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Matrizes Coloridas Progressivas de Raven - Apresentação

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OBJECTIVOS DO TRABALHO
	Caracterizar o conjunto de Matrizes Progressivas de Raven;
	Caracterizar, de forma mais incisiva, a Matriz Progressiva Colorida de Raven: considerações gerais, material usado, normas de aplicação, normas de interpretação;
	Conhecer as vantagens e as limitações das Matrizes Progressivas de Raven;
	Aplicação do teste.
MATRIZES PROGRESSIVAS DE RAVEN
		Este grupo de testes foi construído por John Raven a partir de 1936 na Universidade de Dumfries na Escócia. 
		Denominam-se de progressivas porque têm um grau progressivo de dificuldade, inicialmente são consideradas fáceis, mas o grau de dificuldade vai aumentando ao longo do teste, consoante as séries e os itens de cada série. 
		
		A base da criação das Matrizes de Raven foi precisamente a análise de uma das componentes do factor “g” da Inteligência: a capacidade educativa, que “consiste em extrair novos insights (compreensões) e informações do que já é percebido ou conhecido” (Alves, Bandeira, Giacomel & Lorenzatto, 2004).
*
INFLUÊNCIAS
		Raven foi especialmente influenciado pela escola inglesa da análise factorial, a teoria dos dois factores, criada por Spearman. A teoria baseava-se em procedimentos estatísticos através dos quais Spearman demonstrava que as relações entre uma série de variáveis (as intercorrelações) podiam ser explicadas por um único grande factor, chamado de factor geral g.
 Spearman e outros pesquisadores verificaram que um número considerável de testes de habilidades humanas satisfazia este critério do factor geral.
		Para melhor captar a originalidade genética deste factor geral e, assim, evitar influências de elementos culturais e de treino, Raven optou por itens de carácter gráfico em vez de verbal para o seu teste, seguindo, nesta elaboração, os princípios da teoria da Gestalt. Assim, todos os itens do teste foram projectados de forma que a solução dos mesmos ocorresse dentro da percepção, espacial ou lógica, de uma configuração (gestalt). 
 
		
		Cada uma das figuras do Raven Geral representa um problema, cuja solução implica que o respondente possua um certo nível de desenvolvimento intelectual. Figuras que implicassem habilidades ainda não presentes no desenvolvimento da criança (de 5 a 12 anos) não poderiam entrar nas matrizes progressivas infantis.
Quanto aos critérios teóricos, Raven considerou o seguinte: 
OBJECTIVOS DOS TESTES:
	 Discriminar as origens genética e ambiental do comportamento inteligente;
	Avaliar a aptidão para aprender relações entre figuras ou desenhos geométricos;
	Facilitar a aplicação e a pontuação;
	Medir a capacidade de induzir relações entre partes que, à partida, não estão associadas.
	
PRINCÍPIOS DE ORIENTAÇÃO DE RAVEN PARA A CONSTRUÇÃO DAS MATRIZES :
Teoria dos dois factores de Spearman ( fator g);
Teoria da Gestalt ;
Teoria do desenvolvimento cognitivo.
 
	TEORIA DOS DOIS FACTORES
	No início do século XX, o psicólogo britânico Charles Spearman apresentou a teoria dos dois factores da inteligência que, também conhecida como bi-factorial, postulava que o desempenho em qualquer medida de inteligência estaria relacionado ao nível de inteligência geral do indivíduo e habilidades específicas exigidas em cada teste (Aiken, 2000; McGrew & Flanagan, 1998; Thorndike, 1997). Assim, durante a resolução de um problema, dois tipos de fatores estariam presentes: um factor de inteligência geral (factor g) e outros factores específicos (factores s).
	Daí Raven se ter baseado nesta teoria, porque ele não atribui totalmente um desempenho num teste à inteligência, mas sim aos demais factores que compõem a vida de cada pessoa, a situação em que se encontram no momento e o nível familiar e emocional, entre outros, daí não seguir à risca somente os resultados do teste
Spearman
		Para melhor captar a originalidade genética deste factor geral e, assim, evitar influências de elementos culturais e de treino, Raven optou por itens de carácter gráfico em vez de verbal para o seu teste, seguindo, nesta elaboração, os princípios da teoria da Gestalt. Assim, todos os itens do teste foram projectados de forma que a solução dos mesmos ocorresse dentro da percepção, espacial ou lógica, de uma configuração (gestalt). A escolha das 36 figuras específicas finais para inclusão nas Matrizes Progressivas De Raven Infantis seguiu dois tipos de critérios: critérios teóricos e critérios psicométricos.
TEORIA DE GESTALT
	A teoria da forma ou de Gestalt ocupa-se da investigação das nossas percepções visuais, ou seja, dos processos e princípios da formação das imagens no nosso sistema óptico. Ela é importante para a definição da forma dos futuros objectos que o designer pretenda projectar. 
	A percepção é a captação da realidade através dos sentidos e, como tal é subjectiva, a mesma coisa é interpretada de maneiras diferentes por cada pessoa, tendo como influência o conhecimento, contexto histórico-social, familiar, sexo, idade, raça, etc.
	Mas nem sempre o que vemos é a realidade: existem as ilusões ópticas, que por determinada composição provocam um efeito visual irreal. Esta foi a grande causa do aparecimento da Gestalt.
	Dominar a linguagem visual é um dos instrumentos mais importantes do Design e para tal o estudo da percepção visual foi essencial.
	
	Daí esta teoria também ser verdadeiramente importante nestas matrizes, porque assimila dois espaços muitos importantes, os visuais e espaciais, os necessários para a realização deste teste.
TEORIA DO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO
	Existem dois nomes que têm de ser referidos nesta teoria de apoio às matrizes progressivas de Raven:
	Jean Piaget :foi um dos investigadores mais influentes do séc. 20 na área da psicologia do desenvolvimento. Piaget acreditava que o que distingue o ser humano dos outros animais é a sua capacidade de ter um pensamento simbólico e abstracto. Assim sendo, podemos concluir que esta ideia esta totalmente expressa nas matrizes actuais. O comportamento é controlado através de organizações mentais denominadas “esquemas”, que o indivíduo utiliza para representar o mundo e para designar as acções. 
	Lev Vygotsky: desenvolveu a teoria socio-cultural do desenvolvimento cognitivo. A sua teoria tem raízes na teoria marxista do materialismo dialéctico, ou seja, que as mudanças históricas na sociedade e a vida material produzem mudanças na natureza humana.
	
	Vygotsky abordou o desenvolvimento cognitivo por um processo de orientação. Em vez de olhar para o final do processo de desenvolvimento, ele debruçou-se sobre o processo em si e analisou a participação do sujeito nas actividades sociais.
Existem 2 aspectos principais nesta teoria: 
	1. O processo de conhecer 
	2. Os estádios/ etapas pelos quais nós passamos à medida que adquirimos essa habilidade.
	Ao contrário da imagem de Piaget em que o indivíduo constrói a compreensão do mundo, o conhecimento sozinho, Vygostky via o desenvolvimento cognitivo como dependendo mais das interacções com as pessoas e com os instrumentos do mundo da criança. Esses instrumentos são reais: canetas, papel, computadores; ou símbolos: linguagem, sistemas matemáticos, signos.
EM QUE CONSISTE ESTE TESTE?
	O teste de matrizes progressivas de Raven consiste em se apresentar uma matriz de figuras onde há um padrão lógico entre as figuras. Uma das casas da matriz é deixada em branco e o examinando é incentivado a preencher a casa com a figura correcta segundo o seu raciocínio. Por ser um teste fundamentado no estímulo visual, os resultados da Escala Geral, aplicados em deficientes visuais e em cegos não são perfeitamente conhecidos.
		Baseado em sua experiência e pesquisas sobre a deficiência intelectual e na teoria da Gestalt, Raven considerou que a criança dos cinco aos 12 anos de idade passa por cinco níveis de desenvolvimento cognitivo na solução de problemas. Assim, a criança é sucessivamente capaz de (1) distinguir figuras idênticas de figuras diferentes e distinguir figuras similares de figuras dissimilares; (2) avaliar a orientaçãoda figura com relação à própria criança e a outros objectos no campo perceptual; (3) perceber duas ou mais figuras discretas como formando um todo ou uma entidade individual organizada; (4) analisar um todo em suas partes constituintes e distinguir entre o que aparece no real e o que ela própria acrescenta; e (5) comparar mudanças análogas nos constituintes percebidos e usar isto como um método lógico de raciocinar. 
MATERIAL UTILIZADO NOS TESTES:
	Manual;
	Caderno de Aplicação (reutilizável);
	Folha de Respostas;
	2 lápis (um de reserva);
	Cartazes dos itens A1 e A2 para aplicação colectiva.
MATRIZES PROGRESSIVAS COLORIDAS
		Feita em 1947 (Raven, 1947; cit. por Simões, s.d., p.51) e revista em 1956, foi a segunda matriz a ser desenvolvida por John Raven, sendo derivada da M. P. Geral. No entanto, e apesar de Raven ter proposto a M. P. Geral a crianças, ele notou que crianças mais novas, deficientes mentais e sujeitos mais idosos tinham sérias dificuldades em completar algumas séries e alguns itens (Simões, s.d., p.50).
		As Matrizes Progressivas Coloridas de Raven são, então, constituídas por 36 itens distribuídos equitativamente por 3 séries (A, Ab e B). As 3 séries possibilitam, ao todo, três hipóteses para o indivíduo desenvolver um tema coerente de pensamento. (Simões, s.d., p.52)
SERIE A
SERIE AB
SERIE B
		As Matrizes Progressivas Coloridas de Raven são, então, constituídas por 36 itens distribuídos equitativamente por 3 séries (A, Ab e B). As 3 séries possibilitam, ao todo, três hipóteses para o indivíduo desenvolver um tema coerente de pensamento. (Simões, s.d., p.52)
	O Teste das Matrizes Progressivas de Raven é um conjunto de escalas não-verbais destinadas a avaliar a aptidão do indivíduo para apreender relações entre figuras e desenhos geométricos e perceber a estrutura do desenho a fim de seleccionar a parte apropriada (entre várias) que completa cada padrão ou sistema de relações.
 
         
	O material não verbal em que os seus itens aparecem formulados permite-lhe, também, reduzir o impacto das variáveis culturais e linguísticas dos sujeitos na sua realização. (Almeida, 1988; Freeman, 1987; Sousa, 1987, 1993, 1994b, 1995).
	Formulada para indivíduos que, devido à sua idade ou à presença de défice intelectual, apresentassem uma capacidade intelectual inferior à exigida para realizar a M.P.Geral. (Simões, s.d., p.50). Este teste permite a avaliação dos processos intelectuais de crianças com idades inferiores a 12 anos, bem como de crianças com dificuldades linguísticas e auditivas e de deficientes mentais.
	
	Uma vez realizado o exame da escala colorida sem dificuldades, isto é, se a criança realizar as três séries sem revelar preocupações e dificuldades, ao fim da realização da mesma pode passar para uma escala seguinte dos conjuntos C D e E da Escala Geral.
VANTAGENS DAS MATRIZES PROGRESSIVAS COLORIDAS DE RAVEN
		Sendo dos poucos testes psicológicos que, além das poucas alterações efectuadas na sua estrutura e da durabilidade elevada da sua utilidade, as MPCR são dos poucos testes adequadamente projectados e estandardizados, sendo aplicados a um vasto conjunto de indivíduos no que se refere à sua idade e aptidão. Além disso, o facto de ser um teste não verbal, permite a sua aplicação em indivíduos de diferentes culturas e a pessoas com deficiências de cariz mental ou de elevada gravidade física (Jensen, 1980; cit. por O`leary, Rusch, Gustello, 1991).
LIMITAÇÕES DAS MATRIZESPROGRESSIVAS COLORIDAS DE RAVEN
 
	 O facto de ser um teste extenso que pode provocar a exaustão, a fadiga e o stress que afectam negativamente a rapidez e a precisão dos resultados.
 Preocupar-se somente com os resultados propriamente ditos, sem se preocuparem com o raciocínio da criança na realização da tarefa, o que impossibilita apreensão qualitativa do fenómeno em estudo (o estado do desenvolvimento intelectual do indivíduo) (Pasqual, Wechsler & Bensunan, 2002).
 Também é afectado pelas desvantagens uma vez que a criança tem de passar por cinco níveis de desenvolvimento cognitivo, que depende da idade e não só da experiência, assim sendo, as figuras que impliquem habilidades ainda inexistentes no desenvolvimento da criança não podem entrar nas CPM, o que limita o alcance do teste e lhe confere algumas dificuldades de aplicação. 
MATERIAL A USAR NA APLICAÇÃO DAS M.P.C.R.
	Teste (forma caderno ou forma tabuleiro), manual, folha de respostas e grelha de correcção;
A escolha de uma das formas depende das características da criança que está a ser testada: a primeira é a mais usada e a mais facilmente disponível, sendo recomendada para crianças com mais de 6 anos, para sujeitos deficientes ou dificuldades físicas; a forma tabuleiro só é aplicável individualmente, sendo recomendada a crianças com menos de 7 anos, deficientes mentais ou sujeitos com paralisia parcial, deterioração mental, surdez ou, ainda, com perturbações linguísticas, por ser uma forma mais concreta que a forma caderno. 
A forma tabuleiro é composta pelos mesmos 36 itens que integram a forma caderno, apresentados, agora, sobre placas de cartão rígido de 25x10cm (Galeazzi, Castelli & Saccomani, 1979), ou com 20x11cm (Clark & Rutter, 1979). Cada problema ou item está montado num tabuleiro (de madeira) ou numa placa de cartão. A forma a ser completada encontra-se colocada na parte superior do tabuleiro. 
A forma do teste em caderno é constituída por um problema em cada página do caderno.
O INVESTIGADOR DEVE TER EM CONTA:
	A familiarização com os princípios gerais reguladores deste exame psicológico; 
	O estudo prévio da aplicação em si antes da sua utilização; 
	O conhecimento dos elementos constituintes do teste (soluções, normas de correcção); 
	A atenção à condição física e psicológica do sujeito, de modo a eliminar o efeito de variáveis externas; 
	O fornecimento de informação e esclarecimento necessários acerca da realização do teste em si e da sua finalidade.
	Se o sujeito experimental falhar desde o primeiro ao quinto exercício é preferível suspender a aplicação do teste. Em situação contrária, a realização do teste deve prosseguir, dando-se as indicações necessárias e anotando as respostas dadas pelo sujeito na folha de cotações. Além destes procedimentos de ordem geral, o investigador deve procurar compreender o tipo de raciocínio utilizado pelo sujeito experimental na resolução do teste, por forma a tentar fazer uma apreensão qualitativa do estado do desenvolvimento intelectual do sujeito experimental (Raven, Court & Raven, 2001).
	Deve também aperceber-se de que as crianças não estão cansadas ou sob pressão.
	Conhecer as forma como deve registar todos os dados e as informações na folha de respostas.
	Motivar o examinando ou o grupo no sentido em que se vão realizar uns exercícios de forma a conhecer as suas capacidades intelectuais. 
	Tirar todas as dúvidas necessárias antes de começar o tempo do teste (quando a prova é aplicada com tempo limite).
	Depois de começar o teste não se deve dar ajudas nem explicações nem se fazem comentários do tipo colectivo ou individual.
*
	Estes procedimentos devem ser adoptados até ao final do teste, sendo que neste momento se deve anotar a hora de término do teste. Esta última anotação é importante no sentido de dar a conhecer a velocidade de raciocínio e execução das situações problemáticas apresentadas, sendo esse um dos parâmetros avaliadores da inteligência individual (Raven, Court & Raven, 2001).
CORRECÇÃO
		A correcção deste teste pode ser feita juntamente com o examinando numa tentativa de se compreender os raciocínios da criança nas suas escolhas, ajudando-o a dar possíveis formas de resolver o teste naqueles itens em que o examinando teve mais dificuldades.
 Atribui-se um ponto por cada resposta correcta no conjunto dos doze itens de cada agrupamento (A, Ab, B). O somatório das pontuações obtidas constitui o resultado final, que será colocado no espaço para si reservado no fundode cada coluna. 
		Quando se tem em consideração o tempo limite da prova, subtrai-se a hora do início da realização do teste à hora do final do mesmo, apontando-se o resultado no espaço destinado a tal. 
		
 Apenas se devem considerar como correctas as respostas às questões nas quais objectivamente se verifica a existência de uma só resposta assinalada. Em caso de ausência de resposta ou em casos onde se verifique mais do que uma resposta, deve-se considerar a questão como erradamente respondida (Raven, Court & Raven, 2001).
APLICAÇÃO DO TESTE
	Aplicamos o teste a duas crianças, uma de 11 anos e outra com 7 anos, a primeira não demonstrou muitas dificuldades nas escolhas das figuras e realizou o teste num tempo mínimo, em 15 minutos apenas, a segunda, de 7 anos, começou por realizar o teste muito bem e sentiu-se preparada inicialmente, mas como decorrer da prova começou a ficar nervosa e os últimos itens já lhe pareciam demasiado difíceis o que a levou a responder quase intuitivamente a todos, demorando assim 21minutos.
	O facto de serem imagens coloridas despertou imensamente a atenção das crianças o que a levou a precipitarem-se nas escolhas.
	Verificou-se perfeitamente que ao longo das séries a dificuldade foi aumentando, como o tempo de resolução.
	Os últimos itens foram resolvidos de forma errada, mais na criança de 7 anos porque se achou incapaz de resolver os itens, pareciam-lhe demasiado dificeis e até pediu ajuda, uma vez que estes já não são coloridos de forma a que as crianças sintam uma adaptação às próximas matrizes de Raven que não são constituídas por cores, podemos então verificar que o facto de serem coloridas favoreceu imenso as escolhas das crianças que foi pela lógica das cores, sem estas as suas escolhas dificultaram-se muito, daí terem sido criadas estas matrizes coloridas, porque as crianças ainda não estão adaptadas ás demais.
A criança de 11 anos não revelou quaisquer dúvidas no decorrer da prova e mostrou-se bastante interessada por estar a ser posta à prova.
	Já a criança de 7 anos colocou bastantes dúvidas no sentido de ser ajudada nas respostas a dar, inicialmente resolveu a prova com bastante facilidade, na série B unicamente acertou 3 itens uma vez que dizia não estar preparada e resolveu-os de forma aleatória.
	Resultados	Criança de 11 anos	Criança de 7 anos
	Série A	10	10
	Série Ab	9	8
	Série B	6	3
	Total	25	21
	Segundo Raven, Court e Raven (1990, p.6), de acordo com a apresentação dos resultados em percentagem, existem 5 classes de apresentação:
	Classe I: Intelectualmente Superior. ( Se o resultado for superior ao percentil 95.)
	Classe II: Nitidamente acima da capacidade intelectual média. ( Para um resultado igual ou superior ao percentil 75) ou II+ ( Se o resultado for igual ou superior ao percentil 90).
	Classe III: Capacidade intelectual média. ( Resultados situados entre os percentis 25 e 75) ou III+ (superior ao percentil 50) ou III- ( se for inferior ao percentil 50)
	Classe IV: Nitidamente abaixo da capacidade intelectual média. (Para resultados situados no perecentil 25 ou menos), ou IV- ( se o resultado for igual ou inferior ao perecentil 10).
	Classe V: Capacidade intelectual inferior. ( Quando o resultado é menor ou igual ao perecentil 5)
IDADES
Normas em percentis por níveis etários
	Percentis	6.00-6.11	7.00-7.11	8.00-8.11	9.00-9.11	10.00-10.11
	95	26	29	32	33	34
	90	25	27	29	32	33
	75	21	24	26	29	31
	50	18	20	22	26	27
	25	14	16	18	21	23
	10	12	13	15	17	19
	5	9	10	12	14	16
	Criança de 11 anos:
	Esta criança a que aplicamos o teste num total de 36 itens acertou 25 o que corresponde a 69%. Encontra-se assim no percentil 25. Sendo assim podemos verificar que esta criança se encontra no limite do nível de capacidade média, ou seja, na classe III-. Verificamos, então, que o sujeito avaliado se encontra num nível considerado pouco adequado para a sua idade e que revela capacidades dedutivas um pouco fracas.
Criança de 7 anos:
Esta criança obteve um total de 21 itens correctos em 36 o que corresponde a 58% do total. Estando assim no percentil 50. Assim sendo encontra-se também no nível intelectual médio, na classe III. Devido a isso as suas capacidades dedutivas encontram-se adequadas à sua idade tendo uma boa dedução de compreensão do teste.
	Considera-se que a capacidade dedutiva passa por um processo quando, de uma ou mais premissas, se conclui uma proposição que é conclusão lógica da(s) premissa(s). A dedução é um raciocínio de tipo mediato, sendo o silogismo uma das suas formas clássicas. Parte de uma premissa maior para uma menor. A dedução carece de criatividade pois não adiciona nada além do que já é do conhecimento, mas é muito útil para aplicar regras gerais a casos particulares. 
	Após a correcção ambas as crianças compreenderam as suas falhas e os seus erros nos itens em questão , uma vez que depois de lhes dizermos que o teste havia terminado, eles sentiram-se mais à vontade e voltamos então a olhar as imagens em conjunto dizendo-lhes que agora não estavam a se avaliados, pareceu-nos que olharam com outros olhos e perceberam os itens em que erraram sabendo corrigi-los na perfeição, o que se pode verificar que houve uma falha a nível da atenção devido à excitação e à novidade de estar a resolver um teste que avalia a sua capacidade intelectual, coisa que nunca havia feito antes.
		Supõem-se que na passagem de cada série (A, Ab e B) o número de pontos vai aumentando progressivamente, caso contrário significaria que o examinando havia deixado de responder às questões ou erraria todas a partir de um determinado item.
		Os resultados verificados por nós correspondem ao esperado, ou seja, há progressão da pontuação no sentido horizontal (por cada item que se faz a mais a pontuação aumenta) e diminuição dos desempenhos no sentido vertical ( visto que é o sentido das séries e como cada série tem um grau crescente de dificuldade, o número de respostas correctas diminui).
Aplicação Individual
Pontuação obtida pelo nosso examinado de 11 anos: 10+9+6=25
Pontuação esperada: 10+9+6=25
Discrepância: 0 0 0
Pontuação obtida pelo nosso examinando de 7 anos: 10+8+3=21
Pontuação esperada:9+7+5
Discrepância: 1 1 -2
	Resultado total	10	11	12	13	…	21	…	25
	A	5	5	6	6	…	9	…	10
	Ab	3	3	3	4	…	7	…	9
	B	2	3	3	3	…	5	…	6
DISCREPÂNCIA:
	Quando num número de conjuntos aparece uma discrepância de mais de 2 pontos, não se deve aceitar a pontuação total como uma estimativa consistente do funcionamento da capacidade intelectual do sujeito, embora essa discrepância maior não impeça a pontuação total de ser considerada válida.
	Neste caso, podemos considerar que os resultados obtidos pelo examinando de 11 anos são bastante razoáveis, correspondendo totalmente à função intelectual do individuo, uma vez que o examinando conseguiu um resultado de discrepância igual a zero.
	Já o examinando de 7 anos não obteve a pontuação esperada e teve uma discrepância igual a 2 o que indica que esse valor não corresponde totalmente ao seu nível de desenvolvimento intelectual.
CONCLUSÃO
	Em termos gerais, achamos que as matrizes coloridas são as que se adaptam melhor à avaliação do nível intelectual da crianças, uma vez que não as cansa demasiado e levam a situação como uma brincadeira o que facilita a compreensão e a resolução do teste.
	No entanto, o resultado deste teste é muito vago em termos da veracidade correspondente à capacidade intelectual das crianças, porque uma criança pode até ter poucos pontos mas ter um grande desenvolvimento intelectual, ou seja, é um pouco injusto atribuir valores à inteligência a partir de um simples teste como este que se destina mais a divertimento do que propriamente a medição da inteligência.
	
BIBLIOGRAFIA
	Angelini, A.L., Alves, I.C.B., Custódio, E.M., Duarte, W.F., & Duarte, J.L.M. (1999). Manual: Matrizes Progressivas Coloridas de Raven. São Paulo: Centro Editor de Testes e Pesquisas em Psicologia.
	http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-79722006000100010Pasquali, L., Weschsler, S., & Bensusan, E. ( 2002). Matrizes Progressivas do Raven Infantil: Um Estudo de Validação para o Brasil. Avaliação Psicológica, 2, 95-110.
	Raven, J., Court, J., & Raven, J. (2001). Raven – Matrices Progresivas: CPM; SPM; APM. (3ª ed.). TEA Edicions: Madrid
	
	Simões, M.( s.d.).Investigações no âmbito da aferição nacional do teste das matrizes progressivas coloridas de Raven (M.P.C.R.)Coimbra: Fundação Calouste Gulbenkian.
	http://www.psicologia.com.pt/instrumentos/testes/ver_testes.php?id=65&tipo=7
	http://biblioteca.universia.net/ficha.do?id=1106753
	http://www.notapositiva.com/trab_professores/textos_apoio/psicologia/teoriaspiagetvygostsky.htm
TRABALHO ELABORADO POR:
	António Almeida Nº 30599
	Elisabete Costa Nº 29889
	Joni Ledo Nº 30613
	Mariana Marques Nº 30618

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