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106 - Sobre a Fé II

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SOBRE A FÉ
John Wesley
"Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam". (Hebreus 11:6)
1. Mas o que é fé? É a "evidência e convicção" divina "das coisas não vistas"; das coisas que não são vistas agora, quer sejam visíveis ou invisíveis, na natureza delas. Particularmente, é uma evidência e convicção divina de Deus, e das coisas de Deus. Esta é a definição mais compreensível da fé que sempre foi dada e pode ser dada; de maneira a incluir todas as espécies de fé, da mais baixa a mais alta. E ainda assim, eu não me lembro de algum escritor eminente que tenha dado um relato completo e claro de diversas espécies dela, entre todos os tratados prolixos e tediosos, que têm sido publicados sobre o assunto. 
2. Alguma coisa, de fato, de uma espécie similar, tem sido escrita por aquele grande e bom homem, Sr. Fletcher, em seu "Tratado sobre as Várias Dispensações da Graça de Deus". Neste ele observa que existem quatro dispensações que são distinguidas umas das outras, por um grau de conhecimento que Deus concede àqueles que estão sob cada uma. Um pequeno grau de conhecimento é dado àqueles que estão sob a dispensação pagã. Esses geralmente acreditaram "que existiu um Deus, e que ele foi um recompensador deles que diligentemente o buscaram". Mas um grau bem mais considerável de conhecimento foi outorgado para a nação judaica; visto que para eles "foram confiados" os grandes meios de conhecimento, "os oráculos de Deus". Conseqüentemente, muitos desses tinham idéias claras e sublimes da natureza e atributos de Deus; da obrigação deles para com Deus e homem; sim, e para a grande promessa feita a nossos primeiros antepassados e transmitida por eles para sua posteridade, de que "a Semente da mulher pisaria a cabeça da serpente". 
3. Mas acima de ambas, a dispensação pagã e judaica, estava a de João Batista. A ele um conhecimento ainda mais claro foi dado; e ele mesmo "uma luz incandescente e brilhante". A ele foi permitido "observar o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo". Assim sendo, o próprio nosso Senhor afirma que "de todos os que nasceram das mulheres" não havia, até aquele tempo, surgido "um maior do que João Batista". Mas, não obstante ele nos informa, "aquele que é o menor no reino de Deus", a dispensação cristã, "é maior do que ele". Mas, aquele que está sob a dispensação cristã, o Sr. Fletcher quer dizer aquele que recebeu o Espírito de adoção; que tem o Espírito de Deus testemunhando "com seu espírito, que ele é um filho de Deus". 
Com o objetivo de explicar isto ainda mais além, eu me esforçarei, com a ajuda de Deus.
I. Indicar as diversas espécies de fé:
II. Esboçar algumas inferências práticas.
I
Em Primeiro Lugar, eu me esforçarei para indicar algumas espécies de fé. Seria fácil, quer reduzir essas a um número melhor, ou dividi-las em uma maior. Mas não parece que isto responderia a algum propósito valoroso. 
1. A menor espécie de fé, se ela pode ser alguma fé, afinal, é aquela de um Materialista – um homem que, como o falecido Lorde Kames, acredita que não existe coisa alguma, a não ser matéria no universo. Eu digo, se for alguma fé afinal; porque, falando propriamente, não é. Não é "uma evidência ou convicção de Deus"; porque eles não acreditam que existe alguma; nem é "uma convicção das coisas não vistas", porque eles negam a existência de tal. Ou, se, por causa da decência, eles admitem que existe um Deus, ainda assim, eles supõem que Ele seja material. Porque uma de suas máxima é Jupiter est quodcunque vides [Lucan]. "O que quer que você veja é Deus". O que quer que você veja! Um deus visível, tangível! Divindade excelente! Completo absurdo!
2. A segunda espécie de fé, se você admitir que um materialista tenha alguma, é a fé de um Deísta. Eu quero dizer, alguém que crê que existe um Deus, distinto da matéria; mas não acredita na Bíblia. Desses podemos observar dois tipos: Um tipo são as meras bestas em corpo humano, completamente sob o poder das paixões inferiores, e tendo "um apetite evidente para misturar-se com a lama". Outro tipo de Deístas, na maioria dos aspectos, diz respeito às criaturas racionais, embora infelizmente preconceituosos contra o Cristianismo: A maioria desses crê na existência e nos atributos de Deus; eles crêem que Deus criou e governa o mundo; e que a alma não morre com o corpo, mas permanecerá para sempre em um estado de felicidade ou miséria. 
3. A próxima espécie de fé, é a fé dos Ateus, com os quais eu junto à dos Maometanos. Eu não posso deixar de preferir esta, antes da fé dos Deistas; porque, embora ela compreenda proximamente os mesmos objetos, ainda assim, eles são, antes, para serem lamentados do que envergonhados, pela estreiteza de sua fé. E o fato de não acreditarem em toda a verdade, não é devido à falta de sinceridade, mas meramente pela falta de conhecimento [luz]. Quando alguém perguntou a Chicali, um velho Chefe índio: "Por que vocês, homens vermelhos, não sabem tanto quanto nós homens brancos?". Ele rapidamente respondeu: "Porque você tem a grande Palavra e nós, não". 
4. Não se pode duvidar, mas este apelo beneficiará milhões de ateus modernos. Visto que para eles pouco é dado, deles pouco será requerido. Quanto aos ateus antigos, milhões deles, igualmente, eram selvagens. Não mais, portanto, dever-se-ia esperar deles, do que viverem à altura da luz que eles tinham. Mas, muitos deles, especialmente nas nações civilizadas, nós temos grande motivo para ter esperanças de que, embora eles vivessem em meio aos ateus, ainda assim, eles fossem de um espírito completamente outro; sendo ensinados por Deus, através da voz interior, em todas as essências da religião verdadeira. Assim eram aqueles Maometanos, e árabes que, um século ou dois atrás, escreveram a Vida de Hai Ebn Yokdan. A história parece inventada; mas ela contém todos os princípios da religião pura e imaculada.
5. Mas, em geral, nós podemos certamente situar a fé de um Judeu acima daquela de um ateu ou Maometano. Através da fé judaica, eu quero dizer, a fé daqueles que viveram entre a lei dada e a vinda de Cristo. Esses, ou seja, aqueles que eram sérios e sinceros entre eles, acreditaram em tudo que estava escrito no Velho Testamento. Em específico, eles acreditaram que, na plenitude do tempo, o Messias apareceria: "para terminar a transgressão, dar um fim ao pecado, e trazer a retidão eterna". 
6. Não é tão fácil passar algum julgamento concernente à fé de nossos modernos judeus. É claro que "o véu está ainda sobre seus corações", quando Moisés e os Profetas são lidos. O deus deste mundo ainda endurece seus corações e ainda cega seus olhos, "a fim de que a qualquer tempo a luz do Evangelho glorioso" não venha sobre eles. De modo que nós podemos dizer destas pessoas, como o Espírito Santo disse aos seus antepassados: "O coração deste povo está misturado com o vulgar, e seus ouvidos entorpecidos para ouvir, e seus olhos eles os mantêm fechados; a fim de que não possam ver com seus olhos, e ouvir com seus ouvidos, e entender com seus corações, e sejam convertidos, e eu possa curá-los". (Atos 28:17). Ainda assim, não é nossa tarefa passar uma sentença sobre eles, mas deixá-los ao seu próprio Mestre. 
7. Eu não preciso habitar na fé de João Batista, algo mais do que na dispensação, a que ele estava submetido; porque esses, assim como o Sr. Fletcher bem os descreve, eram peculiares a si mesmos. Colocando-o de lado, a fé dos Católicos Romanos, em geral, parece estar acima daquela dos judeus do passado. Se a maioria desses são voluntários na fé, acreditando mais do que Deus tem revelado, não se pode negar que eles acreditaram em tudo que Deus revelou como necessário para a salvação. Nisto nos regozijamos em favor deles. Nós estamos satisfeitos que nenhum daqueles Artigos que eles acrescentaram no Concílio de Trent, "para a fé uma vez entregue aos santos, tão materialmente contradizem quaisquer dos Artigos cristãos, quanto atribuem a eles nenhum efeito". 
8. A fé dos Protestantes,em geral, abraça apenas essas verdades necessárias para a salvação, tão claramente reveladas nos oráculos de Deus. O que quer que seja plenamente declarado no Velho e Novo Testamento é o objeto da fé deles. Eles acreditam, nem mais nem menos, do que está manifestadamente contido, e seja provado, através das Escrituras Santas. A palavra de Deus é a "lanterna para seus pés, e uma luz em todos os seus caminhos". Eles não se atrevem, sob qualquer pretexto, a desviarem-se dela para a direita ou para a esquerda. A palavra escrita é toda e a única regra da fé deles, assim como a prática. Eles acreditam no que quer que Deus tenha declarado, e professam fazer o que quer que ele ordenou. Esta é a própria fé dos Protestantes: Através desta, eles irão continuar, e nenhuma outra. 
9. Até aqui, a fé tem sido considerada, principalmente, como uma evidência e convicção de tais e tais verdades. E este é o sentido em que é tomada até hoje, em toda parte do mundo cristão. Mas, neste meio tempo, que seja cuidadosamente observado (porque a eternidade depende disto) que nem a fé de um Católico Romano, nem aquela de um Protestante, se ela não contém mais do que isto; não mais do que abraçar tais e tais verdades, terá proveito diante de Deus, do que a fé de um Maometano ou um Pagão; ainda de um Deista ou Materialista. Porque pode esta "fé salvá-lo?". Ela pode salvar algum homem quer do pecado ou do inferno? Não mais do que poderia salvar Judas Iscariotes: Não mais do que poderia salvar o diabo e seus anjos; todos que estão convencidos que cada título das Sagradas Escrituras é verdade.
10. Mas qual é a fé que é propriamente salvadora; que traz a salvação eterna para todos aqueles que a mantêm até o fim? É tal divina convicção de Deus e das coisas de Deus; até mesmo neste estado infantil, que capacita todo aquele que a possui a "temer a Deus e operar a retidão". E quem quer que, em toda nação, assim acredite, o Apóstolo declara que ele é "aceito por Ele". Ele verdadeiramente está, naquele mesmo momento, em um estado de aceitação. Mas apenas como servo de Deus, não propriamente como um filho. Entretanto que seja bem observado que "a ira de Deus" não mais "permanece sobre ele". 
11. De fato, proximamente cinqüenta anos atrás, quando os Pregadores, comumente chamados Metodistas, começaram a pregar aquela grande doutrina bíblica, salvação pela fé, eles não estavam suficientemente informados da diferença entre um servo e um filho de Deus. Eles não claramente entenderam, que, até mesmo alguém "que teme a Deus, e opera a retidão, é aceito por Ele". Em conseqüência disto, eles estavam aptos tornar tristes os corações daqueles aos quais Deus não criou tristes. Porque eles freqüentemente perguntaram àqueles que temiam a Deus: "Você sabe que seus pecados estão perdoados?". E aos que eles responderam: "Não", eles imediatamente replicaram: "Então, você é um filho do diabo". Não; isto não procede. Poderia ter sido dito (e é tudo que pode ser dito com propriedade): "Até aqui, você é apenas um servo, e não é um filho de Deus. Você já tem grande motivo para louvar a Deus, porque ele o chamou para seu serviço honrado. Não tema. Continue clamando a Ele, e você verá coisas maiores do que essas". 
12. E, de fato, a menos que os servos de Deus hesitem, através disto, eles irão receber a adoção de filhos. Eles receberão a fé dos filhos de Deus, revelando seu único Filho em seus corações. Assim, a fé de um filho é, propriamente e diretamente, a convicção divina, por meio da qual todo filho de Deus é capaz de testificar: "A vida que eu agora vivo, eu vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou, e deu a si mesmo por mim". E, quem quer que tenha isto, o Espírito de Deus testemunha com seu espírito, que ele é um filho de Deus. Assim, o Apóstolo escreve aos Gálatas: "Vocês são filhos de Deus pela fé. E porque são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho aos seus corações, clamando: Aba, Pai"; ou seja, dando a você uma confiança pueril nele, junto com um tipo de afeição, em direção a ele. Isto, então, é o que propriamente constitui (se Paulo foi ensinado por Deus, e escreveu, como movido pelo Espírito Santo) a diferença entre um servo de Deus e um filho de Deus. "Ele que crê", como um filho de Deus, "tem o testemunho em si mesmo". Isto o servo não tem. Ainda assim, que nenhum homem o desencoraje; antes, amavelmente o exorte para esperar por isto, todo o momento. 
13. É fácil observar que todos os tipos de fé que podemos conceber são redutíveis a uma, ou outra das precedentes. Mas vamos desejar os melhores dons, e seguir o caminho mais excelente. Não existe razão, por que você ficaria satisfeito com a fé de um Materialista, um Ateu, ou um Deista; nem, na verdade, com aquela de um servo. Eu não sei que Deus requer isto de suas mãos. Na verdade, se eu tivesse recebido isto, você deveria não lançar fora; você não deveria, de maneira alguma, subestimar isto, mas ser verdadeiramente agradecido por ela. 
Ainda assim, neste meio tempo, cuide em como você descansa aqui: Siga em frente, até que você receba o Espírito de adoção: Não descanse, até que o Espírito testemunhe claramente com seu espírito, que você é um filho de Deus.
II
Eu prossigo, Em Segundo Lugar, para traçar algumas poucas inferências das observações precedentes. 
1. Em Primeiro Lugar, eu inferiria, se existe um Deus, em que estado terrível está um Materialista que nega não apenas que o "Senhor o comprou", mas também que o Senhor o fez. "Sem fé, é impossível agradar a Deus". Mas é impossível que ele tenha fé, afinal; -- alguma convicção de algum mundo invisível; porque ele acredita que não existe tal coisa; -- alguma convicção da existência de um Deus; porque um Deus material não é um Deus, afinal. Porque você não pode possivelmente supor que o sol ou céus sejam Deus, mais do que supor um Deus de madeira ou pedra. E, mais além, quem quer que acredite que todas as coisas sejam mera matéria, deve, é claro, acreditar que todas as coisas são governadas, através da necessidade horrenda – necessidade que é tão inexorável quanto os ventos; tão implacável quanto as rochas; tão impiedosa quanto as ondas que se arremessam sobre eles, ou os pobres marinheiros náufragos! Quem, então, auxiliará a ti, tu pobre pecador desolado, quando tu mais precisares de ajuda? Os ventos e mares, as rochas e tempestades! Tais são os melhores ajudadores que os Materialistas podem esperam!
2. Quase igualmente desolado, é o caso do pobre Deísta; quão iletrado, sim, quão moral, quem quer que ele seja. Porque você, igualmente, embora não possa atentar-se para isto, está realmente "sem Deus no mundo". Veja sua religião; a "Religião da natureza, delineada", através do engenhoso Sr. Wollaston; quem, eu me lembro de ter visto, quanto estive na escola, atendendo ao serviço público, na capela de Chaterhouse. Ele encontrou sua religião junto a Deus? Nada menos. Ele a encontrou junto à verdade, à verdade abstrata. Mas ele por aquela expressão queria significar Deus? Não; ele O colocou fora da questão, e construiu um castelo bonito no ar, sem ser devedor, quer a Ele ou à sua Palavra. Veja seu orador de língua suave de Glasgow, um dos escritores mais agradáveis da época! Ele tem algo mais a fazer com Deus, sobre seu sistema, do que o Sr. Wollaston: Ele deduz sua "Idéia da Virtude" Dele, como o Pai das Luzes, a Fonte de todo o bem? Exatamente o contrário. Ele não apenas planeja toda sua teoria, sem tomar o menor conhecimento de Deus, mas em direção ao encerramento dela propõe aquela questão, "O ter um olho para Deus, em uma ação, intensifica a virtude dela?". Ele responde: "Não; está longe disto, que, se em fazer uma ação virtuosa, ou seja, uma ação benevolente, um homem mistura um desejo de agradar a Deus, quanto mais existe deste desejo, menos virtude existe naquela ação". Nunca antes eu me encontrei quer com um judeu, turco, ou ateu que tão claramente renunciou a Deus, como este professor cristão!
3. Mas com ateus, maometanos, e judeus nós temos, no momento, nada a fazer; apenas podemos desejar que suas vidas, não envergonhemmuitos de nós que somos chamados cristãos. Nós não temos muito mais a fazer com os membros da Igreja de Roma. Mas não podemos duvidar que muitos deles, como o excelente Arcebispo de Cambray, ainda retêm (não obstante muitos erros) que a fé é operada pelo amor. E quantos dos Protestantes desfrutam disto, quer membros da Igreja da Inglaterra, ou de outras congregações? Nós temos motivo para acreditar que um número considerável, ambos de um e de outro (e, abençoado seja Deus, um número crescente), em toda a parte da terra. 
4. Algo mais, eu exorto vocês que temem a Deus e operam retidão, vocês que são servos de Deus, Em Primeiro Lugar, a fugirem de todo pecado, como da face da serpente; sendo rápidos, como a menina do olho, e sentirem o mais leve toque do pecado; e operarem a retidão, com o extremo do poder que agora têm para abundarem nas obras ambas da devoção e misericórdia. E, Em Segundo Lugar, continuamente clamarem a Deus, para que Ele revele seu Filho em seus corações, para que vocês não sejam mais servos, mas filhos; tendo seu amor espalhado em seus corações, e caminhando na "liberdade gloriosa dos filhos de Deus". 
5. Por fim, eu exorto vocês que já sentiram o Espírito de Deus testemunhando com seus espíritos que vocês são filhos de Deus, a seguirem o conselho do Apóstolo: Caminhem em todas as boas obras, através das quais vocês são criados em Jesus Cristo. E, então, "deixando os princípios da doutrina de Cristo, e não colocando novamente o alicerce do arrependimento proveniente das obras mortas e da fé em direção a Deus" (Hebreus 6:1), seguindo para a perfeição. Sim, e quanto vocês obtiverem a medida do amor perfeito, quando Deus tiver circuncidado seus corações, e os capacitado a amá-Lo, com todo seu coração e com toda sua alma, não pensem em descansar nisto. Isto é impossível. Vocês não podem ficar de pé ainda; vocês devem tanto levantar quanto cair; levantar mais alto ou cair mais baixo. Portanto, a voz de Deus, para os filhos de Israel, os filhos de Deus, é, "Sigam adiante!". "Esqueçam-se das coisas que ficaram para trás, e avancem, junto àqueles que estão na frente, pressionem para a marca, para o prêmio de seu alto chamado de Deus em Jesus Cristo!". 
 [Editado por Dave Rotz, estudante da Northwest Nazarene College (Nampa, ID), com correções de George Lyons para the Wesley Center for Applied Theology.]

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