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Principios de exodontia -Cirurgia Oral e Maxilofacial Contemporânea 6ª Edição - Hupp

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para a parte ativa, ou a lâmina, da
alavanca. A haste é geralmente de tamanho substancial e é suficientemente forte para
transmitir a força do cabo para a lâmina. A lâmina da alavanca é a sua parte ativa e é utilizada
para transmitir a força para os dentes, ossos, ou ambos.
Tipos de Alavancas
A maior variação no tipo de alavancas está na forma e no tamanho da lâmina. Os três tipos
básicos de alavancas são (1) o tipo reto, (2) o tipo de triângulo ou em forma de flâmula, e (3) o
tipo apical. A alavanca reta é a mais comumente usada para luxar dentes (Fig. 6-32, A). A
lâmina da frente da alavanca tem uma superfície côncava de um lado, que é colocada para o
dente a ser elevado (Fig. 6-32, B). A alavanca reta pequena, nº 301, é frequentemente usada
para iniciar a luxação de um dente erupcionado antes do uso do fórceps (Fig. 6-33). As
alavancas retas maiores são utilizadas para descolar as raízes de seus alvéolos e também
são usadas para luxar os dentes mais espaçados, uma vez que a alavanca reta de menor
porte torna-se menos eficaz. A alavanca reta maior mais comumente utilizada é a nº 34S, mas
o nº 46 e o nº 77R também são usadas ocasionalmente.
FIGURA 6-32 A, Alavancas retas são as mais comumente
utilizadas. B e C, A lâmina da alavanca reta é côncava no lado de
trabalho.
FIGURA 6-33 Variedade de tamanhos de alavancas retas, que
variam baseadas na largura da lâmina.
A forma da lâmina da alavanca reta pode ser angulada a partir da haste, permitindo a este
instrumento uma utilização em faces mais posteriores da boca. Dois exemplos da haste
angulada da alavanca com uma lâmina semelhante à da alavanca reta são as alavancas de
Miller e Potts.
O segundo tipo de alavanca mais comumente usada é a triangular (Fig. 6-34). Estas
alavancas são fornecidas em pares: uma esquerda e uma direita. A alavanca triangular é
mais útil quando a raiz fraturada permanece no alvéolo do dente e o alvéolo adjacente está
vazio. Um exemplo típico seria quando há a fratura de um primeiro molar inferior, deixando a
raiz distal no receptáculo, mas removendo a raiz mesial com a coroa. A ponta da alavanca
triangular é colocada no alvéolo, com a haste da alavanca apoiada na cortical óssea
vestibular. A alavanca é então girada em uma rotação de rodas e eixos, com a ponta afiada
do elevador envolvendo o cemento da raiz distal remanescente, então vira-se a alavanca, e a
raiz é removida. Alavancas triangulares vêm em uma variedade de tipos e angulações, mas a
Cryer é a mais comum (pares dessas alavancas são também comumente referidas como
“alavancas leste-oeste”).
FIGURA 6-34 Alavancas triangulares (Cryer) são pares de
instrumentos e, portanto, utilizadas para as raízes mesial ou distal.
O terceiro tipo de alavanca utilizada com alguma frequência é a alavanca do tipo apical.
Este tipo de alavanca é usada para remover raízes. A versão robusta dessa alavanca apical é
a do tipo Crane (Fig. 6-35). Este instrumento é utilizado como uma alavanca para elevar uma
raiz fraturada do alvéolo do dente. Normalmente, é necessário fazer um furo com uma broca
(ponto de apoio) de aproximadamente 3 mm de profundidade na raiz na altura da crista
óssea. A ponta da alavanca é então inserida no furo, e com a cortical vestibular do osso como
um fulcro, a raiz é elevada do alvéolo do dente. Ocasionalmente, a ponta afiada pode ser
usada sem a preparação de um ponto de apoio ao envolver o cemento ou a bifurcação do
dente.
FIGURA 6-35 Alavanca de Crane ou apical é um instrumento
pesado usado para elevar raízes inteiras ou até mesmo dentes após
a preparação do ponto de apoio com uma broca.
O segundo tipo de alavanca apical é o elevador de ápice radicular (Fig. 6-36). O elevador
apical é um instrumento delicado usado para luxar pequenos ápices dentais de seus
alvéolos. Enfatiza-se que este é um instrumento fino e não deve ser usado como roda-eixo ou
alavanca, tipo Cryer ou Crane apical. A ponta da raiz é usada para luxar uma pequena
extremidade da raiz de um dente, inserindo a ponta no espaço do ligamento periodontal entre
a ponta da raiz e a parede do alvéolo.
FIGURA 6-36 O delicado elevador para ápices radiculares é usado
para luxar o ápice radicular no alvéolo. A ponta fina pode se quebrar
ou dobrar, se o instrumento for utilizado de forma inadequada.
Periótomos
Periótomos são instrumentos utilizados para extrair dentes preservando a anatomia do
alvéolo do dente. O princípio geral da sua utilização é cortar alguns dos ligamentos
periodontais do dente a fim de facilitar sua remoção. Existem vários tipos de periótomos com
diferentes formas de lâmina (Fig. 6-37).
FIGURA 6-37 Um periótomo que tem cabos e lâminas substituíveis.
Outros tipos de periótomos têm lâminas fixas ou são ligados a um
motor.
A ponta da lâmina do periótomo é inserida no espaço do ligamento periodontal e
avançado através de pressão no sentido apical, ao longo do eixo do dente. Ela avança cerca
de 2 a 3 milímetros (mm) e, em seguida, é removida e reinserida num local acessível
adjacente. O processo continua em torno do dente, avançando gradualmente a profundidade
da ponta do periótomo, progredindo apicalmente. Após a separação suficiente dos
ligamentos periodontais, o dente é retirado por meio de uma alavanca dental, um fórceps de
extração, ou ambos, tendo o cuidado de evitar a expansão excessiva ou a fratura do osso.
Fórceps de Extração
Os fórceps de extração são instrumentos utilizados para remoção do dente do osso alveolar.
O ideal é que os fórceps sejam usados para auxiliar a alavanca na luxação dos dentes dos
alvéolos, em vez de puxar os dentes de suas bases. Eles também podem ajudar a expandir
o osso quando usados corretamente.
Fórceps são projetados em muitos estilos e configurações para se adaptar à variedade de
dentes para os quais são usados. Cada projeto básico oferece uma multiplicidade de
variações para coincidir com as preferências individuais do operador. Esta seção lida com os
projetos básicos e fundamentais e discute brevemente algumas das variações.
Componentes do fórceps
Os componentes básicos de um fórceps de extração dentária são o cabo, dobradiça e parte
ativa (Fig. 6-38). Os cabos são geralmente de tamanho adequado para serem usados
confortavelmente e oferecer pressão suficiente e alavancagem para remover o dente
desejado. Os cabos têm uma superfície serrilhada para permitir um aperto positivo e para
evitar o deslizamento.
FIGURA 6-38 Componentes básicos do fórceps para exodontia.
Os cabos dos fórceps são seguros de formas diferentes dependendo da posição do dente
a ser removido. Os fórceps maxilares são seguros com a palma da mão sob o fórceps de
maneira que a parte ativa seja direcionada para cima (Fig. 6-39). Os fórceps utilizados para
remoção de dentes mandibulares são seguros com a palma da mão sobre o fórceps de
maneira que a ponta seja direcionada para baixo, na direção dos dentes (Fig. 6-40). Os
cabos dos fórceps geralmente são retos, mas podem ser curvos. Isto proporciona ao
operador uma sensação de “melhor pega” (Fig. 6-41).
FIGURA 6-39 Fórceps utilizados para remover dentes superiores
são segurados com a palma da mão sob o cabo.
FIGURA 6-40 A, Segura-se os fórceps utilizados para remover os
dentes mandibulares com a palma da mão em cima dele. B,
Consegue-se uma aderência mais firme para a entrega de uma
maior quantidade de força de rotação movendo o polegar em torno e
por baixo do cabo.
FIGURA 6-41 Cabos retos são geralmente os preferidos, mas
alguns cirurgiões preferem cabos curvos.
A dobradiça do fórceps, como a haste da alavanca é apenas um mecanismo para
conectar o cabo à parte ativa. A articulação transfere e concentra a força aplicada aos cabos
para a ponta. Existe uma diferença distinta de estilos: o tipo americano comum tem a
dobradiça na direção horizontal e é usado como foi descrito (Fig. 6-38). A preferência inglesa
é pela dobradiça vertical e o cabo vertical correspondente (Fig. 6-42, A). Desta forma, o cabo
e a dobradiça do estilo inglês são usados com a mão na direção vertical de maneira oposta