Logo Passei Direto

A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
131 pág.
Manual Contabilidade de Gestão II

Pré-visualização | Página 16 de 26

como os 
fixos industriais são incluídos no custo do produto ou serviço. 
ISCED 
CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade de Gestão II 
 
 69 
 
 
 Sistema de Custeio Variável – apenas os custos variáveis industriais são 
considerados como custo do produto ou serviço. 
 
A opção por uma ou outra alternativa determina uma distinção na 
valorização do custo dos produtos/serviços, com reflexos no resultado do 
período. 
A problemática inerente aos diferentes sistemas de custeio centra-se na 
escolha da alternativa que melhor permita que os resultados traduzam com 
razoabilidade as condições de exploração verificadas no período. 
 
 4.1.2.1. Sistemas de Custeio Total 
É o método de apuramento do custo dos produtos/serviços que inclui, para 
além dos custos variáveis industriais, os custos fixos desta natureza, 
verificados num certo período. 
Os custos fixos industriais podem ser considerados na sua totalidade ou em 
parte, definindo-se as seguintes alternativas de sistemas de custeio total, 
dependendo do grau de incorporação dos custos fixos industriais no custo 
dos produtos/serviços: 
a) Sistema de Custeio Total Completo (SCTC) 
Caracteriza-se pela incorporação no custo dos produtos/serviços dos custos 
variáveis industriais e da totalidade dos custos fixos industriais ocorridos em 
determinado período. O CIPA (custo industrial dos produtos acabados) 
determina-se da seguinte maneira: 
 
CIPA = CVind unit X Pr + CFind 
 
ISCED 
CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade de Gestão II 
 
 70 
 
Os custos variáveis industriais resultam do produto do custo variável unitário 
(CVind unit) pela quantidade produzida (Pr) em determinado período e os 
custos fixos industriais (CFind) representam a totalidade dos custos fixos 
afectos à produção à produção do mesmo período. 
Quando existir subutilização da capacidade instalada e a produção do 
período for superior as vendas do mesmo período, este sistema de custeio 
permite diferir os custos de subactividade correspondentes as unidades 
produzidas e não vendidas, para períodos seguintes. 
b) Sistema de Custeio Total Racional (SCTR) 
Neste sistema o custo dos produtos/serviços inclui, para além dos custos 
variáveis, apenas parte dos custos fixos industriais. Este método é aplicável 
quando se labora a níveis substancialmente inferiores aos da capacidade 
instalada. 
Na determinação do custo dos produtos/serviços efectivamente realizados 
em dado período, não é incorporada a totalidade dos custos fixos industriais 
registada nesse mesmo período, uma vez que estes correspondem as 
necessidades da empresa para níveis de actividades considerados normais, 
que se identificam geralmente com determinada capacidade produtiva 
instalada. 
Os custos fixos industriais a imputar ao custo dos produtos/serviços tem em 
linha de conta a relação existente entre a quantidade real produzida (Pr) e a 
produção normal (Pn), e apenas a parte proporcional dos custos fixos 
industriais que obedece aquela relação é incorporada no apuramento do 
CIPA, ou seja: 
Os custos fixos industriais à incorporar no CIPA: 
Pr 
CF’ind = CFind X 
Pn 
A diferença entre a totalidade dos custos fixos industriais e os custos fixos 
industriais incorporados no custo dos produtos/serviços (CFind – CF’ind) é 
ISCED 
CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade de Gestão II 
 
 71 
 
considerada como um custo do período que será incluída na DR na rubrica 
custos industriais não incorporados (CINI). 
Está claro que nesta análise a produção real é inferior à produção normal (Pr 
< Pn), pelo que o montante dos custos fixos industriais incorporados no CINI 
correspondem aos custos dessa natureza resultantes da subutilização da 
capacidade instalada. 
Quando a capacidade normal da empresa está a ser devidamente utilizada, 
a produção real é igual a produção normal, logos todos os custos fixos 
industriais do mês são custos do produto, não havendo distinção entre o 
SCTR e o SCTC. 
c) Sistema de Custeio Total com Imputação dos Custos Fixos Industriais 
por Quota Teórica (SCTQT) 
Os níveis de actividade de uma organização nem sempre se desenvolvem de 
forma regular ao longo do ano, existindo factores diversos que determinam 
a sazonalidade quer, das vendas quer da produção. 
Nestes casos coloca-se a necessidade de repartir os custos fixos industriais 
anuais uniformemente pelos vários meses do ano para que os efeitos da 
sazonalidade não afectem, positiva ou negativamente, os custos dos 
produtos nos meses de maior actividade ou de actividade mais baixa, 
respectivamente. 
A imputação dos custos fixos industriais aos produtos é efectuada através 
duma Quota Teórica (QT), que se multiplica pelas quantidades produzidas 
no mês. 
O CIPA determina-se da seguinte forma: 
 
CIPA = CVind unit X Pr + QT X Pr 
 
ISCED 
CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade de Gestão II 
 
 72 
 
A Quota Teórica identifica-se como o custo fixo unitário médio anual, que é 
calculado dividindo os custos fixos industriais estimados para determinado 
nível de actividade previsto em termos anuais, pela produção anual prevista. 
A diferença entre os custos fixos industriais totais em determinado período 
e os imputados a esse mesmo período através da utilização de uma quota 
teórica é considerada como um custo do período e será incluída na DR desse 
mês na rubrica CINI. 
 
 4.1.2.2. Sistema de Custeio Variável (SCV) 
De acordo com este sistema apenas os custos variáveis industriais são 
considerados como custo do produto/serviço e a determinação do CIPA é 
feita da seguinte forma: 
 
CIPA = CVind unit X Pr 
 
Os custos fixos industriais não dependem do nível de produção, estando 
antes relacionados com o período de tempo e não são incorporados no custo 
dos produtos, sendo considerados na sua totalidade como custos do período 
em que ocorrem, incluídos na DR, na rubrica CINI. 
O SCV conduz à determinação de resultados contabilísticos coerentes com a 
Análise Custo/Volume/Resultado. A utilização deste sistema proporciona 
informação que se reveste de grande utilidade para a tomada de decisões 
por parte dos gestores, nomeadamente para: 
 Decidir sobre uma melhor utilização a curto prazo da capacidade 
instalada; 
 Efectuar uma análise de sensibilidade dos resultados face as 
variações do volume de actividade; 
 Analisar os resultados dos diferentes produtos e das diferentes 
estratégias de martketing. 
ISCED 
CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade de Gestão II 
 
 73 
 
 
 
Sumário 
Nesta unidade temática tratamos das alternativas de sistemas de custeio a 
serem adoptados por uma empresa, onde destacamos dois grupos, 
nomeadamente sistema de custeio total e sistema de custeio variável, sendo 
que o primeiro subdivide-se em: sistema de custeio total completo, sistema 
de custeio total racional e sistema de custeio total com imputação dos custos 
fixos industriais por uma quota teórica. O principal aspecto a observar é que 
estes sistemas se distinguem pelo facto do sistema de custeio total imputar 
na totalidade os custos industriais aos produtos fabricados, isto é, imputa os 
custos fixos e variáveis industriais, porquanto o sistema de custeio variável 
somente imputa os custos variáveis industriais. Por essa razão, para os 
efeitos fiscais só é aceite o sistema de custeio
Página1...121314151617181920...26