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Princípio da Sobrecarga
Esse é um dos princípios de treinamento mais antigos e aplicáveis. Conceitualmente, Hellebrant e Hout em 1956, diagnosticaram que o desempenho aumentaria somente se os atletas trabalhassem com intensidades máximas ou próximas do máximo em relação as cargas de trabalho anteriormente impostas. 
Adaptações ao treinamento não acontecem somente com trabalhos em intensidades máximas, mas também em intensidades maiores aquelas que o organismo está adaptado. Ou seja, é necessário conhecer qualitativamente o treinamento aplicado para ter certeza que as cargas impostas estão de acordo com os objetivos pré-estabelecidos.
CHAVES, Rodrigo G, FERREIRA,Thiago H N, TAVARES, Lucas D. Estratégias de recuperação e controle de carga de treinamento. São Paulo CREF4/SP, 2019, 112 p
Segundo o ACSM, um dos mais renomados centros relacionados a prescrição de exercício, é necessário considerar quatro fatores ao elaborar um programa de treinamento. 
São eles: 
Duração do exercício (contagem de minutos); 
Intensidade; 
Frequência semanal de treinamento (número de vezes); 
Tipo (modalidade de treinamento a ser realizada).
CHAVES, Rodrigo G, FERREIRA,Thiago H N, TAVARES, Lucas D. Estratégias de recuperação e controle de carga de treinamento. São Paulo CREF4/SP, 2019, 112 p
Ao aplicar um determinado estímulo, há de forma imediata um efeito catabólico em função da sobrecarga imposta. Ou seja, o exercício é absolutamente catabólico (I) e estressante para o organismo, com aumento da frequência cardíaca, consumo de oxigênio, alterações hormonais como inibição da produção de insulina e aumento da atividade do glucagon, redução dos estoques de glicogênio etc.
Ao término do exercício, é necessário criar estratégias para reverter esse quadro catabólico imposto pela sessão de treinamento realizada.
CHAVES, Rodrigo G, FERREIRA,Thiago H N, TAVARES, Lucas D. Estratégias de recuperação e controle de carga de treinamento. São Paulo CREF4/SP, 2019, 112 p
Delgado; Bordonau & Mendez; Villanueva (2012) apresentam um exemplo de organização semanal interessante para distribuição dos componentes de que devem ser trabalhados, especialmente em esportes coletivos. A análise foi feita para o futebol.
CHAVES, Rodrigo G, FERREIRA,Thiago H N, TAVARES, Lucas D. Estratégias de recuperação e controle de carga de treinamento. São Paulo CREF4/SP, 2019, 112 p
As cargas de treinamento impostas em uma semana com 2 jogos (aos domingos) contempla períodos de recuperação após os jogos, com atividades em caráter regenerativo e baixas cargas de treinamento. A medida que o atleta se recupera do jogo, que é o estímulo mais intenso a que pode ser submetido na semana, ele passa por um período de aquisição das variáveis que devem ser contempladas ao jogador de futebol (força, resistência e velocidade) para, novamente, reduzir a carga de treinamento como estratégia supercompensatória e deixá-lo em ótimas condições para a próxima partida.
Avaliar, interpretar os resultados e prescrever o exercício são instrumentos relativamente comuns na rotina dos preparadores físico e fsiologistas nos mais diferentes esportes. Mas interpretar a sobrecarga que a dose de treinamento proposta imprimiu no atleta ou no grupo de atletas, é uma tarefa tão importante quanto o planejamento citado e gerenciar a carga, caso necessário, é também uma estratégia efciente para minimizar os riscos impostos pelas atividades.
CHAVES, Rodrigo G, FERREIRA,Thiago H N, TAVARES, Lucas D. Estratégias de recuperação e controle de carga de treinamento. São Paulo CREF4/SP, 2019, 112 p
A gestão inadequada das cargas de treinamento é um dos fatores de risco que predispõem os atletas a lesões. Entretanto, essa inadequação das cargas de treinamento parecem impactar de forma individualizada os atletas, sendo que possíveis erros de gestão de carga podem aumentar a probabilidade em um atleta e em outro não.
CHAVES, Rodrigo G, FERREIRA,Thiago H N, TAVARES, Lucas D. Estratégias de recuperação e controle de carga de treinamento. São Paulo CREF4/SP, 2019, 112 p
No gráfco abaixo, mostramos que atividades de baixa intensidade apresentam a mesma probabilidade de lesão muscular que atividade de alta intensidade. Já atividades de intensidade de moderada a alta demonstram ótima relação neste contexto, sendo caracterizada, portanto, como um mecanismo protetor do atleta. Ajustes de cargas com intensidades moderadas a alta servem como mecanismos protetores em relação a incidência de lesão. Cargas altas ou baixas apresentam a mesma relação para incidência de lesão.
CHAVES, Rodrigo G, FERREIRA,Thiago H N, TAVARES, Lucas D. Estratégias de recuperação e controle de carga de treinamento. São Paulo CREF4/SP, 2019, 112 p

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