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qualidade dependerá largamente do tipo, da localização e das características da carga. Assim, em um país com as disparidades do Brasil, diferentes metas de qualidade podem ser aplicadas, por exemplo, a áreas industriais, urbanas, rurais, regiões mais ou menos desenvolvidas, entre outras.
A equalização dessa qualidade será um tema estratégico que deverá nortear o rumo do planejamento a longo prazo, em conjunto com o desenvolvimento do país e sua homogeneização.
UNIDADE 6. Geração Distribuída
Vamos abordar as questões fundamentais da “Geração Distribuída” no Brasil. É importante entender que a geração distribuída consiste em estabelecer diversos pontos de geração de energia junto aos pontos de consumo.
Trata-se de uma revolução com potencial para mudar completamente a forma que estamos acostumados a gerar e consumir eletricidade. Nesta modalidade, o consumidor deixa de ser passivo, sujeito a qualquer tipo de política governamental que impacte o preço da tarifa de energia, e obrigado a comprar a energia da empresa concessionária do serviço de distribuição em sua região.
Para denominar esse novo tipo de consumidor foi usado o termo “prosumidor”, mesclando as palavras produtor e consumidor.
No Brasil, a geração distribuída foi regulamentada pela Resolução n°482 da ANEEL, em 2012, e posteriormente atualizada pela Resolução n°687, de 2015. A política adotada no Brasil é a de compensação de energia, e permite que sejam usadas fontes de energia renováveis, com destaque para a energia solar fotovoltaica.
De acordo com as regras estabelecidas, a energia gerada pelos painéis solares é abatida da conta de luz das distribuidoras. Ou seja, no fim do mês o “prosumidor” irá pagar apenas a diferença entre o que gerou e consumiu.
O que é Geração Distribuída?
A geração distribuída consiste em estabelecer diversos pontos de geração de energia junto aos pontos de consumo.
Caso a geração seja maior do que o consumo, serão gerados créditos energéticos, com validade de 60 meses, que poderão ser utilizados em períodos futuros com maior consumo. Tais créditos podem ainda ser aproveitados em outras unidades consumidoras, desde que localizadas dentro da área de concessão da mesma distribuidora.
Vantagens da Geração Distribuída
Uma das principais vantagens de um sistema de geração distribuída é a eliminação das baterias, o que reduz bastante o investimento nos sistemas de geração. Em momentos onde a geração é maior do que o consumo, em vez de ser armazenada em bancos de bateria, a energia excedente é injetada na rede da concessionária.
Outra vantagem é que o “prosumidor” continua conectado à rede de distribuição, o que garante a disponibilidade de energia a qualquer momento, mesmo quando o sistema não está gerando.
Finalmente, a geração distribuída também beneficia o sistema energético como um todo. Como a geração ocorre junto aos pontos de consumo, as perdas com a transmissão de energia são praticamente eliminadas.
Outros Aspectos Relevantes
A GD tem vantagem sobre a geração central pois economiza investimentos em transmissão e reduz as perdas nestes sistemas, melhorando a estabilidade do serviço de energia elétrica.
A geração elétrica perto do consumidor chegou a ser a regra na primeira metade do século, quando a energia industrial era praticamente toda gerada localmente. A partir da década de 1940, no entanto, a geração em centrais de grande porte ficou mais barata, reduzindo o interesse dos consumidores pela GD e, como consequência, o desenvolvimento tecnológico para incentivar esse tipo de geração também parou.
As crises do petróleo introduziram fatores perturbadores que mudaram irreversivelmente este panorama, revelando a importância, por exemplo, da economia de escopo obtida na cogeração.
A partir da década de 1990, a reforma do setor elétrico brasileiro permitiu a competição no serviço de energia, criando a concorrência e estimulando todos os potenciais elétricos com custos competitivos.
Com o fim do monopólio da geração elétrica, em meados dos anos 1980, o desenvolvimento de tecnologias voltou a ser incentivado com visíveis resultados na redução de custos.
O crescimento da GD nos próximos anos parece inexorável e alguns autores fazem uma analogia com o crescimento do microcomputador em relação aos grandes computadores centrais (“ main frames ”).
O Futuro do Sistema de Energia Elétrica
As redes de energia são sistemas complexos, integrados e com uma interação sensível entre fontes de geração, sistemas de rede e as demandas de energia.
A rede elétrica tradicional, como visto anteriormente, tem como principais características uma infraestrutura de geração centralizada e consumidores com participação passiva sem contribuir com a gestão operacional das fontes de geração de energia.
Cada usuário é simplesmente um nó final para entrega de eletricidade. O fluxo de comunicação e de energia é unidirecional e, de forma geral, o objetivo do sistema elétrico é o fornecimento de energia para os usuários finais.
O novo modelo de rede elétrica inteligente propõe diversas novidades. A mais discutida e mais amplamente implementada é a infraestrutura de medição inteligente.
Nesse sentido, toda a medição, que exigia a presença de um técnico para anotar o consumo de cada medidor analógico nas unidades consumidoras, é substituída por medidores digitais, capazes de se comunicar diretamente com uma central.
Esse medidor digital, permite, entre outras funcionalidades, uma comunicação bidirecional com a central de energia. Assim, ao invés de o usuário apenas informar o seu consumo de energia, ele passa também a receber dados da empresa concessionária.
Dentre as vantagens desse novo modelo, estão a possibilidade de diferenciar o preço da energia ao longo do dia e informar ao cliente em tempo real as mudanças de preço e o seu consumo, e, ainda, controlar a carga dos clientes em caso de aumento excessivo da demanda.
Nesse caso, seria possível enviar notificações aos clientes para que se reduza o consumo desligando alguns aparelhos de forma a evitar o corte de energia em toda uma região.
Portanto, nesse novo modelo, toda a inteligência e automação que antes só existiam em parte do sistema, como em subestações, deverão ser levadas para todo o sistema, chegando à casa dos consumidores. Na proporção que o sistema muda, tanto a infraestrutura elétrica é afetada como a comunicação no sistema.
Nessa nova arquitetura, a comunicação entre a concessionária de energia e os consumidores é um passo fundamental para o progresso das redes elétricas inteligentes.
Outra vantagem que a infraestrutura de medição inteligente traz é a geração de energia pelo cliente. Muitas vezes, ao se falar em GD, se pensa nas formas de geração alternativas, como fazendas para geração de energia eólica ou usinas construídas para funcionar com a variação das marés. Tudo isso é parte da iniciativa sustentável para reduzir a emissão de poluentes, conectando à rede plantas virtuais de energia renovável em escala industrial.
Contudo, a GD inclui também a geração de energia pelos clientes. Assim, uma residência equipada com um painel solar ou uma pequena turbina eólica pode ser uma fonte geradora para todo o sistema, disponibilizando o excesso de energia que foi gerado.
Isso só é possível devido à comunicação bidirecional dos medidores. Assim, a GD, os medidores inteligentes e outras tecnologias do lado da demanda estão se tornando cada vez mais necessários para controlar a demanda de energia, tanto durante o horário de pico quanto fora do pico.
Essas e outras características mudaram o paradigma de geração de energia e distribuição. O sistema deixa de ser centralizado e unidirecional para formar uma rede de energia e comunicação. Com isso, o sistema de comunicação passa a ser totalmente integrado.
O futuro do sistema de energia elétrica inclui muitos pontos de mudança introduzidos pela modernização do sistema. Os pontos mais fortes considerados aqui incluem o cliente, a rede de distribuição e a rede de transmissão do sistema.
As empresas de distribuição terão que lidar com clientes

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