A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
2 pág.
Resenha Renata Andrade de Souza

Pré-visualização | Página 1 de 1

UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
CURSO DE VETERINÁRIA
Resenha crítica de Caso
Renata Andrade de Souza
Trabalho da disciplina Antropologia e Sociologia rural
Professor: Maurício Franca de Santana
Agricultura familiar e patronal
Referências: LELIS, Davi Augusto. Agricultura familiar e patronal: a escolha moral do Estado. Revista de Presidência. V 18, n.114, 28/07/2016. Disponível em: https://projetoreaja.org/2016/07/28/agricultura-familiar-e-patronal-a-escolha-moral-do-estado/. Acesso em: 11/05/2020.
No artigo “Agricultura familiar e patronal : A escolha moral do Estado ”, publicado no dia 28 de Julho do ano de 2016, Davi Lelis aborda sobre como o Estado intervém moralmente nos dois modelos de produção agrícola no cenário rural (sendo eles a agricultura familiar e a agricultura patronal), Na visão de Lelis o Estado tem constantemente feito a escolha moral em favor da agricultura patronal, já que o mesmo sempre dedica a maior parte dos investimentos financeiros de infraestrutura e de ordem institucional para a agricultura patronal.
Para que se possa melhor compreender as relações morais do Estado Brasileiro em relação aos dois modelos de produção no meio rural, vamos evidenciar a diferença entre ambas. Na  agricultura familiar as atividades são realizadas por pequenos produtores em propriedades de pequena escala em regime familiar, podendo ter entre um à dois funcionários assalariados, à agricultura familiar é massivamente responsável pela produção para abastecimento interno e no Brasil é a responsável por produzir cerca de 70% dos alimentos para a sociedade rural. A agricultura patronal, por sua vez, é comumente denominada de agronegócio, por na maioria das vezes apresentar responsabilidade pela produção de exportações, ela é exatamente oposta à agricultura familiar, sem contar que causa muitos danos ao meio ambiente.
Lelis afirma que o Estado precisa investir com extrema urgência na agricultura familiar e na sua produção de alimentos, já que a própria em questão apresenta baixo custo de produção, integração familiar e pouco uso de agrotóxicos, porém com a negligência do Estado sobre a mesma, o nosso desenvolvimento tardio permanecerá inalcançável. A disputa entre a agricultura familiar e patronal representa a escolha moral estatal, a escolha é pautada por uma economia comprometida somente em solucionar os problemas que a economia manifesta e no final apresentar um saldo positivo para manter o mercado calmo, e quem se beneficia dessa escolha é a agricultura patronal já que ela gera uma maior renda criando empregos tanto para mão de obra especializada e não especializada, gera economia para o país através das exportações, fazendo com que haja um aumento no PIB.
Em termos da atuação do Estado, o saldo em geral é negativo para agricultura familiar em comparação à patronal, já que ela recebe apenas 24% da área agricultável do Brasil, o Estado deveria investir mais na agricultura familiar já que ela promove segurança alimentar em um sistema que valoriza o agricultor familiar e o comércio local e também por ela apresentar menos danos ao planeta em termos de sustentabilidade ambiental em comparação à agricultura patronal.
O artigo de Lelis é destinado para estudantes de sociologia rural e para quem trabalha no ramo, porém é extremamente de utilidade pública. O artigo tem por objetivo principal discutir sobre como à intervenção do Estado nas relações agrícolas acaba prejudicando sempre a agricultura familiar. É interessante relatar que o artigo tem fácil acesso e nos faz refletir sobre as relações estatais no meio rural e em sua desigualdade.

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.