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FACULDADE VALE DO GORUTUBA ASSOCIAÇÃO DE ENSINO VALE DO GORUTUBA S/C LTDA ELIZÂNGELA APARECIDA RODRIGUES DA SILVA A IMPORTÂNCIA DO CONTROLE INTERNO NA GESTÃO FINANCE IRA DA EMPRESA FAZENDO ARTE MODA INFANTIL: UM ESTUDO DE CASO Nova Porteirinha – MG 2014 ELIZÂNGELA APARECIDA RODRIGUES DA SILVA A IMPORTÂNCIA DO CONTROLE INTERNO NA GESTÃO FINANCE IRA DA EMPRESA FAZENDO ARTE MODA INFANTIL: UM ESTUDO DE CASO Trabalho de conclusão de curso, apresentada à Banca Examinadora do Curso de Graduação em Administração da FAVAG – Faculdade Vale do Gorutuba, para avaliação por Banca Examinadora, como condição para obtenção do título de Bacharel em Administração. Instituição: Fazendo Arte Moda Infantil Área de concentração: Controle Interno Supervisora na instituição: Elicir Souza Silva Professor orientador: Jônatas Percidio Silva Alves Nova Porteirinha – MG 2014 ELIZÂNGELA APARECIDA RODRIGUES DA SILVA A IMPORTÂNCIA DO CONTROLE INTERNO NA GESTÃO FINANCE IRA DA EMPRESA FAZENDO ARTE MODA INFANTIL: UM ESTUDO DE CASO Trabalho de conclusão de curso apresentado como pré-requisito para a obtenção do título de bacharel em Administração da Faculdade Vale do Gorutuba - FAVAG. Nova Porteirinha-MG, 2014. ________________________________________________ Jônatas Percidio Silva Alves – FAVAG ________________________________________________ Nome do componente da banca – Instituição _________________________________________________ Nome do componente da banca - Instituição DECLARAÇÃO DE REVISÃO DE TCC Declaro ter procedido a revisão do TCC, área de concentração Controle Interno, de autoria de Elizângela Aparecida Rodrigues da Silva, sob a orientação de Jônatas Percidio Silva Alves, apresentado ao curso de graduação em Administração de empresas da Faculdade Vale do Gorutuba, intitulada “FAVAG”, contendo 67 páginas. Dados da revisão ( ) Ortográfica ( ) Redação Início:___/___/___ término: ___/___/___ Nova Porteirinha /MG. Prof (a): ______________________________________________________________ Assinatura: ___________________________________________________________ Dedico primeiramente a Deus por me dar forças sempre para que esse sonho se tornasse verdadeiro, mesmo nos momentos mais difíceis. Dedico aos meus pais. Pela força que me deram nestes anos de batalha e estudo e por me apoiarem nos momentos em que mais precisei. Aos meus irmãos que sempre me deram todo o apoio e incentivo para terminar este curso. Aos meus colegas que estiveram sempre ao meu lado, em todos os momentos. A todas as pessoas que me ajudaram e me compreenderam nas horas de fraqueza e desânimo. A vocês só tenho a agradecer. Muito obrigada por tudo. AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus, por ser essencial em minha vida, autor de meu destino, meu guia, socorro presente na hora da angústia. Agradeço-Te por ter me dado a vida e por guiar os meus passos, tanto nos momentos mais difíceis, como nas alegrias e conquistas. Aos meus Pais, Cícero e Edite, por acreditarem em mim mesmo nos momentos difíceis, dando força quando quis desistir, a vocês que mesmo distantes mantiveram-se sempre ao meu lado, lutando comigo, dedico a minha conquista com a mais profunda admiração e respeito. Aos meus irmãos Hélio Carlos, Celso e Sebastiana, pela compreensão e apoio para concluir o curso. Aos colegas em especial a Anne Caroline, Jhon, Juliana, Jussara Nailza, Stefânia e Willian que estiveram comigo nas horas de estudo, me apoiando e dando forças para que eu não desistisse no meio do caminho. A todos os professores do curso, pelos ensinamentos, pela orientação fornecida, pela vivência. Agradeço ao meu professor orientador Jônatas Percidio por aceitar a tarefa de auxiliar-me, pela paciência e pelas importantes e necessárias informações que foram obtidas para a conclusão deste trabalho. Aos colaboradores da FAVAG, que tive a oportunidade de conviver e de criar amizade com muitos. E sei que há tantos outros, cujas funções não envolvem tanto contato com os alunos, mas que têm papel fundamental. A instituição FAVAG, por oferecer a oportunidade e contribuir para uma carreira profissional com dignidade e merecimento. A empresa Fazendo Arte Moda Infantil, na pessoa de Elicir Souza Silva que me auxiliou, sempre pronta para ajudar. Possibilitando a aplicação dos meus conhecimentos, lhe agradeço imensamente, pois a oportunidade colaborou para a realização do meu trabalho. A todos aqueles que contribuíram diretamente ou indiretamente para a realização deste trabalho. A todos vocês, muito obrigada. “Determinação coragem e autoconfiança são fatores decisivos para o sucesso. Se estamos possuídos por uma inabalável determinação conseguiremos superá-los. Independentemente das circunstâncias, devemos ser sempre humildes, recatados e despidos de orgulho”. Dalai Lama RESUMO Com a evolução humana houve a necessidade de controle sobre os fenômenos ou fatos que ocorreu levando o homem a criar dispositivos ou métodos, inicialmente rudimentares, hoje sofisticados, para controlar os acontecimentos, de forma a evitar resultados indesejáveis que pudessem afetar seu bem-estar, seu equilíbrio ou seus propósitos. Para gerenciar com eficiência a área financeira de qualquer empresa torna-se necessário implantar algumas ferramentas gerenciais, como alguns controles para que se faça o acompanhamento periódico da sua empresa. O Controle Interno é uma ferramenta de suma importância contribuindo para uma boa gestão financeira garantindo a tranquilidade do empresário, mantendo em dia seus compromissos e aumentando a lucratividade. Para uma empresa sobreviver e manter-se num mercado cada vez mais competitivo torna-se necessário que o empresário tome suas decisões apoiadas em informações precisas e atualizadas. Evidentemente que nesse trabalho estamos enfocando a área financeira, mas, as outras áreas da empresa também merecem toda a atenção por parte do empresário. Toda empresa precisa de um bom planejamento de suas atividades. Sem isso, os administradores correm o risco de tomar decisões inadequadas, das quais resultarão problemas para manter o negócio. O presente trabalho propõe ferramentas para um melhor controle financeiro de modo a obter resultados seguros que contribuam para uma gestão eficaz. O estudo foi desenvolvido na empresa Fazendo Arte Moda Infantil na cidade de Jaiba/MG tem por objetivo Identificar os tipos e práticas de controle interno utilizado na empresa estudada. È uma empresa varejista do ramo de artigos do vestuário e acessórios. Os tipos de pesquisa utilizados foram à pesquisa descritiva, bibliográfica, documental, tendo como método o estudo de caso, e a técnica de coleta de dados através de entrevista e questionário. Ao final, o estudo proporciona à empresa melhores métodos de trabalho e controle, maior conhecimento sobre sua saúde financeira e confiança em futuros investimentos. Palavras chave: Controle interno, contas a pagar, contas a receber, fluxo de caixa. ABSTRACT With human evolution there was a need for control over the phenomena or events that occurred leading man to create devices or methods, initially rudimentary, sophisticated today, to control events in order to avoid undesirable outcomes that could affect your well-being, their balance ortheir purposes. To efficiently manage the financial area of any company it is necessary to implement some management tools, as some controls in order to do the regular monitoring of your company. The Internal Control is a very important tool contributing to sound financial management ensuring the tranquility of the entrepreneur, keeping up their commitments and increasing profitability. For a company to survive and remain a market increasingly competitive it is necessary that the entrepreneur takes its decisions relying on precise information. Evidently, in this work we are focusing on the financial area, but other areas of the company also deserve all the attention from the entrepreneur. Every business needs a good plan their activities. Without it, managers run the risk of making poor decisions, which result trouble keeping business. This paper proposes tools for better financial control in order to obtain reliable results that contribute to effective management. The study was developed in the company Making Art Children's Fashion in the city of Jaiba / MG aims to identify the types and internal control practices used in the studied company. It is a retail company in the business of apparel and accessories. Types of research used were descriptive, bibliographical, documentary research, and how the cases study method, and the technique of data collection through interview and questionnaire. Finally, the study provides the company with best working methods and control, greater knowledge about its financial health and confidence in future investments. Keywords: internal control, accounts payable, accounts receivable, cash flow. LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Tipos de controle conforme Robbins e Decenzo (2004): ......................... 36 Figura 2 - Contribuição do controle ........................................................................... 41 LISTA DE QUADROS Quadro 1 – Sistemas de controle interno. .................................................................. 30 Quadro 2 - Características do controle ...................................................................... 32 Quadro 3 – Características da estrutura do controle interno .................................. 35 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 - Mercadoria vendida e regularmente faturada ........................................ 48 Gráfico 2- As devoluções feitas pelos clientes são devidamente controladas ........... 49 Gráfico 3 - Como é realizado o acompanhamento dos resultados (lucro/prejuízo) da sua empresa ............................................................................................................... 50 Gráfico 4 - Você separa suas finanças pessoais das finanças da sua empresa ......... 50 Gráfico 5 - As decisões financeiras são realizadas com a participação de outros colaboradores ................................................................................................................. 51 Gráfico 6 - É realizado o planejamento financeiro da empresa ................................ 53 Gráfico 7 - Atualmente você utiliza alguma ferramenta para fazer o controle financeiro da sua empresa ............................................................................................ 53 Gráfico 8 - Como é realizado a gestão do caixa .......................................................... 54 Gráfico 9 - O fechamento do caixa é realizado diariamente ..................................... 55 Gráfico 10 - Você faz o controle de fluxo de caixa ...................................................... 55 Gráfico 11 - A pessoa responsável pelas contas a pagar é também responsável pelas contas a receber ............................................................................................................. 56 Gráfico 12 - Existe controle referente às contas a pagar e a receber ........................ 57 SUMÁRIO 1INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 14 2 REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................... 18 2.1 Administração Financeira ................................................................................ 18 2.2 Administração de Contas a Receber ................................................................ 19 2.3 Administração de Contas a Pagar .................................................................... 20 2.4 Fluxo de Caixa ................................................................................................... 22 2.5 Controle Interno ................................................................................................ 26 2.6 Tipos de controle ................................................................................................. 33 2.7 Controles Internos e Sua Avaliação .................................................................. 40 2.8 Ciclos operacionais de controles ........................................................................ 42 3 METODOLOGIA ...................................................................................................... 44 3.1 Quanto à abordagem .......................................................................................... 44 3.2 Quanto aos meios ................................................................................................ 45 3.2.1 Pesquisa Descritiva ....................................................................................... 45 3.2.2 Pesquisas Bibliográficas ............................................................................... 45 3.2.3 Pesquisa Documental ................................................................................... 45 3.2.4 Questionário .................................................................................................. 46 3.3 Quanto aos fins ................................................................................................... 46 3.3.1 Estudo de caso ............................................................................................... 46 3.4 Técnica de coleta de dados ................................................................................. 47 3.5 Unidade de análise e unidade de observação ................................................... 47 3.6 Tamanho da amostra ......................................................................................... 48 3.7 Análise de conteúdo ............................................................................................ 48 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS ....................................... 49 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................... 58 REFERÊNCIAS ........................................................................................................... 59 ANEXOS ....................................................................................................................... 64 14 1INTRODUÇÃO O controle interno é uma ferramenta fundamental na gestão de qualquer organização, pois consiste em um conjunto de procedimentos implantados pela administração para assegurar o alcance dos resultados estabelecidos e a observância das políticas e diretrizes planejadas e estabelecidas. As escritas governamentais da República Romana (200 a.C.) já traziam receitas de caixa classificadas em rendas e lucros, as despesas compreendidas nos itens salários, perdas e diversões. No período medieval, muitas inovações na contabilidade foram introduzidas por governos locais e pela igreja. Mas foi somente na Itália que surgiu o termo Contabilitá. A formalização da contabilidade ocorreu na Itália onde instauroua mercantilização sendo as cidades italianas os principais interpostos do comércio mundial. Aqui no Brasil, com a vinda da Família Real Portuguesa incrementou a atividade colonial, exigindo, devido ao aumento dos gastos públicos e também da renda nos Estados, um melhor aparato fiscal. Constituindo-se o Erário Régio ou o Tesouro Nacional e Público, juntamente com o Banco do Brasil (1808). As Tesourarias de Fazenda nas províncias eram compostas por um inspetor, um contador e um procurador fiscal, que eram responsáveis por toda à arrecadação, distribuição e administração financeira e fiscal. O termo Internal Control, surgiu em 1947 em uma publicação do American Institure of Certified Public Accountantes (AICPA), essa publicação definiu alguns pontos principais em relação à importância do controle interno. A partir daí, o controle interno passou a ser mais valorizado e consequentemente mais realizado pelas empresas. Em 1987 a Comissão Nacional sobre Elaboração e Apresentação de relatórios financeiros, reenfatizou a importância dos controles internos para a redução da emissão de relatórios fraudulentos. Verifica-se que as formas de medir, controlar e a contabilidade nasceram há milênios e formam uma parceria indispensável para a gestão das empresas. O controle interno surgiu da necessidade das empresas controlarem seus ativos, passivos, despesas e receitas. Por meio do controle interno as pessoas começaram a ter controle do que realmente ganhavam e gastavam. 15 Para que ocorra uma administração eficaz na organização é preciso que exista o controle onde possa gerar informações estruturadas para o bom desempenho da empresa. Possibilita a avaliação da melhor decisão a ser tomada pela empresa, a partir da disponibilidade ou carência de recursos financeiros. A Fazendo Arte Moda Infantil, iniciou-se suas atividades em 09/05/2011. O segmento Infantil foi escolhido pela percepção de que faltava no mercado local uma loja especializada em moda infantil. Com a necessidade de mercado tornou-se uma oportunidade de negócio. Inicialmente realizou-se uma compra em um centro atacadista e fez as vendas porta a porta, oferecendo os produtos aos amigos, vizinhos, em menos de quinze dias consegui-se vender 80% dos produtos, planejou-se a segunda compra, essa etapa foi muito importante na decisão de abrir a loja, serviu como uma análise de mercado e obteve resultado satisfatório, concluiu que estava no caminho certo. Assim nasceu a Fazendo Arte Moda Infantil, locou-se um ponto comercial e formalizou o negócio. No inicio houve muita dificuldade, mas sempre manteve a Fé que tudo daria certo, no segundo ano de loja, mudou para outro endereço para atender a demanda e passou a oferecer uma maior variedade de produtos. O crescimento ocorreu de forma gradativa e planejada, a Fazendo Arte Moda Infantil tornou referência em moda infantil no mercado local atualmente têm 2 lojas, 04 colaboradores e como diferencial competitivo presta um atendimento diferenciado e oferece produtos multimarcas de qualidade e preços competitivos. Portanto, para realizar um sonho é preciso ter fé e acreditar. Hoje Graças a Deus a Loja representa a realização de um sonho que foi plantado, cultivado e se tornou realidade. A fazendo Arte Moda Infantil é uma empresa privada, Firma Individual, com sede na Av. Valdomiro Cardoso de Sá n° 71 inscrita no CNPJ: 13.616.094/0001- 70, com a Missão: Obter a satisfação de Nossos Clientes oferecendo moda infantil e teen com conforto e beleza, com qualidade preço competitivo; e os Valores: Fé, cooperação, respeito, confiança, credibilidade e honestidade. Analisando o contexto atual este trabalho tem como tema: A importância do controle interno na gestão financeira da empresa Fazendo Arte Moda infantil: um estudo de caso, baseando nesta perspectiva definiu-se o problema: Como o controle interno contribui na gestão financeira da empresa Fazendo Arte Moda Infantil? Diante do tema apresentado o trabalho tem como objetivo geral: Identificar os tipos e práticas de controle interno utilizado na empresa Fazendo Arte Moda Infantil, 16 analisando sua importância na gestão financeira. Para o alcance deste objetivo foram utilizados os seguintes objetivos específicos: Identificar o processo do sistema de controle interno e os seus procedimentos, nas tomadas de decisões gerenciais; Verificar a contribuição do controle interno para o desenvolvimento e eficácia da gestão financeira; Analisar a importância das práticas de controle interno para um melhor desempenho da empresa e Propor sugestões para melhoria da gestão financeira da organização em estudo. Este trabalho foi relevante para a empresa, pois proporcionou informações para avaliar sua situação financeira, seu desempenho, sua eficiência na utilização de recursos sobre o controle interno que bem gerenciados, serão importantes na condução da atividade empresarial. È importante saber que há uma urgente necessidade de um maior Controle Interno dentro das organizações a fim de salvaguardar os interesses da empresa, a confiabilidade nos relatórios contábeis, financeiros e operacionais dentro dos procedimentos estabelecidos pela empresa. Em termos de oportunidade, o trabalho poderá contribuir para que possa ser uma forma pela qual a administradora da empresa em estudo possa verificar quais os pontos fortes na administração financeira do empreendimento, bem como pode servir de base para aprimorar os pontos fracos detectados. Para a autora, o presente trabalho proporcionou a aplicação de diversas teorias estudadas durante a graduação, com possibilidade de verificar sua eficácia, quando aplicadas desenvolvendo o conhecimento especializado sobre o tema. Além disso, contribuiu para aumentar o conhecimento prático e teórico acerca das rotinas observadas na prática financeira da organização. Para a academia, o trabalho tem relevância, uma vez que possibilitou o estudo relativo ao tema para os egressos de administração que analisaram temas correlatos contribuindo para o conhecimento. O presente trabalho está estruturado em cinco capítulos, da seguinte forma: No primeiro capítulo, é apresentada a introdução do trabalho em que é abordado a sua relevância, os seus objetivos e a forma como está estruturado. No segundo capítulo é apresentado o referencial teórico que tratou da exposição de vários conceitos e definições pertinentes ao objeto da pesquisa. 17 No terceiro capítulo descreve-se a metodologia e tipos de pesquisas que foram utilizadas para o desenvolvimento do presente trabalho, o tipo e o método de pesquisa, a unidade de análise e observação, a técnica de coleta de dados. No quarto capítulo aborda a análise dos resultados, que faz uma análise das questões que foram abordadas no decorrer de todo o trabalho. Para auxiliar na leitura e análise desses resultados são utilizados tabelas, figuras e gráficos. E, por fim, no quinto capítulo que trata da conclusão, são apresentadas as considerações finais, contextualizando os resultados da pesquisa, suas limitações e recomendações. 18 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Administração Financeira O termo ‘finanças’ diz respeito à aplicação de diversos princípios econômicos e financeiros, que buscam, em uma organização, o aumento e a maximização da riqueza ou do valor total de empresa aos seus proprietários (GROPPELLI; NIKBAKHT, 2005). Para Gitman (2010 apud ALMEIDA, 2013), finanças são a arte e a ciência de administrar o dinheiro, o setor financeiro se preocupa com as pessoas físicas ou jurídicas que, de alguma forma, ganham, levantam, gastam , investem dinheiro, e estão envolvidas no processo de mercado de movimentar, transferir dinheiro entre si, ou através de órgãos públicos e privados, com ou sem fins lucrativos. Para Groppellie Nikbakht (2005), finanças são as aplicações econômicas e financeiras utilizadas para aumentar os lucros das empresas. A principal função da administração financeira, portanto, é a valorização da empresa e auxiliar na tomada de decisões para maximizar esta valorização. Dentro desse contexto, pode-se definir administração financeira como a área da administração de empresas que se ocupa da captação, da aplicação dos recursos necessários e da distribuição de forma eficiente desses recursos, visando fazer com que a organização possa trabalhar conforme suas metas e objetivos. O princípio básico da administração financeira é o de ter o saldo suficiente e em tempo hábil para honrar os compromissos assumidos com terceiros, sempre buscando a maximização dos lucros (ZDANOWICZ, 1998). Segundo Gitman (2010 apud ALMEIDA, 2013), a área financeira, representada pelo seu administrador na empresa, atua em um papel central na operação e na evolução da empresa, pois, a maioria das decisões empresariais são medidas em termos financeiros e causa grande influência e dependência nos setores que completam o sistema administrativo. Conforme Maximiano (2007), a função financeira tem um objetivo principal, que é proteger e utilizar de forma correta os recursos financeiros da empresa, 19 algumas funções e decisões abrangem esta divisão da administração, pode-se destacar entre elas o planejamento financeiro; a identificação de alternativas de fontes de recursos; os controles dos resultados financeiros da empresa e escolha de melhores alternativas de aplicação de recursos financeiros. A administração financeira nas empresas, explica Sanvicente (2007), favorece na escolha correta da tomada de decisões, visando sempre o lucro, e ainda com maior relevância, o controle da entrada e saída dos recursos financeiros, que fornecem a estabilidade da empresa e seu constante crescimento. 2.2 Administração de Contas a Receber As contas a receber, segundo Almeida (2010), são os direitos pela empresa adquirida através de transações, pela venda de produtos e prestação de serviços a prazo. Representa ainda um direito da organização, adiantamentos a clientes e funcionários, impostos a recuperar e etc. As funções do crédito e contas a receber é levantar e analisar clientes para liberar vendas e fixar limites de crédito conforme cada perfil; fazer a cobrança das contas conforme vencimento estabelecido no ato da venda, e providenciar cobrança dos inadimplentes, entre outras funções (SILVA, 2006). Outra função relativa a contas a receber, na administração financeira, é a administração da cobrança, que embora seja uma atividade de cunho fundamentalmente operacional, também exige controle e planejamento visando-a torná-la eficaz (SANTOS 2001). Conforme Hoji (2004), As contas a receber são geradas pelas vendas a prazo, que são feitas após a concessão de crédito. As compras e vendas a prazo é uma pratica normal utilizadas pelas empresas. Conforme Silva (2001), as contas a receber são os valores a receber de clientes, pela venda de produtos ou serviços. Essas contas acompanham o volume de vendas, pois se aumentarem as vendas, a quantidade de contas a receber também 20 aumentará. As contas a receber de clientes compreendem: duplicatas em carteira, duplicatas caucionadas, duplicatas em cobrança bancária simples, duplicatas descontadas. O relacionamento ideal entre os clientes e a empresa haveria se, após a concessão do crédito, os clientes pagassem os seus débitos todos em dia. Mas nem sempre isso acontece e, nesse momento, podem surgir divergências e conflitos entre o cliente, que espera uma postura flexível da empresa, e a companhia que, por outro lado, tem a responsabilidade de cumprir com os resultados na área de cobrança. Para Lemes et al. (2002 apud POTRICHA, 2012), as políticas definem ações seqüenciais para estes casos, como por exemplo: • Telefonema de lembrança no segundo dia após o vencimento. • Carta ou e-mail no quinto dia. • Carta ou e-mail com texto mais enérgico no décimo dia (informando que o título está sendo enviado para os advogados da empresa para medidas judiciais cabíveis e/ ou que o avalista ou garantidor será acionado). • Acionamento do avalista ou garantidor. • Envio ao Cartório de Protesto de Títulos e comunicação da inadimplência às Agências de Crédito. • Execução da dívida através do encaminhamento do título aos advogados da empresa. 2.3 Administração de Contas a Pagar Na área de contas a pagar, manter controles para que não ocorram pagamentos indevidos ou em duplicidade. No setor de compras, verificar a real necessidade e as especificações da aquisição das mercadorias ou contratação de serviços. Evitando assim, gastos desnecessários (COQUEIRO, 2011). 21 Para os autores Groppelli e Nikbakht (2005), contas a pagar é como se fosse empréstimos sem juros concedidos pelos fornecedores, sendo que na ausência de compras a prazo, teria que tomar empréstimos nas instituições financeiras para comprar a vista dos fornecedores. Assaf Neto e Lima (2011apud ALMEIDA, 2013) indicam que o ciclo financeiro (de caixa) identifica as necessidades de recursos da empresa que ocorrem desde o momento do pagamento aos fornecedores até o efetivo recebimento das vendas realizadas. Silva (2006) afirma que as principais funções da gestão de contas a pagar é não pagar nenhuma conta antes do seu vencimento, buscar alternativas para conseguir melhores condições de prazo com seus fornecedores, compensações entre prazos e descontos e também ter perspectivas sobre as possibilidades de renegociar contratos de longo prazo. As funções do contas a pagar são fixar políticas de pagamentos; controlar adiantamentos a fornecedores; controlar abatimentos e devoluções de mercadorias; controlar e liberar pagamentos a fornecedores (SILVA, 2006). Longenecker, Moore, Pety e Palich(1998apud ALMEIDA, 2013) dizem que o gerenciamento de contas a pagar está inserido na negociação e na administração de prazos, ou seja, está diretamente relacionado com o fluxo de caixa. Quando se considera contas a pagar a prazo, a empresa que está comprando pode manter em caixa uma quantidade de dinheiro similar ao do capital. No entanto, o pagamento pode ser efetuado de várias formas, inclusive ser renegociado, e, após realizar o pagamento, a quantia de dinheiro é reduzida. Segundo Hoji (2004), no contas a pagar as funções são: Estabelecer políticas de pagamentos, controlar adiantamentos a fornecedores, controlar abatimentos a fornecedores, controlar e liberar pagamentos a fornecedores (HOJI,2004). Para Silva (2006), os princípios básicos de contas a pagar é não pagar nenhuma conta com atraso e nenhuma conta antes do vencimento, ou seja, pagar em dia. Possibilidades de melhores condições de pagamentos ou descontos são outros aspectos que devem ser observados no contas a pagar. Um bom relacionamento com os fornecedores é muito importante. 22 Isso pode ser controlado através das notas fiscais impreterivelmente recolhidas pelo setor de compras da empresa. Para maior garantia de que as mercadorias foram recebidas, deve-se observar o aceite de recebimento nas vias da nota fiscal de compra ou serviço, o que na prática nem sempre é utilizado (SPIES, 2011). O controle interno no setor de contas a pagar serve para garantir que somente as compras realmente efetivadas e recebidas sejam liberadas para pagamento. 2.4 Fluxo de Caixa O fluxo de caixa conforme Silva (2001) é um dos principais instrumentos que detalha o processo de circulação do dinheiro, por meio das entradas e saídas de dinheiro. Podendo ter duas dimensões de interpretação: o fluxo de caixa realizado e o fluxo de caixa projetado. A comparação entre esses dois fluxos identifica eventuais variações e ajuda no entendimento do uso dos recursos financeirosda empresa. Sá (2012 apud ALMEIDA, 2013) afirma que o fluxo de caixa realizado apresenta como foi comportamento do fluxo de caixa no período anterior, levando-se em consideração as contas, subcontas, clientes e fornecedores, indicando quais fatores contribuíram ou não para o bom desempenho e para a projeção esperada. Segundo Zdanowicz (2004), diariamente as empresas apresentam movimentações de entradas e saídas de recursos financeiros e que esse conjunto de ingressos e desembolsos pode ser resumido ao fluxo de caixa, sabendo através dele, a situação financeira diariamente. Segundo Sá (2006 apud ALMEIDA, 2013), o objetivo de se projetar o fluxo de caixa é servir de base para um planejamento financeiro que auxilie na administração de excessos ou escassez de caixa previsto no período mencionado, ou seja, ser a integração das contas a receber e das contas a pagar. A partir dessa projeção de caixa, é possível identificar a necessidade ou sobra de caixa e prever as datas que ocorrerão os fatos, estimando o tempo e fatores, e realizando um planejamento financeiro de curto prazo eficaz. 23 Manter um controle financeiro é essencial para a sobrevivência da empresa, bem como a sua evolução e permanência no mercado. O fluxo de caixa surge como uma ferramenta peculiar, pois possibilita ao administrador planejar, controlar e analisar as receitas, despesas e investimentos em determinado período de tempo (SILVA, 2008). Para Ribeiro (2009), as informações contidas no fluxo de caixa podem ajudar os gestores a avaliarem a geração de caixa para o cumprimento das obrigações com terceiros, tais como distribuição de dividendos, pagamento de fornecedores, entre outros. Segundo Matarazzo (2003 apud CAIXETA, 2012), as principais finalidades da análise do fluxo de caixa são: avaliar alternativas de investimento; avaliar e controlar ao longo do tempo as decisões que são tomadas na empresa, com reflexos monetários; avaliar as situações presente e futura do caixa na empresa, posicionando-a para que não chegue a situações de iliquidez e certificar que os excessos momentâneos de caixa estão sendo devidamente aplicados. Para Hoji (2004), o fluxo de caixa demonstra as entradas e saídas de recursos financeiros do período analisado, e deve existir no mínimo, uma saída e uma entrada. Ainda em comum acordo com Zdanowicz (2004), se a empresa deseja saldar suas dívidas em dia, ela necessita saber se na data de vencimento terá o dinheiro para realizar os pagamentos. Neste momento, as atenções estarão voltadas para o disponível, que são os saldos de caixa, bancos e aplicações financeiras da empresa. Ainda na visão de Silva (2006), o Fluxo de Caixa é o principal instrumento de gestão financeira que planeja, controla e analisa as receitas, as despesas e os investimentos, considerando determinado período projetado. Marion (2002 apud ALMEIDA, 2013) relata que a definição do fluxo de caixa realizado são as movimentações que ocorreram de fato nas operações da empresa, indicando, assim, as falhas ocorridas no processo de projeções e ajudando a aperfeiçoar os futuros planejamentos. Segundo Zdanowicz (2004), os principais objetivos da elaboração do fluxo de caixa das empresas são: levantar recursos financeiros necessários para a execução do plano geral de operações; utilizar, da melhor forma possível, os recursos financeiros disponíveis na empresa; planejar e controlar os recursos financeiros da empresa; honrar com as obrigações da empresa na data do vencimento; encontrar equilíbrio entre 24 ingressos e desembolsos de caixa da empresa; analisar as fontes de crédito que oferecem empréstimos menos onerosos. Uma adequada administração do fluxo de caixa pressupõe obter resultados positivos para a organização. Em outras palavras, o objetivo fundamental da gestão do fluxo de caixa é atribuir maior rapidez às entradas de caixa em relação aos desembolsos efetuados (ASSAF NETO; SILVA, 2002). Os ingressos podem ser de fontes internas ou externas, as internas provem das vendas a vista e de recebimento de duplicatas, já as de fontes externas, são os recursos financeiros vindos de empréstimos captados de instituições financeiras. Os desembolsos podem ser separados em regulares, periódicos e irregulares. Os regulares são aqueles pagamentos a fornecedores, pagamentos de salários, etc. Os periódicos podem-se exemplificar com os pagamentos de amortizações de empréstimos ou financiamentos e os irregulares, são aqueles desembolsos causados pela compra de algum item do ativo permanente (ZDANOWICZ, 2004). Segundo Silva (2006) o objetivo do administrador ou gestor do caixa, é administrar os recursos e instrumentos financeiros fundamentais para assegurar o equilíbrio financeiro, isto é, a manutenção da liquidez adequada de modo a gerir os negócios da organização. Ainda na visão de Zdanowicz (2004): O fluxo de caixa é o instrumento essencial para a administração do disponível e sucesso da empresa, em termos de planejamento e de controle financeiro. É o instrumento mais preciso e útil para levantamentos financeiros a curto e longo prazo (ZDANOWICZ, 2004). Através da projeção do fluxo de caixa é possível antecipadamente saber sobre excedentes e escassez de recursos financeiros, o que ajuda o administrador financeiro a sanar tais situações. Dessa forma, torna-se o principal instrumento da gestão financeira. (SILVA, 2006). Segundo Zdanowicz (2004), a projeção de fluxo de caixa auxilia na gestão financeira, pois o administrador saberá com antecedência as necessidades de busca de recursos financeiros, ou até mesmo os numerários excedentes que poderão ser aplicados de forma a maximizar os lucros da empresa. Dessa forma, as informações estarão dispostas de forma a auxiliar na tomada de decisão. 25 Segundo Silva (2006) a empresa deverá escolher o modelo de Fluxo de Caixa que melhor atenda as suas necessidades, de modo que as informações nele contidas sejam as mais transparentes possíveis e facilitem a análise das variações entre o planejado e o real. Para se obter uma projeção de fluxo de caixa com um alto grau de acerto, existem alguns fatores de precisam ser do conhecimento dos administradores financeiros, os períodos em que ocorrem as entradas de recursos financeiros acontecem de que forma, se é regular, ou se não, em que épocas elas ocorrem. Os períodos em que ocorrem os desembolsos também influenciam no fluxo de caixa (ZDANOWICZ, 2004). Segundo Padoveze (2005), o Fluxo de Caixa pode ser definido como o conjunto de movimentações financeiras decorrentes do pagamento e recebimento dos eventos econômicos das operações da empresa e das atividades de captação de recursos e investimentos de capital. Todas as áreas da empresa podem influenciar no fluxo de caixa, o departamento pessoal e contábil também, pois gastos com salários, admissões e demissões, treinamentos e aumento de pagamento de impostos tem repercussão direta na área financeira. (ZDANOWICZ, 1998). Conforme Silva (2006), para que não haja divergências de resultados no fluxo de caixa, todos os setores da empresa devem estar bem entrosados, somente dessa forma o administrador financeiro poderá tomar decisões que visam o crescimento da empresa. Contudo, também convém mencionar, conforme Zdanowicz (1998), que em termos práticos, as empresas que fazem uso do fluxo de caixa projetado dificilmente fracassam, o mesmo não ocorre com aquelas que dele não fazem uso para planejar e controlar as suas atividades operacionais. Em função disso, a empresa que utiliza o fluxo de caixa projetado, as dificuldades serão bem menores, pois se ela souber no início de cada período, quais as necessidades ou os excedentes de recursos financeiros, poderá antecipadamente tomar a decisão mais adequada para solucionar seus impasses de caixa. 26 2.5 Controle Interno Controle éuma função administrativa que envolve o processo de monitoramento das atividades para se ter certeza de que elas estão sendo realizadas como planejado e para corrigir qualquer desvio significativo. Os gerentes não conseguem realmente saber se as suas unidades estão ou não tendo um desempenho adequado até que tenham avaliado quais atividades foram feitas e tenham comparado o desempenho real com o padrão desejado. Um sistema de controle eficaz dá a certeza de que as atividades são completadas de maneira que conduzam aos objetivos da organização. A eficácia de um sistema de controle é determinada pelo quanto facilita o alcance do objetivo. Quanto mais ele ajudar os gerentes a alcançar os objetivos de suas organizações, melhor será esse sistema de controle (ROBBINS e DECENZO, 2004). De acordo com Atkinson et al. (2000), controle é o conjunto de métodos e ferramentas que os membros da empresa usam para mantê-la na trajetória para alcançar seus objetivos (...). Para aplicação do controle interno em uma sociedade empresária se faz necessário um manual de controle interno. Segundo Dias (2010) este “representa o direcionador de todos os processos desenvolvidos pela empresa, logo, abrange a totalidade de procedimentos e rotinas necessários para a sua aplicação.” Os manuais devem ser de fácil e rápida compreensão, para que qualquer pessoa ao ler o manual de controles internos, entenda: • A ordem de execução das atividades; • Como são realizados os procedimentos; • As informações registradas nos sistemas informatizados; • As operações automatizadas; • As operações que necessitam de intervenção humana; • Os relatórios emitidos e seu destino e objetivo. (DIAS, 2010). Segundo Crepaldi (2011), controle interno pode ser definido como o sistema de uma empresa, que compreende o plano de organização, os deveres e responsabilidades e todos os métodos e medidas adotadas com a finalidade de: 27 • Salvaguardar os ativos; • Verificar a exatidão e fidelidade dos dados e relatórios contábeis e de outros dados operacionais; • Desenvolver a eficiência nas operações; • Comunicar e estimular o cumprimento das políticas, normas e procedimentos administrativos adotados. Conforme Attie (1998) o controle interno compreende todos os meios planejados numa empresa para dirigir, restringir, governar e conferir suas varias atividades com o propósito de fazer cumprir os seus objetivos. Na visão de Teixeira (2009), controle interno pode ser conceituado como um planejamento organizacional, que abrange todos os métodos e procedimentos para proteger os ativos da empresa, promover a eficiência operacional com o objetivo principal de evitar fraudes, erros, ineficiências e crises. Para Almeida (1996), o controle interno é o conjunto de procedimentos utilizados pela empresa que tem o objetivo de proteger os ativos, ter dados contábeis confiáveis e auxiliar na gestão da empresa. De acordo Chiavenato (2003), Controle é como a função administrativa que consiste em medir o desempenho a fim de assegurar que os objetivos organizacionais e os planos estabelecidos sejam realizados. Boynton, Jonson e Kell (2002 apud RITTA, 2010) enfatizam que os controles internos são operados por pessoas, não são meramente um manual de políticas e um conjunto de formulários. Por isso, é o resultado da interação entre pessoas e processos em todos os níveis da organização. Segundo Mattos e Mariano (1999), definem controle interno como sendo um conjunto de medidas adaptadas pela empresa com o intuito de proteger seu patrimônio, fornecendo registros contábeis fidedignos, possibilitando uma correta tomada de decisão. Para Sá (apud PORTO, 2009): A finalidade do controle é a fidelidade da informação; a certeza deque as coisas aconteceram tal como deveriam. (...) O controle é o “olho” do dono, ou seja, a “presença”, através de instrumentos (que podem ser aparelhos, impressos, pessoas etc.) (Sá apud PORTO, 2009). 28 Para Migliavacca (2004) controle interno é o planejamento organizacional e todos os mecanismos e ferramentas utilizados por uma empresa com o objetivo de salvaguardar seus ativos, promover a eficiência operacional e apoiar a utilização de políticas definidas pela empresa. Conforme Mattos e Mariano (1999), os objetivos do controle interno são: proteção de ativos, obtenção de informações apropriadas e obtenção da eficiência operacional. O controle interno tem como importância salvaguardar o ativo, ou seja, proteger os ativos de eventuais roubos, perdas ou uso inadequado de recursos e imagem, e também o desenvolvimento do negócio, disponibilizando informações que permitam o aproveitamento de todas as oportunidades de bons negócios, auxiliando, em tempo hábil na tomada de decisão (TEIXEIRA, 2009). Para Hoji (2004), os controles internos no setor de tesouraria são de extrema importância, mesmo que as grandes fraudes dentro das empresas ocorram fora do setor de tesouraria, assim evitam-se ocorrências de irregularidades, intencionais ou não. Segundo Teixeira (2009), os controles administrativos compreendem o plano de organização, os sistemas e métodos estabelecidos pela direção para contribuir com e eficácia operacional, e obediência às políticas, normas e instruções da administração. Controle interno, conforme Franco; Marra (2009) são todos os registros livro, fichas, mapas, boletins, papéis, formulários, pedidos, notas, faturas, documentos, guias, impressos, ordens internas, regulamentos e demais instrumentos da organização administrativa que formam sistema de vigilância, fiscalização e verificação utilizado pelos administradores para exercer o controle sobre todos os fatos ocorridos na empresa e sobre todos os atos praticados por aqueles que exercem funções direta ou indiretamente relacionadas com a organização, o patrimônio e funcionamento da empresa. Para Griffin (2007), Controle é a ação de monitorar e ajustar ou regular as atividades da organização, a fim de que o desempenho permaneça dentro de limites aceitáveis previamente estabelecidos. Sem essa monitoração, as empresas não teriam 29 parâmetro de seu desempenho, de como estão produzindo em relação aos objetivos estabelecidos. Já para Attie (2010), o controle interno, compreende o plano de organização e o conjunto coordenado dos métodos e medidas adotados pela empresa, para proteger seu patrimônio, verificar a exatidão e a fidedignidade dos seus dados contábeis, promover a eficiência operacional e encorajar a adesão às políticas traçadas pela administração. Conforme Caravantes et. al (2005), controle é um esforço sistemático da administração dos negócios para comparar o desempenho com o padrão, os planos e as metas preestabelecidos para determinar se o desempenho está de acordo com esses padrões; caso contrario, tomar toda e qualquer ação corretiva necessária para garantir que os funcionários e outros recursos da empresa sejam utilizados da maneira mais eficaz e eficiente na realização dos objetivos da empresa. De acordo Nascimento e Reginato (2010), o próprio significado da palavra controle, que significa exercer domínio sobre algo, ou sobre as ações de alguém, pode não ser aprazível aos funcionários da empresa. Por essa razão, a decisão de se implementarem controles não deve ser necessariamente democrática. Ao contrário, representa o desejo da administração em ter completo domínio sobre todos os seus recursos, sobre as atividades desenvolvidas pelas pessoas e, por fim, sobre os seus resultados. Um controle interno eficaz, além de constituir-se em poderoso instrumento gerencial e dar transparência a toda e qualquer atividade administrativa, conforme Ribeiro (1997): Possibilita a responsabilização individual e facilita a operacionalização das atividades. Também resulta na prevalência do interesse público sobre os interesses particulares, na profissionalizaçãoe na melhoria da capacitação técnica dos servidores, dificultando a implantação e expansão das práticas clientelistas (RIBEIRO, 1997). Para Nascimento e Reginato (2010), o excesso de controles internos pode também levar ao descrédito e desprezo de funcionários pelo sistema, pois, quando há exageros, há também a dificuldade de se manter ou mesmo acompanhar o seu funcionamento coeso. Não se mede a eficácia de um sistema de controles internos pela 30 quantidade dos elementos que o compõem, mas sim pela sua qualidade, fluência, integração e coesão. Os sistemas de controle devem variar de acordo com o tamanho da organização. Uma empresa pequena depende de instrumentos de controle informais e mais pessoais. O controle simultâneo, por supervisão direta, é provavelmente mais eficaz em custo. Á medida que as organizações aumentarem em tamanho, a supervisão direta provavelmente será suste ntada por um sistema formal expandido. As organizações muito grandes normalmente terão controles preventivos de alimentação de fluxo e de feedback altamente formalizados e impessoais (ROBBINS e DECENZO, 2004). Oliveira, Hernandez, Silva (2008, p. 84) afirmam que a importância dos sistemas de controles internos pode ser resumida, considerando-se os seguintes fatores: tamanho e complexidade da organização, responsabilidades, caráter preventivo. (Vide QUADRO 01). Quadro 1 – Sistemas de controle interno. Tamanho e complexidade da organização Quanto maior é a entidade, em geral, mais complexa é a organização estrutural. Para controlar as operações eficientemente, a administração necessita de relatórios e análises concisos, que reflitam a situação em cada momento das atividades da organização; Responsabilidades A responsabilidade pela salvaguarda dos ativos da companhia e pela prevenção ou descoberta de erros ou fraudes é da administração. A manutenção de um sistema de controle interno adequado é indispensável para a execução correta dessa responsabilidade; Caráter Preventivo Um sistema de controle interno que funciona adequadamente constitui a melhor proteção, para a companhia, contra as fraquezas humanas. As rotinas de verificação e revisão são características de um bom controle interno, que reduzem a possibilidade de que erros ou tentativas fraudulentas permaneçam encobertos por muito tempo e permitem à administração ter maior confiança nas informações e demais dado gerados pelo sistema. Fonte: Oliveira, Hernandez, Silva (2008). Para Nascimento e Reginato (2010), os controles internos deixaram de ser sinônimo de uma mera burocracia que retarda as atividades operacionais, elevando- 31 se o seu status á categoria de instrumento imprescindível para a gestão empresarial, na medida em que eles passaram a ser reconhecidos como o principal mecanismo interno de governança corporativa. O sistema de controles internos de uma empresa é definido como o conjunto de normas e procedimentos que visam a manter um padrão de rotinas e comportamentos entre os seus funcionários durante a execução de suas atividades operacionais, visando a manter a proteção de ativos, a integridade dos dados e informações geradas e, também, a auxiliar a administração coordenada dos negócios e o seu total controle. Conforme Crepaldi (2011), a existência e o bom funcionamento de um sistema de controle, devidamente auditado, podem evitar á empresa elevados custos com fraudes, erros e omissões, pois um gestor munido de um bom controle interno possui maior probabilidade de acertar continuamente o processo decisório e atingir a eficácia almejada tornando de fácil percepção o ganho que poderá ter a empresa, com a implantação da normatização dos controles internos, que, além das demais vantagens do regimento, possibilitarão finalmente maior confiabilidade em relação aos procedimentos adotados. Para Robbins e Decenzo (2004), o controle é o elo final na cadeia funcional de administração. No entanto, o valor da função de controle está predominantemente na sua relação com o planejamento e a delegação das atividades. Conforme Crepaldi (2011), todas as empresas são estruturadas para atingir um ou vários objetivos específicos. Agrupam e organizam de modo lógico todas as funções que têm por finalidade realizar determinada tarefa. Assim, as empresas desenvolvem sistemas para executar cada trabalho que forma o conjunto de atividades necessárias a sua operação. Para assegurar-se de que tais funções estão sendo devidamente praticadas, são definidos outros sistemas que têm por finalidade controlar o funcionamento do sistema anterior. De acordo Nascimento e Reginato (2010), numa empresa, ocorrem inúmeros eventos realizados por funcionários hierarquizados do topo até a base de sua estrutura organizacional. Muitos deles não são capturáveis de forma fácil ou permanente pelos registros contábeis da empresa, ou por se tratarem de meras rotinas que possibilitam o encadeamento de outras, ou por serem de difícil mensuração. O sistema de controles internos deve buscar manter essas rotinas organizadas, evitando-se que sua 32 condução não adequada possa se traduzir em prejuízos econômicos tangíveis ou intangíveis. Assim o fator que pode fazer a diferença entre uma informação segura para a tomada de decisões é justamente a robustez do sistema de controles internos. Na medida em que ele seja coeso, e que proteja a gestão através de mecanismos de detecção de erros operacionais não detectáveis pelo banco de dados da empresa, que afetem a qualidade da informação, e que corroborem para preveni-los, torna-se o pilar central da contabilidade e de outras fontes de informações, por assegurar-lhes que todos os eventos quantificáveis estejam convenientemente registrados (NASCIMENTO e REGINATO, 2010). Robbins e Decenzo (2004) salientam que Sistemas de controle eficazes tendem a apresentar certas qualidades em comum. A importância dessas qualidades varia com situação, mas podemos generalizar que as características seguintes deveriam fazer parte de um sistema de controle eficaz. (vide QUADRO2). Quadro 2- Características do controle Precisão Um sistema de controle preciso é confiável e produz dados válidos. Oportunidade Um sistema de controle eficaz precisa proporcionar informações em tempo oportuno Economia Para minimizar os custos, a gerência deve tentar impor o mínimo de controle necessário para produzir os resultados desejados. Flexibilidade Os controles precisam ser suficientemente flexíveis para que se ajustem aos problemas ou para que aproveitem as novas oportunidades. Compreensão Um sistema de controle difícil de entender pode causar erros desnecessários, frustrar os funcionários e, eventualmente, ser ignorado. Critérios razoáveis Padrões de controle precisam ser razoáveis e alcançáveis. Colocação estratégica Os controles devem cobrir as atividades importantes, as operações e os eventos dentro da organização. Ênfase na exceção Um sistema de exceção certifica-se de que o gerente não está sendo soterrado por informações sobre as variações no padrão. Critérios múltiplos Os critérios múltiplos possibilitam avaliações mais precisas do desempenho. Ação corretiva Um sistema de controle eficaz não apenas indica quando ocorre um desvio do padrão, mas também sugere que ações devem ser tomadas para corrigir o desvio. Fonte: Robbins e Decenzo, 2004 Para Crepaldi (2011), é de fundamental importância a utilização de um controle interno adequado sobre cada sistema operacional, pois dessa maneira atingem- se os resultados mais favoráveis com menores desperdícios. A importância do controle interno está relacionada com a necessidade de normatização que possam garantir o fluxo 33 das operações e informações.A análise da eficiência dos fluxos, a qual transforma dado em informação, é muito revelante, pois a partir dela o gestor, com sua experiência administrativa, garantem o resultado da tomada de decisão, idealizando o objetivo da empresa. Para Crepaldi (2011), a direção executiva não pode estar presente para observar todas as operações nem inteirar-se de todas as decisões tomadas nos diferentes níveis da organização. O sistema de informação equivale aos “olhos e ouvidos” da administração e uma das características que distinguem as empresas mais bem- sucedidas é, muitas vezes, a qualidade da informação de que dispõem os responsáveis pela tomada de decisões. O controle proporciona à empresa meia para se adaptar ás mudanças ambiental, evitar a repetição de erros, operar satisfatoriamente na complexidade empresarial e minimizar custos. Um sistema de controle bem planejado pode ajudar o gestor a antecipar, monitorar e reagir de forma apropriada a mudanças. Em oposição, um sistema mal planejado pode fazer com que o desempenho da empresa caia a níveis bem baixos do aceitável (GRIFFIN, 2007). Conforme Crepaldi (2011), a eficiência do sistema de controle interno, como um todo, deve permitir detectar erros, irregularidades e possibilitar a identificação de fraudes. Deve proporcionar a clara identificação da informação de como a empresa funciona. Com uma visão focada para aumentar a probabilidade de que os objetivos e metas estabelecidos sejam atingidos, as definições de controle interno convergem para o interesse de que todo o negócio deva ser eficiente, eficaz e continuado, sendo que todas as evidencias compiladas permitem registrar que existe um forte vinculo entre controle interno, continuidade dos empreendimentos e eficácia da gestão. 2.6 Tipos de controle Os mecanismos de controle interno se dividem em contábeis e administrativos, sendo eles, conforme Attie (2010): 34 ● Controles contábeis: compreendem o plano de organização e todos os métodos e procedimentos diretamente relacionados, principalmente com a salvaguarda do patrimônio e a fidedignidade dos registros contábeis. Geralmente incluem aos seguintes controles, sistemas de autorização e aprovação; separação das funções de escrituração e elaboração dos relatórios contábeis daquelas ligadas às operações ou custodia dos valores; e controles físicos sobre esses valores; ● Controles administrativos: compreendem o plano de organização e todos os métodos e procedimentos que dizem respeito à eficiência operacional e à decisão política traçada pela administração. Normalmente, se relacionam de forma indireta aos registros financeiros. Com freqüência abrangem análises estratégicas, estudos de tempos e movimentos, relatórios de desempenho, programas de treinamento e controles de qualidade. O controle que acontece antes da realização do trabalho é chamado de controle prévio. Os gerentes que utilizam esse tipo de controle criam políticas, procedimentos e regras cujo objetivo é eliminar qualquer comportamento que venha a causar resultados indesejáveis no trabalho (CARAVANTES ET. AL, 2005). Para Robbins e Decenzo (2004), controle preventivo de alimentação de fluxo, evita os problemas antecipadamente porque ele ocorre antes da atividade real, ou seja, ele é direcionado para o futuro. Permitem aos gerentes evitar problemas, em vez de precisar remediá-los mais tarde. Esses controles requerem informações oportunas e precisas, geralmente difíceis de desenvolver. Para Migliavacca (2004), alguns exemplos de controles preventivos são: contratar pessoas íntegras, competentes e de confiança; segregação de funções; utilizar um sistema de autorizações; documentos e controles adequados, principalmente antes de efetuar transações; controles físicos sobre os ativos da empresa. Controle contábil compreende o plano de organização de todos os métodos e procedimentos diretamente direcionados, principalmente com a salvaguarda do patrimônio e a fidedignidade dos registros contábeis. São exemplos de controles contábeis: sistema de autorização e aprovação; separação das funções de escrituração e elaboração dos relatórios contábeis daquelas ligadas às operações ou custódia dos valores; e controle físico sobre estes valores (ALMEIDA, 2003). 35 Sá (2002) entende que os controles contábeis são aqueles que se relacionam diretamente com o patrimônio, com os registros contábeis e com as demonstrações contábeis. Crepaldi (2000 apud RITTA, 2010) cita exemplos de controles contábeis: a) sistema de conferência, aprovação e autorização, b) segregação de funções, c) controles físicos sobre ativos e d) auditoria interna. Conforme o QUADRO3 apresenta as características importantes dos controles contábeis. Quadro 3 – Características da estrutura do controle interno ESTRUTURA CARACTERISTICAS Segregação de funções Estabelece a independência nas funções de execução operacional, custódia dos bens patrimoniais e sua contabilização; Sistema de autorização Compreende o controle das operações através de métodos de aprovações, de acordo com as responsabilidades e riscos envolvidos; Sistema de registro Compreende a classificação dos dados dentro de uma estrutura formal de contas, a existência de um plano de contas para facilitar o registro e preparação das demonstrações financeiras e a utilização de um manual descritivo de uso de contas. Fonte: Adaptado de Attie (2009). Controle simultâneo acontece quando uma atividade está em andamento. Quando o controle é realizado durante a execução de um trabalho, a gerência pode corrigir os problemas antes que estes se tornem muito custosos. A forma mais conhecida de controle simultâneo é a supervisão direta. Quando um gerente supervisiona as ações de um funcionário diretamente, ele pode monitorar e corrigir os problemas á medida que ocorrem (ROBBINS e DECENZO, 2004). O controle que acontece durante a realização do trabalho é chamado de controle simultâneo, ele se refere não apenas ao desempenho dos funcionários, mas também a áreas não humanas, como o rendimento do maquinário e a aparência do departamento (CARAVANTES ET. AL, 2005). Controles administrativos estão relacionados com o plano de organização e todos os métodos e procedimentos que dizem respeito à eficiência operacional e à decisão política traçada pela administração. Normalmente, se relacionam de forma indireta aos registros financeiros. Com freqüências abrangem análises estatísticas, estudos de tempo e movimentos, relatórios de desempenho, programas de treinamento e controle de qualidade (ALMEIDA, 2003). 36 Os controles administrativos compreendem o plano de organização e todos os métodos e procedimentos que têm ligação direta com a eficiência das operações e com a política da empresa. (CREPALDI, 2000) Conforme Migliavacca (2004), os controles internos podem ser classificados em administrativos ou contábeis. Os controles administrativos estão diretamente ligados ao planejamento organizacional da empresa. O controle que se preocupa com o desempenho da empresa é chamado de controle de feedback. Os gerentes que exercem esse tipo de controle tentam tomar ações corretivas com base no histórico da empresa durante certo período de tempo. Esse histórico pode conter apenas um fator, como os níveis de estoques, ou podem conter a relação entre muitos fatores como o lucro líquido anterior aos impostos, o volume de vendas e os custos de mercado (CARAVANTES ET. AL, 2005). Controle de feedback, ocorre depois da ação. A principal desvantagem é que, quando o gerente recebe as informações, os danos já foram causados. O feedback indica pouca variação entre o padrão e o desempenho real é a evidência de que o planejamento estava no rumo certo. Se o desvio for grande, o gerente poderá usar essa informação para fazer novos planos mais eficazes. Também pode incrementar amotivação dos funcionários. As pessoas querem informações sobre quanto o seu desempenho está sendo bom o controle de feedback proporciona estas informações (ROBBINS e DECENZO, 2004). Vide FIGURA 01. ee Fonte:Robbins e Decenzo (2004) Saídas Entradas Processos Controle de feedback Corrige os problemas depois que ocorrem Controle simultâneo Corrige os problemas conforme ocorrem Controle preventivo de alimentação de fluxo Antecipa os problemas Saídas Figura 1 - Tipos de controle conforme Robbins e Decenzo (2004) 37 Para Griffin (2007), o controle dos recursos materiais inclui o gerenciamento de estoques, o controle de qualidade e o controle de equipamentos. O controle de recursos humanos contempla seleção e colocação, treinamento e desenvolvimento, avaliação de desempenho e remuneração da mão-de-obra. O controle de recursos humanos de informação abrange previsões de vendas e marketing, análises do ambiente, relações públicas, planejamento de produção e previsões financeiras. O controle financeiro consiste em gerenciar os débitos da empresa para que não se tornem excessivos, garantindo que sempre haja disponibilidade de recursos para honrar as obrigações, e as contas sejam recebidas e pagas em dia. Controle de operação tem por objetivo os processos que a empresa usa para transformar recursos em produtos ou serviços. O controle financeiro concentra-se nos recursos financeiros da empresa, ou seja, monitorar e quando, necessário, ajusta o uso dos recursos financeiros da empresa. Controle estrutural tem como objetivo os elementos da estrutura organizacional da empresa servem aos propósitos para os quais foram criados. O controle estratégico concentra-se na eficiência com que as estratégias de relações públicas, administrativas e funcionais impulsionam a empresa para que ela atinja seus objetivos (GRIFFIN, 2007). Segundo o IBRACON (1996), os controles internos contábeis devem atender a cinco requisitos básicos. A totalidade, onde todas as transações devem ser registradas nos livros contábeis no período em ocorreram; validade, todas as transações registradas representam eventos econômicos realmente ocorridos e são executadas de acordo com os procedimentos determinados, obedecendo à legislação vigente; exatidão, as transações são registradas no montante correto, adequadamente classificada e em tempo hábil; manutenção, os registros contábeis são adequadamente controlados e utilizados de forma que eles continuem a refletir as operações da entidade, e; segurança física, os acessos aos ativos e aos documentos que controlam o registro de suas movimentações são apropriadamente restritos ao pessoal autorizado. Existem três abordagens diferentes para projetar os sistemas de controle: controle do mercado; controle burocrático e o controle do clã. O controle do mercado enfatiza o uso dos mecanismos do mercado externo. Os controles são constituídos ao redor de critérios como competição de preços ou participação no mercado. As organizações que usam o controle do mercado geralmente 38 têm produtos e serviços claramente especificados e distintos e uma concorrência considerável. As várias divisões da organização normalmente são transformadas em centros de lucros e avaliadas pela porcentagem do total de lucros corporativos que cada uma gera (ROBBINS e DECENZO, 2004). No controle burocrático, uma visão de controle que destaca a autoridade e conta com regras, regulamentos, procedimentos e políticas administrativos. Esse tipo de controle depende da padronização das atividades, de descrições de trabalho bem definidas para direcionar o comportamento do funcionário no trabalho e de outros mecanismos administrativos como os orçamentos, para se ter certeza de que os membros organizacionais estão mostrando comportamentos adequados no trabalho e satisfazendo os padrões de desempenho estabelecidos (ROBBINS e DECENZO, 2004). O controle do clã é uma abordagem para projetar sistemas de controle, em que o comportamento dos funcionários é regulado pelos valores compartilhados, como normas, tradições, rituais, crenças e outros aspectos da cultura da organização. Depende do indivíduo e do grupo (o clã) para identificar os comportamentos adequados e esperados quanto ao trabalho e às medidas do desempenho (ROBBINS e DECENZO, 2004). Conforme Teixeira (2009) pode-se diferenciar os tipos de controles internos em: � Prévio: Controle definido antes do acontecimento, buscando um resultado já projetado; � Durante o período: Aquele exercido no momento do acontecimento; � Após o fato: tomar medidas para que o erro não venha mais a ocorrer. Conforme o Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (2000), os principais controles internos devem ser aplicados sobre as contas do disponível, ou seja, dos numerários em caixa e em contas bancárias, pois estes são os ativos mais líquidos. Alguns procedimentos específicos para reforçar os controles internos financeiros são: a) Controle de Caixa e Bancos: � Determinar que os extratos bancários sejam entregues diretamente aos setores interessados (financeiro e contábil) e proceder à reconciliação de todas as contas bancárias; � Sem aviso prévio, designar funcionários para fazer a contagem de caixa, conciliando com os saldos contábeis; 39 � Ter conhecimento sobre os rendimentos de todas as aplicações financeiras, buscando informações diretas aos bancos correspondentes as contas. � Acompanhar os saldos que não são aplicados e investigar saldos que pareçam sem motivos altos. � Ter um procedimento onde qualquer pagamento acima de um patamar determinado pela empresa, tenha que ser averiguado todos os processos, antes de efetuar o desembolso. � Os numerários em espécie, em poder da empresa deve ser mínimo, e se ter um limite máximo para pagamentos em dinheiro, acima desse limite, todos os pagamentos devem ser feitos de outra forma. b) Controle de Contas a Receber: � Conciliação periódica do saldo contábil com a localização das duplicatas. � Revisão das contrapartidas dos lançamentos contábeis a crédito das duplicatas a receber; � Ter históricos de clientes, com detalhes como saldo inicial, vendas, descontos concedidos e saldo final. c) Controle de Contas a Pagar: � Conferência de valores em aberto periodicamente, com conciliação com os saldos contábeis; � Análise dos débitos mais significativos; � Procura de possíveis pagamentos em duplicidade; O controle exerce uma função restritiva e coercitiva, no sentido de coibir ou restringir desvios indesejáveis, pode ser, também, “um sistema automático de regulação no funcionamento de um sistema e, por fim, como função administrativa, através do planejamento, organização e a direção”. A função administrativa é a mais importante, por ser através dela que há o monitoramento das tarefas executadas e a avaliação das atividades e resultados esperados, no intuito de fazer com que a empresa tenha êxito no que foi elaborado através do planejamento (CHIAVENATO, 2003). 40 2.7 Controles Internos e Sua Avaliação Controle interno compreende o plano de organização e o conjunto coordenado dos métodos e medidas adotados pela a empresa para proteger sue patrimônio, verificar a exatidão e a fidedignidade de seus dados contábeis, promover a eficiência operacional encorajar a adesão às políticas traçadas pela administração (ATTIE, 1998). O controle interno auxilia na identificação de anomalias organizacionais e sua utilização contínua leva ao aumento da eficiência operacional e diminui assim os custos com retrabalhos conforme relata Matto e Mariano (1999), numa empresa onde não existe controle certamente ocorrerão desperdícios e erros desnecessários. Para Crepaldi (2011), controles internos podem ser definidos como todas as políticas adotadas pelas empresas como intuito de mitigar riscos e melhorar processos. Os principais objetivos dos controles internos são: � Proteger os ativos da empresa; � Obter informações adequadas; � Promover a eficiência operacional da organização. Pequenos erros ou enganos em geral não afetam seriamente a saúde financeira de uma empresa, mas com o tempo, no entanto, se erros pequenos se acumulam, o problema pode se tornar sério (GRIFFIN, 2007). Controles internos são implementados visando a criarem-se padrões de comportamentos individuais perante uma determinada situação. Dessa forma, é obvio que pode não ser prazeroso segui-los para aqueles que são afetados por eles. Então, a administração da empresa não deve procurar agradar, ou obter a anuência de funcionários, quando decide fortalecer o seu sistema de controles internos (NASCIMENTO e REGINATO, 2010). Para Griffin (2007), quando uma empresa compra apenas uma matéria-prima, faz somente um produto, tem uma estrutura empresarial simples e demanda constante, os gestores podem manter o controle com um sistema muito simples e básico. Mas no caso de uma empresa que produzem diversos produtos, utilizando uma grande variedade de matérias-primas, têm mercados abrangentes, estrutura empresarial complexa e muitos concorrentes, para manter controle adequado são necessários sistemas sofisticados. 41 A avaliação de controles internos é o meio pelo qual a adequação e efetividade são analisadas, visando garantir a continuidade de todos os negócios da instituição. Esse mecanismo deve ser sempre repetido como incentivo a constantes melhorias, certificando-se que cada uma de suas etapas seja devidamente documentada (CREPALDI, 2011). De acordo Griffin (2007), quando é bem feito, o controle também pode ajudar a reduzir custos e potencializar resultados. Sistemas de controle eficazes podem eliminar desperdícios, reduzir custos de produção e melhorar o desempenho por unidade produzida. No esforço para reduzir custos, muitas empresas estão procedendo de forma generalizada, cortando de planos de saúde e seguros para transporte noturno a almoços de negócios com os clientes. Vide FIGURA 02. Figura 2 - Contribuição do controle Fonte:Griffin (2007) Conforme Crepaldi (2011), a avaliação de controles internos permite determinar: � A eficiência dos controles internos; � A exposição aos riscos; � A qualidade dos planos de ação para corrigir aspectos falhos e/ou vulneráveis; � A probabilidade de se alcançar as metas de negócio. O controle ajuda a empresa a Evitar a repetição de erros Minimizar custos Adaptar-se às mudanças ambientais Lidar com a complexidade empresarial 42 2.8 Ciclos operacionais de controles Os controles internos compreendem todos os procedimentos relacionados individualmente a determinado ciclo de eventos operacionais da empresa. O sistema de controles internos é mais abrangente, pois representa o conjunto de todos os controles existentes em cada ciclo operacional, bem como os manuais de normas e conduta de funcionários que têm influência em toda a organização (NASCIMENTO e REGINATO, 2010). Conforme Atkinson (2002 apud Jaques; Filho, 2005), o ciclo do controle engloba cinco passos na sua estruturação, que abrange: • Planejar: consiste no desenvolvimento dos objetivos primários e secundários da empresa e na identificação dos processos que os completam; • Executar: consiste em implementar o plano; • Monitorar: consiste em mensurar o nível atual de desempenho do sistema; • Avaliar: consiste na comparação do nível atual de desempenho do sistema para identificar qualquer variância entre os objetivos do sistema e o desempenho efetivo e decidir sobre as ações corretivas; • Corrigir: consiste na realização de qualquer ação corretiva necessária para trazer o sistema sob controle. De acordo Nascimento e Reginato (2010), a implementação de um sistema de controles internos é algo que requer dos profissionais encarregados por essa tarefa uma visão sistêmica da empresa, e essa visão somente se completa quando as operações que envolvam o consumo de recursos são consideradas em seu conjunto. A empresa deve analisar individual e coletivamente sob perspectiva dos ciclos de eventos que compõem as suas atividades que são: a) Ciclo de vendas – contas a receber – recebimentos O ciclo de controles relacionados ás vendas envolve de forma ampla os procedimentos a serem adotados desde a fase inicial de negociação até a efetiva contabilização do recebimento correspondente. Dessa forma, os principais elementos são: delegação de responsabilidade e prescrição de procedimentos envolvendo responsabilidades (NASCIMENTO e REGINATO, 2010). 43 b) Ciclos de compras – contas a pagar –pagamentos Envolve todos os elementos no entorno dos gastos ocorridos na empresa, seja quais forem as suas naturezas. Em função de o ciclo envolver desembolsos diretos de recursos, é um dos mais sensíveis, e sobre o qual se deve exercer um estreito monitoramento e controle. Por envolver questões sensíveis não capturáveis pelos registros contábeis a empresa requer-se que tais controles contemplem regras de condutas a serem seguidas pelos indivíduos responsáveis pelos eventos inerentes ao ciclo (NASCIMENTO e REGINATO, 2010). c) Ciclo de recursos humanos Os procedimentos relacionados a esse ciclo se classificam em: relativos a aprovações e a natureza operacional. Permite identificar as responsabilidades e os níveis de autoridade; respeito às normas cujas funções são a de prevenção e detecção de erros, intencionais ou não, ou de identificação de situações envolvendo o relacionamento interpessoal entre funcionários, com o propósito de proporcionar a sua correção (NASCIMENTO e REGINATO, 2010). d) Ciclo de produção O ciclo de produção envolve todos os controles internos inerentes ás atividades de produção. Tais controles devem ter o seu foco prioritariamente na prevenção contra uso inapropriado dos fatores de produção, bem como na proteção de sua guarda física e no monitoramento do processo produtivo (NASCIMENTO e REGINATO, 2010). e) Ciclo dos ativos fixos O controle de ativos se aplica em duas situações. Na primeira, visa-se á salvaguarda dos bens da empresa e, na segunda, à segurança quanto aos seus usos exclusivos para a realização de atividades de interesse da empresa. Quando a intenção for buscar a proteção de ativos, os controles internos para isso são relativamente simples de serem mantidos, pois se baseiam em registros e outros procedimentos que possibilitam amplamente a rastreabilidade dos bens (NASCIMENTO e REGINATO, 2010). 44 3 METODOLOGIA Esta seção demonstra a metodologia e tipos de pesquisas que foram utilizadas para o desenvolvimento do presente trabalho, apresentou-se o tipo e o método de pesquisa, a unidade de análise e observação, a técnica de coleta de dados. Oliveira (2005) afirma que a metodologia engloba todos os passos realizados para a construção do trabalho cientifico, que vai desde a escolha do procedimento para a obtenção de dados, perpassa a identificação dos métodos, técnicas, materiais, instrumentos de pesquisa e definição de amostra/universo, até a categorização e análise dos dados. 3.1 Quanto à abordagem Na elaboração de uma pesquisa científica têm-se a necessidade de aplicar métodos e técnicas adequadas a fim de que os objetivos pretendidos sejam alcançados. Para realizar o presente trabalho a autora utilizou-se da abordagem qualitativa e quantitativa. Segundo Lakatos (2011), a metodologia qualitativa preocupa-se em analisar e interpretar aspectos mais profundos, descrevendo a complexidade do comportamento humano. No método quantitativo, os pesquisadores valem-se de amostras amplas e de informações numéricas, enquanto que no qualitativo as amostras são reduzidas, os dadossão analisados em seu conteúdo psicossocial e os instrumentos de coleta não são estruturados. A pesquisa qualitativa distingue-se basicamente da pesquisa quantitativa por não ter amostra aleatória e, portanto, não pode inferir para o universo. As diferenças e semelhanças entre os tipos de pesquisa estão relacionadas á natureza do problema estudado á metodologia utilizada (DUARTE e FURTADO, 2002). O método quantitativo enfatiza a utilização de dados padronizados que permitem ao pesquisador elaborar sumários, comparações e generalizações; por isso mesmo, a analise de dados é baseada no uso de estatísticas (ROESCH, 2012). 45 3.2 Quanto aos meios 3.2.1 Pesquisa Descritiva Descrevem um fenômeno ou uma situação mediante estudo realizado em determinado contexto espacial e temporal. Têm como objetivo principal a descrição de características de determinada população ou fenômeno, ou então, o estabelecimento de relações entre variáveis e, em alguns casos, a natureza dessas relações. Neste caso estão os levantamentos de atitudes e as pesquisas de mercado. Este tipo de pesquisa restringe- se a descrever o que já existe. Os fatos observados são registrados, analisados, classificados e interpretados, sem que o pesquisador interfira nos mesmos. Os acontecimentos (fenômenos) são descritos. O pesquisador deve apenas conhecer sua natureza, características, composição e os processos que constituem o fenômeno (LAKATOS, MARCONI, 2003). 3.2.2 Pesquisas Bibliográficas Constituem estudos sistematizados desenvolvidos a partir de materiais já elaborados, constituídos principalmente de livros, artigos científicos, material impressos, dissertações, monografias e outros. Este material geralmente pode ser encontrado em bibliotecas, redes eletrônicas (internet) e estão acessíveis ao publico em geral (DUARTE e FURTADO, 2002). 3.2.3 Pesquisa Documental Constituem fontes da pesquisa documental, documentos de primeira mão (que não foram manipulados ou modificados por ninguém) que não receberam nenhum tratamento analítico e não foram publicados. Geralmente são encontrados em arquivos de instituições publicas ou particulares, tais como talonários de vias fixas de notas fiscais, cartas recebidas, propostas recebidas e emitidas, fotografias, memorandos, atas diversas, mapas etc. (GIL, 2010). 46 3.2.4 Questionário Para Lakatos e Marconi (2008), a elaboração de um questionário requer a observância de normas precisas, a fim de aumentar sua eficácia e validade levando em conta os tipos, a ordem, os grupos e a formulação das perguntas, além do bom conhecimento do assunto e cuidado na seleção das questões para obtenção de informações válidas, pautadas pelos objetivos geral e específicos. O autor afirma ainda que: Questionário é um instrumento de coleta de dados, constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do entrevistador. Em geral, o pesquisador envia o questionário ao informante. (LAKATOS E MARCONI, 2001) O questionário (vide anexo 01) foi composto de doze perguntas as quais continham assuntos relacionados aos aspectos gerais sobre os controles internos na organização, aplicados no mês de setembro/2014 com 04 (quatro) colaboradores e a proprietária. Os dados coletados foram tabulados e analisados com o auxílio da ferramenta Microsoft Excel. 3.3 Quanto aos fins 3.3.1 Estudo de caso Consiste no estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento, tarefa praticamente impossível mediante outros delineamentos já considerados (GIL, 2010). Conforme Barros e Lehfeld (2000) caracterizam o estudo de caso como uma modalidade de estudo nas Ciências Sociais, que se volta á coleta e ao registro de informações sobre um ou vários casos particularizados, elaborando relatórios críticos organizados e avaliados, dando margem a decisões e intervenções sobre o objeto escolhido para a investigação. 47 3.4 Técnica de coleta de dados Em se tratando das técnicas de coleta de dados a autora utilizou-se documentos e questionário. A maior utilização do estudo de caso é verificada nas pesquisas exploratórias, embora se apliquem em outras situações e na investigação de fenômenos das mais diversas áreas do conhecimento. Seus resultados, entretanto não podem ser generalizados. São utilizáveis apenas na unidade onde o estudo foi realizado (GIL, 2010). A entrevista é uma técnica que permite o relacionamento estreito entre entrevistado e entrevistador. O pesquisador buscar conseguir, através da conversação, dados que possam ser utilizados em análise qualitativa, ou seja, os aspectos considerados mais relevantes de um problema de pesquisa (BARROS e LEHFELD, 2000). 3.5 Unidade de análise e unidade de observação No presente trabalho a unidade de observação e análise foi desenvolvida na empresa Fazendo Arte Moda Infantil (Elicir Souza Silva – ME) é uma empresa privada, Firma Individual, com sede na Av. Valdomiro Cardoso de Sá n° 71 inscrita no CNPJ: 13.616.094/0001-70, teve inicio em suas atividades em 09/05/2011com apenas um colaborador e hoje possui em seu quadro quatro colaboradores. Na empresa estudada utiliza-se a ficha de cliente (vide anexo 03) onde é coletado os dados pessoais, a ficha é em formato de envelope onde permanece o histórico de compra do cliente com a nota promissória (vide anexo 04) da compra efetuada, ao efetuar o pagamento destaca-se uma parte para o cliente e outra é arquivada no envelope “ficha de cliente”. Com relação ao slogan (vide anexo 05), a proprietária fazia artesanatos bordados antes do empreendimento a qual muitos admiravam as suas obras de arte, então surgindo assim “fazendo arte” e como o negócio é de moda concluiu-se o nome “Fazendo Arte Moda Infantil”. A empresa utiliza uma planilha Excel (vide anexo 02) simples, onde apresenta o nome dos clientes e o valor devido da compra. 48 Os resultados foram analisados através de levantamento de documentos financeiros da organização estudada. 3.6 Tamanho da amostra De acordo com Gil (2002), população ou universo é o conjunto de elementos que possuem determinadas características. Já para Silva (2003) a amostra é uma porção ou parcela, conveniente selecionada do universo, ou seja, é um subconjunto do universo. Entre os métodos de amostragem estão o julgamento ou não probabilístico (amostragem intencional e por quotas), que possibilita ao pesquisador a escolha de determinado elemento do universo. Foram analisados todos os documentos do setor financeiros, para verificar como a empresa utiliza os recursos necessários para o controle interno. Foram analisados os documentos financeiros no período de 31/08/2013 a 31/08/2014. 3.7 Análise de conteúdo De acordo com Gil (1999) a análise de conteúdo dos dados numa pesquisa científica tem como objetivo, organizar sistematicamente os dados coletados de forma que possibilitem o fornecimento de respostas ao problema de investigação. Ao término da coleta dos dados foi elaborado relatório, contendo os resultados coletados e análise dos mesmos, sobre a utilização do controle interno na empresa estudada. Foi realizada uma tabulação dos dados e a demonstração da real situação da empresa. 49 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS Esta seção tem por objetivo apresentar e analisar os dados obtidos através da aplicação do questionário. Os questionários foram aplicados aos colaboradores da Fazendo Arte Moda Infantil no mês de setembro de 2014, com todos os colaboradores somando um total de cinco (5) questionários respondidos. Os dados e valores, apresentados a seguir, foram tabulados e calculados utilizando-se como ferramenta de auxílio o Microsoft Excel. Foi perguntado “Toda mercadoria vendida é regularmentefaturada?” com as respectivas alternativas sempre, ás vezes, quase sempre e nunca. Onde obteve 100% quase sempre, que as mercadorias vendidas são faturadas como mostra o GRÁFICO 1. Sabe-se que toda mercadoria vendida deverá ser faturada, onde a fatura discriminará as mercadorias vendidas contribuindo para o controle do estoque. Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014. Analisando as devoluções feitas pelos clientes foi perguntado “As devoluções feitas pelos clientes são devidamente controladas? Há documentos que comprovem esse registro de devolução?” Com as respectivas alternativas: “sempre, ás vezes, quase sempre e nunca. Onde obteve 20% sempre e 80% são quase sempre controladas. È controlado através de ficha de devolução. A devolução possui duas finalidades: Estorno e Troca. O estorno é realizado quando o cliente deseja devolver a mercadoria e cancelar 100% GRÁFICO 01-Toda mercadoria vendida é regularmente faturada Sempre Ás vezes Quase sempre Nunca 50 a negociação realizada, ou seja, ele não quer levar outro produto e sim obter o valor negociado de volta. Já na troca, o cliente deseja devolver a mercadoria e utilizar o crédito para a aquisição de outro produto. (Vide GRÁFICO 2) Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014 Para a pergunta “Como é realizado o acompanhamento dos resultados (lucro/prejuízo) da sua empresa?” A Fazendo Arte moda Infantil faz o acompanhamento dos seus resultados com auxilio de 100% planilha Excel conforme GRÁFICO 3. Os colaboradores A, B, C e D disseram utilizar o livro de caixa. 20% 80% GRÁFICO 02-As devoluções feitas pelos clientes são devidamente controladas. Sempre Ás vezes Quase sempre Nunca 51 Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014. É preciso manter totalmente distanciadas a conta pessoal e empresarial, mas muitas empresas não conseguem fazer a separação e em alguns casos causa a falência. Foi perguntado “Você separa suas finanças pessoais das finanças da sua empresa?” Tendo as respectivas alternativas: sempre, ás vezes nunca e quase sempre. Na Fazendo Arte Moda Infantil 100% disseram que “sempre” são separadas as finanças pessoais e empresariais (vide GRÁFICO 4). Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014. A comunicação interna é capaz de produzir grandes resultados nas empresas, sendo um diferencial competitivo que enfatiza a relevância de uma gestão voltada para 100% GRÁFICO 03 - Como é realizado o acompanhamento dos resultados (lucro/prejuízo) da sua empresa Planilha excel Software Planejamento financeiro Fluxo de caixa Não se aplica Plano de negócio 100% GRÁFICO 04-Você separa suas finanças pessoais das finanças da sua empresa Sempre Ás vezes Quase sempre Nunca 52 o desenvolvimento, através de uma administração flexível e democrática na qual a troca de informações torna possível a melhor tomada de decisão. Os administradores devem focar com dinamismo a formação de uma equipe com um bom relacionamento interpessoal. Com base nisso foi perguntado “as decisões financeiras são realizadas com a participação de outros colaboradores?” Com as respectivas alternativas: sempre, ás vezes, quase sempre e nunca. As decisões financeiras da Fazendo Arte Moda Infantil, existe um percentual de 80% de participação dos colaboradores (quase sempre) e 20% (ás vezes) que não é utilizado à participação dos mesmos. (Vide GRÀFICO 5). Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014. Planejamento financeiro é uma ferramenta de fundamental importância dentro das organizações. Através do planejamento é possível o reconhecimento da atual situação financeira, determinando os objetivos aonde se quer chegar, e o estudo de possíveis caminhos a serem utilizados para alcançar esses objetivos. Foi perguntado: “è realizado o planejamento financeiro da empresa?” com as respectivas alternativas “sempre, ás vezes, quase sempre e nunca”. No questionário desenvolvido a empresa estudada apresenta um percentual de 80% (quase sempre) onde realiza o planejamento financeiro e 20% que “ás vezes” é realizado, conforme GRÁFICO 6. 20% 80% GRÁFICO 05- As decisões financeiras são realizadas com a participação de outros colaboradores Sempre Ás vezes Quase sempre Nunca 53 Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014. Toda organização deve manter o controle financeiro organizado, pois controlar as finanças da empresa significa que o empresário tem consciência da situação financeira real em que se encontra sabe qual é o melhor momento para se realizar investimentos ou não. Foi perguntado: Atualmente você utiliza alguma ferramenta para fazer o controle financeiro da sua empresa. Com as respectivas alternativas “sempre, ás vezes, nunca e quase sempre”. Na empresa estudada percebe-se que 60% “ás vezes” utiliza alguma ferramenta e 40% disseram “quase sempre”. (Vide GRÁFICO 07). O colaborador "A" relatou que utiliza o Livro Caixa, o colaborador "B" e "C" utiliza Livro caixa e planilha do Excel o colaborador “D” utiliza agenda e planilha Excel. Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014 20% 80% GRÁFICO 06- É realizado o planejamento financeiro da empresa? Sempre Ás vezes Quase sempre Nunca 60% 40% GRÁFICO 07-Atualmente você utiliza alguma ferramenta para fazer o controle financeiro da sua empresa Sempre Ás vezes Quase sempre Nunca 54 A gestão do caixa tem como função informar o empresário sobre a situação da movimentação diária dos recursos financeiros, disponibilizando as informações pertinentes aos pagamentos, recebimentos e ao saldo, realizados e a se realizarem, de forma diária e também acumulada. Ao perguntar: “como é realizado a gestão do caixa?” Com as alternativas: “planilha Excel, software, caderno, fluxo de caixa e não se aplica.” Percebe-se que a empresa estudada para a realização da gestão do caixa utiliza 40% “caderno” e 60% “planilha Excel”. Conforme GRÁFICO 8. Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014. O fechamento de caixa continua sendo uma das maiores preocupações de uma empresa, pois além de ser essencial para o controle do crescimento do negócio, envolve um trabalho cuidadoso de conferência e checagem dos valores que estão no caixa com o saldo dos registros de entradas e saídas, qualquer erro pode prejudicar o futuro da instituição. O fechamento deve ser realizado diariamente, de preferência quando a loja encerra o seu expediente, iniciando assim o outro dia com o caixa zerado. Foi perguntado: O fechamento do caixa é realizado diariamente? Com as respectivas alternativas “sempre, ás vezes, nunca e quase sempre.” Na empresa estudada percebe-se que o fechamento do caixa ocorre diariamente apresentando um percentual de 100% (vide GRÁFICO 9). 60% 40% Planilha Excel Software Caderno Fluxo de caixa Não se aplica GRÁFICO 08- Como é realizado a gestão do caixa 55 Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014. Com o controle de fluxo de caixa é possível averiguar a saúde financeira empresarial. O fluxo de caixa é o primeiro passo para a análise financeira e deve projetar, para períodos futuros, todas as entradas e as saídas de recursos financeiros. O Fluxo de Caixa deve ser considerado como uma estrutura flexível, no qual o empresário deve inserir informações de entradas e saídas conforme as necessidades da empresa. Para a pergunta: Você faz o controle de fluxo de caixa? Com as respectivas alternativas “sempre, ás vezes, nunca e quase sempre.” Obteve um percentual de 100% (ás vezes) conforme GRÁFICO 10. Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014. 100% Sempre Ás vezes Quase sempre Nunca 100% Sempre Ás vezes Quase sempre NuncaGRÁFICO 09- O fechamento do caixa é realizado diariamente GRÁFICO 10 - Você faz o controle de fluxo de caixa 56 O setor de contas a pagar e receber, é responsável por atuar com recebimento, conferência, arquivo e programação de pagamento das contas a pagar pela empresa. Em análise a empresa estudada foi perguntado: “a pessoa responsável pelas contas a pagar é também responsável pelas contas a receber?” Com as respectivas alternativas “Todos colaboram com o setor; Sim, a mesma pessoa no contas a pagar e no contas a receber e Não, tem uma pessoa no contas a pagar e outra no contas a receber. “Obtendo um percentual de 100% sendo que todos colaboram com o setor de contas a pagar e a receber (vide GRÁFICO 11). Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014. Para analisar o controle das contas a pagar e a receber foi perguntado: “Existe controle referente às contas a pagar e a receber?” Com as respectivas alternativas: “sempre, ás vezes, nunca e quase sempre.” Obtendo um percentual de 40% “ás vezes” e 60% “quase sempre”. Assim como mostra o GRÁFICO 12. Ainda na mesma questão perguntou-se como é feito onde o colaborador “A” respondeu: “estamos instalando um sistema de automação para fazer esse controle; o colaborador “B”: estamos implantando um sistema de automação que possibilitara um completo controle sobre contas a receber e contas a pagar; o colaborador “C”: instalação de um programa de automação que possibilita um controle completo de contas a pagar e o colaborador “D”: receber e o controle de contas a pagar é feito em planilha, já contas a receber ainda não temos um 100% Todos colaboram com o setor Sim, a mesma pessoa no contas a pagar e no contas a receber Não,tem uma pessoa no contas a pagar e outra no contas a receber Gráfico 11- A pessoa responsável pelas contas a pagar é também responsável pelas contas a receber 57 controle. Estamos em processo de informatização da loja, o novo sistema que está sendo implantado conseguiremos obter o controle de contas a receber, contas a pagar e fluxo de caixa assim como outras ferramentas importantes no planejamento financeiro.” No contas a pagar espera-se que a empresa alcance maior controle e visualização global dos compromissos assumidos com terceiros, permitindo acompanhar de maneira fácil os pagamentos a serem efetuados em determinado período e verificação das disponibilidades de recursos para honrar com as dívidas. Permitir ao proprietário avaliar as melhores oportunidades de assumir novos compromissos, de maneira a não centralizar muitos pagamentos em determinada data e que possibilite estabelecer prioridades de pagamentos e montante dos valores a pagar. Para o contas a receber da empresa espera-se maior confiabilidade, agilidade nas atividades desempenhadas e possibilitar o conhecimento dos valores a receber e/ou recebidos, os clientes em atrasos para que assim possa programar as cobranças. Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014. 40% 60% 12-Existe controle referente às contas a pagar e a receber Sempre Ás vezes Quase sempre Nunca 58 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Constatou-se, pela pesquisa, a importância do controle interno em uma empresa independente da sua classificação empresarial, pequeno ou grande porte. A prática de implantação de controles internos só tem a agregar valor e confiança nas atividades operacionais desenvolvidas, além de ser uma ferramenta de gestão, gerando informações oportunas e confiáveis aos administradores, auxiliando assim na tomada de decisões objetivando o alcance das metas e detectando erros e/ou fraudes. Este trabalho foi desenvolvido na empresa Fazendo Arte Moda Infantil, proporcionou a visão geral do ambiente de controles internos utilizados na empresa, onde foi possível perceber a importância do gerenciamento dos mesmos. Tendo como objetivo geral: Identificar os tipos e práticas de controle interno utilizado na empresa Fazendo Arte Moda Infantil, analisando sua importância na gestão financeira. Conforme estudo na empresa, a autora conseguiu atingi-lo sendo percebido através do trabalho desenvolvido. Com relação ao primeiro objetivo: “Identificar o processo do sistema de controle interno e os seus procedimentos, nas tomadas de decisões gerenciais” percebe-se que a empresa não utiliza software, tomando suas decisões através de planilha de Excel, caderno de anotações, agenda e livro de caixa. No segundo objetivo: “Verificar a contribuição do controle interno para o desenvolvimento e eficácia da gestão financeira”, a autora analisou que a empresa necessita de um monitoramento para melhor desenvolver o controle interno, pois a mesma passa pelas seguintes situações: pagamento de duplicatas em atraso, duplicidade de pagamento de duplicatas, dependente de empréstimos bancários. Atendendo ao terceiro objetivo “Analisar a importância das práticas de controle interno para um melhor desempenho da empresa”, a autora identificou que a prática de controle interno é de fundamental importância para a empresa Fazendo Arte Moda Infantil. Nota-se que a empresa possui carteira de clientes bastante significativa para o setor na cidade que atua sendo referência local. Os controles realizados são insuficientes para atender a necessidade da mesma, sendo sugerido pela autora que a empresa que continue a utilizar planilha Excel, porém mais detalhada e organizada ou software para realizar tais processos (vide anexo 07). 59 Por fim no quarto objetivo: “Propor sugestões para melhoria da gestão financeira da organização em estudo”, notou-se que a empresa possui potencial de mercado, recomenda-se utilizar as ferramentas do controle interno corretamente, fazer treinamento dos colaboradores, implantação de um plano de negócio para melhor análise de suas atividades, fazer o controle das contas a pagar e a receber (vide anexo 08, anexo 09 e anexo10) em planilha Excel, ou software; que faça e siga o planejamento financeiro, e o fluxo de caixa, pois são ferramentas essenciais no controle da organização. No entanto, a realização deste trabalho permitiu verificar a importância dos sistemas informatizados para o processo operacional da empresa, dos manuais internos para padronização, conhecimentos e aplicação por todos os funcionários, a segregação de funções para redução de risco e irregularidades, além de possíveis fraudes e de uma rotina bem administrada e planejada. O trabalho proposto buscou Identificar os tipos e práticas de controle interno utilizado na empresa Fazendo Arte Moda Infantil, analisando sua importância na gestão financeira que pode contribuir para a melhoria dos processos da organização. Os objetivos propostos foram alcançados, tendo em vista o conhecimento adquirido sobre o assunto, através do referencial teórico e das sugestões de melhorias efetuadas para que a empresa objeto da pesquisa possa implantar mudanças nos processos e métodos de maneira simples, mas coerente, minimizando erros e corrigindo pontos falhos para o alcance de um melhor resultado com base em informações confiáveis e em tempo hábil. Espera-se que após esta pesquisa a empresa adote novas condutas para um melhor controle interno, adquira um sistema informatizado para auxiliar na funcionalidade dos controles e acompanhe as evoluções tecnológicas e do mercado para que se tenha um diferencial competitivo que possa agregar valor a empresa visando o alcance das metas e objetivos. 60 REFERÊNCIAS ALMEIDA, Jader César Galvão. Proposta de implantação de ferramentas de gestão financeira de Curto prazo em empresa de utilidades domésticas e presentes no Centro-oeste mineiro. FACULDADE DE PARÁ DE MINAS – FAPAM. 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Agradeço a ajuda e compreensão.COLABORADOR(A):____________________________________________________ FUNÇÃO:________________________________________DATA_____/_____/_____ 01-Toda mercadoria vendida é regularmente faturada? ( ) Sempre ( ) Quase sempre ( ) Ás vezes ( ) Nunca 02-As devoluções feitas pelos clientes são devidamente controladas? Há documentos que comprovem esse registro de devolução? ( ) Sempre ( ) Quase sempre ( ) Ás vezes ( ) Nunca Qual(is)documento(s)?____________________________________________________ ______________________________________________________________________ _________________________________________________ 03 - Como é realizado o acompanhamento dos resultados (lucro/prejuízo) da sua empresa? ( ) Planilha Excel ( ) Fluxo de caixa ( ) Software ( ) Não se aplica ( ) Planejamento financeiro ( ) plano de negócio Outro(s)?_______________________________________________________________ ________________________________________________________ 04-Você separa suas finanças pessoais das finanças da sua empresa? ( ) Sempre ( ) Quase sempre ( ) Ás vezes ( ) Nunca 05- As decisões financeiras são realizadas com a participação de outros colaboradores? ( ) Sempre ( ) Quase sempre ( ) Ás vezes ( ) Nunca 66 06- É realizado o planejamento financeiro da empresa? ( ) Sempre ( ) Quase sempre ( ) Ás vezes ( ) Nunca ( ) Não tenho tempo 07-Atualmente você utiliza alguma ferramenta para fazer o controle financeiro da sua empresa? ( ) Sempre ( ) Quase sempre ( ) Ás vezes ( ) Nunca Qual(is)?_______________________________________________________________ ________________________________________________________ 08- Como é realizada a gestão do caixa? ( ) Planilha Excel ( ) Fluxo de caixa ( ) Software ( ) Não se aplica ( ) Caderno Outro(s)?_______________________________________________________________ ________________________________________________________ 09- O fechamento do caixa é realizado diariamente? ( ) Sempre ( ) Quase sempre ( ) Ás vezes ( ) Nunca 10 - Você faz o controle de fluxo de caixa? ( ) Sempre ( ) Quase sempre ( ) Ás vezes ( ) Nunca 11- A pessoa responsável pelas contas A PAGAR é também responsável pelas contas A RECEBER? ( ) Todos colaboram com o setor ( ) Sim, a mesma pessoa no contas a pagar e no contas a receber ( ) Não,tem uma pessoa no contas a pagar e outra no contas a receber 12-Existe controle referente às contas a pagar e a receber? ( ) Sempre ( ) Quase sempre ( ) Ás vezes ( ) Nunca Como é feito?_______________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 67 ANEXO 02 - RELATORIO CONTAS A RECEBER APURADO EM OU TUBRO DE 2013 ANGELA MARIA 71,80 ADRIANA CLARA 22,00 NÃO TEM ENDEREÇO NEM CPF ANGÉLICA MONIQUE 403,20 ADEILMA ELANGELISTA 473,23 ARIANA FERRAZ 169,80 NÃO TEM ENDEREÇO NEM CPF ANA PAULA GONÇAVES 683,85 NÃO TEM ENDEREÇO NEM CPF ADRIANA SILVEIRA PECado original 833,39 NÃO TEM ENDEREÇO NEM CPF ANA ROSA 180,20 NÃO TEM ENDEREÇO NEM CPF ALDA FERREIRA 120,00 AMANDA LOPES 49,90 ADRIANA DE PAULA 222,10 ANALICE JÚNIA 650,60 NÃO TEM ENDEREÇO NEM CPF ALICE TEIXEIRA 128,00 ANA PAULA ALVES 60,00 FALTA CPF AURIANE 37,00 NÃO TEM ENDEREÇO NEM CPF ANA SANTA 216,68 NÃO TEM ENDEREÇO NEM CPF ADELMA SOARES 246,70 AURORA MARIA 359,38 ADRIANA CRISTINE 39,90 FALTA CPF ADVÃNIA ALVES 139,90 NÃO TEM ENDEREÇO NEM CPF ADRIANA DOS REIS 625,80 NÃO TEM ENDEREÇO NEM CPF BEATRIZ ALVES 241,90 NÃO TEM ENDEREÇO NEM CPF CASSIA BARBOSA 158,20 NÃO TEM ENDEREÇO NEM CPF CÉLIA MARIA 91,00 FALTA CPF CRISLAINE FERNANDA 42,90 CLEUDIA CARDOSO 53,60 FALTA CPF CRISLAINE COSTA 108,90 FALTA CPF CATIANA DIAS 678,00 CRISTINA LOPES 395,30 NÃO TEM ENDEREÇO NEM CPF CÉLIA REGINA 27,00 NÃO TEM ENDEREÇO NEM CPF total 68 Anexo 03 – Modelo de Ficha de clientes 69 Anexo 04 – Modelo de Nota Promissória 70 Anexo 05 – Slogan 71 Anexo 6 – Modelo de Formulário Livro de caixa 72 Anexo 07 – Modelo de Planilha/Formulário de Controle de Contas a Pagar CONTROLE DE CONTAS A PAGAR MÊS/ANO: DATA FORNECEDOR HISTÓRICO N° DOCUMENTO VENCIMENTO VALOR DATA PAGAMENTO VALOR PAGO JUROS/DESCONTOS TOTAL 73 Anexo 08 - Modelo de Planilha/Formulário de Controle Bancário CONTROLE BANCÁRIO MÊS/ANO: DATA HISTÓRICO CRÉDITO DÉBITO SALDO SALDO A TRASNPORTAR Anexo 09- Modelo de Planilha/formulário controle Diário de caixa CONTROLE DIÁRIO DO CAIXA MÊS/ANO: DATA HISTÓRICO ENTRADAS SAIDAS SALDO SALDO A TRASNPORTAR 74 Anexo 10 – Modelo Planilha/formulário de controle de contas a receber CONTROLE DE CONTAS A RECEBER MÊS/ANO: DATA CLIENTE HISTÓRICO N° DOCUMENTO VENCIMENTO VALOR DATA PAGAMENTO VALOR PAGO JUROS/DESCONTOS TOTAL