08 10 RESUMO DIREITO AO ESQUECIMENTO
5 pág.

08 10 RESUMO DIREITO AO ESQUECIMENTO


DisciplinaCivil e Processo Civil7.210 materiais26.851 seguidores
Pré-visualização2 páginas
RESUMO PARA APRESENTAÇÃO
· INTRODUÇÃO: A uniformidade existente entre a liberdade de informação e o direito à privacidade tem denotado, com o passar dos anos, relevantes debates em todo o mundo. Embora o tema não seja recente, sua evolução e reconhecimento tem se atenuado através do processo tecnológico e, em decorrência deste, sua atual abordagem carece de uma análise diferenciada. Em decorrência dos desenvolvimentos no âmbito da comunicação, emergiram novos anseios e necessidades, provocadores de uma reformulação conceitual.
· SURGIMENTO E CONCEITO DO DIREITO AO ESQUECIMENTO: O direito ao esquecimento originou-se da necessidade de possibilitar que os indivíduos recomecem suas vidas, podendo deixar de lado fatos pretéritos que, por ventura, se tornaram públicos e prejudicaram suas atividades habituais, uma vez que existe o julgamento social em decorrência de ofensas ou preconceitos relacionados aos fatos passados expostos. Assim, é possível dizer que o direito ao esquecimento consiste na faculdade de a pessoa não ser molestada por atos ou fatos do passado que não tenham legítimo interesse público. Trata-se do reconhecimento jurídico à proteção da vida pretérita, proibindo-se a revelação do nome, da imagem e de outros dados referentes à personalidade
· DIREITO AO ESQUECIMENTO NA ERA DIGITAL: A sociedade contemporânea evoluiu muito com o passar do tempo, tendo em vista que o advento tecnológico propiciou um maior alcance na comunicação e interação entre os indivíduos, facilitando a conversação online com pessoas de todo o globo. O acesso à informação via internet é promovido com maior agilidade, contudo, as informações disseminadas na rede nem sempre comportam assuntos atuais. Todavia, o demasiado uso de tecnologia deve ser devidamente fiscalizado, uma vez que a facilidade de interação nestes ambientes, também propiciam lesão a determinados bens jurídicos, podendo assim, causar determinada insegurança jurídica entre os indivíduos usuários da web. A referida insegurança jurídica se encontra atrelada ao direito de privacidade na internet, o qual possui íntima interação com o direito ao esquecimento. 
· CONSEQUÊNCIAS DA EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA: Por meio do referido avanço tecnológico, a utilização contínua de seus artefatos passou a despertar a evidência de alguns direitos, tendo em vista que a frequente interação entre os indivíduos, podem acarretar efeitos nocivos a sociedade. Desse modo, o direito ao esquecimento compreende que toda pessoa deve ter sua memória individual devidamente respaldada e em sigilo, uma vez que fatos pretéritos de sua vida privada não constituem interesse público, portanto, não deverá ser comportada sua disseminação.
· DIREITO À PRIVACIDADE E INTIMIDADE: Um dos direitos fundamentais compreendidos na CF/88 em seu artigo 5°, inciso XII, versa sobre a inviolabilidade das comunicações como garantia do indivíduo. Dessa forma, tal direito constitui que toda forma de comunicação com outrem deverá ser mantida em sigilo, de modo a não conferir a ninguém o direito de invadi-lo ou divulgá-lo. Nesse contexto, vale ressaltar que tal previsão normativa está diretamente ligada ao direito fundamental à privacidade e intimidade.
· CONCEITO DE PRIVACIDADE: Faculdade que tem cada indivíduo de obstar a intromissão de estranhos em sua vida privada e familiar, assim como de impedir-lhes o acesso a informações sobre a privacidade de cada um, e também impedir que sejam divulgadas informações sobre esta área da manifestação existencial do ser humano. Para tanto, a privacidade constitui uma maneira do indivíduo preservar sua honra e imagem. Compreende-se também, em um direito de personalidade, cuja a inviolabilidade está garantida no texto constitucional, em seu artigo 5°, inciso X. 
· CONCEITO DE INTIMIDADE: A intimidade, na concepção jurídica, trata-se de um campo discreto frequentado unicamente pelo interessado. É o espaço em que vai encontrar consigo mesmo, sem qualquer acesso à curiosidade privada. Neste reino pode desfilar tudo que é mais precioso para a pessoa, desde a sua crença religiosa até os segredos mais recônditos, sem qualquer risco de invasões arbitrárias e, principalmente, de se chegar ao conhecimento público porque não há qualquer registro materializado.
· DISTINÇÃO DE DIREITO À INTIMIDADE E PRIVACIDADE: a privacidade se compreende na escolha do modo de viver, dos hábitos, da comunicação com as demais pessoas e do recolhimento social do indivíduo. Por outro viés, a intimidade versa sobre o segredo profissional, relacionamento amoroso e situações de exposições vexatórias em qualquer forma.
· ASPECTOS NORMATIVOS DOS DIREITOS DE PERSONALIDADE: Para melhor compreensão acerca do direito ao esquecimento, é indispensável a análise dos direitos de personalidade, onde o direito ao esquecimento é enquadrado. Inicialmente, observa-se que os direitos de personalidade são abrangidos pela Carta Magna de 1988 que dispõe que todos os indivíduos são iguais perante a lei, sem nenhuma diferenciação de qualquer natureza, a fim de garantir à sociedade brasileira e aos estrangeiros residentes em solo pátrio, direitos como a inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra, da imagem, garantindo o direito de requerer indenização por dano material ou moral sofrido por qualquer um destes.
· DIREITOS DA PERSONALIDADE: A expressão foi concebida por jusnaturalistas franceses e alemães para designar certos direitos inerentes ao homem, tidos como preexistentes ao seu reconhecimento por parte do Estado. Eram, já então, direitos considerados essenciais à condição humana, direito sem os quais todos os outros direitos subjetivos perderiam qualquer interesse para o indivíduo, ao ponto de se chegar a dizer que, se não existissem, a pessoa não seria mais pessoa.
· HONRA SUBJETIVA E OBJETIVA: Em observância a doutrina de Farias, observa-se que a honra objetiva consiste à um conceito externo, isto é, aquilo que certa coletividade pensa sobre um determinado indivíduo. Enquanto a honra objetiva consiste no juízo de valor aferido pela sociedade a quem está inserido à ela, de modo geral, consiste na reputação do indivíduo mediante àqueles com quem convive, a honra subjetiva, mostra-se interna, ou seja, trata-se do que o indivíduo pensa sobre si próprio, o sentimento que permeia em sua mente acerca da sua dignidade moral, isto é, sua autoestima. Incumbe ressaltar que para ambas as formas podem ser passíveis de violação, cabendo assim, uma possível reparação pelo dano sofrido.
· DIREITO DE IMAGEM: No que versa acerca do direito de imagem, compreende-se que o mesmo encontra disposição legal no artigo 5°, X e XXVIII da Carta Magna de 1988 dentro do título que abrange os direitos e as garantias fundamentais ao cidadão. Insta frisar que o mesmo também é abarcado pela legislação infraconstitucional, sendo disposto no artigo 11 e seguintes do Código Civil pátrio.
· DIREITO À VIDA PRIVADA: O direito à vida privada encontra-se ligado ao direito à intimidade, analisado no primeiro capítulo do presente estudo, podendo ser compreendido pela doutrina majoritária como sinônimo deste, contudo, os mesmos não devem se confundir. 
· DIREITO AO ESQUECIMENTO VS. DIREITO À INFORMAÇÃO: É possível verificar que o direito ao esquecimento aduz diversas abordagens do sistema jurídico nacional, contudo, a sua aplicação civil na era digital carece de uma regulamentação legislativa, uma vez que as características do ambiente virtual propiciam a regressão de alguns direitos fundamentais a toda sociedade. No que tange à colisão do direito ao esquecimento com direitos fundamentais, observa-se a existência de um choque entre as normas: de um lado, encontra-se a liberdade de expressão, informação e imprensa e, do outro, os direitos da personalidade. Importante destacar que ambos detém devida previsão constitucional e são elevados ao mesmo nível de importância no ordenamento jurídico nacional. Contudo, são garantias que, apesar de estarem no mesmo patamar, constituem uma contradição, isto é, uma sempre precederá à outra.
· COLISÃO DE DIREITOS: É possível