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Artigo Científico - Priscila Mendes da Silva Oliveira - Pós Psicopedagogia

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A psicopedagogia trabalhando o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade Priscila Mendes da Silva Oliveira
Resumo 
O presente trabalho visa expor de maneira clara o que é, quais os sintomas, tratamentos e acompanhamento psicopedagógico do Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade. O TDAH como é conhecido, é um transtorno no cérebro que provoca falta de atenção, de concentração, dificuldade de relacionamentos, entre outros sintomas que o trabalho apresentará. Quando junto ao déficit de atenção ocorre também a hiperatividade a criança apresenta comportamento exageradamente agitado, inquieto, impaciente e aparentemente incansável. Essas decorrências normalmente dificultam o processo de aprendizagem, pois o aluno tem dificuldade de concentração, o que gera dificuldade em compreender o que lhe é apresentado.  Para inverter o caso, é necessária uma didática diferenciada, visando estratégias para envolvê-lo nas atividades e motivar sua atenção. O psicopedagogo é o profissional que atuará com essas estratégias, orientações e intervenções na aprendizagem do aluno com TDAH. Porém, é de grande valia que haja também o acompanhamento do coordenador pedagógico e da família, pois unidos contribuirão para que a criança supere as dificuldades de aprendizagem e da vida social.
Palavras-Chaves: Psicopedagogia, Dificuldades, Aprendizagem.
Introdução
Atualmente, a educação está preocupando os profissionais que trabalham dentro das escolas, especialmente aqueles que estão presentes diariamente nas salas de aula. A defasagem é um fator agravante na aprendizagem dos alunos e pode ser causada por vários fatores, dentre eles o Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade (TDAH).
O número de alunos nas salas de aula portadores do TDAH é grande, por esse motivo, a escola está atenta à identificar sintomas compatíveis como os apresentados por portadores da hiperatividade. O estudo desse transtorno tem despertado interesse de pesquisadores de múltiplas áreas do conhecimento humano: educação, medicina e psicologia. Com o mesmo interesse este trabalho foi desenvolvido: compreender o TDAH em todas as suas facetas.
O trabalho tem como objetivo salientar a importância da orientação e da preparação dos profissionais da educação na compreensão do que é e de qual a didática correta para trabalhar com o aluno portador do TDAH, facilitando a convivência aluno-professor na sala de aula.
O conceito do Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade foi explorado e apresentado em uma linguagem clara e de fácil compreensão, por meio de um breve histórico da doença, o diagnóstico e o seu tratamento.
Descoberto no século XVIII, o TDAH é um transtorno neurobiológico que reflete em dificuldade de relacionamentos sociais, emocionais e também no baixo desempenho de aprendizagem.
O TDAH pode ser desenvolvido de três maneiras:
TDAH com predomínio de desatenção;
TDAH com predomínio de hiperatividade;
TDAH combinado.
Crianças que tem dificuldade em prestar atenção, controlar emoções, dirigir a atividade psíquica e que, frequentemente não pensam antes de agir, são consideradas fora dos padrões de normalidade.
A escola é o ambiente onde muitos distúrbios são descobertos e o mesmo ocorre com o TDAH. Muitas famílias não compreendem que a agitação exagerada de uma criança possa ser um distúrbio, então este somente é identificado quando a criança ingressa na escola e apresenta comportamentos extravasados, sem atenção e motivação nas aulas.
O TDAH não é um transtorno causador de problema na aprendizagem, porém, devido um de seus principais sintomas, a falta de atenção, a aprendizagem fica defasada. 
A atenção é o principal requisito para a aprendizagem. Não há aprendizagem quando não há atenção, pois o aluno precisa estar envolvido com o que lhe é apresentado para evoluir no processo da aprendizagem.
Na ausência da atenção, o portador de TDAH não consegue ter sucesso em sua aprendizagem, portanto é necessário que o conteúdo e as atividades sejam trabalhados com esse aluno através de uma didática que o entretenha, que motive seus interesses, para que assim haja participação espontânea em seu processo evolutivo.
O presente trabalho buscou também esclarecer a importância do psicopedagogo para auxiliar na aprendizagem, no relacionamento social e afetuoso do portador de TDAH, o que não ocorre com facilidade, tão pouco sem a ajuda de um profissional.
É o psicopedagogo quem dará orientações para os professores, com estratégias pedagógicas que satisfaçam as necessidades do aluno hiperativo e também intervindo nos obstáculos de sua aprendizagem.
A família também desempenha um papel muito importante na aprendizagem da criança, é nela que se encontram o primeiro ensinamento. É preciso que os pais compreendam e aceitem quando identificada a presença de TDAH, contribuindo para o seu desenvolvimento integral, assim como também é fundamental a presença da família na escola, dialogando com professores, coordenadores e psicopedagogos, trazendo e recebendo informações corriqueiras sobre o indivíduo e participando da vida da criança em todas as esferas, proporcionando segurança à ela, envolvimento e afeto.
Havendo diagnóstico confirmado sobre a presença de TDAH, dá-se então o início do tratamento, isso quando a família opta e compreende a necessidade de tratar os sintomas do transtorno.
Inicialmente, na maioria dos casos, o tratamento dá se com terapias, envolvendo profissionais como médicos, psicólogos, psicopedagogos, etc.
Uma terapia que está sendo apontada como satisfatória por médicos é a psicoterapia. Em especial a Terapia Cognitiva Comportamental, que tem apresentado resultados eficazes no tratamento da pessoa com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade. Quando os sintomas não são controlados com terapias e estratégias, faz-se necessário o tratamento com uso de medicação.
Há diversos medicamentos indicados para controlar o TDAH, entre eles, os estimulantes são os principais recomendados por médicos, porém quando o estimulante não apresenta resultados satisfatórios, é substituído por antidepressivos.
Pensando nas informações citadas acima, o trabalho organizou-se de forma a tentar esclarecer, mesmo que de modo sucinto, sobre a presença de TDAH em crianças, seus problemas decorrentes e as possíveis intervenções psicopedagógicas para minimizar os sintomas.
O presente se divide em três capítulos, o primeiro capítulo explora a definição do TDAH, os fatores principais relacionados a hiperatividade,  e as influências dos sintomas no comportamento do indivíduo. No segundo capítulo é abordado o importante papel do psicopedagogo dentro da escola, como seu trabalho é desenvolvido com os professores e as intervenções com o aluno. O terceiro capítulo evidencia o diagnóstico do Transtorno do Déficit de Atenção / Hiperatividade, como este ocorre e quais os tratamentos recomendados.
Desenvolvimento
Transtorno do déficit de atenção / hiperatividade
De origem genética, a hiperatividade é uma deficiência neurológica. Um descontrole motor acelerado, que causa falhas na memória e na atenção. Seus sintomas podem ser percebidos desde a gestação, quando o bebê ainda no ventre da mãe se mexe além do normal. É um dos transtornos mais frequentes em crianças.
Chamat (2008), acredita que algumas causas que podem levar o indivíduo a hiperatividade dão-se em partos complicados, traumáticos, convulsões, em que o cérebro deixa de receber a oxigenação adequada.
São diversas as causas do TDAH: causas pré-natais, como a ingestão de bebidas alcoólicas durante a gravidez e prematuridade, causas perinatais como hemorragia intracraniana e pós-natais como meningite, encefalite e traumatismo crânio-encefálico.
Em entrevista ao programa de televisão “De frente com Gabi” da emissora SBT  (informação verbal), Dr. Mattos (2010)  afirma que “Há um estudo recente mostrando que em diferentes culturas como na Índia, África, China, nos países Árabes, Estados Unidos e no Brasil, o