denuncia - apropriao indebita
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denuncia - apropriao indebita

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ESTADO DO PARÁ
MINISTÉRIO PÚBLICO
ESTADO DO PARÁ
MINISTÉRIO PÚBLICO
EXMª. SRª. DRª. JUÍZA DE DIREITO DA 2ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE CASTANHAL 
O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ, através de sua representante nesta Comarca, no uso de suas atribuições legais, vem, à presença de V. Exa., oferecer a presente 
DENÚNCIA 
Contra 
Rolando Lero, brasileiro, casado, Advogado, nascida em 24.11.1971, natural de Teresina-PI, filha de João Lero e Maria Lero, residente na Quadra 10, Casa 20-A, bairro Saudade II, nesta cidade, e o faz em razão dos fatos a seguir expostos:
I- DOS FATOS
Consta do incluso Procedimento de Investigação Criminal que, no dia 14.11.2019, por volta das 09h00minh, o denunciado Rolando Lero, em ato criminoso e no mesmo desígnio de ações, apropriou-se indevidamente da quantia de R$ 1. 358,00 ( um mil trezentos e cinquenta e oito reais) R$ 4074,00 (quatro mil e setenta e quatro reais) referente a três meses de benéficos do INSS valor retroativo de R$ 9. 180,00 (nove mil cento e oitenta reais) no mês de janeiro e R$ 5.305,00 (cinco mil trezentos e cinco reais) no mês de fevereiro dos sendo que o mesmo sacou benefícios por meio RPV, a qual tentou ludibriar a sua Cliente , utilizando-se de ardil para mantê-la em erro na finalidade de assegurar o sucesso da empreitada criminosa. 
Conforme esclarecem os autos investigatórios, o denunciado Rolando Lero, trabalhava como advogado da dona Mariquinha. Conforme esclarecem os autos investigatórios, o denunciado trabalhava como advogado da dona Mariquinha. Devido sua renomada atuação na área trabalhista e previdenciária.
Com efeito, aos 25.08.2010, a testemunha Denise ***********, cliente da loja, compareceu ao local para realizar a compra de 02 (dois) vestidos, os quais somavam a quantia total de R$577,00 (quinhentos e setenta e sete reais). Já previamente acertadas, as denunciadas R****** M***** D* A******, acobertada por L***** M***** D* N***** S******, ofereceram atraente desconto para que a testemunha efetuasse a compra à vista e em espécie, recusando até mesmo o pagamento com cartão de débito, o qual teria o mesmo efeito de pagamento à vista. 
Estando de boa-fé, a testemunha efetivamente realizou a compra, acertando as peças de roupa pelo preço final de R$490,00 (quatrocentos e noventa reais). Todavia, como as roupas ainda precisavam de alguns ajustes de costura, a própria cliente as deixou sob responsabilidade da loja vítima para que lá fosse providenciado. 
De posse das peças de roupa e do dinheiro correspondente, as denunciadas se apropriaram indevidamente da quantia mencionada e não lançaram no livro próprio a anotação da venda de roupas havida. Assim, receberam o dinheiro das mãos da cliente e se apoderaram do mesmo, como se nenhum vestido tivesse sido vendido.
Já na manhã do dia 26.08.2010, a proprietária da loja, Maria ************, recebeu telefonema da cliente Denise ************, a qual lhe perguntou acerca do encaminhamento dado aos vestidos, posto que seriam ajustados por costureira da loja. Para sua surpresa, a proprietária da empresa procurou pelo registro de vendas, bem como pelo dinheiro em caixa e o comprovante de venda correspondente, nada encontrando a respeito. 
Por sua vez, após o fechamento do caixa às 16h do mesmo dia 2010, a proprietária da empresa confirmou o fato ocorrido ainda na presença das funcionárias envolvidas, ora denunciadas. Pouco após, chegou na loja a última denunciada, M****** D* L****** D**** S***** P****, a qual previamente sabia da trama e estava na posse dos vestidos vendidos, acondicionados em uma sacola. 
Chegando lá, a denunciada acima referida tentou ludibriar a proprietária com o seguinte ardil: compareceu ao local munida de R$500,00 (quinhentos reais) e falou a uma das denunciadas \u201cOLHA, ELA DISSE QUE VAI FICAR COM A ROUPA\u201d, entregando a quantia citada para a denunciada R***** M***** D* *****, na tentativa de simular uma nova compra dos mesmos vestidos. 
Já conhecendo todo o artifício engendrado pelas denunciadas, a proprietária da loja C**** disse que já sabia do ocorrido, tendo as infratoras, na oportunidade, confessado a prática delituosa e dando os detalhes de como tudo ocorreu.
Comunicado o fato à polícia, as denunciadas ratificaram suas confissões perante a autoridade respectiva, culminando-se o presente procedimento inquisitório suas correspondentes indiciações.
II \u2013 DA CAPITULAÇÃO LEGAL
Agindo como agiu, as denunciadas R***** M***** D* ***** e L***** M***** D* N***** S******, cometeram o crime de APROPRIAÇÃO INDÉBITA MAJORADA, mediante recebimento da coisa em razão do emprego, capitulado no art. 168, §1º, do Código Penal.
Por sua vez, a denunciada M****** D* L****** D**** S***** P**** cometeu o crime de ESTELIONATO TENTADO, capitulado no art. 171 c/c art. 14, II, do Código Penal. 
A materialidade e autoria encontram-se positivadas através dos elementos que compõem o presente inquérito policial, especialmente, termo de recibo, confissão das denunciadas, depoimentos testemunhais e da vítima.
III. DO PEDIDO
Apesar do crime acima cometido, verifica-se que o presente caso contempla a hipótese definida no art. 89, da Lei nº. 9.099/95 \u2013 SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO, a qual pode ser concedida se as denunciadas não forem processadas ou tiverem sido condenadas por outros crimes.
Restando comprovado que as denunciadas não são pessoas processadas ou condenadas criminalmente, conforme extrato atualizado, pedimos que lhes sejam deferidas a citada SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO pelo prazo de 02(dois) anos e mediante cumprimento de condições a serem propostas em audiência.
Se, entretanto, não forem  aceitas pelas denunciadas a proposta mencionada, requer o Ministério Público seja imposta a estas a sanção correspondente e definida na lei  já mencionada, para tanto, instaurando-se contra as mesmas o processo comum, nos moldes do Código de Processo Penal, procedendo-se às suas citações para responder à acusação nos termos do artigo 396, do Código de Processo Penal, alterado pela Lei n.°11.719/08, se seguindo os demais atos processuais previstos em lei.
Nestes termos, espera deferimento.
Teresina, 01 de outubro 2010
Luzijones Felipe de Carvalho Façanha
Promotora de Justiça
Juliano J. Sousa dos Anjos
Técnico Ministerial
PESSOA(S) A SEREM OUVIDAS:
- ***************** (vítima), qualif. às fls. 05;
- *****************, qualif. às fls. 11;
LOCAL E DATA SUPRA.
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