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LITERATURA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: CONTAÇÃO DE HISTÓRIA.
Cleude Costa Pereira1
Diele Santana Machado
Leidy Jessica de S. Pereira
Paula Fabiane Borges de Assis 
 Elisangela Barros Miranda Gomes2
RESUMO
Neste artigo abordaremos sobre a literatura na educação infantil: contação de história. Falaremos sobre a história da educação infantil, a contação de história como estratégia educacional, sobre sua importância na educação infantil e a contação de história como pratica educativa: uma reflexão pedagógica. A contação de história é uma contribuição no ensino- aprendizagem na educação infantil, pois ela amplia o conhecimento da criança, a curiosidade, a criatividade, a oralidade, incentiva o gosto pela leitura, contribui na formação da personalidade da criança envolvendo o social e o afetivo. Citaremos alguns autores com seus pensamentos sobre a educação infantil contação de história, como: Bettelheim (2002, p. 197), o conto de fadas é a cartilha com a qual a criança aprende a ler sua mente na linguagem das imagens, a única linguagem que permite a compreensão antes de conseguirmos a maturidade intelectual.
Palavras-chave: Educação infantil. Prática Pedagógica. Contação de História. Literatura Infantil.
1. INTRODUÇÃO 
Vivemos hoje em um mundo onde tudo está ligado a tecnologia, a mídia digital, as redes sociais, pois vivemos no mundo tecnológico e a contação de história está sendo deixada de lado, por este motivo, então é nesse objetivo que a escola entra para dá ênfase a literatura infantil como forma de contação de história, pois na Educação Infantil isso estimula a curiosidade na criança, a curiosidade, a imaginação, a construção de ideias e expande seus conhecimentos e faz com que ela vivencie situações de alegria, tristeza, medo, entre outros, ajudando à resolver esses conflitos e criando novas expectativas. 
A contação de história instiga a imaginação, a criatividade, a oralidade, incentiva o gosto pela leitura, contribui na formação da personalidade da criança envolvendo o social e o afetivo.
Para Bettelheim (2009), as histórias representam, de forma imaginativa, aquilo em que consiste o processo sadio de desenvolvimento humano. O conto não poderia ter seu impacto psicológico sobre a criança se não fosse primeiro e antes de tudo uma obra de arte. 
A contação de história fornece fundamentos para a imaginação, estimula a observação e facilita a expressão de ideias. 
O objetivo deste trabalho é abordar a importância da história contada na Educação Infantil para o desenvolvimento educativo da criança. Elas transmitem valores morais, estimulam suas emoções, além de desenvolver nelas o gosto que as atrairão para a leitura quando mais velhos. A contação de histórias despertava também a imaginação, as emoções, o interesse e as expectativas dos seus ouvintes. Praticada de modo correto ela desenvolve a linguagem, as histórias podem ser utilizadas para ajudá-las a entender o mundo à sua volta. 
 Segundo Fernandes (2003), a literatura infantil funciona como um jogo em torno da linguagem e pode suscitar o prazer e emoções, além do divertimento. 
 Pretende-se apontar a importância das histórias infantis; relacionar a contação de histórias e a aprendizagem na Educação Infantil; mostrar habilidades que o professor deve ter ao contar histórias ao identificar diferentes maneiras de se contar histórias na Educação Infantil. Além de ser um momento prazeroso e interativo entre quem conta e quem ouve, narrar histórias para as crianças envolve fábulas, contos e lendas baseadas no repertório de mitos da sociedade. 
Por tanto iremos abordar uma fabula bastante conhecida, a do pastorzinho e o lobo, que trata da história de um pastorzinho mentiroso, essa história mostra claramente que um mentiroso poderá sofrer devido seu vício em contar mentiras.
Não alimentar o hábito de mentir é o melhor remédio, para que, no momento em que dizer a verdade, não fique desacreditado diante das pessoas.
O legal de fabula é que ao final da história tem sempre uma moral, e essa moral que buscamos ensinar as crianças. Pois contar histórias para crianças também contribui para o desenvolvimento da moral do caráter e da linguagem uma vez que amplia o universo de significados da criança e do hábito da leitura.
2. LITERATURA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: CONTAÇÃO DE HISTÓRIA
2.1 A HISTÓRIA DA LITERATURA INFANTIL.
Era uma vez uma simples mais incrível ideia que surgiu na cabeça dos homens. Foi uma época em que eles ainda achavam que, criança era um mini adulto e que a criança deveria se comparta e se vestir e falar como um adulto, mas então as pessoas começaram a perceber que as crianças eram diferentes dos adultos. Aos sete anos, a criança tanto rica quanto pobre era colocada em outra família para aprender os trabalhos domésticos e os valores do ser humano. Na idade moderna a criança era tratada de acordo com sua classe social, tinha amor, piedade e dor por essa criança. Os colégios da época eram dirigidos a um pequeno grupo constituído somente por meninos. Foi nessa época que surgiu o castigo físico como a palmatoria, a política retardou a entrada da criança na escola a parti do século XVII para 10 anos de idade a justificativa para isso era de que a criança era considerada fraca e incapaz.
 	A criança vivencia o mundo de um jeito diferente e quanta dificuldade os adultos tiveram para entender isso, mas quando perceberam que as crianças são diferentes passaram a trata-las como uma criança deve ser.
A partir dessa data, deu início a uma nova configuração ‘’ na década de 1920, passava-se a defesa da democratização do ensino, educação significava possibilidade de ascensão social e era defendida como direito de todas as crianças consideradas como iguais’’ Kramer 1995, p55.
Na década de 1930, o estado assumiu o papel de buscar incentivo financeiro de órgãos privados, nesta década passou-se a preocupasse com a educação, física e higiene, das crianças como fator de desenvolvimento das mesmas tendo como principal objetivo combater a mortalidade infantil. Nesta época iniciou-se a organização de creches, jardim de infância e pré-escolas de maneira desordenada e sempre numa perspectiva emergencial como se os problemas infantis criados pela sociedade, pudessem ser resolvidos por essas instituições.
A criança vivencia o mundo de forma diferente e quantas dificuldades os adultos tiveram para perceber isso, mas quando perceberam começou a nascer a literatura infantil, foi ai então que dois irmãos juntaram as histórias da época em uma incrível coletânea de contos de fadas. Jacob e Wilhelm Grimm outro grande mestre da literatura infantil foi Hans Christian Andersen, que criou as histórias da pequena sereia e do patinho feio, outras histórias foram surgindo. Walt Disney contribuiu bastante com a literatura infantil fazendo o mundo da literatura invadir as telas do cinema.
E no Brasil aqui a literatura infantil estava só engatinhando, Os primeiros livros infantis publicados no brasil são traduções de histórias europeia datam a parti do século XIX , com a abertura oficial da imprensa Regia em 1808 , no ano de 1886 e publicado o livro de contos infantis de JULIA LOPES DE ALMEIDA E ADELIN LOPES VIERA Abrindo o século XX, Olavo Bilac e Coelho Neto editam seus Contos pátrios (1904) e Tales de Andrade, com o romance Saudade (1919), encerra o primeiro período da literatura infantil brasileira, até que MONTEIRO LOBATO começa a escrever para as crianças A CARREIRA DO AUTOR INICIA-SE EM 1921 COM A PUBLICAÇÃO A Menina do Narizinho arrebitado entre outras, como sitio do pica-pau amarelo. Hoje títulos da literatura infantil chegam a se tornar fenômenos mundiais como AS CRONICAS DE NARNIA E HARY POTER, a parti daí começam a surgir novos autores como Clarisse Lispector, Vinicius de Moraes e Cecilia Meireles.
a importância da diversão justifica-se porque imitar a realidade brincando aprofunda a descoberta e é uma das primeiras atividades, rica e necessária, no auxílio do processo de eclosão da personalidade e do imaginário que constitui um meio de expressão privilegiado da criança