ADMINISTRATIVO I
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ADMINISTRATIVO I


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FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS
DISCIPLINA- ADMINISTRATIVO I
 ALUNA- BEATRIZ SOUZA ESTRÊLA 
ANÁLISE DOS DECRETOS Nº 32.248 E Nº 32.249 de 14 DE MARÇO DE 2020
SALVADOR/2020
BEATRIZ SOUZA ESTRÊLA
ANÁLISE DOS DECRETOS Nº 32.248 E Nº 32.249 de 14 DE MARÇO DE 2020
Trabalho apresentado individual com requisito parcial ao professor Sergio Cardoso, da disciplina Administrativo I, pela estudante do curso de Direito, 3º semestre, turno matutino.
SALVADOR/2020
ANÁLISE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DO DECRETO Nº 32.248 DE 14 DE MARÇO DE 2020
Ato administrativo é a manifestação de vontade da Administração Pública e de seus delegatórios, ou seja, é a ação do Poder Público que visa atender o interesse comum.
O Direito Público, possui como regra a solenidade das formas, já que está voltada ao interesse público em geral. Este princípio abarca duas ideias: o ato deve ser escrito, registrado ou publicado (englobando os gestos, palavras ou sinais); e, a não consideração de manifestação de vontade através do silêncio, só se podendo atribuir efeito positivo se for expressamente fixado por lei, como consta acima os trechos do Decreto Municipal do Salvador. Ou seja, a divulgação de todo e qualquer ato da Administração Pública é fundamental para o bom andamento da fiscalização e comprometimento entre Poder Público e sociedade.
Em suma, com o assunto estudado em sala de aula, e ambiente virtual, foram pedidos que fossem mostrados os 5 requisitos do ato administrativo presente no Decreto Nº 32.248 de 14 de março de 2020, do Prefeito de Salvador.
Na doutrina de Hely Lopes Meirelles, são cinco os requisitos necessários à validade dos atos administrativos, 3 vinculados (Competência, Finalidade e Forma) e 2 discricionários (Motivo e Objeto).
Conforme estudado com base no livro de José dos Santos de Carvalho Filho, Manual de Direito Administrativo, a competência é o círculo definido por lei dentro do qual podem os agentes exercer legitimamente sua atividade, como o trecho abaixo extraído do Decreto assinado pelo Prefeito, ANTONIO CARLOS PEIXOTO DE MAGALHÃES NETO.
O PREFEITO MUNICIPAL DO SALVADOR, CAPITAL DO ESTADO DA BAHIA, no uso das atribuições que lhe conferem o inciso V do art. 52 da Lei Orgânica do Município, tendo em vista o disposto na Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020 e na a Portaria MS/GM No. 356 de 11 de março de 2020
O objeto, é a alteração no mundo jurídico que o ato administrativo se propõe a processar. Significa, como informa o próprio termo, o objeto imediato da vontade exteriorizada pelo ato, a proposta, enfim, do agente que manifestou à vontade com vistas a determinado alvo. Pode o objeto do ato administrativo consistir na aquisição, no resguardo, na transferência, na modificação, na extinção, ou na declaração de direitos, conforme o fim a que a vontade se preordenar. Como mostra os trechos abaixo.
Art. 2º O licenciamento de eventos deve ser submetido à análise e autorização do Gabinete do Prefeito, após manifestação dos órgãos que compõem a Central Integrada de Licenciamento de Eventos, instituída por meio do Decreto nº 26.021, de 08 de maio de 2015.
Art. 3º Fica suspensa pelo prazo de 90 dias, podendo ser prorrogado por igual período, caso haja mudança do cenário epidemiológico que justifique tal medida, com possibilidade de revisão a qualquer tempo, a realização de eventos coletivos para público igual ou superior a 500 (quinhentas) pessoas, realizados por órgãos ou entidades da Administração Pública direta, indireta, privados, com ou sem fins lucrativos, que impliquem em aglomerações de pessoas.
Art. 4º Para os eventos que envolvam aglomerações e que não necessitem de licenciamento da CLE, a recomendação é que sejam cancelados ou adiados, diante do cenário epidemiológico atual.
Quanto à forma, é o meio pelo qual se exterioriza o ato. A publicação do ato se forma por uma publicação pública por meio do Diário Oficial do Município da Prefeitura Municipal de Salvador numa edição extra no dia 13 de março de 2020. 
Motivo, se conceitua como a situação de fato, ou de direito que gera a vontade do agente quando pratica o ato administrativo. Neste caso, é um motivo de direito, onde a situação de fato eleita pela norma legal como ensejadora da vontade administrativa. De acordo ao texto abaixo:
Considerando a Declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) pela Organização Mundial da Saúde em 30 de janeiro de 2020, em decorrência da Infecção Humana pelo novo coronavírus (COVID-19);
Considerando a Portaria nº 188/GM/MS, de 4 de fevereiro de 2020, que Declara Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), em decorrência da Infecção Humana pelo novo coronavírus (2019-nCoV),
Enquanto sua finalidade, é o elemento pelo qual todo ato administrativo deve estar dirigido ao interesse público. Onde o intuito de sua atividade deve ser o bem comum, o atendimento, aos reclamos da comunidade, porque essa de fato é sua função. 
Dispõe sobre as medidas temporárias de prevenção e controle para enfrentamento do COVID-19 no âmbito do município de Salvador.
ANÁLISE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DO DECRETO 32.249 DE 14 DE MARÇO DE 2020
A competência é o círculo definido por lei dentro do qual podem os agentes exercer legitimamente sua atividade, como o trecho abaixo extraído do Decreto assinado pelo Prefeito, ANTONIO CARLOS PEIXOTO DE MAGALHÃES NETO.
O PREFEITO MUNICIPAL DO SALVADOR, CAPITAL DO ESTADO DA BAHIA, no uso das atribuições que lhe conferem o inciso V do art. 52 da Lei Orgânica do Município e tendo em vista o disposto na Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020 e na Portaria MS/GM No. 356 de 11 de março de 2020,
O objeto, é a alteração no mundo jurídico que o ato administrativo se propõe a processar. Significa, como informa o próprio termo, o objeto imediato da vontade exteriorizada pelo ato, a proposta, enfim, do agente que manifestou à vontade com vistas a determinado alvo.
Art. 3º Fica suspensa a realização de quaisquer viagens internacionais a serviço programadas enquanto perdurar o estado de emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus (COVID-19).
Art. 4º As pessoas referidas no parágrafo único do art. 1º deste Decreto que realizaram viagens internacionais, a serviço ou privadas, para quaisquer países da Europa, bem como, China, Irã e Estados Unidos, independentemente de apresentarem sintomas associados ao coronavírus (COVID-19), conforme estabelecido pelo Ministério da Saúde, deverão executar suas atividades remotamente até o sétimo dia contado da data do seu retorno ao País.
Viagens em geral
Art. 5º A realização de qualquer viagem internacional ou interestadual pelas pessoas referidas no parágrafo único do art. 1º deste Decreto, a serviço ou privada, deverá ser comunicada formalmente ao titular da respectiva Secretaria ou Entidade a cujo quadro pertencer.
Eventos e reuniões
Art. 6º Os órgãos e entidades integrantes da Administração Pública Municipal Direta e Indireta deverão reavaliar criteriosamente a necessidade de realização de eventos e reuniões com elevado número de participantes enquanto perdurar o estado de emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus (COVID-19).
Art. 7º Ressalvados os serviços essenciais de saúde, os órgãos e entidades integrantes da Administração Pública Municipal Direta e Indireta que realizarem atividades de atendimento ao público deverão limitar o atendimento a, no máximo, 500 (quinhentas) pessoas por dia.
Quanto à forma, é o meio pelo qual se exterioriza o ato. A publicação do ato se forma por uma publicação pública por meio do Diário Oficial do Município da Prefeitura Municipal de Salvador numa edição extra no dia 13 de março de 2020. 
Motivo, se conceitua como a situação de fato, ou de direito que gera a vontade do agente quando pratica o ato administrativo. Neste caso, é um motivo de direito, onde a situação de fato eleita pela norma legal como ensejadora da vontade administrativa.