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ESTÁGIO SUPERVISIONADO BÁSICO II
ALUNA: NAIR CAMPOS FREITAS PROFESSORA: Ms. ALCIONE JANUÁRIA TEIXEIRA DA SILVEIRA
CURSO: BACHARELADO EM PSICOLOGIA
2020
FACULDADE VÉRTICE – UNIVÉRTIX
SOCIEDADE EDUCACIONAL GARDINGO LTDA. – SOEGAR
EDUCAÇÃO ESPECIAL INCLUSIVA DOS AUTISTAS NA ESCOLA COMUM 
Nair Campos Freitas
MATIPÓ
2020
FACULDADE VÉRTICE – UNIVÉRTIX
SOCIEDADE EDUCACIONAL GARDINGO LTDA. – SOEGAR
EDUCAÇÃO ESPECIAL INCLUSIVA DOS AUTISTAS NA ESCOLA COMUM 
Relatório Final do Estágio Básico Supervisionado II.
Acadêmica: Nair Campos Freitas
Profa. Orientadora: M.Sc. Alcione Januária Teixeira da Silveira
Matipó
2020
EDUCAÇÃO ESPECIAL INCLUSIVA DOS AUTISTAS NA ESCOLA COMUM 
RESUMO
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades dos alunos com necessidades educacionais especializadas, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de práticas colaborativas. Inclusão é a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós. O objetivo deste estudo e compreender a intervenção da escola no atendimento a crianças portadoras de necessidades especiais, incluindo o autismo em especial no seu cotidiano? Com este estudo pretendo contribuir para que se esclareçam um pouco as funções da escola e do professor como mediadores destas intervenções que ocorrem dentro das instituições. Os alunos diagnosticados com o Transtorno do Espectro Autista são vistos de uma maneira geral como aqueles que não conseguem se comunicar e também socializar pelo fato de apresentar diversas dificuldades do desenvolvimento humano, mas os alunos autistas tem grande chance de levar uma vida normal respeitando suas limitações. Sabe-se que as instituições em sua maioria, apenas matriculam o aluno, mas não garante a ele que a inclusão realmente aconteça, alcançando o seu desenvolvimento e sua autonomia.
PALAVRA CHAVE: Educação Especial; Autismo; Professor; Escola. Transtorno. 
1 INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem como tema educação especial inclusiva dos autistas na escola comum, a inclusão é muito além de receber os alunos com Necessidades Educacionais Especiais, ela busca de uma maneira concreta garantir esse aluno que ele esteja inserido na escola e na sociedade, mas que também ele possa se desenvolver e conseguir alcançar aspectos fundamentais na sua aprendizagem, com metodologias adequadas que respeite as limitações de cada aluno. A escola como instituição pública tem que assegurar aos alunos o pleno direito a educação, sem exclusão. De acordo com a Constituição Federal de 1988 em seu Art. 205 assegura que:
A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
O acesso à educação sendo direito de todos proporcionou aos alunos com deficiência e NEE poderem frequentar uma escola comum. Antes mesmo da lei da inclusão, Vieira (2012) já falava de uma educação de qualidade para todos referindo-se, entre outros fatores, a atribuição de novas dimensões da escola no que consiste não somente na aceitação, como também na valorização das diferenças, resgatando os valores culturais e o respeito do aprender e construir. Entretanto, a educação especial que por muito tempo restringiu-se a um ensino paralelo, aos poucos vem redimensionando seu papel, atuando no atendimento direto desse alunado na rede escolar regular.
Nesse sentido, de acordo com a Lei Nº 13.146, de 6 de Julho de 2015. Em seu artigo 27 define que: 
A educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem.
Parágrafo único. É dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar educação de qualidade à pessoa com deficiência, colocando-a a salvo de toda forma de violência, negligência e discriminação.
Para Mantoan (2001) no início no Brasil a Educação Especial seguiu os modelos assistencialistas e segregativos de atendimento e pela segmentação das deficiências, fatos esses que contribuíram para que a formação escolar e a vida social das crianças e jovens com deficiência aconteçam ainda, na maioria dos casos, em um mundo à parte. A realidade hoje é diferente, muitas coisas mudaram e o cenário da inclusão ganhou uma atenção especial. Assim, é possível perceber que o paradigma da inclusão pressupõe uma escola democrática, com respeito ao tempo do aluno, com a aprendizagem como centro e o estímulo ao trabalho coletivo, participativo.
Nesta perspectiva, construíram-se questões que nortearam este trabalho: 
· Como os alunos autistas estão sendo recebidos nas escolas comuns? 
· Quais os desafios enfrentados para garantir essa inclusão?
· Qual o papel da escola, do professor e da família nesse processo?
Antigamente falava-se que a inclusão era integrar os alunos com deficiência, mas deve ir, além disso, a inclusão, ou seja, colocar ele em um meio onde haja aprendizagem e união de troca de saberes.
Neste sentido, Mantoan (1998 b, p. 5) vem afirmar que:
"a integração escolar, cuja metáfora é o sistema de cascata, é uma forma condicional de inserção em que vai depender do aluno - ou seja, do nível de sua capacidade de adaptação às opções do sistema escolar - a sua integração, seja em uma sala regular, em uma classe especial ou mesmo em instituições especializadas - Trata-se de uma alternativa em que tudo se mantém, nada se questiona do esquema em vigor."
Neste contexto, o objetivo primordial deste estudo é, pois, investigar e compreender a intervenção da escola no atendimento aos alunos autistas nas escolas comuns.
Com este estudo pretendo contribuir para futuro estudos em esclarecer as funções da escola e do professor como mediadores destas intervenções que ocorrem dentro das instituições e são asseguradas por lei. 
INCLUSÃO
Inclusão é a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós. A educação inclusiva acolhe todas as pessoas, sem exceção. É para o estudante com deficiência física, para os que têm comprometimento mental, para os superdotados, para todas as minorias e para a criança que é discriminada por qualquer outro motivo. Costumo dizer que estar junto é se aglomerar no cinema, no ônibus e até na sala de aula com pessoas que não conhecemos. Já inclusão é estar com, é interagir com o outro (MANTOAN, 2001).
Em tempos remotos o tratamento com os deficientes era bem distante do que vivemos hoje, eles eram excluídos de todo convívio social, na escola não era diferente. Eram considerados incapazes, doentes, loucos entre outros. Nem mesmo os tratamentos médicos eram disponibilizados, eram divididos em dois grupos, os que não ofereciam riscos à sociedade, e ficavam vagando pelas ruas, e os que ofereciam riscos, considerados mais agressivos e ficavam acorrentados nas casas ou até mesmo cadeias (MAZZOTTA, 2005). 
A criação de hospícios fez com que muitos deficientes fossem abandonados, alguns eram submetidos a torturas que levavam até a morte. Em muitos países os pais tinham o direito de matar a criança que nascia com deficiência após o parto (AMARAL, 1995).
Figueiredo (2010) assegura que a inclusão se traduz pala capacidade da escola em dar respostas eficazes á diferença de aprendizagem doa alunos. Ela demanda que a escola se transforme em espaço de trocas o qual favoreça o ato de ensinar e de aprender. Transformar a escola significa criar as condições para que todos participem do processo de construção do conhecimento independentemente de suas características