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ÍNDICE
I.	INTRODUÇÃO	3
1.1.	Problema	4
1.2.	Justificativa	4
1.3.	Objectivos	5
1.3.1.	Geral	5
1.3.2.	Específicos	5
1.3.3.	Questões de pesquisa	5
II.	REVISÃO BIBLIOGRÁFICA	6
2.1.	Conceitos gerais	6
2.2.	Gestão de recursos naturais	6
2.2.1.	Estratégias da gestão de recursos naturais	6
2.2.2.	Fraco envolvimento comunitário na gestão de recursos naturais	7
2.2.3.	Fraca difusão de instrumentos jurídicos sobre a exploração florestal	8
III.	METODOLOGIAS	9
3.1.	Descrição e Localização da área de estudo	9
3.1.1.	Solos	9
3.1.2.	Clima	9
3.1.3.	Fauna e Flora	10
3.1.4.	População	10
3.1.5.	Actividades Económicas	11
3.1.	Métodos	11
3.1.1.	Revisão bibliográfica	11
3.1.2.	Inquérito	11
3.1.3.	Entrevistas	11
3.1.4.	Amostragem	12
3.1.5.	Processamento e análise dos dados colectados	13
IV.	RESULTADOS E DISCUSSÕES	14
4.1.	Perfil socioeconómico da população de Miala (empresa)	14
4.2.	Nível de Conhecimento da legislação Florestal	16
4.3.	Nível de conhecimento das normas de utilização e conservação de recursos naturais na comunidade de Miala (empresa)	17
Conhecimento dos direitos e deveres na gestão de recursos naturais	19
V.	CONCLUSÃO	22
VI.	RECOMENDAÇÕES	23
VII.	REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS	24
APÊNDICES	25
I. INTRODUÇÃO
Em Moçambique mais de 80% da sua população depende directamente dos recursos naturais para a sua sobrevivência. A agricultura é considerada a principal base da economia, apesar de ser praticada usando técnicas rudimentares e dependentes de processos naturais tais como a chuva e a recuperação da fertilidade de solo através do pousio de terras. O aumento da população e o consequente aumento da pressão sobre os recursos naturais tende a provocar degradação ambiental no país (MICOA 2008).
O governo de Moçambique definiu como uma das suas principais metas a redução da pobreza que grassa mais de dois terços da população do país. Assim, todos os sectores desenham as suas estratégias procurando contribuir para este objectivo. O subsector de Florestas e Fauna Bravia desenhou a sua política e estratégia de desenvolvimento (1997) incorporando um objectivo social, para além dos objectivos económico, ecológico e de desenvolvimento institucional. O maneio comunitário dos recursos naturais surge assim como uma abordagem que visa motivar a promoção do envolvimento dos utentes na gestão dos recursos naturais com vista a colher benefícios e garantir o seu uso sustentável. Um dos grandes desafios que a implementação deste objectivo social encontrou foi a definição da entidade comunidade. As várias intervenções no campo foram clarificando este aspecto visto que se chegou à conclusão que a comunidade se pode autodefinir de acordo com critérios baseados nas fronteiras de ligações costumeiras bem assim as administrativas e/ou geográficas.
O alvo comum de todas as iniciativas é constituir instituições fortes e garantir o direito positivo de uso e aproveitamento dos recursos bem como as suas obrigações que garantam a perpetuidade desses patrimónios naturais.
Desta forma, objectivou-se para o presente relatório, trazer e descrever de forma sumaria, sobre o Nível de conhecimento dos direitos e obrigações na gestão dos recursos naturais locais pelas populações residentes em Miala (empresa), em relação aos principais intervenientes e seus planos de acção levados acabo na sua implementação, com base nas informações obtidas em campo e solidificadas durante as aulas de Politica de Administração Florestal. 
1.1. Problema 
O uso inadequado dos recursos naturais (terra, vegetação e água) concernentes a práticas agrícolas como a queima para a preparação do campo, a prática da agricultura itinerante, abate indiscriminado das árvores para produção de carvão vegetal e abertura de novos campos de cultivo tem contribuído consequentemente para a perda de nutrientes do solo e o fraco rendimento da produção agrícola e dos recursos florestais na região norte do Niassa. 
Ainda existem outros aspectos contribuintes para o fraco desenvolvimento como: o baixo índice de escolaridade da comunidade, que é um outro grande problema no que concerne à utilização de formas e meios eficazes de comunicação permitindo as formas de adoptar um nível adequado de simplificação dos termos técnicos de modo a permitir maior compreensão. Estes factores afectam directamente os agricultores, diminuem os recursos naturais e afectando directamente na dinâmica do desenvolvimento rural e consequente lacuna no conhecimento dos seus direitos e obrigações na gestão dos recursos naturais. O que está por detrás do baixo nível de implementação dos seus direitos e obrigações na gestão dos recursos naturais nas comunidades rurais, especialmente em (Miala) para que haja um desenvolvimento socioeconómico?
1.2. Justificativa 
Com o uso dos instrumentos reguladores bem como o plano de acção deve ser elaborado de forma participativa, para facilitar a sua implementação em todas as comunidades do distrito de sanga em especial a comunidade de Miala (empresa). 
Com a constatação de que o Estado, sozinho, não pode garantir a conservação e o uso racional dos recursos florestais e faunísticos, a nova Lei de Florestas e Fauna Bravia introduziu nova abordagem na gestão de florestas e da fauna bravia, que procura envolver e responsabilizar todos intervenientes no sector na gestão destes recursos. Nesse sentido, as comunidades locais, o sector privado, organizações e associações de operadores e intervenientes no sector florestal, são encorajados a formar parcerias com o Estado, com vista a seu envolvimento e participação activa, não apenas na exploração e utilização destes recursos, mas também na fiscalização, controle e monitoria das actividades de exploração, maneio e conservação dos recursos florestais e faunísticos.
Não se pode cumprir uma lei sem antes ter o conhecimento da sua existencia, sendo assim, foi conduzido este estudo para saber até que ponto a comunidade de Miala (empresa) tem conhecimentos sobre os instrumentos reguladores do uso de recursos naturais. Portanto, este trabalho vai ajudar a estimar os esforços que o governo, as instituicoes de ensino, as empresas e ONGs devem fazer para garantir o cumprimento da legislação flotestal na comunidade de Miala e noutras semelhantes, visando garantir o uso sustentavel e racional dos recursos naturais para o beneficio socioeconomico das mesmas. 
1.3. Objectivos 
1.3.1. Geral
· Analisar o nível de conhecimento dos direitos e obrigações na gestão dos recursos naturais locais da população da comunidade de Miala (empresa).
1.3.2. Específicos
· Conhecer o nível socioeconómico da população de Miala (empresa) e como é feita a gestão de recursos naturais localmente;
· Descrever o nível de conhecimento dos instrumentos reguladores do uso de recursos naturais locais da população de Miala (empresa);
· Obter percepções das comunidades locais em relação ao conhecimento das normas vigentes sobre a utilização dos recursos naturais;
· Identificar os factores por detrás do nível de conhecimento da população em relação aos instrumentos reguladores de uso dos recursos florestais e faunísticos na comunidade de Miala (empresa).
1.3.3. Questões de pesquisa 
· Será que as comunidades locais têm conhecimento da lei vigente sobre o uso e conservação dos recursos naturais?
· Como a comunidade obtém os conhecimentos sobre as normas em relação a utilização dos recursos naturais?
II. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
2.1. Conceitos gerais 
A FAO define floresta como ‟terreno medindo mais de 0,5 hectare com árvores maiores do que 5 metros de altura e cobertura de copa superior a 10%, ou árvores capazes de alcançar esses parâmetros”.
Segundo Bordin (1999), ‟Florestas são áreas de terra mais ou menos extensas, cobertas predominantemente por vegetação lenhosa de alto porte”. 
Para UNFCC (Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), ‟Floresta é uma área mínima de terra de 0,05-1,0 h com densidade ou cobertura vegetal equivalente ou superior 10-30%, com árvores capazes de atingir uma altura mínima de 2-5”. 
Para além de os conceitos supra citados apresentarem