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Seminario VII Casa - Modulo IV - CIT - 2019

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Módulo Controle da Incidência Tributária 
 
O conteúdo desse material é de propriedade intelectual do ©IBET: é proibida sua utilização, manipulação ou reprodu-
ção, por pessoas estranhas e desvinculadas de suas atividades institucionais sem a devida, expressa e prévia autoriza-
ção. 
 
 
 
Seminário VII 
CONTRIBUIÇÕES 
 
Aluna: Mariana Carla de Araújo Silva 
IBET Maceió 
Questões 
1. Definir o conceito de “contribuição”. Quais as espécies de 
contribuição existentes na CF/88? A destinação do produto 
da arrecadação tributária é relevante para a classificação 
jurídica das contribuições? Se os valores arrecadados a tí-
tulo de contribuição não forem aplicados na destinação 
prescrita na lei, pode o contribuinte requerer restituição 
do tributo pago? Sob qual fundamento? Justificar. 
 
As contribuições são espécies de tributos destinados ao finan-
ciamento de gastos específicos, decorrentes da intervenção do 
Estado no âmbito social e econômico. Paulo de Barros Carvalho 
as descreve da seguinte maneira: “as contribuições são entida-
des tributárias, subordinando-se, em tudo e por tudo, às linhas 
definitórias do regime constitucional peculiar aos tributos.” A 
Constituição Federal prevê no art. 149, as contribuições sociais, 
as contribuições de domínio econômico e as contribuições de 
interesse das categorias profissionais ou econômicas. Paulo de 
Barros Carvalho classificou as contribuições em três espécies: 
social, interventiva e corporativa. A destinação da arrecadação 
é essencial para a caracterização e qualificação das contribui-
ções, conforme previsto nos artigos arts. 148, 149 e 195 da CF. 
 
 Módulo Controle da Incidência Tributária 
 
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ção, por pessoas estranhas e desvinculadas de suas atividades institucionais sem a devida, expressa e prévia autoriza-
ção. 
 
 
Contudo, o art. 4º do CTN prevê o contrário. Vejamos: “A natu-
reza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato ge-
rador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualifi-
cá-la: I - a denominação e demais características formais ado-
tadas pela lei; II - a destinação legal do produto da sua arreca-
dação. A respeito da restituição quando os recursos não forem 
aplicados conforme prescrito em lei, a CF prevê no §7º do Art. 
150: “A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tri-
butária a condição de responsável pelo pagamento de imposto 
ou contribuição, cujo fato gerador deva ocorrer posteriormen-
te, assegurada a imediata e preferencial restituição ‘da quantia 
paga, caso não se realize o fato gerador presumido.”. Ou seja, a 
CF além de fixar os critérios para existência da contribuição, 
determina também quando deverá haver restituição. 
 
2. Sobre a hipótese de incidência das contribuições, pergun-
ta-se: 
 a) A União pode, na criação de contribuição com funda-
mento no art. 149 da CF, utilizar uma das materialidades 
que lhe foram atribuídas constitucionalmente para a ins-
tituição de impostos? 
 
Sim. A União pode utilizar as materialidades previstas consti-
tucionalmente para a instituição de impostos, desde que obe-
deça ao que prevê o art. 149 da Constituição Federal. 
 
 b) A hipótese de incidência destas contribuições pode 
abranger fatos que, por ocasião da repartição constitucio-
nal de competências para a instituição de impostos, foram 
atribuídos como materialidades próprias dos Estados, 
Distrito Federal e Municípios? 
 
Não é possível abranger fatos que, por ocasião da repartição 
constitucional de competências para a instituição de impostos 
que foram atribuídos como materialidades próprias dos Esta-
 
 Módulo Controle da Incidência Tributária 
 
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ção, por pessoas estranhas e desvinculadas de suas atividades institucionais sem a devida, expressa e prévia autoriza-
ção. 
 
 
dos, Distrito Federal e Municípios por violar princípios consti-
tucionais do direito tributário. 
 
3. Por força do que prescreve o art. 195, I, “a”, da Constitui-
ção da República, a legislação exige que o empregador re-
colha contribuição sobre a folha de salários e demais ren-
dimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer tí-
tulo, à pessoa física que lhe preste serviço. Neste contexto, 
pergunta-se: 
 
a) O que é “salário”? E “rendimentos do trabalho”? 
 
Salário é o valor contratualmente previsto, correspondente à 
contraprestação da atividade laboral exercida pelo trabalha-
dor. 
O conceito de rendimentos do trabalho corresponde à remu-
neração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a 
totalidade dos rendimentos que lhe são pagos, devidos ou cre-
ditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir 
o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, 
os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adianta-
mentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços 
efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do em-
pregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do con-
trato ou, ainda, de convenção ou de acordo coletivo de trabalho 
ou de sentença normativa. 
 
b) Levando em consideração a resposta, quais das par-
celas abaixo estão ou não sujeitas à incidência deste tri-
buto, justifique: (i) os serviços extraordinários (horas ex-
tras); (ii) terço constitucional; (iii) férias indenizadas; (iv) 
aviso-prévio indenizado; (v) adicional de insalubridade; 
(vi) adicional de periculosidade; (vii) adicional noturno; 
(viii) auxílio-educação; (ix) auxílio-creche; (x) auxí-
lio-doença; (xi) salário-maternidade; (xii) prêmio assi-
 
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ção, por pessoas estranhas e desvinculadas de suas atividades institucionais sem a devida, expressa e prévia autoriza-
ção. 
 
 
duidade; (xiii) vale-transporte e (xiv) descanso remune-
rado. (Vide anexo I). 
 
Serviços extraordinários (horas extras): Há diversos posi-
cionamentos. A Receita Federal do Brasil dispõe na Tabela de 
Incidência de Contribuição que há incidência da contribuição. 
Contudo, o STF fixou a seguinte tese no RE 593.068: "Não inci-
de contribuição previdenciária sobre verba não incorporável 
aos proventos de aposentadoria do servidor público, tais como 
terço de férias, serviços extraordinários, adicional noturno e 
adicional de insalubridade.". Portanto, entendo que esse posi-
cionamento deveria ser adotado para todos os trabalhadores. 
Terço constitucional: Seguindo a Tabela de Incidência de 
Contribuição da Receita Federal do Brasil, não há incidência, 
quando o adicional é pago relativamente às férias indenizadas 
integrais e/ou proporcionais, na rescisão do contrato de tra-
balho (art. 28, § 9º, "d", da Lei nº 8.212/91). Mas há incidência, 
quando o adicional é pago juntamente com a remuneração de 
férias gozadas, na vigência do contrato de trabalho. 
Férias indenizadas: Não incidência decorrente de previsão 
legal do art. 28, §9°, d da Lei 8.212/91. 
Aviso-prévio indenizado: Não incidência decorrente do cará-
ter indenizatório da parcela. 
Adicional de insalubridade: Conforme a Tabela de Incidência 
de Contribuição da Receita Federal do Brasil há incidência. 
Contudo, reforço o posicionamento adotado quanto aos servi-
ços extraordinários. 
Adicional de periculosidade: Conforme a Tabela de Incidên-
cia de Contribuição da Receita Federal do Brasil há incidência. 
Contudo, reforço o posicionamento adotado quanto aos servi-
ços extraordinários. 
Adicional noturno: Conforme a Tabela de Incidência de Con-
tribuição da Receita Federal do Brasil há incidência. Contudo, 
reforço o posicionamento adotado quanto aos serviços extra-
ordinários. 
 
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ção, por pessoas estranhas e desvinculadas de suas atividades institucionais sem a devida, expressa e prévia autoriza-
ção. 
 
 
Auxílio-educação: Não incide contribuição previdenciária so-
bre auxílio-educação. A verba destinada à qualificação do em-
pregado constitui investimento que é revertido em favor do 
empregador no exercício do trabalho, razão pela qual, não pode 
ser considerada remuneração. 
 Auxílio-creche: Não incide, conforme previsão da Lei 
8.212/91. 
Auxílio-doença: Não incidência em decorrência da inexistên-
cia do caráter de contraprestação da parcela. 
Salário-maternidade: Incidência decorrente de previsão legal 
(art. 28, §2°, d da Lei 8.212/91). 
Prêmio assiduidade: Ganhos eventuais e não integrados ao 
salário não integram a base da contribuição (art. 28, § 9º, “e”, 
“7”, da Lei 8.212/91) 
Vale-transporte: Conforme entendimento do STF, o vale 
transporte tem natureza estritamente indenizatória, não inci-
dindo, assim, a contribuição em comento. 
Descanso remunerado: É legítima a incidência da contribui-
ção. 
 
4. Com relação ao creditamento do PIS-COFINS, pergun-
ta-se: 
 
a) Estabeleça diferença entre o regime monofásico e não 
cumulativo. 
 
O regime monofásico, ou da cumulatividade, é aplicado às re-
ceitas advindas de determinadas mercadorias discriminadas 
em lei específica e atribui ao produtor/industrial a responsabi-
lidade pelo recolhimento das contribuições ao PIS e COFINS 
por toda a cadeia. O regime da não cumulatividade incide sobre 
o total das receitas por alíquotas diferenciadas do regime mo-
nofásico, e possibilita a dedução de créditos apurados sobre o 
valor das operações de entrada. 
 
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ção, por pessoas estranhas e desvinculadas de suas atividades institucionais sem a devida, expressa e prévia autoriza-
ção. 
 
 
 
b) Qual o alcance da não cumulatividade do PIS-COFINS 
prevista no art. 195, § 12, da CF/88? 
 
A Constituição Federal vedou a cumulação do PIS e da COFINS 
do faturamento dos contribuintes ao longo das várias cadeias 
de comercialização de determinada mercadoria, de modo a 
eliminar o efeito cascata das contribuições. Esse valor se afigu-
ra como um princípio constitucional e também como um limite 
objetivo do referido princípio. E não se verifica na norma do 
artigo 195, §12, da Constituição Federal, qualquer vedação a 
não-cumulatividade do PIS/COFINS. 
 
c) O que caracteriza “insumo” para fins da não cumulati-
vidade do PIS e da COFINS? Valores gastos com contratação 
de mão de obra terceirizada geram créditos de 
PIS/COFINS? (Vide anexos II a VII). 
 
De acordo com o STJ insumo para crédito de PIS e COFINS é 
tudo o que for essencial para atividade. Ou seja, insumo é tudo 
o que for essencial para o “exercício estatutário da atividade 
econômica” da empresa. 
Após a Reforma Trabalhista, a Receita Federal publicou enten-
dimento, por meio da Solução de Divergência Cosit n° 29, defi-
nindo que valores gastos com a contratação de mão de obra 
terceirizada geram créditos de PIS e COFINS. Ou seja, o empre-
gador que vier a contratar uma pessoa jurídica que preste ser-
viço terceirizado, ainda que vinculada diretamente à ativida-
de-fim, poderá se apropriar dos créditos de PIS e COFINS em 
decorrência de o serviço contratado ser considerado insumo 
do processo produtivo, o que permite a inclusão dos gastos no 
regime não cumulativo dos tributos. 
 
 
 
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ção, por pessoas estranhas e desvinculadas de suas atividades institucionais sem a devida, expressa e prévia autoriza-
ção. 
 
 
d) A previsão do artigo 17 da Lei nº 11.033/04 é aplicada 
para todos contribuintes sujeitos à tributação monofásica? 
Fundamente. (Vide anexo VIII) 
 
Sim. O benefício fiscal estende-se as pessoas jurídicas vincula-
das ou não ao Reporto. Contudo, há muitas divergências, os 
defensores da não aplicação a todos os contribuintes assegu-
ram que o benefício seria estendido sem a correta previsão em 
lei. 
 
5. A Lei Federal n. 10.865/04 instituiu a Contribuição 
para os Programas de Integração Social e de Formação do 
Patrimônio do Servidor Público incidente na importação 
de produtos estrangeiros ou serviços (PIS/PASEP- Impor-
tação) e a Contribuição Social para o Financiamento da 
Seguridade Social devida pelo importador de bens estran-
geiros ou serviços do exterior (COFINS-Importação). Ana-
lisando criticamente o art. 7º da referida lei, e os enuncia-
dos constitucionais que atribuem competência para a 
União instituir contribuições, bem como o conceito de va-
lor aduaneiro, pergunta-se: 
 
a) É possível identificar um conceito constitucional de 
valor aduaneiro? (Vide anexo IX). 
 
A Constituição Federal, em seu artigo 149, estabelece o critério 
para calcular as contribuições incidentes nas importações, qual 
seja: o valor aduaneiro da mercadoria (valor de mercado do 
bem, acrescido dos custos de transporte, carga, descarga, ma-
nuseio e seguro). Contudo, o conceito de valor aduaneiro ficou 
estipulado pela Lei nº 10.865/04, que modificou o conceito de 
valor aduaneiro da legislação civil, contrariando também o 
disposto no art. 110 do Código Tributário Nacional. Ademais, a 
Fazenda Pública alega que o valor aduaneiro não possui defi-
nição constitucional. 
 
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ção, por pessoas estranhas e desvinculadas de suas atividades institucionais sem a devida, expressa e prévia autoriza-
ção. 
 
 
 
b) O que compreende o valor aduaneiro para fins de 
quantificação do PIS-Importação e da CO-
FINS-Importação? 
 
Para fins de quantificação do PIS-Importação e da CO-
FINS-Importação, o valor aduaneiro compreende o valor que 
servir para caracterizar a transação. 
 
 c) É possível sustentar a inconstitucionalidade da base de 
cálculo do PIS-Importação e da COFINS-Importação cons-
tante da Lei Federal n. 10.865/04, ou a sua ilegalidade, 
tendo em vista o que dispõe o art. 110 do CTN? (Vide ane-
xos X e XI). 
 
Sim, o conceito utilizado diverge do previsto na CF. Logo, deve 
ser considerado inconstitucional. Ademais, também é possível 
considerar ilegal a referida lei, pois o art. 110 CTN prevê: “Art. 
110. A lei tributária não pode alterar a definição, o conteúdo e 
o alcance de institutos, conceitos e formas de direito privado, 
utilizados, expressa ou implicitamente, pela Constituição Fe-
deral, pelas Constituições dos Estados, ou pelas Leis Orgânicas 
do Distrito Federal ou dos Municípios, para definir ou limitar 
competências tributárias.”. 
 
6. Sobre as contribuições de intervenção no domínio econô-
mico, pergunta-se: 
 
a) Que se entende por intervenção no domínio econômi-
co? As causas de intervenção estão restritas aos arts. 
170 a 181 da Constituição Federal? 
 
A contribuição de intervenção no domínio econômico re-
presenta um instrumento de atuação da União na área 
 
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ção. 
 
 
econômica. É o que se depreende da leitura do art. 149 da 
CF e, também, do art. 174 que comete ao Estado a função de 
regular, incentivar e planejar a economia. A contribuição 
interventiva não tem, pois, cunho arrecadatório. Consig-
ne-se, porém, que a ação interventiva do poder público não 
pode implicar atentado ao princípio da livre iniciativa (art. 
1º, IV, da CF), quepressupõe prevalência da propriedade 
privada na qual se assenta a liberdade de empresa, a liber-
dade de contratação e a liberdade de lucro, sem prejuízo da 
função social da propriedade, elemento estrutural da pró-
pria propriedade (art. 170, II e III, da CF). 
As CIDES ficam submetidas, tantos aos princípios da ordem 
econômica fixados na Constituição, quanto aos preceitos do 
sistema constitucional tributário, com critérios específicos 
determinados pela constituição, em seus artigos 170 a 181. 
 
b) O produto da arrecadação da CIDE deve ser legalmente 
destinado à intervenção no setor econômico de que 
trata a contribuição (intervenção positiva), ou pode ser 
instituída com finalidade de desestimular determinada 
atividade, ou seja, com caráter extrafiscal (intervenção 
negativa)? 
 
O produto da arrecadação da CIDE deve ser legalmente 
destinado à intervenção no setor econômico de que trata a 
contribuição (intervenção positiva). Contudo, considerando 
o caráter extrafiscal podem ter uma abrangência com di-
versas outra finalidade, como, por exemplo, pode ser insti-
tuída com a finalidade de desestimular determinada ativi-
dade, ou seja, com caráter extrafiscal (intervenção negati-
va). 
 
c) A sua materialidade e o sujeito passivo devem estar 
relacionados com a destinação escolhida pelo legisla-
dor como forma de intervenção no domínio econômi-
 
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ção, por pessoas estranhas e desvinculadas de suas atividades institucionais sem a devida, expressa e prévia autoriza-
ção. 
 
 
co? (Vide anexo XII). 
 
A sua materialidade e o sujeito passivo devem estar rela-
cionados com a destinação escolhida pelo legislador como 
forma de intervenção no domínio econômico, ou seja, é o 
que ocorre, por exemplo, com o CIDE royalties, por exem-
plo, que é devida pela pessoa jurídica detentora de licença 
de uso ou adquirente de conhecimentos tecnológicos, bem 
como aquela signatária de contratos que impliquem 
transferência de tecnologia, firmados com residentes ou 
domiciliados no exterior. Essa aquisição de conhecimento 
pode ser relativa a qualquer ramo científico ou tecnológi-
co, todavia, a destinação da referida exação se direciona ao 
Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnoló-
gico (FNDCT), criado pelo Decreto-Lei nº 719/1969, e res-
tabelecido pela Lei nº 8.172/1991. Isto significa que a 
vinculação direta entre o contribuinte e o benefício pro-
porcionado pelas receitas tributárias arrecadadas é pres-
cindível, conforme já assentou o entendimento do STF. 
 
d) A remuneração por direitos autorais em operações 
com o exterior se classificam como royalties para fins 
da incidência da Cide? (Vide Anexo XIII) 
 
A remuneração por direitos autorais em operações com o 
exterior, para o CARF se classificam como royalties para 
fins da incidência da CIDE. Contudo, para a jurisprudência 
difusa no Judiciário não existe um entendimento uniforme.

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