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Artigo Científico - Priscila Mendes da Silva Oliveira - Pós Psicopedagogia

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Ao lidar com alunos hiperativos, a professora deve dispor de uma didática diferenciada e estratégias para ajudar na melhoria do comportamento.
Crianças com TDAH devem sentar-se nas primeiras carteiras da sala, afastadas de portas e janelas, para evitar a distração com pessoas e movimentos.
A rotina da aula deve ser mantida e estar exposta em local visível, permitindo que o aluno organize seu pensamento. Crianças com TDAH têm dificuldade em se adaptarem a mudanças repentinas e inesperadas.
O movimento do hiperativo é essencial para que o mesmo extravase sua agitação. Esse aluno deve auxiliar a professora, buscando e levando materiais, prestando trabalhos extra sala.       
Consequentemente, ele poderá sair da classe quando estiver agitado e recuperar o autocontrole.
Os métodos de atividades devem ser diversificados e o lúdico é mais apreciado e prazeroso por alunos hiperativos, além de prender por um tempo maior a atenção desse aluno e controlar sua agitação.
É comum o desinteresse do aluno portador de TDAH em atividades realizadas somente utilizando lousa, giz, caderno e lápis, principalmente quando é preciso ficar horas sentado, ouvindo somente a professora falar. Esse tipo de atividade é o maior gerador do descontrole do hiperativo, pois a criança fica impaciente na cadeira, necessitando gastar suas energias, andar, falar, mexer-se.
O trabalho lúdico, desperta interesses e necessidades dos indivíduos com TDAH que apresentam dificuldade de se relacionar com outras crianças, pois durante essas brincadeiras ocorre a socialização entre as crianças da sala, favorecendo o ambiente participativo e construindo situações desafiadoras para o aluno com transtorno sem provocar sensação de timidez.  Rizzo diz “crianças hiperativas dão muito trabalho à professora, mas não aconselha combater a agitação, mas proporcionar atividades variadas que ocupem a criança o maior período de tempo possível dando a ela liberdade de escolhas e movimento” (1985, p. 307).
O trabalho do psicopedagogo junto a crianças com TDAH dentro da escola é de grande valia. Esse profissional auxilia no estímulo, previne as dificuldades de aprendizagem, possibilita meios dentro da escola para que o aluno consiga superar seus desafios e contribui para que os problemas anteriores ao seu ingresso na escola não agrave seu desenvolvimento.
Outros fatores também devem ser considerados, como a metodologia proposta pela escola, sua providência em auxiliar o aluno hiperativo e o elo com a família.
O diálogo com os pais deve ser mantido diariamente ou semanalmente. A família presente na escola desempenha papel fundamental no desenvolvimento educacional e social da criança. Em casa uma rotina precisa ser seguida, impondo horário para todas as atividades, sejam elas de banho, almoço, jantar e hora para dormir.
Para Mattos (2006), a criança e a família precisam ser ajudadas no sentido de desenvolverem novas atitudes diante do problema, de se relacionarem entre si de forma melhor, e de desenvolverem novas habilidades.
Esta combinação entre psicopedagogo e escola envolvidos e dispostos a criar situações que estimule e auxilie o aluno hiperativo, permitirão que o mesmo sinta-se amparado para superar suas dificuldades comportamentais e de aprendizagem, consequentes do Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade.
Análise dos resultados
Diagnóstico do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade
Por muitos anos, somente neurologistas e psiquiatras faziam o diagnóstico de TDAH, o que não ocorre mais. Atualmente o diagnóstico de TDAH envolve vários profissionais de diversas áreas: neurologista, psicólogo e psicopedagogo. Um importante aspecto do processo diagnóstico é o histórico clínico e desenvolvimental. A avaliação inclui um estudo do funcionamento intelectual, social e emocional. No diagnóstico também são incluídas informações e relatórios elaborados por professores e pessoas que convivem com o indivíduo portador de TDAH.
Os relatos fornecidos pela família tem muita utilidade, pois há grandes hipóteses de haver outro membro familiar que também é portador do TDAH, muitas vezes até mesmo o pai da criança. A dificuldade é que há pais que acreditam que quando crianças eram desatentos, agitados, porém, não são portadores do TDAH.
Dados referentes à vivência de todas as fases da criança, como histórias curiosas sobre o comportamento ou atitudes da criança, impaciência com frequência também são importantes para a avaliação do diagnóstico.
Exames Médicos também são de suma importância para esclarecer causas de sintomas parecidos com os de TDAH, como os sintomas de reações adversas à medicações e problemas de tireóide.
Estabelecer critérios para a identificação de uma pessoa DDA sempre foi um grande desafio enfrentado pela psiquiatria e a psicologia. A boa anamnese consiste em uma conversa detalhada sobre toda a história de vida de um indivíduo, desde sua gestação até os dias atuais. Surge aí a primeira grande dificuldade em se fazer o diagnóstico de DDA em adultos, já que, muitas vezes, não é possível colher dados com seus pais ou com seus cuidadores infantis; resta, apenas, o seu próprio relato que, obviamente, será deficiente em vários registros importantes.  (SILVA, 2003 p. 184).
Quando há reconhecimento da presença de TDAH durante toda a vida, os métodos e relatórios relacionados ao diagnóstico da pessoa adulta com TDAH estão se padronizando e permitindo-se mais acessíveis.
Neste sentido: Podem-se estabelecer assim algumas etapas fundamentais no processo de diagnóstico do distúrbio do Déficit de Atenção:
1ª etapa: Procurar um médico especializado no assunto para que você possa expor suas ideias sobre a possibilidade de possuir esse tipo de funcionamento comportamental.
2ª etapa: Relacionar para ele suas dificuldades e desconforto nas áreas profissional/escolar, afetivo-familiar e social, citando exemplos situacionais claros.
3ª etapa: Verificar se esses problemas o acompanham, desde a infância.
4ª etapa: Certificar-se de que suas alterações se apresentam em um grau (intensidade) significativamente maior, quando comparado à outras pessoas de seu convívio, que se encontram na mesma faixa etária e em condições  socioculturais semelhantes.
5ª etapa: Eliminar a presença de qualquer outra situação  médica ou não médica que seja capaz de explicar as alterações apresentadas em seu comportamento, bem como os transtornos que elas lhe causam no dia-a-dia. (SILVA, 2003 p. 184-185).
Após diagnosticado  a presença do Transtorno de Déficit de Atenção   / Hiperatividade, inicia-se o processo de tratamento do TDAH.
Tratamento
O tratamento do TDAH inclui medicamentos, terapias, orientações, sempre envolvendo o indivíduo e conscientizando a família da importância em tratar os sintomas. Quanto mais cedo se inicia o tratamento, mais rápida será a redução dos sintomas, facilitando a vida do portador do transtorno, como também das pessoas envolvidas no caso, como os pais e professores. Esse conjunto de tratamentos é oferecido por diversas áreas, denominadas intervenção multidisciplinar.
De acordo com Goldstein (1994), o tratamento de crianças com TDAH, exige um esforço coordenado entre os profissionais de medicina, saúde mental e pedagógica, em conjunto com os pais.
Um tratamento com esse tipo de abordagem combina conscientização dos pais quanto a real natureza do TDAH, quais os sintomas que o portador pode apresentar, como lidar com esses sintomas e que estratégias de controle do comportamento utilizar com o portador. Na sala de aula é preciso um programa pedagógico voltado às necessidades do hiperativo. Outra alternativa considerável é a terapia de aconselhamento ao portador de TDAH, que pode ser individual e coletiva com os pais. E o uso de medicação, caso necessário.
Entre os medicamentos utilizados para controle dos sintomas da hiperatividade, os mais recomendados são os psico-estimuladores, como a Ritalina e seus derivados.
Crianças com TDAH apresentam uma melhora positiva com o uso do medicamento, diminuindo o comportamento agitado extravasado, aumentando o nível

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