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Saúde e Meio Ambiente
Conceitos e Correlação entre Saúde e Meio Ambiente
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Profa. Ms. Nilza Maria Coradi
Revisão Textual:
Profa. Esp. Vera Lídia de Sá Cicarone
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•	Introdução
•	Meio Ambiente e Saúde
•	Desenvolvimento dos Conceitos Saúde, 
Ambiente e Sustentabilidade
Como método de estudo, você deverá realizar as atividades de leitura. Na sequência, realizar 
as atividades de fixação do conteúdo (Atividade de Sistematização) e as atividades de 
interação (Fórum, Reflexiva ou Aplicação).
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Nesta unidade, vamos tratar do tema Saúde e Meio Ambiente. 
Discutiremos os conceitos de saúde e meio ambiente bem 
como a interdependência entre essas áreas. Verificaremos 
como o profissional de meio ambiente pode interferir e gerir 
o meio de modo a proporcionar um ambiente saudável e 
equilibrado, com mais saúde e qualidade de vida. Daremos 
início, também, ao tema Poluição Ambiental, no qual iremos 
nos aprofundar no decorrer do curso.
Conceitos e Correlação entre Saúde e 
Meio Ambiente
•	Modificações Ambientais e seus Impactos 
na Saúde
•	Dispersão dos Poluentes
•	As Formas mais Comuns de Poluição 
e seus Efeitos na Saúde (Ar, Água, Solo)
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Unidade: Conceitos e Correlação entre Saúde e Meio Ambiente
Contextualização
As modificações no meio ambiente decorrentes dos processos antrópicos, que acontecem em 
escala global, ocorrem em taxas incompatíveis com a capacidade de suporte dos ecossistemas, 
resultando no esgotamento dos recursos naturais e na poluição ambiental.
As modificações ambientais decorrentes dos padrões de consumo e de produção das 
sociedades modernas alteram significativamente o ambiente natural, aumentando o risco de 
doenças e atuando de forma negativa na qualidade de vida da população.
O mundo moderno apresenta muitas contradições para a humanidade. Se, por um lado, 
propicia melhores condições de vida, por outro, cria novos desafios para o homem ao alterar 
profundamente seu habitat.
Fica clara a importância de os profissionais de saúde e meio ambiente aprofundarem seus 
estudos sobre a epidemiologia ambiental, fazerem uma análise que envolva a importância do 
saneamento e do manejo ambiental para a promoção da saúde e suas interações com o meio 
ambiente, estudarem as condições sanitárias, doenças infecciosas e parasitárias e as políticas 
públicas relacionadas. 
Assim podemos começar a desenvolver um ambiente sustentável com maior equilíbrio, 
proporcionando uma melhora na qualidade de vida da população sem deixar de lado as 
necessidades de todos os seres vivos do planeta em que vivemos.
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Introdução
Nesta unidade discutiremos os conceitos de saúde e meio ambiente bem como a 
interdependência entre essas áreas. Vamos verificar, também, como o profissional de meio 
ambiente pode interferir e gerir o meio, de modo a proporcionar ambiente saudável e equilibrado, 
com mais saúde e qualidade de vida. A saúde ocupa uma posição de destaque na vida do 
indivíduo e da sociedade. Vamos ver como o indivíduo compõe uma relação com o corpo, 
consigo mesmo e com o meio em que vive. 
As modificações no meio ambiente decorrentes dos processos antrópicos, que acontecem em 
escala global, ocorrem em taxas incompatíveis com a capacidade de suporte dos ecossistemas, 
resultando no esgotamento dos recursos naturais e na poluição ambiental.
As modificações ambientais decorrentes dos padrões de consumo e de produção das 
sociedades modernas alteram significativamente o ambiente natural, aumentando o risco de 
doenças e atuando de forma negativa na qualidade de vida da população.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a saúde é entendida como um estado de completo 
bem-estar físico, mental e social ou, simplesmente, ausência de doença.
A 8ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1986, apresenta um conceito amplo de 
saúde, definindo-o da seguinte forma:
A saúde é a resultante das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio 
ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a 
serviços de saúde.
Nesse conceito, a situação de saúde é direta ou indiretamente produto das condições da vida 
biológica, social e cultural e da interação entre o meio físico e social.
A preocupação com a saúde sempre acompanhou o homem ao longo da história. Os homens 
desenvolveram diversas formas de explicar os fenômenos naturais e sociais. A doença, ao longo 
do tempo, obteve diversas explicações, algumas atribuídas a causas externas e relacionadas a 
fatores ambientais, e para elas, depois de identificadas, foram desenvolvidas práticas curativas 
incorporadas à sabedoria popular.
É fácil percebermos que, até hoje, há diferentes concepções do que seja saúde e sobre as causas 
das doenças. Esse conceito varia no tempo e no espaço. Cada cultura, cada época tem seus 
conceitos e critérios para distinguir o normal do patológico. Daí a importância de incorporarmos 
os aspectos que focalizam a posição do indivíduo em relação ao sistema econômico, social e ao 
meio ambiente no qual está inserido.
A Epidemiologia, ciência que estuda o processo saúde-doença na comunidade, analisando 
a distribuição e os fatores determinantes das enfermidades e dos agravos à saúde coletiva e 
sugerindo medidas específicas de prevenção, de controle ou de erradicação, apresentou, ao 
longo da história, várias teorias que mostram a origem das doenças. Apresentamos, a seguir, um 
resumo dos métodos epidemiológicos convencionais e suas peculiaridades:
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Unidade: Conceitos e Correlação entre Saúde e Meio Ambiente
•	 TEORIA UNICAUSAL: a doença decorre de uma única causa, sempre fora do 
organismo agredido, sendo um agente biológico capaz de promover um processo 
patológico e que penetra no organismo e desencadeia a doença, a qual apresenta 
sintomas característicos, com causa, patogenia e patologia. Esse modelo foi reforçado 
com as descobertas microbiológicas que colocaram, como foco da causa da doença, 
o micro-organismo.
•	 TEORIA MULTICAUSAL: a doença, segundo esta teoria, tem multiplicidade de causas 
coexistentes, capazes de produzir alterações físicas, com possível correção a partir de 
medidas que intervêm na cadeia causal. 
•	 TEORIA DA TRIADE ECOLÓGICA: o equilíbrio da saúde depende da interação 
entre o meio ambiente físico, social e econômico, com os diferentes agentes biológicos e 
físicos, e o homem, com características etárias, de raça, sexo, hábitos, fatores genéticos, 
personalidade e mecanismo de defesa. O mais interessante deste modelo é que ele 
apresenta intervenções na promoção da saúde - com ações sobre o ambiente, educação, 
alimentação e lazer - na proteção da saúde - com imunizações, diagnósticos precoces – e 
na limitação do dano e reabilitação.
A interdependência entre saúde, meio ambiente e desenvolvimento é reconhecida há muito 
tempo, no entanto nosso modelo de desenvolvimento vem provocando danos irreversíveis ao 
meio ambiente e, consequentemente, à saúde. Com o rápido crescimento populacional e a 
urbanização vem toda espécie de abusos e destruição que colocam em risco não só a qualidade 
de vida e a saúde das pessoas, mas também a biodiversidade e os processos naturais que 
sustentam a sobrevivência na terra.
Em um ecossistema primitivo, o conjunto de atividades antrópicas apresenta uma pequena 
ou nenhuma modificação no ecossistema. Entende-se por ecossistema o sistema onde se vive. 
É uma unidade natural constituída de parte não viva (água, gases atmosféricos, sais minerais e 
radiação solar) e de parcela viva (plantas e animais, incluindo os microrganismos), que interagem 
ou se relacionam entre si, formando um sistema estável.
Em um ecossistema rural,

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