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maior do que aquela que ela é efetivamente capaz de gerar.
Visando corrigir esta falha, em 30 de novembro de 2010, foi publicada pela Aneel a Resolução Normativa n° 420. Segundo esta resolução, no processo de outorga, deverão ser registrados os valores de potência instalada e potência líquida, devendo estes ser confirmados posteriormente quando da entrada em operação comercial da central.
A potência instalada continua a ser dada pelo somatório das potências elétricas ativas nominais das unidades geradoras principais da central. Potência esta que é definida como a máxima potência elétrica ativa possível de ser obtida nos terminais do gerador elétrico, respeitados os limites nominais do fator de potência, e comprovada mediante dados de geração ou “ensaio de desempenho”.
Já a potência líquida é definida como a potência elétrica ativa máxima disponibilizada pela central em seu ponto de conexão, ou seja, descontando da potência bruta o consumo relativo a serviços auxiliares e a perdas no sistema de conexão, e comprovada mediante dados de geração ou “ensaio de desempenho”.
Ressalta, ainda, a resolução que as centrais hidráulicas com potência instalada menor do que 1.000 [kW] (CGHs) estão dispensadas da determinação da potência líquida. Ainda, nestes casos, a potência instalada será definida com base no menor valor entre a potência nominal do equipamento motriz (kW) e a potência elétrica ativa do gerador (kW), definida pelo produto entre a potência aparente (kVA) e o fator de potência nominal, ambos tomados diretamente da placa aprovada pelo fabricante para operação em regime contínuo.
1.7 Curva de Produção da Geração
A curva de produção (despacho) da geração apresenta, ao longo do tempo, a potência gerada. Assim como para a curva de carga, a curva de produção apresenta uma produção média e uma produção de ponta, limitada pela capacidade instalada (no sistema gerador ou na usina).
1.8 Aspectos Técnicos e Econômicos da Integração da Geração aos Sistemas Elétricos de Potência
A integração de projetos de geração de energia elétrica aos sistemas de potência deve basear-se, conforme enfatizado em nossa aula, na busca de um objetivo global voltado ao melhor desempenho conjunto, à eficiência energética e às inserções ambiental e social mais adequadas.
Aspectos fundamentais nesta integração são as características básicas do mercado a ser atendido, do sistema elétrico já existente, e, obviamente, das novas fontes e da sua integração a este sistema.
É importante ressaltar que todos os aspectos relevantes do problema – sociais, ambientais, políticos, técnicos e econômicos – têm apresentado, cada vez mais, influência preponderante nas decisões relativas à geração de energia.
Embora técnicas mais modernas de análise e planejamento estejam avaliando, com maior segurança e profundidade, todos esses aspectos, qualquer estudo mais completo deve ter como base, necessariamente, os aspectos técnicos e econômicos.
Com relação à integração das alternativas de geração dos sistemas de potência, cada uma dessas variáveis afeta principalmente uma característica específica do dimensionamento do sistema gerador:
a) A demanda média e a consequente energia se relacionam com a capacidade de o sistema gerador alimentar continuamente, no período considerado, a carga suprida, influenciando então o dimensionamento da energia firme, ou barragem/reservatório, no caso de fontes com características estocásticas, ou, então, do consumo de combustível, no caso das demais fontes; b) A demanda máxima relaciona-se diretamente com a capacidade de o sistema gerador alimentar instantaneamente a carga, ou seja, com a potência instalada.
Em função das características específicas, cada componente do sistema de geração vai adequar-se melhor a um certo tipo de operação de carga:
• Na Base,
• Na Ponta; ou
• Na Posição Intermediária.
Essa adequação é traduzida, na prática, pelo desempenho técnico e econômico do componente, que é então utilizado para definir a melhor alocação na curva de carga.
Neste contexto, os custos formam uma parte de grande importância, sendo, portanto, necessária uma análise de suas características em função dos diversos tipos de usina e suas condições operativas.
Os principais componentes dos custos das usinas geradoras para o tipo de análise que se pretende no momento (não considerando impostos, taxas, custos financeiros e ambientais etc.) são: a) Custos de investimento, associados com o capital empregado na construção da usina; b) Juros durante a construção, que são função financeira do cronograma de desembolso da usina durante a construção; c) Custos de combustível, importantes para as usinas termelétricas (UTEs), começam a ser considerados para as usinas hidrelétricas (UHEs), por meio do custo da água, e são inexistentes para as usinas solares fotovoltaicas e eólicas; d) Custos de operação e manutenção, alguns incluem aqui os custos de combustível. 1.9 Considerações Importantes
O processo de decisão de investimento em um projeto se dá através de uma avaliação de sua viabilidade econômico-financeira, onde as técnicas desenvolvidas fornecem os recursos necessários para esta tomada de decisão.
Nesse processo, busca-se a melhor proporção de capital próprio e de terceiros para definir os recursos a serem empregados no projeto. Esta pesquisa busca descrever as principais etapas de avaliação de investimento abordando a projeção de fluxo de caixa, o cálculo do custo de capital empregado e a aplicação de técnicas de avaliação.
No processo de análise da viabilidade da atividade serão avaliados: • A estimativa do investimento do fluxo de caixa;
• A determinação da taxa mínima de atratividade do negócio em relação ao Valor Presente Líquido (VPL), da Taxa Interna de Retorno (TIR), e do período de retorno do investimento (payback descontado), da avaliação do desconto de fluxo de caixa (DFC), para projetos de sistema de micro e minigeração distribuída fotovoltaica (Solar).
UNIDADE 2. Comparação Econômica de Projetos de Geração
2.1 Comparação Econômica de Projetos de Geração
A comparação econômica de projetos de geração permite a tomada de decisão a favor de uma alternativa com relação às outras, ou, ainda, o estabelecimento de uma ordem prioritária de desenvolvimento de projetos de geração ao longo do tempo (por meio de ordenamento dos custos de forma crescente).
Em sua forma mais simples, baseia-se na determinação do custo unitário da energia, utilizado como índice de mérito, usualmente expresso em US$/MWh ou R$/MWh.
Para considerar a diferença entre a vida útil econômica das diversas usinas, esses índices são, em geral, calculados em bases anuais: custos anuais e energia produzida anualmente.
A seguir, apresentam-se as etapas básicas do cálculo do referido índice.
Parcela relativa aos custos de investimentos e aos juros durante a construção, dada por: CI = (I / EG) x FRG
Em que: • I= Investimento, já considerados os juros durante a construção (JDC) e supondo-se ter sido efetuado no início da operação da usina; • EG= Energia anual gerada, calculada por:
EG= PI x FCM x 8.760 (MWh/ano)
Sendo: • PI= Potência Instalada (MW); • FCM= Fator de Capacidade, que pode ser médio, mínimo, máximo, ou mesmo um valor resultante de avaliações estatísticas, quando se utiliza análise de riscos instalada. Esse custo é muitas vezes representado como porcentagem dos custos de investimentos.
Por equações, pode-se inferir a relação existente entre os custos unitários e o fator de capacidade de uma dada usina, o que permitirá, por comparação com outras usinas (ou alternativas para uma mesma usina), a determinação de uma faixa de fatores da capacidade na qual esta será mais econômica do que as demais alternativas de geração.
O sistema econômico será aquele que determinará adequadamente, e da forma mais barata, essas características das diversas usinas, para atender aos requisitos de carga (demanda máxima, fator de carga).
A variação dos custos unitários com o fator de capacidade é função de diversos componentes e características das outras.
2.2 Custo Unitário x

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