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Aula 04
História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte p/ Ministério Público-RN
(Todos os Cargos)
Professor: Leandro Signori
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História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para 
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Aula 04- História do Rio Grande do Norte: 2. Período imperial - O poder 
oligárquico no Império: poder central X poder local. 3. Período 
republicano - As oligarquias na República Velha e o mandonismo local. 
A Segunda Guerra Mundial e o Rio Grande do Norte. Os governos 
militares e a formação das “novas oligarquias”. 
 
 Caros Alunos, 
 ふ Hoje é a nossa última aula … É verdade, nossa aula de hoje é a última… 
ふ Ah... 
ふ Eu também gostei muito da companhia de vocês… 
 De coração, agradeço a oportunidade do convívio com vocês. Foi um 
imenso prazer ter ministrado este curso. 
Sobre o curso, espero sinceramente que ele tenha atendido as suas 
expectativas e lhes propiciado um excelente aprendizado. 
 Fico no aguardo de notícias positivas sobre suas aprovações, que 
certamente virão. 
Ótimos estudos, que Deus os abençoe, ilumine e os acompanhe nos 
estudos, nas provas, como futuros servidores públicos e em todas as suas vidas. 
Um grande abraço, 
 Prof. Leandro Signori 
 
Sumário Página 
1. Período imperial - o poder oligárquico no Império: poder 
central X poder local 
02 
2. Período republicano: as oligarquias na República Velha e o 
mandonismo local 08 
3. A Segunda Guerra Mundial e o Rio Grande do Norte 15 
4. Os governos militares e a formação das “novas oligarquias” 19 
5. Questões Comentadas 24 
6. Lista de Questões 35 
7. Gabarito 42 
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1. Período imperial - o poder oligárquico no Império: poder central 
X poder local. 
A Independência do Brasil (1822) marcou o final do Período Colonial, 
quando o Brasil formalizou sua separação política de Portugal, iniciando o 
período denominado Brasil Império, o qual encerrou com a Proclamação da 
República (1889). A história do Brasil Império é dividida em três momentos: 
Primeiro Reinado, Período Regencial (ou Regências) e Segundo Reinado. 
Os acontecimentos que resultaram na Independência do Brasil e seus 
desdobramentos tiveram pouca repercussão de imediato no Rio Grande do 
Norte, pois não houve qualquer reação, nem a favor nem contra. 
O Estado Nacional brasileiro nasceu como Monarquia, não rompendo com 
a estrutura econômica latifundiária, monocultora e exportadora do período 
colonial e sem promover mudanças que pudessem comprometer os interesses 
da categoria dominante – a aristocracia rural, subjugando a maioria da 
população. Os interesses da elite agrária eram manter a escravidão, que era a 
base da economia brasileira, e a produção agrícola voltada para a exportação. 
O Primeiro Reinado 
O Primeiro Reinado tem início em sete de setembro de 1822, com a 
Independência do Brasil, cujo período do Império corresponde ao governo de 
D. Pedro I, aclamado Imperador do Brasil no mesmo ano da Independência, 
terminando em sete de abril de 1831, com sua abdicação. 
Esse período foi de crises de natureza econômica, social e política, no qual 
D. Pedro I enfrentou muitas dificuldades para consolidar a Independência. 
Ocorreram revoltas regionais e oposições políticas internas em torno do poder 
governamental do Imperador. 
Em 1823, durante a elaboração da primeira Constituição brasileira, os 
políticos tentaram limitar o poder do Imperador como reação à forma autoritária 
de seu governo. A dissolução da Assembleia Constituinte pelo Imperador e a 
outorga da Constituição de 1824 foram medidas consideradas autoritárias e 
intervencionistas, provocando reações em diversas províncias. 
Dois grupos, considerados na época como partidos, embora não 
possuíssem organização, plataforma ou regimento, disputavam o controle 
político do governo Imperial: o Partido Brasileiro e o Partido Português. O Partido 
Brasileiro era dominado pelos grandes proprietários de terras. Assim, lançou-se 
as bases para a criação de um regime oligárquico no país. 
A Constituição de 1824, outorgada (aprovada sem a consulta popular) em 
1824, estabeleceu: que a pessoa do Imperador era inviolável e sagrada, criando 
um quarto poder - o Poder Moderador, o qual conferia prerrogativas ao 
Imperador para regular os outros poderes (Executivo, Legislativo e o Judiciário); 
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e a divisão político-administrativa do território em províncias, governadas por 
presidentes nomeados pelo imperador. 
A construção do Estado Nacional brasileiro foi resultado da vitória do 
Executivo sobre o Legislativo, do poder imperial sobre o poder da aristocracia 
agrária, caracterizado por um Estado centralista e absolutista. Entretanto, a 
vitória imperial não significou uma exclusão das prerrogativas das elites 
agrária e comercial, pois o Estado não rompeu com a estrutura colonial, 
que garantia a liberdade comercial e mantinha intocável a escravidão. 
As capitanias nordestinas, além de sofrerem com as medidas políticas 
centralizadoras de D. Pedro I, passavam por uma crise econômica devido à 
concorrência de produtos estrangeiros, agravada pelos crescentes impostos 
cobrados pelo governo central. 
Liberais e federalistas defendiam a instituição de um governo republicano, 
enquanto “os latifundiários continuavam descontentes com os altos impostos 
pagos sobre os produtos da terra”. Todas as classes sociais defendiam um 
governo menos centralista, participando desse novo movimento revolucionário 
membros da classe dominante, da classe média e de setores populares. 
Em 1824, ocorreu a Confederação do Equador em Pernambuco, cujo 
estopim foi a substituição do governador, Manuel de Carvalho de Paes de 
Andrade por Francisco Pais Barreto. Foi um movimento da elite agrária 
nordestina insatisfeita com os rumos econômicos e políticos do Brasil pós-
independência, que englobou também camadas populares. O movimento foi 
reprimido ferozmente por D. Pedro I, pois contestava seu autoritarismo. 
No Rio Grande do Norte, nesse momento de crise para as províncias do 
país, devido à desordem política pós-outorga da Constituição, Manuel Teixeira 
Barbosa, Presidente de Câmara, assumiu interinamente o governo provincial. 
Foi substituído por Tomás de Araújo Pereira, escolhido como primeiro presidente 
do Rio Grande do Norte. Após o término da Confederação do Equador, Manuel 
do Nascimento Castro e Silva governou o Rio Grande do Norte, entre 1825 e 
1826. 
 
O Período Regencial 
Dom Pedro I, sentindo a forte oposição ao seu governo e o crescente 
descontentamento popular, abdicou em sete de abril de 1831, em favor de 
seu filho, Pedro de Alcântara, então com apenas 5 anos de idade. 
De acordo com a Constituição, formou-se uma Regência Trina 
Provisória para governar o país. No período das Regências, pela primeira vez, 
a elite nacional assumiu plenamente o controle da nação. 
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A Constituição estabelecia que deveriam ser escolhidos três regentes parasubstituir o herdeiro do trono, até que o mesmo fosse maior de idade. Os 
regentes procuraram implementar um projeto de descentralização política. Uma 
das medidas com esse objetivo foi a criação da Guarda Nacional, constituída por 
milícias civis, que retiravam poder do Exército, transferindo-o para os 
fazendeiros, responsáveis pela sua organização. 
Em 1834, foi elaborado um Ato Adicional que determinava alterações na 
Constituição de 1824, dentre elas, a criação das Assembleias Legislativas 
provinciais, com a função de elaborar leis para as províncias, leis de interesse 
local, concedendo maior autonomia às províncias em relação ao poder 
central; e a criação da Regência Una. Essa autonomia, porém, era limitada, pois 
cabia ao imperador nomear os presidentes provinciais, que detinham poder de 
veto sobre as decisões da Assembleia. Além disso, o poder Moderador e o 
Senado vitalício foram mantidos. 
O Ato Adicional de 1834 fez algumas pequenas concessões às lideranças 
políticas provinciais, atendendo aos interesses dos liberais-moderados. O posto 
mais alto da Guarda era o de coronel. Daí surgiu o termo coronelismo para 
designar o sistema de poder local que teve grande influência durante um longo 
período da história do Brasil. 
O Ato Adicional de 1834 foi resultado de um acordo entre os dois grupos 
liberais – Moderados e Exaltados para anular o grupo dos Restauradores. Os 
Moderados eram membros da elite agrária que não desejavam que a ordem 
estabelecida fosse alterada, prevalecendo a Monarquia. Os Exaltados eram da 
classe média urbana que queriam medidas profundas. Ambos queriam maior 
autonomia para as províncias. Os Restauradores queriam o retorno de Dom 
Pedro I ao trono do Brasil. 
O Ato Adicional fez algumas pequenas concessões às lideranças políticas 
provinciais, atendendo aos interesses dos liberais-moderados. 
A Regência Una (1835-1840) teve dois regentes: a Regência Una de 
Diogo Feijó (1835-1837), marcada por diversos conflitos que fizeram com 
que o regente renunciasse antes do término de seu mandato; e a Regência 
Una de Araújo Lima (1837-1840) foi um retorno da centralização do poder 
com a Lei Interpretativa do Ato Adicional, o que culminou com o Golpe da 
Maioridade impetrado pelos liberais. 
Os três grupos políticos organizados no início da Regência se redefiniram 
em Progressistas e Regressistas. Os progressistas passaram a ser reunidos no 
chamado Partido Liberal, que era constituído basicamente pelos antigos Liberais 
Exaltados, defendendo a ampla autonomia das províncias. Os Regressistas se 
reuniram no Partido Conservador, formado pelos liberais moderados, aos quais 
se juntaram os antigos restauradores, após a morte de dom Pedro I em 1834. 
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Esse grupo interpretava o Ato Adicional de maneira mais restrita, opondo-se às 
medidas descentralizadoras propostas pelos adversários. 
Mesmo com considerável autonomia administrativa concedida às 
Províncias, eclodiu em vários pontos do país uma série de revoltas, que tiveram 
características distintas, de caráter republicano e separatistas – as chamadas 
rebeliões regenciais, como a Revolução Farroupilha (1835-1845) no Rio Grande 
do Sul, a Sabinada (1837-1838) na Bahia, e a Balaiada (1838-1841) no 
Maranhão. 
No Rio Grande do Norte, não ocorreu rebelião de maior vulto, apenas 
pequenos movimentos armados em poucas localidades à época da abdicação de 
D. Pedro I. O que ocorreu, de 1831 a 1840, foram brigas entre os grupos políticos 
que disputavam o poder, como o pequeno conflito armado entre os chefes 
políticos liberais e conservadores, em 1840, no vale do Açu, e algumas 
manifestações de antilusitanismo. Mas, não ameaçavam a integridade territorial 
do país, como outros movimentos que ocorriam no país. 
Como reflexo do que se desenvolvia no centro-sul do país, dois grupos 
políticos foram formados no Rio Grande do Norte, os “nortistas e sulistas”, que 
correspondiam, respectivamente, aos partidos conservador e liberal, que 
monopolizaram o jogo político-eleitoral durante todo o Segundo Reinado. 
Após uma campanha e muitos debates em torno do projeto liberal, cuja 
proposta era conferir a maioridade a dom Pedro de Alcântara, esta foi concedida 
no dia 23 de julho de 1840, por aprovação da Câmara e do Senado. Dom Pedro 
de Alcântara, então com 14 anos de idade, foi declarando imperador do Brasil. 
O episódio ficaria conhecido como Golpe da Maioridade. 
Desde a abdicação de D. Pedro I, o poder local se fortalecia, fruto do 
processo descentralização política e administrativa. Esse processo resultou na 
eleição, em 1834, da primeira Assembleia Legislativa Provincial do Rio Grande 
do Norte, pleito no qual votaram, em Natal, 70 eleitores, quando a cidade tinha 
entre 5.000 e 6.000 habitantes. Os 20 deputados eleitos para compor a 
Assembleia eram proprietários rurais, mas também padres, militares e aqueles 
que exerciam cargos públicos de importância. 
 
 O Segundo Reinado 
O Segundo Reinado compreendeu o período entre 1840 e 1889, sob o 
comando do Imperador dom Pedro II. Iniciou com o Golpe da Maioridade e 
encerrou com a Proclamação da República. 
Esse período foi marcado pelo apogeu da Monarquia brasileira, 
representante legítima dos interesses das elites. O governo se voltou para a 
estabilização política e pacificação do país. Deu-se continuidade à centralização 
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política e administrativa, suprimindo leis descentralizadoras, de acordo com 
as pretensões dos grupos oligárquicos dominantes. A oligarquia escravista-
exportadora, em especial açucareira e cafeeira, marcaram a feição do país 
durante o Segundo Reinado, mantendo a ordem socioeconômica construída 
ao longo do processo de colonização. 
O partido Conservador e o partido Liberal, integraram o governo 
elitista de dom Pedro II, contribuindo para consolidar a ordem imperial 
oligárquica brasileira. Os liberais, para formar um novo gabinete ministerial, 
dissolveram a Câmara e convocaram novas eleições, marcadas pela extrema 
violência, chamada de “eleições do cacete”. Para “conciliar” os interesses de 
liberais e conservadores, em 1847, foi estabelecida a Monarquia Parlamentar. 
As medidas centralizadoras e a introdução do sistema parlamentarista 
deram firmeza e sustentação ao Segundo Reinado. Contudo, essa paz política 
era limitada, tendo em vista a eclosão de alguns conflitos localizados. 
No Nordeste, o Segundo Reinado não se caracterizou por uma completa 
paz política e social. A crise econômica pela qual passava a região e a luta pelo 
poder político entre os grandes proprietários de terras, foram os principais 
motivos pelos quais a região achava-se constantemente convulsionada. A 
violência aumentava de intensidade nos períodos de seca e de eleição. 
Em 1848, a insatisfação popular, contra o excesso de poder nas mãos do 
imperador e o sentimento antilusitano, deu origem a uma nova insurreição na 
província de Pernambuco, conhecida como Revolução Praieira. 
Nesse período ocorreram: violentos choques entre os grandes fazendeiros 
do sertão; a prática do banditismo rural, que eram geralmente conflitos 
envolvendo quadrilhas, ataques a vilas e fazendas; conflitos sociais, com 
movimentos revoltosos que nasciam da desconfiança ou resistência da 
população com alguma medida governamental; e o Coronelismo. 
No Rio Grande do Norte, após os acontecimentos que marcaram os 
primeiros anos da consolidação da nação brasileira, asituação da Província se 
encaminhou para uma certa normalidade, ocorrendo disputas resultantes dos 
antagonismos provincianos dentro do quadro político e social local. 
Os levantes de escravos ocorriam pouco, devido ao reduzido número de 
escravos. Ocorreram revoltas populares, como a Revolta do Quebra-Quilos – 
iniciada na Paraíba em 1874, que se opunha às mudanças introduzidas pelos 
novos padrões de pesos e medidas do sistema internacional, recém introduzidas 
no Brasil. Em 1845, com o banditismo rural, quadrilhas atacaram algumas 
localidades de Martins, Caicó, Acari, Extremoz e São Gonçalo; em 1852, um 
bando liderado por Jesuíno Brilhante entrou em confronto com a Força Pública 
em Martins e nos municípios vizinhos; em 1860, novamente o bando de Jesuíno 
Brilhante atacou no interior da Província. 
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De 1824 a 1889, passaram pela administração 48 presidentes nomeados 
pelo governo central. A duração do período de governo dependia das forças 
políticas partidárias que atuavam no poder naquele momento, na Província e no 
poder central. O período foi marcado pelas disputas internas proveniente dos 
antagonismos pessoais e partidários dos que atuavam nesse cenário. 
A Província tinha na sua representação, um senador e dois deputados. A 
Assembleia Provincial contava com 22 deputados e 585 eleitores, que eram 
responsáveis pela eleição dos representantes do Rio Grande do Norte, no âmbito 
local e nacional. 
Tomás Pereira de Araújo, foi o primeiro presidente da Província, 
nomeado por carta imperial, o qual realizou perseguições políticas. 
Lourenço José de Morais Navarro governou como interino, de 1824 a 
1825. Foi mais moderado e conciliador. 
Manuel do Nascimento Castro e Silva foi nomeado em 1825. Em seu 
governo, os anistiados políticos de 1824 retornaram. 
Antonio Rocha Bezerra o substituiu, entregando o poder em 1827. 
José Paulino de Almeida e Albuquerque, assumiu em 1827 e 
permaneceu até 1830. Assumiu pela segunda vez o governo, quando ocorreu a 
abdicação de D. Pedro I, quando ocorreram protestos como reação em várias 
localidades da Província, revelando uma situação de insatisfação. 
 Desde 1857, a Província tinha os seus representantes no Senado, com 
exceção de Brito Guerra, imposto pelo governo central. Ocorriam disputas entre 
conservadores e liberais pelo poder local. Na última fase do governo monárquico, 
o domínio político era dos liberais e a liderança desse partido na Província estava 
dividida entre Amaro de Bezerra, que orientava a maior parcela dos eleitores, e 
José Moreira Brandão Castelo Branco. 
O 48º presidente, Fausto Carlos Barreto, inaugurou o período dos 
liberais no poder. Foi o último presidente da Província norte-rio-grandense do 
Período Imperial, permanecendo até 1889. Foi substituído por Antonio Basílio 
Ribeiro Dantas, em cuja gestão ocorreu a mudança no Brasil do regime de 
Monarquia para a República. 
A partir da década de 1870, no âmbito nacional, a paz política do Segundo 
Reinado foi abalada com o fim da Guerra do Paraguai e a consolidação do poder 
econômico dos cafeicultores paulistas. O choque com latifundiários, com a Igreja 
e com o Exército retiraram a base de sustentação da Monarquia brasileira. Na 
década de 1880, o movimento republicano ganhou impulso com a adesão de 
comerciantes, industriais, intelectuais, latifundiários, militares e da classe 
média. O ideal republicano era mais forte em São Paulo, mas muitas províncias 
aderiram ao movimento republicano. 
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Em 15 de novembro de 1889, cai a Monarquia com a Proclamação da 
República. 
 
2. Período republicano: as oligarquias na República Velha e o 
mandonismo local 
 O Período Republicano inicia em 15 de novembro de 1889 com a 
proclamação da República. 
Após a proclamação da República, entraram em confronto três projetos 
distintos de República: o democrático, o militar e o oligárquico. Os militares 
foram os responsáveis pelos acontecimentos que precipitaram a Proclamação da 
República, eram favoráveis à implantação de uma ditadura militar com um 
governo forte e reformista. Os oligarcas defendiam uma República que 
garantisse autonomia aos estados, controlados pelas elites políticas locais – os 
grandes proprietários de terras. 
O ideal republicano não era novo no país. Porém, foi somente com o fim 
da Guerra do Paraguai que as críticas à Monarquia brasileira e às suas 
instituições e privilégios começaram a se intensificar. A propaganda republicana 
crescia entre a elite econômica brasileira, principalmente entre os cafeicultores 
de São Paulo. 
No Nordeste, a elite agrária manifestava o seu descontentamento com o 
governo monárquico, acusando-o de privilegiar o sul e esquecer o norte. Exceto 
Pernambuco, quase nenhuma província do norte do Brasil teve um movimento 
republicano coeso e consolidado. O movimento era forte no centro-sul do país. 
Em quase todas as províncias do norte do Brasil, era fraco, inclusive no Rio 
Grande do Norte, tomando impulso a partir de 1870 com a participação de 
expressivas lideranças políticas e econômicas. 
O Rio Grande do Norte possuía uma economia instável, dependente e 
fraca. A sociedade era agrária e patriarcal. Em 30 de novembro de 1871, 
senhores de engenho, fazendeiros e comerciantes enviaram ao Clube 
Republicano um documento em que declaravam o intuito de aderir ao 
movimento. 
O Partido Republicano no Rio Grande do Norte foi fundado em janeiro 
de 1889, por um grupo do litoral, que se antecipou ao núcleo que já existia na 
região do Seridó. O movimento republicano abriu espaço para a nova facção que 
assumiu o poder, mas contou com a adesão de políticos e o apoio das bases de 
sustentação eleitoral de líderes, anteriores. 
Para a direção do novo partido, foi convidado o jovem médico Pedro 
Velho de Albuquerque Maranhão, primo de João Avelino, descendente de 
tradicional família potiguar. Pedro Velho não tinha experiência no âmbito da 
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política estadual, mas revelou eficiência em estruturar o partido e transformou-
se no chefe supremo e verdadeiro mandatário da política estadual. 
As oligarquias estaduais eram sustentadas pelos chefes municipais, que 
recebiam em troca dos votos que possuíam, os favores do governo, como 
nomeações, transferências e proteção, da mesma forma que os oligarcas 
recebiam do Governo Central. Era uma relação de troca de favores e 
obrigações. 
As modificações introduzidas na Constituição brasileira de 1891 são 
responsáveis pelo modelo político que distinguirá essa fase histórica. A 
descentralização implantada com o Federalismo, passa a originar 
autonomia aos Estados, que se constituirá como a peça fundamental do jogo 
político do período. 
 Com a política dos governadores implantada no governo do presidente 
Campos Sales, as oligarquias estaduais davam total apoio ao governo federal, e 
este, em troca, comprometia-se a não intervir nos estados, deixando as 
oligarquias governá-los como lhes conviesse. As oligarquias mais ricas, 
principalmente as de São Paulo e Minas Gerais, passaram a se revezar no 
governo federal. As menos poderosas participavam do governo federal como“sócias” menores e controlavam politicamente os seus estados de origem. No 
nível municipal, o coronel, grande proprietário de terras, controlava as eleições, 
obrigando os eleitores a votar em candidatos indicados pelos oligarcas estaduais. 
As oligarquias norte-rio-grandenses também se utilizavam da 
violência e das fraudes para vencer as eleições. Os líderes políticos estaduais 
ordenavam para as lideranças municipais a utilização de atas falsas, o 
alistamento de eleitores mortos ou ausentes, a proibição do alistamento aos 
eleitores da oposição, entre outros. Com a utilização desses artifícios, as 
oligarquias estaduais mantiveram-se no poder por mais de 30 anos, sem 
maiores sobressaltos, subvertendo o regime republicano, pois evitavam a 
rotatividade no poder, elemento essencial da democracia. Os conflitos que 
ocorreram nesse período foram decorrência de disputas entre as próprias 
oligarquias. 
O Rio Grande do Norte no período da República Velha, foi controlado 
politicamente por duas oligarquias: Albuquerque Maranhão e Bezerra de 
Medeiros. O período de 1892 a 1909 correspondeu à sedimentação do grupo 
de Pedro Velho de Albuquerque Maranhão no poder, até depois de sua morte, 
que ocorreu em 1907. Esta oligarquia permaneceu consolidada, de forma 
hegemônica até os anos 20, quando então foi substituída por outro grupo que 
cresceria e se fortificaria nas origens do mesmo partido, apenas transferindo as 
lideranças do centro de seus interesses do litoral para o Seridó, em época do 
surto algodoeiro. 
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Pedro Velho estabeleceu uma autêntica oligarquia, instituindo e 
inaugurando o poder oligárquico. A oligarquia Maranhão, constituída por 
membros da família e amigos, representava os interesses econômicos do grupo 
que se ligava ao comércio exportador do açúcar, algodão e sal, através da 
política do monopólio e concessões. Esta favorecia a classe dominante e impedia 
a concorrência. A oposição acusava a oligarquia de se apossar do aparelho do 
Estado para impedir o fortalecimento do grupo opositor. 
O sistema político estadual, portanto, funcionava dentro do padrão que 
caracterizou o país durante toda a Primeira República, com base nos acordos 
políticos entre os grupos dominantes, nos níveis federal, estadual e municipal. 
Os métodos utilizados nas eleições permaneceram os mesmos: a fraude e a 
violência. Desse modo, permaneceu o modelo de exclusão política praticado 
desde a independência. 
A consolidação do regime republicano no Rio Grande do Norte e do 
prestígio político de Pedro Velho ocorreu com a eleição de Pedro Velho pelo voto 
direto a deputado federal. 
Pedro Velho de Albuquerque Maranhão, em 1892, foi eleito pelo 
Congresso Estadual, presidente do Rio Grande do Norte. A partir de então, 
instala-se a oligarquia Maranhão no poder. A oposição foi praticamente 
aniquilada no estado. Sua eleição pelo Congresso Legislativo permitiu uma certa 
estabilidade política. 
Crescia o poder de pressão da família Albuquerque Maranhão e começava 
no estado uma campanha de nepotismo sem precedentes. Pedro Velho 
conseguiu a indicação e, depois, a eleição do irmão Augusto Severo para 
deputado federal; nomeou seu irmão, Alberto Maranhão, Secretário do Governo; 
seu primo João Lira Tavares foi nomeado Chefe dos Correios no Estado. O 
Legislativo estadual era dominado pela oligarquia Albuquerque Maranhão. 
Nas eleições para o Senado e Câmara Federal, os Albuquerque Maranhão 
elegeram a maioria dos representantes do Estado. Demonstrando uma 
considerável força política no cenário nacional, a oligarquia Albuquerque 
Maranhão conseguiu a nomeação de Amaro Cavalcanti como Ministro da Fazenda 
do governo de Prudente de Morais. 
Pedro Velho foi o “Organizador do Estado Republicano”, mas também 
quem liderou politicamente um grupo que deturpou e subverteu os ideais 
republicanos, arraigando a “corrupção inerente à prática oligárquica”, através de 
medidas que beneficiavam somente ao seu grupo político, à sua família. 
Pedro Velho por querer indicar seu irmão Augusto Severo para concorrer 
à Câmara Federal, nas eleições de 1892, teve atritos com José Bernardo, 
principal líder político seridoense, o qual exigia lealdade e gratidão para com 
correligionários tão fiéis como os do Seridó, sem os quais Pedro Velho não teria 
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sido eleito. Considerada como uma deturpação de princípios republicanos, essa 
atitude desgastou a imagem de Pedro Velho, isolando-o politicamente no estado 
e em nível nacional até o final do seu mandato. 
A sucessão de Pedro Velho foi feita com a eleição de Joaquim Ferreira 
Chaves para o governo, apoiado por seu antecessor, o que constituiu um fator 
decisivo para a derrota nas urnas do seu adversário, José Moreira Brandão 
Castelo Branco. 
Ferreira Chaves foi o primeiro governador eleito diretamente pelo povo. 
Assumiu em 1896, governou até 1900. Continuou com a política de 
favorecimento do grupo político ao qual pertencia. Entre outras realizações, 
construiu açudes e iniciou a construção do Teatro Carlos Gomes. Como membro 
da oligarquia liderada por Pedro Velho, fez todos os arranjos políticos que eram 
de interesse do grupo, destacando-se a reforma da Constituição de 1892, 
alterando a obrigatoriedade de o candidato a governador ou vice de ser maior 
de 35 anos. Isso beneficiava Alberto Maranhão, irmão de Pedro Velho, que tinha 
26 anos de idade, e também Tavares de Lira, que depois foi sucessor de Alberto 
Maranhão no governo do Estado, com 32 anos de idade. 
Alberto Frederico de Albuquerque Maranhão, irmão de Pedro Velho, 
foi o sucessor de Ferreira Chaves. Governou o Estado duas vezes. Na primeira, 
de 1900 a 1904; na segunda, de 1908 a 1913. Na primeira, fez poucas 
realizações. No setor cultural ficou conhecido como o Mecenas Potiguar. No seu 
governo, surgiu a questão dos limites fronteiriços entre o Rio Grande do Norte e 
o Ceará, que disputavam uma área litorânea, onde se desenvolvia a produção 
salineira. 
Augusto Tavares de Lira, genro de Pedro Velho, foi seu sucessor, de 
1904 a 1906. Era um intelectual, com várias publicações, entre elas, A História 
do Rio Grande do Norte. Conhecia a realidade do Estado. Conseguiu verbas do 
governo federal para o combate à seca, que eclodiu no início do seu mandato. 
Promoveu a urbanização de Natal. Para desenvolver as finanças, fundou o Banco 
de Natal. Fomentou a economia pública, interessando-se pela indústria do sal, a 
canavieira e algodoeira, principais produções do Estado. Seu governo era duro 
para silenciar a oposição. Destruiu as tipografias dos jornais Diário de Natal e 
Gazeta do Comércio, bem como, surrava seus adversários. Por convite do 
presidente da República Afonso Pena, tornou-se Ministro da Justiça e Negócios 
Interiores. 
Com isso, Manoel Moreira Dantas, que era seu vice, assumiu, e 
convocou eleições para preencher o cargo. 
Antonio José de Melo e Souza foi o escolhido para complementar o 
mandato. Também fazia parte do grupo Maranhão. Governou de 1907 a 1908. 
Foram poucas suas realizações, entre elas, a recuperação do cais Tavares de 
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Lyra e a colocação de iluminação a gás acetilenoem algumas ruas de Natal; no 
interior, mandou desobstruir os canais do vale do Ceará-Mirim. Sua preocupação 
maior era com a educação pública. A principal marca política do seu governo foi 
a alteração constitucional que permitiu o aumento do mandato de governador, 
preparando o retorno e a longa permanência de Alberto Maranhão. 
 Alberto Maranhão, em 1908, foi eleito pela segunda vez, agora para um 
mandato de seis anos (aumentado pela Constituição Estadual), com realizações 
socioculturais e nas áreas da saúde e educação públicas. Realizou um 
empréstimo para melhoria das condições de vida da capital e para desenvolver 
forças produtivas locais. Iniciou uma grande dinamização da administração, 
como uma verdadeira revolução. Nesse segundo governo, Natal ingressou no 
século XX com uma grande quantidade de obras modernizadoras executadas na 
cidade, como iluminação de toda a cidade de Natal com luz elétrica; bondes 
elétricos, substituição dos canos de abastecimento de água, rede telefônica, 
fábrica de gelo e avenidas largas em Natal. 
 Em relação ao interior do Estado, preocupou-se, sobretudo, com a 
integração dos municípios, construindo mais de três mil quilômetros de estradas 
carroçáveis. Contudo, seu governo deixou as contas em desordem. Insistiu nos 
vícios característicos do predomínio oligárquico, administrando as finanças do 
estado em benefício de familiares e amigos. 
Até 1910, a oposição tinha pouca participação, até que então, toma uma 
posição mais agressiva e consegue a eleição e o reconhecimento de Augusto 
Leopoldo da Câmara, jornalista e político que liderava a oposição ao governo 
desde a posse de Pedro Velho. Foi eleito deputado federal em 1912, o primeiro 
eleito pela oposição no Rio Grande do Norte desde o início do período 
republicano. Defendia a moralidade administrativa, as minorias e a extinção dos 
monopólios que lesavam o Estado, como o do sal. 
Isso significou a primeira fissura no predomínio político da oligarquia 
Albuquerque Maranhão, construindo o caminho para a campanha política do ano 
seguinte em 1913, que foi a primeira com forte apelo popular na Província. A 
oposição tornou-se mais atuante na campanha sucessória do Governo, com um 
debate político em torno do combate ao voto de cabresto e às oligarquias. 
Porém, a oligarquia Albuquerque Maranhão, aliada às lideranças políticas 
do Seridó, lançou a candidatura do ex-governador Ferreira Chaves, e fez uso da 
violência contra a oposição, impediu comícios, fechou jornais de oposição e 
provocou tiroteios nas ruas, o que garantiu a eleição do candidato da oligarquia 
dominante para mais uma gestão. 
Ferreira Chaves, assim, foi eleito governador do Estado, de 1914 a 1920. 
Seu segundo mandato caracterizou-se por um governo austero, pela contenção 
de despesas, reativação da indústria salineira, combate ao cangaceirismo. Sua 
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grande obra foi a construção da Estrada de Automóveis no Seridó. No seu 
governo, o mandato voltou a ser de quatro anos. Mesmo com os problemas 
advindos das secas de 1915 e 1919, aumento do banditismo e da Primeira 
Guerra Mundial (queda nas exportações), a administração de Ferreira Chaves 
(1914-1920) teve mais aspectos positivos do que negativos. 
Ao final do seu governo, surgiu uma ferrenha disputa oligárquica visando 
a indicação para o governo do estado, e a intervenção do Presidente da 
República Artur Bernardes frustrou os planos de Ferreira Chaves de governar o 
estado pela terceira vez. 
Antonio José de Melo e Souza foi seu sucessor, voltando ao governo de 
1920 a 1924. Interessou-se pelos problemas educacionais, criou a Escola Normal 
de Mossoró, a Faculdade de Farmácia de Natal, a Diretoria Geral de Agricultura 
e Obras Públicas e o primeiro Grupo Escolar que recebeu o nome de Augusto 
Severo. 
Sua sucessão dá indicações do esgotamento do sistema político oligárquico 
da região litorânea e agreste do estado, o que culminaria no final da década de 
1920 em modificações na vida pública estadual. Isso ocorreu através de 
mudanças na direção do partido Republicano na Província e das lideranças locais. 
José Augusto Bezerra de Medeiros, herdeiro político do Coronel José 
Augusto Bernardo de Medeiros, do Seridó, assumiu a direção do Partido e 
transferiu o eixo político do litoral para o sertão seridoense. Essa 
mudança corresponde à fase de grande desenvolvimento da cultura algodoeira 
no Estado. Para isso acontecer, alguns líderes, conseguiram impedir que Ferreira 
Chaves tivesse seu nome indicado pela terceira vez para disputar o governo do 
Estado. 
Na Convenção do partido estadual, foi indicado para o período de 1924 a 
1928, José Augusto B. de Medeiros, numa chapa conciliatória, em que a 
oposição indicava o candidato a vice. Foi o primeiro seridoense a ocupar o 
Governo Estadual, iniciando uma nova fase na política do Estado, afastando-se 
completamente da linha de seus antecessores, mais voltados à autonomia 
estadual. Firmava uma nova aliança, entre o poder estadual e o central. Sua 
linha política se insere na conjuntura nacional, com a oligarquia local e plena 
harmonia com a oligarquia que detém a hegemonia nacional. Defendia os 
interesses nacionais, na reordenação da política algodoeira. 
Essas alterações de ordem política se configuram na medida em que as 
oligarquias estaduais, desfrutando do apoio da União, não precisavam mais 
defender a autonomia regional. 
Juvenal Lamartine de Faria, em 1926, assumiu o governo do Estado. 
Era primo de José Augusto, ligado aos seus mesmos interesses e região, dando 
continuidade ao seu governo. Estimulou a produção de algodão e a diversificação 
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de culturas. Foi um governo de muitas realizações, que visavam ao 
desenvolvimento, principalmente de alguns setores da população, contudo, mais 
direcionadas às necessidades econômicas, do que sociais. Foram criadas escolas 
de aviação civil e campos de pousos, que facilitava as comunicações dentro do 
Estado. O voto feminino no Estado foi iniciativa de seu governo, quando foi eleita 
a primeira prefeita da América do Sul, Alzira Teixeira Soriano, em Lages. Sua 
administração demostrou a tendência ao autoritarismo e à centralização. Exercia 
forte repressão à oposição e à imprensa. 
Desde antes de seu governo, ocorriam as invasões de cangaceiros e 
bandidos. Era resultado de problemas ligados ao êxodo das estiagens que 
provocava a ocupação de latifúndios, algumas vezes de forma violenta, criando 
injustiças sociais. No ano de 1926, ocorreram três investidas, uma das quais 
comandadas por Massilon, em Apodi, e por Rabino e Lampião, que tentaram 
invadir Mossoró em 1927. 
A administração de Lamartine foi interrompida abruptamente pela 
Revolução de 1930. Na década de 1920 se espalhou uma agitação política por 
todo o país e por vários setores da sociedade, chegando no ano de 1929 com 
uma crise, que desembocou na Revolução de 1930. A crise política na conjuntura 
nacional evidenciava o resultado de tensões acumuladas no decorrer dos anos 
do regime republicano, tendo na crítica às oligarquias um dos seus elementos 
mais fortes. 
Nesse contexto, o fim das oligarquias rurais, que dominavam a cena 
política do país, e o fim dos sistemas de voto de cabestro, foram defendidos pela 
Coluna Prestes, movimento de cunho político-militar formado por tenentes, 
ocorrido entre 1925 a 1927, durante o governo do presidente Artur Bernardes. 
Em janeiro de 1926, a ColunaPrestes, que já havia percorrido outras localidades 
no Brasil, chegou ao Rio Grande do Norte, passando pela cidade de São Miguel, 
onde deixou um verdadeiro rastro de brutalidade, medo, destruição e miséria. 
Foi a localidade que mais sofreu com os ataques da Coluna Prestes na Província. 
No Rio Grande do Norte, Juvenal Lamartine, amigo de Getúlio Vargas, 
chefe do movimento revolucionário e candidato derrotado nas urnas, apoiou 
abertamente a candidatura governista de Júlio Prestes. Após a vitória do 
movimento revolucionário, Juvenal Lamartine foi deposto e exilou-se na Europa, 
só retornando ao estado no governo de Rafael Fernandes. 
 O governo do Estado exercido pela oligarquia do Seridó no Rio Grande do 
Norte apoiava o sistema de poder federal até então existente, isto é, a “política 
do café-com-leite” e não participou do levante de 1930. Mas também não 
defendeu, pelas armas, esse sistema de poder; ao contrário, percebendo que o 
movimento sairia vitorioso, o governador Juvenal Lamartine refugiou-se em 
Paris. Dessa forma, as tropas de apoio à Revolução vindas da Paraíba tomaram 
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com facilidade o poder no Rio Grande do Norte. Seguiram-se dois dias de 
agitação popular. 
 No âmbito nacional, com a Revolução de 1930 houve um profundo corte 
no processo histórico brasileiro, conduzindo Getúlio Vargas ao poder e rompendo 
com a estrutura tradicional, levada a efeito pelos militares, pela camada média 
e por alguns setores das oligarquias regionais em dissidência. A Revolução de 
1930, um marco na historiografia brasileira, foi um movimento político militar 
conduzido por uma coalização heterogênea contra o bloco hegemônico, que 
substituiu o federalismo oligárquico pela centralização política administrativa, 
fornecendo ao Estado os instrumentos indispensáveis à execução de uma política 
intervencionista e industrializante. 
A Revolução de 1930 encerra o período que compreende a República Velha 
ou Primeira República (1889-1930). 
 
3. A Segunda Guerra Mundial e o Rio Grande do Norte 
A eclosão da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) inclui o Rio Grande do 
Norte, mais precisamente a cidade de Natal, no panorama mundial. Pela situação 
geográfica privilegiada de ponto estratégico do Atlântico Sul, o Brasil tornou-se 
peça significativa nessa conjuntura internacional. 
Logo após a deflagração do conflito, em 1939, as autoridades norte-
americana iniciaram uma tática de aproximação com o Presidente Getúlio 
Vargas, com o objetivo de atraí-lo para o bloco das Potências Aliadas no combate 
contra as nações do Eixo – Alemanha, Itália e Japão. 
A partir do início do século XX, e principalmente a partir de 1930, os 
investimentos norte-americanos aumentaram no Brasil através de investimentos 
e de empréstimos. Contudo, no mesmo período, o país também se aproximou 
economicamente da Alemanha, através da concessão de empréstimos em 
condições mais vantajosas que as oferecidas pelos bancos norte-americanos. 
Para os alemães, o Brasil seria um importante parceiro comercial, o que deixou 
o governo brasileiro dividido entre os dois países. 
No início do conflito, em 1939, o Brasil manteve uma posição de pretensa 
neutralidade. Esse posicionamento do governo pode ser explicado pelas ligações 
históricas do Brasil com os países que formavam o bloco dos Aliados (Inglaterra 
e França e, posteriormente, os Estados Unidos). Os militares norte-americanos 
viam uma suposta aproximação entre o Brasil e a Alemanha como inaceitável. 
De 1939 a 1941, período inicial da Segunda Guerra Mundial, os Estados 
Unidos foram praticamente meros espectadores. Em 1941, após o ataque 
japonês à base norte-americana de Pearl Harbor, no Havaí, os Estados Unidos 
declararam guerra às potências do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Porém, em 
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virtude das condições técnicas da aviação da época e ao domínio nazista em 
quase todo o continente europeu era praticamente impossível enviar tropas para 
a Europa, através do Atlântico Norte. Por via marítima, havia a presença 
ameaçadora dos submarinos alemães. Buscou-se, então, como solução, a antiga 
rota utilizada pelos aviadores do início do século XX: Natal-Dakar. 
A utilização dessa rota, entretanto, dependia da posição política do 
governo brasileiro em relação ao conflito, pois na segunda metade da década de 
1930, o presidente Getúlio Vargas havia implantado uma ditadura no Brasil de 
cunho nazifascista. Entre os principais auxiliares do governo Vargas existiam 
simpatizantes dos regimes alemão e italiano e do liberalismo norte-americano e 
inglês. 
A pressão dos Estados Unidos, reforçada por empréstimos concedidos 
pelos bancos desse país, precipitou o rompimento das relações diplomáticas do 
Brasil com a Alemanha, a Itália e o Japão. O afundamento de navios brasileiros 
levou o nosso governo a declarar guerra ao Eixo. 
A colaboração brasileira com os Aliados consistiu na cessão de bases 
aéreas e navais no Norte e Nordeste do país. Além da cessão de bases militares 
para servir aos Aliados, envio de materiais estratégicos para os Estados Unidos 
e, ainda, já ao final da guerra, o envio de tropas para o front em território italiano 
Os Estados Unidos estabeleceram bases na região Nordeste do Brasil por 
considerarem-na especialmente desarmada, visto que a maioria das tropas 
brasileiras se concentravam na região Sudeste. 
 O governo Vargas fez, em 1941, incontestes movimentos em direção aos 
Aliados ao aprovar um projeto da Pan American Ariways (sob contrato do 
exército dos EUA) para modernizar aeroportos no Norte e Nordeste. 
O governo norte-americano, através do Ministério da Guerra concluiu que 
a única solução prática para o problema da defesa seria a construção e 
melhoramentos dos aeroportos no nordeste do Brasil. Essa construção seria 
executada em nome do Programa de Desenvolvimento dos Aeroportos e 
envolveria as linhas aéreas Pan American e suas subsidiárias. 
Foi permitido à Panair do Brasil construir, melhorar e aparelhar” 
aeroportos ao longo do litoral Norte-Nordeste. Os Estados Unidos investiram 
pesadamente para melhorar bases aeronavais no Norte e Nordeste (Belém, 
Natal e Recife) do Brasil. A ofensiva militar veio junto com a ofensiva cultural, 
quando o presidente Franklin Delano Roosevelt encarregou o milionário Nelson 
Rockefeller de dirigir um escritório cuja função era promover a melhoria das 
relações culturais com a América Latina, tendo o Brasil como alvo principal. 
Para fazer o trabalho de conquistar a simpatia dos brasileiros e estreitar os 
laços entre Brasil e Estados Unidos, foram recrutados grandes talentos para 
fazerem filmes voltados ao fortalecimento da opinião pró-EUA. Por trás dessas 
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atividades jaziam objetivos de longo prazo dos EUA, sendo um deles o aumento 
da sua penetração econômica no país. Embora o investimento norte-americano 
no Brasil já superasse o investimento britânico, investidores norte-americanos 
ansiavam por novos progressos. A colaboração durante a guerra oferecia uma 
base excelente para a ofensiva econômica norte-americana posterior. 
O governo brasileiro também passou a incrementaro efetivo militar na 
região, enviando para Natal o almirante Ary Parreiras com a incumbência de 
construir a Base Naval. A área escolhida para a construção da Base Naval foi o 
Refoles, no bairro do Alecrim, onde funcionava a Escola de Aprendizes de 
Marinheiro. A Marinha americana, instalada na Rampa, trabalhava 
harmoniosamente com a Marinha brasileira. 
Em julho de 1941, o presidente Vargas autorizou os Estados Unidos a 
construírem a Base Aérea de Natal. O projeto para a construção de tal 
empreendimento já estava pronto desde 1940, e a sua execução ficou a cargo 
da Pan Am. Assim, os norte-americanos construíram do outro lado da Base Aérea 
Brasileira, perto da lagoa, a base de Parnamirim Field. 
Além da Base, os americanos construíram um oleoduto interligando o 
Campo de Parnamirim e as docas do rio Potengi, garantindo assim o 
abastecimento de combustível para as organizações militares, e uma pista 
asfaltada para facilitar os deslocamentos entre a Base Aérea e a cidade de Natal. 
Também foram abertas estradas para Ponta Negra e Pirangi, facilitando o 
deslocamento de tropas que patrulhavam o litoral sul do estado. 
Em meados de 1942, Parnamirim Field era o aeroporto mais movimentado 
do mundo, a maior mobilização técnica obtida pelos Estados Unidos fora de seu 
território, que facilitava a descida imediata de 250 aviões. 
Enquanto isso, mudavam os costumes e a fisionomia da população da 
cidade e do país. Uma multidão de funcionários do governo norte-americano 
instalou-se no Brasil, atuando em consonância com as orientações do governo 
brasileiro. Foi na cidade de Natal, que a presença norte-americana se intensificou 
lenta e progressivamente entre 1941 e 1942, principalmente quando a guerra 
se expandiu e atingiu o norte da África. A participação do Brasil na guerra foi de 
fundamental importância para Natal, que se transformou em ponto de passagem 
das tropas norte-americanas que se dirigiam para o front no continente africano. 
Natal tornou-se mundialmente conhecida. Sua população sentiu de perto 
o clima de guerra. A cidade mudou, em virtude da presença dos norte-
americanos, novos hábitos foram adquiridos. 
Mudaram o vocabulário, o comportamento, as bebidas e o vestuário. 
Produtos americanos passaram a ser conhecidos em todo o Brasil e o inglês 
tornou-se a terceira língua estrangeira mais falada (depois do francês e do 
italiano), as pessoas passaram a frequentar cursos de inglês para se comunicar 
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com os norte-americanos. Houve um aumento da atividade comercial; esportes 
como o basquetebol e o voleibol difundiram-se pela cidade; irradiou-se a música 
estrangeira e a utilização de anglicismos; a população praticamente duplicou; a 
cidade virou trânsito de personalidades internacionais; e ocorreu um aumento 
substancial do custo de vida. 
A guerra também trouxe para Natal uma das maravilhas da modernidade. 
Enquanto o país enfrentava um racionamento de combustíveis, a capital do Rio 
Grande do Norte ganhava a sua primeira estrada asfaltada, a “Parnamirim Road, 
um empreendimento norte-americano e que ficou conhecida simplesmente por 
“a Pista”, pela população local. 
Como Natal estava em possível área de combate, as Forças Armadas 
promoveram curso de enfermagem para alguma eventualidade. A Maternidade 
Januário Cicco (na época Maternidade de Natal) foi transformada em hospital 
militar, o Hospital Onofre Lopes (na época Miguel Couto) foi reestruturado, a 
Associação dos Escoteiros fundou o Hospital Luiz Soares (na época Policlínica). 
E a Cruz Vermelha Internacional também chegou, fundando uma filial. 
A cidade passou por sucessivos black-outs e foram construídos abrigos 
antiaéreos. 
Em 28 de janeiro de 1943, com a política externa brasileira francamente 
favorável aos Estados Unidos da América, os presidentes Getúlio Dorneles 
Vargas e Franklin Delano Roosevelt encontraram-se, de forma sigilosa, em Natal 
para definir os novos rumos que Brasil e Estados Unidos deveriam seguir, tendo 
em vista o recuo das tropas alemãs na África e o possível desfecho do conflito, 
com a derrota do Eixo. 
O dia 6 de junho de 1944 marca o início do fim da guerra. Naquele dia (dia 
D), os Aliados desembarcaram no norte da França e começaram a desbaratar as 
forças de defesa alemãs, libertando Paris a 25 de agosto e chegando ao Reno 
em setembro, de onde penetraram pelo oeste no coração da Alemanha, ao 
mesmo tempo em que tropas soviéticas faziam o mesmo pelo leste. 
O final de 1944 tornou a guerra algo remoto para o Brasil. A possibilidade 
de guerra submarina fora definitivamente afastada. Assim, em 1944 começou a 
retirada dos equipamentos militares, bem como algumas trocas de comando, 
prenunciando o início do fim da presença norte-americana em Natal. No início 
de 1945 a guerra não havia ainda terminado e contingentes militares norte-
americanos foram mandados de volta para os Estados Unidos. As unidades 
militares brasileiras também foram remanejadas, fazendo Natal experimentar o 
desemprego, o desalento, a pobreza e a desorganização das famílias. 
As empresas de transporte aéreo foram encerrando suas atividades no 
segundo semestre de 1944. Somente a Eastern Airlines ficou operando no 
Atlântico Sul. 
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Com o objetivo de evitar um sério colapso econômico depois da retirada 
das forças americanas no período posterior à guerra, a Junta de Aeronáutica 
Civil dos Estados Unidos da América indicou Natal como uma importante área 
na esfera da aviação civil no pós-guerra. Natal foi escolhida pelas autoridades 
aeronáuticas norte-americanas como uma das vinte prováveis rotas aéreas 
básicas para expansão comercial. As duas rotas nas quais Natal foi 
especificamente mencionada foram as de Natal-Paris, via Dakar, Casablanca, 
Tânger e Madri, e Natal-Cidade do Cabo, via Dakar, Monrôvia, Lagos ou Acra, 
Brazzaville e Johannesburg. 
O último contingente militar dos Estados Unidos deixou Natal no dia 26 de 
novembro de 1946. A partir daí, com o fim da Guerra e as transformações 
ocorridas no Brasil, Natal foi aos poucos esquecida, perdendo a posição de a 
mais importante no Nordeste. Entretanto, as mudanças na cidade revelam-se 
irreversíveis, pois a influência norte-americana foi marcante na população. 
 
4. Os governos militares e a formação das “novas oligarquias” 
Em 31 de março de 1964, um Golpe de Estado dá início ao período da 
ditadura no Brasil, sob o comando dos militares, até o ano de 1985. As Forças 
armadas, apoiadas por setores da classe média e pela classe alta, depuseram 
um governo legalmente estabelecido, o governo de João Goulart, impedido de 
realizar as reformas de base que pretendia, por não contar com a maioria do 
Congresso. 
Essa fase de repressão se caracterizou por 3 diretrizes básicas: o 
rompimento da normalidade institucional, com a gestão dos militares no 
estabelecimento e no funcionamento dos três poderes básicos, o Executivo, 
Legislativo e Judiciário, excluindo, assim, o Estado de Direito; as restrições e 
exclusão da participação do conjunto da população no processo político; e a 
opção pelo modelo capitalista de desenvolvimento com o afastamento de todas 
as manifestações que se aproximassem do socialismo e a aceitação do papel 
hegemônico dos Estados Unidos, por serem a principal potência. 
O país passou a crescer do ponto de vista econômico, mas sem impacto 
favorável para as condições de vida da população e também adquirindo dívidas,provocando uma crise econômica e social. O fracasso do modelo econômico ficou 
mais patente no governo do General Figueiredo, com altas taxas de inflação, 
crescente dívida externa e déficit público das empresas estatais. 
Esse desgaste gerou um descontentamento por parte da Igreja e setores 
mais atuantes da classe média e alta, que passaram a reivindicar uma mudança. 
A solução seria uma transição “lenta e gradual” para a democracia. Um dos 
indicadores desse desgaste do regime político-militar foi a campanha popular 
para a volta das eleições diretas para a presidência da República, que começou 
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desde 1982. O regime ainda continuou até a eleição para presidente da 
República, pela primeira vez de um civil – Tancredo Neves, mesmo que de forma 
indireta através de um Colegiado. 
No Rio Grande do Norte, em 1964, com o Golpe Militar, como em outros 
estados, ocorreu o desencadeamento de uma ação rápida e fulminante, sem 
espaço para o aparecimento de qualquer resistência. Intelectuais e políticos 
foram presos e torturados, alguns foram exilados; muitos tiveram os seus 
direitos políticos suspensos; outros foram mortos pelos agentes da repressão. 
Foram, de alguma forma, calados. Ao ocorrer o Golpe, o governador do Estado 
era Aluízio Alves e o prefeito de Natal era Djalma Maranhão. 
Em 1965, foi realizada a última eleição para governadores dos Estados na 
nova situação, pelos partidos. Nesse mesmo ano, o ato institucional nº 2, de 
outubro de 1965, extinguiu os partidos políticos existentes, o que fez surgir o 
bipartidarismo, com os novos partidos - a ARENA (Aliança Renovadora Nacional) 
- partido que dava que dava sustentação política aos militares, e o MDB 
(Movimento Democrático Brasileiro) – partido de oposição. 
No ano seguinte, o Ato Institucional nº 3, de fevereiro de 1966, estabelecia 
eleição indireta para governadores dos Estados pelas Assembleias Estaduais, e 
nomeação dos prefeitos das capitais pelos governadores. Isso deu origem aos 
chamados governadores biônicos (1970/1982), pois a eleição indireta apenas 
ratificava a indicação do governo federal. 
No quadro político local, inicialmente, tanto Dinarte Medeiros Mariz, 
quanto Aluízio Alves, as duas lideranças do Rio Grande do Norte, se 
filiaram à ARENA. A convivência entre os dois no mesmo partido, entretanto, 
não era tranquila, com os seguidores de ambos fazendo a distinção entre a 
ARENA verde (aluizistas) e a ARENA vermelha (dinartistas). 
O Regime Militar acirrou ainda mais o radicalismo político no Rio Grande 
do Norte, sobretudo, nas décadas de 1960 e 1970, a rivalidade entre Aluízio 
Alves e Dinarte Mariz. 
Em 1965, Aluízio Alves apoiou Walfredo Gurgel para o governo do estado 
contra Dinarte Mariz. A vitória de Walfredo Gurgel impediu que o estado fosse 
governado, pela segunda vez, por Dinarte, confirmando a supremacia política da 
família Alves e, ao mesmo tempo contribuindo para o aumento do radicalismo 
político. 
Em 1966, Dinarte vetou a candidatura de Aluízio Alves para o Senado. 
Apesar de dominar a maioria dos diretórios municipais da ARENA, Dinarte não 
teve forças para fazer um candidato seu, contentando-se com um arranjo de 
conveniência. O mossoroense Duarte Filho foi o escolhido pela ARENA. Sua 
indicação e eleição, como candidato consensual da ARENA verde (Aluízio) e da 
ARENA vermelha (Dinarte), não garantiu a pacificação do partido. Fermentavam, 
ainda, as rivalidades entre verdes e vermelhos. 
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A adoção da sublegenda era garantia de permanência dos dois principais 
rivais na política do Rio Grande do Norte no mesmo partido, a ARENA. Ela, no 
entanto, amortecia o confronto, mas não acabava com ele. 
A implantação do Ato Institucional nº 5 resolveu a cisão na base governista 
do Estado, mas não garantiu uma convivência pacífica entre os dois maiores 
grupos políticos do Rio Grande do Norte. Aproveitando-se da decretação desse 
Ato e de sua convivência próxima com o presidente Costa e Silva, Dinarte Mariz 
conseguiu, em 1969, a cassação de Aluízio Alves. Assim, tornou-se mais forte 
(e praticamente a única) liderança política de expressão no Rio Grande do 
Norte. 
Em 1966, o MDB na Assembleia Legislativa, cresceu exponencialmente, 
dobrando a sua bancada, que passou de três para seis deputados estaduais. 
A escolha dos candidatos, porém, precisava contar com a anuência das 
Forças Armadas. No Rio Grande do Norte, Dinarte era a voz civil mais ouvida na 
escolha. 
O primeiro governador eleito indiretamente (biônico) foi Cortez Pereira, 
procurou fazer um governo que fugisse ao convencional. Tentou transformar a 
realidade socioeconômica do estado, pois era um mero produtor de matérias 
primas, além de suscetível às crises advindas das secas periódicas. Fez projetos 
de criar polos agroindustriais em diversas regiões, capazes não somente de criar 
renda permanente para a população, mas que também conseguisse impedir o 
êxodo rural para os principais centros urbanos, como Natal e Mossoró. No 
entanto, o governador desgastou-se com atritos com algumas lideranças 
militares, gerando um quadro de constante tensão política, o que o levou, 
posteriormente, à cassação de seus direitos políticos pelo Ato Institucional nº 5. 
Na década de 1970, surgiu uma nova oligarquia política no rio Grande do 
Norte – Maia, liderada por Tarcísio Maia, substituindo a liderança do senador 
Dinarte Mariz. 
Com o processo de abertura política em marcha, a participação política de 
Aluízio Alves foi se acentuando (aproximava-se o fim de sua cassação), ao 
mesmo tempo que ressurgia na ARENA uma liderança política para ofuscar e 
substituir a de Dinarte: o governador Tarcísio Maia. 
A indicação de Tarcísio Maia para governar o estado tinha o objetivo de 
construir um consenso entre as lideranças arenistas no estado e, também, de 
estabelecer uma ponte entre a ARENA e alguns líderes emedebistas, 
principalmente a facção do partido controlada pela família Alves. 
O governo de Tarcísio Maia foi extremamente inteligente, pois buscou 
afastar-se do radicalismo reinante no estado, devido às rivalidades entre Aluízio 
Alves e Dinarte Mariz, aproximando-se da oposição, praticamente anulada 
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através do acordo político conhecido como “Paz Pública”, aliança entre ele, 
Tarcísio Maia, e Aluízio Alves, ainda atuante nos bastidores. 
Com a oposição enfraquecida politicamente, o caminho ficou aberto para 
Tarcísio Maia indicar Lavoisier Maia, seu primo, para sucedê-lo no governo do 
estado, iniciando e consolidando a liderança política da família Maia. 
A aproximação política entre as famílias Alves e Maia começou em 1974, 
quando Aluízio Alves, consultado pelo ex-ministro João Agripino, irmão de 
Tarcísio Maia e fiador de sua indicação para governar o Rio Grande do Norte, 
não se contrapôs à indicação deste ao governo do estado e se comprometeu em 
não dificultar a sua administração. 
Nas eleições de 1978, Tarcísio Maia e Aluízio Alves aproximaram-se ainda 
mais para viabilizar a eleição de Jessé Pinto Freire para o Senado. Essa 
aproximação desagradou o senador Dinarte Mariz, que apoiou a candidatura de 
Radir Pereira.A atitude de Dinarte afastou-o ainda mais do governador Tarcísio 
Maia (como também da cúpula dirigente do regime militar). 
Dinarte Mariz, Tarcísio Maia e Jessé Freire eram os mais proeminentes 
líderes políticos arenistas no estado. A sucessão estadual passava 
obrigatoriamente por eles. 
Dinarte Mariz desgastou-se muito ao romper com o governador Tarcísio 
Maia, e viu sua liderança política enfraquecer. Ao mesmo tempo, a família Alves 
conseguia recompor sua liderança no seio do MDB. 
Terminada a eleição de 1978, começaram a aparecer os primeiros sinais 
de desgaste na aliança política feita entre Aluízio Alves e Tarcísio Maia. Os planos 
dos dois líderes entravam em choque, pois ambos tinham em mente a disputa 
pelo governo do estado em 1982: Aluízio era o candidato do PMDB, enquanto 
Tarcísio Maia planejava a candidatura de seu filho, José Agripino Maia, pelo PDS. 
Lavoisier Maia procurou dar prosseguimento às ações administrativas do 
seu antecessor, Tarcísio Maia. O momento, porém, era outro. O país passava 
pelo processo de redemocratização, com a volta dos anistiados, o fim do 
bipartidarismo e uma atuação mais desinibida dos grupos de oposição, com a 
ocorrência de greves dos servidores públicos estaduais além de ter uma 
imprensa oposicionista mais aguerrida e vigilante. 
Nas eleições de 1982, defrontaram-se Aluízio Alves e José Agripino Maia. 
Era a estreia eleitoral de Agripino, enquanto Aluízio tentava chegar ao Palácio 
Potengi pela segunda vez. A vitória de José Agripino sobre Aluízio Alves por uma 
diferença de mais de 100 mil votos confirmava a estratégia vitoriosa elaborada 
por Tarcísio Maia e sedimentava a liderança da família Maia. A vitória de Agripino 
selou o fim da rivalidade Alves-Mariz, substituída agora por Alves-Maia. 
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As duas famílias, apesar de rivais no estado, estiveram unidas, em 1984, 
no apoio à candidatura de Tancredo Neves à Presidência da República 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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QUESTÕES COMENTADAS 
 
01) (FCC/MPE RN/2012 - ANALISTA) As oligarquias norte-rio-
grandenses também se utilizavam da violência e das fraudes para 
vencer as eleições. Os líderes políticos estaduais ordenavam às 
lideranças municipais a utilização de atas falsas, o alistamento de 
eleitores mortos ou ausentes, a proibição do alistamento aos eleitores 
da oposição, etc. Utilizando-se desses artifícios, as oligarquias 
estaduais mantiveram-se no poder por mais de 30 anos, sem maiores 
sobressaltos, subvertendo o regime republicano (...). 
(Sérgio Luiz Bezerra Trindade. História do Rio Grande do Norte. Natal: 
Editora do IFRN, 2010. p 162) 
É correto afirmar que durante a República Velha, as oligarquias norte-
rio-grandenses subvertiam o regime ao se utilizarem dos mecanismos a 
que o texto descreve, pois, 
a) menosprezavam um dos elementos essenciais da democracia: a 
rotatividade do poder. 
b) rechaçavam um dos princípios básicos da república: o 
unipartidarismo. 
c) defendiam um dos pilares principais do nacionalismo: a autonomia 
política das províncias. 
d) apoiavam um dos ideais básicos do anarquismo: a república de 
grandes proprietários. 
e) contrariavam uma das bases fundamentais do liberalismo político: o 
sistema de eleição direta. 
 
COMENTÁRIOS: 
As oligarquias detinham o poder através do voto de cabresto e de medidas 
que beneficiavam seus próprios grupos, dominando as indicações de candidatos 
e controlando os resultados das votações, anulando a oposição. Assim, os 
mesmos grupos permaneciam no poder, impedindo a rotatividade do poder. 
Gabarito: A 
 
02) (FCC/MPE RN/2012 – ANALISTA) Observe a foto. 
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No encontro entre os presidentes, retratado na foto acima, Brasil e 
Estados Unidos estreitaram relações e acordaram em construir um 
Quartel General que tornou o Rio Grande do Norte decisivo no processo 
da vitória aliada na Segunda Guerra Mundial pois, 
A) assegurou a hegemonia política dos Estados Unidos sobre a 
navegação do Atlântico Norte que ficou permanentemente sob a 
fiscalização e o controle dos norte-americanos. 
B) abalou o esforço desprendido pelos alemães na América Latina que 
viram seu poderio militar enfraquecer durante a expansão na África 
Ocidental e no Nordeste brasileiro. 
C) barrou a expansão alemã que pretendia dar um salto da África 
Ocidental à América do Sul, passando pelo Nordeste brasileiro, ocupado 
antes por tropas norte-americanas. 
D) deteve principalmente as ameaças alemãs sobre os países da 
América Central, cuja produção petrolífera era vital para a economia dos 
países aliados, durante a guerra. 
E) consistiu em uma manobra estratégica fundamental na luta contra o 
perigo do avanço do nazifascismo em países da América do Sul, 
economicamente empobrecidos pela guerra. 
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COMENTÁRIOS: 
A presença das tropas norte-americanas na cidade de Natal se intensificou 
entre 1941 e 1942 com a expansão da Segunda Guerra Mundial para o norte da 
África. A participação do Brasil, através do Rio Grande do Norte, tornou-se 
decisiva no processo da vitória aliada na Guerra, transformando Natal em ponto 
de passagem das tropas norte-americanas, que se dirigiam para o front no 
continente africano, e barrando a expansão alemã para a América do Sul. 
Gabarito: C 
 
03) (CESPE/UERN/2010 - TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR) Quanto ao 
envolvimento do Brasil, e em particular do Rio Grande do Norte, na 
Segunda Guerra Mundial, assinale a opção correta. 
a) A participação da cidade de Natal na Segunda Guerra Mundial foi 
reduzida, visto que o Brasil declarou neutralidade perante as nações 
envolvidas no conflito. 
b) O Rio Grande do Norte teve participação efetiva no conflito, tanto 
que, durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade de Natal ficou 
conhecida internacionalmente como Trampolim da Vitória. 
c) Embora o Brasil tenha participado da Segunda Guerra Mundial, o Rio 
Grande do Norte, devido ao seu distanciamento geográfico manteve-se 
neutro, não tendo contribuído para a participação brasileira na referida 
guerra. 
d) No momento em que ocorria a Segunda Guerra Mundial, os 
presidentes Getúlio Vargas e, Franklin Roosevelt firmaram acordo, nas 
águas do Potengi, de que Natal seria considerada uma zona neutra no 
conflito. 
e) A cidade de Natal foi usada somente como posto de observação da 
Força Aérea Brasileira, pela sua posição geográfica determinante, 
abstendo-se de participar efetivamente do conflito mundial. 
 
COMENTÁRIOS: 
Com a participação do Rio Grande do Norte na Segunda Guerra Mundial, 
a cidade de Natal se transformou em base e ponto de passagem das tropas 
norte-americanas que se dirigiam para o front no continente africano, ficando 
conhecida como “trampolim da vitória”. 
Gabarito: B 
 
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04) (FCC/MPE-RN/2010 - AGENTE ADMINISTRATIVO) Durante a 
Segunda Guerra Mundial, a cidade de Natal cresceu e evoluiu com a 
presença de contingentes militares brasileiros e aliados, consumando o 
seu progresso com a construção das bases aérea e naval. Sobre essa 
presença é correto afirmar que os norte-americanos, 
a) ao introduzirem estratégias militares e práticas bélicas, favoreceram 
a centralização política na cidade e o enfraquecimento do poder 
controlado pela oligarquia nas áreas rurais. 
b) ao trazerem novos produtos e a visão democrática, estimularam 
mudanças no modo de vida da cidade e exerceram influências visíveis 
em Natal, até os dias atuais. 
c) ao dinamizarem a economia da cidade e sua modernização, 
contribuíram para a redução das desigualdades sociais e para os 
habitantes usufruírem de uma melhor qualidade de vida. 
d) ao elegerem a integração das principais bacias hidrográficas como 
entrada e saída de embarcações militares, tornaram Natal um dos alvos 
de ataque inimigo e "Trampolim da Vitória". 
e) ao assimilarem os valores e costumes tradicionais e a produção 
artesanal, impulsionaram acentuadamente a atividade urbana e o ritmo 
de crescimento econômico da cidade. 
 
COMENTÁRIOS: 
Em virtude da presença dos norte-americanos em Natal, produtos 
americanos passaram a ser conhecidos em todo o Brasil e novos costumes foram 
adquiridos, mudando a fisionomia da população e do seu modo de vida, assim a 
influência norte-americana foi marcante na cidade, até os dias de hoje. 
Gabarito: B 
 
05) (FCC/MPE RN/2010 - ANALISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO) 
Quando o golpe já estava deflagrado, Aluízio Alves publicou nota no 
jornal Tribuna do Norte, intitulada Ao Povo, na qual informava lamentar: 
...que o presidente João Goulart, a quem reconhece e sempre há de 
proclamar inestimáveis serviços ao Rio Grande do Norte (...) não tenha 
podido impedir a radicalização das posições ideológicas e políticas, 
conduzindo o país a um impasse intolerável, que só pode ser 
solucionado com o respeito às tradições das forças armadas". 
(Tribuna do Norte, 02/04/64). (In: http://www.cerescaico.ufrn.br/rnnaweb/historia/republica/ 
politica_1964.htm. Acessado em 27/04/2010) 
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O texto e o conhecimento histórico permitem inferir que o governador 
Aluízio Alves, com a publicação em 1964, 
a) faz uma defesa intransigente da legalidade, passando a se colocar do 
lado das forças populares e democráticas do Estado em oposição aos 
golpistas. 
b) comunica ao Comando Militar que estaria do lado da democracia e do 
presidente, conclamando o povo a resistir ao golpe militar no Estado. 
c) rompe definitivamente com os movimentos populares, passando a 
adotar práticas oligárquicas e repressivas no Estado após a Ditadura 
Militar. 
d) adota medidas preventivas para impedir que os militares se 
instalassem no Estado e promovessem, por meio da força, a perturbação 
da ordem. 
e) define uma posição favorável aos golpistas, passando a integrar-se 
ao movimento, assumindo com os militares a defesa da Ditadura Militar 
no Estado. 
 
COMENTÁRIOS: 
A Ditadura Militar teve início com o Golpe Militar em 1964, retirando do 
poder o presidente João Goulart. O Rio Grande do Norte, com Aluízio Alves no 
governo, não esboçou resistência ao Golpe, o governador apoiou a Ditadura 
Militar. 
Gabarito: E 
 
06) (FCC/Assembleia Legislativa RN/2013 - ANALISTA LEGISLATIVO) 
Derrotados nas revoltas do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do 
Sul, os “tenentes” formaram a Coluna Prestes, que percorreu o Brasil 
levando mensagens contra as oligarquias, o coronelismo e o 
clientelismo eleitoral, entre outras. Em relação à presença da Coluna no 
Rio Grande do Norte, é correto afirmar: 
A) No município de São Miguel, em 1926, os integrantes da Coluna 
fizeram saques em casas comerciais, embora encontrassem resistência 
armada de cerca de vinte homens. 
B) Não houve, no Estado, qualquer confronto com os integrantes da 
Coluna, pois nas cidades por onde passaram receberam muitas adesões 
à causa que defendiam. 
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C) A Coluna não entrou no Estado, pois sua meta era alcançar 
rapidamente a Bolívia, onde Luís Carlos Prestes havia se refugiado após 
sofrer intensa repressão. 
D) Os políticos potiguares não tomaram conhecimento das ações da 
Coluna e, portanto, não criaram grupos de resistência para eventuais 
combates. 
E) A conquista do Rio Grande do Norte foi o principal alvo da Coluna, 
sobretudo depois de ter sido fortemente rechaçada na Paraíba. 
 
COMENTÁRIOS: 
 A Coluna Prestes percorreu o Brasil tendo como uma de suas bandeiras a 
defesa do fim das oligarquias rurais. Chegou ao Rio Grande do Norte em 1926. 
No Estado, passou pela cidade de São Miguel, com brutalidade, causando medo, 
destruição e miséria. 
Gabarito: A 
 
07) (CESPE/UERN/2010 - AGENTE TÉCNICO ADMINISTRATIVO) 
Estratégica base militar dos Aliados no litoral da América do Sul, na 
Segunda Guerra Mundial, o RN foi cenário de importante encontro, em 
1943, dos presidentes do Brasil e dos Estados Unidos da América, 
respectivamente 
a) Café Filho e Nixon. 
b) Vargas e Roosevelt. 
c) Goulart e Ford. 
d) Castelo Branco e Clinton. 
e) Juscelino e Reagan. 
 
COMENTÁRIOS: 
Os presidentes Getúlio Dorneles Vargas, do Brasil, e Franklin Delano 
Roosevelt, dos EUA, encontraram-se de forma sigilosa em Natal, durante a 
Segunda Guerra Mundial, no dia 28 de janeiro de 1943. O objetivo era definir os 
novos rumos que os dois países iriam seguir com o recuo das tropas alemãs na 
África e o possível desfecho do conflito, com a derrota do Eixo. 
Gabarito: B 
 
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08) (FCC/AL RN/2013 - ASSESSOR TÉCNICO DE CONTROLE INTERNO) 
As atividades político-partidárias no Rio Grande do Norte, após a 
instalação do regime militar em 1964, eram dominadas por duas forças 
políticas: de um lado, os partidários de Aloísio Alves; de outro, os de 
Dinarte Mariz. Em relação à trajetória dos dois líderes potiguares, 
durante esse período, é correto afirmar que 
 a) ambos superaram a rivalidade política local, enquanto militaram na 
Aliança Renovadora Nacional (Arena). 
 b) Aloísio Alves e Dinarte Mariz, apesar de rivais políticos no Estado, 
uniram-se contra o regime militar. 
 c) nenhum dos dois ocupava cargo executivo em 1964. 
 d) Dinarte Mariz, depois de 1964, somente ocupou o cargo de deputado 
federal. 
 e) Aloísio Alves ajudou a eleger seu sucessor, Walfrido Dantas Gurgel, 
concorrente de Dinarte Mariz ao governo estadual em 1965. 
 
COMENTÁRIOS: 
No quadro político local do Rio Grande do Norte, havia, inicialmente, duas 
lideranças, Dinarte Medeiros Mariz e Aluízio Alves, ambos filiados à ARENA, 
partido que dava sustentação ao Regime Militar. Contudo, o primeiro era da 
ARENA vermelha (liderada pelos dinartistas) e o segundo, da ARENA verde 
(liderada por Aluízio Alves). 
Em 1965, AluízioAlves apoiou Walfredo Gurgel para o governo do Estado 
contra Dinarte Mariz. Sua vitória impediu que o estado fosse governado pela 
segunda vez por Dinarte, contribuindo para firmar a supremacia política da 
família Alves e aumentar o radicalismo político no Rio Grande do Norte. 
Gabarito: E 
 
09) (UFRN/1999) Em relação à família Albuquerque Maranhão, Itamar 
de Souza afirma: 
Durante a República Velha no Rio Grande do Norte, o sustentáculo 
econômico da oligarquia Maranhão foi, sem dúvida, o sal e o açúcar. Por 
isso, logo que assumiram o poder, os Maranhão implantaram o 
monopólio do sal, contrariando, assim, a ideologia liberal da livre 
concorrência e entregaram-no a grupos econômicos que lhes apoiavam 
financeiramente nas lutas políticas. Favores especiais foram concedidos 
aos senhores de engenho, porque esta era a forma de o "Estado" 
beneficiar o Sr. Fabrício Maranhão, irmão de Pedro Velho e proprietário 
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da "Usina Ilha do Maranhão", localizada em Canguaretama, e outros 
correligionários do setor residentes no agreste potiguar. 
[adaptação] SOUZA, Itamar de. A República Velha no Rio Grande do Norte (1889--1930). 
Natal:[s.n.], 1989. p.21. 
A partir dessa análise, pode-se afirmar que o poder oligárquico dos 
Albuquerque Maranhão apoiava-se 
A) num conjunto de medidas legais e práticas informais de mútuo 
auxílio que sustentavam a articulação entre o Governador e seus 
partidários. 
B) na prática de uma política econômica racional que estava de acordo 
com as diretrizes modernizantes da República. 
C) na tradição do nome da família, ligada ao início da colonização do Rio 
Grande, que garantia o respeito dos concidadãos locais. 
D) numa grande massa de trabalhadores vinculados à produção de sal 
e à de açúcar, devido à política social implantada em favor dessas 
categorias. 
 
COMENTÁRIOS: 
Na República Velha, as oligarquias estaduais eram sustentadas pelos 
chefes municipais, que recebiam em troca dos votos que possuíam, os favores 
do governo, como nomeações e proteção, da mesma forma que os oligarcas 
recebiam do Governo Central. No Rio Grande do Norte, o poder da oligarquia 
da família Maranhão também se apoiava em uma relação de troca de favores e 
obrigações. 
Gabarito: A 
 
10) (FCC/AL-RN/2013 - TÉCNICO LEGISLATIVO) Às vésperas da 
Proclamação da República, no Rio Grande do Norte, 
a) prevalecia, na oposição à monarquia, a postura dos habitantes de 
Natal, que saíram às ruas pleiteando novo regime. 
b) foram criados o Partido Republicano, em janeiro de 1889, e 
posteriormente o jornal A República, para divulgação de sua plataforma. 
c) eram fortes as manifestações populares contra representantes da 
monarquia, como o conde D’Eu. 
d) não havia descontentamento dos setores econômicos algodoeiro e 
açucareiro contra as políticas da monarquia. 
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e) inexistiam núcleos políticos republicanos e tampouco jornais de 
oposição à monarquia. 
 
COMENTÁRIOS: 
Os ideais republicanos tomaram impulso no Rio Grande do Norte a partir 
de 1870, antes da Proclamação da República (novembro de 1889), com a 
participação de expressivas lideranças políticas e econômicas. 
Mas, foi somente, em 1889, às vésperas da Proclamação da República, 
que foram fundados no Rio Grande do Norte: o jornal “A República”, por Pedro 
Velho, que publicava matérias que atacavam a monarquia e enaltecia os ideais 
republicanos; e o Partido Republicano, dirigido também por Pedro Velho. 
Gabarito: B 
 
11) (COMPERVE/PREFEITURA MUNICIPAL CEARÁ MIRIM/2016-1 – 
PROFESSOR DE HISTÓRIA) No contexto da Segunda Guerra Mundial 
(1939-1945), a política da boa vizinhança difundida pelos Estados 
Unidos da América conquistou a adesão brasileira ao bloco dos países 
aliados, materializada em meados de 1942, com a construção de 
Parnamirim Field, base norteamericana sediada em Natal, no Rio Grande 
do Norte. 
Uma das principais implicações derivadas dessa adesão brasileira foi 
A) o inevitável fortalecimento das forças democráticas, responsáveis 
pela derrubada do Estado Novo, com a instalação de um governo de 
natureza antioligárquica no Rio Grande do Norte. 
B) a expressiva rejeição ao processo de americanização ocorrido 
durante a presença de milhares de americanos em Natal, tidos, à época, 
como tropas ostensivas de ocupação. 
C) a criação de uma situação insólita, que evidenciou as contradições 
existentes entre os ideais norteadores da luta travada na Europa e os 
princípios que sustentavam o governo Vargas. 
D) o gradual rompimento da influência americana sobre o governo 
brasileiro no pós-guerra, a partir das orientações elaboradas e 
disseminadas pela ESG, Escola Superior de Guerra. 
 
COMENTÁRIOS: 
A cidade de Natal, durante a Segunda Guerra Mundial, com a construção 
da base naval de Parnamirim Field, transformou-se em ponto de passagem das 
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tropas norte-americanas que se dirigiam para o front no continente africano. 
Contudo, apesar da colaboração do Brasil com o bloco dos países aliados, essa 
adesão revelou contradições, uma vez que Vargas havia implantado no Brasil 
uma ditadura de cunho nazifascista. Além disso, entre os principais auxiliares do 
governo Vargas existiam simpatizantes dos regimes alemão e italiano. E também 
nesse período o país se aproximou economicamente da Alemanha. 
Por outro lado, os investimentos norte-americanos aumentaram no Brasil. 
E para os EUA, a aproximação entre Brasil e Alemanha na guerra era inaceitável. 
Após o ataque japonês à base norte-americana de Pearl Harbor, a 
declaração da Alemanha e seus aliados de guerra aos Estados Unidos exigiu uma 
reorientação do governo de Vargas, que precisou sair da posição inicial de 
neutralidade que havia adotado. 
Sua decisão foi decretar o rompimento com os países do Eixo e sua adesão 
ao bloco dos países aliados. Como reação, a Alemanha bombardeou navios 
brasileiros, e em resposta, o Brasil colaborou com os países aliados com a cessão 
de bases aéreas e navais no Norte e Nordeste do país. Desse modo, essa 
situação demonstrou contradições na escolha de Vargas, na medida que deu 
apoio ao bloco dos países aliados, e este combatia a ideologia que sustentava 
seu governo. 
 Gabarito: C 
 
12) (COMPERVE/PREFEITURA DE CANGUARETAMA/2006 – NÍVEL 
SUPERIOR – PROFESSOR DE HISTÓRIA) A Oligarquia Albuquerque 
Maranhão governou o Rio Grande do Norte nas duas primeiras décadas 
da República. Durante o segundo governo de Alberto Maranhão (1908-
1913), pode-se constatar o vínculo entre o poder exercido pela 
oligarquia e seus interesses econômicos, quando foram 
A) feitos investimentos na modernização em várias cidades do Estado, 
melhorando os serviços de energia, água e esgoto. 
B) abertas estradas de automóvel ligando o litoral aos principais troncos 
ferroviários do Estado, apoiando a produção salineira. 
C) iniciados os serviços de navegação de cabotagem, intensificando as 
relações comerciais no litoral. 
D) tomadas medidas de incremento à lavoura algodoeira, na região do 
Seridó. 
 
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O sistema eleitoral que elegia os representantes do Estado com o voto 
aberto, sob o poder de coerção dos coronéis, atendia aos interesses econômicos 
das famílias oligárquicas que estavam no poder no Rio Grande do Norte. Essa 
relação entre poder e atendimento de interesses econômicos pode ser percebida 
na oligarquia Albuquerque de Magalhães. Um exemplo é o empréstimo solicitado 
no exterior pelo governante Alberto Magalhães, com cujo dinheiro contratou e 
beneficiou empresas de família e amigos para realizar obras na cidade de Natal. 
Vejamos as alternativas: 
A) Incorreta. Alberto de Magalhaes, no seu segundo mandato, empreendeu 
obras modernizadoras, beneficiando somente a cidade de Natal, que contava 
com o apoio de lideranças estaduais. Para alcançar o ideal de cidade moderna 
almejado pelas elites, realizou melhoramento urbanos, como o encanamento de 
água e linhas eletrificadas para alguns bairros, e a construção de fábricas que 
gerou um acentuado crescimento econômico na cidade. 
B) Correta. No início da década de 1910, os caminhos do Estado que ligavam 
os municípios eram predominantemente carroçáveis. O transporte de 
mercadorias ocorria através das tropas de mulas. Nessa época, a inexistência 
de estradas de ferro e de rodagem era quase total. O segundo governo de 
Alberto Maranhão se preocupou, sobretudo, com a integração dos municípios, e 
com esse objetivo, mandou construir mais de três mil quilômetros de estradas 
carroçáveis. Em 1912, foi firmado um contrato para a construção da terceira 
ferrovia do Estado. Quanto às estradas de rodagem, em 1914, foi iniciado o 
trajeto da Estrada de Automóveis do Seridó. Essas estradas ligariam o litoral às 
ferrovias. 
C) Incorreta. A cabotagem, transporte realizado entre portos, para circulação 
e comércio de mercadorias, já era realizado antes desse governo, desde o 
período colonial. 
D) Incorreta. A cidade de Mossoró, uma das principais do Estado junto com 
Natal, é que se destacou com a produção de algodão, tornando-se um empório 
comercial. 
Gabarito: B 
 
 
 
 
 
 
 
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LISTA DE QUESTÕES 
 
01) (FCC/MPE RN/2012 - ANALISTA) As oligarquias norte-rio-
grandenses também se utilizavam da violência e das fraudes para 
vencer as eleições. Os líderes políticos estaduais ordenavam às 
lideranças municipais a utilização de atas falsas, o alistamento de 
eleitores mortos ou ausentes, a proibição do alistamento aos eleitores 
da oposição, etc. Utilizando-se desses artifícios, as oligarquias 
estaduais mantiveram-se no poder por mais de 30 anos, sem maiores 
sobressaltos, subvertendo o regime republicano (...). 
(Sérgio Luiz Bezerra Trindade. História do Rio Grande do Norte. Natal: 
Editora do IFRN, 2010. p 162) 
É correto afirmar que durante a República Velha, as oligarquias norte-
rio-grandenses subvertiam o regime ao se utilizarem dos mecanismos a 
que o texto descreve, pois, 
a) menosprezavam um dos elementos essenciais da democracia: a 
rotatividade do poder. 
b) rechaçavam um dos princípios básicos da república: o 
unipartidarismo. 
c) defendiam um dos pilares principais do nacionalismo: a autonomia 
política das províncias. 
d) apoiavam um dos ideais básicos do anarquismo: a república de 
grandes proprietários. 
e) contrariavam uma das bases fundamentais do liberalismo político: o 
sistema de eleição direta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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02) (FCC/MPE RN/2012 – ANALISTA) Observe a foto. 
 
No encontro entre os presidentes, retratado na foto acima, 
Brasil e Estados Unidos estreitaram relações e acordaram em construir 
um Quartel General que tornou o Rio Grande do Norte decisivo no 
processo da vitória aliada na Segunda Guerra Mundial pois, 
A) assegurou a hegemonia política dos Estados Unidos sobre a 
navegação do Atlântico Norte que ficou permanentemente sob a 
fiscalização e o controle dos norte-americanos. 
B) abalou o esforço desprendido pelos alemães na América Latina que 
viram seu poderio militar enfraquecer durante a expansão na África 
Ocidental e no Nordeste brasileiro. 
C) barrou a expansão alemã que pretendia dar um salto da África 
Ocidental à América do Sul, passando pelo Nordeste brasileiro, ocupado 
antes por tropas norte-americanas. 
D) deteve principalmente as ameaças alemãs sobre os países da 
América Central, cuja produção petrolífera era vital para a economia dos 
países aliados, durante a guerra. 
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E) consistiu em uma manobra estratégica fundamental na luta contra o 
perigo do avanço do nazifascismo em países da América do Sul, 
economicamente empobrecidos pela guerra. 
 
03) (CESPE/UERN/2010 - TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR) Quanto ao 
envolvimento do Brasil, e em particular do Rio Grande do Norte, na 
Segunda Guerra Mundial, assinale a opção correta. 
a) A participação da cidade de Natal na Segunda Guerra Mundial foi 
reduzida, visto que o Brasil declarou neutralidade perante as nações 
envolvidas no conflito. 
b) O Rio Grande do Norte teve participação efetiva no conflito, tanto 
que, durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade de Natal ficou 
conhecida internacionalmente como Trampolim da Vitória. 
c) Embora o Brasil tenha participado da Segunda Guerra Mundial, o Rio 
Grande do Norte, devido ao seu distanciamento geográfico manteve-se 
neutro, não tendo contribuído para a participação brasileira na referida 
guerra. 
d) No momento em que ocorria a Segunda Guerra Mundial, os 
presidentes Getúlio Vargas e, Franklin Roosevelt firmaram acordo, nas 
águas do Potengi, de que Natal seria considerada uma zona neutra no 
conflito. 
e) A cidade de Natal foi usada somente como posto de observação da 
Força Aérea Brasileira, pela sua posição geográfica determinante, 
abstendo-se de participar efetivamente do conflito mundial. 
 
04) (FCC/MPE-RN/2010 - AGENTE ADMINISTRATIVO) Durante a 
Segunda Guerra Mundial, a cidade de Natal cresceu e evoluiu com a 
presença de contingentes militares brasileiros e aliados, consumando o 
seu progresso com a construção das bases aérea e naval. Sobre essa 
presença é correto afirmar que os norte-americanos, 
a) ao introduzirem estratégias militares e práticas bélicas, favoreceram 
a centralização política na cidade e o enfraquecimento do poder 
controlado pela oligarquia nas áreas rurais. 
b) ao trazerem novos produtos e a visão democrática, estimularam 
mudanças no modo de vida da cidade e exerceram influências visíveis 
em Natal, até os dias atuais. 
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c) ao dinamizarem a economia da cidade e sua modernização, 
contribuíram para a redução das desigualdades sociais e para os 
habitantes usufruírem de uma melhor qualidade de vida.d) ao elegerem a integração das principais bacias hidrográficas como 
entrada e saída de embarcações militares, tornaram Natal um dos alvos 
de ataque inimigo e "Trampolim da Vitória". 
e) ao assimilarem os valores e costumes tradicionais e a produção 
artesal, impulsionaram acentuadamente a atividade urbana e o ritmo de 
crescimento econômico da cidade. 
 
05) (FCC/MPE RN/2010 - ANALISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO) 
Quando o golpe já estava deflagrado, Aluízio Alves publicou nota no 
jornal Tribuna do Norte, intitulada Ao Povo, na qual informava lamentar: 
...que o presidente João Goulart, a quem reconhece e sempre há de 
proclamar inestimáveis serviços ao Rio Grande do Norte (...) não tenha 
podido impedir a radicalização das posições ideológicas e políticas, 
conduzindo o país a um impasse intolerável, que só pode ser 
solucionado com o respeito às tradições das forças armadas". 
(Tribuna do Norte, 02/04/64). (In: http://www.cerescaico.ufrn.br/rnnaweb/historia/republica/ 
politica_1964.htm. Acessado em 27/04/2010) 
O texto e o conhecimento histórico permitem inferir que o governador 
Aluízio Alves, com a publicação em 1964, 
a) faz uma defesa intransigente da legalidade, passando a se colocar do 
lado das forças populares e democráticas do Estado em oposição aos 
golpistas. 
b) comunica ao Comando Militar que estaria do lado da democracia e do 
presidente, conclamando o povo a resistir ao golpe militar no Estado. 
c) rompe definitivamente com os movimentos populares, passando a 
adotar práticas oligárquicas e repressivas no Estado após a Ditadura 
Militar. 
d) adota medidas preventivas para impedir que os militares se 
instalassem no Estado e promovessem, por meio da força, a perturbação 
da ordem. 
e) define uma posição favorável aos golpistas, passando a integrar-se 
ao movimento, assumindo com os militares a defesa da Ditadura Militar 
no Estado. 
 
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06) (FCC/Assembleia Legislativa RN/2013 - ANALISTA LEGISLATIVO) 
Derrotados nas revoltas do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do 
Sul, os “tenentes” formaram a Coluna Prestes, que percorreu o Brasil 
levando mensagens contra as oligarquias, o coronelismo e o 
clientelismo eleitoral, entre outras. Em relação à presença da Coluna no 
Rio Grande do Norte, é correto afirmar: 
A) No município de São Miguel, em 1926, os integrantes da Coluna 
fizeram saques em casas comerciais, embora encontrassem resistência 
armada de cerca de vinte homens. 
B) Não houve, no Estado, qualquer confronto com os integrantes da 
Coluna, pois nas cidades por onde passaram receberam muitas adesões 
à causa que defendiam. 
C) A Coluna não entrou no Estado, pois sua meta era alcançar 
rapidamente a Bolívia, onde Luís Carlos Prestes havia se refugiado após 
sofrer intensa repressão. 
D) Os políticos potiguares não tomaram conhecimento das ações da 
Coluna e, portanto, não criaram grupos de resistência para eventuais 
combates. 
E) A conquista do Rio Grande do Norte foi o principal alvo da Coluna, 
sobretudo depois de ter sido fortemente rechaçada na Paraíba. 
 
07) (CESPE/UERN/2010 - AGENTE TÉCNICO ADMINISTRATIVO) 
Estratégica base militar dos Aliados no litoral da América do Sul, na 
Segunda Guerra Mundial, o RN foi cenário de importante encontro, em 
1943, dos presidentes do Brasil e dos Estados Unidos da América, 
respectivamente 
a) Café Filho e Nixon. 
b) Vargas e Roosevelt. 
c) Goulart e Ford. 
d) Castelo Branco e Clinton. 
e) Juscelino e Reagan. 
 
08) (FCC/AL RN/2013 - ASSESSOR TÉCNICO DE CONTROLE INTERNO) 
As atividades político-partidárias no Rio Grande do Norte, após a 
instalação do regime militar em 1964, eram dominadas por duas forças 
políticas: de um lado, os partidários de Aloísio Alves; de outro, os de 
Dinarte Mariz. Em relação à trajetória dos dois líderes potiguares, 
durante esse período, é correto afirmar que 
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 a) ambos superaram a rivalidade política local, enquanto militaram na 
Aliança Renovadora Nacional (Arena). 
 b) Aloísio Alves e Dinarte Mariz, apesar de rivais políticos no Estado, 
uniram-se contra o regime militar. 
 c) nenhum dos dois ocupava cargo executivo em 1964. 
 d) Dinarte Mariz, depois de 1964, somente ocupou o cargo de deputado 
federal. 
 e) Aloísio Alves ajudou a eleger seu sucessor, Walfrido Dantas Gurgel, 
concorrente de Dinarte Mariz ao governo estadual em 1965. 
 
09) (UFRN/1999) Em relação à família Albuquerque Maranhão, Itamar 
de Souza afirma: 
Durante a República Velha no Rio Grande do Norte, o sustentáculo 
econômico da oligarquia Maranhão foi, sem dúvida, o sal e o açúcar. Por 
isso, logo que assumiram o poder, os Maranhão implantaram o 
monopólio do sal, contrariando, assim, a ideologia liberal da livre 
concorrência e entregaram-no a grupos econômicos que lhes apoiavam 
financeiramente nas lutas políticas. Favores especiais foram concedidos 
aos senhores de engenho, porque esta era a forma de o "Estado" 
beneficiar o Sr. Fabrício Maranhão, irmão de Pedro Velho e proprietário 
da "Usina Ilha do Maranhão", localizada em Canguaretama, e outros 
correligionários do setor residentes no agreste potiguar. 
[adaptação] SOUZA, Itamar de. A República Velha no Rio Grande do Norte (1889--1930). 
Natal:[s.n.], 1989. p.21. 
A partir dessa análise, pode-se afirmar que o poder oligárquico dos 
Albuquerque Maranhão apoiava-se 
A) num conjunto de medidas legais e práticas informais de mútuo 
auxílio que sustentavam a articulação entre o Governador e seus 
partidários. 
B) na prática de uma política econômica racional que estava de acordo 
com as diretrizes modernizantes da República. 
C) na tradição do nome da família, ligada ao início da colonização do Rio 
Grande, que garantia o respeito dos concidadãos locais. 
D) numa grande massa de trabalhadores vinculados à produção de sal 
e à de açúcar, devido à política social implantada em favor dessas 
categorias. 
 
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10) (FCC/AL-RN/2013 - TÉCNICO LEGISLATIVO) Às vésperas da 
Proclamação da República, no Rio Grande do Norte, 
a) prevalecia, na oposição à monarquia, a postura dos habitantes de 
Natal, que saíram às ruas pleiteando novo regime. 
b) foram criados o Partido Republicano, em janeiro de 1889, e 
posteriormente o jornal A República, para divulgação de sua plataforma. 
c) eram fortes as manifestações populares contra representantes da 
monarquia, como o conde D’Eu. 
d) não havia descontentamento dos setores econômicos algodoeiro e 
açucareiro contra as políticas da monarquia. 
e) inexistiam núcleos políticos republicanos e tampouco jornais de 
oposição à monarquia. 
 
11) (COMPERVE/PREFEITURA MUNICIPAL CEARÁ MIRIM/2016-1 – 
PROFESSOR DE HISTÓRIA) No contexto da Segunda Guerra Mundial 
(1939-1945), a política da boa vizinhança difundida pelos Estados 
Unidos da América conquistou a adesão brasileira ao bloco dos países 
aliados, materializada em meados de 1942, com a construção de 
Parnamirim Field, base norte-americana sediada em Natal, no Rio 
Grande do Norte. 
Uma das principais implicações derivadas dessa adesão brasileira foi 
A) o inevitável fortalecimento das forças democráticas, responsáveis 
pela derrubadado Estado Novo, com a instalação de um governo de 
natureza antioligárquica no Rio Grande do Norte. 
B) a expressiva rejeição ao processo de americanização ocorrido 
durante a presença de milhares de americanos em Natal, tidos, à época, 
como tropas ostensivas de ocupação. 
C) a criação de uma situação insólita, que evidenciou as contradições 
existentes entre os ideais norteadores da luta travada na Europa e os 
princípios que sustentavam o governo Vargas. 
D) o gradual rompimento da influência americana sobre o governo 
brasileiro no pós-guerra, a partir das orientações elaboradas e 
disseminadas pela ESG, Escola Superior de Guerra. 
 
12) (COMPERVE/PREFEITURA DE CANGUARETAMA/2006 – NÍVEL 
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Maranhão governou o Rio Grande do Norte nas duas primeiras décadas 
da República. Durante o segundo governo de Alberto Maranhão (1908-
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oligarquia e seus interesses econômicos, quando foram 
A) feitos investimentos na modernização em várias cidades do Estado, 
melhorando os serviços de energia, água e esgoto. 
B) abertas estradas de automóvel ligando o litoral aos principais troncos 
ferroviários do Estado, apoiando a produção salineira. 
C) iniciados os serviços de navegação de cabotagem, intensificando as 
relações comerciais no litoral. 
D) tomadas medidas de incremento à lavoura algodoeira, na região do 
Seridó. 
 
 
01 - A 02 - C 03 - B 04 - B 05 - E 
06 - A 07 – B 08 – E 09 - A 10 – B 
11 – C 12 – B XXXX XXXX XXXX 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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