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A Face 2 Atlas ilustrado de anatomia clínica 2

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e delicado
na região nasal. 
Depois da remoção da camada adiposa subcutânea, os mús-
culos corrugador do supercílio e prócero, que se irradiam para 
a região da glabela, ficam expostos. O músculo prócero cobre 
o corrugador do supercílio e pode estender-se para baixo, ao 
longo do dorso do nariz. Na região lateral do nariz, no ângulo
orbital, surge o músculo levantador do lábio superior e da asa 
do nariz; a seguir, faz trajeto para baixo, dos dois lados do
nariz, conecta-se à região alar com algumas fibras e continua
para o lábio superior. No dorso do nariz, o músculo nasal corre
em direção transversal e pode cobrir parcialmente os pequenos
músculos da região alar. Nas asas do nariz, há um músculo bem 
pequeno, o compressor menor das narinas. Lateralmente,
encontra-se um músculo dilatador da narina, maior, e na 
parede lateral da asa do nariz, estende-se no músculo alar.
Os músculos do nariz são integrados ao SMAS, que é muito fino 
e delicado nessa região. Durante procedimentos cirúrgicos, 
esses músculos devem permanecer dentro de suas bainhas 
de tecido conjuntivo, cujas margens devem ser protegidas da 
retração no interior do campo cirúrgico. Isso evitará que a 
pele tenha contato direto com a superfície óssea, o que seria 
muito insatisfatório em termos estéticos. O tecido do SMAS 
fica mais espesso na direção do ápice do nariz. Ao planejar o 
procedimento cirúrgico, é essencial fazer a seleção exata da 
camada na qual se deseja trabalhar para que a intervenção 
seja bem-sucedida. Isso também diz respeito à anestesia e ao 
risco de isquemia na região da cirurgia. É necessário decidir se 
o trabalho será feito sob a pele, no SMAS, abaixo do SMAS 
(epiperiostealmente) ou subperiostealmente.
• Fig. 3-28 Depois da remoção dos músculos nasal e levan-
tador do lábio superior e da asa do nariz, o trajeto do músculo
230 
nasal é completamente visível. Esse músculo tende a apresentar 
organização variável. Na ilustração, suas fibras estão sendo 
cruzadas por fibras do prócero, que faz trajeto para baixo no 
dorso no nariz neste caso. 
• Fig. 3-29 Depois da remoção dos músculos nasal e levan-
tador do lábio superior e da asa do nariz, o esqueleto ósseo do
nariz e a parte central do esqueleto cartilagíneo ficam visíveis. 
As cartilagens laterais superiores são pareadas, mas se fundem
à cartilagem quadrangular na linha mediana para formar uma 
unidade.
As cartilagens laterais superiores fazem trajeto abaixo do osso 
nasal por 2 a 15 mm em direção cefálica. Essa conexão entre 
osso e cartilagem é envolvida por camadas de pericõndrio e 
periósteo e deve permanecer intacta durante os procedimentos 
cirúrgicos. 
• Fig. 3-30 O esqueleto ósseo do nariz é composto pelo
osso nasal, pelos processos frontais e pelo processo alveolar
da maxila. As estruturas cartilagineas continuam em direção
caudal. A cartilagem lateral superior é chamada, com frequên-
cia, de cartilagem triangular. Uma parte considerável esten-
de-se até a cavidade do nariz, ao longo da superfície interna
do osso nasal. Assim, ela não é vislvel em toda a sua extensão
a partir do exterior. Na verdade, a cartilagem lateral superior
tem contorno mais trapezoidal.
As cartilagens aíares, embora suspensas em tecido conjuntivo, 
servem como esqueleto de apoio para a região do ápice do 
nariz. O principal suporte, porém, é fornecido pelo septo 
nasal. O canto anterior do septo estende-se até o espaço entre 
as cartilagens laterais superiores. Lateralmente, encontra-se o 
forte e fibroso tecido conjuntivo compartimentalizado alta-
mente fibroso, que pode conter gordura e forma o lóbulo alar 
em ambos os lados. Incrustadas nesse tecido conjuntivo, há um 
número variável de cartilagens sesamoides. Essas cartilagens 
também podem ser completamente ausentes. 
Devido a essa composição mutável dos componentes ósseos, 
cartilagíneos e de tecido conjuntivo, o esqueleto do nariz 
apresenta mobilidade e elasticidade crescentes em seu curso 
da direção cefálica para a caudal. 
O nariz em vista lateral 
- - - - - - - Músculo dilatador anterior 
da narina 
�-1!!! ! ! ! ! !�.C.. . . --- Parte alar do músculo 
nasal 
M. levantador do lábio _ _ _ _ _ _ _ .;...:.� 
superior e da asa do nariz 
Parte alar do - - - - - - - - - ' � � ; = = ; . . . 
músculo nasal anterior da narina 
,,__ _ _ _ _ _ M. abaixador do 
septo nasal 
Fig. 3-25 Nariz em vista lateral, com a pele removida para expor a camada de gordura subcutânea. 
Fig. 3-26 Nariz em vista lateral, com pele e camada de gordura removidas de modo a revelar os músculos. 
231 
Região nasal e do terço médio da face 
M. levantador do lábio - - - - - - - - -
superior e da asa do nariz 
Parte alar do músculo - - - - - - - : - ' - - . . . - ' - i - f - -
nasal 
M. abaixador do - - - - - - - - - - = - " < = . . , . , . , .
septo nasal 
M. abaixador do - - - - - - - - - . + - - ; ; . - ; - ,
septo nasal 
 M.nasal 
/ Cartilagem alar 
- - - - - Músculo compressor menor 
das narinas 
a ' ! ' P - - - - - - Músculo dilatador anterior 
da narina 
Ramo medial da cartilagem alar 
Cartilagem alar 
- - - - Músculo compressor menor 
das narinas 
:e...,-;:__ _ _ _ Músculo dilatador anterior 
da narina 
- - - Ramo medial da 
cartilagem alar 
Fig. 3-27 Nariz em vista lateral, com pele e camada de gordura removidas de modo a revelar os músculos. 
É apresentada uma variação, com o músculo prócero menor, que deixa o músculo transverso do nariz descoberto. 
Fig. 3-28 Nariz em vista lateral com o músculo levantador do lábio superior e da asa do nariz removido. 
232 
O nariz em vista lateral 
Ramo medial da - - - - - - - " ! ! ! ! 
cartilagem alar, 
parte lateral 
Cartilagem - - - - - - - - - -
sesamoide 
Parte alar do - - - - - - - - - - - - ' , ; . : . . . . -
músculo nasal 
M. abaixador do - - - - - - - - ; , - . - ' - - - - - = ' ' - , . '
septo nasal 
-
Ramo medial da - - - - - - - = c - - , 
cartilagem alar, 
parte lateral 
Cartilagem sesamoide - - - - - - - - ; - . 
Tecido conjuntivo - - - - - - - - - - -
lobular 
Cartilagem lateral superior 
_ 
Cartilagem atar 
- - - - - Músculo compressor menor 
das narinas 
 r - - - - Músculo dilatador 
anterior da narina 
 - - Ramo medial da 
cartilagem alar 
Cartilagem la ter ai superior 
 - - - - Cartilagem quadrangular 
/ 
Ponto de definição da 
, 
cartilagem alar 
Ramo lateral da 
cartilagem alar, 
parte central 
Ramo medial da 
cartilagem alar 
Fig. 3-29 Nariz em vista anterior com o músculo nasal e o levantador do lábio superior e da asa 
do nariz removidos. 
Fig. 3-30 Esqueleto nasal em vista lateral. 
233 
Região nasal e do terço médio da face 
• Fig. 3-31 Esqueleto cartilagíneo e tecido conjuntivo do
nariz em vista lateral.
• Fig. 3-32 Esqueleto cartilagíneo do nariz em vista lateral.
• Fig. 3-33 Esqueleto cartilagíneo e esqueleto ósseo paras-
septal do nariz em vista lateral.
• Fig. 3-34 Esqueletos cartilagíneo e ósseo parasseptal do
nariz em vista lateral. A cartilagem alar direita foi removida,
mas a cartilagem quadrangular foi mantida.
234 
• Fig. 3-35 Esqueletos cartilagíneo e ósseo parasseptal
do nariz em vista lateral. A cartilagem alar direita e a qua-
drangular foram removidas.
• Fig. 3-36 Esqueleto cartilagíneo e esqueleto ósseo paras-
septal do nariz em vista lateral. A cartilagem alar direita e a
quadrangular, o vômer e a lâmina perpendicular do etmoide
(lâmina perpendicular do esfenoide) foram removidos. A carti-
lagem alar esquerda foi seccionada no sentido paramedial.
Ramo medial da - - - - - - - - - - - - - - - - . .
cartilagem alar, 
� 
parte lateral 
• 
Cartilagem - - - - - - - - - - - - - �
sesamoide 
Tecido conjuntivo - - - - - - - - - - - - - - - -
lobular 
Ramo medial da _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ ..:..:..;_;__� 
cartilagem alar,