direito penal aulas
44 pág.

direito penal aulas


DisciplinaDireito Penal I73.517 materiais1.214.075 seguidores
Pré-visualização14 páginas
Teoria Geral do Direito Penal \u2013 Prof. Ivan Carlos de Araújo 
 1
 
Código Penal 
 
 
 
 
 
Nesse semestre, será abordado até o Art. 28. 
 
 Preceito Primário / PRECEITO \ufffd Ex: matar alguém 
Tipo Penal 
 Preceito Secundário / SANÇÃO \ufffd Ex: reclusão de 06 a 20 anos 
 
O Legislador se serve do tipo penal para realizar a tutela jurídica. O tipo penal do Art. 120 CP protege 
a vida, por exemplo. 
 
DIREITO PENAL é o conjunto de normas jurídicas impostas coativamente pelo Estado mediante as 
quais se proíbe determinadas ações ou omissões sob a ameaça da característica sanção penal. 
 
 O Direito Penal é regido pelo: Código Penal (C.P) 
 Legislação Penal Extravagante (L.P.e) 
 
\ufffd Integram, também, esse ramo do Direito: os Princípios Gerais, as Condições e Pressupostos para 
aplicação da pena e da medida de segurança. 
 
A aplicação da pena é para os imputáveis e a medida de segurança para os inimputáveis. 
 
 Art. 96 CP (são tratamentos aplicados em vez da pena) 
 
O que impera no Direito Penal é o Princípio da Legalidade \ufffd ou seja, o que está na Lei. (o que não é 
proibido é permitido). 
Não se usa a analogia. (ex: matar E.T. \ufffd não tem no código, então \u201cpode\u201d. Não podemos associar a 
matar pessoa, nem animais) 
 
Alguns conceitos: 
DIREITO PENAL OBJETIVO \ufffd é o direito positivado. A legislação penal em vigor. O Código Penal. 
 
Art.1º
Art.120
Art.361
Parte Geral Parte Especial
(+ de 90% é composta por tipos penais)
Art 120 CP 
proteção 
Teoria Geral do Direito Penal \u2013 Prof. Ivan Carlos de Araújo 
 2
DIREITO PENAL SUBJETIVO \ufffd é o direito de punir que o Estado tem em face ao desrespeito ao Dir. 
Penal Objetivo. (ex: se a pessoa não seguir / desrespeitar o Código Penal). 
 
DIREITO PENAL COMUM \ufffd é aquele dirigido a todos os cidadãos, indistintamente. 
 
DIREITO PENAL ESPECIAL \ufffd é aquele dirigido a um grupo especial de pessoas levando em 
consideração condições / qualidades especiais definidas no código. Ex: código penal militar. 
 
DIREITO PENAL MATERIAL \ufffd é o direito penal pronto. É o que é. 
 
DIREITO PENAL FORMAL \ufffd é o direito processual penal. Traz as regras e procedimentos para 
apurar se houve o crime e se o sujeito é passível de sanções. É como provar o que é. 
 
HISTÓRIA DO DIREITO PENAL 
 CONSUETUDINÁRIO \ufffd baseado nos costumes 
2 Sistemas de Direito (existente na Inglaterra) 
 LEGALIDADE \ufffd baseado nas Leis 
 
1446 a 1500 \ufffd em 1500 vigoravam em Portugal as Ordenações do Rei (ordenações afonsinas). 
Quando o Brasil foi descoberto passou a vigorar aqui essas ordenações. (eram as Leis na época). 
 
1500 a 1521 \ufffd vigoravam as ordenações manuelinas. 
 
1603 \ufffd ordenações filipinas (de D. Filipe, rei de Portugal e Espanha) 
 Alguns tipos de penas: 
 Pena de Morte Natural para Sempre \ufffd quando enforcavam e deixavam o corpo lá pendurado 
até apodrecer. 
 Pena de Morte Natural Cruelmente \ufffd executada pelos carrascos, com objetivo de causar 
muita dor no executado, até a morte. 
 
Com a independência do Brasil em 1822, D. Pedro deu continuidade à Legislação em vigor até a 
elaboração da Constituição Federal em 1824. 
 
1830 \ufffd Código Criminal do Império \ufffd entrada em vigor do ordenamento mais importante após a 
Constituição. Durando basicamente 60 anos. 
 
Em 1889 ocorre a Proclamação da República. 
Estão Interligados 
Teoria Geral do Direito Penal \u2013 Prof. Ivan Carlos de Araújo 
 3
1890 \ufffd 1º Código Penal da República \ufffd entrou em vigor, recebendo muitas críticas, diferentemente 
do Código Criminal do Império. Pois, foi elaborado muito às pressas e considerado ultrapassado. \ufffd o 
que o levou a uma quantidade imensa de modificações. 
 
1932 \ufffd CLP \ufffd publicação da Consolidação das Leis Penais. 
 
1940 \ufffd Decreto-Lei Nº 2848 \ufffd entrada em vigor do 1º e atual CÓDIGO PENAL. 
 
1969 \ufffd elaborado um novo código penal, com vacatio legis de 1 ano (assim, entraria em vigor em 
1970). Esse vacatio legis foi estendido ano após ano, até 1978 quando foi revogado, não chegando a 
entrar em vigor. 
 
Assim, atualmente, temos o código penal de 1940, 
mas com a Parte Geral modificada em 1984. 
 
 
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 
É uma garantia Constitucional (Art. 5º, XXXIX, CF). 
No Brasil, foi adotado em todos os códigos Penais. 
Art. 1º CP \ufffd Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal 
 
Princípios que compõem o princípio da Legalidade: 
\u2022 Lex Previa \ufffd esse princípio afasta a retroatividade da norma penal. 
A norma penal não retroage. É irretroativa. 
Princípio da Anterioridade \ufffd a norma penal tem que ser anterior ao fato. Entra em vigor para 
disciplinar fatos futuros. 
\u2022 Lex Scripta \ufffd não há crime sem lei escrita. Esse princípio afasta os costumes. Não se admite 
os costumes como fonte da norma penal incriminadora. 
A norma penal é imposta coativamente pelo Estado. 
 
02 tipos de fontes do Direito: 
\ufffd Fonte Material de Direito (substantiva) \ufffd é uma fonte criadora. São os órgãos encarregados da 
elaboração das normas. Ex: Congresso Nacional. 
\ufffd Fonte Formal de Direito (de cognição / conhecimento) \ufffd a Lei Federal em sentido estrito é a única 
fonte de conhecimento da norma penal incriminadora. 
 
 (*) os costumes podem servir de inspiração 
para as fontes materiais. Mas de maneira alguma é uma fonte formal. 
Parte Geral Parte Especial
Modificada pela LEI 7.209/84
Teoria Geral do Direito Penal \u2013 Prof. Ivan Carlos de Araújo 
 4
Art. 62, §1º, I, b, CF \ufffd é vedada Medida Provisória que imponha pena e estabeleça o que seja crime. 
Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, 
com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 32, de 2001) 
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, 
de 2001) 
I - relativa a: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) 
b) direito penal, processual penal e processual civil; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) 
 
Somente Lei Ordinária Federal pode fazer isso (devendo ser aprovada pelo Congresso Nacional) 
A Assembléia Legislativa, a câmara dos vereadores, não são fontes de produção do Direito. 
 
\u2022 Lex Stricta \ufffd afasta a analogia. (analogia funciona como norma integradora, na ausência de 
lacunas na lei). 
O Direito admite analogia. Mas, em relação à disciplina Penal não se admite analogia como fonte da 
norma penal incriminadora. 
Observamos esse princípio no Art. 1º CP \u2013 não há crime sem lei anterior que o defina. 
 
O Direito Penal é fragmentário \ufffd significa que a proteção penal não é homogênea. Caráter 
fragmentário quer dizer que o Direito Penal só deve intervir quando houver ofensa a bens 
fundamentais para a subsistência da sociedade. Sempre foi tradição no Brasil. Recentemente, no 
entanto, o DP brasileiro tem apresentado uma característica bem mais intervencionista, objetivando 
aplacar a sensação coletiva de insegurança decorrente da escalada da criminalidade e proporcionar 
uma maior garantia de tranqüilidade social. É o chamado Movimento da Lei e da Ordem 
 
Direito Penal é a última \u201cratio\u201d \ufffd última alternativa. Serve para ser utilizado como último recurso. 
Quando as situações em que a proteção oferecida por outros ramos do Direito (Comercial, Civil, etc.) 
não seja suficiente para inibir sua violação, ou em que a exposição a perigo do bem jurídico tutelado 
apresente certa gravidade. 
 
Analogia \u201cin Bonam Partem\u201d \ufffd ex: vítima de atentado violento ao pudor que fica grávida pode realizar 
aborto, como no caso de estupro. Mas, isso já mudou, pois estupro e atentado violento ao pudor 
passaram a integrar o mesmo artigo do CP, recentemente. 
 
\u2022 Lex Certa \ufffd a lei tem que ser clara, objetiva e didática, uma vez que