A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
146 pág.
Principios de exodontia -Cirurgia Oral e Maxilofacial Contemporânea 6ª Edição - Hupp

Pré-visualização | Página 2 de 21

ser rebatido a
partir do osso cortical subjacente em uma única camada, com um descolador periosteal. O
instrumento mais comumente usado em cirurgia oral é o descolador periosteal Molt nº 9 (Fig.
6-5). Este instrumento tem uma afiada extremidade pontiaguda e uma ponta arredondada
mais ampla. A extremidade pontiaguda é utilizada para iniciar a elevação do periósteo e
rebater papilas entre os dentes, e a ampla extremidade arredondada é usada para continuar
o descolamento do periósteo do osso.
FIGURA 6-5 O descolador de periósteo tipo Molt nº 9 é o mais
comumente usado em cirurgia oral.
Existem outros tipos de descoladores de periósteo para uso por periodontistas, cirurgiões
ortopédicos e outros cirurgiões envolvidos em cirurgias ósseas.
O descolador periosteal Molt nº 9 pode ser utilizado para rebater o tecido por três métodos:
(1) no primeiro método, a extremidade pontiaguda é utilizada em um entrelaçamento,
forçando o movimento para elevar tecido mole, geralmente ao elevar uma papila de entre
dentes ou na gengiva inserida em torno de um dente a ser extraído; (2) o segundo método é
o movimento de impulso, em que a ponta ou a extremidade larga do instrumento é deslizada
por debaixo do periósteo, separando-o do osso subjacente, sendo este movimento mais
eficiente e resulta no descolamento mais preciso do periósteo, e (3), o terceiro método é um
movimento de empurrar, o que algumas vezes é útil, mas tende a destruir ou a dilacerar o
periósteo a menos que seja executado cuidadosamente.
Afastando o tecido mole
Um bom acesso e uma boa visão são essenciais para executar uma excelente cirurgia. Uma
variedade de afastadores foi projetada especificamente para afastar a bochecha, língua e
retalho mucoperiosteal para fornecer acesso e visibilidade durante a cirurgia. Afastadores
também podem ajudar a proteger o tecido mole de instrumentos cortantes.
Os dois afastadores de bochecha mais populares são: (1) o afastador de Austin de ângulo
reto (Fig. 6-6) e (2) afastador de Minnesota de ampla compensação (Fig. 6-7). Estes
afastadores também podem ser utilizados para afastar a bochecha e o retalho mucoperióstico
simultaneamente. Antes da criação do retalho, o afastador é mantido frouxamente na
bochecha, e uma vez que o retalho é rebatido, a margem do afastador é colocada no osso e
depois utilizada para rebater o retalho.
FIGURA 6-6 O afastador de Austin é um afastador de ângulo reto
que pode ser usado para retrair a bochecha, língua ou retalhos.
FIGURA 6-7 O afastador de Minnesota é um afastador compensado
que pode ser usado para retração de bochechas e retalhos. A,
Frente. B, Atrás.
O afastador de Seldin é outro tipo de instrumento (Fig. 6-8) utilizado para afastar tecidos
moles da boca. Embora esse afastador seja semelhante ao de um descolador periosteal, a
margem dianteira não é afiada, é lisa e não deve ser usada para elevar o mucoperiósteo. O
descolador periosteal Molt de nº 9 também pode ser usado como um afastador. Uma vez que
o periósteo é elevado, a lâmina larga do descolador periosteal é mantida firmemente contra o
osso, com o retalho mucoperióstico elevado para uma posição rebatida.
FIGURA 6-8 Os afastadores de Henahan (superior) e Seldin
(inferior) são instrumentos mais amplos que proporcionam maior
retração e maior visualização.
O instrumento mais utilizado para afastar a língua durante a exodontia de rotina é o
espelho bucal. Isso geralmente faz parte de toda configuração básica, porque faz parte do
uso habitual para examinar a boca e fazer a visualização indireta para procedimentos
odontológicos. O espelho pode ser também utilizado como um afastador de língua e
bochecha. O afastador de língua de Weider é um amplo afastador, em forma de coração, que
é serrilhado de um lado de modo que possa afastar a língua de forma mais firme e recolhê-la
para a posição medial e anterior (Fig. 6-9, A). Quando este afastador é utilizado, o cuidado
deve ser tomado para não posicioná-lo tão posteriormente, a ponto de provocar náusea, ou
empurrar a língua para a orofaringe (Fig. 6-9, B).Uma pinça de campo (Fig. 6-28, p. 76)
também pode ser usado para segurar a língua, em determinadas circunstâncias. Quando se
realiza o procedimento da biopsia na parte posterior da língua, a maneira mais positiva para
controlá-la é segurando-a na posição anterior com uma pinça de campo. A anestesia local
deve ser profunda onde a pinça está colocada, e é aconselhável mencionar ao paciente que
este método de afastamento pode ser utilizado, quando indicado.
FIGURA 6-9 A, O afastador de Weider é um grande afastador
concebido para retrair a língua. A superfície serrilhada ajuda a
encaixar a língua de modo que possa sustentá-la de forma segura.
B, O afastador de Weider é usado para manter a língua fora do
campo cirúrgico. O afastador de Austin é utilizado para retrair a
bochecha.
Apreendendo o tecido mole
Vários procedimentos cirúrgicos orais requerem uma compressão sobre o tecido mole pelo
cirurgião-dentista para realizar uma incisão, parar o sangramento, ou para passar uma
agulha de sutura. As pinças para tecido mais comumente utilizadas para este fim são a pinça
de Adson (ou pickup; Fig. 6-10, A). São pinças delicadas, com ou sem pequenos dentes nas
pontas, que pode ser usada para segurar o tecido e assim suavemente estabilizá-lo. Quando
este instrumento é usado, deve-se tomar cuidado para não segurar o tecido com muita força,
esmagando-o. Pinças dentadas permitem que tecido seja segurado com um aperto mais
delicado do que uma pinça sem dentes.
FIGURA 6-10 A, As pequenas e delicadas pinças de Adson são
usadas para estabilizar suavemente o tecido mole para sutura ou
dissecção. B, A pinça de Stillies (superior) é maior do que a pinça de
Adson e é usado para manipular tecido na face mais posterior da
boca. As pinças de apreensão (inferior) são fórceps angulares
usados para pegar pequenos objetos na boca ou do suporte da
bandeja. As pinças de apreensão mostradas aqui são a versão de
cremalheira.
Ao trabalhar na parte posterior da boca, a pinça de Adson pode ser muito curto. A pinça
mais longa que têm uma forma semelhante é a pinça de Stillies. Essas pinças têm,
geralmente, de 18 a 22 centímetros de comprimento e podem facilmente apreender o tecido
na parte posterior da boca, deixando ainda saliente o suficiente do instrumento para além dos
lábios a fim de que o cirurgião-dentista segure-as e facilmente controle-as (Fig. 6-10, B).
Ocasionalmente, é mais conveniente ter uma pinça angulada. Um tipo de pinça é a de
algodão (também chamada pinça universitária), pinça acadêmica (elas também são
chamadas de pinças de algodão) (Fig. 6-10, B). Embora essas pinças não sejam
especialmente úteis para o manuseio de tecido, elas são um excelente instrumento para
pegar fragmentos soltos de dente, amálgama, ou outros materiais estranhos, e para se
colocar ou remover compressas de gaze.
Em alguns tipos de cirurgia, especialmente quando se removem grandes quantidades de
tecido ou se fazem biopsias, como em um epúlide fissurada, necessita-se de pinças com
travas nos cabos e dentes que vão apreender o tecido firmemente. Nesta situação, as pinças
de Allis para tecidos são utilizadas (Fig. 6-11, A e B). A cremalheira do cabo permite que as
pinças sejam colocados na posição correta e, em seguida, segurados por um assistente a
fim de fornecer a tensão necessária para uma dissecação do tecido. A pinça de Allis nunca
deve ser usado no tecido que será deixado na boca, porque eles causam uma quantidade
relativamente grande de destruição de tecido como resultado de lesão por esmagamento
(Fig. 6-11, C). No entanto, a pinça pode ser usada para apreender a língua de uma maneira
semelhante a uma pinça de campo.
FIGURA 6-11 A, A pinça de Allis é útil para apreender e segurar o
tecido que será excisado. B, Deve-se segurar a pinça de Allis como
se segura uma agulha. C, Uma comparação entre os bicos da Adson
(à direita) com os bicos da Allis (à esquerda) mostra as diferenças em
seus designs e usos.
Controlando hemorragias
Quando se