano N retiraram-se os seguintes 
elementos: 
a) Custos e Actividade das Secções 
 
Secções/U.F. 
Custos directos 
 
 CV CF 
 
Actividade 
Preparação (Hh) 48.200,00 42.850,00 2.500 
Moldagem (Pares de Skis) 41.000,00 95.000,00 2.700 
Acabamento (Hh) 27.000,00 16.500,00 900 
Manutenção (Hh) 4.400,00 13.200,00 880 
AMP - 9.180,00 - 
APA - 5.400,00 - 
 
ISCED 
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Os custos do AMP são imputados às quantidades consumidas de blocos, 
lâminas, reforços e suportes de fixação. 
Os custos de APA são imputados em função de número de pares de skis 
produzidos. 
A secção de Manutenção repartiu a sua actividade da seguinte forma: 
 Secção de Preparação: 260 Hh 
 Secção de Moldagem: 300 Hh 
 Secção de Acabamento: 320 Hh 
b) Consumo de Materiais e de Actividade das Secções 
Descrição UF Modelo A Modelo 
B 
1. Matérias 
Bloco central plástico Par 1.200 - 
Bloco central metálico Par - 1.500 
Lâmina aço Par 1.200 1.500 
Reforço biqueira Par 1.200 1.500 
Suportes de fixação Par 1.200 1.500 
Resina Kg 3.000 3.750 
Materiais diversos MT 12.000,00 2.500,00 
2. Actividade das Secções 
Preparação Hh 1.500 1.000 
Moldagem Par 1.200 1.500 
Acabamento Hh 400 500 
C) Produção e Venda 
Produto Produç ão Vendas 
Quantida de PV 
ISCED 
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Ski/Mode 
lo A 
1.200 1.270 300, 
00 
Ski/Mode 
lo B 
1.500 1.580 250, 
00 
 
d) Compras: 
Descrição UF Qtd Custo Unit. 
Bloco central plástico Par 1.300 15,00 
Bloco central metálico Par 1.500 5,00 
Lâmina de aço Par 2.800 3,50 
Reforço de biqueira Par 3.000 4,00 
Suportes de fixação Par 2.875 45,00 
Resina Kg 8.000 7,00 
 
As compras de matérias diversas totalizaram 3.000,00MT. e) 
Inventário Inicial 
Descrição UF Qtd Custo Unit. 
 
Matérias-primas 
Bloco central plástico Par 300 7,50 
Bloco central metálico Par 500 5,00 
Resina Kg 1.000 6,50 
Produtos acabados 
Ski/modelo A Par 400 200,00 
Ski/modelo B Par 200 175,00 
 
f) Gastos não industriais: 80.000,00 
1. Sabendo-se que a empresa utiliza o sistema de custeio total 
completo e o critério de valorimetria LIFO, pretende-se que elabore: 
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a) Mapa de custos das secções; 
b) Mapa de custos de produção; 
c) Demonstração de resultados por funções. 
Solução: 
1. Os tipos de secções homogéneas que podem existir numa empresa industrial 
são: 
 Secções de Aprovisionamento – cuja função é o armazenamento de 
matérias-primas e de produtos acabados e em vias de fabrico. 
 Secções Industriais – com a função de transformação de matérias-primas em 
produtos acabados. 
 Secções de Distribuição – cuja função é a colocação do produto no mercado. 
 Secções de Administração – que se identifica com as actividades de natureza 
administrativa da empresa. 
 Secções de Investigação e Desenvolvimento – que se identifica com a criação 
de novas linhas de produção e de novas oportunidades de negócio. 
 
2. A distinção é que numa secção principal a actividade é directamente 
afecta a obtenção de produtos e/ou serviços, enquanto numa secçãoauxiliar a actividade é o fornecimento de serviços as secções principais. 
 
3. Os aspectos a observar na determinação do custo de uma secção são os 
seguintes: identificação da actividade, no caso das secções em que seja 
possível definir uma unidade de obra; Os custos directos devem ser 
classificados em variáveis e fixos; Os reembolsos correspondentes a 
prestações de serviços das secções auxiliares as outras secções; 
 
 
UNIDADE Temática 1.4. Exercícios desse Tema 
ISCED 
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1. A empresa SKIAR dedica-se a fabricação e comercialização de dois tipos de 
Skis: 
 Modelo A – Ski de pista/tipo desportivo 
 Modelo B – Ski de passeio 
O processo produtivo desta empresa compreende 3 fases: 
• Preparação – nos moldes, são colocados a alma do ski e o bloco 
central, que é em plástico para o modelo A e metálico para o modelo 
B, uma lâmina de aço à volta da palmilha de modo a reforçá-la e a 
protecção da biqueira; 
• Moldagem – injecção de resina plástica de modo a segurar todos os 
componentes do ski; 
• Acabamento – nesta fase, procede-se ao controlo de qualidade e à 
colocação de motivos de decoração e suportes de fixação. Existe 
ainda uma secção auxiliar (a secção de Manutenção) que trata da 
conservação dos edifícios e equipamentos de toda a empresa. 
Existem ainda dois armazéns: 
• Armazém de Matérias-primas (AMP), onde são acondicionadas todas 
as matérias inerentes a produção, com excepção da resina e das 
outras matérias; 
• Armazém de Produtos Acabados (APA), onde são armazenados os 
produtos acabados. 
Da contabilidade do mês de Abril do ano N retiraram-se os seguintes 
elementos: 
 
a) Custos e Actividade das Secções 
 
Secções/U.F. 
Custos directos 
Actividade 
CV CF 
Preparação (Hh) 48.200,00 42.850,00 2.500 
Moldagem (Pares de Skis) 41.000,00 95.000,00 2.700 
ISCED 
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Acabamento (Hh) 27.000,00 16.500,00 900 
Manutenção (Hh) 4.400,00 13.200,00 880 
AMP - 9.180,00 - 
APA - 5.400,00 - 
 
Os custos do AMP são imputados às quantidades consumidas de blocos, 
lâminas, reforços e suportes de fixação. 
Os custos de APA são imputados em função de número de pares de skis 
produzidos. 
A secção de Manutenção repartiu a sua actividade da seguinte forma: 
 Secção de Preparação: 260 Hh 
 Secção de Moldagem: 300 Hh 
 Secção de Acabamento: 320 Hh 
b) Consumo de Materiais e de Actividade das Secções 
Descrição UF Modelo A Modelo 
B 
3. Matérias 
Bloco central plástico Par 1.200 - 
Bloco central metálico Par - 1.500 
Lâmina aço Par 1.200 1.500 
Reforço biqueira Par 1.200 1.500 
Suportes de fixação Par 1.200 1.500 
Resina Kg 3.000 3.750 
Materiais diversos MT 12.000,00 2.500,00 
4. Actividade das Secções 
Preparação Hh 1.500 1.000 
Moldagem Par 1.200 1.500 
Acabamento Hh 400 500 
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C) Produção e Venda 
Produto Produção Vendas 
Quantidade PV 
Ski/Modelo A 1.200 1.270 300,00 
Ski/Modelo B 1.500 1.580 250,00 
 
d) Compras: 
Descrição UF Qtd Custo Unit. 
Bloco central plástico Par 1.300 15,00 
Bloco central metálico Par 1.500 5,00 
Lâmina de aço Par 2.800 3,50 
Reforço de biqueira Par 3.000 4,00 
Suportes de fixação Par 2.875 45,00 
Resina Kg 8.000 7,00 
As compras de matérias diversas totalizaram 3.000,00MT. e) 
Inventário Inicial 
Descrição UF Qtd Custo Unitário 
Matérias-primas 
Bloco central plástico Par 300 7,50 
Bloco central metálico Par 500 5,00 
Produtos acabados 
 Ski/modelo A Par 400 200,00 
 Ski/modelo B Par 200 175,00 
 
f) Gastos não industriais: 80.000,00 
1. Sabendo-se que a empresa utiliza o sistema de custeio total 
completo e o critério de valorimetria FIFO, pretende-se que elabore: 
ISCED 
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 30 
 
d) Mapa de custos das secções; 
e) Mapa de custos de produção; 
f) Demonstração de resultados por funções. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TEMA II – CUSTO BASEADO EM ACTIVIDADES. 
UNIDADE Temática 2.1. Repartição Tradicional dos Gastos VS ABC 
UNIDADE Temática 2.2. As Actividades e os Indutores de Gastos 
UNIDADE Temática 2.3. EXERCÍCIOS deste tema 
 
UNIDADE Temática 2.1. Repartição Tradicional dos Castos VS ABC. 
 
Introdução 
 
Inicialmente a preocupação dos profissionais de contabilidade de custos 
assentava no tratamento dos custos directos (matérias-primas e mãodeobra 
directa, já que os custos indirectos de fabricação constituíam uma pequena 
parcela do custo de produção. Como resultado da evolução das unidades de 
fabricação, que imprimiu uma tamanha importância aos custos indirectos de 
ISCED 
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 31 
 
fabricação, tornou-se imperativo o desenvolvimento de modelos de 
repartição destes custos, uma vez que o seu peso relativo ao custo de 
produção foi se tornando cada vez mais elevado como resultado do processo 
da automação industrial. 
Esta unidade temática foi preparada com base no livro Contabilidade 
Analítica e de Gestão, 7ª edição, 2012 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 Compreender os pressupostos da abordagem ABC; 
 
Objectivos  Identificar os principais aspectos que conduziram ao desenvolvimento Específicos do 
método ABC; 
 
 Demonstrar a diferença entre o método ABC e o Sistema tradicional de 
apuramento do custo industrial; 
 
 
 
 
2.1.1. A Repartição Tradicional e o Activity Based Costing (ABC) 
 
O crescente processo de automação das unidades industriais veio 
proporcionar uma diminuição bastante significativa do peso da mão-deobra 
directa nos custos de produção, a par de um crescimento sustentado dos 
gastos gerais de fabrico (GGF). Os critérios normalmente utilizados para a 
repartição dos GGFs com base na mão-de-obra directa deixaram de ser 
actuais sendo, então, substituídos por critérios mais modernos tendentes a 
próxima aquela repartição cada vez mais a realidade. 
O sistema de custeio baseado nas actividades, ou simplesmente ABC, foi 
introduzido em resposta às insuficiências decorrentes da imputação 
tradicional dos gastos de fabricação com base na mão-de-obra directa, que 
se repararmos para uma empresa industrial que vai reduzindo 
ISCED 
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 32 
 
significativamente a mão-de-obra directa em resultado do processo de 
automação das operações, a imputação daqueles gastos perde significado. 
O objectivo do ABC não é apenas a repartição dos gastos comuns entre os 
produtos, mas definir e medir os custos dos recursos utilizados pelas 
actividades que apoiam a produção e a entrega dos produtos e serviços aos 
clientes. O sistema amplia o conceito dos gastos acumulados por 
departamento,pois concentra-se nas actividades desenvolvidas pelos 
recursos ao dispor da organização. Por outro lado identifica os recursos 
inerentes às tarefas desempenhadas, como é o caso da preparação das 
máquinas, do planeamento dos trabalhos, da inspecção de qualidade e do 
movimento de materiais. 
Para a imputação dos gastos fabris às actividades, o sistema procura, em 
primeiro lugar, identificar as actividades de apoio e os custos dos respectivos 
recursos utilizados. De seguida, os custos das actividades são repartidos 
pelos produtos através cost driver definido para cada actividade, calculando 
e utilizando a proporção que corresponde à cada um dos cost drivers para 
imputar os custos da actividade ao produto. 
Os custos dos departamentos que executam serviços de apoio não podem 
imputar-se aos departamentos de produção, quer de forma directa quer 
através de um cost driver que reflicta uma relação causa-efeito entre os 
custos do departamento de serviço e o de produção. 
O sistema ABC considera que existe uma relação casual entre as actividades e os 
gastos que os sistemas tradicionais tratam como comuns ou conjuntos. 
 
Exemplo: 
Determinado serviço de recepção e movimentação de materiais de uma 
empresa industrial teve gastos em determinado período no montante de 
28.000,00 que são imputados a produção do período com base na 
mãodeobra directa. Para o efeito, utiliza em média 4.000 horas de mão-de-
obra directa. 
ISCED 
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 33 
 
Utilizando o sistema tradicional baseado na mão-de-obra directa, a relação 
entre a recepção e movimentação é de 7,00/Hh de mão-de-obra directa, 
pelo que, se um departamento utilizar 2.500 horas de mão-de-obra directa, 
será debitado por 17.500,00. 
Segundo este modelo, cada hora de trabalho de mão-de-obra directa num 
departamento custa 7,00 do serviço de recepção e movimentação. Pelo 
método ABC, a valorização desta actividade implicaria a identificação de 
recursos utilizados e de um indutor de custo que se mostrasse 
adequadamente razoável para a atribuição do custo a actividade. 
 
Sumário 
Nesta unidade tratamos do conceito do método Activity-Based Costing e da 
sua distinção com o sistema tradicional de apuramento do custo de 
produção. O que fica subjacente é que o ABC é um modelo alternativo para 
de repartição dos custos indirectos, em resultado da crescente importância 
dos custos indirectos de fabricação sobre o custo de produção. 
 
Exercícios de Auto Avaliação 
 
1. O que entende por método ABC? 
2. Como se fundamenta a diminuição do peso da mão-de-obra directa vs 
aumento do peso dos custos indirectos sobre o custo de produção? 
3. O que esta por detrás da introdução do modelo de custo baseado nas 
actividades? 
4. Qual é a distinção entre o sistema tradicional de apuramento de custo de 
produção e o ABC? 
 
Solução: 
ISCED 
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 34 
 
1. O método ABC é um modelo para a repartição dos custos indirectos que 
se consubstancia na identificação das actividades ligadas a fabricação de 
um bem, de modo que se proceda a respectiva afectação de custos. 
2. A diminuição do peso da mão-de-obra directa vs aumento do peso dos 
custos indirectos sobre o custo de produção é fundamentada com a 
crescente automação das unidades industriais, o que implica que seja 
cada vez mais reduzido o número de operários na fábrica, aumentando 
os custos com a utilização de equipamentos. 
3. O que esta por detrás do modelo de custo baseado nas actividades são 
as insuficiências decorrentes da imputação tradicional dos gastos de 
fabricação com base na mão-de-obra directa. 
4. A distinção consiste no facto de que no sistema tradicional os gastos 
gerais de fabricação eram repartidos com base na mão-de-obra directa, 
porquanto no método ABC a repartição dos gastos gerais implica a 
identificação da actividade realizada e do respectivo indutor de custo. 
 
UNIDADE Temática 2.2. As Actividades e os Indutores de Gastos 
 
Introdução 
 
O método ABC impera a que se proceda a identificação da actividade 
realizada e de um indutor de custos para a valorização dos serviços 
realizados até a obtenção do produto final. Portanto, os conceitos de 
actividade e de indutor de custo são de tamanha importância para o 
apuramento do custo de produção, mais concretamente no que respeita a 
repartição dos custos indirectos de fabricação. 
Esta unidade temática foi preparada com base no livro Temas de Contabilidade 
de Gestão, 3ª edição, 2010. 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
ISCED 
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   Identificar uma actividade e o respectivo indutor de custo; 
 Listar os tipos de actividades ligadas as operações de uma organização; 
Objectivos 
 Identificar as etapas a serem observadas na implementação do método Específicos 
 ABC; 
 Conhecer as vantagens e dificuldades de implementação do método ABC; 
 Apurar o custo de produção pelo método ABC; 
 
2.2.1. As Actividades e os Indutores de Gastos 
 
O produto ou serviço desde a sua concepção até à venda e consumo pelo 
cliente consome recursos das actividades que se traduzem em gastos 
significativos. Muitas vezes omitem-se os custos de planeamento do 
produto ou serviço pós-venda. 
Assim, os gastos são a consequência da utilização dos recursos e, devem ser 
primeiramente atribuídos às actividades e depois aos produtos/serviços que 
as utilizam. 
Actividade – é o conjunto de tarefas executadas ou a executar para 
atingir um certo nível de resultados, mediante o consumo de 
recursos. (Caiado, pag. 300, 3º parágrafo). Tendo em conta a 
diversidade de tarefas r, convém que estas sejam agrupadas em 
actividades homogéneas. 
É importante que na definição de actividades se considere a sua contribuição 
para o valor acrescentado da empresa. Pois, os gastos incorporados nos 
produtos/serviços são recuperados no preço praticado ao cliente, daí que as 
actividades sem valor acrescentado devem ser eliminadas sempre que 
possível. 
ISCED 
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 36 
 
Indutores de Gastos – são os factores que incidem directamente no 
nível de custo de uma actividade, ou seja, que motivam a ocorrência 
de gastos. 
2.2.2. Etapas da Implementação do Método ABC 
 
 Identificação das principais actividades que ocorrem numa 
organização, obrigando a que se realizem entrevistas a cada uma das 
áreas da organização para que se construam fluxogramas que 
permitam facilitar a compreensão das actividades realizadas; 
 Listagem dos recursos necessários para a realização das actividades; 
 Alocação dos custos indirectos associados ao consumo e utilização dos 
recursos já listados através do indutor de custo de recursos; 
 Selecção dos indutores de custos de actividade mais adequados para 
cada uma das actividades já identificadas; 
 Calculo dos custos por cada objecto de custeio, somando os custos das 
actividades que contribuíram para a sua obtenção. 
Observadas rigorosamente estas etapas, estarão criadas as condições para 
o apuramento do custo de produção, que deve obedecer os seguintes 
passos: 
1. Calculo dos custos totais por cada actividade realizada; 
2. Determinação dos custos unitários das actividades, tendo 
como base o volume do Indutor de Custo; 
3. Atribuição dos custos dasactividades aos produtos; 
4. Determinação do custo de produção global, através da soma 
dos custos directos e os custos das actividades, e unitário, que 
se obtém dividindo o custo global pelas quantidades 
produzidas. 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 
Custo Unitário = 
𝑉𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑑𝑒 𝐶𝑜𝑠𝑡 𝐷𝑟𝑖𝑣𝑒𝑟 
ISCED 
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 37 
 
 
Custo à Afectar ao Produto = Custo Unitário X Cost Driver 
 
A implementação de um sistema de custeio ABC começa com a identificação 
das actividades organizacionais que originam os gastos indirectos (cost 
pools). O responsável da contabilidade analítica deve identificar as 
actividades que originam os gastos indirectos. 
Logo que as actividades são identificadas e estimados os seus gastos, há que 
atribuir os gastos de recursos consumidos às diversas actividades. 
Muitos dos recursos são directamente atribuíveis à cada actividade 
específica, mas outros são de natureza indirecta e partilhados 
conjuntamente por várias actividades. A atribuição dos recursos às 
actividades deve ser numa base de relação causa-efeito, não devendo-se 
fazer atribuições arbitrárias. Nessa atribuição deve ser utilizado um cost 
driver que conduz os gastos indirectos de uma actividade. 
Por último, devem ser atribuídos os gastos aos objectos previamente 
definidos. Os coeficientes de imputação devem ser utilizados para afectar os 
gastos das actividades aos produtos com base no consumo destes. A 
imputação dos gastos pelos diferentes produtos é efectuada com base no 
coeficiente de imputação dos gastos das actividades. 
2.2.3. Tipos de Actividade na Abordagem ABC 
 
1. Actividades Associadas ao Volume de Outputs 
Corresponde àquelas actividades cujos recursos são consumidos e 
usados sempre que uma unidade adicional de output é 
produzida/vendida. A quantidade de recursos consumida nesse tipo de 
actividade é proporcional ao volume de produção e vendas. 
2. Actividades Associadas ao Número de Lotes 
ISCED 
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 38 
 
Os recursos necessários neste tipo de actividade são independentes do 
número de unidades fabricadas no lote de produção. Ex: os custos das 
actividades de preparar as máquinas para uma nova ordem de produção, 
comprar matérias-primas aos fornecedores e processar as ordens de 
clientes, são independentes, respectivamente, do número de produtos 
fabricados após a preparação das máquinas, do número de itens que 
compõem a ordem de compra a um fornecedor e do número de 
produtos encomendados por um cliente. 
3. Actividades Associadas às Linhas de Produtos 
São as que são intrínsecas a determinados produtos e serviços 
específicos. Ex: a actividade de concepção de produtos é uma actividade 
cujos custos estão directamente associados com o número de linhas de 
produto concebidas. Os custos inerentes à actividade de manter 
actualizada as especificações dos produtos dependem das linhas de 
produtos existentes e não de volume de produção/venda. 
4. Actividades Sustentadoras do Negócio 
São as actividades cujos custos não dependem do volume de outputs, do 
número de lotes fabricados ou de número de linhas de produção. Engloba 
as actividades intrínsecas à realização do negócio, cujos custos só podem ser 
alocados aos objectos de custeio de uma forma totalmente arbitrária (não 
devendo ser repartidos). 
 
2.2.4. Vantagens e Principais Dificuldades de Implementação do ABC 
 
Segundo Innes Mitchell, as principais vantagens da adopção do ABC são as 
seguintes: 
• Maior correcção dos custos apurados por objecto de custeio; 
ISCED 
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 39 
 
• Aumento da compreensão das causas dos custos e da 
necessidade de os racionalizar; 
• Melhor controlo dos custos de gestão de recursos; 
• Aumento da comunicação entre as várias áreas da 
organização. 
A adopção do ABC não deve ser entendida como um fim em si mesmo. Os 
seus benefícios dependem da forma como o sistema é implementado e 
aceite na organização pelos Gestores e demais utilizadores. 
Embora haja grandes vantagens existem, na prática, várias dificuldades 
associadas à sua implementação que podem prejudicar o sistema, 
nomeadamente, segundo Innes Mitchell: 
• Dificuldade em encontrar informação na organização disponível para 
quantificar os cost drivers que se consideram mais adequados para 
operacionalizar o sistema; 
• As actividades nem sempre são facilmente identificáveis. O facto de 
 essas ser transversais à 
organização de se estenderem para lá das fronteiras dos departamentos muitas 
vezes dificulta a sua identificação; 
• Envolve grande dispêndio de recursos humanos e financeiros; 
• Obriga a revisões periódicas das actividades e dos cost drivers, como 
forma de garantir a qualidade da informação gerada. 
 
 
 
Sumário 
Nesta unidade tratamos dos elementos que devem ser considerados para a 
repartição dos custos indirectos pelo método ABC, bem como das vantagens 
e dificuldades de implementação do modelo. A determinação do custo de 
produção pelo método ABC deve observar criteriosamente cada etapa da 
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 40 
 
evolução do processo produtivo, ou seja, deve-se identificar cada uma das 
actividades realizadas (os recursos aplicados) e o respectivo indutor de custo 
para a valorização das actividades realizadas. 
 
 
Exercícios de Auto Avaliação 
1. O que entende por indutor de custo? 
2. Quais são as etapas a serem observadas na implementação do 
método ABC? 
3. O método ABC apresenta inúmeras vantagens no que tange a 
repartição dos custos indirectos. Contudo, também apresenta 
algumas limitações. Aponte as limitações do método ABC. 
4. A Indústria do Centro, S.A, dedicada ao fabrico de colchões, cujas 
referências estão indicadas na tabela abaixo, utiliza o Método ABC 
para a determinação do custo dos seus produtos. Relativamente ao 
mês de Março último, obteve-se a seguinte informação: 
Produtos Mau Medíocre Bom Muito Bom 
Ordens de Fabrico 3 4 7 10 
 * 
Unidades Produzidas 500 500 5.000 5.000 
Horas de MOD 2 4 2 4 
Horas-Máquina 2 4 2 4 
Consumo Unitário de Matéria 30,00 75,00 30,00 75,00 
Quantidade de Matérias 8 5 8 6 
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 41 
 
*A parte abrangida pela chaveta representa o consumo por unidade 
Cada hora de Mão-de-Obra directa custou 12,00 e os gastos gerais relativos às 
actividades encontram-se assim representados: 
Descrição das 
Actividades 
Custo Total p/ 
Actividade 
Cost Driver 
M1 153.000,00 N° de unidades utilizadas 
M2 72.000,00 Série de Fabrico 
M3 153.600,00 Série de Fabrico 
M4 165.000,00 Hora de MOD 
Total 543.600,00 
 
a) Determinar o custo unitário das actividades; 
b) Determinar o Custo de Produção de cada produto. 
 
5. A produtora de Café & Chá é uma empresa dedicada à produção e 
comercialização de diferentes variedades de chás e café. No início da 
década de 1990 sofreu uma reestruturação profunda, tendo sido 
decidido criar várias áreas de negócio atendendo, simultaneamente, à 
natureza dos produtos vendidos aos diversos tipos de clientes e