triagem_neonatal_biologica_manual_tecnico
83 pág.

triagem_neonatal_biologica_manual_tecnico


DisciplinaPediatria I5.672 materiais48.845 seguidores
Pré-visualização17 páginas
Triagem
Neonatal
Biológica
Brasília \u2013 DF
2016
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Manual Técnico
Brasília \u2013 DF
2016
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Atenção à Saúde
Departamento de Atenção Especializada e Temática
Triagem
Neonatal
Biológica
Manual Técnico
2016 Ministério da Saúde.
Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons \u2013 Atribuição \u2013 Não 
Comercial \u2013 Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Internacional. É permitida a 
reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte. 
A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada, na íntegra, na Biblioteca 
Virtual em Saúde do Ministério da Saúde: <www.saude.gov.br/bvs>.
Tiragem: 1ª edição \u2013 2016 \u2013 1.500 exemplares
Elaboração, distribuição e informações:
MINISTERIO DA SAUDE
Secretaria de Atenção a Saúde
Departamento de Atenção Especializada e Temática 
Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados
SAF Sul, Trecho 2, Edifício Premium, torre 2, sala 202
CEP: 70070-600 \u2013 Brasília/DF
Tel.: (61) 3315-6184
Site: www.saude.gov.br
E-mail: sangue@saude.gov.br
Coordenação:
João Paulo Baccara Araújo \u2013 CGSH/DAET/SAS
Tania Marini de Carvalho \u2013 CGSH/DAET/SAS
Elaboração de texto:
Ana Clécia Maria dos Santos Marchi \u2013 CGSH/DAET/SAS
Ana Stela Goldbeck \u2013 CGSH/DAET/SAS
Jakeline Nunes \u2013 CGSH/DAET/SAS
Paula Juliana Antoniazzo Zamaro \u2013 CGSH/DAET/SAS
Tania Marini de Carvalho \u2013 CGSH/DAET/SAS
Elaboração de texto do capítulo coletas especiais: recém-nascidos pré-termo, de baixo peso ao nascer e gravemente enfermos:
José Simon Camelo Junior
Colaboradores:
Coordenação-Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno/DAPES/SAS/MS
Cristiano Francisco da Silva 
Enia Maluf Amui 
Ione Maria Fonseca de Melo
Paulo Vicente Bonilha Almeida
Coordenação-Geral de Atenção Primária à Saúde Indígena/DASI/SESAI/MS
Lysiane de Castro P. Paiva
Maria de Lourdes Ribeiro
Revisão Técnica:
Ana Stela Goldbeck
Paula Juliana Antoniazzo Zamaro \u2013 CGSH/DAET/SAS
Tania Marini de Carvalho \u2013 CGSH/DAET/SAS
Normalização:
Luciana Cerqueira Brito \u2013 Editora MS/CGDI
Ilustração da capa:
Carolina de Sousa Dourado Bastos
Capa, projeto gráfico e diagramação:
Fabiano Bastos
Apoio financeiro:
Universidade Federal de Minas Gerais
Impresso no Brasil / Printed in Brazil
Ficha Catalográfica
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção a Saúde. Departamento de Atenção Especializada e Temática.
Triagem neonatal biológica: manual técnico / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção a Saúde, Departamento de 
Atenção Especializada e Temática. \u2013 Brasília: Ministério da Saúde, 2016.
80 p. : il.
ISBN 978-85-334-2407-4
1. Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN). 2. Triagem neonatal. 3. Coleta de sangue. I. Título.
CDU 616-053.31
Catalogação na fonte \u2013 Coordenação-Geral de Documentação e Informação \u2013 Editora MS \u2013 OS 2016/0118
Título para indexação:
Newborn Screening: Technical Manual
Sumário
Apresentação 5
Introdução 7
Programa Nacional de Triagem Neonatal \u2013 PNTN 9
Legislação 9
Conceito de Triagem Neonatal 10
Triagem Neonatal 11
Etapas da Triagem Neonatal 13
Orientações Gerais 15
Responsabilidades sobre o processo de coleta 17
Organização do fluxo de coleta da amostra de sangue 19
Data Ideal para a Coleta de Sangue do Recém-Nascido 19
Responsabilidades do Ponto de Coleta 20
Atividades no ponto de coleta 21
Cartão de Coleta 21
Armazenagem do Cartão de Coleta 21
Ambiente de Coleta 21
Procedimento de coleta 23
Luvas de procedimento 23
Posição da criança 23
Assepsia 23
Sugestão de Procedimento Complementar 23
Punção 24
Coleta de sangue 25
 Exemplo de coleta adequada 26
Verificação imediata pós\u2011coleta 27
Curativo 27
Secagem da amostra 29
Verificação posterior da amostra 30
Exemplos de amostras mal colhidas 30
Armazenamento de amostras depois de secas 31
Registro das amostras no ponto de coleta 33
Dados obrigatório de identificação no cartão de coleta 33
Registro de Amostras Novas 34
Registro de Amostras Reconvocadas 35
Remessa de Amostras ao Laboratório Especializado 35
Indicadores de gerenciamento 36
Entrega de resultados 37
Resultados sem alteração 37
Resultados alterados 37
Coletas especiais: recém\u2011nascidos pré\u2011termo, de baixo peso ao 
nascer e gravemente enfermos 39
Recomendações 39
Sugestões 44
Laboratório Especializado em Triagem Neonatal 47
Características 47
Responsabilidade 47
Entrega de Resultados de Exames da Triagem 49
Confirmação Diagnóstica 49
Técnicas de Análise 49
Descarte de Amostras 50
Doenças 51
Fenilcetonúria 51
Hipotireoidismo Congênito 54
Doença Falciforme e Outras Hemoglobinopatias 57
Identificação da DF na triagem neonatal 58
Orientações gerais para a interpretação dos resultados 
do teste do pezinho 58
Fibrose Cística 60
Hiperplasia Adrenal Congênita 62
Forma clássica perdedora de sal 62
Forma clássica não perdedora de sal (virilizante simples) 63
Forma não clássica (de início tardio) 63
Manifestações clínicas em recém-nascidos 63
Deficiência de Biotinidase 64
Transferência de pacientes entre estados 67
Referências 69
Glossário 75
5
Apresentação
O Programa Nacional de Triagem Neonatal - PNTN, criado em 6 de junho 
de 2001, é considerado um programa de grande importância nacional e de 
sucesso no Sistema Único de Saúde por contemplar os princípios e diretrizes 
fundamentais do SUS, uma vez que:
 \u25ba É um programa de grande abrangência, tendo atingido no ano de 2014 
mais de 84% de cobertura dos nascidos vivos brasileiros na rede pública; 
 \u25ba Está implantado em todos os estados brasileiros, sendo coordenado pelas 
Secretarias de Estado da Saúde e operacionalizado pelas Secretarias Mu-
nicipais de Saúde;
 \u25ba Privilegia os princípios da universalidade, equidade, integralidade, preser-
vação da autonomia e igualdade da atenção à saúde;
 \u25ba Tem a Atenção Básica como porta de entrada preferencial no sistema de 
saúde;
 \u25ba Está inserido nas Redes de Atenção à Saúde - RAS, com destaque para a 
Rede Cegonha e a Rede de Cuidado à Pessoa com Deficiência; 
 \u25ba As pessoas com distúrbios e doenças detectadas são acompanhadas por 
equipes multidisciplinares em serviços especializados, visando a sua saú-
de integral, redução da morbimortalidade e melhoria da qualidade de vida.
Todos os objetivos, diretrizes e estratégias do programa exigem responsa-
bilidade das três esferas de gestão, Federal, Estadual e Municipal, além dos 
técnicos envolvidos, na busca dos melhores indicadores do programa e o atin-
gimento da melhoria das condições de saúde desse grupo de pacientes detec-
tados no PNTN. É uma política transversal que prevê ações compartilhadas 
tanto na Atenção Básica como na Média e Alta Complexidade.
É com satisfação que publicamos a nova versão do Manual Técnico da Tria-
gem Neonatal Biológica, e trazemos como novidade um capítulo especial so-
bre coletas em recém-nascidos pré-termos, de baixo peso ao nascer e grave-
mente enfermos.
Agradecemos as contribuições vindas dos profissionais que participaram do 
grupo temático de discussão sobre o Manual de Normas Técnicas e do grupo te-
mático de discussão sobre coletas em casos especiais: prematuros e internados 
6
em UTI neonatal, no evento \u201cSeminário de Resultados do Diagnóstico Situa-
cional do PNTN\u201d, realizado nos dias 17 e 18 de abril de 2013, em Brasília, DF.
A distribuição desta edição do manual, após 15 anos de implantação do 
programa nos estados, representa uma nova fase do Programa Nacional de 
Triagem Neonatal, que vive em permanente aperfeiçoamento, em benefício 
da população brasileira. 
Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados
7
Introdução
A saúde da criança no Brasil, nas últimas duas décadas, apresenta notáveis 
avanços, com destaque para a redução da mortalidade na infância (< 5 anos), 
passando de 62 óbitos em 1990 a 14 óbitos em 2012, para cada 1.000 nascidos 
vivos. Uma