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CENTRO CIRURGICO ROMULO PASSOS

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Equipe Professor Rômulo Passos | 2015 
 
APOSTILA COMPLETA DE TÉCNICO EM 
ENFERMAGEM P/ CONCURSOS 
MÓDULO IV 
TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS 
 
 
 
 
 
 
 
 Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso 
Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso 
 
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Módulo IV 
Amigo (a)! 
Chegamos ao nosso quarto módulo da Apostila de Técnico de Enfermagem para 
Concursos. 
Nesse módulo abordaremos conteúdos sobre Atuação nos períodos pré‐operatório, 
trans‐operatório e pós‐operatório. Materiais e equipamentos básicos que compõem as salas de 
cirurgia e recuperação anestésica. Atuação durante os procedimentos cirúrgico‐anestésicos. 
Recuperação da anestesia. Rotinas de limpeza da sala de cirurgia. Manuseio de equipamentos: 
autoclaves; seladora térmica e lavadora automática ultrassônica. Uso de material estéril. 
Noções de controle de infecção hospitalar. 
Constam nesse material questões comentadas, bem como a abordagem teórica dos 
conteúdos mais cobrados pelas bancas. 
É pensando em você e na sua aprovação que nos empenhamos em elaborar aulas 
direcionadas e organizadas, já que cada aula aborda teoria e resolução de questões de 
determinado tópico do edital. 
 
Boa Aula!
 
Profº. Dimas Nascimento 
Profª. Joanna Melo 
Prof°. Rômulo Passos 
Profª. Cássia Moésia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso 
Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso 
 
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Centro Cirúrgico 
 
1 - Assistência de enfermagem em unidade cirúrgica: pré, trans e 
pós operatório 
 
Cirurgia é o tratamento de doença, lesão ou deformidade externa e/ou interna com o 
objetivo de reparar, corrigir ou aliviar um problema físico. Sendo realizada no centro 
cirúrgico que é o conjunto de áreas e instalações que permitem efetuar a cirurgia nas melhores 
condições de segurança para o paciente e de conforto para a equipe de saúde. 
Dependendo do risco de vida, a cirurgia pode ser de emergência, urgência, requerida, 
eletiva ou opcional. 
Categorias de Cirurgia com Base na Urgência 
Classificação Indicações para a Cirurgia Exemplos 
Emergência – o paciente necessita 
de atenção imediata; o distúrbio pode 
ser ameaçador à vida. 
Imediato 
Sangramento grave; obstrução vesical ou 
intestinal; fratura de crãnio; feridas por armas 
de fogo ou branca; queimaduras extensas. 
Urgência - o paciente precisa de 
atenção rápida. 
Dentro de 24-30 h 
Infecção aguda da vesícula; cálculos renais e 
uretrais. 
Requerida – o paciente precisa 
realizar a cirurgia. 
Planejada dentro de algumas 
semanas ou meses 
Hiperplasia prostática sem obstrução de 
bexiga; distúbios da tireoide; cataratas. 
Eletiva – o paciente pode ser 
operado. 
A não realização da cirurgia não 
é catastrófica 
Reparação de cicratizes; hérnia simples; 
reparação vaginal. 
Opcional – essa decisão é do 
paciente. 
Preferência pessoal 
Cirurgia cosmética. 
 
A cirurgia também é classificada de acordo com a finalidade: 
Ela pode ser diagnóstica como, por exemplo, quando uma biópsia é realizada uma 
laparotomia exploratória é feita; curativa, quando, por exemplo, uma massa tumoral é 
ressecada ou um apêndice inflamado é removido; reparadora, quando, por exemplo, 
múltiplas feridas devem ser reconstituídas; reconstrutiva ou cosmética, como, por exemplo, 
 
 
 
 
 
 
 Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso 
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se uma mamoplastia ou rejuvenescimento facial é realizado; ou paliativa, se a dor deve ser 
aliviada ou um problema corrigido – por exemplo, quando uma sonda de gastrotomia é 
inserida para compensar a incapacidade de deglutir alimentos. 
Alguns autores incluem a cirurgia radical e ablativa na classificação por finalidade. A 
primeira (radical) apresenta a finalidade de ressecção parcial ou total do órgão ou estrutura 
afetada, a exemplo da remoção do útero e do estômago. A segunda (ablativa) é a excisão ou 
remoção de uma parte doente do corpo, a exemplo da amputação, remoção de apêndice, 
colecistectomia. 
O atendimento do cliente cirúrgico é feito por um conjunto de setores interligados, 
como o pronto-socorro, ambulatório, enfermaria clínica ou cirúrgica, centro cirúrgico (CC) e a 
recuperação pós-anestésica (RPA). Todos estes setores devem ter um objetivo comum: 
proporcionar uma experiência menos traumática possível e promover uma recuperação rápida 
e segura ao cliente. 
O ambulatório ou pronto-socorro realiza a anamnese, o exame físico, a prescrição do 
tratamento clínico ou cirúrgico e os exames diagnósticos. A decisão pela cirurgia, muitas 
vezes, é tomada quando o tratamento clínico não surtiu o efeito desejado. 
O cliente pode ser internado um ou dois dias antes da cirurgia, ou no mesmo dia, 
dependendo do tipo de preparo que a mesma requer. O cliente do pronto-socorro é 
diretamente encaminhado ao centro cirúrgico, devido ao caráter, geralmente, de emergência 
do ato cirúrgico. O centro cirúrgico é o setor destinado às intervenções cirúrgicas e deve 
possuir a recuperação pós-anestésica para prestar a assistência pós-operatória imediata. 
Após a recuperação anestésica, o cliente é encaminhado à unidade de internação, onde 
receberá os cuidados pós-operatórios que visam prevenir a ocorrência de complicações. 
O número de microrganismos presentes no tecido a ser operado determinará o potencial 
de contaminação da ferida cirúrgica. De acordo com a Portaria nº 2.616/98, de 12/5/98, do 
Ministério da Saúde, as cirurgias são classificadas em: 
 Limpas: são realizadas em tecidos estéreis ou de fácil descontaminação, na ausência 
de processo infeccioso local, sem penetração nos tratos digestório, respiratório ou 
urinário, em condições ideais de sala de cirurgia. Exemplo: cirurgia de ovário; 
 
 
 
 
 
 
 Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso 
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 Potencialmente contaminadas: são realizadas em tecidos de difícil descontaminação, 
na ausência de supuração local, com penetração nos tratos digestório, respiratório ou 
urinário sem contaminação significativa. Exemplo: redução de fratura exposta; 
 Contaminadas: são realizadas em tecidos recentemente traumatizados e abertos, de 
difícil descontaminação, com processo inflamatório mas sem supuração. Exemplo: 
apendicite supurada; 
 Infectadas: são realizadas em tecido com supuração local, tecido necrótico, feridas 
traumáticas sujas. Exemplo: cirurgia do reto e ânus com pus. 
 
Para prevenir a infecção e propiciar conforto e segurança ao cliente e equipe cirúrgica, a 
planta física e a dinâmica de funcionamento possuem características especiais. Assim, o CC 
deve estar localizado em área livre de trânsito de pessoas e de materiais. Devido ao seu risco, 
esta unidade é dividida em áreas: 
 
 Não-restrita: as áreas de circulação livre são consideradas áreas não-restritas e 
compreendem os vestiários, corredor de entrada para os clientes e funcionários e sala 
de espera de acompanhantes. O vestiário, localizado na entrada do centro cirúrgico, é a 
área onde todos devem colocar o uniforme privativo: calça comprida, túnica, gorro, 
máscara e propés. 
 
 Semi-restritas: nestas áreas pode haver circulação tanto do pessoal como de 
equipamentos, sem contudo provocarem interferência nas rotinas de controle e 
manutenção da assepsia. Como exemplos temos as salas de guarda de material, 
administrativa, de estar para os funcionários, copa e expurgo. A área de expurgo pode 
ser a mesma da Central