Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

FACULDADE VALE DO GORUTUBA 
ASSOCIAÇÃO DE ENSINO VALE DO GORUTUBA S/C LTDA 
 
 
 
 
 
 
ELIZÂNGELA APARECIDA RODRIGUES DA SILVA 
 
 
 
 
 
 
A IMPORTÂNCIA DO CONTROLE INTERNO NA GESTÃO FINANCE IRA 
DA EMPRESA FAZENDO ARTE MODA INFANTIL: UM ESTUDO DE CASO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nova Porteirinha – MG 
2014 
 
 
 
ELIZÂNGELA APARECIDA RODRIGUES DA SILVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A IMPORTÂNCIA DO CONTROLE INTERNO NA GESTÃO FINANCE IRA 
DA EMPRESA FAZENDO ARTE MODA INFANTIL: UM ESTUDO DE CASO 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho de conclusão de curso, apresentada à Banca 
Examinadora do Curso de Graduação em Administração da 
FAVAG – Faculdade Vale do Gorutuba, para avaliação por 
Banca Examinadora, como condição para obtenção do título 
de Bacharel em Administração. 
 
Instituição: Fazendo Arte Moda Infantil 
Área de concentração: Controle Interno 
Supervisora na instituição: Elicir Souza Silva 
Professor orientador: Jônatas Percidio Silva Alves 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nova Porteirinha – MG 
2014 
 
 
 
ELIZÂNGELA APARECIDA RODRIGUES DA SILVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A IMPORTÂNCIA DO CONTROLE INTERNO NA GESTÃO FINANCE IRA 
DA EMPRESA FAZENDO ARTE MODA INFANTIL: UM ESTUDO DE CASO 
 
 
 
 
 
Trabalho de conclusão de curso apresentado como pré-requisito para a obtenção do título de 
bacharel em Administração da Faculdade Vale do Gorutuba - FAVAG. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nova Porteirinha-MG, 2014. 
 
 
 
________________________________________________ 
Jônatas Percidio Silva Alves – FAVAG 
 
________________________________________________ 
Nome do componente da banca – Instituição 
 
_________________________________________________ 
Nome do componente da banca - Instituição 
 
 
 
 
DECLARAÇÃO DE REVISÃO DE TCC 
 
 
 
Declaro ter procedido a revisão do TCC, área de concentração Controle Interno, de autoria de 
Elizângela Aparecida Rodrigues da Silva, sob a orientação de Jônatas Percidio Silva Alves, 
apresentado ao curso de graduação em Administração de empresas da Faculdade Vale do 
Gorutuba, intitulada “FAVAG”, contendo 67 páginas. 
 
 
Dados da revisão 
 
( ) Ortográfica 
 
( ) Redação 
 
Início:___/___/___ término: ___/___/___ 
 
 
Nova Porteirinha /MG. 
 
Prof (a): ______________________________________________________________ 
 
Assinatura: ___________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico primeiramente a Deus por me dar forças sempre para que esse sonho 
se tornasse verdadeiro, mesmo nos momentos mais difíceis. 
Dedico aos meus pais. Pela força que me deram nestes anos de batalha e 
estudo e por me apoiarem nos momentos em que mais precisei. 
Aos meus irmãos que sempre me deram todo o apoio e incentivo para 
terminar este curso. 
 Aos meus colegas que estiveram sempre ao meu lado, em todos os 
momentos. 
A todas as pessoas que me ajudaram e me compreenderam nas horas de 
fraqueza e desânimo. 
 A vocês só tenho a agradecer. Muito obrigada por tudo. 
 
 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
 
Agradeço primeiramente a Deus, por ser essencial em minha vida, autor de meu 
destino, meu guia, socorro presente na hora da angústia. Agradeço-Te por ter me dado a 
vida e por guiar os meus passos, tanto nos momentos mais difíceis, como nas alegrias e 
conquistas. 
Aos meus Pais, Cícero e Edite, por acreditarem em mim mesmo nos momentos 
difíceis, dando força quando quis desistir, a vocês que mesmo distantes mantiveram-se 
sempre ao meu lado, lutando comigo, dedico a minha conquista com a mais profunda 
admiração e respeito. 
 Aos meus irmãos Hélio Carlos, Celso e Sebastiana, pela compreensão e apoio 
para concluir o curso. 
Aos colegas em especial a Anne Caroline, Jhon, Juliana, Jussara Nailza, Stefânia 
e Willian que estiveram comigo nas horas de estudo, me apoiando e dando forças para 
que eu não desistisse no meio do caminho. 
A todos os professores do curso, pelos ensinamentos, pela orientação fornecida, 
pela vivência. Agradeço ao meu professor orientador Jônatas Percidio por aceitar a 
tarefa de auxiliar-me, pela paciência e pelas importantes e necessárias informações que 
foram obtidas para a conclusão deste trabalho. 
Aos colaboradores da FAVAG, que tive a oportunidade de conviver e de criar 
amizade com muitos. E sei que há tantos outros, cujas funções não envolvem tanto 
contato com os alunos, mas que têm papel fundamental. 
A instituição FAVAG, por oferecer a oportunidade e contribuir para uma 
carreira profissional com dignidade e merecimento. 
A empresa Fazendo Arte Moda Infantil, na pessoa de Elicir Souza Silva que me 
auxiliou, sempre pronta para ajudar. Possibilitando a aplicação dos meus 
conhecimentos, lhe agradeço imensamente, pois a oportunidade colaborou para a 
realização do meu trabalho. 
A todos aqueles que contribuíram diretamente ou indiretamente para a realização 
deste trabalho. A todos vocês, muito obrigada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Determinação coragem e autoconfiança são fatores decisivos para o sucesso. 
Se estamos possuídos por uma inabalável determinação conseguiremos 
superá-los. Independentemente das circunstâncias, devemos ser sempre 
humildes, recatados e despidos de orgulho”. 
Dalai Lama 
 
 
 
 
RESUMO 
 
Com a evolução humana houve a necessidade de controle sobre os fenômenos ou fatos 
que ocorreu levando o homem a criar dispositivos ou métodos, inicialmente 
rudimentares, hoje sofisticados, para controlar os acontecimentos, de forma a evitar 
resultados indesejáveis que pudessem afetar seu bem-estar, seu equilíbrio ou seus 
propósitos. Para gerenciar com eficiência a área financeira de qualquer empresa torna-se 
necessário implantar algumas ferramentas gerenciais, como alguns controles para que se 
faça o acompanhamento periódico da sua empresa. O Controle Interno é uma 
ferramenta de suma importância contribuindo para uma boa gestão financeira 
garantindo a tranquilidade do empresário, mantendo em dia seus compromissos e 
aumentando a lucratividade. Para uma empresa sobreviver e manter-se num mercado 
cada vez mais competitivo torna-se necessário que o empresário tome suas decisões 
apoiadas em informações precisas e atualizadas. Evidentemente que nesse trabalho 
estamos enfocando a área financeira, mas, as outras áreas da empresa também merecem 
toda a atenção por parte do empresário. Toda empresa precisa de um bom planejamento 
de suas atividades. Sem isso, os administradores correm o risco de tomar decisões 
inadequadas, das quais resultarão problemas para manter o negócio. 
O presente trabalho propõe ferramentas para um melhor controle financeiro de modo a 
obter resultados seguros que contribuam para uma gestão eficaz. O estudo foi 
desenvolvido na empresa Fazendo Arte Moda Infantil na cidade de Jaiba/MG tem por 
objetivo Identificar os tipos e práticas de controle interno utilizado na empresa estudada. 
È uma empresa varejista do ramo de artigos do vestuário e acessórios. Os tipos de 
pesquisa utilizados foram à pesquisa descritiva, bibliográfica, documental, tendo como 
método o estudo de caso, e a técnica de coleta de dados através de entrevista e 
questionário. Ao final, o estudo proporciona à empresa melhores métodos de trabalho e 
controle, maior conhecimento sobre sua saúde financeira e confiança em futuros 
investimentos. 
 
 
Palavras chave: Controle interno, contas a pagar, contas a receber, fluxo de caixa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
 
With human evolution there was a need for control over the phenomena or events that 
occurred leading man to create devices or methods, initially rudimentary, sophisticated 
today, to control events in order to avoid undesirable outcomes that could affect your 
well-being, their balance ortheir purposes. To efficiently manage the financial area of 
any company it is necessary to implement some management tools, as some controls in 
order to do the regular monitoring of your company. The Internal Control is a very 
important tool contributing to sound financial management ensuring the tranquility of 
the entrepreneur, keeping up their commitments and increasing profitability. For a 
company to survive and remain a market increasingly competitive it is necessary that 
the entrepreneur takes its decisions relying on precise information. Evidently, in this 
work we are focusing on the financial area, but other areas of the company also deserve 
all the attention from the entrepreneur. Every business needs a good plan their activities. 
Without it, managers run the risk of making poor decisions, which result trouble 
keeping business. 
This paper proposes tools for better financial control in order to obtain reliable results 
that contribute to effective management. The study was developed in the company 
Making Art Children's Fashion in the city of Jaiba / MG aims to identify the types and 
internal control practices used in the studied company. It is a retail company in the 
business of apparel and accessories. Types of research used were descriptive, 
bibliographical, documentary research, and how the cases study method, and the 
technique of data collection through interview and questionnaire. Finally, the study 
provides the company with best working methods and control, greater knowledge about 
its financial health and confidence in future investments. 
 
 
 
Keywords: internal control, accounts payable, accounts receivable, cash flow. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
 
 
Figura 1 - Tipos de controle conforme Robbins e Decenzo (2004): ......................... 36 
Figura 2 - Contribuição do controle ........................................................................... 41 
 
 
 
LISTA DE QUADROS 
 
Quadro 1 – Sistemas de controle interno. .................................................................. 30 
Quadro 2 - Características do controle ...................................................................... 32 
Quadro 3 – Características da estrutura do controle interno .................................. 35 
 
 
 
LISTA DE GRÁFICOS 
 
 
Gráfico 1 - Mercadoria vendida e regularmente faturada ........................................ 48 
Gráfico 2- As devoluções feitas pelos clientes são devidamente controladas ........... 49 
Gráfico 3 - Como é realizado o acompanhamento dos resultados (lucro/prejuízo) 
da sua empresa ............................................................................................................... 50 
Gráfico 4 - Você separa suas finanças pessoais das finanças da sua empresa ......... 50 
Gráfico 5 - As decisões financeiras são realizadas com a participação de outros 
colaboradores ................................................................................................................. 51 
Gráfico 6 - É realizado o planejamento financeiro da empresa ................................ 53 
Gráfico 7 - Atualmente você utiliza alguma ferramenta para fazer o controle 
financeiro da sua empresa ............................................................................................ 53 
Gráfico 8 - Como é realizado a gestão do caixa .......................................................... 54 
Gráfico 9 - O fechamento do caixa é realizado diariamente ..................................... 55 
Gráfico 10 - Você faz o controle de fluxo de caixa ...................................................... 55 
Gráfico 11 - A pessoa responsável pelas contas a pagar é também responsável pelas 
contas a receber ............................................................................................................. 56 
Gráfico 12 - Existe controle referente às contas a pagar e a receber ........................ 57 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 14 
2 REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................... 18 
 2.1 Administração Financeira ................................................................................ 18 
 2.2 Administração de Contas a Receber ................................................................ 19 
 2.3 Administração de Contas a Pagar .................................................................... 20 
 2.4 Fluxo de Caixa ................................................................................................... 22 
 2.5 Controle Interno ................................................................................................ 26 
 2.6 Tipos de controle ................................................................................................. 33 
 2.7 Controles Internos e Sua Avaliação .................................................................. 40 
 2.8 Ciclos operacionais de controles ........................................................................ 42 
3 METODOLOGIA ...................................................................................................... 44 
 3.1 Quanto à abordagem .......................................................................................... 44 
 3.2 Quanto aos meios ................................................................................................ 45 
 3.2.1 Pesquisa Descritiva ....................................................................................... 45 
3.2.2 Pesquisas Bibliográficas ............................................................................... 45 
3.2.3 Pesquisa Documental ................................................................................... 45 
 3.2.4 Questionário .................................................................................................. 46 
 3.3 Quanto aos fins ................................................................................................... 46 
 3.3.1 Estudo de caso ............................................................................................... 46 
 3.4 Técnica de coleta de dados ................................................................................. 47 
 3.5 Unidade de análise e unidade de observação ................................................... 47 
 3.6 Tamanho da amostra ......................................................................................... 48 
 3.7 Análise de conteúdo ............................................................................................ 48 
4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS ....................................... 49 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................... 58 
REFERÊNCIAS ........................................................................................................... 59 
ANEXOS ....................................................................................................................... 64 
 
 
 
14 
 
 
1INTRODUÇÃO 
 
O controle interno é uma ferramenta fundamental na gestão de qualquer 
organização, pois consiste em um conjunto de procedimentos implantados pela 
administração para assegurar o alcance dos resultados estabelecidos e a observância das 
políticas e diretrizes planejadas e estabelecidas. 
As escritas governamentais da República Romana (200 a.C.) já traziam 
receitas de caixa classificadas em rendas e lucros, as despesas compreendidas nos itens 
salários, perdas e diversões. No período medieval, muitas inovações na contabilidade 
foram introduzidas por governos locais e pela igreja. Mas foi somente na Itália que 
surgiu o termo Contabilitá. 
A formalização da contabilidade ocorreu na Itália onde instauroua 
mercantilização sendo as cidades italianas os principais interpostos do comércio 
mundial. Aqui no Brasil, com a vinda da Família Real Portuguesa incrementou a 
atividade colonial, exigindo, devido ao aumento dos gastos públicos e também da renda 
nos Estados, um melhor aparato fiscal. Constituindo-se o Erário Régio ou o Tesouro 
Nacional e Público, juntamente com o Banco do Brasil (1808). As Tesourarias de 
Fazenda nas províncias eram compostas por um inspetor, um contador e um procurador 
fiscal, que eram responsáveis por toda à arrecadação, distribuição e administração 
financeira e fiscal. 
O termo Internal Control, surgiu em 1947 em uma publicação do American 
Institure of Certified Public Accountantes (AICPA), essa publicação definiu alguns 
pontos principais em relação à importância do controle interno. A partir daí, o controle 
interno passou a ser mais valorizado e consequentemente mais realizado pelas empresas. 
Em 1987 a Comissão Nacional sobre Elaboração e Apresentação de relatórios 
financeiros, reenfatizou a importância dos controles internos para a redução da emissão 
de relatórios fraudulentos. 
 Verifica-se que as formas de medir, controlar e a contabilidade nasceram há 
milênios e formam uma parceria indispensável para a gestão das empresas. O controle 
interno surgiu da necessidade das empresas controlarem seus ativos, passivos, despesas 
e receitas. Por meio do controle interno as pessoas começaram a ter controle do que 
realmente ganhavam e gastavam. 
15 
 
 
 Para que ocorra uma administração eficaz na organização é preciso que 
exista o controle onde possa gerar informações estruturadas para o bom desempenho da 
empresa. Possibilita a avaliação da melhor decisão a ser tomada pela empresa, a partir 
da disponibilidade ou carência de recursos financeiros. 
A Fazendo Arte Moda Infantil, iniciou-se suas atividades em 09/05/2011. O 
segmento Infantil foi escolhido pela percepção de que faltava no mercado local uma loja 
especializada em moda infantil. Com a necessidade de mercado tornou-se uma 
oportunidade de negócio. Inicialmente realizou-se uma compra em um centro atacadista 
e fez as vendas porta a porta, oferecendo os produtos aos amigos, vizinhos, em menos 
de quinze dias consegui-se vender 80% dos produtos, planejou-se a segunda compra, 
essa etapa foi muito importante na decisão de abrir a loja, serviu como uma análise de 
mercado e obteve resultado satisfatório, concluiu que estava no caminho certo. Assim 
nasceu a Fazendo Arte Moda Infantil, locou-se um ponto comercial e formalizou o 
negócio. No inicio houve muita dificuldade, mas sempre manteve a Fé que tudo daria 
certo, no segundo ano de loja, mudou para outro endereço para atender a demanda e 
passou a oferecer uma maior variedade de produtos. O crescimento ocorreu de forma 
gradativa e planejada, a Fazendo Arte Moda Infantil tornou referência em moda 
infantil no mercado local atualmente têm 2 lojas, 04 colaboradores e como diferencial 
competitivo presta um atendimento diferenciado e oferece produtos multimarcas de 
qualidade e preços competitivos. Portanto, para realizar um sonho é preciso ter fé e 
acreditar. Hoje Graças a Deus a Loja representa a realização de um sonho que foi 
plantado, cultivado e se tornou realidade. 
A fazendo Arte Moda Infantil é uma empresa privada, Firma Individual, 
com sede na Av. Valdomiro Cardoso de Sá n° 71 inscrita no CNPJ: 13.616.094/0001-
70, com a Missão: Obter a satisfação de Nossos Clientes oferecendo moda infantil e 
teen com conforto e beleza, com qualidade preço competitivo; e os Valores: Fé, 
cooperação, respeito, confiança, credibilidade e honestidade. 
 Analisando o contexto atual este trabalho tem como tema: A importância 
do controle interno na gestão financeira da empresa Fazendo Arte Moda infantil: um 
estudo de caso, baseando nesta perspectiva definiu-se o problema: Como o controle 
interno contribui na gestão financeira da empresa Fazendo Arte Moda Infantil? 
Diante do tema apresentado o trabalho tem como objetivo geral: Identificar 
os tipos e práticas de controle interno utilizado na empresa Fazendo Arte Moda Infantil, 
16 
 
 
analisando sua importância na gestão financeira. Para o alcance deste objetivo foram 
utilizados os seguintes objetivos específicos: Identificar o processo do sistema de 
controle interno e os seus procedimentos, nas tomadas de decisões gerenciais; Verificar 
a contribuição do controle interno para o desenvolvimento e eficácia da gestão 
financeira; Analisar a importância das práticas de controle interno para um melhor 
desempenho da empresa e Propor sugestões para melhoria da gestão financeira da 
organização em estudo. 
Este trabalho foi relevante para a empresa, pois proporcionou informações 
para avaliar sua situação financeira, seu desempenho, sua eficiência na utilização de 
recursos sobre o controle interno que bem gerenciados, serão importantes na condução 
da atividade empresarial. È importante saber que há uma urgente necessidade de um 
maior Controle Interno dentro das organizações a fim de salvaguardar os interesses da 
empresa, a confiabilidade nos relatórios contábeis, financeiros e operacionais dentro dos 
procedimentos estabelecidos pela empresa. Em termos de oportunidade, o trabalho 
poderá contribuir para que possa ser uma forma pela qual a administradora da empresa 
em estudo possa verificar quais os pontos fortes na administração financeira do 
empreendimento, bem como pode servir de base para aprimorar os pontos fracos 
detectados. 
 Para a autora, o presente trabalho proporcionou a aplicação de diversas 
teorias estudadas durante a graduação, com possibilidade de verificar sua eficácia, 
quando aplicadas desenvolvendo o conhecimento especializado sobre o tema. Além 
disso, contribuiu para aumentar o conhecimento prático e teórico acerca das rotinas 
observadas na prática financeira da organização. 
 Para a academia, o trabalho tem relevância, uma vez que possibilitou o 
estudo relativo ao tema para os egressos de administração que analisaram temas 
correlatos contribuindo para o conhecimento. 
O presente trabalho está estruturado em cinco capítulos, da seguinte forma: 
No primeiro capítulo, é apresentada a introdução do trabalho em que é 
abordado a sua relevância, os seus objetivos e a forma como está estruturado. 
No segundo capítulo é apresentado o referencial teórico que tratou da 
exposição de vários conceitos e definições pertinentes ao objeto da pesquisa. 
17 
 
 
No terceiro capítulo descreve-se a metodologia e tipos de pesquisas que 
foram utilizadas para o desenvolvimento do presente trabalho, o tipo e o método de 
pesquisa, a unidade de análise e observação, a técnica de coleta de dados. 
No quarto capítulo aborda a análise dos resultados, que faz uma análise das 
questões que foram abordadas no decorrer de todo o trabalho. Para auxiliar na leitura e 
análise desses resultados são utilizados tabelas, figuras e gráficos. 
E, por fim, no quinto capítulo que trata da conclusão, são apresentadas as 
considerações finais, contextualizando os resultados da pesquisa, suas limitações e 
recomendações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
 
 
2 REFERENCIAL TEÓRICO 
 
2.1 Administração Financeira 
 
 
O termo ‘finanças’ diz respeito à aplicação de diversos princípios 
econômicos e financeiros, que buscam, em uma organização, o aumento e a 
maximização da riqueza ou do valor total de empresa aos seus proprietários 
(GROPPELLI; NIKBAKHT, 2005). 
Para Gitman (2010 apud ALMEIDA, 2013), finanças são a arte e a ciência 
de administrar o dinheiro, o setor financeiro se preocupa com as pessoas físicas ou 
jurídicas que, de alguma forma, ganham, levantam, gastam , investem dinheiro, e estão 
envolvidas no processo de mercado de movimentar, transferir dinheiro entre si, ou 
através de órgãos públicos e privados, com ou sem fins lucrativos. 
Para Groppellie Nikbakht (2005), finanças são as aplicações econômicas e 
financeiras utilizadas para aumentar os lucros das empresas. A principal função da 
administração financeira, portanto, é a valorização da empresa e auxiliar na tomada de 
decisões para maximizar esta valorização. 
Dentro desse contexto, pode-se definir administração financeira como a área 
da administração de empresas que se ocupa da captação, da aplicação dos recursos 
necessários e da distribuição de forma eficiente desses recursos, visando fazer com que 
a organização possa trabalhar conforme suas metas e objetivos. O princípio básico da 
administração financeira é o de ter o saldo suficiente e em tempo hábil para honrar os 
compromissos assumidos com terceiros, sempre buscando a maximização dos lucros 
(ZDANOWICZ, 1998). 
Segundo Gitman (2010 apud ALMEIDA, 2013), a área financeira, 
representada pelo seu administrador na empresa, atua em um papel central na operação 
e na evolução da empresa, pois, a maioria das decisões empresariais são medidas em 
termos financeiros e causa grande influência e dependência nos setores que completam 
o sistema administrativo. 
Conforme Maximiano (2007), a função financeira tem um objetivo 
principal, que é proteger e utilizar de forma correta os recursos financeiros da empresa, 
19 
 
 
algumas funções e decisões abrangem esta divisão da administração, pode-se destacar 
entre elas o planejamento financeiro; a identificação de alternativas de fontes de 
recursos; os controles dos resultados financeiros da empresa e escolha de melhores 
alternativas de aplicação de recursos financeiros. 
A administração financeira nas empresas, explica Sanvicente (2007), 
favorece na escolha correta da tomada de decisões, visando sempre o lucro, e ainda com 
maior relevância, o controle da entrada e saída dos recursos financeiros, que fornecem a 
estabilidade da empresa e seu constante crescimento. 
 
 
2.2 Administração de Contas a Receber 
 
 
As contas a receber, segundo Almeida (2010), são os direitos pela empresa 
adquirida através de transações, pela venda de produtos e prestação de serviços a prazo. 
Representa ainda um direito da organização, adiantamentos a clientes e funcionários, 
impostos a recuperar e etc. 
As funções do crédito e contas a receber é levantar e analisar clientes para 
liberar vendas e fixar limites de crédito conforme cada perfil; fazer a cobrança das 
contas conforme vencimento estabelecido no ato da venda, e providenciar cobrança dos 
inadimplentes, entre outras funções (SILVA, 2006). 
Outra função relativa a contas a receber, na administração financeira, é a 
administração da cobrança, que embora seja uma atividade de cunho fundamentalmente 
operacional, também exige controle e planejamento visando-a torná-la eficaz (SANTOS 
2001). 
Conforme Hoji (2004), As contas a receber são geradas pelas vendas a 
prazo, que são feitas após a concessão de crédito. As compras e vendas a prazo é uma 
pratica normal utilizadas pelas empresas. 
Conforme Silva (2001), as contas a receber são os valores a receber de 
clientes, pela venda de produtos ou serviços. Essas contas acompanham o volume de 
vendas, pois se aumentarem as vendas, a quantidade de contas a receber também 
20 
 
 
aumentará. As contas a receber de clientes compreendem: duplicatas em carteira, 
duplicatas caucionadas, duplicatas em cobrança bancária simples, duplicatas 
descontadas. 
O relacionamento ideal entre os clientes e a empresa haveria se, após a 
concessão do crédito, os clientes pagassem os seus débitos todos em dia. Mas nem 
sempre isso acontece e, nesse momento, podem surgir divergências e conflitos entre o 
cliente, que espera uma postura flexível da empresa, e a companhia que, por outro lado, 
tem a responsabilidade de cumprir com os resultados na área de cobrança. Para Lemes 
et al. (2002 apud POTRICHA, 2012), as políticas definem ações seqüenciais para estes 
casos, como por exemplo: 
• Telefonema de lembrança no segundo dia após o vencimento. 
• Carta ou e-mail no quinto dia. 
• Carta ou e-mail com texto mais enérgico no décimo dia (informando 
que o título está sendo enviado para os advogados da empresa para 
medidas judiciais cabíveis e/ ou que o avalista ou garantidor será 
acionado). 
• Acionamento do avalista ou garantidor. 
• Envio ao Cartório de Protesto de Títulos e comunicação da 
inadimplência às Agências de Crédito. 
• Execução da dívida através do encaminhamento do título aos 
advogados da empresa. 
 
 
2.3 Administração de Contas a Pagar 
 
 
Na área de contas a pagar, manter controles para que não ocorram 
pagamentos indevidos ou em duplicidade. No setor de compras, verificar a real 
necessidade e as especificações da aquisição das mercadorias ou contratação de 
serviços. Evitando assim, gastos desnecessários (COQUEIRO, 2011). 
21 
 
 
Para os autores Groppelli e Nikbakht (2005), contas a pagar é como se fosse 
empréstimos sem juros concedidos pelos fornecedores, sendo que na ausência de 
compras a prazo, teria que tomar empréstimos nas instituições financeiras para comprar 
a vista dos fornecedores. 
Assaf Neto e Lima (2011apud ALMEIDA, 2013) indicam que o ciclo 
financeiro (de caixa) identifica as necessidades de recursos da empresa que ocorrem 
desde o momento do pagamento aos fornecedores até o efetivo recebimento das vendas 
realizadas. 
Silva (2006) afirma que as principais funções da gestão de contas a pagar é 
não pagar nenhuma conta antes do seu vencimento, buscar alternativas para conseguir 
melhores condições de prazo com seus fornecedores, compensações entre prazos e 
descontos e também ter perspectivas sobre as possibilidades de renegociar contratos de 
longo prazo. 
As funções do contas a pagar são fixar políticas de pagamentos; controlar 
adiantamentos a fornecedores; controlar abatimentos e devoluções de mercadorias; 
controlar e liberar pagamentos a fornecedores (SILVA, 2006). 
Longenecker, Moore, Pety e Palich(1998apud ALMEIDA, 2013) dizem que 
o gerenciamento de contas a pagar está inserido na negociação e na administração de 
prazos, ou seja, está diretamente relacionado com o fluxo de caixa. Quando se considera 
contas a pagar a prazo, a empresa que está comprando pode manter em caixa uma 
quantidade de dinheiro similar ao do capital. No entanto, o pagamento pode ser efetuado 
de várias formas, inclusive ser renegociado, e, após realizar o pagamento, a quantia de 
dinheiro é reduzida. 
Segundo Hoji (2004), no contas a pagar as funções são: 
 
Estabelecer políticas de pagamentos, controlar adiantamentos a 
fornecedores, controlar abatimentos a fornecedores, controlar e liberar 
pagamentos a fornecedores (HOJI,2004). 
 
 
Para Silva (2006), os princípios básicos de contas a pagar é não pagar 
nenhuma conta com atraso e nenhuma conta antes do vencimento, ou seja, pagar em dia. 
Possibilidades de melhores condições de pagamentos ou descontos são outros aspectos 
que devem ser observados no contas a pagar. Um bom relacionamento com os 
fornecedores é muito importante. 
22 
 
 
Isso pode ser controlado através das notas fiscais impreterivelmente 
recolhidas pelo setor de compras da empresa. Para maior garantia de que as mercadorias 
foram recebidas, deve-se observar o aceite de recebimento nas vias da nota fiscal de 
compra ou serviço, o que na prática nem sempre é utilizado (SPIES, 2011). 
O controle interno no setor de contas a pagar serve para garantir que 
somente as compras realmente efetivadas e recebidas sejam liberadas para pagamento. 
 
 
2.4 Fluxo de Caixa 
 
 
O fluxo de caixa conforme Silva (2001) é um dos principais instrumentos 
que detalha o processo de circulação do dinheiro, por meio das entradas e saídas de 
dinheiro. Podendo ter duas dimensões de interpretação: o fluxo de caixa realizado e o 
fluxo de caixa projetado. A comparação entre esses dois fluxos identifica eventuais 
variações e ajuda no entendimento do uso dos recursos financeirosda empresa. 
Sá (2012 apud ALMEIDA, 2013) afirma que o fluxo de caixa realizado 
apresenta como foi comportamento do fluxo de caixa no período anterior, levando-se 
em consideração as contas, subcontas, clientes e fornecedores, indicando quais fatores 
contribuíram ou não para o bom desempenho e para a projeção esperada. 
Segundo Zdanowicz (2004), diariamente as empresas apresentam 
movimentações de entradas e saídas de recursos financeiros e que esse conjunto de 
ingressos e desembolsos pode ser resumido ao fluxo de caixa, sabendo através dele, a 
situação financeira diariamente. 
Segundo Sá (2006 apud ALMEIDA, 2013), o objetivo de se projetar o fluxo 
de caixa é servir de base para um planejamento financeiro que auxilie na administração 
de excessos ou escassez de caixa previsto no período mencionado, ou seja, ser a 
integração das contas a receber e das contas a pagar. A partir dessa projeção de caixa, é 
possível identificar a necessidade ou sobra de caixa e prever as datas que ocorrerão os 
fatos, estimando o tempo e fatores, e realizando um planejamento financeiro de curto 
prazo eficaz. 
23 
 
 
Manter um controle financeiro é essencial para a sobrevivência da empresa, 
bem como a sua evolução e permanência no mercado. O fluxo de caixa surge como uma 
ferramenta peculiar, pois possibilita ao administrador planejar, controlar e analisar as 
receitas, despesas e investimentos em determinado período de tempo (SILVA, 2008). 
Para Ribeiro (2009), as informações contidas no fluxo de caixa podem 
ajudar os gestores a avaliarem a geração de caixa para o cumprimento das obrigações 
com terceiros, tais como distribuição de dividendos, pagamento de fornecedores, entre 
outros. 
Segundo Matarazzo (2003 apud CAIXETA, 2012), as principais finalidades 
da análise do fluxo de caixa são: avaliar alternativas de investimento; avaliar e controlar 
ao longo do tempo as decisões que são tomadas na empresa, com reflexos monetários; 
avaliar as situações presente e futura do caixa na empresa, posicionando-a para que não 
chegue a situações de iliquidez e certificar que os excessos momentâneos de caixa estão 
sendo devidamente aplicados. 
Para Hoji (2004), o fluxo de caixa demonstra as entradas e saídas de 
recursos financeiros do período analisado, e deve existir no mínimo, uma saída e uma 
entrada. 
Ainda em comum acordo com Zdanowicz (2004), se a empresa deseja 
saldar suas dívidas em dia, ela necessita saber se na data de vencimento terá o dinheiro 
para realizar os pagamentos. Neste momento, as atenções estarão voltadas para o 
disponível, que são os saldos de caixa, bancos e aplicações financeiras da empresa. 
Ainda na visão de Silva (2006), o Fluxo de Caixa é o principal instrumento 
de gestão financeira que planeja, controla e analisa as receitas, as despesas e os 
investimentos, considerando determinado período projetado. 
Marion (2002 apud ALMEIDA, 2013) relata que a definição do fluxo de 
caixa realizado são as movimentações que ocorreram de fato nas operações da empresa, 
indicando, assim, as falhas ocorridas no processo de projeções e ajudando a aperfeiçoar 
os futuros planejamentos. 
Segundo Zdanowicz (2004), os principais objetivos da elaboração do fluxo 
de caixa das empresas são: levantar recursos financeiros necessários para a execução do 
plano geral de operações; utilizar, da melhor forma possível, os recursos financeiros 
disponíveis na empresa; planejar e controlar os recursos financeiros da empresa; honrar 
com as obrigações da empresa na data do vencimento; encontrar equilíbrio entre 
24 
 
 
ingressos e desembolsos de caixa da empresa; analisar as fontes de crédito que oferecem 
empréstimos menos onerosos. 
Uma adequada administração do fluxo de caixa pressupõe obter resultados 
positivos para a organização. Em outras palavras, o objetivo fundamental da gestão do 
fluxo de caixa é atribuir maior rapidez às entradas de caixa em relação aos desembolsos 
efetuados (ASSAF NETO; SILVA, 2002). 
Os ingressos podem ser de fontes internas ou externas, as internas provem 
das vendas a vista e de recebimento de duplicatas, já as de fontes externas, são os 
recursos financeiros vindos de empréstimos captados de instituições financeiras. Os 
desembolsos podem ser separados em regulares, periódicos e irregulares. Os regulares 
são aqueles pagamentos a fornecedores, pagamentos de salários, etc. Os periódicos 
podem-se exemplificar com os pagamentos de amortizações de empréstimos ou 
financiamentos e os irregulares, são aqueles desembolsos causados pela compra de 
algum item do ativo permanente (ZDANOWICZ, 2004). 
Segundo Silva (2006) o objetivo do administrador ou gestor do caixa, é 
administrar os recursos e instrumentos financeiros fundamentais para assegurar o 
equilíbrio financeiro, isto é, a manutenção da liquidez adequada de modo a gerir os 
negócios da organização. 
Ainda na visão de Zdanowicz (2004): 
 
O fluxo de caixa é o instrumento essencial para a administração do disponível 
e sucesso da empresa, em termos de planejamento e de controle financeiro. É 
o instrumento mais preciso e útil para levantamentos financeiros a curto e 
longo prazo (ZDANOWICZ, 2004). 
 
 
Através da projeção do fluxo de caixa é possível antecipadamente saber sobre 
excedentes e escassez de recursos financeiros, o que ajuda o administrador financeiro a 
sanar tais situações. Dessa forma, torna-se o principal instrumento da gestão financeira. 
(SILVA, 2006). 
Segundo Zdanowicz (2004), a projeção de fluxo de caixa auxilia na gestão 
financeira, pois o administrador saberá com antecedência as necessidades de busca de 
recursos financeiros, ou até mesmo os numerários excedentes que poderão ser aplicados 
de forma a maximizar os lucros da empresa. Dessa forma, as informações estarão 
dispostas de forma a auxiliar na tomada de decisão. 
25 
 
 
Segundo Silva (2006) a empresa deverá escolher o modelo de Fluxo de Caixa 
que melhor atenda as suas necessidades, de modo que as informações nele contidas 
sejam as mais transparentes possíveis e facilitem a análise das variações entre o 
planejado e o real. 
Para se obter uma projeção de fluxo de caixa com um alto grau de acerto, 
existem alguns fatores de precisam ser do conhecimento dos administradores 
financeiros, os períodos em que ocorrem as entradas de recursos financeiros acontecem 
de que forma, se é regular, ou se não, em que épocas elas ocorrem. Os períodos em que 
ocorrem os desembolsos também influenciam no fluxo de caixa (ZDANOWICZ, 2004). 
Segundo Padoveze (2005), o Fluxo de Caixa pode ser definido como o 
conjunto de movimentações financeiras decorrentes do pagamento e recebimento dos 
eventos econômicos das operações da empresa e das atividades de captação de recursos 
e investimentos de capital. 
Todas as áreas da empresa podem influenciar no fluxo de caixa, o 
departamento pessoal e contábil também, pois gastos com salários, admissões e 
demissões, treinamentos e aumento de pagamento de impostos tem repercussão direta 
na área financeira. (ZDANOWICZ, 1998). 
Conforme Silva (2006), para que não haja divergências de resultados no 
fluxo de caixa, todos os setores da empresa devem estar bem entrosados, somente dessa 
forma o administrador financeiro poderá tomar decisões que visam o crescimento da 
empresa. 
Contudo, também convém mencionar, conforme Zdanowicz (1998), que em 
termos práticos, as empresas que fazem uso do fluxo de caixa projetado dificilmente 
fracassam, o mesmo não ocorre com aquelas que dele não fazem uso para planejar e 
controlar as suas atividades operacionais. Em função disso, a empresa que utiliza o 
fluxo de caixa projetado, as dificuldades serão bem menores, pois se ela souber no 
início de cada período, quais as necessidades ou os excedentes de recursos financeiros, 
poderá antecipadamente tomar a decisão mais adequada para solucionar seus impasses 
de caixa. 
 
 
 
 
26 
 
 
2.5 Controle Interno 
 
 
Controle éuma função administrativa que envolve o processo de 
monitoramento das atividades para se ter certeza de que elas estão sendo realizadas 
como planejado e para corrigir qualquer desvio significativo. Os gerentes não 
conseguem realmente saber se as suas unidades estão ou não tendo um desempenho 
adequado até que tenham avaliado quais atividades foram feitas e tenham comparado o 
desempenho real com o padrão desejado. Um sistema de controle eficaz dá a certeza de 
que as atividades são completadas de maneira que conduzam aos objetivos da 
organização. A eficácia de um sistema de controle é determinada pelo quanto facilita o 
alcance do objetivo. Quanto mais ele ajudar os gerentes a alcançar os objetivos de suas 
organizações, melhor será esse sistema de controle (ROBBINS e DECENZO, 2004). 
De acordo com Atkinson et al. (2000), controle é o conjunto de métodos e 
ferramentas que os membros da empresa usam para mantê-la na trajetória para alcançar 
seus objetivos (...). 
Para aplicação do controle interno em uma sociedade empresária se faz 
necessário um manual de controle interno. Segundo Dias (2010) este “representa o 
direcionador de todos os processos desenvolvidos pela empresa, logo, abrange a 
totalidade de procedimentos e rotinas necessários para a sua aplicação.” Os manuais 
devem ser de fácil e rápida compreensão, para que qualquer pessoa ao ler o manual de 
controles internos, entenda: 
• A ordem de execução das atividades; 
• Como são realizados os procedimentos; 
• As informações registradas nos sistemas informatizados; 
• As operações automatizadas; 
• As operações que necessitam de intervenção humana; 
• Os relatórios emitidos e seu destino e objetivo. (DIAS, 2010). 
Segundo Crepaldi (2011), controle interno pode ser definido como o sistema 
de uma empresa, que compreende o plano de organização, os deveres e 
responsabilidades e todos os métodos e medidas adotadas com a finalidade de: 
27 
 
 
• Salvaguardar os ativos; 
• Verificar a exatidão e fidelidade dos dados e relatórios contábeis e de 
outros dados operacionais; 
• Desenvolver a eficiência nas operações; 
• Comunicar e estimular o cumprimento das políticas, normas e 
procedimentos administrativos adotados. 
Conforme Attie (1998) o controle interno compreende todos os meios 
planejados numa empresa para dirigir, restringir, governar e conferir suas varias 
atividades com o propósito de fazer cumprir os seus objetivos. 
Na visão de Teixeira (2009), controle interno pode ser conceituado como 
um planejamento organizacional, que abrange todos os métodos e procedimentos para 
proteger os ativos da empresa, promover a eficiência operacional com o objetivo 
principal de evitar fraudes, erros, ineficiências e crises. 
Para Almeida (1996), o controle interno é o conjunto de procedimentos 
utilizados pela empresa que tem o objetivo de proteger os ativos, ter dados contábeis 
confiáveis e auxiliar na gestão da empresa. 
De acordo Chiavenato (2003), Controle é como a função administrativa que 
consiste em medir o desempenho a fim de assegurar que os objetivos organizacionais e 
os planos estabelecidos sejam realizados. 
Boynton, Jonson e Kell (2002 apud RITTA, 2010) enfatizam que os 
controles internos são operados por pessoas, não são meramente um manual de políticas 
e um conjunto de formulários. Por isso, é o resultado da interação entre pessoas e 
processos em todos os níveis da organização. 
Segundo Mattos e Mariano (1999), definem controle interno como sendo 
um conjunto de medidas adaptadas pela empresa com o intuito de proteger seu 
patrimônio, fornecendo registros contábeis fidedignos, possibilitando uma correta 
tomada de decisão. 
Para Sá (apud PORTO, 2009): 
 
 
A finalidade do controle é a fidelidade da informação; a certeza deque 
as coisas aconteceram tal como deveriam. (...) O controle é o “olho” 
do dono, ou seja, a “presença”, através de instrumentos (que podem 
ser aparelhos, impressos, pessoas etc.) (Sá apud PORTO, 2009). 
28 
 
 
 
 
 
Para Migliavacca (2004) controle interno é o planejamento organizacional e 
todos os mecanismos e ferramentas utilizados por uma empresa com o objetivo de 
salvaguardar seus ativos, promover a eficiência operacional e apoiar a utilização de 
políticas definidas pela empresa. 
Conforme Mattos e Mariano (1999), os objetivos do controle interno são: 
proteção de ativos, obtenção de informações apropriadas e obtenção da eficiência 
operacional. 
O controle interno tem como importância salvaguardar o ativo, ou seja, 
proteger os ativos de eventuais roubos, perdas ou uso inadequado de recursos e imagem, 
e também o desenvolvimento do negócio, disponibilizando informações que permitam o 
aproveitamento de todas as oportunidades de bons negócios, auxiliando, em tempo hábil 
na tomada de decisão (TEIXEIRA, 2009). 
Para Hoji (2004), os controles internos no setor de tesouraria são de extrema 
importância, mesmo que as grandes fraudes dentro das empresas ocorram fora do setor 
de tesouraria, assim evitam-se ocorrências de irregularidades, intencionais ou não. 
Segundo Teixeira (2009), os controles administrativos compreendem o 
plano de organização, os sistemas e métodos estabelecidos pela direção para contribuir 
com e eficácia operacional, e obediência às políticas, normas e instruções da 
administração. 
Controle interno, conforme Franco; Marra (2009) são todos os registros 
livro, fichas, mapas, boletins, papéis, formulários, pedidos, notas, faturas, documentos, 
guias, impressos, ordens internas, regulamentos e demais instrumentos da organização 
administrativa que formam sistema de vigilância, fiscalização e verificação utilizado 
pelos administradores para exercer o controle sobre todos os fatos ocorridos na empresa 
e sobre todos os atos praticados por aqueles que exercem funções direta ou 
indiretamente relacionadas com a organização, o patrimônio e funcionamento da 
empresa. 
 Para Griffin (2007), Controle é a ação de monitorar e ajustar ou regular 
as atividades da organização, a fim de que o desempenho permaneça dentro de limites 
aceitáveis previamente estabelecidos. Sem essa monitoração, as empresas não teriam 
29 
 
 
parâmetro de seu desempenho, de como estão produzindo em relação aos objetivos 
estabelecidos. 
 Já para Attie (2010), o controle interno, compreende o plano de 
organização e o conjunto coordenado dos métodos e medidas adotados pela empresa, 
para proteger seu patrimônio, verificar a exatidão e a fidedignidade dos seus dados 
contábeis, promover a eficiência operacional e encorajar a adesão às políticas traçadas 
pela administração. 
Conforme Caravantes et. al (2005), controle é um esforço sistemático da 
administração dos negócios para comparar o desempenho com o padrão, os planos e as 
metas preestabelecidos para determinar se o desempenho está de acordo com esses 
padrões; caso contrario, tomar toda e qualquer ação corretiva necessária para garantir 
que os funcionários e outros recursos da empresa sejam utilizados da maneira mais 
eficaz e eficiente na realização dos objetivos da empresa. 
De acordo Nascimento e Reginato (2010), o próprio significado da palavra 
controle, que significa exercer domínio sobre algo, ou sobre as ações de alguém, pode 
não ser aprazível aos funcionários da empresa. Por essa razão, a decisão de se 
implementarem controles não deve ser necessariamente democrática. Ao contrário, 
representa o desejo da administração em ter completo domínio sobre todos os seus 
recursos, sobre as atividades desenvolvidas pelas pessoas e, por fim, sobre os seus 
resultados. 
Um controle interno eficaz, além de constituir-se em poderoso instrumento 
gerencial e dar transparência a toda e qualquer atividade administrativa, conforme 
Ribeiro (1997): 
 
Possibilita a responsabilização individual e facilita a 
operacionalização das atividades. Também resulta na prevalência do 
interesse público sobre os interesses particulares, na profissionalizaçãoe na melhoria da capacitação técnica dos servidores, dificultando a 
implantação e expansão das práticas clientelistas (RIBEIRO, 1997). 
 
 
 
Para Nascimento e Reginato (2010), o excesso de controles internos pode 
também levar ao descrédito e desprezo de funcionários pelo sistema, pois, quando há 
exageros, há também a dificuldade de se manter ou mesmo acompanhar o seu 
funcionamento coeso. Não se mede a eficácia de um sistema de controles internos pela 
30 
 
 
quantidade dos elementos que o compõem, mas sim pela sua qualidade, fluência, 
integração e coesão. 
Os sistemas de controle devem variar de acordo com o tamanho da 
organização. Uma empresa pequena depende de instrumentos de controle informais e 
mais pessoais. O controle simultâneo, por supervisão direta, é provavelmente mais 
eficaz em custo. Á medida que as organizações aumentarem em tamanho, a supervisão 
direta provavelmente será suste 
ntada por um sistema formal expandido. As organizações muito grandes normalmente 
terão controles preventivos de alimentação de fluxo e de feedback altamente 
formalizados e impessoais (ROBBINS e DECENZO, 2004). 
Oliveira, Hernandez, Silva (2008, p. 84) afirmam que a importância dos 
sistemas de controles internos pode ser resumida, considerando-se os seguintes fatores: 
tamanho e complexidade da organização, responsabilidades, caráter preventivo. (Vide 
QUADRO 01). 
 
Quadro 1 – Sistemas de controle interno. 
 
Tamanho e complexidade da 
organização 
 
Quanto maior é a entidade, em geral, mais complexa é a 
organização estrutural. Para controlar as operações 
eficientemente, a administração necessita de relatórios e 
análises concisos, que reflitam a situação em cada 
momento das atividades da organização; 
Responsabilidades 
A responsabilidade pela salvaguarda dos ativos da 
companhia e pela prevenção ou descoberta de erros ou 
fraudes é da administração. A manutenção de um sistema 
de controle interno adequado é indispensável para a 
execução correta dessa responsabilidade; 
Caráter Preventivo 
 
Um sistema de controle interno que funciona 
adequadamente constitui a melhor proteção, para a 
companhia, contra as fraquezas humanas. As rotinas de 
verificação e revisão são características de um bom 
controle interno, que reduzem a possibilidade de que 
erros ou tentativas fraudulentas permaneçam encobertos 
por muito tempo e permitem à administração ter maior 
confiança nas informações e demais dado gerados pelo 
sistema. 
Fonte: Oliveira, Hernandez, Silva (2008). 
 
 Para Nascimento e Reginato (2010), os controles internos deixaram de 
ser sinônimo de uma mera burocracia que retarda as atividades operacionais, elevando-
31 
 
 
se o seu status á categoria de instrumento imprescindível para a gestão empresarial, na 
medida em que eles passaram a ser reconhecidos como o principal mecanismo interno 
de governança corporativa. O sistema de controles internos de uma empresa é definido 
como o conjunto de normas e procedimentos que visam a manter um padrão de rotinas e 
comportamentos entre os seus funcionários durante a execução de suas atividades 
operacionais, visando a manter a proteção de ativos, a integridade dos dados e 
informações geradas e, também, a auxiliar a administração coordenada dos negócios e o 
seu total controle. 
 Conforme Crepaldi (2011), a existência e o bom funcionamento de um 
sistema de controle, devidamente auditado, podem evitar á empresa elevados custos 
com fraudes, erros e omissões, pois um gestor munido de um bom controle interno 
possui maior probabilidade de acertar continuamente o processo decisório e atingir a 
eficácia almejada tornando de fácil percepção o ganho que poderá ter a empresa, com a 
implantação da normatização dos controles internos, que, além das demais vantagens do 
regimento, possibilitarão finalmente maior confiabilidade em relação aos procedimentos 
adotados. 
Para Robbins e Decenzo (2004), o controle é o elo final na cadeia funcional 
de administração. No entanto, o valor da função de controle está predominantemente na 
sua relação com o planejamento e a delegação das atividades. 
Conforme Crepaldi (2011), todas as empresas são estruturadas para atingir 
um ou vários objetivos específicos. Agrupam e organizam de modo lógico todas as 
funções que têm por finalidade realizar determinada tarefa. Assim, as empresas 
desenvolvem sistemas para executar cada trabalho que forma o conjunto de atividades 
necessárias a sua operação. Para assegurar-se de que tais funções estão sendo 
devidamente praticadas, são definidos outros sistemas que têm por finalidade controlar 
o funcionamento do sistema anterior. 
De acordo Nascimento e Reginato (2010), numa empresa, ocorrem 
inúmeros eventos realizados por funcionários hierarquizados do topo até a base de sua 
estrutura organizacional. Muitos deles não são capturáveis de forma fácil ou permanente 
pelos registros contábeis da empresa, ou por se tratarem de meras rotinas que 
possibilitam o encadeamento de outras, ou por serem de difícil mensuração. O sistema 
de controles internos deve buscar manter essas rotinas organizadas, evitando-se que sua 
32 
 
 
condução não adequada possa se traduzir em prejuízos econômicos tangíveis ou 
intangíveis. 
Assim o fator que pode fazer a diferença entre uma informação segura para 
a tomada de decisões é justamente a robustez do sistema de controles internos. Na 
medida em que ele seja coeso, e que proteja a gestão através de mecanismos de detecção 
de erros operacionais não detectáveis pelo banco de dados da empresa, que afetem a 
qualidade da informação, e que corroborem para preveni-los, torna-se o pilar central da 
contabilidade e de outras fontes de informações, por assegurar-lhes que todos os 
eventos quantificáveis estejam convenientemente registrados (NASCIMENTO e 
REGINATO, 2010). 
Robbins e Decenzo (2004) salientam que Sistemas de controle eficazes 
tendem a apresentar certas qualidades em comum. A importância dessas qualidades 
varia com situação, mas podemos generalizar que as características seguintes deveriam 
fazer parte de um sistema de controle eficaz. (vide QUADRO2). 
 
Quadro 2- Características do controle 
Precisão Um sistema de controle preciso é confiável e produz dados válidos. 
Oportunidade Um sistema de controle eficaz precisa proporcionar 
informações em tempo oportuno 
Economia Para minimizar os custos, a gerência deve tentar impor o mínimo de controle 
necessário para produzir os resultados desejados. 
Flexibilidade Os controles precisam ser suficientemente flexíveis para que se ajustem aos 
problemas ou para que aproveitem as novas oportunidades. 
Compreensão Um sistema de controle difícil de entender pode causar erros desnecessários, 
frustrar os funcionários e, eventualmente, ser ignorado. 
Critérios 
razoáveis 
 
Padrões de controle precisam ser razoáveis e alcançáveis. 
Colocação 
estratégica 
Os controles devem cobrir as atividades importantes, as operações e os 
eventos dentro da organização. 
Ênfase na 
exceção 
Um sistema de exceção certifica-se de que o gerente não está sendo 
soterrado por informações sobre as variações no padrão. 
Critérios 
múltiplos 
Os critérios múltiplos possibilitam avaliações mais precisas do desempenho. 
Ação corretiva Um sistema de controle eficaz não apenas indica quando ocorre um desvio 
do padrão, mas também sugere que ações devem ser tomadas para corrigir o 
desvio. 
Fonte: Robbins e Decenzo, 2004 
 
 Para Crepaldi (2011), é de fundamental importância a utilização de um 
controle interno adequado sobre cada sistema operacional, pois dessa maneira atingem-
se os resultados mais favoráveis com menores desperdícios. A importância do controle 
interno está relacionada com a necessidade de normatização que possam garantir o fluxo 
33 
 
 
das operações e informações.A análise da eficiência dos fluxos, a qual transforma dado 
em informação, é muito revelante, pois a partir dela o gestor, com sua experiência 
administrativa, garantem o resultado da tomada de decisão, idealizando o objetivo da 
empresa. 
Para Crepaldi (2011), a direção executiva não pode estar presente para 
observar todas as operações nem inteirar-se de todas as decisões tomadas nos diferentes 
níveis da organização. O sistema de informação equivale aos “olhos e ouvidos” da 
administração e uma das características que distinguem as empresas mais bem-
sucedidas é, muitas vezes, a qualidade da informação de que dispõem os responsáveis 
pela tomada de decisões. 
O controle proporciona à empresa meia para se adaptar ás mudanças 
ambiental, evitar a repetição de erros, operar satisfatoriamente na complexidade 
empresarial e minimizar custos. Um sistema de controle bem planejado pode ajudar o 
gestor a antecipar, monitorar e reagir de forma apropriada a mudanças. Em oposição, 
um sistema mal planejado pode fazer com que o desempenho da empresa caia a níveis 
bem baixos do aceitável (GRIFFIN, 2007). 
Conforme Crepaldi (2011), a eficiência do sistema de controle interno, 
como um todo, deve permitir detectar erros, irregularidades e possibilitar a identificação 
de fraudes. Deve proporcionar a clara identificação da informação de como a empresa 
funciona. Com uma visão focada para aumentar a probabilidade de que os objetivos e 
metas estabelecidos sejam atingidos, as definições de controle interno convergem para 
o interesse de que todo o negócio deva ser eficiente, eficaz e continuado, sendo que 
todas as evidencias compiladas permitem registrar que existe um forte vinculo entre 
controle interno, continuidade dos empreendimentos e eficácia da gestão. 
 
 
2.6 Tipos de controle 
 
 
Os mecanismos de controle interno se dividem em contábeis e 
administrativos, sendo eles, conforme Attie (2010): 
34 
 
 
● Controles contábeis: compreendem o plano de organização e todos os 
métodos e procedimentos diretamente relacionados, principalmente 
com a salvaguarda do patrimônio e a fidedignidade dos registros 
contábeis. Geralmente incluem aos seguintes controles, sistemas de 
autorização e aprovação; separação das funções de escrituração e 
elaboração dos relatórios contábeis daquelas ligadas às operações ou 
custodia dos valores; e controles físicos sobre esses valores; 
● Controles administrativos: compreendem o plano de organização e 
todos os métodos e procedimentos que dizem respeito à eficiência 
operacional e à decisão política traçada pela administração. 
Normalmente, se relacionam de forma indireta aos registros 
financeiros. Com freqüência abrangem análises estratégicas, estudos 
de tempos e movimentos, relatórios de desempenho, programas de 
treinamento e controles de qualidade. 
O controle que acontece antes da realização do trabalho é chamado de 
controle prévio. Os gerentes que utilizam esse tipo de controle criam políticas, 
procedimentos e regras cujo objetivo é eliminar qualquer comportamento que venha a 
causar resultados indesejáveis no trabalho (CARAVANTES ET. AL, 2005). 
Para Robbins e Decenzo (2004), controle preventivo de alimentação de 
fluxo, evita os problemas antecipadamente porque ele ocorre antes da atividade real, ou 
seja, ele é direcionado para o futuro. Permitem aos gerentes evitar problemas, em vez de 
precisar remediá-los mais tarde. Esses controles requerem informações oportunas e 
precisas, geralmente difíceis de desenvolver. 
Para Migliavacca (2004), alguns exemplos de controles preventivos são: 
contratar pessoas íntegras, competentes e de confiança; segregação de funções; utilizar 
um sistema de autorizações; documentos e controles adequados, principalmente antes de 
efetuar transações; controles físicos sobre os ativos da empresa. 
Controle contábil compreende o plano de organização de todos os métodos 
e procedimentos diretamente direcionados, principalmente com a salvaguarda do 
patrimônio e a fidedignidade dos registros contábeis. São exemplos de controles 
contábeis: sistema de autorização e aprovação; separação das funções de escrituração e 
elaboração dos relatórios contábeis daquelas ligadas às operações ou custódia dos 
valores; e controle físico sobre estes valores (ALMEIDA, 2003). 
35 
 
 
Sá (2002) entende que os controles contábeis são aqueles que se relacionam 
diretamente com o patrimônio, com os registros contábeis e com as demonstrações 
contábeis. 
Crepaldi (2000 apud RITTA, 2010) cita exemplos de controles contábeis: a) 
sistema de conferência, aprovação e autorização, b) segregação de funções, c) controles 
físicos sobre ativos e d) auditoria interna. Conforme o QUADRO3 apresenta as 
características importantes dos controles contábeis. 
 
Quadro 3 – Características da estrutura do controle interno 
ESTRUTURA CARACTERISTICAS 
 
Segregação de funções 
Estabelece a independência nas funções de execução operacional, 
custódia dos bens patrimoniais e sua contabilização; 
 
Sistema de autorização 
Compreende o controle das operações através de métodos de aprovações, 
de acordo com as responsabilidades e riscos envolvidos; 
 
Sistema de registro 
Compreende a classificação dos dados dentro de uma estrutura formal de 
contas, a existência de um plano de contas para facilitar o registro e 
preparação das demonstrações financeiras e a utilização de um manual 
descritivo de uso de contas. 
Fonte: Adaptado de Attie (2009). 
 
Controle simultâneo acontece quando uma atividade está em andamento. Quando o 
controle é realizado durante a execução de um trabalho, a gerência pode corrigir os 
problemas antes que estes se tornem muito custosos. A forma mais conhecida de 
controle simultâneo é a supervisão direta. Quando um gerente supervisiona as ações de 
um funcionário diretamente, ele pode monitorar e corrigir os problemas á medida que 
ocorrem (ROBBINS e DECENZO, 2004). 
O controle que acontece durante a realização do trabalho é chamado de controle 
simultâneo, ele se refere não apenas ao desempenho dos funcionários, mas também a 
áreas não humanas, como o rendimento do maquinário e a aparência do departamento 
(CARAVANTES ET. AL, 2005). 
Controles administrativos estão relacionados com o plano de organização e todos os 
métodos e procedimentos que dizem respeito à eficiência operacional e à decisão 
política traçada pela administração. Normalmente, se relacionam de forma indireta aos 
registros financeiros. Com freqüências abrangem análises estatísticas, estudos de tempo 
e movimentos, relatórios de desempenho, programas de treinamento e controle de 
qualidade (ALMEIDA, 2003). 
36 
 
 
Os controles administrativos compreendem o plano de organização e todos os 
métodos e procedimentos que têm ligação direta com a eficiência das operações e com a 
política da empresa. (CREPALDI, 2000) 
Conforme Migliavacca (2004), os controles internos podem ser classificados em 
administrativos ou contábeis. Os controles administrativos estão diretamente ligados ao 
planejamento organizacional da empresa. 
O controle que se preocupa com o desempenho da empresa é chamado de controle 
de feedback. Os gerentes que exercem esse tipo de controle tentam tomar ações 
corretivas com base no histórico da empresa durante certo período de tempo. Esse 
histórico pode conter apenas um fator, como os níveis de estoques, ou podem conter a 
relação entre muitos fatores como o lucro líquido anterior aos impostos, o volume de 
vendas e os custos de mercado (CARAVANTES ET. AL, 2005). 
Controle de feedback, ocorre depois da ação. A principal desvantagem é que, 
quando o gerente recebe as informações, os danos já foram causados. O feedback indica 
pouca variação entre o padrão e o desempenho real é a evidência de que o planejamento 
estava no rumo certo. Se o desvio for grande, o gerente poderá usar essa informação 
para fazer novos planos mais eficazes. Também pode incrementar amotivação dos 
funcionários. As pessoas querem informações sobre quanto o seu desempenho está 
sendo bom o controle de feedback proporciona estas informações (ROBBINS e 
DECENZO, 2004). Vide FIGURA 01. 
 
 
 
ee 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte:Robbins e Decenzo (2004) 
Saídas Entradas Processos 
Controle de feedback 
Corrige os problemas 
depois que ocorrem 
Controle simultâneo 
Corrige os problemas 
conforme ocorrem 
Controle preventivo de 
alimentação de fluxo 
Antecipa os problemas 
Saídas 
Figura 1 - Tipos de controle conforme Robbins e Decenzo (2004) 
37 
 
 
 
Para Griffin (2007), o controle dos recursos materiais inclui o gerenciamento de 
estoques, o controle de qualidade e o controle de equipamentos. O controle de recursos 
humanos contempla seleção e colocação, treinamento e desenvolvimento, avaliação de 
desempenho e remuneração da mão-de-obra. O controle de recursos humanos de 
informação abrange previsões de vendas e marketing, análises do ambiente, relações 
públicas, planejamento de produção e previsões financeiras. O controle financeiro 
consiste em gerenciar os débitos da empresa para que não se tornem excessivos, 
garantindo que sempre haja disponibilidade de recursos para honrar as obrigações, e as 
contas sejam recebidas e pagas em dia. 
Controle de operação tem por objetivo os processos que a empresa usa para 
transformar recursos em produtos ou serviços. O controle financeiro concentra-se nos 
recursos financeiros da empresa, ou seja, monitorar e quando, necessário, ajusta o uso 
dos recursos financeiros da empresa. Controle estrutural tem como objetivo os 
elementos da estrutura organizacional da empresa servem aos propósitos para os quais 
foram criados. O controle estratégico concentra-se na eficiência com que as estratégias 
de relações públicas, administrativas e funcionais impulsionam a empresa para que ela 
atinja seus objetivos (GRIFFIN, 2007). 
Segundo o IBRACON (1996), os controles internos contábeis devem atender a 
cinco requisitos básicos. A totalidade, onde todas as transações devem ser registradas 
nos livros contábeis no período em ocorreram; validade, todas as transações registradas 
representam eventos econômicos realmente ocorridos e são executadas de acordo com 
os procedimentos determinados, obedecendo à legislação vigente; exatidão, as 
transações são registradas no montante correto, adequadamente classificada e em tempo 
hábil; manutenção, os registros contábeis são adequadamente controlados e utilizados 
de forma que eles continuem a refletir as operações da entidade, e; segurança física, os 
acessos aos ativos e aos documentos que controlam o registro de suas movimentações 
são apropriadamente restritos ao pessoal autorizado. 
Existem três abordagens diferentes para projetar os sistemas de controle: controle 
do mercado; controle burocrático e o controle do clã. 
O controle do mercado enfatiza o uso dos mecanismos do mercado externo. Os 
controles são constituídos ao redor de critérios como competição de preços ou 
participação no mercado. As organizações que usam o controle do mercado geralmente 
38 
 
 
têm produtos e serviços claramente especificados e distintos e uma concorrência 
considerável. As várias divisões da organização normalmente são transformadas em 
centros de lucros e avaliadas pela porcentagem do total de lucros corporativos que cada 
uma gera (ROBBINS e DECENZO, 2004). 
No controle burocrático, uma visão de controle que destaca a autoridade e conta 
com regras, regulamentos, procedimentos e políticas administrativos. Esse tipo de 
controle depende da padronização das atividades, de descrições de trabalho bem 
definidas para direcionar o comportamento do funcionário no trabalho e de outros 
mecanismos administrativos como os orçamentos, para se ter certeza de que os 
membros organizacionais estão mostrando comportamentos adequados no trabalho e 
satisfazendo os padrões de desempenho estabelecidos (ROBBINS e DECENZO, 2004). 
O controle do clã é uma abordagem para projetar sistemas de controle, em que o 
comportamento dos funcionários é regulado pelos valores compartilhados, como 
normas, tradições, rituais, crenças e outros aspectos da cultura da organização. Depende 
do indivíduo e do grupo (o clã) para identificar os comportamentos adequados e 
esperados quanto ao trabalho e às medidas do desempenho (ROBBINS e DECENZO, 
2004). 
 Conforme Teixeira (2009) pode-se diferenciar os tipos de controles internos em: 
 
� Prévio: Controle definido antes do acontecimento, buscando um resultado já 
projetado; 
� Durante o período: Aquele exercido no momento do acontecimento; 
� Após o fato: tomar medidas para que o erro não venha mais a ocorrer. 
Conforme o Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (2000), os 
principais controles internos devem ser aplicados sobre as contas do disponível, ou seja, 
dos numerários em caixa e em contas bancárias, pois estes são os ativos mais líquidos. 
Alguns procedimentos específicos para reforçar os controles internos financeiros são: 
a) Controle de Caixa e Bancos: 
� Determinar que os extratos bancários sejam entregues diretamente aos setores 
interessados (financeiro e contábil) e proceder à reconciliação de todas as contas 
bancárias; 
� Sem aviso prévio, designar funcionários para fazer a contagem de caixa, 
conciliando com os saldos contábeis; 
39 
 
 
� Ter conhecimento sobre os rendimentos de todas as aplicações financeiras, 
buscando informações diretas aos bancos correspondentes as contas. 
� Acompanhar os saldos que não são aplicados e investigar saldos que pareçam 
sem motivos altos. 
� Ter um procedimento onde qualquer pagamento acima de um patamar 
determinado pela empresa, tenha que ser averiguado todos os processos, antes 
de efetuar o desembolso. 
� Os numerários em espécie, em poder da empresa deve ser mínimo, e se ter um 
limite máximo para pagamentos em dinheiro, acima desse limite, todos os 
pagamentos devem ser feitos de outra forma. 
b) Controle de Contas a Receber: 
� Conciliação periódica do saldo contábil com a localização das duplicatas. 
� Revisão das contrapartidas dos lançamentos contábeis a crédito das duplicatas a 
receber; 
� Ter históricos de clientes, com detalhes como saldo inicial, vendas, descontos 
concedidos e saldo final. 
c) Controle de Contas a Pagar: 
� Conferência de valores em aberto periodicamente, com conciliação com os 
saldos contábeis; 
� Análise dos débitos mais significativos; 
� Procura de possíveis pagamentos em duplicidade; 
O controle exerce uma função restritiva e coercitiva, no sentido de coibir ou 
restringir desvios indesejáveis, pode ser, também, “um sistema automático de regulação 
no funcionamento de um sistema e, por fim, como função administrativa, através do 
planejamento, organização e a direção”. A função administrativa é a mais importante, 
por ser através dela que há o monitoramento das tarefas executadas e a avaliação das 
atividades e resultados esperados, no intuito de fazer com que a empresa tenha êxito no 
que foi elaborado através do planejamento (CHIAVENATO, 2003). 
 
 
 
 
 
40 
 
 
2.7 Controles Internos e Sua Avaliação 
 
 
Controle interno compreende o plano de organização e o conjunto coordenado dos 
métodos e medidas adotados pela a empresa para proteger sue patrimônio, verificar a 
exatidão e a fidedignidade de seus dados contábeis, promover a eficiência operacional 
encorajar a adesão às políticas traçadas pela administração (ATTIE, 1998). 
O controle interno auxilia na identificação de anomalias organizacionais e sua 
utilização contínua leva ao aumento da eficiência operacional e diminui assim os custos 
com retrabalhos conforme relata Matto e Mariano (1999), numa empresa onde não 
existe controle certamente ocorrerão desperdícios e erros desnecessários. 
 Para Crepaldi (2011), controles internos podem ser definidos como todas as 
políticas adotadas pelas empresas como intuito de mitigar riscos e melhorar processos. 
Os principais objetivos dos controles internos são: 
� Proteger os ativos da empresa; 
� Obter informações adequadas; 
� Promover a eficiência operacional da organização. 
Pequenos erros ou enganos em geral não afetam seriamente a saúde financeira de 
uma empresa, mas com o tempo, no entanto, se erros pequenos se acumulam, o 
problema pode se tornar sério (GRIFFIN, 2007). 
Controles internos são implementados visando a criarem-se padrões de 
comportamentos individuais perante uma determinada situação. Dessa forma, é obvio 
que pode não ser prazeroso segui-los para aqueles que são afetados por eles. Então, a 
administração da empresa não deve procurar agradar, ou obter a anuência de 
funcionários, quando decide fortalecer o seu sistema de controles internos 
(NASCIMENTO e REGINATO, 2010). 
Para Griffin (2007), quando uma empresa compra apenas uma matéria-prima, faz 
somente um produto, tem uma estrutura empresarial simples e demanda constante, os 
gestores podem manter o controle com um sistema muito simples e básico. Mas no caso 
de uma empresa que produzem diversos produtos, utilizando uma grande variedade de 
matérias-primas, têm mercados abrangentes, estrutura empresarial complexa e muitos 
concorrentes, para manter controle adequado são necessários sistemas sofisticados. 
41 
 
 
A avaliação de controles internos é o meio pelo qual a adequação e efetividade são 
analisadas, visando garantir a continuidade de todos os negócios da instituição. Esse 
mecanismo deve ser sempre repetido como incentivo a constantes melhorias, 
certificando-se que cada uma de suas etapas seja devidamente documentada 
(CREPALDI, 2011). 
De acordo Griffin (2007), quando é bem feito, o controle também pode ajudar a 
reduzir custos e potencializar resultados. Sistemas de controle eficazes podem eliminar 
desperdícios, reduzir custos de produção e melhorar o desempenho por unidade 
produzida. No esforço para reduzir custos, muitas empresas estão procedendo de forma 
generalizada, cortando de planos de saúde e seguros para transporte noturno a almoços 
de negócios com os clientes. Vide FIGURA 02. 
 
 
Figura 2 - Contribuição do controle 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte:Griffin (2007) 
 
 
Conforme Crepaldi (2011), a avaliação de controles internos permite determinar: 
� A eficiência dos controles internos; 
� A exposição aos riscos; 
� A qualidade dos planos de ação para corrigir aspectos falhos e/ou vulneráveis; 
� A probabilidade de se alcançar as metas de negócio. 
 
O controle ajuda a empresa a 
Evitar a repetição de erros 
Minimizar custos 
Adaptar-se às mudanças 
ambientais 
Lidar com a complexidade empresarial 
42 
 
 
2.8 Ciclos operacionais de controles 
 
 
 Os controles internos compreendem todos os procedimentos relacionados 
individualmente a determinado ciclo de eventos operacionais da empresa. O sistema de 
controles internos é mais abrangente, pois representa o conjunto de todos os controles 
existentes em cada ciclo operacional, bem como os manuais de normas e conduta de 
funcionários que têm influência em toda a organização (NASCIMENTO e REGINATO, 
2010). 
Conforme Atkinson (2002 apud Jaques; Filho, 2005), o ciclo do controle 
engloba cinco passos na sua estruturação, que abrange: 
• Planejar: consiste no desenvolvimento dos objetivos primários e secundários da 
empresa e na identificação dos processos que os completam; 
• Executar: consiste em implementar o plano; 
• Monitorar: consiste em mensurar o nível atual de desempenho do sistema; 
• Avaliar: consiste na comparação do nível atual de desempenho do sistema para 
identificar qualquer variância entre os objetivos do sistema e o desempenho 
efetivo e decidir sobre as ações corretivas; 
• Corrigir: consiste na realização de qualquer ação corretiva necessária para trazer 
o sistema sob controle. 
De acordo Nascimento e Reginato (2010), a implementação de um sistema de 
controles internos é algo que requer dos profissionais encarregados por essa tarefa uma 
visão sistêmica da empresa, e essa visão somente se completa quando as operações que 
envolvam o consumo de recursos são consideradas em seu conjunto. A empresa deve 
analisar individual e coletivamente sob perspectiva dos ciclos de eventos que compõem 
as suas atividades que são: 
a) Ciclo de vendas – contas a receber – recebimentos 
O ciclo de controles relacionados ás vendas envolve de forma ampla os 
procedimentos a serem adotados desde a fase inicial de negociação até a efetiva 
contabilização do recebimento correspondente. Dessa forma, os principais elementos 
são: delegação de responsabilidade e prescrição de procedimentos envolvendo 
responsabilidades (NASCIMENTO e REGINATO, 2010). 
43 
 
 
b) Ciclos de compras – contas a pagar –pagamentos 
Envolve todos os elementos no entorno dos gastos ocorridos na empresa, seja 
quais forem as suas naturezas. Em função de o ciclo envolver desembolsos diretos de 
recursos, é um dos mais sensíveis, e sobre o qual se deve exercer um estreito 
monitoramento e controle. Por envolver questões sensíveis não capturáveis pelos 
registros contábeis a empresa requer-se que tais controles contemplem regras de 
condutas a serem seguidas pelos indivíduos responsáveis pelos eventos inerentes ao 
ciclo (NASCIMENTO e REGINATO, 2010). 
c) Ciclo de recursos humanos 
Os procedimentos relacionados a esse ciclo se classificam em: relativos a 
aprovações e a natureza operacional. Permite identificar as responsabilidades e os níveis 
de autoridade; respeito às normas cujas funções são a de prevenção e detecção de erros, 
intencionais ou não, ou de identificação de situações envolvendo o relacionamento 
interpessoal entre funcionários, com o propósito de proporcionar a sua correção 
(NASCIMENTO e REGINATO, 2010). 
d) Ciclo de produção 
O ciclo de produção envolve todos os controles internos inerentes ás atividades de 
produção. Tais controles devem ter o seu foco prioritariamente na prevenção contra uso 
inapropriado dos fatores de produção, bem como na proteção de sua guarda física e no 
monitoramento do processo produtivo (NASCIMENTO e REGINATO, 2010). 
e) Ciclo dos ativos fixos 
O controle de ativos se aplica em duas situações. Na primeira, visa-se á salvaguarda 
dos bens da empresa e, na segunda, à segurança quanto aos seus usos exclusivos para a 
realização de atividades de interesse da empresa. Quando a intenção for buscar a 
proteção de ativos, os controles internos para isso são relativamente simples de serem 
mantidos, pois se baseiam em registros e outros procedimentos que possibilitam 
amplamente a rastreabilidade dos bens (NASCIMENTO e REGINATO, 2010). 
 
 
 
 
 
 
44 
 
 
3 METODOLOGIA 
 
 Esta seção demonstra a metodologia e tipos de pesquisas que foram utilizadas 
para o desenvolvimento do presente trabalho, apresentou-se o tipo e o método de 
pesquisa, a unidade de análise e observação, a técnica de coleta de dados. 
Oliveira (2005) afirma que a metodologia engloba todos os passos realizados 
para a construção do trabalho cientifico, que vai desde a escolha do procedimento para a 
obtenção de dados, perpassa a identificação dos métodos, técnicas, materiais, 
instrumentos de pesquisa e definição de amostra/universo, até a categorização e análise 
dos dados. 
 
3.1 Quanto à abordagem 
 
Na elaboração de uma pesquisa científica têm-se a necessidade de aplicar 
métodos e técnicas adequadas a fim de que os objetivos pretendidos sejam alcançados. 
Para realizar o presente trabalho a autora utilizou-se da abordagem qualitativa e 
quantitativa. 
Segundo Lakatos (2011), a metodologia qualitativa preocupa-se em analisar e 
interpretar aspectos mais profundos, descrevendo a complexidade do comportamento 
humano. No método quantitativo, os pesquisadores valem-se de amostras amplas e de 
informações numéricas, enquanto que no qualitativo as amostras são reduzidas, os 
dadossão analisados em seu conteúdo psicossocial e os instrumentos de coleta não são 
estruturados. 
 A pesquisa qualitativa distingue-se basicamente da pesquisa quantitativa por 
não ter amostra aleatória e, portanto, não pode inferir para o universo. As diferenças e 
semelhanças entre os tipos de pesquisa estão relacionadas á natureza do problema 
estudado á metodologia utilizada (DUARTE e FURTADO, 2002). 
 O método quantitativo enfatiza a utilização de dados padronizados que 
permitem ao pesquisador elaborar sumários, comparações e generalizações; por isso 
mesmo, a analise de dados é baseada no uso de estatísticas (ROESCH, 2012). 
 
 
45 
 
 
3.2 Quanto aos meios 
 
3.2.1 Pesquisa Descritiva 
 
 Descrevem um fenômeno ou uma situação mediante estudo realizado em 
determinado contexto espacial e temporal. Têm como objetivo principal a descrição de 
características de determinada população ou fenômeno, ou então, o estabelecimento de 
relações entre variáveis e, em alguns casos, a natureza dessas relações. Neste caso estão 
os levantamentos de atitudes e as pesquisas de mercado. Este tipo de pesquisa restringe-
se a descrever o que já existe. Os fatos observados são registrados, analisados, 
classificados e interpretados, sem que o pesquisador interfira nos mesmos. Os 
acontecimentos (fenômenos) são descritos. O pesquisador deve apenas conhecer sua 
natureza, características, composição e os processos que constituem o fenômeno 
(LAKATOS, MARCONI, 2003). 
 
3.2.2 Pesquisas Bibliográficas 
 
 Constituem estudos sistematizados desenvolvidos a partir de materiais já 
elaborados, constituídos principalmente de livros, artigos científicos, material 
impressos, dissertações, monografias e outros. Este material geralmente pode ser 
encontrado em bibliotecas, redes eletrônicas (internet) e estão acessíveis ao publico em 
geral (DUARTE e FURTADO, 2002). 
 
3.2.3 Pesquisa Documental 
 
 Constituem fontes da pesquisa documental, documentos de primeira mão (que 
não foram manipulados ou modificados por ninguém) que não receberam nenhum 
tratamento analítico e não foram publicados. Geralmente são encontrados em arquivos 
de instituições publicas ou particulares, tais como talonários de vias fixas de notas 
fiscais, cartas recebidas, propostas recebidas e emitidas, fotografias, memorandos, atas 
diversas, mapas etc. (GIL, 2010). 
46 
 
 
3.2.4 Questionário 
 
Para Lakatos e Marconi (2008), a elaboração de um questionário requer a 
observância de normas precisas, a fim de aumentar sua eficácia e validade levando em 
conta os tipos, a ordem, os grupos e a formulação das perguntas, além do bom 
conhecimento do assunto e cuidado na seleção das questões para obtenção de 
informações válidas, pautadas pelos objetivos geral e específicos. O autor afirma ainda 
que: 
Questionário é um instrumento de coleta de dados, constituído por uma série 
ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do 
entrevistador. Em geral, o pesquisador envia o questionário ao informante. (LAKATOS 
E MARCONI, 2001) 
O questionário (vide anexo 01) foi composto de doze perguntas as quais 
continham assuntos relacionados aos aspectos gerais sobre os controles internos na 
organização, aplicados no mês de setembro/2014 com 04 (quatro) colaboradores e a 
proprietária. Os dados coletados foram tabulados e analisados com o auxílio da 
ferramenta Microsoft Excel. 
 
3.3 Quanto aos fins 
 
3.3.1 Estudo de caso 
 
 Consiste no estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira 
que permita seu amplo e detalhado conhecimento, tarefa praticamente impossível 
mediante outros delineamentos já considerados (GIL, 2010). 
Conforme Barros e Lehfeld (2000) caracterizam o estudo de caso como uma 
modalidade de estudo nas Ciências Sociais, que se volta á coleta e ao registro de 
informações sobre um ou vários casos particularizados, elaborando relatórios críticos 
organizados e avaliados, dando margem a decisões e intervenções sobre o objeto 
escolhido para a investigação. 
47 
 
 
3.4 Técnica de coleta de dados 
 
Em se tratando das técnicas de coleta de dados a autora utilizou-se documentos e 
questionário. 
 A maior utilização do estudo de caso é verificada nas pesquisas exploratórias, 
embora se apliquem em outras situações e na investigação de fenômenos das mais 
diversas áreas do conhecimento. Seus resultados, entretanto não podem ser 
generalizados. São utilizáveis apenas na unidade onde o estudo foi realizado (GIL, 
2010). 
A entrevista é uma técnica que permite o relacionamento estreito entre 
entrevistado e entrevistador. O pesquisador buscar conseguir, através da conversação, 
dados que possam ser utilizados em análise qualitativa, ou seja, os aspectos 
considerados mais relevantes de um problema de pesquisa (BARROS e LEHFELD, 
2000). 
 
3.5 Unidade de análise e unidade de observação 
 
No presente trabalho a unidade de observação e análise foi desenvolvida na 
empresa Fazendo Arte Moda Infantil (Elicir Souza Silva – ME) é uma empresa privada, 
Firma Individual, com sede na Av. Valdomiro Cardoso de Sá n° 71 inscrita no CNPJ: 
13.616.094/0001-70, teve inicio em suas atividades em 09/05/2011com apenas um 
colaborador e hoje possui em seu quadro quatro colaboradores. 
Na empresa estudada utiliza-se a ficha de cliente (vide anexo 03) onde é 
coletado os dados pessoais, a ficha é em formato de envelope onde permanece o 
histórico de compra do cliente com a nota promissória (vide anexo 04) da compra 
efetuada, ao efetuar o pagamento destaca-se uma parte para o cliente e outra é arquivada 
no envelope “ficha de cliente”. Com relação ao slogan (vide anexo 05), a proprietária 
fazia artesanatos bordados antes do empreendimento a qual muitos admiravam as suas 
obras de arte, então surgindo assim “fazendo arte” e como o negócio é de moda 
concluiu-se o nome “Fazendo Arte Moda Infantil”. 
A empresa utiliza uma planilha Excel (vide anexo 02) simples, onde apresenta o 
nome dos clientes e o valor devido da compra. 
48 
 
 
 Os resultados foram analisados através de levantamento de documentos financeiros da 
organização estudada. 
 
3.6 Tamanho da amostra 
 
De acordo com Gil (2002), população ou universo é o conjunto de elementos 
que possuem determinadas características. Já para Silva (2003) a amostra é uma porção 
ou parcela, conveniente selecionada do universo, ou seja, é um subconjunto do 
universo. Entre os métodos de amostragem estão o julgamento ou não probabilístico 
(amostragem intencional e por quotas), que possibilita ao pesquisador a escolha de 
determinado elemento do universo. 
 Foram analisados todos os documentos do setor financeiros, para verificar como 
a empresa utiliza os recursos necessários para o controle interno. Foram analisados os 
documentos financeiros no período de 31/08/2013 a 31/08/2014. 
 
 
3.7 Análise de conteúdo 
 
De acordo com Gil (1999) a análise de conteúdo dos dados numa pesquisa 
científica tem como objetivo, organizar sistematicamente os dados coletados de forma 
que possibilitem o fornecimento de respostas ao problema de investigação. 
 Ao término da coleta dos dados foi elaborado relatório, contendo os resultados 
coletados e análise dos mesmos, sobre a utilização do controle interno na empresa 
estudada. Foi realizada uma tabulação dos dados e a demonstração da real situação da 
empresa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
49 
 
 
4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS 
 
Esta seção tem por objetivo apresentar e analisar os dados obtidos através da 
aplicação do questionário. 
Os questionários foram aplicados aos colaboradores da Fazendo Arte Moda 
Infantil no mês de setembro de 2014, com todos os colaboradores somando um total de 
cinco (5) questionários respondidos. Os dados e valores, apresentados a seguir, foram 
tabulados e calculados utilizando-se como ferramenta de auxílio o Microsoft Excel. 
Foi perguntado “Toda mercadoria vendida é regularmentefaturada?” com as 
respectivas alternativas sempre, ás vezes, quase sempre e nunca. Onde obteve 100% 
quase sempre, que as mercadorias vendidas são faturadas como mostra o GRÁFICO 1. 
Sabe-se que toda mercadoria vendida deverá ser faturada, onde a fatura discriminará as 
mercadorias vendidas contribuindo para o controle do estoque. 
 
 
 Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014. 
 
Analisando as devoluções feitas pelos clientes foi perguntado “As devoluções 
feitas pelos clientes são devidamente controladas? Há documentos que comprovem esse 
registro de devolução?” Com as respectivas alternativas: “sempre, ás vezes, quase 
sempre e nunca. Onde obteve 20% sempre e 80% são quase sempre controladas. È 
controlado através de ficha de devolução. A devolução possui duas finalidades: Estorno 
e Troca. O estorno é realizado quando o cliente deseja devolver a mercadoria e cancelar 
100%
GRÁFICO 01-Toda mercadoria vendida é regularmente 
faturada
Sempre
Ás vezes
Quase sempre
Nunca
50 
 
 
a negociação realizada, ou seja, ele não quer levar outro produto e sim obter o valor 
negociado de volta. Já na troca, o cliente deseja devolver a mercadoria e utilizar o 
crédito para a aquisição de outro produto. (Vide GRÁFICO 2) 
 
 
 Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014 
 
Para a pergunta “Como é realizado o acompanhamento dos resultados 
(lucro/prejuízo) da sua empresa?” 
A Fazendo Arte moda Infantil faz o acompanhamento dos seus resultados com 
auxilio de 100% planilha Excel conforme GRÁFICO 3. Os colaboradores A, B, C e D 
disseram utilizar o livro de caixa. 
 
 
20%
80%
GRÁFICO 02-As devoluções feitas pelos clientes são
devidamente controladas.
Sempre
Ás vezes
Quase sempre
Nunca
51 
 
 
 
 Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014. 
 
É preciso manter totalmente distanciadas a conta pessoal e empresarial, mas 
muitas empresas não conseguem fazer a separação e em alguns casos causa a falência. 
Foi perguntado “Você separa suas finanças pessoais das finanças da sua empresa?” 
Tendo as respectivas alternativas: sempre, ás vezes nunca e quase sempre. Na Fazendo 
Arte Moda Infantil 100% disseram que “sempre” são separadas as finanças pessoais e 
empresariais (vide GRÁFICO 4). 
 
 
 Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014. 
 
 A comunicação interna é capaz de produzir grandes resultados nas empresas, 
sendo um diferencial competitivo que enfatiza a relevância de uma gestão voltada para 
100%
GRÁFICO 03 - Como é realizado o acompanhamento dos
resultados (lucro/prejuízo) da sua empresa
Planilha excel 
Software
Planejamento financeiro
Fluxo de caixa
Não se aplica
Plano de negócio
100%
GRÁFICO 04-Você separa suas finanças pessoais das 
finanças da sua empresa
Sempre
Ás vezes
Quase sempre
Nunca
52 
 
 
o desenvolvimento, através de uma administração flexível e democrática na qual a troca 
de informações torna possível a melhor tomada de decisão. Os administradores devem 
focar com dinamismo a formação de uma equipe com um bom relacionamento 
interpessoal. Com base nisso foi perguntado “as decisões financeiras são realizadas com 
a participação de outros colaboradores?” Com as respectivas alternativas: sempre, ás 
vezes, quase sempre e nunca. As decisões financeiras da Fazendo Arte Moda Infantil, 
existe um percentual de 80% de participação dos colaboradores (quase sempre) e 20% 
(ás vezes) que não é utilizado à participação dos mesmos. (Vide GRÀFICO 5). 
 
 Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014. 
 
Planejamento financeiro é uma ferramenta de fundamental importância dentro 
das organizações. Através do planejamento é possível o reconhecimento da atual 
situação financeira, determinando os objetivos aonde se quer chegar, e o estudo de 
possíveis caminhos a serem utilizados para alcançar esses objetivos. Foi perguntado: “è 
realizado o planejamento financeiro da empresa?” com as respectivas alternativas 
“sempre, ás vezes, quase sempre e nunca”. No questionário desenvolvido a empresa 
estudada apresenta um percentual de 80% (quase sempre) onde realiza o planejamento 
financeiro e 20% que “ás vezes” é realizado, conforme GRÁFICO 6. 
 
20%
80%
GRÁFICO 05- As decisões financeiras são realizadas com a 
participação de outros colaboradores
Sempre
Ás vezes
Quase sempre
Nunca
53 
 
 
 
 Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014. 
Toda organização deve manter o controle financeiro organizado, pois controlar 
as finanças da empresa significa que o empresário tem consciência da situação 
financeira real em que se encontra sabe qual é o melhor momento para se realizar 
investimentos ou não. Foi perguntado: Atualmente você utiliza alguma ferramenta para 
fazer o controle financeiro da sua empresa. Com as respectivas alternativas “sempre, ás 
vezes, nunca e quase sempre”. Na empresa estudada percebe-se que 60% “ás vezes” 
utiliza alguma ferramenta e 40% disseram “quase sempre”. (Vide GRÁFICO 07). O 
colaborador "A" relatou que utiliza o Livro Caixa, o colaborador "B" e "C" utiliza Livro 
caixa e planilha do Excel o colaborador “D” utiliza agenda e planilha Excel. 
 
 
 Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014 
20%
80%
GRÁFICO 06- É realizado o planejamento financeiro da 
empresa?
Sempre
Ás vezes
Quase sempre
Nunca
60%
40%
GRÁFICO 07-Atualmente você utiliza alguma ferramenta 
para fazer o controle financeiro da sua empresa
Sempre
Ás vezes
Quase sempre
Nunca
54 
 
 
 
 
A gestão do caixa tem como função informar o empresário sobre a situação da 
movimentação diária dos recursos financeiros, disponibilizando as informações 
pertinentes aos pagamentos, recebimentos e ao saldo, realizados e a se realizarem, de 
forma diária e também acumulada. Ao perguntar: “como é realizado a gestão do caixa?” 
Com as alternativas: “planilha Excel, software, caderno, fluxo de caixa e não se aplica.” 
Percebe-se que a empresa estudada para a realização da gestão do caixa utiliza 40% 
“caderno” e 60% “planilha Excel”. Conforme GRÁFICO 8. 
 
 Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014. 
 
O fechamento de caixa continua sendo uma das maiores preocupações de uma 
empresa, pois além de ser essencial para o controle do crescimento do negócio, envolve 
um trabalho cuidadoso de conferência e checagem dos valores que estão no caixa com o 
saldo dos registros de entradas e saídas, qualquer erro pode prejudicar o futuro da 
instituição. O fechamento deve ser realizado diariamente, de preferência quando a loja 
encerra o seu expediente, iniciando assim o outro dia com o caixa zerado. Foi 
perguntado: O fechamento do caixa é realizado diariamente? Com as respectivas 
alternativas “sempre, ás vezes, nunca e quase sempre.” Na empresa estudada percebe-se 
que o fechamento do caixa ocorre diariamente apresentando um percentual de 100% 
(vide GRÁFICO 9). 
60%
40%
Planilha Excel
Software
Caderno
Fluxo de caixa
Não se aplica
GRÁFICO 08- Como é realizado a gestão do caixa 
55 
 
 
 
 Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014. 
 
Com o controle de fluxo de caixa é possível averiguar a saúde financeira 
empresarial. O fluxo de caixa é o primeiro passo para a análise financeira e deve 
projetar, para períodos futuros, todas as entradas e as saídas de recursos financeiros. O 
Fluxo de Caixa deve ser considerado como uma estrutura flexível, no qual o empresário 
deve inserir informações de entradas e saídas conforme as necessidades da empresa. 
Para a pergunta: Você faz o controle de fluxo de caixa? Com as respectivas alternativas 
“sempre, ás vezes, nunca e quase sempre.” Obteve um percentual de 100% (ás vezes) 
conforme GRÁFICO 10. 
 
 
 Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014. 
 
100%
Sempre
Ás vezes
Quase sempre
Nunca
100%
Sempre
Ás vezes
Quase sempre
NuncaGRÁFICO 09- O fechamento do caixa é realizado diariamente 
GRÁFICO 10 - Você faz o controle de fluxo de caixa 
56 
 
 
O setor de contas a pagar e receber, é responsável por atuar com recebimento, 
conferência, arquivo e programação de pagamento das contas a pagar pela empresa. Em 
análise a empresa estudada foi perguntado: “a pessoa responsável pelas contas a pagar é 
também responsável pelas contas a receber?” Com as respectivas alternativas “Todos 
colaboram com o setor; Sim, a mesma pessoa no contas a pagar e no contas a receber e 
Não, tem uma pessoa no contas a pagar e outra no contas a receber. “Obtendo um 
percentual de 100% sendo que todos colaboram com o setor de contas a pagar e a 
receber (vide GRÁFICO 11). 
 
 
 
 Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014. 
 
 
Para analisar o controle das contas a pagar e a receber foi perguntado: “Existe 
controle referente às contas a pagar e a receber?” Com as respectivas alternativas: 
“sempre, ás vezes, nunca e quase sempre.” Obtendo um percentual de 40% “ás vezes” e 
60% “quase sempre”. Assim como mostra o GRÁFICO 12. Ainda na mesma questão 
perguntou-se como é feito onde o colaborador “A” respondeu: “estamos instalando um 
sistema de automação para fazer esse controle; o colaborador “B”: estamos implantando 
um sistema de automação que possibilitara um completo controle sobre contas a receber 
e contas a pagar; o colaborador “C”: instalação de um programa de automação que 
possibilita um controle completo de contas a pagar e o colaborador “D”: receber e o 
controle de contas a pagar é feito em planilha, já contas a receber ainda não temos um 
100%
Todos colaboram com o setor
Sim, a mesma pessoa no contas a 
pagar e no contas a receber 
Não,tem uma pessoa no contas a 
pagar e outra no contas a receber 
Gráfico 11- A pessoa responsável pelas contas a pagar é também responsável 
pelas contas a receber 
 
57 
 
 
controle. Estamos em processo de informatização da loja, o novo sistema que está 
sendo implantado conseguiremos obter o controle de contas a receber, contas a pagar e 
fluxo de caixa assim como outras ferramentas importantes no planejamento financeiro.” 
No contas a pagar espera-se que a empresa alcance maior controle e visualização global 
dos compromissos assumidos com terceiros, permitindo acompanhar de maneira fácil os 
pagamentos a serem efetuados em determinado período e verificação das 
disponibilidades de recursos para honrar com as dívidas. Permitir ao proprietário avaliar 
as melhores oportunidades de assumir novos compromissos, de maneira a não 
centralizar muitos pagamentos em determinada data e que possibilite estabelecer 
prioridades de pagamentos e montante dos valores a pagar. Para o contas a receber da 
empresa espera-se maior confiabilidade, agilidade nas atividades desempenhadas e 
possibilitar o conhecimento dos valores a receber e/ou recebidos, os clientes em atrasos 
para que assim possa programar as cobranças. 
 
 
 
 Fonte: Pesquisa realizada pela autora setembro/2014. 
 
 
 
 
40%
60%
12-Existe controle referente às contas a pagar e a receber 
Sempre
Ás vezes
Quase sempre
Nunca
58 
 
 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Constatou-se, pela pesquisa, a importância do controle interno em uma empresa 
independente da sua classificação empresarial, pequeno ou grande porte. A prática de 
implantação de controles internos só tem a agregar valor e confiança nas atividades 
operacionais desenvolvidas, além de ser uma ferramenta de gestão, gerando 
informações oportunas e confiáveis aos administradores, auxiliando assim na tomada de 
decisões objetivando o alcance das metas e detectando erros e/ou fraudes. Este trabalho 
foi desenvolvido na empresa Fazendo Arte Moda Infantil, proporcionou a visão geral do 
ambiente de controles internos utilizados na empresa, onde foi possível perceber a 
importância do gerenciamento dos mesmos. Tendo como objetivo geral: Identificar os 
tipos e práticas de controle interno utilizado na empresa Fazendo Arte Moda Infantil, 
analisando sua importância na gestão financeira. Conforme estudo na empresa, a autora 
conseguiu atingi-lo sendo percebido através do trabalho desenvolvido. 
Com relação ao primeiro objetivo: “Identificar o processo do sistema de controle 
interno e os seus procedimentos, nas tomadas de decisões gerenciais” percebe-se que a 
empresa não utiliza software, tomando suas decisões através de planilha de Excel, 
caderno de anotações, agenda e livro de caixa. 
No segundo objetivo: “Verificar a contribuição do controle interno para o 
desenvolvimento e eficácia da gestão financeira”, a autora analisou que a empresa 
necessita de um monitoramento para melhor desenvolver o controle interno, pois a 
mesma passa pelas seguintes situações: pagamento de duplicatas em atraso, duplicidade 
de pagamento de duplicatas, dependente de empréstimos bancários. 
Atendendo ao terceiro objetivo “Analisar a importância das práticas de controle 
interno para um melhor desempenho da empresa”, a autora identificou que a prática de 
controle interno é de fundamental importância para a empresa Fazendo Arte Moda 
Infantil. Nota-se que a empresa possui carteira de clientes bastante significativa para o 
setor na cidade que atua sendo referência local. Os controles realizados são insuficientes 
para atender a necessidade da mesma, sendo sugerido pela autora que a empresa que 
continue a utilizar planilha Excel, porém mais detalhada e organizada ou software para 
realizar tais processos (vide anexo 07). 
59 
 
 
Por fim no quarto objetivo: “Propor sugestões para melhoria da gestão financeira 
da organização em estudo”, notou-se que a empresa possui potencial de mercado, 
recomenda-se utilizar as ferramentas do controle interno corretamente, fazer 
treinamento dos colaboradores, implantação de um plano de negócio para melhor 
análise de suas atividades, fazer o controle das contas a pagar e a receber (vide anexo 
08, anexo 09 e anexo10) em planilha Excel, ou software; que faça e siga o planejamento 
financeiro, e o fluxo de caixa, pois são ferramentas essenciais no controle da 
organização. 
No entanto, a realização deste trabalho permitiu verificar a importância dos 
sistemas informatizados para o processo operacional da empresa, dos manuais internos 
para padronização, conhecimentos e aplicação por todos os funcionários, a segregação 
de funções para redução de risco e irregularidades, além de possíveis fraudes e de uma 
rotina bem administrada e planejada. O trabalho proposto buscou Identificar os tipos e 
práticas de controle interno utilizado na empresa Fazendo Arte Moda Infantil, analisando sua 
importância na gestão financeira que pode contribuir para a melhoria dos processos da 
organização. Os objetivos propostos foram alcançados, tendo em vista o conhecimento 
adquirido sobre o assunto, através do referencial teórico e das sugestões de melhorias 
efetuadas para que a empresa objeto da pesquisa possa implantar mudanças nos 
processos e métodos de maneira simples, mas coerente, minimizando erros e corrigindo 
pontos falhos para o alcance de um melhor resultado com base em informações 
confiáveis e em tempo hábil. 
Espera-se que após esta pesquisa a empresa adote novas condutas para um 
melhor controle interno, adquira um sistema informatizado para auxiliar na 
funcionalidade dos controles e acompanhe as evoluções tecnológicas e do mercado para 
que se tenha um diferencial competitivo que possa agregar valor a empresa visando o 
alcance das metas e objetivos. 
 
 
 
60 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
ALMEIDA, Jader César Galvão. Proposta de implantação de ferramentas de gestão 
financeira de Curto prazo em empresa de utilidades domésticas e presentes no 
Centro-oeste mineiro. FACULDADE DE PARÁ DE MINAS – FAPAM. Pará de 
Minas, 2013. 
 
ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria:um curso moderno e completo. São 
Paulo: Editora Atlas, 1996. 
 
___________. Auditoria: um curso moderno e completo. 6ª ed. São Paulo: Atlas, 
2003. 
 
ASSAF NETO, Alexandre; SILVA, César Augusto T. Administração do capital de 
giro. 3ª ed. São Paulo: Atlas, 2002. 
 
ATKINSON, Anthony A.; BANKER, RajivD.; KAPLAN, Robert S.; YOUNG, S. 
Mark. Contabilidade Gerencial. São Paulo: Atlas, 2000. 
 
ATTIE, William. Auditoria: conceitos e aplicações. 3ª ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
 
_____________. Auditoria: conceitos e aplicações. 5ª Ed. – São Paulo: Atlas, 2010. 
 
_____________. Auditoria: conceitos e aplicações. 4ª ed. São Paulo: Atlas, 2009. 
 
BRAGA, Danielle Christie da Silva. Proposta de implantação de fluxo de caixa para 
gestão financeira. Belo Horizonte 2009. 
 
BRAGA, Hugo Rocha. Demonstrações Contábeis: estrutura, análise e 
interpretação. 4ª ed. São Paulo: Editora Atlas, 1999. 
 
BARROS, Aidil Jesus da Silveira e LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. 
Fundamentos de metodologia científica: um guia para a iniciação cientifica. São Paulo: 
Makron Books, 2000. 
 
CAIXETA, Maiara Gomes. Fluxo De Caixa Como Ferramenta De Gestão Aplicável 
ás Micro E Pequenas Empresas De Luziânia-Go. UNIDESC, Luziânia-Go, 2012. 
 
CARAVANTES, Geraldo R. PANNO, Cláudia C. KLOECKNER, Mônica C. 
Administração: teorias e processos. São Paulo: Pearson Prentice hall, 2005. 
CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos Novos Tempos. 2ª edição. Rio de 
Janeiro: Campus, 2003. 
 
CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DE SÃO PAULO. 
Controles Internos contábeis e alguns aspectos de auditoria. São Paulo: Editora 
Atlas, 2000. 
 
61 
 
 
COQUEIRO, Leila de Almeida – Controle Interno em Empresas de Médio e 
Pequeno Porte: Importância de sua implantação. Ed. Goiânia: Monografia, 2011. 
 
 CREPALDI, S. A. Auditoria contábil: teoria e prática. São Paulo: Atlas, 2000. 
 
CREPALDI, Silvio Aparecido. Contabilidade geral: teoria e prática. 5ª edição. São 
Paulo: Editora Atlas, 2011. 
DIAS, Sergio Vidal dos Santos. Manual de controles internos: desenvolvimento e 
implantação, exemplos e processos organizacionais. São Paulo: Atlas, 2010. 
 
DUARTE, S.M.V.; FURTADO, M.S.V. – Manual para elaboração de monografias e 
projetos de pesquisa. 3ª edição. Montes Claros: Editora UNIMONTES, 2002. 
 
FRANCO, Hilário, MARRA, Ernesto. Auditoria contábil. 4ª ed. São Paulo: Atlas, 
2001. 
__________________________. Auditoria contábil . 4ª ed. São Paulo: Atlas, 2009. 
 
 
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 3ª ed. São Paulo: Atlas, 
1999. 
 
 ________________. Como elaborar projetos de pesquisa. 4ª ed. São Paulo: Atlas, 
2002. 
 
 ________________. Como elaborar projetos de pesquisa. 5ª edição. São Paulo: 
Atlas, 2010. 
 
GRIFFIN, Ricky W. Introdução á administração. São Paulo: Ática, 2007. 
 
GROPPELLI, A. A.; NIKBAKHT, E. Administração financeira. 2ª ed. São Paulo: 
Saraiva, 2005. 
 
HOJI, Masakazu. Administração financeira: uma abordagem prática. 2ª ed. São 
Paulo: Atlas, 2004. 
 
IBRACON - Instituto Brasileiro de Contadores. Curso básico de auditoria. 1ª Edição. 
São Paulo: Atlas, 1996. 
 
JACQUES, Elizeu de Albuquerque; FILHO, AntonioReske; MARIAN, Paulo David. O 
controle interno como ferramenta para o sucesso empresarial. Revista Eletrônica de 
Contabilidade, nº 3, Mar-Mai/2005. 
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Mariana de Andrade. Metodologia do trabalho 
científico: procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, 
publicações e trabalhos científicos. 6ª Edição. São Paulo: Atlas, 2001. 
62 
 
 
_____________.Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Editora Atlas, 2003. 
 
LOPES, Diego Rangel França. A contribuição do controle interno para a gestão das 
empresas: um estudo de caso no armazém silva. Piauí: 2011. 
 
MARION, José Carlos. Contabilidade empresarial. 9ª edição. Pumhi: Atlas, 2002. 
 
MATTOS, Cláudio de Carvalho; MARIANO, Rosimar Pereira. Controle interno: uma 
abordagem teórica. Contab. Vista & ver. Belo Horizonte: v.10, n. 1, mar. 1999. 
 
MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Fundamentos de Administração. 2ª ed. São 
Paulo: Atlas S.A., 2007. 
 
MIGLIAVACCA, Paulo Norberto. Controles Internos nas organizações. 2ª ed. São 
Paulo: Edicta, 2004. 
 
NASCIMENTO, Auster Moreira; REGINATO, Luciane. Controladoria-instrumento 
de apoio ao processo decisório. São Paulo: Atlas, 2010. 
 
NETO, Alexandre Assaf; SILVA, César Augusto Tibúrcio: Administração do Capital 
de Giro. 3ª ed. São Paulo: Atlas, 2009. 
 
OLIVEIRA, Luis Martins, PERES JR, Jose Hernandes, SILVA, Carlos Alberto dos 
Santos. Controladoria Estratégica, 4ª edição. São Paulo: Atlas, 2008. 
 
OLIVEIRA, Maria Marly de. Como fazer projetos, relatórios, monografias, 
dissertações e teses. 3ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. 
 
PADILHA, Fabiano Bitencourt. O Controle Interno Como Ferramenta De Gestão: 
um estudo de caso em uma empresa de serviços. Rio Grande do Sul: 2011. 
 
PADOVEZE, Clóvis Luís. Introdução à administração financeira: texto e 
exercícios. São Paulo: Thomson, 2005. 
 
REGO, A. M. P. S.; BRUNI, R. A. A utilização do COSO na controladoria: um 
estudo de caso no Brasil. Salvador: UNIFACS/ UFBA, 2009. 
 
RITTA, Cleyton de Oliveira. Análise comparativa do controle interno no contas a 
receber e a pagar nas empresas Beta Ltda e Alfa Ltda. Revista Catarinense da 
Ciência Contábil – CRCSC. Florianópolis: v. 9, n. 26, p. 63-78, abr./jul. 2010. 
 
ROBBINS, Stephen P. e DECENZO, David A. Fundamentos de administração: 
conceitos essenciais e aplicações. 4ª edição. São Paulo: Prentice Hall, 2004. 
ROCHA, Francisco Hélio De Castro. O estudo do fluxo de caixa como ferramenta 
para o planejamento e controle financeiro das mpe´s de Picos-Pi. Universidade 
Estadual do Piauí – Uespi, Picos – Pi, 2009. 
 
63 
 
 
ROESCH, Sylvia Maria Azevedo. Projetos de estagio e de pesquisa em 
administração. 3ª edição. São Paulo: Atlas, 2012. 
 
SANTOS, Edno Oliveira. Administração financeira da pequena e média empresa. 
São Paulo: Atlas, 2001. 
 
SANTOS, Jailma Carvalho dos; BÔAS, Ginda Klaus Emerick Vilas e MORAES, 
Luciana da Silva. A Importância Do Controle Interno Na Gestão Das Pequenas 
Empresas: um estudo de caso realizado em uma empresa de pequeno porte, do 
ramo de consultoria na cidade de Barreiras – BA. 2012. 
 
SÁ, A. L. Curso de Auditoria. 10ª ed. São Paulo: Atlas, 2002. 
 
SÁ, Carlos A. Fluxo de Caixa. São Paulo: Atlas, 2006. 
 
SANVICENTE, Antonio Zoratto. Administração financeira. 3ª ed. São Paulo: Atlas, 
2007. 
 
SILVA, Edson Cordeiro da. Como administrar o fluxo de caixa das empresas: guia 
prático e objetivo de apoio aos executivos. 2ª ed. rev. São Paulo: Atlas, 2006. 
 
SILVA, José Pereira da. Análise Financeira das Empresas. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 
2001. 
 
SILVA, Maíra Medeiros Ronsani da. Análise das rotinas de administração financeira 
de uma empresa de pequeno porte do setor vidreiro. Criciúma – SC: 2010. 
 
SPIES, Silvo – A importância do controle interno para uma gestão mais eficaz em 
um mercado de Barreiras – BA. Ed. Barreiras: Monografia, 2011. 
 
TEIXEIRA, Paulo Henrique. Manual de controladoria empresarial. São Paulo: Portal 
tributário Editora e Maph Editora, 2009. 
 
ZDANOWICZ, José Eduardo. Fluxo de caixa: uma decisão de planejamento e 
controles financeiros. 4ª ed. Porto Alegre: D. C. Luzzatto, 1998. 
 
____________________. Administração financeira. São Paulo: Atlas, 2004. 
 
http://www.portaleducacao.com.br/contabilidade/artigos/52356/historico-da 
contabilidade-e-do-controle-interno#ixzz3I1kCiRaZ. Acesso: set.2014. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
64 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
65 
 
 
Anexo 01 
QUESTIONÁRIO 
Este questionário tem por objetivo identificar A importância do controle interno 
na gestão financeira da empresa Fazendo Arte Moda infantil. Este instrumento é parte 
do desenvolvimento do trabalho de conclusão do curso de Administração de Empresas 
da FAVAG (Monografia). 
Agradeço a ajuda e compreensão.COLABORADOR(A):____________________________________________________ 
FUNÇÃO:________________________________________DATA_____/_____/_____ 
 
01-Toda mercadoria vendida é regularmente faturada? 
 
( ) Sempre ( ) Quase sempre 
( ) Ás vezes ( ) Nunca 
 
02-As devoluções feitas pelos clientes são devidamente controladas? Há documentos 
que comprovem esse registro de devolução? 
 
( ) Sempre ( ) Quase sempre 
( ) Ás vezes ( ) Nunca 
Qual(is)documento(s)?____________________________________________________
______________________________________________________________________
_________________________________________________ 
 
03 - Como é realizado o acompanhamento dos resultados (lucro/prejuízo) da sua 
empresa? 
 
( ) Planilha Excel ( ) Fluxo de caixa 
( ) Software ( ) Não se aplica 
( ) Planejamento financeiro ( ) plano de negócio 
Outro(s)?_______________________________________________________________
________________________________________________________ 
 
04-Você separa suas finanças pessoais das finanças da sua empresa? 
( ) Sempre ( ) Quase sempre 
( ) Ás vezes ( ) Nunca 
 
05- As decisões financeiras são realizadas com a participação de outros colaboradores? 
( ) Sempre ( ) Quase sempre 
( ) Ás vezes ( ) Nunca 
66 
 
 
06- É realizado o planejamento financeiro da empresa? 
( ) Sempre ( ) Quase sempre 
( ) Ás vezes ( ) Nunca 
( ) Não tenho tempo 
07-Atualmente você utiliza alguma ferramenta para fazer o controle financeiro da sua 
empresa? 
( ) Sempre ( ) Quase sempre 
( ) Ás vezes ( ) Nunca 
 
Qual(is)?_______________________________________________________________
________________________________________________________ 
 
08- Como é realizada a gestão do caixa? 
 
( ) Planilha Excel ( ) Fluxo de caixa 
( ) Software ( ) Não se aplica 
( ) Caderno 
Outro(s)?_______________________________________________________________
________________________________________________________ 
 
09- O fechamento do caixa é realizado diariamente? 
 
( ) Sempre ( ) Quase sempre 
( ) Ás vezes ( ) Nunca 
 
10 - Você faz o controle de fluxo de caixa? 
( ) Sempre ( ) Quase sempre 
( ) Ás vezes ( ) Nunca 
 
11- A pessoa responsável pelas contas A PAGAR é também responsável pelas contas A 
RECEBER? 
( ) Todos colaboram com o setor 
( ) Sim, a mesma pessoa no contas a pagar e no contas a receber 
( ) Não,tem uma pessoa no contas a pagar e outra no contas a receber 
 
12-Existe controle referente às contas a pagar e a receber? 
 
( ) Sempre ( ) Quase sempre 
( ) Ás vezes ( ) Nunca 
Como é feito?_______________________________________________________________ 
______________________________________________________________________ 
______________________________________________________________________ 
 
 
67 
 
 
ANEXO 02 - RELATORIO CONTAS A RECEBER APURADO EM OU TUBRO DE 2013 
 
 
ANGELA MARIA 71,80 
 
ADRIANA CLARA 22,00 
NÃO TEM ENDEREÇO 
NEM CPF 
ANGÉLICA MONIQUE 403,20 
 ADEILMA ELANGELISTA 473,23 
 
ARIANA FERRAZ 169,80 
NÃO TEM ENDEREÇO 
NEM CPF 
ANA PAULA GONÇAVES 683,85 
NÃO TEM ENDEREÇO 
NEM CPF 
ADRIANA SILVEIRA PECado original 833,39 
NÃO TEM ENDEREÇO 
NEM CPF 
ANA ROSA 180,20 
NÃO TEM ENDEREÇO 
NEM CPF 
ALDA FERREIRA 120,00 
 AMANDA LOPES 49,90 
 ADRIANA DE PAULA 222,10 
 
ANALICE JÚNIA 650,60 
NÃO TEM ENDEREÇO 
NEM CPF 
ALICE TEIXEIRA 128,00 
 ANA PAULA ALVES 60,00 FALTA CPF 
 
AURIANE 37,00 
NÃO TEM ENDEREÇO 
NEM CPF 
ANA SANTA 216,68 
NÃO TEM ENDEREÇO 
NEM CPF 
ADELMA SOARES 246,70 
 AURORA MARIA 359,38 
 ADRIANA CRISTINE 39,90 FALTA CPF 
 
ADVÃNIA ALVES 139,90 
NÃO TEM ENDEREÇO 
NEM CPF 
ADRIANA DOS REIS 625,80 
NÃO TEM ENDEREÇO 
NEM CPF 
BEATRIZ ALVES 241,90 
NÃO TEM ENDEREÇO 
NEM CPF 
CASSIA BARBOSA 158,20 
NÃO TEM ENDEREÇO 
NEM CPF 
CÉLIA MARIA 91,00 FALTA CPF 
 CRISLAINE FERNANDA 42,90 
 CLEUDIA CARDOSO 53,60 FALTA CPF 
 CRISLAINE COSTA 108,90 FALTA CPF 
 CATIANA DIAS 678,00 
 
CRISTINA LOPES 395,30 
NÃO TEM ENDEREÇO 
NEM CPF 
CÉLIA REGINA 27,00 
NÃO TEM ENDEREÇO 
NEM CPF 
total 
 
68 
 
 
Anexo 03 – Modelo de Ficha de clientes 
 
 
 
 
 
 
 
69 
 
 
Anexo 04 – Modelo de Nota Promissória 
 
 
 
70 
 
 
Anexo 05 – Slogan 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
71 
 
 
Anexo 6 – Modelo de Formulário Livro de caixa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
72 
 
 
Anexo 07 – Modelo de Planilha/Formulário de Controle de Contas a Pagar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONTROLE DE CONTAS A PAGAR 
MÊS/ANO: 
DATA FORNECEDOR HISTÓRICO 
N° 
DOCUMENTO VENCIMENTO VALOR 
DATA 
PAGAMENTO 
VALOR 
PAGO JUROS/DESCONTOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TOTAL 
73 
 
 
 Anexo 08 - Modelo de Planilha/Formulário de Controle Bancário 
CONTROLE BANCÁRIO 
MÊS/ANO: 
DATA HISTÓRICO CRÉDITO DÉBITO SALDO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SALDO A TRASNPORTAR 
 
 Anexo 09- Modelo de Planilha/formulário controle Diário de caixa 
CONTROLE DIÁRIO DO CAIXA 
MÊS/ANO: 
DATA HISTÓRICO ENTRADAS SAIDAS SALDO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SALDO A TRASNPORTAR 
 
74 
 
 
Anexo 10 – Modelo Planilha/formulário de controle de contas a receber 
CONTROLE DE CONTAS A RECEBER 
MÊS/ANO: 
DATA CLIENTE HISTÓRICO 
N° 
DOCUMENTO VENCIMENTO VALOR 
DATA 
PAGAMENTO 
VALOR 
PAGO JUROS/DESCONTOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TOTAL

Mais conteúdos dessa disciplina