SARLET, Ingo W A Eficacia dos Direitos Fundamentais
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SARLET, Ingo W A Eficacia dos Direitos Fundamentais


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Folha de rosto
Ingo Wolfgang Sarlet
Doutor em Direito pela Universidade de Munique. Estudos em Nível de Pós-Doutorado nas Universidades de
Munique, Georgetown e junto ao Instituto Max-Planck de Direito Social Estrangeiro e Internacional (Munique),
onde também atua como representante brasileiro e correspondente científico.
Professor Titular de Direito Constitucional e Direitos Fundamentais nos cursos de Graduação,
Mestrado e Doutorado da PUC/RS e da Escola Superior da Magistratura do RS (AJURIS). Professor visitante
(como bolsista do Programa Erasmus Mundus, da União Europeia) da Faculdade de Direito da
Universidade Católica Portuguesa. Pesquisador visitante na Harvard Law School.
Professor do Curso de Mestrado em Direito Constitucional Europeu na Universidade de Granada.
Coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Direitos Fundamentais (CNPq), vinculado ao Mestrado e
Doutorado em Direito da PUC/RS. Juiz de Direito de Entrância Final (RS).
A EFICÁCIA
DOS DIREITOS
FUNDAMENTAIS
UMA TEORIA GERAL DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS
NA PERSPECTIVA CONSTITUCIONAL
11ª EDIÇÃO
revista, atualizada
Créditos
© Ingo Wolfgang Sarlet, 2012
Capa, projeto gráfico e diagramação de
Livraria do Advogado / Valmor Bortoloti
Pintura da capa de
Eliana M. Moreschi
Óleo sobre tela 20x30cm, 1986.
Direitos desta edição reservados por
Livraria do Advogado Editora Ltda.
Rua Riachuelo, 1338
90010-273 Porto Alegre RS
Fone/fax: 0800-51-7522
editora@livrariadoadvogado.com.br
www.doadvogado.com.br
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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
S245e Sarlet, Ingo Wolfgang
A eficácia dos direitos fundamentais: uma teoria geral dos direitos fundamentais na perspectiva constitucional / Ingo Wolfgang Sarlet.
11. ed. rev. atual. Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora, 2012.
Inclui bibliografia
ISBN 978-85-7348-789-3
1. Direitos e garantias individuais. 2. Direitos humanos. I. Título.
CDU 342.7
Dedicatória
Para minhas filhas
Dariana e Halina,
mais uma vez e sempre!
Notas prévias à 11ª edição
Tendo em conta a reimpressão reiterada da décima edição, que remonta ao início de 2009, bem
como a publicação de uma série de títulos novos a respeito de diversos dos tópicos versados na
presente obra, decidimos investir, sem proceder a alterações substanciais e mesmo a uma ampliação
expressiva do texto, na atualização das referências bibliográficas, ajustando aqui e ali o conteúdo do
texto, mas especialmente buscando afastar mais algumas imperfeições. Assim, o que vem a ser
publicado a esta altura é uma reedição atualizada e revista da obra, destacando-se a inserção de quase
meia centena de referências bibliográficas e diversos precedentes do STF, sem prejuízo de uma ou
outra alteração no texto. Tendo em conta, de outra parte, a contínua receptividade da obra pela
comunidade acadêmica, esperamos que a atualização levada a efeito demonstre o nosso respeito pelo
leitor e a permanente preocupação com o aperfeiçoamento do trabalho.
Porto Alegre, janeiro de 2012.
Prof. Dr. Ingo Wolfgang Sarlet
Agradecimentos (1ª edição)
Ainda que cada obra científica exija de seu autor um considerável dispêndio de tempo, além de
persistência e uma vontade firme e direcionada, isto não significa que tenha sido elaborada sem
qualquer tipo de contribuição, direta ou indireta. Também este trabalho não pretende (nem poderia)
constituir exceção à regra, razão pela qual se impõe seja rendida a justa homenagem ao expressivo
número de pessoas que ofereceram a sua colaboração. Deixar de referi-las nesta oportunidade
significaria desconsiderar a importância da contribuição recebida. Uma vez que o trabalho, ainda que
de forma meramente parcial, deita raízes na tese de doutoramento por mim escrita ao longo dos anos
de 1995 e 1996,1 não poderia deixar de ressaltar, neste contexto, a figura ímpar de meu orientador,
Prof. Dr. Heinrich Scholler, Catedrático de Direito Constitucional, Administrativo e Filosofia do
Direito da Universidade de Munique, a quem devo a orientação sempre presente e segura,
intelectualmente estimulante e receptiva a posições por vezes divergentes.
Ao estimado mestre e amigo Prof. Dr. Juarez Freitas, que me proporcionou a inestimável honra de
prefaciar esta obra, endereço a mais profunda gratidão, tanto pelo fato de ter assumido, desde o início
da redação da tese de doutoramento, a co-orientação do trabalho (de modo especial, da parte nacional),
quanto pelas preciosas sugestões e estímulos, acrescendo-se a sua decisiva contribuição no âmbito de
minha trajetória acadêmica. No Desembargador e Prof. Dr. Ruy R. Ruschel, que me acompanha desde
que fui seu aluno no curso de pós-graduação em Direito Político na UNISINOS, e que, além disso,
integrou a banca examinadora do concurso para professor de direito constitucional nessa
Universidade, hoje já decorridos mais de 11 anos, encontrei um interlocutor sempre interessado e
incansável na discussão dos originais da tese e desta obra. Ao Desembargador e Prof. Sérgio G.
Pereira, expresso o meu reconhecimento pelo tempo dispendido na criteriosa leitura da primeira
versão do texto, bem como pelo constante apoio e sugestões recebidas. A todos os mestres nominados,
devo o exemplo de grandes professores, intelectuais e, acima de tudo, seres humanos, na mais nobre
acepção do termo.
As contribuições recebidas não se limitam, contudo, à esfera da confecção propriamente dita do
trabalho escrito. Assim sendo, não poderia deixar de referir aqui o Ministro Ruy Rosado de Aguiar
Júnior, cujo estímulo e apoio foram decisivos para que a meta do Doutorado, iniciado ainda antes de
meu ingresso na Magistratura, pudesse tornar-se realidade. Aos Desembargadores Décio A. Erpen,
Milton dos Santos Martins, Adroaldo Furtado Fabrício, Guilherme Castro e Clarindo Favretto, devo a
concessão da licença especial para aperfeiçoamento no exterior, bem como o acúmulo de férias
regulares sem as quais a realização da pesquisa e a redação da tese, assim como a arguição oral, não
teriam sido concretizados. Pela confiança depositada na minha pessoa, sou-lhes profundamente grato,
sentimento este que torno extensivo ao Poder Judiciário do Rio Grande do Sul, que tenho a honra e o
privilégio de integrar.
Porto Alegre, janeiro de 1998.
Prefácio (1ª edição)
A contínua marcha pelo reconhecimento dos direitos fundamentais é a mesma incessante
caminhada no rumo da consolidação dos chamados Estados Democráticos. Neste prisma, os direitos
humanos, à proporção em que se fazem reconhecidos, objetiva e positivamente, passam a robustecer o
cimento indisponível do próprio Estado, o qual somente experimenta real sentido e autêntica
legitimidade quando apto a viabilizar, mormente em situações-limite, a concretização ampliada da
dignidade da pessoa. Com efeito, existe imbricação intensa entre o princípio da legitimidade e o
resguardo jurídico da pessoa em sua essência, porque, está claro, os princípios fundamentais se
constituem mutuamente e jamais devem-se eliminar. É dizer, a preocupação objetiva com a eficácia
dos direitos fundamentais identifica-se com aquela de querer, verdadeiramente, respeitado o nosso
Estatuto Fundamental, interpretando-o e, em simultânea medida, concretizando-o adequadamente.
Destarte, em face da elevada hierarquia dos valores em tela, mister que toda a interpretação
principialista dos direitos fundamentais tome na devida conta o imperativo de lhes conferir e outorgar
a máxima aplicabilidade, pois de nada adianta que permaneçam como exortações abstratas ou
construções fadadas ao limbo, quiçá numa falsa homenagem à suposta reserva do possível, que, às
vezes, apenas revela contumácia na resistência à inclusão de todos os seres humanos no chamado
\u201creino dos fins\u201d, isto é, no reino da dignidade, que veda qualquer \u201creificação\u201d.
O livro, que tenho a honra de prefaciar, apresenta-se fiel à aludida procura da máxima
aplicabilidade concreta dos direitos fundamentais. Seu autor, nitidamente, almeja contribuir, de modo
efetivo