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Manual Contabilidade de Gestão II

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auxiliar a actividade é o fornecimento de serviços as secções principais. 
 
3. Os aspectos a observar na determinação do custo de uma secção são os 
seguintes: identificação da actividade, no caso das secções em que seja 
possível definir uma unidade de obra; Os custos directos devem ser 
classificados em variáveis e fixos; Os reembolsos correspondentes a 
prestações de serviços das secções auxiliares as outras secções; 
 
 
UNIDADE Temática 1.4. Exercícios desse Tema 
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1. A empresa SKIAR dedica-se a fabricação e comercialização de dois tipos de 
Skis: 
 Modelo A – Ski de pista/tipo desportivo 
 Modelo B – Ski de passeio 
O processo produtivo desta empresa compreende 3 fases: 
• Preparação – nos moldes, são colocados a alma do ski e o bloco 
central, que é em plástico para o modelo A e metálico para o modelo 
B, uma lâmina de aço à volta da palmilha de modo a reforçá-la e a 
protecção da biqueira; 
• Moldagem – injecção de resina plástica de modo a segurar todos os 
componentes do ski; 
• Acabamento – nesta fase, procede-se ao controlo de qualidade e à 
colocação de motivos de decoração e suportes de fixação. Existe 
ainda uma secção auxiliar (a secção de Manutenção) que trata da 
conservação dos edifícios e equipamentos de toda a empresa. 
Existem ainda dois armazéns: 
• Armazém de Matérias-primas (AMP), onde são acondicionadas todas 
as matérias inerentes a produção, com excepção da resina e das 
outras matérias; 
• Armazém de Produtos Acabados (APA), onde são armazenados os 
produtos acabados. 
Da contabilidade do mês de Abril do ano N retiraram-se os seguintes 
elementos: 
 
a) Custos e Actividade das Secções 
 
Secções/U.F. 
Custos directos 
Actividade 
CV CF 
Preparação (Hh) 48.200,00 42.850,00 2.500 
Moldagem (Pares de Skis) 41.000,00 95.000,00 2.700 
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Acabamento (Hh) 27.000,00 16.500,00 900 
Manutenção (Hh) 4.400,00 13.200,00 880 
AMP - 9.180,00 - 
APA - 5.400,00 - 
 
Os custos do AMP são imputados às quantidades consumidas de blocos, 
lâminas, reforços e suportes de fixação. 
Os custos de APA são imputados em função de número de pares de skis 
produzidos. 
A secção de Manutenção repartiu a sua actividade da seguinte forma: 
 Secção de Preparação: 260 Hh 
 Secção de Moldagem: 300 Hh 
 Secção de Acabamento: 320 Hh 
b) Consumo de Materiais e de Actividade das Secções 
Descrição UF Modelo A Modelo 
B 
3. Matérias 
Bloco central plástico Par 1.200 - 
Bloco central metálico Par - 1.500 
Lâmina aço Par 1.200 1.500 
Reforço biqueira Par 1.200 1.500 
Suportes de fixação Par 1.200 1.500 
Resina Kg 3.000 3.750 
Materiais diversos MT 12.000,00 2.500,00 
4. Actividade das Secções 
Preparação Hh 1.500 1.000 
Moldagem Par 1.200 1.500 
Acabamento Hh 400 500 
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C) Produção e Venda 
Produto Produção Vendas 
Quantidade PV 
Ski/Modelo A 1.200 1.270 300,00 
Ski/Modelo B 1.500 1.580 250,00 
 
d) Compras: 
Descrição UF Qtd Custo Unit. 
Bloco central plástico Par 1.300 15,00 
Bloco central metálico Par 1.500 5,00 
Lâmina de aço Par 2.800 3,50 
Reforço de biqueira Par 3.000 4,00 
Suportes de fixação Par 2.875 45,00 
Resina Kg 8.000 7,00 
As compras de matérias diversas totalizaram 3.000,00MT. e) 
Inventário Inicial 
Descrição UF Qtd Custo Unitário 
Matérias-primas 
Bloco central plástico Par 300 7,50 
Bloco central metálico Par 500 5,00 
Produtos acabados 
 Ski/modelo A Par 400 200,00 
 Ski/modelo B Par 200 175,00 
 
f) Gastos não industriais: 80.000,00 
1. Sabendo-se que a empresa utiliza o sistema de custeio total 
completo e o critério de valorimetria FIFO, pretende-se que elabore: 
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d) Mapa de custos das secções; 
e) Mapa de custos de produção; 
f) Demonstração de resultados por funções. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TEMA II – CUSTO BASEADO EM ACTIVIDADES. 
UNIDADE Temática 2.1. Repartição Tradicional dos Gastos VS ABC 
UNIDADE Temática 2.2. As Actividades e os Indutores de Gastos 
UNIDADE Temática 2.3. EXERCÍCIOS deste tema 
 
UNIDADE Temática 2.1. Repartição Tradicional dos Castos VS ABC. 
 
Introdução 
 
Inicialmente a preocupação dos profissionais de contabilidade de custos 
assentava no tratamento dos custos directos (matérias-primas e mãodeobra 
directa, já que os custos indirectos de fabricação constituíam uma pequena 
parcela do custo de produção. Como resultado da evolução das unidades de 
fabricação, que imprimiu uma tamanha importância aos custos indirectos de 
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fabricação, tornou-se imperativo o desenvolvimento de modelos de 
repartição destes custos, uma vez que o seu peso relativo ao custo de 
produção foi se tornando cada vez mais elevado como resultado do processo 
da automação industrial. 
Esta unidade temática foi preparada com base no livro Contabilidade 
Analítica e de Gestão, 7ª edição, 2012 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 Compreender os pressupostos da abordagem ABC; 
 
Objectivos  Identificar os principais aspectos que conduziram ao desenvolvimento Específicos do 
método ABC; 
 
 Demonstrar a diferença entre o método ABC e o Sistema tradicional de 
apuramento do custo industrial; 
 
 
 
 
2.1.1. A Repartição Tradicional e o Activity Based Costing (ABC) 
 
O crescente processo de automação das unidades industriais veio 
proporcionar uma diminuição bastante significativa do peso da mão-deobra 
directa nos custos de produção, a par de um crescimento sustentado dos 
gastos gerais de fabrico (GGF). Os critérios normalmente utilizados para a 
repartição dos GGFs com base na mão-de-obra directa deixaram de ser 
actuais sendo, então, substituídos por critérios mais modernos tendentes a 
próxima aquela repartição cada vez mais a realidade. 
O sistema de custeio baseado nas actividades, ou simplesmente ABC, foi 
introduzido em resposta às insuficiências decorrentes da imputação 
tradicional dos gastos de fabricação com base na mão-de-obra directa, que 
se repararmos para uma empresa industrial que vai reduzindo 
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significativamente a mão-de-obra directa em resultado do processo de 
automação das operações, a imputação daqueles gastos perde significado. 
O objectivo do ABC não é apenas a repartição dos gastos comuns entre os 
produtos, mas definir e medir os custos dos recursos utilizados pelas 
actividades que apoiam a produção e a entrega dos produtos e serviços aos 
clientes. O sistema amplia o conceito dos gastos acumulados por 
departamento,