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Aula 04 História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte p/ Ministério Público-RN (Todos os Cargos) Professor: Leandro Signori http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 42 Aula 04- História do Rio Grande do Norte: 2. Período imperial - O poder oligárquico no Império: poder central X poder local. 3. Período republicano - As oligarquias na República Velha e o mandonismo local. A Segunda Guerra Mundial e o Rio Grande do Norte. Os governos militares e a formação das “novas oligarquias”. Caros Alunos, ふ Hoje é a nossa última aula … É verdade, nossa aula de hoje é a última… ふ Ah... ふ Eu também gostei muito da companhia de vocês… De coração, agradeço a oportunidade do convívio com vocês. Foi um imenso prazer ter ministrado este curso. Sobre o curso, espero sinceramente que ele tenha atendido as suas expectativas e lhes propiciado um excelente aprendizado. Fico no aguardo de notícias positivas sobre suas aprovações, que certamente virão. Ótimos estudos, que Deus os abençoe, ilumine e os acompanhe nos estudos, nas provas, como futuros servidores públicos e em todas as suas vidas. Um grande abraço, Prof. Leandro Signori Sumário Página 1. Período imperial - o poder oligárquico no Império: poder central X poder local 02 2. Período republicano: as oligarquias na República Velha e o mandonismo local 08 3. A Segunda Guerra Mundial e o Rio Grande do Norte 15 4. Os governos militares e a formação das “novas oligarquias” 19 5. Questões Comentadas 24 6. Lista de Questões 35 7. Gabarito 42 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 2 de 42 1. Período imperial - o poder oligárquico no Império: poder central X poder local. A Independência do Brasil (1822) marcou o final do Período Colonial, quando o Brasil formalizou sua separação política de Portugal, iniciando o período denominado Brasil Império, o qual encerrou com a Proclamação da República (1889). A história do Brasil Império é dividida em três momentos: Primeiro Reinado, Período Regencial (ou Regências) e Segundo Reinado. Os acontecimentos que resultaram na Independência do Brasil e seus desdobramentos tiveram pouca repercussão de imediato no Rio Grande do Norte, pois não houve qualquer reação, nem a favor nem contra. O Estado Nacional brasileiro nasceu como Monarquia, não rompendo com a estrutura econômica latifundiária, monocultora e exportadora do período colonial e sem promover mudanças que pudessem comprometer os interesses da categoria dominante – a aristocracia rural, subjugando a maioria da população. Os interesses da elite agrária eram manter a escravidão, que era a base da economia brasileira, e a produção agrícola voltada para a exportação. O Primeiro Reinado O Primeiro Reinado tem início em sete de setembro de 1822, com a Independência do Brasil, cujo período do Império corresponde ao governo de D. Pedro I, aclamado Imperador do Brasil no mesmo ano da Independência, terminando em sete de abril de 1831, com sua abdicação. Esse período foi de crises de natureza econômica, social e política, no qual D. Pedro I enfrentou muitas dificuldades para consolidar a Independência. Ocorreram revoltas regionais e oposições políticas internas em torno do poder governamental do Imperador. Em 1823, durante a elaboração da primeira Constituição brasileira, os políticos tentaram limitar o poder do Imperador como reação à forma autoritária de seu governo. A dissolução da Assembleia Constituinte pelo Imperador e a outorga da Constituição de 1824 foram medidas consideradas autoritárias e intervencionistas, provocando reações em diversas províncias. Dois grupos, considerados na época como partidos, embora não possuíssem organização, plataforma ou regimento, disputavam o controle político do governo Imperial: o Partido Brasileiro e o Partido Português. O Partido Brasileiro era dominado pelos grandes proprietários de terras. Assim, lançou-se as bases para a criação de um regime oligárquico no país. A Constituição de 1824, outorgada (aprovada sem a consulta popular) em 1824, estabeleceu: que a pessoa do Imperador era inviolável e sagrada, criando um quarto poder - o Poder Moderador, o qual conferia prerrogativas ao Imperador para regular os outros poderes (Executivo, Legislativo e o Judiciário); 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 3 de 42 e a divisão político-administrativa do território em províncias, governadas por presidentes nomeados pelo imperador. A construção do Estado Nacional brasileiro foi resultado da vitória do Executivo sobre o Legislativo, do poder imperial sobre o poder da aristocracia agrária, caracterizado por um Estado centralista e absolutista. Entretanto, a vitória imperial não significou uma exclusão das prerrogativas das elites agrária e comercial, pois o Estado não rompeu com a estrutura colonial, que garantia a liberdade comercial e mantinha intocável a escravidão. As capitanias nordestinas, além de sofrerem com as medidas políticas centralizadoras de D. Pedro I, passavam por uma crise econômica devido à concorrência de produtos estrangeiros, agravada pelos crescentes impostos cobrados pelo governo central. Liberais e federalistas defendiam a instituição de um governo republicano, enquanto “os latifundiários continuavam descontentes com os altos impostos pagos sobre os produtos da terra”. Todas as classes sociais defendiam um governo menos centralista, participando desse novo movimento revolucionário membros da classe dominante, da classe média e de setores populares. Em 1824, ocorreu a Confederação do Equador em Pernambuco, cujo estopim foi a substituição do governador, Manuel de Carvalho de Paes de Andrade por Francisco Pais Barreto. Foi um movimento da elite agrária nordestina insatisfeita com os rumos econômicos e políticos do Brasil pós- independência, que englobou também camadas populares. O movimento foi reprimido ferozmente por D. Pedro I, pois contestava seu autoritarismo. No Rio Grande do Norte, nesse momento de crise para as províncias do país, devido à desordem política pós-outorga da Constituição, Manuel Teixeira Barbosa, Presidente de Câmara, assumiu interinamente o governo provincial. Foi substituído por Tomás de Araújo Pereira, escolhido como primeiro presidente do Rio Grande do Norte. Após o término da Confederação do Equador, Manuel do Nascimento Castro e Silva governou o Rio Grande do Norte, entre 1825 e 1826. O Período Regencial Dom Pedro I, sentindo a forte oposição ao seu governo e o crescente descontentamento popular, abdicou em sete de abril de 1831, em favor de seu filho, Pedro de Alcântara, então com apenas 5 anos de idade. De acordo com a Constituição, formou-se uma Regência Trina Provisória para governar o país. No período das Regências, pela primeira vez, a elite nacional assumiu plenamente o controle da nação. 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 4 de 42 A Constituição estabelecia que deveriam ser escolhidos três regentes parasubstituir o herdeiro do trono, até que o mesmo fosse maior de idade. Os regentes procuraram implementar um projeto de descentralização política. Uma das medidas com esse objetivo foi a criação da Guarda Nacional, constituída por milícias civis, que retiravam poder do Exército, transferindo-o para os fazendeiros, responsáveis pela sua organização. Em 1834, foi elaborado um Ato Adicional que determinava alterações na Constituição de 1824, dentre elas, a criação das Assembleias Legislativas provinciais, com a função de elaborar leis para as províncias, leis de interesse local, concedendo maior autonomia às províncias em relação ao poder central; e a criação da Regência Una. Essa autonomia, porém, era limitada, pois cabia ao imperador nomear os presidentes provinciais, que detinham poder de veto sobre as decisões da Assembleia. Além disso, o poder Moderador e o Senado vitalício foram mantidos. O Ato Adicional de 1834 fez algumas pequenas concessões às lideranças políticas provinciais, atendendo aos interesses dos liberais-moderados. O posto mais alto da Guarda era o de coronel. Daí surgiu o termo coronelismo para designar o sistema de poder local que teve grande influência durante um longo período da história do Brasil. O Ato Adicional de 1834 foi resultado de um acordo entre os dois grupos liberais – Moderados e Exaltados para anular o grupo dos Restauradores. Os Moderados eram membros da elite agrária que não desejavam que a ordem estabelecida fosse alterada, prevalecendo a Monarquia. Os Exaltados eram da classe média urbana que queriam medidas profundas. Ambos queriam maior autonomia para as províncias. Os Restauradores queriam o retorno de Dom Pedro I ao trono do Brasil. O Ato Adicional fez algumas pequenas concessões às lideranças políticas provinciais, atendendo aos interesses dos liberais-moderados. A Regência Una (1835-1840) teve dois regentes: a Regência Una de Diogo Feijó (1835-1837), marcada por diversos conflitos que fizeram com que o regente renunciasse antes do término de seu mandato; e a Regência Una de Araújo Lima (1837-1840) foi um retorno da centralização do poder com a Lei Interpretativa do Ato Adicional, o que culminou com o Golpe da Maioridade impetrado pelos liberais. Os três grupos políticos organizados no início da Regência se redefiniram em Progressistas e Regressistas. Os progressistas passaram a ser reunidos no chamado Partido Liberal, que era constituído basicamente pelos antigos Liberais Exaltados, defendendo a ampla autonomia das províncias. Os Regressistas se reuniram no Partido Conservador, formado pelos liberais moderados, aos quais se juntaram os antigos restauradores, após a morte de dom Pedro I em 1834. 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 5 de 42 Esse grupo interpretava o Ato Adicional de maneira mais restrita, opondo-se às medidas descentralizadoras propostas pelos adversários. Mesmo com considerável autonomia administrativa concedida às Províncias, eclodiu em vários pontos do país uma série de revoltas, que tiveram características distintas, de caráter republicano e separatistas – as chamadas rebeliões regenciais, como a Revolução Farroupilha (1835-1845) no Rio Grande do Sul, a Sabinada (1837-1838) na Bahia, e a Balaiada (1838-1841) no Maranhão. No Rio Grande do Norte, não ocorreu rebelião de maior vulto, apenas pequenos movimentos armados em poucas localidades à época da abdicação de D. Pedro I. O que ocorreu, de 1831 a 1840, foram brigas entre os grupos políticos que disputavam o poder, como o pequeno conflito armado entre os chefes políticos liberais e conservadores, em 1840, no vale do Açu, e algumas manifestações de antilusitanismo. Mas, não ameaçavam a integridade territorial do país, como outros movimentos que ocorriam no país. Como reflexo do que se desenvolvia no centro-sul do país, dois grupos políticos foram formados no Rio Grande do Norte, os “nortistas e sulistas”, que correspondiam, respectivamente, aos partidos conservador e liberal, que monopolizaram o jogo político-eleitoral durante todo o Segundo Reinado. Após uma campanha e muitos debates em torno do projeto liberal, cuja proposta era conferir a maioridade a dom Pedro de Alcântara, esta foi concedida no dia 23 de julho de 1840, por aprovação da Câmara e do Senado. Dom Pedro de Alcântara, então com 14 anos de idade, foi declarando imperador do Brasil. O episódio ficaria conhecido como Golpe da Maioridade. Desde a abdicação de D. Pedro I, o poder local se fortalecia, fruto do processo descentralização política e administrativa. Esse processo resultou na eleição, em 1834, da primeira Assembleia Legislativa Provincial do Rio Grande do Norte, pleito no qual votaram, em Natal, 70 eleitores, quando a cidade tinha entre 5.000 e 6.000 habitantes. Os 20 deputados eleitos para compor a Assembleia eram proprietários rurais, mas também padres, militares e aqueles que exerciam cargos públicos de importância. O Segundo Reinado O Segundo Reinado compreendeu o período entre 1840 e 1889, sob o comando do Imperador dom Pedro II. Iniciou com o Golpe da Maioridade e encerrou com a Proclamação da República. Esse período foi marcado pelo apogeu da Monarquia brasileira, representante legítima dos interesses das elites. O governo se voltou para a estabilização política e pacificação do país. Deu-se continuidade à centralização 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 6 de 42 política e administrativa, suprimindo leis descentralizadoras, de acordo com as pretensões dos grupos oligárquicos dominantes. A oligarquia escravista- exportadora, em especial açucareira e cafeeira, marcaram a feição do país durante o Segundo Reinado, mantendo a ordem socioeconômica construída ao longo do processo de colonização. O partido Conservador e o partido Liberal, integraram o governo elitista de dom Pedro II, contribuindo para consolidar a ordem imperial oligárquica brasileira. Os liberais, para formar um novo gabinete ministerial, dissolveram a Câmara e convocaram novas eleições, marcadas pela extrema violência, chamada de “eleições do cacete”. Para “conciliar” os interesses de liberais e conservadores, em 1847, foi estabelecida a Monarquia Parlamentar. As medidas centralizadoras e a introdução do sistema parlamentarista deram firmeza e sustentação ao Segundo Reinado. Contudo, essa paz política era limitada, tendo em vista a eclosão de alguns conflitos localizados. No Nordeste, o Segundo Reinado não se caracterizou por uma completa paz política e social. A crise econômica pela qual passava a região e a luta pelo poder político entre os grandes proprietários de terras, foram os principais motivos pelos quais a região achava-se constantemente convulsionada. A violência aumentava de intensidade nos períodos de seca e de eleição. Em 1848, a insatisfação popular, contra o excesso de poder nas mãos do imperador e o sentimento antilusitano, deu origem a uma nova insurreição na província de Pernambuco, conhecida como Revolução Praieira. Nesse período ocorreram: violentos choques entre os grandes fazendeiros do sertão; a prática do banditismo rural, que eram geralmente conflitos envolvendo quadrilhas, ataques a vilas e fazendas; conflitos sociais, com movimentos revoltosos que nasciam da desconfiança ou resistência da população com alguma medida governamental; e o Coronelismo. No Rio Grande do Norte, após os acontecimentos que marcaram os primeiros anos da consolidação da nação brasileira, asituação da Província se encaminhou para uma certa normalidade, ocorrendo disputas resultantes dos antagonismos provincianos dentro do quadro político e social local. Os levantes de escravos ocorriam pouco, devido ao reduzido número de escravos. Ocorreram revoltas populares, como a Revolta do Quebra-Quilos – iniciada na Paraíba em 1874, que se opunha às mudanças introduzidas pelos novos padrões de pesos e medidas do sistema internacional, recém introduzidas no Brasil. Em 1845, com o banditismo rural, quadrilhas atacaram algumas localidades de Martins, Caicó, Acari, Extremoz e São Gonçalo; em 1852, um bando liderado por Jesuíno Brilhante entrou em confronto com a Força Pública em Martins e nos municípios vizinhos; em 1860, novamente o bando de Jesuíno Brilhante atacou no interior da Província. 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 7 de 42 De 1824 a 1889, passaram pela administração 48 presidentes nomeados pelo governo central. A duração do período de governo dependia das forças políticas partidárias que atuavam no poder naquele momento, na Província e no poder central. O período foi marcado pelas disputas internas proveniente dos antagonismos pessoais e partidários dos que atuavam nesse cenário. A Província tinha na sua representação, um senador e dois deputados. A Assembleia Provincial contava com 22 deputados e 585 eleitores, que eram responsáveis pela eleição dos representantes do Rio Grande do Norte, no âmbito local e nacional. Tomás Pereira de Araújo, foi o primeiro presidente da Província, nomeado por carta imperial, o qual realizou perseguições políticas. Lourenço José de Morais Navarro governou como interino, de 1824 a 1825. Foi mais moderado e conciliador. Manuel do Nascimento Castro e Silva foi nomeado em 1825. Em seu governo, os anistiados políticos de 1824 retornaram. Antonio Rocha Bezerra o substituiu, entregando o poder em 1827. José Paulino de Almeida e Albuquerque, assumiu em 1827 e permaneceu até 1830. Assumiu pela segunda vez o governo, quando ocorreu a abdicação de D. Pedro I, quando ocorreram protestos como reação em várias localidades da Província, revelando uma situação de insatisfação. Desde 1857, a Província tinha os seus representantes no Senado, com exceção de Brito Guerra, imposto pelo governo central. Ocorriam disputas entre conservadores e liberais pelo poder local. Na última fase do governo monárquico, o domínio político era dos liberais e a liderança desse partido na Província estava dividida entre Amaro de Bezerra, que orientava a maior parcela dos eleitores, e José Moreira Brandão Castelo Branco. O 48º presidente, Fausto Carlos Barreto, inaugurou o período dos liberais no poder. Foi o último presidente da Província norte-rio-grandense do Período Imperial, permanecendo até 1889. Foi substituído por Antonio Basílio Ribeiro Dantas, em cuja gestão ocorreu a mudança no Brasil do regime de Monarquia para a República. A partir da década de 1870, no âmbito nacional, a paz política do Segundo Reinado foi abalada com o fim da Guerra do Paraguai e a consolidação do poder econômico dos cafeicultores paulistas. O choque com latifundiários, com a Igreja e com o Exército retiraram a base de sustentação da Monarquia brasileira. Na década de 1880, o movimento republicano ganhou impulso com a adesão de comerciantes, industriais, intelectuais, latifundiários, militares e da classe média. O ideal republicano era mais forte em São Paulo, mas muitas províncias aderiram ao movimento republicano. 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 8 de 42 Em 15 de novembro de 1889, cai a Monarquia com a Proclamação da República. 2. Período republicano: as oligarquias na República Velha e o mandonismo local O Período Republicano inicia em 15 de novembro de 1889 com a proclamação da República. Após a proclamação da República, entraram em confronto três projetos distintos de República: o democrático, o militar e o oligárquico. Os militares foram os responsáveis pelos acontecimentos que precipitaram a Proclamação da República, eram favoráveis à implantação de uma ditadura militar com um governo forte e reformista. Os oligarcas defendiam uma República que garantisse autonomia aos estados, controlados pelas elites políticas locais – os grandes proprietários de terras. O ideal republicano não era novo no país. Porém, foi somente com o fim da Guerra do Paraguai que as críticas à Monarquia brasileira e às suas instituições e privilégios começaram a se intensificar. A propaganda republicana crescia entre a elite econômica brasileira, principalmente entre os cafeicultores de São Paulo. No Nordeste, a elite agrária manifestava o seu descontentamento com o governo monárquico, acusando-o de privilegiar o sul e esquecer o norte. Exceto Pernambuco, quase nenhuma província do norte do Brasil teve um movimento republicano coeso e consolidado. O movimento era forte no centro-sul do país. Em quase todas as províncias do norte do Brasil, era fraco, inclusive no Rio Grande do Norte, tomando impulso a partir de 1870 com a participação de expressivas lideranças políticas e econômicas. O Rio Grande do Norte possuía uma economia instável, dependente e fraca. A sociedade era agrária e patriarcal. Em 30 de novembro de 1871, senhores de engenho, fazendeiros e comerciantes enviaram ao Clube Republicano um documento em que declaravam o intuito de aderir ao movimento. O Partido Republicano no Rio Grande do Norte foi fundado em janeiro de 1889, por um grupo do litoral, que se antecipou ao núcleo que já existia na região do Seridó. O movimento republicano abriu espaço para a nova facção que assumiu o poder, mas contou com a adesão de políticos e o apoio das bases de sustentação eleitoral de líderes, anteriores. Para a direção do novo partido, foi convidado o jovem médico Pedro Velho de Albuquerque Maranhão, primo de João Avelino, descendente de tradicional família potiguar. Pedro Velho não tinha experiência no âmbito da 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 9 de 42 política estadual, mas revelou eficiência em estruturar o partido e transformou- se no chefe supremo e verdadeiro mandatário da política estadual. As oligarquias estaduais eram sustentadas pelos chefes municipais, que recebiam em troca dos votos que possuíam, os favores do governo, como nomeações, transferências e proteção, da mesma forma que os oligarcas recebiam do Governo Central. Era uma relação de troca de favores e obrigações. As modificações introduzidas na Constituição brasileira de 1891 são responsáveis pelo modelo político que distinguirá essa fase histórica. A descentralização implantada com o Federalismo, passa a originar autonomia aos Estados, que se constituirá como a peça fundamental do jogo político do período. Com a política dos governadores implantada no governo do presidente Campos Sales, as oligarquias estaduais davam total apoio ao governo federal, e este, em troca, comprometia-se a não intervir nos estados, deixando as oligarquias governá-los como lhes conviesse. As oligarquias mais ricas, principalmente as de São Paulo e Minas Gerais, passaram a se revezar no governo federal. As menos poderosas participavam do governo federal como“sócias” menores e controlavam politicamente os seus estados de origem. No nível municipal, o coronel, grande proprietário de terras, controlava as eleições, obrigando os eleitores a votar em candidatos indicados pelos oligarcas estaduais. As oligarquias norte-rio-grandenses também se utilizavam da violência e das fraudes para vencer as eleições. Os líderes políticos estaduais ordenavam para as lideranças municipais a utilização de atas falsas, o alistamento de eleitores mortos ou ausentes, a proibição do alistamento aos eleitores da oposição, entre outros. Com a utilização desses artifícios, as oligarquias estaduais mantiveram-se no poder por mais de 30 anos, sem maiores sobressaltos, subvertendo o regime republicano, pois evitavam a rotatividade no poder, elemento essencial da democracia. Os conflitos que ocorreram nesse período foram decorrência de disputas entre as próprias oligarquias. O Rio Grande do Norte no período da República Velha, foi controlado politicamente por duas oligarquias: Albuquerque Maranhão e Bezerra de Medeiros. O período de 1892 a 1909 correspondeu à sedimentação do grupo de Pedro Velho de Albuquerque Maranhão no poder, até depois de sua morte, que ocorreu em 1907. Esta oligarquia permaneceu consolidada, de forma hegemônica até os anos 20, quando então foi substituída por outro grupo que cresceria e se fortificaria nas origens do mesmo partido, apenas transferindo as lideranças do centro de seus interesses do litoral para o Seridó, em época do surto algodoeiro. 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 10 de 42 Pedro Velho estabeleceu uma autêntica oligarquia, instituindo e inaugurando o poder oligárquico. A oligarquia Maranhão, constituída por membros da família e amigos, representava os interesses econômicos do grupo que se ligava ao comércio exportador do açúcar, algodão e sal, através da política do monopólio e concessões. Esta favorecia a classe dominante e impedia a concorrência. A oposição acusava a oligarquia de se apossar do aparelho do Estado para impedir o fortalecimento do grupo opositor. O sistema político estadual, portanto, funcionava dentro do padrão que caracterizou o país durante toda a Primeira República, com base nos acordos políticos entre os grupos dominantes, nos níveis federal, estadual e municipal. Os métodos utilizados nas eleições permaneceram os mesmos: a fraude e a violência. Desse modo, permaneceu o modelo de exclusão política praticado desde a independência. A consolidação do regime republicano no Rio Grande do Norte e do prestígio político de Pedro Velho ocorreu com a eleição de Pedro Velho pelo voto direto a deputado federal. Pedro Velho de Albuquerque Maranhão, em 1892, foi eleito pelo Congresso Estadual, presidente do Rio Grande do Norte. A partir de então, instala-se a oligarquia Maranhão no poder. A oposição foi praticamente aniquilada no estado. Sua eleição pelo Congresso Legislativo permitiu uma certa estabilidade política. Crescia o poder de pressão da família Albuquerque Maranhão e começava no estado uma campanha de nepotismo sem precedentes. Pedro Velho conseguiu a indicação e, depois, a eleição do irmão Augusto Severo para deputado federal; nomeou seu irmão, Alberto Maranhão, Secretário do Governo; seu primo João Lira Tavares foi nomeado Chefe dos Correios no Estado. O Legislativo estadual era dominado pela oligarquia Albuquerque Maranhão. Nas eleições para o Senado e Câmara Federal, os Albuquerque Maranhão elegeram a maioria dos representantes do Estado. Demonstrando uma considerável força política no cenário nacional, a oligarquia Albuquerque Maranhão conseguiu a nomeação de Amaro Cavalcanti como Ministro da Fazenda do governo de Prudente de Morais. Pedro Velho foi o “Organizador do Estado Republicano”, mas também quem liderou politicamente um grupo que deturpou e subverteu os ideais republicanos, arraigando a “corrupção inerente à prática oligárquica”, através de medidas que beneficiavam somente ao seu grupo político, à sua família. Pedro Velho por querer indicar seu irmão Augusto Severo para concorrer à Câmara Federal, nas eleições de 1892, teve atritos com José Bernardo, principal líder político seridoense, o qual exigia lealdade e gratidão para com correligionários tão fiéis como os do Seridó, sem os quais Pedro Velho não teria 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 11 de 42 sido eleito. Considerada como uma deturpação de princípios republicanos, essa atitude desgastou a imagem de Pedro Velho, isolando-o politicamente no estado e em nível nacional até o final do seu mandato. A sucessão de Pedro Velho foi feita com a eleição de Joaquim Ferreira Chaves para o governo, apoiado por seu antecessor, o que constituiu um fator decisivo para a derrota nas urnas do seu adversário, José Moreira Brandão Castelo Branco. Ferreira Chaves foi o primeiro governador eleito diretamente pelo povo. Assumiu em 1896, governou até 1900. Continuou com a política de favorecimento do grupo político ao qual pertencia. Entre outras realizações, construiu açudes e iniciou a construção do Teatro Carlos Gomes. Como membro da oligarquia liderada por Pedro Velho, fez todos os arranjos políticos que eram de interesse do grupo, destacando-se a reforma da Constituição de 1892, alterando a obrigatoriedade de o candidato a governador ou vice de ser maior de 35 anos. Isso beneficiava Alberto Maranhão, irmão de Pedro Velho, que tinha 26 anos de idade, e também Tavares de Lira, que depois foi sucessor de Alberto Maranhão no governo do Estado, com 32 anos de idade. Alberto Frederico de Albuquerque Maranhão, irmão de Pedro Velho, foi o sucessor de Ferreira Chaves. Governou o Estado duas vezes. Na primeira, de 1900 a 1904; na segunda, de 1908 a 1913. Na primeira, fez poucas realizações. No setor cultural ficou conhecido como o Mecenas Potiguar. No seu governo, surgiu a questão dos limites fronteiriços entre o Rio Grande do Norte e o Ceará, que disputavam uma área litorânea, onde se desenvolvia a produção salineira. Augusto Tavares de Lira, genro de Pedro Velho, foi seu sucessor, de 1904 a 1906. Era um intelectual, com várias publicações, entre elas, A História do Rio Grande do Norte. Conhecia a realidade do Estado. Conseguiu verbas do governo federal para o combate à seca, que eclodiu no início do seu mandato. Promoveu a urbanização de Natal. Para desenvolver as finanças, fundou o Banco de Natal. Fomentou a economia pública, interessando-se pela indústria do sal, a canavieira e algodoeira, principais produções do Estado. Seu governo era duro para silenciar a oposição. Destruiu as tipografias dos jornais Diário de Natal e Gazeta do Comércio, bem como, surrava seus adversários. Por convite do presidente da República Afonso Pena, tornou-se Ministro da Justiça e Negócios Interiores. Com isso, Manoel Moreira Dantas, que era seu vice, assumiu, e convocou eleições para preencher o cargo. Antonio José de Melo e Souza foi o escolhido para complementar o mandato. Também fazia parte do grupo Maranhão. Governou de 1907 a 1908. Foram poucas suas realizações, entre elas, a recuperação do cais Tavares de 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 12 de 42 Lyra e a colocação de iluminação a gás acetilenoem algumas ruas de Natal; no interior, mandou desobstruir os canais do vale do Ceará-Mirim. Sua preocupação maior era com a educação pública. A principal marca política do seu governo foi a alteração constitucional que permitiu o aumento do mandato de governador, preparando o retorno e a longa permanência de Alberto Maranhão. Alberto Maranhão, em 1908, foi eleito pela segunda vez, agora para um mandato de seis anos (aumentado pela Constituição Estadual), com realizações socioculturais e nas áreas da saúde e educação públicas. Realizou um empréstimo para melhoria das condições de vida da capital e para desenvolver forças produtivas locais. Iniciou uma grande dinamização da administração, como uma verdadeira revolução. Nesse segundo governo, Natal ingressou no século XX com uma grande quantidade de obras modernizadoras executadas na cidade, como iluminação de toda a cidade de Natal com luz elétrica; bondes elétricos, substituição dos canos de abastecimento de água, rede telefônica, fábrica de gelo e avenidas largas em Natal. Em relação ao interior do Estado, preocupou-se, sobretudo, com a integração dos municípios, construindo mais de três mil quilômetros de estradas carroçáveis. Contudo, seu governo deixou as contas em desordem. Insistiu nos vícios característicos do predomínio oligárquico, administrando as finanças do estado em benefício de familiares e amigos. Até 1910, a oposição tinha pouca participação, até que então, toma uma posição mais agressiva e consegue a eleição e o reconhecimento de Augusto Leopoldo da Câmara, jornalista e político que liderava a oposição ao governo desde a posse de Pedro Velho. Foi eleito deputado federal em 1912, o primeiro eleito pela oposição no Rio Grande do Norte desde o início do período republicano. Defendia a moralidade administrativa, as minorias e a extinção dos monopólios que lesavam o Estado, como o do sal. Isso significou a primeira fissura no predomínio político da oligarquia Albuquerque Maranhão, construindo o caminho para a campanha política do ano seguinte em 1913, que foi a primeira com forte apelo popular na Província. A oposição tornou-se mais atuante na campanha sucessória do Governo, com um debate político em torno do combate ao voto de cabresto e às oligarquias. Porém, a oligarquia Albuquerque Maranhão, aliada às lideranças políticas do Seridó, lançou a candidatura do ex-governador Ferreira Chaves, e fez uso da violência contra a oposição, impediu comícios, fechou jornais de oposição e provocou tiroteios nas ruas, o que garantiu a eleição do candidato da oligarquia dominante para mais uma gestão. Ferreira Chaves, assim, foi eleito governador do Estado, de 1914 a 1920. Seu segundo mandato caracterizou-se por um governo austero, pela contenção de despesas, reativação da indústria salineira, combate ao cangaceirismo. Sua 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 13 de 42 grande obra foi a construção da Estrada de Automóveis no Seridó. No seu governo, o mandato voltou a ser de quatro anos. Mesmo com os problemas advindos das secas de 1915 e 1919, aumento do banditismo e da Primeira Guerra Mundial (queda nas exportações), a administração de Ferreira Chaves (1914-1920) teve mais aspectos positivos do que negativos. Ao final do seu governo, surgiu uma ferrenha disputa oligárquica visando a indicação para o governo do estado, e a intervenção do Presidente da República Artur Bernardes frustrou os planos de Ferreira Chaves de governar o estado pela terceira vez. Antonio José de Melo e Souza foi seu sucessor, voltando ao governo de 1920 a 1924. Interessou-se pelos problemas educacionais, criou a Escola Normal de Mossoró, a Faculdade de Farmácia de Natal, a Diretoria Geral de Agricultura e Obras Públicas e o primeiro Grupo Escolar que recebeu o nome de Augusto Severo. Sua sucessão dá indicações do esgotamento do sistema político oligárquico da região litorânea e agreste do estado, o que culminaria no final da década de 1920 em modificações na vida pública estadual. Isso ocorreu através de mudanças na direção do partido Republicano na Província e das lideranças locais. José Augusto Bezerra de Medeiros, herdeiro político do Coronel José Augusto Bernardo de Medeiros, do Seridó, assumiu a direção do Partido e transferiu o eixo político do litoral para o sertão seridoense. Essa mudança corresponde à fase de grande desenvolvimento da cultura algodoeira no Estado. Para isso acontecer, alguns líderes, conseguiram impedir que Ferreira Chaves tivesse seu nome indicado pela terceira vez para disputar o governo do Estado. Na Convenção do partido estadual, foi indicado para o período de 1924 a 1928, José Augusto B. de Medeiros, numa chapa conciliatória, em que a oposição indicava o candidato a vice. Foi o primeiro seridoense a ocupar o Governo Estadual, iniciando uma nova fase na política do Estado, afastando-se completamente da linha de seus antecessores, mais voltados à autonomia estadual. Firmava uma nova aliança, entre o poder estadual e o central. Sua linha política se insere na conjuntura nacional, com a oligarquia local e plena harmonia com a oligarquia que detém a hegemonia nacional. Defendia os interesses nacionais, na reordenação da política algodoeira. Essas alterações de ordem política se configuram na medida em que as oligarquias estaduais, desfrutando do apoio da União, não precisavam mais defender a autonomia regional. Juvenal Lamartine de Faria, em 1926, assumiu o governo do Estado. Era primo de José Augusto, ligado aos seus mesmos interesses e região, dando continuidade ao seu governo. Estimulou a produção de algodão e a diversificação 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 14 de 42 de culturas. Foi um governo de muitas realizações, que visavam ao desenvolvimento, principalmente de alguns setores da população, contudo, mais direcionadas às necessidades econômicas, do que sociais. Foram criadas escolas de aviação civil e campos de pousos, que facilitava as comunicações dentro do Estado. O voto feminino no Estado foi iniciativa de seu governo, quando foi eleita a primeira prefeita da América do Sul, Alzira Teixeira Soriano, em Lages. Sua administração demostrou a tendência ao autoritarismo e à centralização. Exercia forte repressão à oposição e à imprensa. Desde antes de seu governo, ocorriam as invasões de cangaceiros e bandidos. Era resultado de problemas ligados ao êxodo das estiagens que provocava a ocupação de latifúndios, algumas vezes de forma violenta, criando injustiças sociais. No ano de 1926, ocorreram três investidas, uma das quais comandadas por Massilon, em Apodi, e por Rabino e Lampião, que tentaram invadir Mossoró em 1927. A administração de Lamartine foi interrompida abruptamente pela Revolução de 1930. Na década de 1920 se espalhou uma agitação política por todo o país e por vários setores da sociedade, chegando no ano de 1929 com uma crise, que desembocou na Revolução de 1930. A crise política na conjuntura nacional evidenciava o resultado de tensões acumuladas no decorrer dos anos do regime republicano, tendo na crítica às oligarquias um dos seus elementos mais fortes. Nesse contexto, o fim das oligarquias rurais, que dominavam a cena política do país, e o fim dos sistemas de voto de cabestro, foram defendidos pela Coluna Prestes, movimento de cunho político-militar formado por tenentes, ocorrido entre 1925 a 1927, durante o governo do presidente Artur Bernardes. Em janeiro de 1926, a ColunaPrestes, que já havia percorrido outras localidades no Brasil, chegou ao Rio Grande do Norte, passando pela cidade de São Miguel, onde deixou um verdadeiro rastro de brutalidade, medo, destruição e miséria. Foi a localidade que mais sofreu com os ataques da Coluna Prestes na Província. No Rio Grande do Norte, Juvenal Lamartine, amigo de Getúlio Vargas, chefe do movimento revolucionário e candidato derrotado nas urnas, apoiou abertamente a candidatura governista de Júlio Prestes. Após a vitória do movimento revolucionário, Juvenal Lamartine foi deposto e exilou-se na Europa, só retornando ao estado no governo de Rafael Fernandes. O governo do Estado exercido pela oligarquia do Seridó no Rio Grande do Norte apoiava o sistema de poder federal até então existente, isto é, a “política do café-com-leite” e não participou do levante de 1930. Mas também não defendeu, pelas armas, esse sistema de poder; ao contrário, percebendo que o movimento sairia vitorioso, o governador Juvenal Lamartine refugiou-se em Paris. Dessa forma, as tropas de apoio à Revolução vindas da Paraíba tomaram 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 15 de 42 com facilidade o poder no Rio Grande do Norte. Seguiram-se dois dias de agitação popular. No âmbito nacional, com a Revolução de 1930 houve um profundo corte no processo histórico brasileiro, conduzindo Getúlio Vargas ao poder e rompendo com a estrutura tradicional, levada a efeito pelos militares, pela camada média e por alguns setores das oligarquias regionais em dissidência. A Revolução de 1930, um marco na historiografia brasileira, foi um movimento político militar conduzido por uma coalização heterogênea contra o bloco hegemônico, que substituiu o federalismo oligárquico pela centralização política administrativa, fornecendo ao Estado os instrumentos indispensáveis à execução de uma política intervencionista e industrializante. A Revolução de 1930 encerra o período que compreende a República Velha ou Primeira República (1889-1930). 3. A Segunda Guerra Mundial e o Rio Grande do Norte A eclosão da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) inclui o Rio Grande do Norte, mais precisamente a cidade de Natal, no panorama mundial. Pela situação geográfica privilegiada de ponto estratégico do Atlântico Sul, o Brasil tornou-se peça significativa nessa conjuntura internacional. Logo após a deflagração do conflito, em 1939, as autoridades norte- americana iniciaram uma tática de aproximação com o Presidente Getúlio Vargas, com o objetivo de atraí-lo para o bloco das Potências Aliadas no combate contra as nações do Eixo – Alemanha, Itália e Japão. A partir do início do século XX, e principalmente a partir de 1930, os investimentos norte-americanos aumentaram no Brasil através de investimentos e de empréstimos. Contudo, no mesmo período, o país também se aproximou economicamente da Alemanha, através da concessão de empréstimos em condições mais vantajosas que as oferecidas pelos bancos norte-americanos. Para os alemães, o Brasil seria um importante parceiro comercial, o que deixou o governo brasileiro dividido entre os dois países. No início do conflito, em 1939, o Brasil manteve uma posição de pretensa neutralidade. Esse posicionamento do governo pode ser explicado pelas ligações históricas do Brasil com os países que formavam o bloco dos Aliados (Inglaterra e França e, posteriormente, os Estados Unidos). Os militares norte-americanos viam uma suposta aproximação entre o Brasil e a Alemanha como inaceitável. De 1939 a 1941, período inicial da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos foram praticamente meros espectadores. Em 1941, após o ataque japonês à base norte-americana de Pearl Harbor, no Havaí, os Estados Unidos declararam guerra às potências do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Porém, em 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 16 de 42 virtude das condições técnicas da aviação da época e ao domínio nazista em quase todo o continente europeu era praticamente impossível enviar tropas para a Europa, através do Atlântico Norte. Por via marítima, havia a presença ameaçadora dos submarinos alemães. Buscou-se, então, como solução, a antiga rota utilizada pelos aviadores do início do século XX: Natal-Dakar. A utilização dessa rota, entretanto, dependia da posição política do governo brasileiro em relação ao conflito, pois na segunda metade da década de 1930, o presidente Getúlio Vargas havia implantado uma ditadura no Brasil de cunho nazifascista. Entre os principais auxiliares do governo Vargas existiam simpatizantes dos regimes alemão e italiano e do liberalismo norte-americano e inglês. A pressão dos Estados Unidos, reforçada por empréstimos concedidos pelos bancos desse país, precipitou o rompimento das relações diplomáticas do Brasil com a Alemanha, a Itália e o Japão. O afundamento de navios brasileiros levou o nosso governo a declarar guerra ao Eixo. A colaboração brasileira com os Aliados consistiu na cessão de bases aéreas e navais no Norte e Nordeste do país. Além da cessão de bases militares para servir aos Aliados, envio de materiais estratégicos para os Estados Unidos e, ainda, já ao final da guerra, o envio de tropas para o front em território italiano Os Estados Unidos estabeleceram bases na região Nordeste do Brasil por considerarem-na especialmente desarmada, visto que a maioria das tropas brasileiras se concentravam na região Sudeste. O governo Vargas fez, em 1941, incontestes movimentos em direção aos Aliados ao aprovar um projeto da Pan American Ariways (sob contrato do exército dos EUA) para modernizar aeroportos no Norte e Nordeste. O governo norte-americano, através do Ministério da Guerra concluiu que a única solução prática para o problema da defesa seria a construção e melhoramentos dos aeroportos no nordeste do Brasil. Essa construção seria executada em nome do Programa de Desenvolvimento dos Aeroportos e envolveria as linhas aéreas Pan American e suas subsidiárias. Foi permitido à Panair do Brasil construir, melhorar e aparelhar” aeroportos ao longo do litoral Norte-Nordeste. Os Estados Unidos investiram pesadamente para melhorar bases aeronavais no Norte e Nordeste (Belém, Natal e Recife) do Brasil. A ofensiva militar veio junto com a ofensiva cultural, quando o presidente Franklin Delano Roosevelt encarregou o milionário Nelson Rockefeller de dirigir um escritório cuja função era promover a melhoria das relações culturais com a América Latina, tendo o Brasil como alvo principal. Para fazer o trabalho de conquistar a simpatia dos brasileiros e estreitar os laços entre Brasil e Estados Unidos, foram recrutados grandes talentos para fazerem filmes voltados ao fortalecimento da opinião pró-EUA. Por trás dessas 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 17 de 42 atividades jaziam objetivos de longo prazo dos EUA, sendo um deles o aumento da sua penetração econômica no país. Embora o investimento norte-americano no Brasil já superasse o investimento britânico, investidores norte-americanos ansiavam por novos progressos. A colaboração durante a guerra oferecia uma base excelente para a ofensiva econômica norte-americana posterior. O governo brasileiro também passou a incrementaro efetivo militar na região, enviando para Natal o almirante Ary Parreiras com a incumbência de construir a Base Naval. A área escolhida para a construção da Base Naval foi o Refoles, no bairro do Alecrim, onde funcionava a Escola de Aprendizes de Marinheiro. A Marinha americana, instalada na Rampa, trabalhava harmoniosamente com a Marinha brasileira. Em julho de 1941, o presidente Vargas autorizou os Estados Unidos a construírem a Base Aérea de Natal. O projeto para a construção de tal empreendimento já estava pronto desde 1940, e a sua execução ficou a cargo da Pan Am. Assim, os norte-americanos construíram do outro lado da Base Aérea Brasileira, perto da lagoa, a base de Parnamirim Field. Além da Base, os americanos construíram um oleoduto interligando o Campo de Parnamirim e as docas do rio Potengi, garantindo assim o abastecimento de combustível para as organizações militares, e uma pista asfaltada para facilitar os deslocamentos entre a Base Aérea e a cidade de Natal. Também foram abertas estradas para Ponta Negra e Pirangi, facilitando o deslocamento de tropas que patrulhavam o litoral sul do estado. Em meados de 1942, Parnamirim Field era o aeroporto mais movimentado do mundo, a maior mobilização técnica obtida pelos Estados Unidos fora de seu território, que facilitava a descida imediata de 250 aviões. Enquanto isso, mudavam os costumes e a fisionomia da população da cidade e do país. Uma multidão de funcionários do governo norte-americano instalou-se no Brasil, atuando em consonância com as orientações do governo brasileiro. Foi na cidade de Natal, que a presença norte-americana se intensificou lenta e progressivamente entre 1941 e 1942, principalmente quando a guerra se expandiu e atingiu o norte da África. A participação do Brasil na guerra foi de fundamental importância para Natal, que se transformou em ponto de passagem das tropas norte-americanas que se dirigiam para o front no continente africano. Natal tornou-se mundialmente conhecida. Sua população sentiu de perto o clima de guerra. A cidade mudou, em virtude da presença dos norte- americanos, novos hábitos foram adquiridos. Mudaram o vocabulário, o comportamento, as bebidas e o vestuário. Produtos americanos passaram a ser conhecidos em todo o Brasil e o inglês tornou-se a terceira língua estrangeira mais falada (depois do francês e do italiano), as pessoas passaram a frequentar cursos de inglês para se comunicar 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 18 de 42 com os norte-americanos. Houve um aumento da atividade comercial; esportes como o basquetebol e o voleibol difundiram-se pela cidade; irradiou-se a música estrangeira e a utilização de anglicismos; a população praticamente duplicou; a cidade virou trânsito de personalidades internacionais; e ocorreu um aumento substancial do custo de vida. A guerra também trouxe para Natal uma das maravilhas da modernidade. Enquanto o país enfrentava um racionamento de combustíveis, a capital do Rio Grande do Norte ganhava a sua primeira estrada asfaltada, a “Parnamirim Road, um empreendimento norte-americano e que ficou conhecida simplesmente por “a Pista”, pela população local. Como Natal estava em possível área de combate, as Forças Armadas promoveram curso de enfermagem para alguma eventualidade. A Maternidade Januário Cicco (na época Maternidade de Natal) foi transformada em hospital militar, o Hospital Onofre Lopes (na época Miguel Couto) foi reestruturado, a Associação dos Escoteiros fundou o Hospital Luiz Soares (na época Policlínica). E a Cruz Vermelha Internacional também chegou, fundando uma filial. A cidade passou por sucessivos black-outs e foram construídos abrigos antiaéreos. Em 28 de janeiro de 1943, com a política externa brasileira francamente favorável aos Estados Unidos da América, os presidentes Getúlio Dorneles Vargas e Franklin Delano Roosevelt encontraram-se, de forma sigilosa, em Natal para definir os novos rumos que Brasil e Estados Unidos deveriam seguir, tendo em vista o recuo das tropas alemãs na África e o possível desfecho do conflito, com a derrota do Eixo. O dia 6 de junho de 1944 marca o início do fim da guerra. Naquele dia (dia D), os Aliados desembarcaram no norte da França e começaram a desbaratar as forças de defesa alemãs, libertando Paris a 25 de agosto e chegando ao Reno em setembro, de onde penetraram pelo oeste no coração da Alemanha, ao mesmo tempo em que tropas soviéticas faziam o mesmo pelo leste. O final de 1944 tornou a guerra algo remoto para o Brasil. A possibilidade de guerra submarina fora definitivamente afastada. Assim, em 1944 começou a retirada dos equipamentos militares, bem como algumas trocas de comando, prenunciando o início do fim da presença norte-americana em Natal. No início de 1945 a guerra não havia ainda terminado e contingentes militares norte- americanos foram mandados de volta para os Estados Unidos. As unidades militares brasileiras também foram remanejadas, fazendo Natal experimentar o desemprego, o desalento, a pobreza e a desorganização das famílias. As empresas de transporte aéreo foram encerrando suas atividades no segundo semestre de 1944. Somente a Eastern Airlines ficou operando no Atlântico Sul. 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 19 de 42 Com o objetivo de evitar um sério colapso econômico depois da retirada das forças americanas no período posterior à guerra, a Junta de Aeronáutica Civil dos Estados Unidos da América indicou Natal como uma importante área na esfera da aviação civil no pós-guerra. Natal foi escolhida pelas autoridades aeronáuticas norte-americanas como uma das vinte prováveis rotas aéreas básicas para expansão comercial. As duas rotas nas quais Natal foi especificamente mencionada foram as de Natal-Paris, via Dakar, Casablanca, Tânger e Madri, e Natal-Cidade do Cabo, via Dakar, Monrôvia, Lagos ou Acra, Brazzaville e Johannesburg. O último contingente militar dos Estados Unidos deixou Natal no dia 26 de novembro de 1946. A partir daí, com o fim da Guerra e as transformações ocorridas no Brasil, Natal foi aos poucos esquecida, perdendo a posição de a mais importante no Nordeste. Entretanto, as mudanças na cidade revelam-se irreversíveis, pois a influência norte-americana foi marcante na população. 4. Os governos militares e a formação das “novas oligarquias” Em 31 de março de 1964, um Golpe de Estado dá início ao período da ditadura no Brasil, sob o comando dos militares, até o ano de 1985. As Forças armadas, apoiadas por setores da classe média e pela classe alta, depuseram um governo legalmente estabelecido, o governo de João Goulart, impedido de realizar as reformas de base que pretendia, por não contar com a maioria do Congresso. Essa fase de repressão se caracterizou por 3 diretrizes básicas: o rompimento da normalidade institucional, com a gestão dos militares no estabelecimento e no funcionamento dos três poderes básicos, o Executivo, Legislativo e Judiciário, excluindo, assim, o Estado de Direito; as restrições e exclusão da participação do conjunto da população no processo político; e a opção pelo modelo capitalista de desenvolvimento com o afastamento de todas as manifestações que se aproximassem do socialismo e a aceitação do papel hegemônico dos Estados Unidos, por serem a principal potência. O país passou a crescer do ponto de vista econômico, mas sem impacto favorável para as condições de vida da população e também adquirindo dívidas,provocando uma crise econômica e social. O fracasso do modelo econômico ficou mais patente no governo do General Figueiredo, com altas taxas de inflação, crescente dívida externa e déficit público das empresas estatais. Esse desgaste gerou um descontentamento por parte da Igreja e setores mais atuantes da classe média e alta, que passaram a reivindicar uma mudança. A solução seria uma transição “lenta e gradual” para a democracia. Um dos indicadores desse desgaste do regime político-militar foi a campanha popular para a volta das eleições diretas para a presidência da República, que começou 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 20 de 42 desde 1982. O regime ainda continuou até a eleição para presidente da República, pela primeira vez de um civil – Tancredo Neves, mesmo que de forma indireta através de um Colegiado. No Rio Grande do Norte, em 1964, com o Golpe Militar, como em outros estados, ocorreu o desencadeamento de uma ação rápida e fulminante, sem espaço para o aparecimento de qualquer resistência. Intelectuais e políticos foram presos e torturados, alguns foram exilados; muitos tiveram os seus direitos políticos suspensos; outros foram mortos pelos agentes da repressão. Foram, de alguma forma, calados. Ao ocorrer o Golpe, o governador do Estado era Aluízio Alves e o prefeito de Natal era Djalma Maranhão. Em 1965, foi realizada a última eleição para governadores dos Estados na nova situação, pelos partidos. Nesse mesmo ano, o ato institucional nº 2, de outubro de 1965, extinguiu os partidos políticos existentes, o que fez surgir o bipartidarismo, com os novos partidos - a ARENA (Aliança Renovadora Nacional) - partido que dava que dava sustentação política aos militares, e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) – partido de oposição. No ano seguinte, o Ato Institucional nº 3, de fevereiro de 1966, estabelecia eleição indireta para governadores dos Estados pelas Assembleias Estaduais, e nomeação dos prefeitos das capitais pelos governadores. Isso deu origem aos chamados governadores biônicos (1970/1982), pois a eleição indireta apenas ratificava a indicação do governo federal. No quadro político local, inicialmente, tanto Dinarte Medeiros Mariz, quanto Aluízio Alves, as duas lideranças do Rio Grande do Norte, se filiaram à ARENA. A convivência entre os dois no mesmo partido, entretanto, não era tranquila, com os seguidores de ambos fazendo a distinção entre a ARENA verde (aluizistas) e a ARENA vermelha (dinartistas). O Regime Militar acirrou ainda mais o radicalismo político no Rio Grande do Norte, sobretudo, nas décadas de 1960 e 1970, a rivalidade entre Aluízio Alves e Dinarte Mariz. Em 1965, Aluízio Alves apoiou Walfredo Gurgel para o governo do estado contra Dinarte Mariz. A vitória de Walfredo Gurgel impediu que o estado fosse governado, pela segunda vez, por Dinarte, confirmando a supremacia política da família Alves e, ao mesmo tempo contribuindo para o aumento do radicalismo político. Em 1966, Dinarte vetou a candidatura de Aluízio Alves para o Senado. Apesar de dominar a maioria dos diretórios municipais da ARENA, Dinarte não teve forças para fazer um candidato seu, contentando-se com um arranjo de conveniência. O mossoroense Duarte Filho foi o escolhido pela ARENA. Sua indicação e eleição, como candidato consensual da ARENA verde (Aluízio) e da ARENA vermelha (Dinarte), não garantiu a pacificação do partido. Fermentavam, ainda, as rivalidades entre verdes e vermelhos. 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 21 de 42 A adoção da sublegenda era garantia de permanência dos dois principais rivais na política do Rio Grande do Norte no mesmo partido, a ARENA. Ela, no entanto, amortecia o confronto, mas não acabava com ele. A implantação do Ato Institucional nº 5 resolveu a cisão na base governista do Estado, mas não garantiu uma convivência pacífica entre os dois maiores grupos políticos do Rio Grande do Norte. Aproveitando-se da decretação desse Ato e de sua convivência próxima com o presidente Costa e Silva, Dinarte Mariz conseguiu, em 1969, a cassação de Aluízio Alves. Assim, tornou-se mais forte (e praticamente a única) liderança política de expressão no Rio Grande do Norte. Em 1966, o MDB na Assembleia Legislativa, cresceu exponencialmente, dobrando a sua bancada, que passou de três para seis deputados estaduais. A escolha dos candidatos, porém, precisava contar com a anuência das Forças Armadas. No Rio Grande do Norte, Dinarte era a voz civil mais ouvida na escolha. O primeiro governador eleito indiretamente (biônico) foi Cortez Pereira, procurou fazer um governo que fugisse ao convencional. Tentou transformar a realidade socioeconômica do estado, pois era um mero produtor de matérias primas, além de suscetível às crises advindas das secas periódicas. Fez projetos de criar polos agroindustriais em diversas regiões, capazes não somente de criar renda permanente para a população, mas que também conseguisse impedir o êxodo rural para os principais centros urbanos, como Natal e Mossoró. No entanto, o governador desgastou-se com atritos com algumas lideranças militares, gerando um quadro de constante tensão política, o que o levou, posteriormente, à cassação de seus direitos políticos pelo Ato Institucional nº 5. Na década de 1970, surgiu uma nova oligarquia política no rio Grande do Norte – Maia, liderada por Tarcísio Maia, substituindo a liderança do senador Dinarte Mariz. Com o processo de abertura política em marcha, a participação política de Aluízio Alves foi se acentuando (aproximava-se o fim de sua cassação), ao mesmo tempo que ressurgia na ARENA uma liderança política para ofuscar e substituir a de Dinarte: o governador Tarcísio Maia. A indicação de Tarcísio Maia para governar o estado tinha o objetivo de construir um consenso entre as lideranças arenistas no estado e, também, de estabelecer uma ponte entre a ARENA e alguns líderes emedebistas, principalmente a facção do partido controlada pela família Alves. O governo de Tarcísio Maia foi extremamente inteligente, pois buscou afastar-se do radicalismo reinante no estado, devido às rivalidades entre Aluízio Alves e Dinarte Mariz, aproximando-se da oposição, praticamente anulada 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 22 de 42 através do acordo político conhecido como “Paz Pública”, aliança entre ele, Tarcísio Maia, e Aluízio Alves, ainda atuante nos bastidores. Com a oposição enfraquecida politicamente, o caminho ficou aberto para Tarcísio Maia indicar Lavoisier Maia, seu primo, para sucedê-lo no governo do estado, iniciando e consolidando a liderança política da família Maia. A aproximação política entre as famílias Alves e Maia começou em 1974, quando Aluízio Alves, consultado pelo ex-ministro João Agripino, irmão de Tarcísio Maia e fiador de sua indicação para governar o Rio Grande do Norte, não se contrapôs à indicação deste ao governo do estado e se comprometeu em não dificultar a sua administração. Nas eleições de 1978, Tarcísio Maia e Aluízio Alves aproximaram-se ainda mais para viabilizar a eleição de Jessé Pinto Freire para o Senado. Essa aproximação desagradou o senador Dinarte Mariz, que apoiou a candidatura de Radir Pereira.A atitude de Dinarte afastou-o ainda mais do governador Tarcísio Maia (como também da cúpula dirigente do regime militar). Dinarte Mariz, Tarcísio Maia e Jessé Freire eram os mais proeminentes líderes políticos arenistas no estado. A sucessão estadual passava obrigatoriamente por eles. Dinarte Mariz desgastou-se muito ao romper com o governador Tarcísio Maia, e viu sua liderança política enfraquecer. Ao mesmo tempo, a família Alves conseguia recompor sua liderança no seio do MDB. Terminada a eleição de 1978, começaram a aparecer os primeiros sinais de desgaste na aliança política feita entre Aluízio Alves e Tarcísio Maia. Os planos dos dois líderes entravam em choque, pois ambos tinham em mente a disputa pelo governo do estado em 1982: Aluízio era o candidato do PMDB, enquanto Tarcísio Maia planejava a candidatura de seu filho, José Agripino Maia, pelo PDS. Lavoisier Maia procurou dar prosseguimento às ações administrativas do seu antecessor, Tarcísio Maia. O momento, porém, era outro. O país passava pelo processo de redemocratização, com a volta dos anistiados, o fim do bipartidarismo e uma atuação mais desinibida dos grupos de oposição, com a ocorrência de greves dos servidores públicos estaduais além de ter uma imprensa oposicionista mais aguerrida e vigilante. Nas eleições de 1982, defrontaram-se Aluízio Alves e José Agripino Maia. Era a estreia eleitoral de Agripino, enquanto Aluízio tentava chegar ao Palácio Potengi pela segunda vez. A vitória de José Agripino sobre Aluízio Alves por uma diferença de mais de 100 mil votos confirmava a estratégia vitoriosa elaborada por Tarcísio Maia e sedimentava a liderança da família Maia. A vitória de Agripino selou o fim da rivalidade Alves-Mariz, substituída agora por Alves-Maia. 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 23 de 42 As duas famílias, apesar de rivais no estado, estiveram unidas, em 1984, no apoio à candidatura de Tancredo Neves à Presidência da República 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 24 de 42 QUESTÕES COMENTADAS 01) (FCC/MPE RN/2012 - ANALISTA) As oligarquias norte-rio- grandenses também se utilizavam da violência e das fraudes para vencer as eleições. Os líderes políticos estaduais ordenavam às lideranças municipais a utilização de atas falsas, o alistamento de eleitores mortos ou ausentes, a proibição do alistamento aos eleitores da oposição, etc. Utilizando-se desses artifícios, as oligarquias estaduais mantiveram-se no poder por mais de 30 anos, sem maiores sobressaltos, subvertendo o regime republicano (...). (Sérgio Luiz Bezerra Trindade. História do Rio Grande do Norte. Natal: Editora do IFRN, 2010. p 162) É correto afirmar que durante a República Velha, as oligarquias norte- rio-grandenses subvertiam o regime ao se utilizarem dos mecanismos a que o texto descreve, pois, a) menosprezavam um dos elementos essenciais da democracia: a rotatividade do poder. b) rechaçavam um dos princípios básicos da república: o unipartidarismo. c) defendiam um dos pilares principais do nacionalismo: a autonomia política das províncias. d) apoiavam um dos ideais básicos do anarquismo: a república de grandes proprietários. e) contrariavam uma das bases fundamentais do liberalismo político: o sistema de eleição direta. COMENTÁRIOS: As oligarquias detinham o poder através do voto de cabresto e de medidas que beneficiavam seus próprios grupos, dominando as indicações de candidatos e controlando os resultados das votações, anulando a oposição. Assim, os mesmos grupos permaneciam no poder, impedindo a rotatividade do poder. Gabarito: A 02) (FCC/MPE RN/2012 – ANALISTA) Observe a foto. 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 25 de 42 No encontro entre os presidentes, retratado na foto acima, Brasil e Estados Unidos estreitaram relações e acordaram em construir um Quartel General que tornou o Rio Grande do Norte decisivo no processo da vitória aliada na Segunda Guerra Mundial pois, A) assegurou a hegemonia política dos Estados Unidos sobre a navegação do Atlântico Norte que ficou permanentemente sob a fiscalização e o controle dos norte-americanos. B) abalou o esforço desprendido pelos alemães na América Latina que viram seu poderio militar enfraquecer durante a expansão na África Ocidental e no Nordeste brasileiro. C) barrou a expansão alemã que pretendia dar um salto da África Ocidental à América do Sul, passando pelo Nordeste brasileiro, ocupado antes por tropas norte-americanas. D) deteve principalmente as ameaças alemãs sobre os países da América Central, cuja produção petrolífera era vital para a economia dos países aliados, durante a guerra. E) consistiu em uma manobra estratégica fundamental na luta contra o perigo do avanço do nazifascismo em países da América do Sul, economicamente empobrecidos pela guerra. 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 26 de 42 COMENTÁRIOS: A presença das tropas norte-americanas na cidade de Natal se intensificou entre 1941 e 1942 com a expansão da Segunda Guerra Mundial para o norte da África. A participação do Brasil, através do Rio Grande do Norte, tornou-se decisiva no processo da vitória aliada na Guerra, transformando Natal em ponto de passagem das tropas norte-americanas, que se dirigiam para o front no continente africano, e barrando a expansão alemã para a América do Sul. Gabarito: C 03) (CESPE/UERN/2010 - TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR) Quanto ao envolvimento do Brasil, e em particular do Rio Grande do Norte, na Segunda Guerra Mundial, assinale a opção correta. a) A participação da cidade de Natal na Segunda Guerra Mundial foi reduzida, visto que o Brasil declarou neutralidade perante as nações envolvidas no conflito. b) O Rio Grande do Norte teve participação efetiva no conflito, tanto que, durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade de Natal ficou conhecida internacionalmente como Trampolim da Vitória. c) Embora o Brasil tenha participado da Segunda Guerra Mundial, o Rio Grande do Norte, devido ao seu distanciamento geográfico manteve-se neutro, não tendo contribuído para a participação brasileira na referida guerra. d) No momento em que ocorria a Segunda Guerra Mundial, os presidentes Getúlio Vargas e, Franklin Roosevelt firmaram acordo, nas águas do Potengi, de que Natal seria considerada uma zona neutra no conflito. e) A cidade de Natal foi usada somente como posto de observação da Força Aérea Brasileira, pela sua posição geográfica determinante, abstendo-se de participar efetivamente do conflito mundial. COMENTÁRIOS: Com a participação do Rio Grande do Norte na Segunda Guerra Mundial, a cidade de Natal se transformou em base e ponto de passagem das tropas norte-americanas que se dirigiam para o front no continente africano, ficando conhecida como “trampolim da vitória”. Gabarito: B 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htmHistória e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 27 de 42 04) (FCC/MPE-RN/2010 - AGENTE ADMINISTRATIVO) Durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade de Natal cresceu e evoluiu com a presença de contingentes militares brasileiros e aliados, consumando o seu progresso com a construção das bases aérea e naval. Sobre essa presença é correto afirmar que os norte-americanos, a) ao introduzirem estratégias militares e práticas bélicas, favoreceram a centralização política na cidade e o enfraquecimento do poder controlado pela oligarquia nas áreas rurais. b) ao trazerem novos produtos e a visão democrática, estimularam mudanças no modo de vida da cidade e exerceram influências visíveis em Natal, até os dias atuais. c) ao dinamizarem a economia da cidade e sua modernização, contribuíram para a redução das desigualdades sociais e para os habitantes usufruírem de uma melhor qualidade de vida. d) ao elegerem a integração das principais bacias hidrográficas como entrada e saída de embarcações militares, tornaram Natal um dos alvos de ataque inimigo e "Trampolim da Vitória". e) ao assimilarem os valores e costumes tradicionais e a produção artesanal, impulsionaram acentuadamente a atividade urbana e o ritmo de crescimento econômico da cidade. COMENTÁRIOS: Em virtude da presença dos norte-americanos em Natal, produtos americanos passaram a ser conhecidos em todo o Brasil e novos costumes foram adquiridos, mudando a fisionomia da população e do seu modo de vida, assim a influência norte-americana foi marcante na cidade, até os dias de hoje. Gabarito: B 05) (FCC/MPE RN/2010 - ANALISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO) Quando o golpe já estava deflagrado, Aluízio Alves publicou nota no jornal Tribuna do Norte, intitulada Ao Povo, na qual informava lamentar: ...que o presidente João Goulart, a quem reconhece e sempre há de proclamar inestimáveis serviços ao Rio Grande do Norte (...) não tenha podido impedir a radicalização das posições ideológicas e políticas, conduzindo o país a um impasse intolerável, que só pode ser solucionado com o respeito às tradições das forças armadas". (Tribuna do Norte, 02/04/64). (In: http://www.cerescaico.ufrn.br/rnnaweb/historia/republica/ politica_1964.htm. Acessado em 27/04/2010) 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 28 de 42 O texto e o conhecimento histórico permitem inferir que o governador Aluízio Alves, com a publicação em 1964, a) faz uma defesa intransigente da legalidade, passando a se colocar do lado das forças populares e democráticas do Estado em oposição aos golpistas. b) comunica ao Comando Militar que estaria do lado da democracia e do presidente, conclamando o povo a resistir ao golpe militar no Estado. c) rompe definitivamente com os movimentos populares, passando a adotar práticas oligárquicas e repressivas no Estado após a Ditadura Militar. d) adota medidas preventivas para impedir que os militares se instalassem no Estado e promovessem, por meio da força, a perturbação da ordem. e) define uma posição favorável aos golpistas, passando a integrar-se ao movimento, assumindo com os militares a defesa da Ditadura Militar no Estado. COMENTÁRIOS: A Ditadura Militar teve início com o Golpe Militar em 1964, retirando do poder o presidente João Goulart. O Rio Grande do Norte, com Aluízio Alves no governo, não esboçou resistência ao Golpe, o governador apoiou a Ditadura Militar. Gabarito: E 06) (FCC/Assembleia Legislativa RN/2013 - ANALISTA LEGISLATIVO) Derrotados nas revoltas do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, os “tenentes” formaram a Coluna Prestes, que percorreu o Brasil levando mensagens contra as oligarquias, o coronelismo e o clientelismo eleitoral, entre outras. Em relação à presença da Coluna no Rio Grande do Norte, é correto afirmar: A) No município de São Miguel, em 1926, os integrantes da Coluna fizeram saques em casas comerciais, embora encontrassem resistência armada de cerca de vinte homens. B) Não houve, no Estado, qualquer confronto com os integrantes da Coluna, pois nas cidades por onde passaram receberam muitas adesões à causa que defendiam. 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 29 de 42 C) A Coluna não entrou no Estado, pois sua meta era alcançar rapidamente a Bolívia, onde Luís Carlos Prestes havia se refugiado após sofrer intensa repressão. D) Os políticos potiguares não tomaram conhecimento das ações da Coluna e, portanto, não criaram grupos de resistência para eventuais combates. E) A conquista do Rio Grande do Norte foi o principal alvo da Coluna, sobretudo depois de ter sido fortemente rechaçada na Paraíba. COMENTÁRIOS: A Coluna Prestes percorreu o Brasil tendo como uma de suas bandeiras a defesa do fim das oligarquias rurais. Chegou ao Rio Grande do Norte em 1926. No Estado, passou pela cidade de São Miguel, com brutalidade, causando medo, destruição e miséria. Gabarito: A 07) (CESPE/UERN/2010 - AGENTE TÉCNICO ADMINISTRATIVO) Estratégica base militar dos Aliados no litoral da América do Sul, na Segunda Guerra Mundial, o RN foi cenário de importante encontro, em 1943, dos presidentes do Brasil e dos Estados Unidos da América, respectivamente a) Café Filho e Nixon. b) Vargas e Roosevelt. c) Goulart e Ford. d) Castelo Branco e Clinton. e) Juscelino e Reagan. COMENTÁRIOS: Os presidentes Getúlio Dorneles Vargas, do Brasil, e Franklin Delano Roosevelt, dos EUA, encontraram-se de forma sigilosa em Natal, durante a Segunda Guerra Mundial, no dia 28 de janeiro de 1943. O objetivo era definir os novos rumos que os dois países iriam seguir com o recuo das tropas alemãs na África e o possível desfecho do conflito, com a derrota do Eixo. Gabarito: B 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 30 de 42 08) (FCC/AL RN/2013 - ASSESSOR TÉCNICO DE CONTROLE INTERNO) As atividades político-partidárias no Rio Grande do Norte, após a instalação do regime militar em 1964, eram dominadas por duas forças políticas: de um lado, os partidários de Aloísio Alves; de outro, os de Dinarte Mariz. Em relação à trajetória dos dois líderes potiguares, durante esse período, é correto afirmar que a) ambos superaram a rivalidade política local, enquanto militaram na Aliança Renovadora Nacional (Arena). b) Aloísio Alves e Dinarte Mariz, apesar de rivais políticos no Estado, uniram-se contra o regime militar. c) nenhum dos dois ocupava cargo executivo em 1964. d) Dinarte Mariz, depois de 1964, somente ocupou o cargo de deputado federal. e) Aloísio Alves ajudou a eleger seu sucessor, Walfrido Dantas Gurgel, concorrente de Dinarte Mariz ao governo estadual em 1965. COMENTÁRIOS: No quadro político local do Rio Grande do Norte, havia, inicialmente, duas lideranças, Dinarte Medeiros Mariz e Aluízio Alves, ambos filiados à ARENA, partido que dava sustentação ao Regime Militar. Contudo, o primeiro era da ARENA vermelha (liderada pelos dinartistas) e o segundo, da ARENA verde (liderada por Aluízio Alves). Em 1965, AluízioAlves apoiou Walfredo Gurgel para o governo do Estado contra Dinarte Mariz. Sua vitória impediu que o estado fosse governado pela segunda vez por Dinarte, contribuindo para firmar a supremacia política da família Alves e aumentar o radicalismo político no Rio Grande do Norte. Gabarito: E 09) (UFRN/1999) Em relação à família Albuquerque Maranhão, Itamar de Souza afirma: Durante a República Velha no Rio Grande do Norte, o sustentáculo econômico da oligarquia Maranhão foi, sem dúvida, o sal e o açúcar. Por isso, logo que assumiram o poder, os Maranhão implantaram o monopólio do sal, contrariando, assim, a ideologia liberal da livre concorrência e entregaram-no a grupos econômicos que lhes apoiavam financeiramente nas lutas políticas. Favores especiais foram concedidos aos senhores de engenho, porque esta era a forma de o "Estado" beneficiar o Sr. Fabrício Maranhão, irmão de Pedro Velho e proprietário 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 31 de 42 da "Usina Ilha do Maranhão", localizada em Canguaretama, e outros correligionários do setor residentes no agreste potiguar. [adaptação] SOUZA, Itamar de. A República Velha no Rio Grande do Norte (1889--1930). Natal:[s.n.], 1989. p.21. A partir dessa análise, pode-se afirmar que o poder oligárquico dos Albuquerque Maranhão apoiava-se A) num conjunto de medidas legais e práticas informais de mútuo auxílio que sustentavam a articulação entre o Governador e seus partidários. B) na prática de uma política econômica racional que estava de acordo com as diretrizes modernizantes da República. C) na tradição do nome da família, ligada ao início da colonização do Rio Grande, que garantia o respeito dos concidadãos locais. D) numa grande massa de trabalhadores vinculados à produção de sal e à de açúcar, devido à política social implantada em favor dessas categorias. COMENTÁRIOS: Na República Velha, as oligarquias estaduais eram sustentadas pelos chefes municipais, que recebiam em troca dos votos que possuíam, os favores do governo, como nomeações e proteção, da mesma forma que os oligarcas recebiam do Governo Central. No Rio Grande do Norte, o poder da oligarquia da família Maranhão também se apoiava em uma relação de troca de favores e obrigações. Gabarito: A 10) (FCC/AL-RN/2013 - TÉCNICO LEGISLATIVO) Às vésperas da Proclamação da República, no Rio Grande do Norte, a) prevalecia, na oposição à monarquia, a postura dos habitantes de Natal, que saíram às ruas pleiteando novo regime. b) foram criados o Partido Republicano, em janeiro de 1889, e posteriormente o jornal A República, para divulgação de sua plataforma. c) eram fortes as manifestações populares contra representantes da monarquia, como o conde D’Eu. d) não havia descontentamento dos setores econômicos algodoeiro e açucareiro contra as políticas da monarquia. 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 32 de 42 e) inexistiam núcleos políticos republicanos e tampouco jornais de oposição à monarquia. COMENTÁRIOS: Os ideais republicanos tomaram impulso no Rio Grande do Norte a partir de 1870, antes da Proclamação da República (novembro de 1889), com a participação de expressivas lideranças políticas e econômicas. Mas, foi somente, em 1889, às vésperas da Proclamação da República, que foram fundados no Rio Grande do Norte: o jornal “A República”, por Pedro Velho, que publicava matérias que atacavam a monarquia e enaltecia os ideais republicanos; e o Partido Republicano, dirigido também por Pedro Velho. Gabarito: B 11) (COMPERVE/PREFEITURA MUNICIPAL CEARÁ MIRIM/2016-1 – PROFESSOR DE HISTÓRIA) No contexto da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a política da boa vizinhança difundida pelos Estados Unidos da América conquistou a adesão brasileira ao bloco dos países aliados, materializada em meados de 1942, com a construção de Parnamirim Field, base norteamericana sediada em Natal, no Rio Grande do Norte. Uma das principais implicações derivadas dessa adesão brasileira foi A) o inevitável fortalecimento das forças democráticas, responsáveis pela derrubada do Estado Novo, com a instalação de um governo de natureza antioligárquica no Rio Grande do Norte. B) a expressiva rejeição ao processo de americanização ocorrido durante a presença de milhares de americanos em Natal, tidos, à época, como tropas ostensivas de ocupação. C) a criação de uma situação insólita, que evidenciou as contradições existentes entre os ideais norteadores da luta travada na Europa e os princípios que sustentavam o governo Vargas. D) o gradual rompimento da influência americana sobre o governo brasileiro no pós-guerra, a partir das orientações elaboradas e disseminadas pela ESG, Escola Superior de Guerra. COMENTÁRIOS: A cidade de Natal, durante a Segunda Guerra Mundial, com a construção da base naval de Parnamirim Field, transformou-se em ponto de passagem das 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 33 de 42 tropas norte-americanas que se dirigiam para o front no continente africano. Contudo, apesar da colaboração do Brasil com o bloco dos países aliados, essa adesão revelou contradições, uma vez que Vargas havia implantado no Brasil uma ditadura de cunho nazifascista. Além disso, entre os principais auxiliares do governo Vargas existiam simpatizantes dos regimes alemão e italiano. E também nesse período o país se aproximou economicamente da Alemanha. Por outro lado, os investimentos norte-americanos aumentaram no Brasil. E para os EUA, a aproximação entre Brasil e Alemanha na guerra era inaceitável. Após o ataque japonês à base norte-americana de Pearl Harbor, a declaração da Alemanha e seus aliados de guerra aos Estados Unidos exigiu uma reorientação do governo de Vargas, que precisou sair da posição inicial de neutralidade que havia adotado. Sua decisão foi decretar o rompimento com os países do Eixo e sua adesão ao bloco dos países aliados. Como reação, a Alemanha bombardeou navios brasileiros, e em resposta, o Brasil colaborou com os países aliados com a cessão de bases aéreas e navais no Norte e Nordeste do país. Desse modo, essa situação demonstrou contradições na escolha de Vargas, na medida que deu apoio ao bloco dos países aliados, e este combatia a ideologia que sustentava seu governo. Gabarito: C 12) (COMPERVE/PREFEITURA DE CANGUARETAMA/2006 – NÍVEL SUPERIOR – PROFESSOR DE HISTÓRIA) A Oligarquia Albuquerque Maranhão governou o Rio Grande do Norte nas duas primeiras décadas da República. Durante o segundo governo de Alberto Maranhão (1908- 1913), pode-se constatar o vínculo entre o poder exercido pela oligarquia e seus interesses econômicos, quando foram A) feitos investimentos na modernização em várias cidades do Estado, melhorando os serviços de energia, água e esgoto. B) abertas estradas de automóvel ligando o litoral aos principais troncos ferroviários do Estado, apoiando a produção salineira. C) iniciados os serviços de navegação de cabotagem, intensificando as relações comerciais no litoral. D) tomadas medidas de incremento à lavoura algodoeira, na região do Seridó. COMENTÁRIOS: 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grandedo Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 34 de 42 O sistema eleitoral que elegia os representantes do Estado com o voto aberto, sob o poder de coerção dos coronéis, atendia aos interesses econômicos das famílias oligárquicas que estavam no poder no Rio Grande do Norte. Essa relação entre poder e atendimento de interesses econômicos pode ser percebida na oligarquia Albuquerque de Magalhães. Um exemplo é o empréstimo solicitado no exterior pelo governante Alberto Magalhães, com cujo dinheiro contratou e beneficiou empresas de família e amigos para realizar obras na cidade de Natal. Vejamos as alternativas: A) Incorreta. Alberto de Magalhaes, no seu segundo mandato, empreendeu obras modernizadoras, beneficiando somente a cidade de Natal, que contava com o apoio de lideranças estaduais. Para alcançar o ideal de cidade moderna almejado pelas elites, realizou melhoramento urbanos, como o encanamento de água e linhas eletrificadas para alguns bairros, e a construção de fábricas que gerou um acentuado crescimento econômico na cidade. B) Correta. No início da década de 1910, os caminhos do Estado que ligavam os municípios eram predominantemente carroçáveis. O transporte de mercadorias ocorria através das tropas de mulas. Nessa época, a inexistência de estradas de ferro e de rodagem era quase total. O segundo governo de Alberto Maranhão se preocupou, sobretudo, com a integração dos municípios, e com esse objetivo, mandou construir mais de três mil quilômetros de estradas carroçáveis. Em 1912, foi firmado um contrato para a construção da terceira ferrovia do Estado. Quanto às estradas de rodagem, em 1914, foi iniciado o trajeto da Estrada de Automóveis do Seridó. Essas estradas ligariam o litoral às ferrovias. C) Incorreta. A cabotagem, transporte realizado entre portos, para circulação e comércio de mercadorias, já era realizado antes desse governo, desde o período colonial. D) Incorreta. A cidade de Mossoró, uma das principais do Estado junto com Natal, é que se destacou com a produção de algodão, tornando-se um empório comercial. Gabarito: B 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 35 de 42 LISTA DE QUESTÕES 01) (FCC/MPE RN/2012 - ANALISTA) As oligarquias norte-rio- grandenses também se utilizavam da violência e das fraudes para vencer as eleições. Os líderes políticos estaduais ordenavam às lideranças municipais a utilização de atas falsas, o alistamento de eleitores mortos ou ausentes, a proibição do alistamento aos eleitores da oposição, etc. Utilizando-se desses artifícios, as oligarquias estaduais mantiveram-se no poder por mais de 30 anos, sem maiores sobressaltos, subvertendo o regime republicano (...). (Sérgio Luiz Bezerra Trindade. História do Rio Grande do Norte. Natal: Editora do IFRN, 2010. p 162) É correto afirmar que durante a República Velha, as oligarquias norte- rio-grandenses subvertiam o regime ao se utilizarem dos mecanismos a que o texto descreve, pois, a) menosprezavam um dos elementos essenciais da democracia: a rotatividade do poder. b) rechaçavam um dos princípios básicos da república: o unipartidarismo. c) defendiam um dos pilares principais do nacionalismo: a autonomia política das províncias. d) apoiavam um dos ideais básicos do anarquismo: a república de grandes proprietários. e) contrariavam uma das bases fundamentais do liberalismo político: o sistema de eleição direta. 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 36 de 42 02) (FCC/MPE RN/2012 – ANALISTA) Observe a foto. No encontro entre os presidentes, retratado na foto acima, Brasil e Estados Unidos estreitaram relações e acordaram em construir um Quartel General que tornou o Rio Grande do Norte decisivo no processo da vitória aliada na Segunda Guerra Mundial pois, A) assegurou a hegemonia política dos Estados Unidos sobre a navegação do Atlântico Norte que ficou permanentemente sob a fiscalização e o controle dos norte-americanos. B) abalou o esforço desprendido pelos alemães na América Latina que viram seu poderio militar enfraquecer durante a expansão na África Ocidental e no Nordeste brasileiro. C) barrou a expansão alemã que pretendia dar um salto da África Ocidental à América do Sul, passando pelo Nordeste brasileiro, ocupado antes por tropas norte-americanas. D) deteve principalmente as ameaças alemãs sobre os países da América Central, cuja produção petrolífera era vital para a economia dos países aliados, durante a guerra. 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 37 de 42 E) consistiu em uma manobra estratégica fundamental na luta contra o perigo do avanço do nazifascismo em países da América do Sul, economicamente empobrecidos pela guerra. 03) (CESPE/UERN/2010 - TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR) Quanto ao envolvimento do Brasil, e em particular do Rio Grande do Norte, na Segunda Guerra Mundial, assinale a opção correta. a) A participação da cidade de Natal na Segunda Guerra Mundial foi reduzida, visto que o Brasil declarou neutralidade perante as nações envolvidas no conflito. b) O Rio Grande do Norte teve participação efetiva no conflito, tanto que, durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade de Natal ficou conhecida internacionalmente como Trampolim da Vitória. c) Embora o Brasil tenha participado da Segunda Guerra Mundial, o Rio Grande do Norte, devido ao seu distanciamento geográfico manteve-se neutro, não tendo contribuído para a participação brasileira na referida guerra. d) No momento em que ocorria a Segunda Guerra Mundial, os presidentes Getúlio Vargas e, Franklin Roosevelt firmaram acordo, nas águas do Potengi, de que Natal seria considerada uma zona neutra no conflito. e) A cidade de Natal foi usada somente como posto de observação da Força Aérea Brasileira, pela sua posição geográfica determinante, abstendo-se de participar efetivamente do conflito mundial. 04) (FCC/MPE-RN/2010 - AGENTE ADMINISTRATIVO) Durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade de Natal cresceu e evoluiu com a presença de contingentes militares brasileiros e aliados, consumando o seu progresso com a construção das bases aérea e naval. Sobre essa presença é correto afirmar que os norte-americanos, a) ao introduzirem estratégias militares e práticas bélicas, favoreceram a centralização política na cidade e o enfraquecimento do poder controlado pela oligarquia nas áreas rurais. b) ao trazerem novos produtos e a visão democrática, estimularam mudanças no modo de vida da cidade e exerceram influências visíveis em Natal, até os dias atuais. 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 38 de 42 c) ao dinamizarem a economia da cidade e sua modernização, contribuíram para a redução das desigualdades sociais e para os habitantes usufruírem de uma melhor qualidade de vida.d) ao elegerem a integração das principais bacias hidrográficas como entrada e saída de embarcações militares, tornaram Natal um dos alvos de ataque inimigo e "Trampolim da Vitória". e) ao assimilarem os valores e costumes tradicionais e a produção artesal, impulsionaram acentuadamente a atividade urbana e o ritmo de crescimento econômico da cidade. 05) (FCC/MPE RN/2010 - ANALISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO) Quando o golpe já estava deflagrado, Aluízio Alves publicou nota no jornal Tribuna do Norte, intitulada Ao Povo, na qual informava lamentar: ...que o presidente João Goulart, a quem reconhece e sempre há de proclamar inestimáveis serviços ao Rio Grande do Norte (...) não tenha podido impedir a radicalização das posições ideológicas e políticas, conduzindo o país a um impasse intolerável, que só pode ser solucionado com o respeito às tradições das forças armadas". (Tribuna do Norte, 02/04/64). (In: http://www.cerescaico.ufrn.br/rnnaweb/historia/republica/ politica_1964.htm. Acessado em 27/04/2010) O texto e o conhecimento histórico permitem inferir que o governador Aluízio Alves, com a publicação em 1964, a) faz uma defesa intransigente da legalidade, passando a se colocar do lado das forças populares e democráticas do Estado em oposição aos golpistas. b) comunica ao Comando Militar que estaria do lado da democracia e do presidente, conclamando o povo a resistir ao golpe militar no Estado. c) rompe definitivamente com os movimentos populares, passando a adotar práticas oligárquicas e repressivas no Estado após a Ditadura Militar. d) adota medidas preventivas para impedir que os militares se instalassem no Estado e promovessem, por meio da força, a perturbação da ordem. e) define uma posição favorável aos golpistas, passando a integrar-se ao movimento, assumindo com os militares a defesa da Ditadura Militar no Estado. 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 39 de 42 06) (FCC/Assembleia Legislativa RN/2013 - ANALISTA LEGISLATIVO) Derrotados nas revoltas do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, os “tenentes” formaram a Coluna Prestes, que percorreu o Brasil levando mensagens contra as oligarquias, o coronelismo e o clientelismo eleitoral, entre outras. Em relação à presença da Coluna no Rio Grande do Norte, é correto afirmar: A) No município de São Miguel, em 1926, os integrantes da Coluna fizeram saques em casas comerciais, embora encontrassem resistência armada de cerca de vinte homens. B) Não houve, no Estado, qualquer confronto com os integrantes da Coluna, pois nas cidades por onde passaram receberam muitas adesões à causa que defendiam. C) A Coluna não entrou no Estado, pois sua meta era alcançar rapidamente a Bolívia, onde Luís Carlos Prestes havia se refugiado após sofrer intensa repressão. D) Os políticos potiguares não tomaram conhecimento das ações da Coluna e, portanto, não criaram grupos de resistência para eventuais combates. E) A conquista do Rio Grande do Norte foi o principal alvo da Coluna, sobretudo depois de ter sido fortemente rechaçada na Paraíba. 07) (CESPE/UERN/2010 - AGENTE TÉCNICO ADMINISTRATIVO) Estratégica base militar dos Aliados no litoral da América do Sul, na Segunda Guerra Mundial, o RN foi cenário de importante encontro, em 1943, dos presidentes do Brasil e dos Estados Unidos da América, respectivamente a) Café Filho e Nixon. b) Vargas e Roosevelt. c) Goulart e Ford. d) Castelo Branco e Clinton. e) Juscelino e Reagan. 08) (FCC/AL RN/2013 - ASSESSOR TÉCNICO DE CONTROLE INTERNO) As atividades político-partidárias no Rio Grande do Norte, após a instalação do regime militar em 1964, eram dominadas por duas forças políticas: de um lado, os partidários de Aloísio Alves; de outro, os de Dinarte Mariz. Em relação à trajetória dos dois líderes potiguares, durante esse período, é correto afirmar que 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 40 de 42 a) ambos superaram a rivalidade política local, enquanto militaram na Aliança Renovadora Nacional (Arena). b) Aloísio Alves e Dinarte Mariz, apesar de rivais políticos no Estado, uniram-se contra o regime militar. c) nenhum dos dois ocupava cargo executivo em 1964. d) Dinarte Mariz, depois de 1964, somente ocupou o cargo de deputado federal. e) Aloísio Alves ajudou a eleger seu sucessor, Walfrido Dantas Gurgel, concorrente de Dinarte Mariz ao governo estadual em 1965. 09) (UFRN/1999) Em relação à família Albuquerque Maranhão, Itamar de Souza afirma: Durante a República Velha no Rio Grande do Norte, o sustentáculo econômico da oligarquia Maranhão foi, sem dúvida, o sal e o açúcar. Por isso, logo que assumiram o poder, os Maranhão implantaram o monopólio do sal, contrariando, assim, a ideologia liberal da livre concorrência e entregaram-no a grupos econômicos que lhes apoiavam financeiramente nas lutas políticas. Favores especiais foram concedidos aos senhores de engenho, porque esta era a forma de o "Estado" beneficiar o Sr. Fabrício Maranhão, irmão de Pedro Velho e proprietário da "Usina Ilha do Maranhão", localizada em Canguaretama, e outros correligionários do setor residentes no agreste potiguar. [adaptação] SOUZA, Itamar de. A República Velha no Rio Grande do Norte (1889--1930). Natal:[s.n.], 1989. p.21. A partir dessa análise, pode-se afirmar que o poder oligárquico dos Albuquerque Maranhão apoiava-se A) num conjunto de medidas legais e práticas informais de mútuo auxílio que sustentavam a articulação entre o Governador e seus partidários. B) na prática de uma política econômica racional que estava de acordo com as diretrizes modernizantes da República. C) na tradição do nome da família, ligada ao início da colonização do Rio Grande, que garantia o respeito dos concidadãos locais. D) numa grande massa de trabalhadores vinculados à produção de sal e à de açúcar, devido à política social implantada em favor dessas categorias. 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 41 de 42 10) (FCC/AL-RN/2013 - TÉCNICO LEGISLATIVO) Às vésperas da Proclamação da República, no Rio Grande do Norte, a) prevalecia, na oposição à monarquia, a postura dos habitantes de Natal, que saíram às ruas pleiteando novo regime. b) foram criados o Partido Republicano, em janeiro de 1889, e posteriormente o jornal A República, para divulgação de sua plataforma. c) eram fortes as manifestações populares contra representantes da monarquia, como o conde D’Eu. d) não havia descontentamento dos setores econômicos algodoeiro e açucareiro contra as políticas da monarquia. e) inexistiam núcleos políticos republicanos e tampouco jornais de oposição à monarquia. 11) (COMPERVE/PREFEITURA MUNICIPAL CEARÁ MIRIM/2016-1 – PROFESSOR DE HISTÓRIA) No contexto da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a política da boa vizinhança difundida pelos Estados Unidos da América conquistou a adesão brasileira ao bloco dos países aliados, materializada em meados de 1942, com a construção de Parnamirim Field, base norte-americana sediada em Natal, no Rio Grande do Norte. Uma das principais implicações derivadas dessa adesão brasileira foi A) o inevitável fortalecimento das forças democráticas, responsáveis pela derrubadado Estado Novo, com a instalação de um governo de natureza antioligárquica no Rio Grande do Norte. B) a expressiva rejeição ao processo de americanização ocorrido durante a presença de milhares de americanos em Natal, tidos, à época, como tropas ostensivas de ocupação. C) a criação de uma situação insólita, que evidenciou as contradições existentes entre os ideais norteadores da luta travada na Europa e os princípios que sustentavam o governo Vargas. D) o gradual rompimento da influência americana sobre o governo brasileiro no pós-guerra, a partir das orientações elaboradas e disseminadas pela ESG, Escola Superior de Guerra. 12) (COMPERVE/PREFEITURA DE CANGUARETAMA/2006 – NÍVEL SUPERIOR – PROFESSOR DE HISTÓRIA) A Oligarquia Albuquerque Maranhão governou o Rio Grande do Norte nas duas primeiras décadas da República. Durante o segundo governo de Alberto Maranhão (1908- 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm História e Aspectos Geoeconômicos do Rio Grande do Norte para Ministério Público-RN (Todos os Cargos) - Prof. Leandro Signori Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 42 de 42 1913), pode-se constatar o vínculo entre o poder exercido pela oligarquia e seus interesses econômicos, quando foram A) feitos investimentos na modernização em várias cidades do Estado, melhorando os serviços de energia, água e esgoto. B) abertas estradas de automóvel ligando o litoral aos principais troncos ferroviários do Estado, apoiando a produção salineira. C) iniciados os serviços de navegação de cabotagem, intensificando as relações comerciais no litoral. D) tomadas medidas de incremento à lavoura algodoeira, na região do Seridó. 01 - A 02 - C 03 - B 04 - B 05 - E 06 - A 07 – B 08 – E 09 - A 10 – B 11 – C 12 – B XXXX XXXX XXXX 29618854850 http://www.iceni.com/unlock-pro.htm