Buscar

Resumo - Teoria Geral dos Recursos Trabalhistas - Lucas Brum

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes
Você viu 3, do total de 21 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes
Você viu 6, do total de 21 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes
Você viu 9, do total de 21 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Prévia do material em texto

Direito Processual do Trabalho
Professor: Lucas Barbosa Brum 
2016
AULAS XIV a XX
TEORIA DOS RECURSOS
Meios de impugnação dos atos do juiz.
· Ações autônomas de impugnação.
· Meios corretivos de impugnação
· Procedimentos ordinatórios de impugnação. 
· Recurso. 
1 – RECURSO. 
Conceito: Remédio voluntário idôneo a ensejar, dentro do mesmo processo, a reforma, a invalidação, o esclarecimento ou a integração de decisão judicial que se impugna.
1- Voluntário: Depende de ato volitivo das partes. Nesse contexto o reexame necessário não pode ser encarado como recurso.
2- Dentro do mesmo processo: Deve objetivar efeitos dentro da mesma relação processual. 
3- Reformar: Busca-se uma nova decisão que substituirá a decisão do juízo a quo. Ataca o erro de julgamento. 
4- Invalidação: Busca-se anular a decisão proferida, ou seja, retira-se do mundo jurídico a decisão eivada de vício. Ataca o erro de processamento.
5- Esclarecimento e Integração: Visa-se sanar a obscuridade, contradição ou omissão da decisão. 
Classificação dos Recursos:
	Quanto ao objeto/assunto:
	Ordinários
	Tutela o direito subjetivo. Objetivam a revisão do julgado, devolvendo ao Tribunal ad quem o exame de toda a matéria impugnada (matéria de fato e de direito). Ex.: Recurso Ordinário, Agravo de Petição. 
	Extraordinários
	Tutela o direito objetivo. Recurso que versa sobre matéria exclusivamente de direito, sendo vedado ao órgão julgador o reexame de fatos e provas. Não se interliga a justiça da decisão.
 
	Quanto a fundamentação.
	Livre
	A lei não impõe fundamentação pré-fixada para apresentação do recurso. 
	Vinculada
	Quando a própria lei estabelece quais sãos os vícios específicos que se pode impugnar. Ex. Embargos de declaração. 
	Quanto à extensão da matéria:
	Total
	Ataca toda a decisão impugnada com base na sucumbência; 
	Parcial
	Ataca parte da decisão impugnada, aceitando matérias que foi sucumbente. 
	Quanto a independência
	Principal
	A análise dos pressupostos é independente.
	Subordinado
	A sua admissibilidade fica subordinada a do recurso principal. 
Recurso Adesivo
É espécie de recurso subordinado. Na verdade, trata-se de mero meio de interposição recursal.
CPC/15, Art. 997.  Cada parte interporá o recurso independentemente, no prazo e com observância das exigências legais.
§ 1o Sendo vencidos autor e réu, ao recurso interposto por qualquer deles poderá aderir o outro.
§ 2o O recurso adesivo fica subordinado ao recurso independente, sendo-lhe aplicáveis as mesmas regras deste quanto aos requisitos de admissibilidade e julgamento no tribunal, salvo disposição legal diversa, observado, ainda, o seguinte:
I - será dirigido ao órgão perante o qual o recurso independente fora interposto, no prazo de que a parte dispõe para responder;
II - será admissível na apelação, no recurso extraordinário e no recurso especial;
III - não será conhecido, se houver desistência do recurso principal ou se for ele considerado inadmissível.
TST, Súm. 283: O recurso adesivo é compatível com o processo do trabalho e cabe, no prazo de 8 (oito) dias, sendo desnecessário que a matéria nele veiculada esteja relacionada com a do recurso interposto pela parte contrária, nas hipóteses de interposição de:
a) recurso ordinário, 
b) de agravo de petição, 
c) de revista e 
d) de embargos, 
Prazo em Dobro? 
Doutrina e jurisprudência divergem quanto ao prazo para as pessoas jurídicas de direito público e o Ministério Público utilizarem-se do recurso adesivo, entendendo a maioria que o prazo, no caso do recurso em destaque, seria simples e não em dobro, uma vez que o recurso adesivo deve ser interposto no prazo das contrarrazões (onde não há privilégio de prazo em dobro para os entes públicos e o Ministério Público).
Caso o litigante recorra de forma autônoma da parte da decisão que lhe seja desfavorável? Não poderá mais se valer do recurso adesivo, em função da denominada preclusão consumativa e de ofensa ao princípio da unirrecorribilidade (pois estaria o litigante utilizando-se, simultaneamente, de dois recursos para impugnar a mesma decisão);
2. DIREITO INTERTEMPORAL (Eficácia da lei processual no tempo)
Art. 1º LINDB - Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país 45 (quarenta e cinco) dias depois de oficialmente publicada.
1ª Teoria: Unidade do sistema processual: Somente se aplica a nova lei nas relações processuais após iniciadas após sua vigência. 
2ª Teoria da Fase processual: A nova lei aplica-se para a nova fase processual que se inicia depois da vigência. 
3ª Teoria do isolamento dos atos processuais: a qual estabelece que, estando em desenvolvimento um processo, a lei processual nova regulará apenas os atos processuais que serão praticados após sua vigência, não alcançando os atos já realizados sob a égide da lei anterior, os quais serão considerados válidos, produzindo todos os regulares efeitos previstos pela lei velha. (Aplicada em nosso ordenamento)
Como funciona para os recursos? 
A interposição e os pressupostos recursais são apreciados com base na lei velha (lei vigente na data da publicação da decisão que visa se impugnar), já o processamento se faz pela lei nova (em vigência). 
Aplicação da lei n. 13.105/2015 com vigência a partir de 18 de março de 2016.
Decisões Interlocutórias.
São aquelas que de forma incidental resolvem determinadas pendências no decorrer do processo. 
Art. 893 § 1º - Os incidentes do processo são resolvidos pelo próprio Juízo ou Tribunal, admitindo-se a apreciação do merecimento das decisões interlocutórias somente em recursos da decisão definitiva.     
Exceções (Súm. 214/TST) Na Justiça do Trabalho, nos termos do art. 893, § 1.º, da CLT, as decisões interlocutórias não ensejam recurso de imediato, salvo nas hipóteses de decisão: 
a) De TRT contrária à Súmula ou OJ do TST
b) Suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal;
c) Que acolhe exceção de incompetência territorial, com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado, consoante o disposto no art. 799, § 2.º, da CLT”.
Outras hipóteses:
d) Remessa dos autos para outra Justiça: - 799, § 2.º, da CLT: Das decisões sobre exceções de suspeição e incompetência, salvo, quanto a estas, se terminativas do feito, não caberá recurso, podendo, no entanto, as partes alegá-las novamente no recurso que couber da decisão final.
e) Juízo de Admissibilidade pelo tribunal a quo (trancamento): Cabe no caso Agravo de Instrumento. O TST entende como mero despacho. 
f) No rito sumário quando o juiz mante o valor da causa: Recurso de Revisão. 
3. PRINCÍPIOS RECURSAIS
Princípio do Duplo Grau de Jurisdição: O duplo grau de jurisdição é uma previsão normativa – explícita ou implícita – contida em um sistema jurídico para que as decisões judiciais de um processo possam ser submetidas, por intermédio de um recurso voluntário ou de ofício, a um novo julgamento (conteúdo objetivo) por um órgão judicial, geralmente colegiado, e hierarquicamente superior.
Dúvida quanto a estar o não previsto na constituição. 
Princípio da taxatividade: Os recursos devem estar expressamente previstos em lei, sendo certo que compete à União legislar privativamente sobre direito processual (CRFB, art. 22, I).
Princípio da singularidade, unirrecorribilidade ou unicidade recursal: O princípio da singularidade, também chamado de princípio da unirrecorribilidade ou unicidade recursal, não permite a interposição de mais de um recurso contra a mesma decisão (ou parte ou capítulo da mesma decisão).
Exceções:
a) O art. 543 do CPC, que permite a interposição simultânea de recurso extraordinário e recurso especial.
b) No caso de decisão que cabe embargos por divergência e recurso extraordinário por violação constitucional. 
Princípio da Consumação: Ocorre a preclusão consumativa com a interposição de um recurso. 
Princípio da fungibilidade ou conversibilidade: O princípio da fungibilidade permite que o juiz conheça de um recurso que foi erroneamente interposto como se fosse o recurso cabível.
Para aplicação do princípioda fungibilidade, torna-se necessária a conjugação de três fatores:
· Inexistir erro grosseiro;
· Tem que haver dúvida plausível quanto ao recurso cabível;
· O recurso erroneamente interposto deve obedecer ao prazo do recurso cabível.
Princípio da dialeticidade: Necessidade de motivação das razões recursais. 
TST, Art. 899 - Os recursos serão interpostos por simples petição e terão efeito meramente devolutivo, salvo as exceções previstas neste Título, permitida a execução provisória até a penhora.      
TST, SUM 422 RECURSO. FUNDAMENTO AUSENTE OU DEFICIENTE. NÃO CONHECIMENTO 
a) Não se conhece de recurso para o Tribunal Superior do Trabalho (tanto ordinário como extraordinário) se as razões do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida, nos termos em que proferida. 
b) O entendimento referido no item anterior não se aplica em relação à motivação secundária e impertinente, consubstanciada em despacho de admissibilidade de recurso ou em decisão monocrática. 
c) Inaplicável a exigência do item I relativamente ao recurso ordinário da competência de Tribunal Regional do Trabalho, exceto em caso de recurso cuja motivação é inteiramente dissociada dos fundamentos da sentença.
Princípio da voluntariedade: O recurso, em regra, é voluntário, encerrando manifestação do princípio dispositivo.
Neste contexto, o órgão julgador não poderá conhecer de matéria não suscitada no recurso, salvo as de ordem pública, sobre as quais enquanto não houver o trânsito em julgado não se opera a preclusão.
Princípio da proibição da reformatio in pejus: Pelo princípio é vedado ao tribunal, no julgamento de um recurso, proferir decisão mais desfavorável ao recorrente, do que aquela recorrida.
Não se aplica no caso de extinção sem resolução do mérito e aplicação da teoria da causa da madura. 
4. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE
Não se confunde com os pressupostos processuais da ação, assim uma condição ação passar a ser mérito da fase recursal. 
São dois juízos de admissibilidade: 
a) A quo – aquele que proferiu a decisão. Juízo meramente superficial. Recebe ou não recebe.
b) Ad quem – feita por aquele competente para julgar o recurso, de forma definitiva. Conhece ou não conhece. 
CPC/15 Art. 1.010. §3º: Excluiu o juízo de admissibilidade pelo primeiro grau na apelação. 
CPC/15, Art. 1.030, V: Inicialmente o juízo de admissibilidade a quo também tinha sido excluído para o recurso especial e extraordinário, mas com as alterações da lei 13.256/2016 foi mantido. 
No processo do trabalho? Não é aplicável, permanecendo o juízo de admissibilidade a quo em todos os recursos. Art. 2º, IN 39/TST. 
Natureza do juízo de admissibilidade:
a) Positivo: Natureza declaratória. (Pacífico)
b) Negativo: Declaratória com efeitos ex tunc (Barbosa Ferraz). Constitutiva com efeitos ex nunc (Diddier). 
Poderes do relator: 
CPC/15, Art. 932:  Incumbe ao relator:
I - dirigir e ordenar o processo no tribunal, inclusive em relação à produção de prova, bem como, quando for o caso, homologar autocomposição das partes;
II - apreciar o pedido de tutela provisória nos recursos e nos processos de competência originária do tribunal;
III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida;
IV - negar provimento a recurso que for contrário a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal (inclui-se o TST);
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos (inclui-se o TST);
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência;
V - depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dar provimento ao recurso se a decisão recorrida for contrária a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal (inclui-se o TST);
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos (inclui-se o TST);
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência;
VI - decidir o incidente de desconsideração da personalidade jurídica, quando este for instaurado originariamente perante o tribunal;
VII - determinar a intimação do Ministério Público, quando for o caso;
VIII - exercer outras atribuições estabelecidas no regimento interno do tribunal.
Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível.
Súm. 435/TST: Aplica-se subsidiariamente ao processo do trabalho o art. 932 do CPC de 2015 (art. 557 do CPC de 1973).
Obs. TODA decisão monocrática proferida por relator em órgão colegiado é suscetível a um recurso para devolver a questão ao colegiado. Sendo cabível o Agravo Interno ou Agravo Regimental. 
5. PRESSUPOSTOS RECURSAIS OBJETIVOS E SUBJETIVOS
Classificação:
a) Objetivos: ligados ao próprio recurso
b) Subjetivos: ligados ao recorrente.
a) Intrínsecos: Ligados a própria existência ao direito de recorrer. (cabimento, legitimidade, interesse em recorrer, inexistência de fato impeditiva ou extintiva do poder de recorrer). 
 Tese minoritária: São aqueles que dizem respeito a decisão (conteúdo e forma)
b) Extrínsecos: Ao modo formal de interposição do recurso. (tempestividade, preparo e regularidade formal)
Tese minoritária: Concerne a fatores externos a decisão. Nesse caso seria extrínseco a constatação de inexistência de fato impeditiva ou extintiva do poder de recorrer
PRESSUPOSTOS INTRÍNSECOS:
Cabimento: Exige que o pronunciamento seja recorrível e que o recurso interposto seja o adequado, ou seja, o recurso indicado pela lei para impugnar aquele determinado pronunciamento judicial.
Legitimidade: Será considerada como parte legitima, para efeitos de recurso, para recorrer todos aqueles que de alguma forma participaram do processo. 
CPC/15, Art. 1.005: O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita, salvo se distintos ou opostos os seus interesses.
Parágrafo único. Havendo solidariedade passiva, o recurso interposto por um devedor aproveitará aos outros, quando as defesas opostas ao credor Ihes forem comuns.
Princípio da pessoalidade do recurso: O recurso só beneficia aquele que interpôs seu recurso. Somente do litisconsorte unitário haverá o aproveitamento. 
União: No caso de conciliação, o termo que for lavrado valerá como decisão irrecorrível, salvo para a Previdência Social quanto às contribuições que lhe forem devidas. 
A união se torna parte sui generis no tocante as contribuições previdenciárias. 
CLT, Art. 832, §4º, da:   A União será intimada das decisões homologatórias de acordos que contenham parcela indenizatória, na forma do art. 20 da Lei no 11.033, de 21 de dezembro de 2004, facultada a interposição de recurso relativo aostributos que lhe forem devidos
Fundações e Autarquias: OJ 318/SBDI-1: Os Estados e os Municípios não têm legitimidade para recorrer em nome das autarquias detentoras de personalidade jurídica própria, devendo ser representadas pelos procuradores que fazem parte de seus quadros ou por advogados constituídos.
Obs. O procurador do Estado ou do Município poderá apresentar mandato próprio (procuração) para representar as autarquias. 
Serventuários eventuais da justiça: 1ª Tese (majoritária): Não sendo parte não poderia recorrer, no máximo poderia impetrar MS. 
2ª Tese: Podem interpor recurso como parte nos incidentes em que tiver interesse próprio (impedimento, suspeição e honorários)
Advogado: Pode recorrer para pleitear seus honorários, por se tratar de direito próprio.
Terceiro prejudicado: Aquele que somente ingressa no processo em fase recursal. Deve demonstrar prejuízo jurídico.
Se o assistente foi aceito pelo juízo a quo e atingido, solidária ou subsidiariamente, pela condenação, também possuirá legitimidade para recorrer. Mas, se aparece pela primeira vez no processo, interpondorecurso e alegando sua condição de assistente, é terceiro prejudicado, devendo, tão somente, comprovar o nexo de interdependência entre o interesse alegado e a relação jurídica (material) submetida à cognição judicial.
Prazo? É o mesmo das partes. 
Ministério Público: Também possui legitimidade ad recursum o Ministério Público do Trabalho, tanto nos processos em que figura como parte como naqueles em que oficia como custos legis, segundo o disposto no art. 83, VI, da Lei Complementar n. 75/1993.
Interesse recursal: Se o recurso é um prolongamento do exercício do direito de ação ou do direito de defesa, então, o interesse recursal repousa no binômio utilidade-necessidade.
Inexistência de fato impeditiva ou extintiva do poder de recorrer: Estamos falando na aceitação da decisão, renúncia ou desistência do recurso. 
CPC/15, Art. 998.  O recorrente poderá, a qualquer tempo, sem a anuência do recorrido ou dos litisconsortes, desistir do recurso.
Parágrafo único.  A desistência do recurso não impede a análise de questão cuja repercussão geral já tenha sido reconhecida e daquela objeto de julgamento de recursos extraordinários ou especiais repetitivos.
CPC/15, Art. 999.  A renúncia ao direito de recorrer independe da aceitação da outra parte.
CPC/15, Art. 1.000.  A parte que aceitar expressa ou tacitamente a decisão não poderá recorrer (preclusão lógica).
Parágrafo único. Considera-se aceitação tácita a prática, sem nenhuma reserva, de ato incompatível com a vontade de recorrer.
PRESSUPOSTOS EXTRÍNSECOS:
Tempestividade: Regra o prazo de 8 dias. (Lei n. 5.584/70, art. 6º).
Embargos de Declaração – 5 dias
Recurso extraordinário para o STF – 15 dias 
Os prazos são contínuos, não se aplicando a regra de contagem em dias úteis do novo CPC.
Os prazos são próprios e peremptórios, ou seja, não podem as partes, por convenção, prorrogá-los ou alterá-los e geram efeitos processuais (preclusão). 
TST, SUM-385 FERIADO LOCAL. AUSÊNCIA DE EXPEDIENTE FORENSE. PRAZO RECURSAL. PRORROGAÇÃO. COMPROVAÇÃO. NECESSIDADE. ATO ADMINISTRATIVO DO JUÍZO “A QUO” 
· Incumbe à parte o ônus de provar, quando da interposição do recurso, a existência de feriado local que autorize a prorrogação do prazo recursal. 
· Na hipótese de feriado forense, incumbirá à autoridade que proferir a decisão de admissibilidade certificar o expediente nos autos. 
· Na hipótese do inciso anterior, admite-se a reconsideração da análise da tempestividade do recurso, mediante prova documental superveniente, em Agravo Regimental, Agravo de Instrumento ou Embargos de Declaração.
Contagem: Exclusão do dia da ciência (dia do susto) e inclusão do dia do vencimento. 
Súm 1/TST: Quando a intimação tiver lugar na sexta-feira, ou a publicação com efeito de intimação for feita nesse dia, o prazo judicial será contado da segunda-feira imediata, inclusive, salvo se não houver expediente, caso em que fluirá no dia útil que se seguir.
Início do prazo: 
Súm. 197/TST: O prazo para recurso da parte que, intimada, não comparecer à audiência em prosseguimento para a prolação da sentença conta-se de sua publicação.
Súm. 30/TST: Quando não juntada a ata ao processo em 48 horas, contadas da audiência de julgamento (art. 851, § 2º, da CLT), o prazo para recurso será contado da data em que a parte receber a intimação da sentença.
Recesso Forense: Súm. 262/TST O recesso forense e as férias coletivas dos Ministros do Tribunal Superior do Trabalho suspendem os prazos recursais.
Prazos Diferenciados:
Prazo em Dobro (2x) para recorrer: 
· Ministério Público;
· Defensoria Pública;
· Pessoas jurídicas de direito público (excluídas as que exercem atividade econômica). Estão incluídas as EP e SEM que prestam serviços públicos em atividade não concorrencial como a ECT. 
Não está incluída a dobra no prazo para apresentar contrarrazões. 
OJ 310/TST: Inaplicável ao processo do trabalho a norma contida no art. 229, caput e §§ 1º e 2º, do CPC de 2015 (art. 191 do CPC de 1973), em razão de incompatibilidade com a celeridade que lhe é inerente. 
Representação: Como é sabido, o processo do trabalho admite que o jus postulandi possa ser exercido pelas próprias partes (CLT, art. 791), sendo, porém, facultado a estas a possibilidade de constituírem advogados.
Súm 425/TST O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho.
Procuração: Assim, se a parte estiver assistida por advogado, este deverá estar devidamente constituído nos autos, mediante instrumento de mandato (procuração), não se exigindo mais o reconhecimento de firma do constituinte (Lei n. 8.906/94).
Súm 456/TST: É inválido o instrumento de mandato firmado em nome de pessoa jurídica que não contenha, pelo menos, o nome do outorgante e do signatário da procuração, pois estes dados constituem elementos que os individualizam.
OJ 255/TST O art. 75, inciso VIII, do CPC de 2015 (art. 12, VI, do CPC de 1973) não determina a exibição dos estatutos da empresa em juízo como condição de validade do instrumento de mandato outorgado ao seu procurador, salvo se houver impugnação da parte contrária.
Súm. 164/TST. Mandato Tácito: O não-cumprimento das determinações dos §§ 1º e 2º do art. 5º da Lei nº 8.906, de 04.07.1994 e do art. 37, parágrafo único, do Código de Processo Civil importa o não-conhecimento de recurso, por inexistente, exceto na hipótese de mandato tácito.
OJ 200 SBDI/TST: É inválido o substabelecimento de advogado investido de mandato tácito.
 Mandato apud acta: Concessão de poderes em audiência (mandato expresso sem procuração). 
OJ-SDI1-286 AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRASLADO. MANDATO TÁCITO. ATA DE AUDIÊNCIA. CONFIGURAÇÃO 
I - A juntada da ata de audiência, em que consignada a presença do advogado, desde que não estivesse atuando com mandato expresso, torna dispensável a procuração deste, porque demonstrada a existência de mandato tácito. 
II - Configurada a existência de mandato tácito fica suprida a irregularidade detectada no mandato expresso.
Estagiário: Válidos são os atos praticados por estagiário se, entre o substabelecimento e a interposição do recurso, sobreveio a habilitação, do então estagiário, para atuar como advogado. (oj 319 sbdi-1/TST)
Representação das pessoas jurídicas de direito público (Súm. 436 do TST).
O mandado decorre da própria lei
I - A União, Estados, Municípios e Distrito Federal, suas autarquias e fundações públicas, quando representadas em juízo, ativa e passivamente, por seus procuradores, estão dispensadas da juntada de instrumento de mandato e de comprovação do ato de nomeação. 
II - Para os efeitos do item anterior, é essencial que o signatário ao menos declare-se exercente do cargo de procurador, não bastando a indicação do número de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil.
Possibilidade de regularização? 
TST, SUM 383 MANDATO. ARTS. 13 E 37 DO CPC/73. FASE RECURSAL. INAPLICABILIDADE 
I - É inadmissível, em instância recursal, o oferecimento tardio de procuração, nos termos do art. 37 do CPC, ainda que mediante protesto por posterior juntada, já que a interposição de recurso não pode ser reputada ato urgente. 
II - Inadmissível na fase recursal a regularização da representação processual, na forma do art. 13 do CPC, cuja aplicação se restringe
Em sentido oposto: 
CPC/15, Art. 76.  Verificada a incapacidade processual ou a irregularidade da representação da parte, o juiz suspenderá o processo e designará prazo razoável para que seja sanado o vício. 
§ 2o Descumprida a determinação em fase recursal perante tribunal de justiça, tribunal regional federal ou tribunal superior, o relator:
I - não conhecerá do recurso, se a providência couber ao recorrente;
II - determinará o desentranhamento das contrarrazões, se a providência couber ao recorrido.
Segundo a IN 39/TST o artigo é aplicável e deve levar ao cancelamento da Súm. 384/TST. 
Preparo
Custas: Natureza jurídica de taxa
 Regra dos 2% nomínimo R$ 10,64
	Acordo ou Condenação
	Valor do Acordo (50%-50%) ou da condenação
	- Extinção sem mérito
- Total improcedência
- Ação declaratória
- Ação constitutiva
	Valor da causa 
	Valor indeterminado
	O que o juiz fixar
Quem paga? O vencido, não se aplicando a sucumbência reciproca para a relação empregatícia. 
Quando pagar? As custas serão pagas pelo vencido, após o trânsito em julgado da decisão. No caso de recurso, as custas serão pagas e comprovado o recolhimento dentro do prazo recursal. 
Não se aplica a preclusão consumativa. 
TST, Súm 53: O prazo para pagamento das custas, no caso de recurso, é contado da intimação do cálculo.
Inversão da sucumbência
TST, SUM-25 CUSTAS PROCESSUAIS. INVERSÃO DO ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA. 
I - A parte vencedora na primeira instância, se vencida na segunda, está obrigada, independentemente de intimação, a pagar as custas fixadas na sentença originária, das quais ficara isenta a parte então vencida; 
II - No caso de inversão do ônus da sucumbência em segundo grau, sem acréscimo ou atualização do valor das custas e se estas já foram devidamente recolhidas, descabe um novo pagamento pela parte vencida, ao recorrer. Deverá ao final, se sucumbente, reembolsar a quantia; 
III - Não caracteriza deserção a hipótese em que, acrescido o valor da condenação, não houve fixação ou cálculo do valor devido a título de custas e tampouco intimação da parte para o preparo do recurso, devendo ser as custas pagas ao final; 
IV - O reembolso das custas à parte vencedora faz-se necessário mesmo na hipótese em que a parte vencida for pessoa isenta do seu pagamento, nos termos do art. 790-A, parágrafo único, da CLT.
Isenção ao pagamento de custas.
CLT, Art. 790-A: São isentos do pagamento de custas, além dos beneficiários de justiça gratuita: 
I – a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e respectivas autarquias e fundações públicas federais, estaduais ou municipais que não explorem atividade econômica; 
Inf. 101: As prerrogativas dos arts. 790-A da CLT e 1º, IV, do Decreto-Lei nº 779 aplicam-se às fundações que, embora instituídas como de direito privado, exercem atividades voltadas ao interesse público, sem finalidade lucrativa e financiadas exclusivamente por verbas públicas. Desse modo, a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH), sucessora do Hospital Municipal de Novo Hamburgo, instituída pela Lei Municipal nº 1.980/2009 como entidade jurídica sem fins lucrativos, de interesse coletivo e de utilidade pública, que presta serviços de saúde em caráter integral, cumprindo contratos de gestão com o Município de Novo Hamburgo e atuando exclusivamente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), está isenta do pagamento de custas e do recolhimento do depósito recursal.
II – o Ministério Público do Trabalho. 
Parágrafo único. A isenção prevista neste artigo não alcança as entidades fiscalizadoras do exercício profissional, nem exime as pessoas jurídicas referidas no inciso I da obrigação de reembolsar as despesas judiciais realizadas pela parte vencedora.
Inf. 44 Os conselhos de fiscalização do exercício profissional constituem autarquias especiais instituídas pelo Estado para a consecução de um fim de interesse público, qual seja, fiscalizar o exercício das profissões correspondentes. Sendo assim, a eles se aplicam os privilégios de que trata o Decreto-Lei nº 779/69, inclusive no que diz respeito à dispensa de recolhimento de custas processuais e de depósito recursal e à concessão de prazo em dobro para recorrer.
SUM-86 DESERÇÃO. MASSA FALIDA. EMPRESA EM LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL Não ocorre deserção de recurso da massa falida por falta de pagamento de custas ou de depósito do valor da condenação. Esse privilégio, todavia, não se aplica à empresa em liquidação extrajudicial.
Tal dispositivo não implica em isenção, pois a massa falida será cobrada pelo valor das custas judiciais. 
Depósito recursal – IN 03/1993
I – Os depósitos de que trata o art. 40, e seus parágrafos, da Lei n. 8.177/1991, com a redação dada pelo art. 8º da Lei n. 8.542/1992, e o depósito de que tratam o § 5º, I, do art. 897 e o § 7º do art. 899, ambos da CLT, com a redação dada pela Lei n. 12.275, de 29/6/2010, não têm natureza jurídica de taxa de recurso, mas de garantia do juízo recursal, que pressupõe decisão condenatória ou executória de obrigação de pagamento em pecúnia, com valor líquido ou arbitrado.
Súm. 161/TST: Se não há condenação a pagamento em pecúnia, descabe o depósito de que tratam os §§ 1º e 2º do art. 899 da CLT 
Limite de valores: de 1-8-2016 a 31-7-2017: 
	Recurso Ordinário
	R$ 8.959,63
	Recurso de Revista, Embargos e Recurso Extraordinário.
	R$ 17.919,26
	Recurso em Ação Rescisória
	R$ 17.919,26
	Agravo de instrumento
	50% (cinquenta por cento) do valor do depósito do recurso ao qual se pretende destrancar”;
CLT,  Art. 899 § 8o Quando o agravo de instrumento tem a finalidade de destrancar recurso de revista que se insurge contra decisão que contraria a jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do Trabalho, consubstanciada nas suas súmulas ou em orientação jurisprudencial, não haverá obrigatoriedade de se efetuar o depósito referido no § 7o deste artigo.           
- Depositado o valor total da condenação, nenhum depósito será exigido nos recursos das decisões posteriores, salvo se o valor da condenação vier a ser ampliado;
- Se o valor constante do primeiro depósito, efetuado no limite legal, é inferior ao da condenação, será devida complementação de depósito em recurso posterior, observado o valor nominal remanescente da condenação e/ou os limites legais para cada novo recurso;
- Havendo acréscimo ou redução da condenação em grau recursal, o juízo prolator da decisão arbitrará novo valor à condenação, quer para a exigibilidade de depósito ou complementação do já depositado, para o caso de recurso subsequente, quer para liberação do valor excedente decorrente da redução da condenação;
Súm. 128, I/TST: É ônus da parte recorrente efetuar o depósito legal, integralmente, em relação a cada novo recurso interposto, sob pena de deserção. Atingido o valor da condenação, nenhum depósito mais é exigido para qualquer recurso
Guia a ser utilizada: Nos dissídios individuais singulares o depósito será efetivado pelo recorrente, mediante a utilização das guias correspondentes, na conta do empregado no FGTS – Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, em conformidade com os §§ 4º e 5º do art. 899 da CLT, ou fora dela, desde que feito na sede do juízo e permaneça à disposição deste, mediante guia de depósito judicial extraída pela Secretaria Judiciária;
Súm. 426/TST: Nos dissídios individuais o depósito recursal será efetivado mediante a utilização da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP, nos termos dos §§ 4º e 5º do art. 899 da CLT, admitido o depósito judicial, realizado na sede do juízo e à disposição deste, na hipótese de relação de trabalho não submetida ao regime do FGTS.
- Nas reclamatórias plúrimas e nas em que houver substituição processual, será arbitrado o valor total da condenação, para o atendimento da exigência legal do depósito recursal, em conformidade com as alíneas anteriores, mediante guia de depósito judicial extraída pela Secretaria Judiciária do órgão em que se encontra o processo;
- A expedição de Mandado de Citação Penhora e Avaliação em fase definitiva ou provisória de execução deverá levar em conta a dedução dos valores já depositados nos autos, em especial o depósito recursal;
- Com o trânsito em julgado da decisão que absolveu o demandado da condenação, ser-lhe-á autorizado o levantamento do valor depositado e seus acréscimos.
Ação rescisória. 
Súm. 99/TST: Havendo recurso ordinário em sede de rescisória, o depósito recursal só é exigível quando for julgado procedente o pedido e imposta condenação em pecúnia, devendo este ser efetuado no prazo recursal, no limite e nos termos da legislação vigente, sob pena de deserção.
Depósito na execução 
Súm. 128, II, TST - Garantido o juízo, na fase executória, a exigência de depósitopara recorrer de qualquer decisão viola os incisos II e LV do art. 5º da CF/1988. Havendo, porém, elevação do valor do débito, exige-se a complementação da garantia do juízo.
Dissídio Coletivo: V – Nos termos da redação do § 3º do art. 40, não é exigido depósito para recurso ordinário interposto em dissídio coletivo, eis que a regra aludida atribui apenas valor ao recurso, com efeitos limitados, portanto, ao cálculo das custas processuais.
Atualização:
Os valores alusivos aos limites de depósito recursal serão reajustados anualmente pela variação acumulada do INPC do IBGE dos doze meses imediatamente anteriores, e serão calculados e publicados no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho por ato do Presidente do Tribunal Superior do Trabalho, tornando-se obrigatória a sua observância a partir do quinto dia seguinte ao da publicação.
Prazo: 
 (Súm 245/TST): Depósito recursal deve ser feito e comprovado no prazo alusivo ao recurso. A interposição antecipada deste não prejudica a dilação legal.
Dispensa do depósito: Não é exigido depósito recursal, em qualquer fase do processo ou grau de jurisdição:
a) dos entes de direito público externo e 
b) das pessoas de direito público contempladas no Decreto-Lei n. 779, de 21/8/1969,
c) da massa falida, 
d) da herança jacente e 
e) da parte que, comprovando insuficiência de recursos, receber assistência judiciária integral e gratuita do Estado (art. 5º, LXXIV, CF).
f) Ministério Público do Trabalho
Acordo: Havendo acordo para extinção do processo, as partes disporão sobre o valor depositado. Na ausência de expressa estipulação dos interessados, o valor disponível será liberado em favor da parte depositante.
Condenação solidária (Súm. 128, III). Havendo condenação solidária de duas ou mais empresas, o depósito recursal efetuado por uma delas aproveita as demais, quando a empresa que efetuou o depósito não pleiteia sua exclusão da lide.
Credenciamento dos bancos (súm 217/TST) O credenciamento dos bancos para o fim de recebimento do depósito recursal é fato notório, independendo da prova.
Possibilidade de regularização das custas e do depósito recursal: 
CPC/15, Art. 1.007.  No ato de interposição do recurso, o recorrente comprovará, quando exigido pela legislação pertinente, o respectivo preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, sob pena de deserção.
§ 2o A insuficiência no valor do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, implicará deserção se o recorrente, intimado na pessoa de seu advogado, não vier a supri-lo no prazo de 5 (cinco) dias.
No processo do trabalho a necessidade de intimar o advogado para suprir a insuficiência no valor do preparo somente é aplicável às custas, nesse sentido:
IN 39/TST. Art. 10, parágrafo único. A insuficiência no valor do preparo do recurso, no processo do trabalho, para os efeitos do § 2º do art. 1007 do PCCP, concerne unicamente às custas processuais, não ao depósito recursal. 
Regularidade Formal
a) Assinatura. 
O recurso não assinado é considerado não existente, mas basta a assinatura em uma das peças (interposição ou razões). 
Princípio da existência concreta (assinatura diversa): Inf. 05/TST É regular a representação na hipótese em que o recurso interposto por meio do sistema E-DOC vem subscrito por advogado diverso daquele que procedeu à assinatura digital, desde que haja nos autos instrumento de mandato habilitando ambos os causídicos. Ademais, em atenção ao princípio da existência concreta, segundo o qual nas relações virtuais predomina aquilo que verdadeiramente ocorre e não aquilo que é estipulado, tem-se que, se aposto nome de advogado diverso daquele que assinou digitalmente o recurso, o efetivo subscritor do apelo é aquele cuja chave de assinatura foi registrada, responsabilizando-se pela petição entregue, desde que devidamente constituído nos autos. 
b) Documentos novos 
Súm. 8/TST: A juntada de documentos na fase recursal só se justifica quando provado o justo impedimento para sua oportuna apresentação ou se referir a fato posterior à sentença.
6. EFEITOS RECURSOS
1 – Efeito obstativo: Obsta a formação da coisa julgada, não ocorre com a interposição de recurso intempestivo. 
Súm. 100, III, TST - Salvo se houver dúvida razoável, a interposição de recurso intempestivo ou a interposição de recurso incabível não protrai o termo inicial do prazo decadencial.
2 – Efeito devolutivo: a delimitação da matéria submetida à apreciação e julgamento pelo órgão judicial destinatário do recurso, uma vez que este, como é cediço, só poderá, em regra, julgar as questões debatidas no processo e que constem das razões recursais, mediante pedido de nova decisão. Perfaz-se no brocardo tantum devoluton quantum apellatum. 
2.1 - Quanto à extensão: Deve-se verificar a quantidade de matérias veiculadas no recurso que serão apreciadas e julgadas pelo órgão ad quem. 
CPC/15, Art. 1.013:  A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada.
§ 1º  Serão, porém, objeto de apreciação e julgamento pelo tribunal todas as questões suscitadas e discutidas no processo, ainda que não tenham sido solucionadas, desde que relativas ao capítulo impugnado.
2.2 - Quanto à profundidade: Deve-se examinar a qualidade das matérias que são submetidas à apreciação do órgão ad quem este fica em pé de igualdade com o juízo ad quo
§ 2o Quando o pedido ou a defesa tiver mais de um fundamento e o juiz acolher apenas um deles, a apelação devolverá ao tribunal o conhecimento dos demais.
SUM-393 RECURSO ORDINÁRIO. EFEITO DEVOLUTIVO EM PROFUNDIDADE. ART. 1.013, § 1º, do CPC DE 2015. ART. 515, § 1º, DO CPC de 1973 I - O efeito devolutivo em profundidade do recurso ordinário, que se extrai do § 1º do art. 1.013 do CPC de 2015 (art. 515, §1º, do CPC de 1973), transfere ao Tribunal a apreciação dos fundamentos da inicial ou da defesa, não examinados pela sentença, ainda que não renovados em contrarrazões, desde que relativos ao capítulo impugnado. 
II - Se o processo estiver em condições, o tribunal, ao julgar o recurso ordinário, deverá decidir desde logo o mérito da causa, nos termos do § 3º do art. 1.013 do CPC de 2015, inclusive quando constatar a omissão da sentença no exame de um dos pedidos.
CPC/15, Art. 1.013, § 3º, Se o processo estiver em  condições de imediato julgamento, o tribunal deve decidir desde logo o mérito quando:
a) I - reformar sentença fundada no art. 485 (sem resolução de mérito);
b) II - decretar a nulidade da sentença por não ser ela congruente com os limites do pedido ou da causa de pedir (extra e ultra petita);
c) III - constatar a omissão no exame de um dos pedidos, hipótese em que poderá julgá-lo (citra petita);
d) IV - decretar a nulidade de sentença por falta de fundamentação.
§ 4o Quando reformar sentença que reconheça a decadência ou a prescrição, o tribunal, se possível, julgará o mérito, examinando as demais questões, sem determinar o retorno do processo ao juízo de primeiro grau.
§ 5o O capítulo da sentença que confirma, concede ou revoga a tutela provisória é impugnável na apelação.
CPC/15, Art. 1.014.  As questões de fato não propostas no juízo inferior poderão ser suscitadas na apelação, se a parte provar que deixou de fazê-lo por motivo de força maior.
‘O principal atributo é o de adiar os efeitos da decisão impugnada, não admitindo, portanto, a execução provisória. 
A regra no processo trabalhista é pela não ocorrência de tal efeito (art. 899, CLT) e a possibilidade de execução provisória. 
Os recursos serão interpostos por simples petição e terão efeito meramente devolutivo, salvo as exceções previstas neste Título, permitida a execução até a penhora. 
O efeito suspensivo poderá ser requerido mediante ação cautelar inominada. 
Súm. 414/TST: I - A antecipação da tutela concedida na sentença não comporta impugnação pela via do mandado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. A ação cautelar é o meio próprio para se obter efeito suspensivo a recurso
3 – Efeito translativo: Em relação às questões de ordem pública, as quais devem ser conhecidas de ofício, não se opera a preclusão,podendo o juiz ou tribunal decidir tais questões ainda que não constem das razões recursais ou das contrarrazões, gerando o denominado efeito translativo do recurso.
Não se aplica aos recursos de natureza extraordinária.
OJ 62 SBDI/TST: É necessário o prequestionamento como pressuposto de admissibilidade em recurso de natureza extraordinária, ainda que se trate de incompetência absoluta.
Prescrição de ofício? Não é aplicada no processo do trabalho. 
4 – Efeito regressivo: O efeito regressivo do recurso consiste na possibilidade de retratação ou reconsideração pela mesma autoridade prolatora da decisão.
Esse efeito, no âmbito laboral, ocorre nos recursos de agravo de instrumento e agravo regimental, sendo lícito à autoridade julgadora, em função dos princípios da economia processual e celeridade, reconsiderar a decisão objeto do agravo.
Com o advento do novo CPC também ocorrerá no Recurso Ordinário que busca a reforma de sentença que não resolveu o mérito da ação conforme art. 485, § 7º, do NCPC. 
5 – Efeito expansivo: Ocorre sempre que o julgamento do recurso ensejar decisão mais abrangente do que a matéria impugnada – ou ainda quando atingir sujeito que não participara, como partes do recurso, apesar de serem partes da demanda. Na primeira hipótese haverá efeito expansivo objetivo, que ainda poderá ser interno ou externo, a depender de a matéria atingida pelo julgamento do recurso estar localizada dentro ou fora da decisão impugnada. Na segunda hipótese tem-se o efeito expansivo subjetivo. 
6 – Efeito substitutivo: A decisão proferida pelo juízo ad quem substitui a decisão recorrida no que tiver sido objeto do recurso (CPC/15, art. 1.008).
Ocorrerá efeito substitutivo quando o órgão ad quem: a) conhecer do recurso e negar provimento, pelos mesmos fundamentos ou por outros fundamentos; ou b) conhecer do recurso e der provimento em razão de error in judicando – a decisão recorrida é tida como injusta devido a uma má apreciação do fato ou do direito, motivo pelo qual será reformada, e não anulada
Súm 192/TST III - Em face do disposto no art. 512 do CPC, é juridicamente impossível o pedido explícito de desconstituição de sentença quando substituída por acórdão do Tribunal Regional ou superveniente sentença homologatória de acordo que puser fim ao litígio. 
IV - É manifesta a impossibilidade jurídica do pedido de rescisão de julgado proferido em agravo de instrumento que, limitando-se a aferir o eventual desacerto do juízo negativo de admissibilidade do recurso de revista, não substitui o acórdão regional, na forma do art. 512 do CPC. 
V - A decisão proferida pela SBDI, em sede de agravo regimental, calcada na Súmula nº 333, substitui acórdão de Turma do TST, porque emite juízo de mérito, comportando, em tese, o corte rescisório. 
7. RECURSOS EM ESPÉCIE
RECURSO ORDINÁRIO
CLT, Art. 895 - Cabe recurso ordinário para a instância superior:  
a) das decisões definitivas ou terminativas das Varas e Juízos, no prazo de 8 (oito) dias;
b) das decisões definitivas ou terminativas dos Tribunais Regionais, em processos de sua competência originária, no prazo de 8 (oito) dias, quer nos dissídios individuais, quer nos dissídios coletivos.        
 § 1º - Nas reclamações sujeitas ao procedimento sumaríssimo, o recurso ordinário
II - será imediatamente distribuído, uma vez recebido no Tribunal, devendo o relator liberá-lo no prazo máximo de dez dias, e a Secretaria do Tribunal ou Turma colocá-lo imediatamente em pauta para julgamento, sem revisor;  
III - terá parecer oral do representante do Ministério Público presente à sessão de julgamento, se este entender necessário o parecer, com registro na certidão;  
IV - terá acórdão consistente unicamente na certidão de julgamento, com a indicação suficiente do processo e parte dispositiva, e das razões de decidir do voto prevalente. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a certidão de julgamento, registrando tal circunstância, servirá de acórdão.        
§ 2º Os Tribunais Regionais, divididos em Turmas, poderão designar Turma para o julgamento dos recursos ordinários interpostos das sentenças prolatadas nas demandas sujeitas ao procedimento sumaríssimo.       
AGRAVO DE PETIÇÃO
CLT, ART. 897, “B”, DA CLT
Prazo = 8 dias.
Objeto = decisões do Juiz ou Presidente, nas execuções.
Competência de julgamento: 
a) Decisões do Juiz – Turma do Tribunal a que ele se subordina.
b) Decisões dos Tribunais – Próprio Tribunal, presidido pela autoridade recorrida. 
Decisões interlocutórias? Em regra, não cabe o agravo de petição, excepcionalmente será aceito desde que crie um objeto intransponível ou um grave prejuízo à parte. 
Despachos? Não cabem AP.
Liquidação de sentença? Em regra, não se admite recurso imediato, o que somente será oponível após a constrição de bens (embargos à execução). 
Excepcionalmente será aceito recurso quando a liquidação encerrar o procedimento. 
Objeto específico = delimitação específica dos valores e matérias (para o executado).
Na matéria exclusivamente de direito não há necessidade de delimitação de valores. 
Preparo 
a) Custas = Art. 789-A, são pagas somente no final do processo (R$ 44,26) de responsabilidade do executado.
b) Depósito Recursal = Como já há garantia da execução, em regra, dispensável. Havendo majoração da condenação deve ser complementado o depósito. Não obedece ao teto legal, sempre devendo garantir a execução toda.
Cabe AP na execução provisória? “até a penhora”, segundo parte da doutrina abarca todas as impugnações relacionadas com a penhora. 
AGRAVO DE INSTRUMENTO
Possui finalidade única de destrancamento de recursos. 
Prazo de 8 dias, salvo quando busca destrancar RE (10 dias)
CLT, Art. 897 - Cabe agravo, no prazo de 8 (oito) dias: de instrumento, dos despachos que denegarem a interposição de recursos       
É interposto no juiz que negou prosseguimento ao recurso (juízo a quo) e julgado por aquele que deveria conhecer o recurso (juízo ad quem) 
§ 4º - Na hipótese da alínea b deste artigo, o agravo será julgado pelo Tribunal que seria competente para conhecer o recurso cuja interposição foi denegada.      
AIAP – (execução)
§ 2º - O agravo de instrumento interposto contra o despacho que não receber agravo de petição não suspende a execução da sentença.       
Formação do instrumento
§ 5o Sob pena de não conhecimento, as partes promoverão a formação do instrumento do agravo de modo a possibilitar, caso provido, o imediato julgamento do recurso denegado, instruindo a petição de interposição: 
I – OBRIGATORIAMENTE com cópias: 
a) da decisão agravada, 
b) da certidão da respectiva intimação, 
c) das procurações outorgadas aos advogados do agravante e do agravado, 
d) da petição inicial, 
e) da contestação, 
f) da decisão originária, 
g) do depósito recursal referente ao recurso que se pretende destrancar, 
h) da comprovação do recolhimento das custas 
i) do depósito recursal do AI (50%)
 II – FACULTATIVAMENTE, com outras peças que o agravante reputar úteis ao deslinde da matéria de mérito controvertida      
Contraminuta e contrarrazões
§ 6o O agravado será intimado para oferecer resposta ao agravo e ao recurso principal, instruindo-a com as peças que considerar necessárias ao julgamento de ambos os recursos.    
Julgamento conjunto
§ 7o Provido o agravo, a Turma deliberará sobre o julgamento do recurso principal, observando-se, se for o caso, daí em diante, o procedimento relativo a esse recurso.      
AGRAVO INTERNO E AGRAVO REGIMENTAL.
Toda decisão monocrática proferida pelo relator em um Tribunal, por estar agindo em delegação, caberá um recurso para o colegiado que será denominado Agravo. 
Agravo interno – Como sendo os oriundos do art. 1.021 do NCPC, mas com o prazo de 15 dias. 
CAPÍTULO IV
DO AGRAVO INTERNO
CPC/15, Art. 1.021.  Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal.
§ 1o Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamenteos fundamentos da decisão agravada.
§ 2o O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator levá-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta.
§ 3o É vedado ao relator limitar-se à reprodução dos fundamentos da decisão agravada para julgar improcedente o agravo interno.
§ 4o Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou improcedente em votação unânime, o órgão colegiado, em decisão fundamentada, condenará o agravante a pagar ao agravado multa fixada entre um e cinco por cento do valor atualizado da causa.
§ 5o A interposição de qualquer outro recurso está condicionada ao depósito prévio do valor da multa prevista no § 4o, à exceção da Fazenda Pública e do beneficiário de gratuidade da justiça, que farão o pagamento ao final.
Agravo Regimental – Demais Casos previstos nos Regimentos internos dos Tribunais. 
RECURSO EXTRAORDINÁRIO
CRFB Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:
III - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em ÚNICA ou ÚLTIMA instância, quando a decisão recorrida:
a) contrariar dispositivo desta Constituição;
b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;
c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição.
d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal (conflito de competência).
No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a REPERCUSSÃO GERAL das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de DOIS TERÇOS (2/3) de seus membros.
O processamento está previsto nos arts. 1.029 e seguintes do NCPC. 
RECURSO DE REVISTA
Natureza Jurídica = Tutela o direito objetivo, sendo de natureza extraordinária. 
A presenta fundamentação vinculada, ou seja, a própria lei delimita quais as hipóteses de cabimento.
Possibilidade de reexame de fatos e provas? Não é permitido o reexame dos fatos e provas levantados nos autos. Contudo, é permitida a qualificação jurídica dos fatos admitidos nas decisões anteriores. 
Súm. 126/TST: Incabível o recurso de revista ou de embargos (arts. 896 e 894, "b", da CLT) para reexame de fatos e provas.
Prazo: 8 dias.
Competência para julgamento: Umas das 8 Turmas do TST. 
Cabimento – Nos dissídios individuais que se iniciaram na vara do trabalho (reclamação trabalhista). 
Exceção: Execução de ação originária do TRT
É cabível RR para impugnar uma decisão proferida em agravo de instrumento? Não. Súm. 218/TST É incabível recurso de revista interposto de acórdão regional prolatado em agravo de instrumento.
Decisão interlocutória proferida pelo TRT? Não cabe recurso, salva se contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho (súm. 214/TST ‘a’);
Decisões monocráticas: Cabe agravo interno ou agravo regimental, jamais recurso de revista. 
Da decisão do agravo interno ou regimental: Cabe Recurso de Revista se a decisão tiver natureza definitiva. 
Cabe RR de reexame necessário? Não é cabível. Oj 334/sdI1 Incabível recurso de revista de ente público que não interpôs recurso ordinário voluntário da decisão de primeira instância, ressalvada a hipótese de ter sido agravada, na segunda instância, a condenação imposta.
Cabimento (art. 896 da CLT)
a) derem ao mesmo dispositivo de lei federal interpretação diversa da que lhe houver dado outro Tribunal Regional do Trabalho, no seu Pleno ou Turma, ou a Seção de Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho, ou contrariarem súmula de jurisprudência uniforme dessa Corte ou súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal
b) derem ao mesmo dispositivo de lei estadual, Convenção Coletiva de Trabalho, Acordo Coletivo, sentença normativa ou regulamento empresarial de observância obrigatória em área territorial que exceda a jurisdição do Tribunal Regional prolator da decisão recorrida, interpretação divergente, na forma da alínea a;       
c) proferidas com violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal.
Incidente de uniformização obrigatório
CLT, Art. 896 § 3o Os Tribunais Regionais do Trabalho procederão, obrigatoriamente, à uniformização de sua jurisprudência e aplicarão, nas causas da competência da Justiça do Trabalho, no que couber, o incidente de uniformização de jurisprudência previsto nos termos no Código de Processo Civil. 
        
§ 4o Ao constatar, de ofício ou mediante provocação de qualquer das partes ou do Ministério Público do Trabalho, a existência de decisões atuais e conflitantes no âmbito do mesmo Tribunal Regional do Trabalho sobre o tema objeto de recurso de revista, o Tribunal Superior do Trabalho determinará o retorno dos autos à Corte de origem, a fim de que proceda à uniformização da jurisprudência.            
              
 § 5o A providência a que se refere o § 4o deverá ser determinada pelo Presidente do Tribunal Regional do Trabalho, ao emitir juízo de admissibilidade sobre o recurso de revista, ou pelo Ministro Relator, mediante decisões irrecorríveis.          
        
§ 6o Após o julgamento do incidente a que se refere o § 3o, unicamente a súmula regional ou a tese jurídica prevalecente no Tribunal Regional do Trabalho e não conflitante com súmula ou orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho servirá como paradigma para viabilizar o conhecimento do recurso de revista, por divergência.
Divergência Atual. 
§ 7o A divergência apta a ensejar o recurso de revista deve ser atual, não se considerando como tal a ultrapassada por súmula do Tribunal Superior do Trabalho ou do Supremo Tribunal Federal, ou superada por iterativa e notória jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho.          
Súm. 333/TST Não ensejam recurso de revista decisões superadas por iterativa, notória e atual jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho.
O que seria iterativa e notória?
a) Presente em OJ
b) 3 julgados da SDI-1/TST
Divergência parcial
Súm. 23/TST: Não se conhece de recurso de revista ou de embargos, se a decisão recorrida resolver determinado item do pedido por diversos fundamentos e a jurisprudência transcrita não abranger a todos.
Somente é aplicável nas fundamentações compostas acumulativas e nas independentes disjuntivas. 
Não se aplica a fundamentação excludente independente.
Comprovação da divergência
8o Quando o recurso fundar-se em dissenso de julgados incumbe ao recorrente o ônus de produzir prova da divergência jurisprudencial, mediante:
a) Certidão, cópia ou citação do repositório de jurisprudência, oficial ou credenciado, inclusive em mídia eletrônica, em que houver sido publicada a decisão divergente, ou ainda 
b) Pela reprodução de julgado disponível na internet, com indicação da respectiva fonte, mencionando, em qualquer caso, as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados. 
Súm 337/TST: I - Para comprovação da divergência justificadora do recurso, é necessário que o recorrente. 
a) Junte certidão ou cópia autenticada do acórdão paradigma ou cite a fonte oficial ou o repositório autorizado em que foi publicado; e 
b) Transcreva, nas razões recursais, as ementas e/ou trechos dos acórdãos trazidos à configuração do dissídio, demonstrando o conflito de teses que justifique o conhecimento do recurso, ainda que os acórdãos já se encontrem nos autos ou venham a ser juntados com o recurso. 
II - A concessão de registro de publicação como repositório autorizado de jurisprudência do TST torna válidas todas as suas edições anteriores. (efeito retroativo – ex tunc). 
III – A mera indicação da data de publicação, em fonte oficial, de aresto paradigma é inválida para comprovação de divergência jurisprudencial, nos termos do item I, “a”, desta súmula, quando a parte pretende demonstrar o conflito de teses mediante a transcrição de trechos que integrama fundamentação do acórdão divergente, uma vez que só se publicam o dispositivo e a ementa dos acórdãos. 
IV – É válida para a comprovação da divergência jurisprudencial justificadora do recurso a indicação de aresto extraído de repositório oficial na internet, desde que o recorrente: 
a) transcreva o trecho divergente; 
b) aponte o sítio de onde foi extraído; e 
c) decline o número do processo, o órgão prolator do acórdão e a data da respectiva publicação no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho.
Violação de lei federal
Qualquer espécie de lei. 
Não vale para portarias ministeriais, ressalvado o posicionamento do Min Godinho
Súm. 221/TST: A admissibilidade do recurso de revista por violação tem como pressuposto a indicação expressa do dispositivo de lei ou da Constituição tido como violado.
Prequestionamento 
Súm. 297 I. Diz-se prequestionada a matéria ou questão quando na decisão impugnada haja sido adotada, EXPLICITAMENTE, tese a respeito. 
II. Incumbe à parte interessada, desde que a matéria haja sido invocada no recurso principal, opor embargos declaratórios objetivando o pronunciamento sobre o tema, sob pena de preclusão. 
III. Considera-se prequestionada a questão jurídica invocada no recurso principal sobre a qual se omite o Tribunal de pronunciar tese, não obstante opostos embargos de declaração. (efeito prequestionatório implícito)
O prequestionamento é exigível ainda que se trate de matéria de ordem pública, ou seja, não se aplica o efeito translativo nos recursos de natureza extraordinário.
OJ 62 SDI-1/TST - É necessário o prequestionamento como pressuposto de admissibilidade em recurso de natureza extraordinária, ainda que se trate de incompetência absoluta.
Transcendência 
CLT, Art.896-A - O Tribunal Superior do Trabalho, no recurso de revista, examinará previamente se a causa oferece transcendência com relação aos reflexos gerais de natureza:
a) econômica, 
b) política, 
c) social ou 
d) jurídica.       
Rito Sumaríssimo
§ 9o Nas causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo, somente será admitido recurso de revista por: 
a) contrariedade a súmula de jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do Trabalho
b) contrariedade a súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal e 
c) por violação direta da Constituição Federal.            
Súm. 442/TST Nas causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo, a admissibilidade de recurso de revista está limitada à demonstração de violação direta a dispositivo da Constituição Federal ou contrariedade a Súmula do Tribunal Superior do Trabalho, não se admitindo o recurso por contrariedade a Orientação Jurisprudencial deste Tribunal (Livro II, Título II, Capítulo III, do RITST), ante a ausência de previsão no art. 896, § 6º, da CLT.
Na execução
Regra: § 2o Das decisões proferidas pelos Tribunais Regionais do Trabalho ou por suas Turmas, em execução de sentença, inclusive em processo incidente de embargos de terceiro, não caberá Recurso de Revista, salvo na hipótese de ofensa direta e literal de norma da Constituição Federal.        
Exceção: Execuções fiscais e CNDT, 
a) violação a lei federal, 
b) por divergência jurisprudencial e 
c) por ofensa à Constituição Federal 
Saneamento de vícios
Quando o recurso tempestivo contiver defeito formal que não se repute grave, o Tribunal Superior do Trabalho poderá desconsiderar o vício ou mandar saná-lo, julgando o mérito.
Recursos de revistas repetitivos
Dois requisitos:
a) multiplicidade de recursos;
b) idêntica questão de direito. 
CLT, Art. 896-B. Aplicam-se ao recurso de revista, no que couber normas do CPC, relativas ao julgamento dos recursos extraordinário e especial repetitivos.     
         
Afetação: CLT, Art. 896-C. Quando houver multiplicidade de recursos de revista fundados em idêntica questão de direito, a questão poderá ser afetada:
a) à Seção Especializada em Dissídios Individuais ou 
b) ao Tribunal Pleno, 
Por decisão da MAIORIA SIMPLES de seus membros, mediante requerimento de um dos Ministros que compõem a Seção Especializada, considerando a relevância da matéria ou a existência de entendimentos divergentes entre os Ministros dessa Seção ou das Turmas do Tribunal.     
Proposta de afetação § 1o O PRESIDENTE da Turma ou da Seção Especializada, por indicação dos relatores, afetará um ou mais recursos representativos da controvérsia para julgamento pela Seção Especializada em Dissídios Individuais ou pelo Tribunal Pleno, sob o rito dos recursos repetitivos.     
§ 2o O Presidente da Turma ou da Seção Especializada que afetar processo para julgamento sob o rito dos recursos repetitivos DEVERÁ expedir comunicação aos demais Presidentes de Turma ou de Seção Especializada, que PODERÃO afetar outros processos sobre a questão para julgamento conjunto, a fim de conferir ao órgão julgador visão global da questão.         
Suspensão dos processos § 3o O Presidente do TST oficiará os Presidentes dos Tribunais Regionais do Trabalho para que suspendam os recursos interpostos em casos idênticos aos afetados como recursos repetitivos, até o pronunciamento definitivo do Tribunal Superior do Trabalho.      
§ 4o Caberá ao Presidente do Tribunal de origem admitir um ou mais recursos representativos da controvérsia, os quais serão encaminhados ao Tribunal Superior do Trabalho, ficando suspensos os demais recursos de revista até o pronunciamento definitivo do Tribunal Superior do Trabalho.         
§ 5o O relator no Tribunal Superior do Trabalho PODERÁ determinar a suspensão dos recursos de revista ou de embargos que tenham como objeto controvérsia idêntica à do recurso afetado como repetitivo.         
Julgamento do RR § 6o O recurso repetitivo será distribuído a um dos Ministros membros da Seção Especializada ou do Tribunal Pleno e a um Ministro revisor.         
§ 7o O relator poderá solicitar, aos Tribunais Regionais do Trabalho, informações a respeito da controvérsia, a serem prestadas no prazo de 15 (quinze) dias.         
§ 8o O relator poderá admitir manifestação de pessoa, órgão ou entidade com interesse na controvérsia, inclusive como assistente simples. (amicus curie)
§ 9o Recebidas as informações e, se for o caso, após cumprido o disposto no § 7o deste artigo, terá vista o Ministério Público pelo prazo de 15 (quinze) dias.         
§ 10.  Transcorrido o prazo para o Ministério Público e remetida cópia do relatório aos demais Ministros, o processo será incluído em pauta na Seção Especializada ou no Tribunal Pleno, devendo ser julgado com preferência sobre os demais feitos.       
Pós julgamento: § 11.  Publicado o acórdão do Tribunal Superior do Trabalho, os recursos de revista sobrestados na origem:        
a) TERÃO SEGUIMENTO DENEGADO na hipótese de o acórdão recorrido coincidir com a orientação a respeito da matéria no Tribunal Superior do Trabalho; ou         
b) SERÃO NOVAMENTE EXAMINADOS pelo Tribunal de origem na hipótese de o acórdão recorrido divergir da orientação do Tribunal Superior do Trabalho a respeito da matéria.   Mantida a decisão divergente pelo Tribunal de origem, far-se-á o exame de admissibilidade do recurso de revista.   (não tem efeito vinculante).
Questões constitucionais: § 13.  Caso a questão afetada e julgada sob o rito dos recursos repetitivos também contenha questão constitucional, a decisão proferida pelo Tribunal Pleno NÃO obstará o conhecimento de eventuais recursos extraordinários sobre a questão constitucional.         
§ 14.  Aos recursos extraordinários interpostos perante o Tribunal Superior do Trabalho será aplicado o procedimento previsto no art. 543-B, do CPC, cabendo ao Presidente do Tribunal Superior do Trabalho selecionar um ou mais recursos representativos da controvérsia e encaminhá-los ao Supremo Tribunal Federal, sobrestando os demais até o pronunciamento definitivo da Corte, na forma do § 1o do art. 543-B do CPC.
         
§ 15.  O Presidente do Tribunal Superior do Trabalho poderá oficiar os Tribunais Regionais do Trabalho e os Presidentes das Turmas e da Seção Especializada do Tribunal para que suspendam os processosidênticos aos selecionados como recursos representativos da controvérsia e encaminhados ao Supremo Tribunal Federal, até o seu pronunciamento definitivo.         
§ 16.  A decisão firmada em recurso repetitivo NÃO será aplicada aos casos em que se demonstrar que a situação de FATO OU DE DIREITO é distinta das presentes no processo julgado sob o rito dos recursos repetitivos. 
Revisão da decisão. § 17.  Caberá revisão da decisão firmada em julgamento de recursos repetitivos quando se alterar a situação econômica, social ou jurídica, caso em que será respeitada a segurança jurídica das relações firmadas sob a égide da decisão anterior, podendo o Tribunal Superior do Trabalho MODULAR os efeitos da decisão que a tenha alterado.     
EMBARGOS NO TST
São duas modalidades: 
a) Embargos infringentes
b) Embargos de divergência
Embargos infringentes
Possuem natureza de recurso ordinário e são julgados pela própria SDC
Prazo = 8 dias
Cabimento: Decisão NÃO UNÂNIME de julgamento que:       
a) conciliar, julgar ou homologar conciliação em dissídios coletivos que EXCEDAM a competência territorial dos TRT e estender ou rever as sentenças normativas do Tribunal Superior do Trabalho, nos casos previstos em lei; e
Embargos de divergência
Prazo = 8 dias
Competência = SDI-1
Finalidade = Disseminar as divergências internas das Turmas da TST
Natureza extraordinária e de fundamentação vinculada.
Cabimento: - das decisões das Turmas que:
a) Divergirem de outra turma 
b) Divergirem das decisões proferidas pela Seção de Dissídios Individuais, 
c) Contrárias à súmula OU orientação jurisprudencial do TST
d) Contrária à súmula vinculante do STF
Requisitos intrínsecos
a) Prequestionamento
b) Existência de divergência 
Procedimento Sumaríssimo
Súm. 458/TST Em causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo, em que pese a limitação imposta no art. 896, § 6º, da CLT à interposição de recurso de revista, admitem-se os embargos interpostos na vigência da Lei nº 11.496, de 22.06.2007, que conferiu nova redação ao art. 894 da CLT, quando demonstrada a divergência jurisprudencial entre Turmas do TST, fundada em interpretações diversas acerca da aplicação de mesmo dispositivo constitucional ou de matéria sumulada.
Fase de execução
Súm 433/TST: A admissibilidade do recurso de embargos contra acórdão de Turma em Recurso de Revista em fase de execução, publicado na vigência da Lei nº 11.496, de 26.06.2007, condiciona-se à demonstração de divergência jurisprudencial entre Turmas ou destas e a Seção Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho em relação à interpretação de dispositivo constitucional.
Embargos de divergência das decisões proferidas em Agravo.
Obs.: No AIRR em que se conhecer e nega-se provimento não caberá ERR
Súm. 353/TST Não cabem embargos para a Seção de Dissídios Individuais de decisão de Turma proferida em agravo, salvo: 
a) da decisão que não conhece de agravo de instrumento ou de agravo pela ausência de pressupostos extrínsecos; 
b) da decisão que nega provimento a agravo contra decisão monocrática do Relator, em que se proclamou a ausência de pressupostos extrínsecos de agravo de instrumento; 
c) para revisão dos pressupostos extrínsecos de admissibilidade do recurso de revista, cuja ausência haja sido declarada originariamente pela Turma no julgamento do agravo; 
d) para impugnar o conhecimento de agravo de instrumento; 
e) para impugnar a imposição de multas previstas nos arts. 1.021, § 4º, do CPC de 2015 ou 1.026, § 2º, do CPC de 2015 (art. 538, parágrafo único, do CPC de 1973, ou art. 557, § 2º, do CPC de 1973). 
f) contra decisão de Turma proferida em agravo em recurso de revista, nos termos do art. 894, II, da CLT.
Embargos de divergência cumulados com recurso extraordinário.
Trata-se de exceção ao princípio da unirrecorribilidade. 
Ocorre quando a decisão da turma possuiu mais de um objeto e a divergência não abrange todos. 
RECURSO DE REVISÃO 
Cabível no rito sumário
Objetiva “fugir” do rito sumário, alterando o valor da causa. 
Prazo: 48hrs
Art 2º Nos dissídios individuais, proposta a conciliação, e não havendo acordo, o Presidente, da Junta ou o Juiz, antes de passar à instrução da causa, fixar-lhe-á o valor para a determinação da alçada, se este for indeterminado no pedido.
§ 1º Em audiência, ao aduzir razões finais, poderá qualquer das partes, impugnar o valor fixado e, se o Juiz o mantiver, pedir revisão da decisão, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, ao Presidente do TRT.
§ 2º O pedido de revisão, que NÃO terá efeito suspensivo deverá ser instruído com a petição inicial e a Ata da Audiência, em cópia autenticada pela Secretaria da Junta, e será julgado em 48 (quarenta e oito) horas, a partir do seu recebimento pelo Presidente do Tribunal Regional.
§ 3º Quando o valor fixado para a causa, na forma deste artigo, não exceder de 2 (duas) vezes o salário-mínimo vigente na sede do Juízo, será dispensável o resumo dos depoimentos, devendo constar da Ata a conclusão da Junta quanto à matéria de fato.
REEXAME NECESSÁRIO
É condição de eficácia na sentença, ou seja, impede o transito em julgado. Não é propriamente recurso. 
CPC/15: Art. 496. Está sujeita ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeito senão depois de confirmada pelo tribunal, a sentença:     
Processo de Conhecimento I - proferida contra a União, o Estado, o Distrito Federal, o Município, e as respectivas autarquias e fundações de direito público (excluídas aquelas que explorem atividade econômica);       
Processo de Execução II - que julgar procedentes, no todo ou em parte, os embargos à execução fiscal. 
§ 1o Nos casos previstos neste artigo, não interposta a apelação no prazo legal, o juiz ordenará a remessa dos autos ao tribunal, e, se não o fizer, o presidente do respectivo tribunal avocá-los-á.
§ 2o Em qualquer dos casos referidos no § 1o, o tribunal julgará a remessa necessária.
§ 3o Não se aplica o disposto neste artigo quando a condenação ou o proveito econômico obtido na causa for de valor certo e líquido inferior a:
a) I - 1.000 (mil) salários-mínimos para a União e as respectivas autarquias e fundações de direito público;
b) II - 500 (quinhentos) salários-mínimos para os Estados, o Distrito Federal, as respectivas autarquias e fundações de direito público e os Municípios que constituam capitais dos Estados;
c) III - 100 (cem) salários-mínimos para todos os demais Municípios e respectivas autarquias e fundações de direito público.
§ 4o Também não se aplica o disposto neste artigo quando a sentença estiver fundada em:
a) I - súmula de tribunal superior;
b) II - acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos;
c) III - entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência;
d) IV - entendimento coincidente com orientação vinculante firmada no âmbito administrativo do próprio ente público, consolidada em manifestação, parecer ou súmula administrativa.
SUM-303 FAZENDA PÚBLICA. DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO – Deve ser revista com o teor do novo CPC. 
I - Em dissídio individual, está sujeita ao duplo grau de jurisdição (reexame necessário), mesmo na vigência da CF/1988, decisão contrária à Fazenda Pública, salvo: 
a) quando a condenação não ultrapassar o valor correspondente a 60 (sessenta) salários mínimos; 
b) quando a decisão estiver em consonância com decisão plenária do Supremo Tribunal Federal ou com súmula ou orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho. 
Na Ação rescisória II - Em ação rescisória, a decisão proferida pelo juízo de primeiro grau ESTÁ SUJEITA ao duplo grau de jurisdição obrigatório quando desfavorável ao ente público, exceto nas hipóteses das alíneas "a" e "b" do inciso anterior. 
No mandado de segurança III - Em mandado de segurança, somente cabe remessa "ex officio" se, na relação processual, figurar pessoa jurídica de direito público como parte prejudicada pela concessão da ordem. Tal situação não ocorre na hipótese de figurar nofeito como impetrante e terceiro interessado pessoa de direito privado, ressalvada a hipótese de matéria administrativa.
No reexame necessário aplica-se o princípio do não reformatio in pejus. Único caso que a administração pública poderá apresentar recurso de revista. 
OJ 334 SDI-1/TST Incabível recurso de revista de ente público que não interpôs recurso ordinário voluntário da decisão de primeira instância, ressalvada a hipótese de ter sido agravada, na segunda instância, a condenação imposta.
RECLAMAÇÃO CORREICIONAL
Não é propriamente um recurso, mas objetiva manter a “boa ordem processual”. É meio de impugnação autônomo.
Vem descrita nos regimentos internos.
É direcionada para as atividades administrativas processuais. 
Quem julga? 
Decisões ou despachos do juízes de primeira instância = Corregedor Regional 
Juízes TRT: CLT: Art. 709 - Compete ao Corregedor, eleito dentre os Ministros togados do Tribunal Superior do Trabalho: 
II - Decidir reclamações contra os atos atentatórios da boa ordem processual praticados pelos Tribunais Regionais e seus presidentes, quando inexistir recurso específico; 
Requisitos: 
a) existência de ato que contenha erro ou abuso, capaz de tumultuar a marcha do processo. 
b) Dano ou possibilidade de dano irreparável para a parte
c) Inexistência de recurso para sanar o error in procedendo

Continue navegando